"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

A PODRIDÃO DE LULA EM APENAS 6 MINUTOS

JOESLEY DEPÕE E NEGA TER RECEBIDO ORIENTAÇÕES DO ENTÃO PROCURADOR MILLER

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Joesley inocentou Miller, que será ouvido amanhã
Em depoimento à Procuradoria-Geral da República nesta quinta-feira (dia 7), Joesley Batista, sócio majoritário da J&F, controladora da JBS, afirmou que não recebeu orientações do ex-procurador Marcello Miller para negociar um acordo de delação premiada, nem para gravar o presidente Michel Temer no encontro no Palácio do Jaburu, em 7 de março.
Joesley depôs por mais de duas horas na sede da PGR, em Brasília. Além dele, foram convocados a prestar depoimento outros dois delatores, Ricardo Saud, diretor e lobista do grupo, e o executivo e advogado empresa Francisco de Assis e Silva. As oitivas começaram às 10h.
NOVA GRAVAÇÃO – Os três foram chamados a prestar esclarecimentos sobre o polêmico áudio que entregaram à Procuradoria em que Joesley e Saud indicam que Marcello Miller teria atuado para ajudá-los no processo de delação quando ainda ocupava o cargo de procurador da República.
Por causa dessa gravação, datada de 17 de março e com quase quatro horas de duração, o procurador-geral, Rodrigo Janot, anunciou abertura de investigação para apurar omissão de informações e revisar os benefícios concedidos aos três delatores, incluindo a imunidade penal.
A Procuradoria entende que houve patente descumprimento de dois pontos de uma cláusula do acordo de delação premiada que tratam de omissão de má-fé, o que justifica rever os benefícios.
REVISÃO DO ACORDO – Agora, a expectativa é que Janot anuncie a sua decisão em relação à revisão do acordo de delação, o que pode ocorrer ainda nesta sexta-feira (dia 8). Segundo a Folha apurou, o assunto não foi discutido no depoimento dos delatores nesta quinta-feira.
O procurador-geral deverá encaminhar sua posição para o ministro Edson Fachin, relator do caso no Supremo, responsável por decidir sobre o tema.
COMPLIANCE – Segundo a reportagem apurou, Joesley disse no depoimento, prestado à subprocuradora Cláudia Marques, que foi apresentado a Miller pela advogada Fernanda Tórtima, que atua para a JBS, porque estava à procura de alguém para a área de anticorrupção (“compliance”) da empresa, conforme mostrou reportagem publicada na quarta-feira (dia 6) pela Folha.
Os delatores argumentaram que apenas consultaram Miller em linhas gerais sobre o processo de delação e que acreditavam que ele já havia saído da PGR. O ex-procurador pediu o desligamento do Ministério Público Federal no dia 23 de fevereiro, mas a saída foi oficializada no dia 5 de abril.
No áudio suspeito, Joesley e Saud também citam nomes de pelo menos três ministros do STF (Supremo Tribunal Federal): a presidente da corte, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.
CONVERSA GENÉRICA – Em sua defesa, os delatores alegam que fizeram considerações genéricas sobre os magistrados e que não possuem nenhuma informação comprometedora sobre eles. Em nota, já haviam pedido “desculpas” pelas declarações feitas na gravação.
Conforme antecipou a Folha, Janot pretende rever a imunidade concedida aos delatores. Ele quer acelerar a mudança porque seu mandato no comando da PGR termina no próximo dia 17 – caso contrário, a decisão ficará nas mãos da sua sucessora, Raquel Dodge.
MILLER VAI DEPOR – O ex-procurador Marcello Miller deve depor sobre o assunto nesta sexta-feira (dia 8). Ele deixou a PGR em abril e passou a atuar no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, que foi um dos responsáveis por atender a JBS na negociação do acordo de leniência.
Tanto ele quanto os empresários, porém, negam sua atuação nas tratativas do acordo de delação. Após surgir a polêmica, Miller deixou o emprego. A versão de Joesley é a de que buscou o escritório antes da chegada de Miller e que não tem relação com a contratação do ex-procurador pela banca.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A matéria não entra em detalhes, mas deixa claro que Joelsey não fez nenhuma carga contra Miller. Como Joesley está em péssima situação e não pode mentir ou omitir informações, seu novo depoimento ajuda a defesa do ex-procurador Miller, que é anunciado por Gilmar Mendes como “braço-direito de Janot” e na Procuradoria todos sabem que isso não é verdade. Miller era apenas um dos procuradores que trabalhavam na equipe de Janot.(C.N.)

08 de setembro de 2017
Bela Megale
Folha

FIM DE PAPO: A MAIORIA DO SUPREMO SE POSICIONA CONTRA ANULAR AS PROVAS DA JBS

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Charge do Aroeira (portal O Dia/RJ)
Ao menos seis dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a maioria, são contrários à anulação de todas as provas e indícios apresentados pelos executivos da JBS em delação premiada. Na próxima semana, a Procuradoria-Geral da República (PGR) deverá suspender a imunidade penal de Joesley Batista e do executivo Ricardo Saud, segundo duas fontes que acompanham o caso de perto. Será a conclusão do processo de revisão do acordo aberto na segunda-feira, com suspensão da imunidade penal. Em seguida, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, vai levar o caso para discussão no plenário do STF.
Os ministros querem discutir não só a retirada de benefícios dos delatores, mas também a validade das provas. A imunidade penal é o maior benefício previsto no acordo de delação dos executivos da JBS. Sem proteção, os dois poderão ser processados e punidos inclusive com prisão. Para a maioria da Corte, os benefícios dos colaboradores, como o direito de não serem processados, podem ser suspensos sem necessariamente invalidar as provas.
OMISSÕES DA JBS – A anulação de parte do acordo será feita porque o áudio entregue à PGR na semana passada pelos próprios delatores revela fatos que não haviam sido mencionados antes. E o acordo de delação veda omissões.
No áudio, entre outros assuntos, os delatores mencionam integrantes do STF. O ministro Luiz Fux, o mais feroz nas críticas aos colaboradores da JBS — ele sugeriu a prisão de Joesley e Saud —, defendeu a manutenção de parte das provas. Os depoimentos podem deixar de valer,  as outros elementos deverão ser aproveitados: “Acho que as provas que subsistem autonomamente podem ser aproveitadas. A prova testemunhal dele não pode valer, mas os documentos que subsistem por si sós, eles têm de ter vida própria”.
O ministro Marco Aurélio Mello desenvolveu um raciocínio diferente: a manutenção da validade dos depoimentos, que ele chamou de “indícios de provas”: “Anular a delação, não. O que se torna insubsistente é a cláusula dos benefícios. Só isso. O que é a delação? Um depoimento. E depoimento prestado não se vai para o lixo”.
PROVAS VÁLIDAS – O ministro Celso de Mello, o mais antigo do Supremo, defendeu o uso das provas obtidas até mesmo contra os próprios delatores, dependendo do rumo da apuração.
“Se, a partir do depoimento do agente colaborador, sobrevier a corroboração daquelas provas a partir de uma fonte autônoma e independente de prova, então, até mesmo contra ele próprio poderá haver essa utilização” — afirmou Celso.
Em caráter reservado, outros dois ministros do STF defendem a possibilidade de uso das provas nas investigações porque a rescisão do acordo foi causada pelos delatores e não pelos investigadores. Um sexto integrante afirmou que a Corte deve manter a validade de pelo menos parte das provas. No entanto, depois do escândalo, elas perderiam a força nas investigações, ou seja, não teriam tanta credibilidade.
GILMAR QUER ANULAR – Anteontem, em Paris, o ministro Gilmar Mendes deu entrevista dizendo que a questão da invalidade das provas terá que ser examinada em cada tópico. Mas apontou um fato que poderá ter reflexo sobre todas as provas produzidas.
“Tudo indica que os delatores receberam treinamento da Procuradoria muito antes de fazer aquela primeira investida. Sobre isso, eles terão que responder. E obviamente vai surgir a discussão sobre prova ilícita ou não” — disse Gilmar.
Apesar da menção, não há, na conversa dos delatores, indicação de qualquer irregularidade cometida pelos ministros do STF. Joesley e Saud comentam também sobre aproximação com o então procurador Marcello Miller para, a partir daí, chegarem até o procurador-geral. Miller teria até orientado Saud a preparar os anexos da sua delação. Mas, em nota divulgada, Joesley e Saud dizem que nenhuma referência aos ministros do STF era verdadeira.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A matéria de O Globo confirma a informação da Tribuna da Internet sobre a validade das provas, mesmo se o acordo fosse revisto ou até cancelado. E agora tudo indica que será revisto, mas continuará valendo. (C.N.)

08 de setembro de 2017
André de Souza, Carolina Brígido e Jailton de Carvalho

O Globo

LIVE DO DURVAL (07/09/2017)

SAIU AGORA REVISTA VEJA DE HOJE: PALOCCI, OS SEGREDOS DA JBS E A DELAÇÃO DE FUNARO




17:55
NOVIDADE: SAIU AGORA REVISTA VEJA DE HOJE Palocci, os segredos da JBS e a delação de Funaro
Apenas Um Discípulo
08 de setembro de 2017

PALOCCI DETONA LULA E A EXPLOSÃO VOLTA A FORTALECER O PROCURADOR RODRIGO JANOT

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Em uma só tacada, Palocci incriminou Lula e Dilma
O depoimento claro e absolutamente direto do ex-ministro Antonio Palocci ao juiz Sérgio Moro foi a bomba que explodiu a defesa do ex-presidente Lula e trouxe, por reflexo, um novo fortalecimento do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, demonstrando que as denúncias formuladas encontram plena confirmação na realidade dos fatos. Principalmente no ponto em que o ex-ministro da Fazenda de Lula e ex-ministro chefe da Casa Civil de Dilma Rousseff confirma a celebração de um pacto entre Luiz Inácio Lula da Silva e a empresa, fechando um acordo entre ambos que inclui a propina de 300 milhões de reais para obtenção de superfaturamentos em contratos com a Petrobrás e outras obras.
O depoimento de Antonio Palocci detona também a ex-presidente Dilma Rousseff como conhecedora do pacto e recebedora de doações eleitorais disfarçadas na campanha da sua própria sucessão em 2014. O valor de 300 milhões de reais assusta, é claro, pelo seu volume, porém está plenamente confirmado pelo empresário Emílio Odebrecht, controlador da empreiteira e pai de Marcelo Odebrecht, que se encontra preso há dois anos em Curitiba.
CRISE MORAL – Reportagens de Chico Prado, Demétrius Dantas, Gustavo Scimit, Sérgio Roxo e Carolina Brígido, em O Globo desta quinta-feira, focalizam com total nitidez o relato desse episódio que agravou a crise moral do poder. Além desta matéria, acrescente-se a de Andre de Souza e Jailton de Carvalho, na mesma edição do jornal, reproduzindo o reflexo da explosão no Supremo Tribunal Federal.
Neste ponto é que transparece o apoio da ministra Carmen Lúcia, presidente do STF, e dos ministros Celso de Mello, Luiz Fux e Marco Aurélio Mello à atuação de Rodrigo Janot, cujo refortalecimento colide com o que o presidente Michel Temer poderia esperar no incidente envolvendo Joesley Batista e Ricardo Saud no capítulo da delação premiada.
STF A FAVOR DA LEI – Por que o posicionamento de integrantes do Supremo não foi do agrado do Planalto? Ora, porque os ministros citados mostraram-se favoráveis à validação das provas que os irmãos Batista apresentaram, separando-as da posição pessoal dos colaboradores em busca de uma liberdade que, ao que tudo indica, vai durar muito pouco. Ficou claro, aliás, que as fitas de quatro horas de duração vão transportar seus autores para um regime de prisão, como sustentou o ministro Luiz Fux.
É preciso considerar também que o atual capítulo da operação Lava-Jato apresenta também um personagem de grande importância na sequência criminal: o milionário Geddel Vieira Lima, o homem que guardava em casa, 51 milhões de reais, cuja origem ele terá que explicar. Malas cheias de notas de 100 e 50 reais, além de dólares. As malas revelam ser o meio de transporte adotado por ladrões, visando lucrar com isso. Uma ponte entre a lei e o crime. Nesse panorama visto da ponte – para citar a peça de Arthur Miller – situa-se também a mala noturna de Rocha Loures, que igualmente deverá traduzir o destino da encomenda.
NOVA TEMPESTADE – Fatos novos, portanto, iluminam a nova etapa da tempestade que se desenvolve no país, confirmando o dinamismo sequente próprio da área política e do processo dos que percorrem caminhos sinuosos e sombrios em busca do dinheiro e do poder. O dinheiro, nesse caso, trata-se de um instrumento de comunicação entre os que querem servir e os que se servem da corrupção.
Eterna verdade, infelizmente exponenciada ao máximo pelos ladrões de Brasília e das empreitadas escusas no campo da vida. Principalmente em torno do Planalto e da Esplanada que Niemeyer projetou em Brasília.

08 de setembro de 2017
Pedro do Coutto

O HUMOR DO DUKE...

Charge O Tempo 07/09/2017

08 de setembro de 2017

PRÉ-FALIDA, PARTE DA IMPRENSA FORÇA UMA BARRA PARA AJUDAR A DESMONTAR A LAVA JATO

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Charge do Clóvis Lima (Arquivo Google)
É duro constatar a situação da grande imprensa. Nenhum setor empresarial tem sofrido tão duramente os efeitos da estagflação (recessão com  inflação) que a economia brasileira vem registrando nos últimos anos. Jornais são fechados um atrás do outro, como o tradicional “Jornal do Commercio”, o mais antigo do Rio de Janeiro, e o “Jornal de Brasília”, que era o segundo mais importante órgão de imprensa da capital. As revistas diminuem a tiragem, fazem até edições em tamanho menor e também vão sucumbindo. A situação das rádios é desalentadora e apenas as grandes redes de TV conseguem se segurar, mesmo assim com enormes dificuldades e com o providencial auxílio do uso do horário politico, que de gratuito não tem nada e vai custar cerca de R$ 1 bilhão em 2018, em isenção fiscal.
“OPERAÇÃO ABAFA” – Em meio a essa gravíssima crise financeira, não causa surpresa que alguns órgãos de comunicação estejam se curvando à força da chamada “Operação Abafa’, que visa a inviabilizar a Lava Jato e manter o status quo da política, para beneficiar também as grandes empresas envolvidas em corrupção. Afinal, o governo federal é o maior anunciante do país e o dinheiro das empresas corruptoras também faz falta à mídia.
Para qualquer jornalista que tenha um mínimo de respeito próprio, abordar este assunto chega a ser dilacerante. É triste ver as redações encolhidas, num processo progressivo e que ninguém sabe aonde vai parar. Antigamente, os grandes jornais mantinham sucursais. Depois, passaram a ter correspondentes. Atualmente, nem isso, estão se abastecendo com notícias de “free-lancers” (colaboradores) locais, como está acontecendo com a cobertura da chamada República de Curitiba.
CULPA DA INTERNET? – Parte da culpa dessa crise, por óbvio, é da internet, que democratiza cada vez mais a informação. Mas surgem as distorções, criando-se sites e blogs a favor disso ou daquilo, para privilegiar opiniões dirigidas. Aliás, neste particular os governos do PT foram precursores. Sustentaram muitos blogs e sites, foi um verdadeiro festival.
Existem hoje pouquíssimos espaços independentes, onde possam ser lidos ideólogos de diferentes tendências, como ocorre aqui na “Tribuna da Internet”, que transcreve simultaneamente Leonardo Boff e Percival Pugina, Merval Pereira e Mauro Santayana – e todos eles são verdadeiras sumidades, cada um com sua ideologia, pois não se pode deixar de reconhecer que todos eles merecem respeito, até porque perseguem o mesmo objetivo, o bem comum, embora cada um trafegue seu próprio caminho.
IMPRENSA LIVRE – A grande lição disso tudo é que o jornalismo precisa ser livre e contraditório, admitindo ideias e propostas antagônicas, para que a opinião pública possa fazer opções e se posicionar acerca dos grandes temas nacionais e internacionais.
Na “Tribuna da Internet”, estamos dando uma pequena contribuição para que ocorra esse grande debate, que interessa a todos nós. Justamente por isso, ficamos entristecidos com a campanha que se faz contra a Lava Jato na mídia e na internet, porque sabemos que é movida exclusivamente por dinheiro, não existe embate ideológico.
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P.S. – Aqui na “Tribuna da Internet” a gente não tem sossego. O blog vive infiltrado de comentaristas que são pagos para defender A ou B, eles não se mancam, são estranhos no ninho, agem de uma maneira idiota e reveladora, não sabem usufruir da liberdade de expressão, chega a ser constrangedor. São supostos comentaristas que não têm a menor ideia do significado da palavra democracia. (C.N.) 

08 de setembro de 2017
Carlos Newton

PIADA: MOREIRA DIZ QUE DELAÇÃO DE JOESLEY ATRAPALHA GANHOS DA ECONOMIA

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Moreira Franco diz que  Joesley é culpado de tudo
O ministro da Secretaria Geral da Presidência, Moreira Franco, chamou de “espetacularização” os episódios envolvendo a delação de Joesley Batista, da JBS, que culminou com a denúncia do presidente Michel Temer, e disse que esses fatos atrapalharam a economia e o andamento da reforma da Previdência.
“De fato, rigorosamente, todos esses episódios contribuíram muito para que a situação econômica não tivesse o ganho que poderia ter. Os números que temos hoje poderiam ser muito maiores”, disse, ao deixar o desfile em celebração de 7 de setembro. “A reforma da Previdência, se não tivesse havido toda essa espetacularização, já poderia ter sido votada”, acrescentou
CAUTELA DO STF – Moreira disse esperar uma postura de serenidade e cautela do Supremo Tribunal Federal. “A expectativa que eu tenho é que essa questão seja cuidada com muita cautela e serenidade no Poder Judiciário e que nós possamos dar continuidade ao esforço de garantir a aprovação da reforma da Previdência”, declarou.
O ministro destacou, ainda, que os dados positivos da economia, como inflação e juros em queda, são parte de um esforço do governo e afirmou que, sem o ajuste das contas, a União pode ter a mesma situação fiscal do Rio de Janeiro, seu reduto eleitoral. “Se nós não tivermos as finanças públicas da União bem ajustadas, não vamos ter resultados e há sempre a hipótese de se ter o replique no governo federal do que acontece no Rio de Janeiro”, disse.
Moreira evitou responder sobre estratégias jurídicas do presidente e disse que tudo está sendo avaliado pelo advogado Antonio Claudio Mariz.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É mais uma Piada do Ano. A economia está completamente descolada da política. Com a nova gravação de Joesley, a Bolsa subiu 1,74%, uma boçalidade, quase chegando aos 74 mil pontos. Moreira é bom piadista, mas a verdade é que ninguém acredita neste governo nem liga para o que ele faz. Simples assim. (C.N.)


08 de setembro de 2017
De em O Tempo
(Agência Estado)

"É COMO ACREDITAR EM CONVERSA DE BÊBADO", DIZ JOESLEY SOBRE A GRAVAÇÃO

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Depoimento começa a vazar, mas faltam detalhes
O empresário Joesley Batista, um dos donos da holding J&F, disse nesta quinta-feira (dia 7), em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), que acreditar no conteúdo da conversa gravada entre ele e o diretor de Relações Institucionais do grupo, Ricardo Saud, é como acreditar em uma “conversa de bêbados”. Joesley, Saud e o advogado da empresa, Francisco de Assis e Silva, prestaram depoimento na sede da PGR em Brasília para esclarecer o teor do áudio, que aponta omissão de informações dos três delatores aos investigadores da Lava Jato.
Segundo o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, dependendo do resultado da investigação, os benefícios oferecidos a Joesley Batista e outros delatores poderão ser cancelados.
ENVOLVENDO O STF – O depoimento desta quinta-feira também atende a pedido da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, de investigar falas dos delatores envolvendo ministros da Corte.
Na conversa, Joesley e Saud discutem como gravar o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo para ele “entregar” ministros do STF, o que poderia reforçar a delação dos executivos. Fontes com acesso aos depoimentos informaram à TV Globo que Joesley disse nesta quinta que acreditar no audio é como acreditar em dois bêbados dizendo que a Coreia do Norte vai invadir os EUA.
Ainda de acordo com essas fontes, Joesley inocentou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de qualquer atitude ilegal e também negou qualquer irregularidade em seu contato com o ex-procurador da República Marcelo Miller, que foi assessor de Janot.
ATUAÇÃO DE MILLER – O audio levantou suspeitas de que Miller teria ajudado os executivos da J&F nas negociações para fechar o acordo de delação premiada. O procurador, que atuou na Lava Jato, deixou a PGR em abril deste ano e, uma semana depois, começou a trabalhar em um escritório de advocacia que atuou no acordo de leniência da J&F.
Joesley admitiu no depoimento que se encontrou com Miller em fevereiro deste ano, mas que tinha sido informado que ele já havia pedido exoneração. O pedido realmente ocorreu em fevereiro, mas Miller só deixou o órgão em abril.
No acordo com a PGR, Joesley e outros executivos apresentaram provas para incriminar políticos, entre eles o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e, em troca, receberam benefícios, entre eles a imunidade (garantia de que os delatores não seriam denunciados criminalmente), que foram duramente criticados.
TRANSPARÊNCIA – Joesley, ainda de acordo com as fontes, negou que gravação tenha sido entregue por engano e afirmou que foi uma iniciativa de transparência.
Em nota, a J&F informou nesta quinta-FEIRA que “não é possível fornecer detalhes” dos depoimentos prestados por Joesley, Saud e Silva “em razão de sigilo.” “O empresário e os executivos continuam à disposição para cooperar com a Justiça”, diz a nota.
A gravação que pode levar à anulação dos benefícios dos delatores da J&F foi feita, aparentemente por descuido, no dia 17 de março. Na conversa que dura quatro horas, Joesley Batista e Ricardo Saud falam de uma suposta atuação do ex-procurador da República Marcelo Miller para ajudá-los a fechar a delação, que acabou garantindo a eles imunidade penal. À época, Miller ainda trabalhava no Ministério Público.
TRECHO IMPORTANTE – Em um dos trechos da gravação que está sendo investigada pela PGR, Joesley Batista relata ao diretor de Relações Institucionais que Marcelo Miller incentivou o procurador-geral da República a fechar acordo de delação premiada com os executivos da J&F.
O dono da JBS ressalta ainda a importância de eles se aproximarem de Miller para “chegar no Janot” e, com isso, negociarem a delação premiada com imunidade penal, que assegurou que os delatores da empresa não seriam denunciados pelo Ministério Público.
No bate-papo, Ricardo Saud também conta que Marcelo Miller repassava informações a Janot por meio de um “amigo em comum”.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 Existe um ditado dúbio dizendo que “Deus (ou o diabo) mora nos detalhes”. Este novo depoimento de Joesley Batista e dos executivos da JBS é fundamental, mas falta ser revelados os detalhes. Por enquanto é só um aperitivo na conversa de bêbados, mas está limpando a barra de Rodrigo Janot. Vamos aguardar. (C.N.)

08 de setembro de 2017
Camila Bomfim
TV Globo, Brasília