"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 6 de julho de 2014

MUITO ESTRANHO...

Ministro Gilberto Carvalho diz que não foi chamado a sair do governo para atuar na campanha de Dilma


O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que continua no governo até que seja convidado pela presidenta Dilma Rousseff a assumir outra função. Segundo ele, não há, no momento, nenhuma perspectiva de mudança, e o seu desejo é continuar como ministro, ajudando na campanha de Dilma, nas horas vagas.
“Em nenhum momento a pessoa que me chamou para ser ministro disse outra coisa. Portanto, sou e estarei ministro enquanto a presidenta Dilma quiser. Se ela me chamar para outra função, é evidente que serei obediente e cumprirei com entusiasmo.
O resto é especulação”, afirmou, desmentindo as notícias de que sairia do governo para atuar na campanha de Dilma.

Dilma Rousseff foi lançada pelo PT como candidata à reeleição no último dia 21, reeditando a chapa com o vice-presidente Michel Temer, do PMDB. “Por mim, eu continuo no governo, trabalhando, e vou, na campanha, ajudar nas horas vagas, como já fiz em outros anos. Isso faz parte da minha militância”, disse.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGÉ tudo muito estranho. O Planalto vaza a informação de que Gilberto Carvalho sairia do governo (é secretário-geral da Presidência) para coordenar a campanha de Dilma junto aos movimentos sociais. A notícia foi amplamente divulgada. Agora, o próprio Carvalho se encarrega de dizer “desculpe, foi engano”, informando que ninguém o convidou para trocar de função. Muito estranho. Carvalho é o homem de Lula no Planalto. Dilma tem horror a ele, mas não consegue afastá-lo. A tentativa foi boa, mas não deu certo. Ela vai ter de aturá-lo. (C.N.)

06 de julho de 2014
Paulo Victor Chagas
Agência Brasil 

PRO MEMÓRIA URGENTE


 
Aos que creem na vitória do bem contra o mal, eis aqui o manual.
 
Lembre aos políticos de que eles também podem ser vítimas:
 
de uma queda – pior que a de viaduto feito às pressas;
da falta de socorro médico porque não há hospitais de qualidade;
de bala perdida no meio de um arrastão;
 
de uma depredação sem aviso prévio, do local em que se encontrem;
de uma sede provocada pela falta de planejamento das autoridades medíocres que permitiram a transformação de rios em esgotos a céu aberto.
 
Lembre aos juízes de que eles também podem ser vítimas de assaltos, de invasões e de violências em geral – incluindo outros arbítrios praticados pelo Estado;
 
Se continuarem julgando contra a letra da lei, eles deixarão a seus descendentes uma terra de ninguém, zona liberada ao apetite do poderoso de então.
 
Lembre aos jovens:
 
de que um dia ficarão velhos;
 
de que se emigrarem, serão sempre estrangeiros em terra onde não têm raízes;
 
de que tatuagem não sai;
 
de que o álcool e as drogas os ajudam  a morrer mais cedo.
 
Lembre aos banqueiros de que são apenas parasitas: lucram emprestando, a juros altas e taxas absurdas, o dinheiro dos outros – não o deles.
 
Lembrem-se todos: os mais opulentos, corruptos e ladrões servirão de pasto a regimes justos, idealistas, não corruptíveis que façam respeitar a autoridade.
 
06 de julho de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é Livre Pensador.

CHIP EM ARMAS DE FOGO


 

Recebi denúncia a um projeto de lei (997/2011) que visa restringir ainda mais a liberdade de autodefesa, com a obrigatoriedade de toda fabrica nacional por um chip na arma a ser vendida. O CAC Alfredo (o sobrenome eu não publicarei para fins de preservação de identidade) assim argumenta contra esse projeto, que pode obrigar também os donos de armas já fabricadas a implantar os tais chips:
 
- O procedimento representará um passo definitivo para a ilegalização e confisco de todas as armas legais nas mãos de civis no país. Se analisarmos o efeito real do Estatuto do Desarmamento e das ações dos órgãos responsáveis por concessão de registros no SINARM (de competência da Polícia Federal) se verá facilmente que praticamente todas as armas registradas neste sistema foram jogadas na ilegalidade nos últimos anos (atualmente há cerca de um pouco mais de setecentas mil armas registradas neste sistema, ao passo que a quatro anos atrás haviam mais de oito milhões).
 
- O procedimento em nada auxiliará no combate ao crime, pois:
 
a) os criminosos não compram armas em loja legalmente;
 
b) mesmo em casa de extravio de armas privadas ou do Estado, os chips serão imediatamente destruídos pelos criminosos;
 
c) a quase totalidade das armas utilizada por criminosos vem do exterior, uma boa parte das quais produzidas especificamente para o crime em países como China e outros países da chamada cortina de ferro, sem nunca terem tido sequer um número de série.
 
- O procedimento interfere demais na privacidade dos indivíduos, cujas armas passarão a ser rastreadas em tempo real pelo Estado (mesmo não sendo objeto de cobiça por criminosos, como o caso de armas de atiradores desportivas, muitas das quais são de baixo calibre e/ou modificadas para somente serem úteis a esse tipo de atividade) sem impedir que as mesmas sejam alvo de ação criminosa (a esse respeito o porte de arma aos atiradores seria muito mais efetivo no combate ao crime);
 
- Os custos de tal procedimento serão certamente muito altos (a julgar pelos custos atuais dos serviços de armeria concedidos a civis e policiais no país atualmente) e serão custos elevadíssimos por arma possuída, inviabilizando por completo a atividade desportiva.
 
Como eu concordo com os argumentos expostos, os endosso, e esse projeto de lei inviabiliza ainda mais o direito de autodefesa no país, sem desarmar criminosos.
 
06 de julho de 2014
Bernardo Santoro é Diretor do Instituto Liberal e Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e UFRJ.

A MODA É ANÁRQUICA


 

 
Diversas teorias já foram concebidas a fim de se tentar elucidar a maneira que a moda se estabelece e se modifica em uma sociedade. Ainda há pessoas que acreditam, entretanto, na mais ultrapassada e rebatida dessas teorias: a teoria da conspiração.

Essa teoria defende que as pessoas, como regra, são totalmente manipuladas e passivas a tal ponto de adotarem qualquer moda que lhes for oferecida. A mudança da moda - por esta perspectiva - aduz que as alternâncias são de autoria dos comerciantes ávidos por lucro, dos estilistas, e da classe dominante que deseja a manutenção do poder. É um absurdo, entretanto, supor que isso seja verdade, visto que isso implicaria na aceitação da teoria de que somos apenas marionetes, como supõem autores marxistas e filósofos da Escola de Frankfurt.

A história demonstra claramente que, na verdade, foi o Estado quem se esforçou sempre em controlar a moda, a fim de controlar a individualidade. No século XIV, na Itália, hoje referência na moda, leis sumptuárias regulavam as vestimentas, determinando o que cada classe poderia utilizar como pano e cor. Em Milão, por exemplo, uma dessas leis proibia que vendedores usassem roupas de seda, e camponeses de adornarem-se com metais como ouro ou prata também. À mesma época, solteiras, viúvas e mulheres casadas tinham que seguir determinado traje, e prostitutas, em Pádua, por exemplo, deveriam usar capuz vermelho.

A Revolução Industrial e a invenção de uma máquina de fiar de simples operação permitiram, entretanto, que camponeses e artesãos revolucionassem os meios de produção, iniciando-se assim uma transgressão das regras sumptuárias, visto que não parecia mais possível o controle da produção de vestimentas. Infelizmente, anos depois o capitalismo ainda não parecia ser aceito por muitos que tinham o controle da produção, e em 1831 uma fábrica de máquinas de costura – a primeira máquina moderna – foi queimada por costureiros parisienses por considerarem estas concorrentes muito perigosas. 

Foi apenas em 1856, nos Estados Unidos, que surgiu a primeira máquina de costura na sua forma mais moderna, vendida por Isaac Singer em um sistema de vendas de prestações, que permitiu fácil acesso da mesma em todo o mundo. Com a liberdade para que todas as classes pudessem confeccionar em casa as suas roupas, criou-se, então, a possibilidade de todos expressarem individualidade.

A moda se popularizou com o barateamento da produção, devido à tecnologia empregada, e hoje está ao alcance de todos. A moda não é mais única, é influenciada por diversas manifestações, criada como um leque, horizontalmente, não mais de cima para baixo. Os grupos influenciam, criam, e modificam a moda constantemente. A moda é anárquica. 

Ao vestirmo-nos estamos expressando toda a nossa individualidade, estamos propositalmente escondendo o que não gostamos, mostrando o que gostamos. Ressaltamos o nosso melhor. A moda fortalece o ego e exalta o indivíduo. Por este motivo, pela exaltação do eu, por ser filha de uma sociedade aberta, que a moda sofreu sanções em numerosos períodos históricos.

Isso se verificou na extinta União Soviética, por exemplo, que contava com “casas de moda” estatais, que produziam artigos conforme as regras ditadas pelo comando comunista. Por óbvio, o que havia eram roupas de corte reto, com pouca cor, sem possibilidade de expressão da população – o que não podemos chamar de moda. 

O mesmo ocorreu na Alemanha Oriental, porém, muitos contavam com a possibilidade de costurar suas próprias roupas quando gozavam de tecidos. Dessa forma, muitos jovens passaram a protestar contra o regime através da moda, e assim a arte da costura passou a ser tradição no âmbito familiar.

Hoje ainda encontramos tais impedimentos à individualidade em países fechados, como, por exemplo, a Coreia do Norte. De acordo com as regras impostas, fica proibido saias curtas, calça jeans e roupas com palavras em inglês. Além das vestimentas, em 2005, o país declarou guerra aos homens de cabelo comprido, obrigando-os a adotar cortes de no máximo cinco centímetros de comprimento, alegando que o cabelo atrapalharia a atividade cerebral. A sociedade fechada inibiu as qualidades únicas de cada ser, fez deste um não pensante.

A sociedade que a moda vigora é a aberta, é aquela que explora – positivamente – a individualidade, que permite a criatividade, exalta o ser. A moda nesse tipo de sociedade não segue ordem, passou a não ser mais controlada, a ser anárquica e livre. Isso é moda.
 
06 de julho de 2014
Gabriela Bratz Lamb é Acadêmica de Direito (UniRitter) e Especialista do Instituto Liberal.

O MACRO, O MICRO E O MICO


 

Existem algumas leis universais que, paradoxalmente, de tão óbvias as pessoas tendem a ignorá-las. Talvez seja uma teimosia natural do ser humano: precisamos nos queimar para aprender que o fogo arde. Talvez seja um comportamento aprendido, uma espécie de espírito aventureiro: e se eu for o primeiro a conseguir? E se eu por a mão no fogo e não me queimar?
 
Pode ser que seja somente curiosidade.
 
Tudo que sobe, desce. Por mais que queiramos, insistamos, tenhamos fé, uma hora vai descer. Aquela ação que você comprou quando estava no preço recorde e depois a viu despencar. Ou aquela outra que subiu, subiu, subiu e, quando começou a cair, você pensou: “vai voltar a subir” e ela desabou lhe trazendo um prejuízo.
 
Frequentemente gastamos muito do nosso tempo com problemas sem solução, e, enquanto isso, os problemas solucionáveis são deixados de lado. Na ânsia violenta de querer mais, acabamos por apostar tudo e ficarmos sem nada. Um all in com um par de quatros. O dobro ou nada. Tudo ou nada. Nada.
 
Tudo é passageiro, menos o cobrador e o motorista. A piada é sem graça, mas a moral da história é irrefutável: Bom ou mal, triste ou feliz, o momento vivido vai passar. E o próximo também.
 
Mas existe uma lei universal, em particular, que me deixa intrigado: o macro é um reflexo do micro. Isso é sabido. É inegável. Mas as pessoas tendem a insistir no oposto. Administradores, economistas, políticos e eleitores: todos insistem no contrário. Todos apostam suas fichas nas mudanças macro.
 
Um gama de variáveis macroeconômicas que se manipuladas trarão a prosperidade; o resultado de uma pesquisa do IPEA que mostra o quanto o brasileiro é machista; o péssimo balanço da Petrobras, como se o balanço tivesse vida própria; o desastroso quadro político do país a véspera de uma eleição; o Fred com a 9. O Fred. Ou o Jô. O Jô!
Todos esses dados macros são interpretados como sentenças finais: as coisas são assim e pronto!Quando, na verdade, esses macros nada mais são do que reflexos do micro: os agregados macroeconômicos só nos mostram como anda difícil a situação econômica no micro, na relação dos agentes econômicos entre si. A pesquisa do IPEA não só nos mostra como é impossível medir a opinião de todos os brasileiros, mas nos mostra que o uso de rótulos, além de desnecessários, é burrice.
 
O balanço de uma empresa nos mostra que os problemas estão nas ações do dia-a-dia, nas entrelinhas, nas pequenas linhas de um contrato. O lamentável cenário político atual nada mais é do que o reflexo das opiniões e/ou ações no micro: o comportamento dos eleitores. O Fred ou Jô com a nove só nos mostra a escassez de bons centroavantes no futebol brasileiro, que passa pelas categorias de bases e vai até os jogadores “tipo exportação”.
 
A lei universal de que o macro é um reflexo do micro é isto: o mundo acontece no dia-a-dia, nas pequenas ações, no bom dia, no muito obrigado. Na honestidade em respeitar a fila. No voto consciente ou no não-votar. Em cobrar aqueles que devem ser cobrados e corresponder às cobranças que receber. É impossível desobedecer a essas leis e não pagar o preço. É como jogar pra cima e querer que não caia. É como bater cabeça em um problema sem solução. É como querer que o momento fosse eterno. É como reclamar do Fred e no banco ter o Jô.
 
06 de julho de 2014
Dudu Franco é Formado em Marketing, Acadêmico de Administração, pós-graduando em Finanças e Mercado de Capitais pela UNIJUI e Especialista do Instituto Liberal.

A HISTORIOGRAFIA COMUNISTA: A ERA DOS EXTREMOS


Eric Hobsbawn

“O trabalho do historiador, porém, não consiste em demonstrar seus estados de alma e suas ‘posições’ escrevendo textos nostálgicos, mas a tornar um passado inteligível a partir de uma base documentada”
(Cortar o Mal pela Raiz! – pág. 98).
 
 
Por muito tempo os comunistas procuraram impor a sua própria historiografia do Século XX, em particular a historiografia do comunismo. Depois de terem, por décadas, desenvolvido um discurso alinhado com as teses soviéticas, esses historiadores foram surpreendidos pelo desmoronamento da União Soviética, desmantelamento do sistema comunista mundial e pela abertura dos arquivos. A grande maioria dos partidos comunistas perdeu a pretensão de elaborar “suas” histórias.
 
Todavia, após um tempo de flutuação, os velhos reflexos ressurgiram encarnados em quatro livros emblemáticos: A Era dos Extremos, de Eric Hobsbawn, The Road to Terror, de J. Arch Getty e Oleg Naumov, Le Siècle des Communismes, dirigido por um grupo de universitários franceses, e Les Furies, de Arno Mayer. Todos eles são representativos das reações de três gerações de filocomunistas: a dos velhos marxistas e comunistas ocidentais – Hobsbawn nasceu em 1917 -, a geração acadêmica dos anos 70, influenciada pelos revisionistas norte-americanos e, por fim, a geração oriunda de 1968, esquerdistas e comunistas.
 
Eric Hobsbawn, autor marxista conhecido por seus trabalhos sobre o Século XIX, acreditou no projeto de dar uma continuidade ao “Era das Revoluções” com o “Era dos Extremos”, publicado em 1994. Esse livro pareceu tão ancorado na mitologia comunista que seu habitual editor francês recusou-se a publicá-lo, mas o Le Monde Diplomatique – órgão quase que oficial do marxismo terceiro-mundista – realizou sua edição em 1999, a fim de utilizá-lo em seu combate ao “ultraliberalismo” e à “globalização” – vocábulos neocomunistas que designam o capitalismo em geral e o imperialismo norte-americano em particular -, mas também contra os historiadores críticos do comunismo.
 
A “Era dos Extremos” apresenta uma ampla síntese do curto Século XX, que se inicia em 1 de agosto de 1914 (início da I Guerra Mundial) e se encerra em 19 de agosto de 1991 (data do confinamento de Gorbachev na Criméia, por três dias, por dirigentes do partido e da KGB contrários à perestroika).
 
No livro, Hobsbawn confunde a Revolução Bolchevique com a Revolução Democrática de fevereiro de 1917 e retoma o tema da “grande revolução proletária mundial”, mito criado por Lenin, que mantinha relações bastante longínquas com a realidade, já que o proletariado, além de pouco desenvolvido, não era necessariamente revolucionário.
 
O antifascismo é apresentado por Hobsbawn como um fenômeno central do período que, segundo seu entendimento, conheceu sua hora da verdade em 22 de junho de 1941 quando, com o ataque da Alemanha à URSS, o campo herdeiro do iluminismo do Século XVIII se viu unido contra o campo da reação e do obscurantismo.
 
Com essa abordagem, o historiador retém uma visão sumária do campo político europeu: de um lado o comunismo, do outro o fascismo, no qual ele não chega a distinguir entre nazismo, fascismo e regimes autoritários, e a direita liberal sendo vista apenas como uma aliada potencial do fascismo mas nunca como uma força democrática.
Hobsbawn finge ignorar que Lenin já havia sido denunciado por Trotsky, desde 1903, como um novo Robespierre e que os bolcheviques, e depois os comunistas, combateram com ferocidade a democracia representativa, a começar pelo primeiro gesto, altamente simbólico, que foi a interdição da Assembléia Constituinte russa em 18 de janeiro de 1918 e a repressão violenta aos seus partidários. Ou seja, Hobsbawn não quer admitir que a Revolução Bolchevique foi a primeira revolução antidemocrática da história moderna.
 
Ele não apenas desliza discretamente sobre os pactos germano-soviéticos de 1939, sobre a partilha da Polônia – nenhuma palavra sobre o Massacre de Katyn -, sobre a anexação dos países do Báltico e da Bessarábia por Stalin, como também não chega a evocar a guerra civil desencadeada pelos comunistas na Grécia em 1946, o “golpe de Praga” de 1948 ou o bloqueio econômico de Berlim em 1948-1949. E estima, evidentemente, que a Guerra Fria deveu-se àhisteria anticomunista surgida nos EUA.
Enfim, o socialismo realmente existente é, segundo Hobsbawn, um maravilhoso projeto de modernização acelerada da URSS que, mesmo tendo sido marcado por um custo sem dúvida excessivo, parece-lhe em parte justificado, não arrancando de sua parte qualquer palavra de compaixão pelas vítimas. Ele justifica assim a existência da URSS: a revolução bolchevique foi“a salvação do capitalismo liberal, pois permitiu ao Ocidente ganhar a 2ª Guerra Mundial, incitando também o capitalismo a se reformar e, paradoxalmente, em virtude da aparente imunidade da União Soviética à Grande Crise, a renunciar à ortodoxia do mercado”.
 
Trata-se de – paradoxo supremo para um cidadão britânico – ignorar que, no verão de 1940, em plena lua-de-mel germano-soviética, apenas a Grã-Bretanha, com a ajuda norte-americana, resistia a Hitler. Aliás, o capitalismo não esperou por Lenin nem Stalin para se reformar, limitar seus efeitos nocivos no campo social, submetendo-se à pressão reguladora do Estado, chegando finalmente ao que Hobsbawn é obrigado a classificar como “era dourada” – os anos 1950-1973 -. Essa era dourada, contudo, concerne somente à parte não-comunista do mundo, pois nesse mesmo período as populações submetidas a regimes comunistas curvavam-se ante o terror de Stalin, de Mao, de Ceaucescu e Pol Pot, e viviam uma miséria que era resultado direta da ideologia comunista aplicada ao campo econômico.
 
Hobsbawn apresenta o período posterior a 1973 como os anos de declínio e de uma nova catástrofe anunciada. Ora, ao contrário, os anos 1989-1991 foram marcados, no Leste-Europeu e na ex-URSS, por uma etapa na qual se seguia em direção à libertação dos povos e que se rumava, nessa sempre difícil jornada, para a democracia e para a prosperidade.
 
A seus críticos, Hobsbawn responde que “é um desafio para os historiadores serem obrigados a escrever a História como vencidos” (o seu caso). Curiosa maneira de posar de vítima, esquecendo que por várias décadas ele escreveu a História concebida “à luz do marxismo vitorioso” e do “futuro radiante” soviético.
Finalmente, Eric Hobsbawn dá a resposta a respeito das intenções de seu livro: “(...) Minha obra se apresenta como um esforço para repensar as posições de toda uma vida”. O trabalho do historiador, porém, não consiste em demonstrar seus estados de alma e suas “posições” escrevendo textos nostálgicos, mas a tornar um passado inteligível a partir de uma base documentada.
 
Certamente, não será indiferente ao leitor saber que a maior parte dos autores de O Livro Negro do Comunismo foram, com maior ou menor grau de intensidade, militantes comunistas e/ou revolucionário em sua juventude. Entretanto, eles não escreveram o livro para “repensar suas posições” do período militante de suas vidas, mas para estabelecer um painel histórico pouco conhecido, muitas vezes mal documentado e mantido como tabu por bastante tempo. Que esse trabalho histórico seja, para alguns autores, a chegada a uma reavaliação de seus itinerários pessoais, isso não interfere com o trabalho científico e interessa apenas aos autores, e muito secundariamente aos leitores.
Que A Era dos Extremos revele um acerto de contas de Hobsbawn consigo mesmo, o que será bastante útil a título de testemunho para os historiadores do futuro que procurem elucidar a militância no comunismo e a cegueira de grandes intelectuais ocidentais, mas isso nada nos ensina acerca da realidade do comunismo no poder e de seu peso sobre o Século XX.
 
Bibliografia:
 
Livro: Cortar o Mal pela Raiz! História e Memória do Comunismo na Europa, diversos autores sob a direção de Stéphane Courtois, editora Bertrand do Brasil, 2006.
 
06 de julho de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO


                 Quebrando a vértebra dos petralhas
 
 

O doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato, manda avisar que está prestes a abrir a boca para contar muito mais coisa que já revelou em uma delação premiada. Eis o lance de alto risco – uma jogada altamente desleal – que preocupa mais a fanática torcida petralha que o risco de perder a Copa da Fifa e, depois, amargar a derrota fatal na reeleição da Dilma Rousseff.

A memória viva de todo o esquema que lavou mais de R$ 10 bilhões – grande parte de dinheiro de corrupção oriunda de negócios com o setor público – tende a ser mais dolorosa para os esquemas petralhas que uma joelhada de lateral colombiano nas costas do craque Neymar. Se Youssef revelar que as operações iam muito além de Paulo Roberto Costa, sob comando de outros membros graúdos do partido-seita, a casa do PT vai desabar feito viaduto superfaturado, porém mal construído.

Mesmo sob risco de ampliar o desgaste de imagem, os petistas continuam abusando da sorte. Vide a arrogante demonstração de poder e vaidade do reeducando José Dirceu. Será que ele precisava sair da cadeia para o “trabalho” em um carrão, cheio de mordomia, fazendo aquela carinha de marrento envelhecido para os fotógrafos?

Quem tende a pagar a conta final da arrogância é Dilma Rousseff, quando for tirada do trono do Palácio do Planalto. Sem poder, os petralhas acertarão suas contas com a História e – se possível – com a Justiça.

A vértebra dos petralhas já está fissurada e pra lá de fraturada. Só falta eles sentirem as dores da derrota e dos crimes que cometeram contra o Brasil.

Ouro dos tolos

Perguntinha pós-copa: Alberto Youssef pode ser um Zúñiga para os petralhas, ou o doleiro está mais para Luis Suárez?

Roupa Final

Enquanto se prepara para "tomar no TCU", por causa do Pasadenagate, Dilma vai pensando se vale a pena comparecer ao encerramento da Copa, ainda mais se a Seleção Brasileira não estiver lá no Maracanã...

Choro da bola

Neymar vai embora, e a obrigação de vencer a Copa do Mundo da Fifa fica para os outros 22 jogadores. Que venha a Flalemanha, terça que vem...

Petistas aloprando


O risco de a Seleção perder a Copa, com o desfalque de Neymar, aloprou os petistas.
Diego Casagrande revela o que Luisa Helena Stern, candidata a deputada estadual pelo PT-RS postou no twitter:

"muerte a @camilozuniga18, que não saia vivo do Brasil e se sair, que nunca mais volte a cometer futebol!"


O mais bacana é que a petista aparece em outro post, posando na foto ao lado da ex-secretária nacional de Direitos Humanos, Maria do Rosário, de quem afirma ser afilhada política...   

Craque da ditadura

Kim Jong-un, primo petista da Coreia do Norte, posa hoje cedo para os militares...

Uma atenta leitora do Alerta Total notou que muitos jogadores de várias seleções que disputam a Copa imitaram o penteado dele...

O garotão Kim seria um belo reforço para o time da Petralhada, lá na Papuda...

Hora dos Mortos vivos

 
06 de julho de 2014
 
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

QUEDA LIVRE



O desgoverno cairá como um viaduto.

Ninguém pressente o momento. Todos agem tranquilos como se perigo algum houvesse.

Os banqueiros perderam seu olfato - embotados pela obesidade dos lucros.

A imprensa cala com medo de perder as verbas publicitárias.

O povo transita sob as estruturas mal construídas, fruto da incompetência, da pressa e da corrupção.

O executivo segue com seu imediatismo inconsequente.

O legislativo, inoperante e voraz, se distancia cada vez mais da sociedade que deveria representar.

O judiciário chafurda no atoleiro de suas iniquidades e vaidades.

Que venha o arcanjo.
 
06  de julho de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é Livre Pensador.

QUEREMOS LULA NO ENCERRAMENTO DA COPA



À você, Luiz Inácio, com o mesmo carinho que tem nos tratado!!!

Luís Inácio, quem diria que a Copa do Povo viraria a Copa “das Elite”, como você mesmo costuma chamar a classe média...  aquela... que vocês arrotam terem aumentado nos últimos anos, mas que vivem xingando, amaldiçoando e odiando sempre que têm oportunidade... e não são poucas, não é Marilena Chauí???

O que vocês esperavam receber em troca de tanta gentileza para conosco? Carinho? Respeito? Rosas brancas?

Vocês vivem nos achacando e atribuindo-nos a culpa de tudo que acontece, logo à sua classe média que você fez questão de aumentar... não entendo a incoerência, mas mesmo assim… me diga, a classe média não faz parte do povo???? Não somos brasileiros????

E vocês então, que deixaram há muito a classe média e encaixam-se na alta... são o quê???

Cubanos??? Ah, deve ser isso!!!!

Você sabia que essa copa não seria para o pobre! Afinal, os ingressos são impagáveis para que ganha um salário mínimo. Por que não colocaram os ingressos a preço justo?????

Hum, acho que você não mandam em nada nessa copa, não é???? Foi a Fifa que quis assim?

Mas tudo bem, lembre-se, quem ganha um salário mínimo já pertence à classe média, pois seu governo modificou a tabela e os limites de renda para o que é considerada uma pessoa de classe média no Brasil, agora são entre R$ 291 e R$ 1.019 mensais, bela manobra não???? Foi para ter mais gente para odiar?????

Aquelas pessoas “branquinhas e que comeram e estudaram”, a grande maioria delas trabalhou muito para ter o que comer e estudar... fizeram por merecer a conquista de poderem comprar o ingresso. Eles não são oportunistas que recebem favores e desviam dinheiro em cueca...

Eu não estava lá, pois não me agrada pagar um centavo que seja para a Fifa, pois é para ela que irá TODO o dinheiro que circulou naquele e em todos os estádios, NADA ficará para qualquer brasileiro, fora para vocês é claro. Pois sabemos onde irão parar parte das isenções em impostos.
Mas entendo o porquê de muitos quererem ir, já que pode ser a única oportunidade de vivenciar uma copa em seu país, porque convenhamos... a Fifa deve estar descabelada e não deve ter intenção de voltar tão cedo.

Esta copa foi armada para beneficiar apenas os SEUS interesses, não era para o povo.

Esta copa foi feita para desviarem mais dinheiro para financiar seu partido e a reeleição deste fantoche.

Esta copa foi feita para servir de tema nos discursos de reeleição.

Esta copa foi feita para dar a chance de seu time ter finalmente seu estádio, pois talvez nunca conseguisse de outra forma e por tabela conseguir o voto de seus torcedores, afinal a torcida é grande, não é????

Mas você não engana mais tanta gente assim... tinha um monte de corintianos lá que não concordam mais com vocês, não é Huck? Não é Ronaldo? E tantos outros anônimos que tiveram a oportunidade de demonstrar para vocês como estão machucados e infelizes com a forma como têm sido tratados e que nem acreditam que tenha construído o estádio por amor ao clube, mas sim por interesse político.

O xingamento pode ter sido demais... uma grande vaia e um sonoro FORA DILMA E LEVE O PT JUNTO COM VOCÊ, em minha opinião, já estariam de bom tamanho. Mas o aperto no coração e na garganta é grande... já que nem a possibilidade de protestar em silêncio vocês permitiram.

Seria melhor que eles tivessem levado faixas e camisetas de protesto, mas foram proibidos, como têm sido sistematicamente nos últimos anos e vem aumentado, já que além disso ainda criaram esses Black Blocks para afastar as pessoas das ruas e arrumar um jeito de mais uma vez PROIBIR nossas manifestações.

E vocês vêm tentando calar a mídia, jornalistas, artistas, comediantes e até juízes, então vocês pediram isso, pediram esse xingamento… provocaram essa falta!!!!

Ainda mais você como um grande especialista em manifestações forjadas e que viveu durante todos os anos de sua vida de não trabalhar e sim de fazer greves, mas tem a ousadia de se colocar como um trabalhador como a grande parte de nós, povo brasileiro.

Agora me diga, quanto você e sua família tem na conta, ou melhor, contas bancárias???? E Dilma e família???? Vocês são pobres??????

Ah...tão pobres quanto Fidel FORBES Castro, que vem aumentando sua fortuna a troco do “dinheirinho” que estamos mandando para ele todo mês, enquanto escravizamos seus médicos aqui no Brasil e as demais benfeitorias que estamos promovendo naquele pais, enquanto aqui...ficamos com portos e estradas sucateadas!

Vocês continuam querendo nos fazer de idiotas e ainda querem nos roubar os medicamentos genéricos, fazendo que que tenhamos que importar de Cuba para pagarmos impostos para eles...Os NOSSOS GENÉRICOS!!!!! Conquista nossa, BRASILEIRA!!!!!

E a pergunta que não quer calar: POR QUE VOCÊ NÃO FOI À ABERTURA DA COPA???? PERDEU O JEGUE DAS 14H???? NÃO CONSEGUIU IR À PÉ?????

“Que pena!!!!! Acho que todos presentes adorariam ter a oportunidade de homenageá-lo também!!!!”

“Então Luís, faça um favor e dê-nos a graça de sua presença, para ser devidamente homenageado pela torcida brasileira!!!!!"

06 de julho de 2014
Márcio Rios é Cidadã.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

              O Desgoverno Petralha e a Seleção Brasileira
 

A chuteira da humildade, da marca Kichute, não sai da minha cabeça. Portanto, em meio ao nacionalismo ludopédico, faria gol contra se não falasse de futebol. No dia 13, tudo acaba. Aliás, um jogador com o número 13 já acabou com a Copa do Neymar Jr. O partido com o número 13 continua acabando com o Brasil – embora sua propaganda minta no sentido contrário. Coisas de um País subdesenvolvido que parece uma linda arena superfaturada, para alegria dos cartolas da oligarquia financeira e dos craques da politicagem...

A Seleção Brasileira tem condições de conquistar o Hexacampeonato? Claro que tem. Mesmo que não jogue o futebol idealmente desejado. A imensa torcida a favor empurra qualquer time. O nosso tem algumas limitações que vêm comprometendo. É lento na saída de bola da defesa para o ataque. O meio de campo não arma jogadas com eficiência para a brazuca chegar rapidamente aos atacantes que podem fazer gols. Erramos muitos passes. No entanto, nossa defesa é muito boa. Os zagueiros até se apresentam no ataque e conseguem fazer gols. O goleiro passa confiança.

Dos quatro finalistas (Alemanha, Holanda e Argentina), somos os menos eficientes taticamente. Porém, na hora da decisão, pode falar mais alto a garra para segurar a pressão do adversário e fazer gol. A Seleção Brasileira é emocional. A Argentina, passional, focada no Messi e agora seriamente desfalcada pelo meia di Maria. A Holanda, embora muito técnica e racional, também sente a pressão (como mostrou o jogo contra a Costa Rica – “campeã moral”, porque não perdeu um jogo sequer e ainda teve a defesa menos vazada do torneio). A Alemanha (Deutschmengo ou Flalemanha, por causa daquela camisa rubro-negra) exagera na dose de racionalismo calculista. E a imprensa alemã ainda considera o eficiente time deles “defensivo demais”... Imagina se fosse ofensiva...



Outra pergunta: a saída de Neymar Jr – considerado nosso “principal jogador” – inferioriza e inviabiliza a Seleção Brasileira? A resposta concreta é: Não! (Um não rotundo, como diria o Leonel Brizola da Dilma Rousseff). Pelo contrário, o time dirigido por Felipão, que jogava em função do Neymar, agora terá de jogar em equipe, na busca do título de campeão – que interessa aos jogadores e aos apostadores na continuidade do desgoverno petista. Se o time conseguir passar pela Alemanha, fica enorme a chance de conquistar a taça no Maracanã, dia 13.

Mais uma pergunta de resposta fácil sobre esta final: Se a Presidenta Dilma Rousseff for ao estádio para entregar o troféu ao campeão, ela será alvo de vaias e xingamentos – como ocorreu no jogo de abertura da “Copa das Copas”? Claro que vai... Dilma é candidata a perder a reeleição. Também é muito cotada para “tomar no TCU” (terá de explicar no Tribunal de Contas da União as besteiras que autorizou quando foi “presidente” do Conselho de Administração da Petrobras, nos tempos em que Lula da Silva era o presidente de fato do Brasil – hoje ele é apenas o “Presidentro”).

A torcida (novamente a tal elite branca?) não perdoará Dilma e seu colega Josef Blatter (que comanda a FIFA). Lula que também não ouse aparecer no Maracanã... Se a Seleção Brasileira vencer, Dilma toma a vaia mas poderá tirar proveito político, posterior, do clima psicológico de vitória. Se ocorrer o contrário – coisa inimaginável para a petralhada -, o jogo reeleitoral se complica...   



A ficção tem dons premonitórios. O 16º episódio da 25ª Temporada de “Os Simpsons”, que fala da Copa de 2014, previu até uma lesão ao Neymar. No filme, “Você não tem que viver como um árbitro”, Homer é indicado para apitar a final entre Brasil e Alemanha. No jogo, o craque brasileiro “El Divo” (que lembra Neymar Jr) toma uma porrada feia, depois de vários dribles nos adversários, e Homer nada marca. O craque sai de campo machucado... No filme, mafiosos tentam subornar Homer para garantir a vitória do País do Futebol...

O Homer Simpson tem o perfil do eleitor do PT: um cinismo egoísta que tem a crença idiota de sempre se dar bem no final das contas, custe o que custar. Este é o arquétipo do imbecil coletivo que se transforma em um caso patológico, agravado e sem cura, quando entra o componente do fanatismo ideológico. O fundamentalismo petista combinado com a corrupção petralha dos valores gera um monstro politicamente canceroso – capaz de destruir o tecido social, na consolidação do regime Capimunista (o aparelhamento do Estado e a parceria de negócios com grandes empresas, daqui e de fora, para enriquecer a companheirada na cúpula do poder).  

O Brasil precisa expulsar de campo o time da petralhada. O aumento do custo de vida, a sensação psicológica de inflação, os juros altos para pegar e pagar empréstimos, a redução do poder de compra ou de consumismo, o endividamento da classe média e a vontade subjetiva de que algo precisa mudar para melhor (sensação que parece cristalizada no eleitorado brasileiro), além da bronca com a corrupção e a injustiça, tendem a ser elementos fatais para derrotar o PT na eleição.

A Seleção Brasileira pode até ganhar a Copa do Mundo. Mas o regime do PT não pode continuar no poder.

Promessa de cura


                           
Vida que segue...
Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

06 de julho de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

"SRIGATE"O WATERGATE BRASILEIRO


 

O novo escândalo do PT, em que se comprova que a Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, através de um assessor de nome Cássio, tentou levantar junto ao PMDB do Rio de Janeiro quais prefeitos estão alinhados com a candidatura presidencial de Aécio Neves (PSDB) é uma das maiores afrontas à democracia brasileira em sua história, cujo método lembra muito o escândalo Watergate que levou Richard Nixon, ex-presidente americano, a renunciar ao mandato.

Em junho de 1972, cinco pessoas, ligadas à polícia federal americana (FBI), foram presas ao serem flagradas pondo escutas e lendo papeis dentro de um escritório do Comitê Nacional do Partido Democrata, então oposição ao Presidente Nixon, republicano. Ao longo de um ano, investigações descobriram uma trama onde o Presidente Nixon usou o aparelho do Estado para investigar seus oposicionistas, incluindo FBI, CIA e Receita Federal americana (IRS).

É um cenário assustadoramente parecido com o da investigação da SRI contra prefeitos que apoiam Aécio Neves. Um repórter entrevistou o funcionário em questão para saber o porquê de levantar a lista de prefeitos oposicionistas e por ordem de quem tal pedido foi feito. As respostas foram as mais evasivas possíveis, o assessor dizia que eles apenas “coletam informação” e não precisam repassar a ninguém. Mas se ninguém pediu tais informações, por que foram coletadas?

A impressão é que o Governo Federal retaliará esses prefeitos, o que é penoso para essas cidades, visto que mais de 60% do recolhimento de tributos no Brasil é direcionado ao Governo Federal e as prefeituras vivem de pires na mão para promover todos os serviços constitucionalmente obrigatórios.

Uma Secretaria de Relações Institucionais deve servir (se fosse necessária, o que discordo) apenas para integrar o Governo Federal com governos estaduais e municipais dentro de uma relação INSTITUCIONAL e nunca política. Se a relação entre os entes é institucional, não deve importar qual candidato à presidente é o preferido de determinado prefeito. Preferências políticas não podem atrapalhar relações INSTITUCIONAIS.

Se a Secretaria de Relações Institucionais é uma secretaria de relações políticas, então seria mais honesto chamar logo esse órgão de SRP. Assim o povo saberá que está pagando para o PT espionar e perseguir a sua oposição.

06 de julho de 2014
Bernardo Santoro é Diretor do Instituto Liberal e Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e UFRJ.

ZUNIGA

 

Tempos houve, faz bem mais de 150 anos, em que os habitantes da acanhada vila de São Paulo de Piratininga mandavam seus escravos ou iam pessoalmente visitar o Zuniga. Faziam isso todos os dias.
Eram outros tempos, era um mundo em que a luta diária pela existência não deixava margem para distrações. De resto, não havia estádios nem futebol.
 
Água encanada não existia nem em sonho. Para lavar roupa ou simplesmente para aprovisionar-se em água potável, os paulistanos se valiam de riachos, fontes, alagados ou tanques naturais. Era o caso do Tanque do Zuniga.
 
São Paulo, Tanque do Zuniga Mapa de 1847 do Eng° Civil Bresser
                                  São Paulo, Tanque do Zuniga
                                 Mapa de 1847 do Eng° Civil Bresser
 
Situado em terras de um certo Manuel Zuniga, era uma pequena lagoa natural. Escravas frequentavam o lugar onde enchiam seus cântaros e lavavam roupa. Ficava na região onde hoje está o Largo do Paiçandu, entre a Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos e o edifício do Correio Central.
 
São Paulo, Localização do Tanque do Zuniga Mapa atual do Google
                                São Paulo, Localização do Tanque do Zuniga
                                Mapa atual do Google
 
O tanque sumiu com a drenagem da região, entre 1850 e 1860. O nome Zuniga, que havia desaparecido da memória dos paulistanos, reaparece agora de repente, sob a forma de um desastrado jogador colombiano de futebol, autor de um verdadeiro atentado contra o astro maior da Seleção.
Zuniga é nome ibérico, originário do País Basco.
No original, a pronúncia é proparoxítona ― Zúnhiga. Seja qual for a história do tanque, o nome há de ser lembrado como triste capítulo da história do futebol.
 
Exatamente como o nome do goleiro alemão Harald Schumacher, autor de uma violenta «voadora» que, na Copa de 1982 , demoliu o jogador francês Patrick Battiston, que teve de ser retirado desacordado. Ainda hoje, 32 anos depois do que ocorreu aquele dia em Sevilha, os franceses ainda lamentam o episódio que contribuiu para tirá-los da Copa.
 
Se você quiser saber ou relembrar como foi a “voadora” de 1982, clique aqui.
 
06 de julho de 2014
José Horta Manzano