"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

TEMER TEM DE MOSTRAR QUE NÃO CONCILIA COM O PROJETO CRIMINOSO DE PODER

Temer tem de mostrar que não concilia com o projeto ... - Veja

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41 min atrás - Os desafios para um eventual governo de Michel Temer e como ...Vídeos · Capa380 original Assine VEJA ... Temer tem de mostrar que não conciliacom o projeto criminoso de poder ... Comida tem o poder de transformar vidas ... Para comentar você precisará entrar com seu usuário e senha do Abril ID ...

28 de abril de 2016
VEJA

DECISÃO DO STF SOBRE FAMÍLIA DE CUNHA É REVÉS PARA LULA

Decisão do STF sobre família de Cunha é revés para ... - Veja


veja.abril.com.br/multimidia/video/decisao-do-stf-sobre-familia-de-cunh...
Abril ID. Entre Crie sua conta. Vídeos · Alx capa380 original Assine VEJA ... Decisão do STF sobre família de Cunha é revés para Lula ... filha do peemedebista deve ficar com o juiz Sergio Moro, Supremo turva parte do objetivo de Lula ao virar ministro. ... Por VEJA.com 15/03/2016 19:48 - Atualizado em 15/03/2016 19:48.

http://veja.abril.com.br/multimidia/video/decisao-do-stf-sobre-familia-de-cunha-e-reves-para-lula

28 de abril de 2016
VEJA

PT AGORA INDUZ DILMA AO SONHO DELIRANTE DE CONVOCAR ELEIÇÃO PRESIDENCIAL


No desespero, Lula pede que Dilma tente convocar nova eleição





















Com a probabilidade cada vez maior de o afastamento da presidente Dilma Rousseff ser aprovado no Senado nas próximas duas semanas, a tese de convocação de novas eleições vem crescendo no Palácio do Planalto. O discurso que está sendo construído é de que a ofensiva seria um “contragolpe” ao impeachment e, portanto, teria mais legitimidade que a mera substituição de Dilma pelo seu vice, Michel Temer. A ideia também seria um trunfo para negociar a absolvição final de Dilma no Senado, desde que ela assumisse o compromisso de deixar o cargo para que ocorresse uma nova eleição.
Na quarta-feira, o assunto foi tema de conversa entre Dilma, seu chefe de gabinete, Jaques Wagner, e o ex-presidente Lula, em almoço no Palácio da Alvorada. Segundo relatos, Jaques Wagner já está convencido de que esta seria a melhor alternativa para o PT e o governo neste momento. O presidente Lula ainda estaria analisando a proposta e Dilma já estaria inclinada a considerar algo que, até dias atrás, nem sequer cogitava.
A ÚLTIMA TENTATIVA
Além de Wagner, ministros e auxiliares próximos à presidente, como Ricardo Berzoini (Secretaria de Governo) e Carlos Gabas (Secretaria da Previdência) trabalham pela tese de novas eleições. No caso de Berzoini, há ainda dúvidas sobre a forma como isto se daria. O ministro analisa se o melhor seria enviar ao Congresso uma proposta de plebiscito ou apoiar, desde já, uma Proposta de Emenda à Constituição convocando novas eleições. Para Gabas, não há dúvidas de que uma nova eleição seria a melhor saída para o PT:
— Uma nova eleição é a melhor alternativa neste momento. É o contragolpe, um discurso à militância e às bases sociais para oferecer um amanhã — disse a interlocutores.
Gabas defende que a medida seria um caminho para trazer o ex-presidente Lula de volta e, assim, assegurar a sobrevivência do PT. Há em discussão uma proposta de, nesta nova eleição, o mandato ser de seis anos, sem reeleição.
EM BUSCA DE VOTOS
As negociações de interlocutores do governo com senadores se dão no sentido de assegurar alguns dos 28 votos necessários para evitar a condenação de Dilma no Senado, quando a Casa analisar o mérito do processo, após o eventual afastamento, em até 180 dias.
Segundo auxiliares da presidente, ao menos três senadores já teriam assumido o compromisso de votar contra o impeachment nesta última etapa caso Dilma “faça um gesto” e encampe o discurso das novas eleições, o que implicaria abrir mão do restante de seu mandato. O consenso no Planalto é que uma decisão sobre o tema deve ser tomada até a próxima semana, antes, portanto, do Senado apreciar o afastamento de Dilma.
Apesar de não haver consenso, o governistas já tratam a convocação de novas eleições como uma possibilidade concreta que estaria “bem encaminhada”.
APOIO DO CONGRESSO
Um interlocutor do governo disse que a presidente Dilma Rousseff até “está convencida”, mas ainda avalia o “momento exato” de defender a proposta, que requer apoio político substancial do Congresso. Um dos problemas seria construir apoios para aguentar as críticas que virão do PMDB do vice Michel Temer, beneficiário direto do afastamento da presidente.
Líder do governo no Senado, Humberto Costa (PT-CE) admitiu que não será fácil construir consenso pela proposta de novas eleições.
— Tem que se criar viabilidade política, o que não é uma tarefa simples — disse o senador.
SENADORES AGEM
Há no Senado um movimento para viabilizar a proposta. Na quarta-feira, um grupo de senadores que defende eleição direta em outubro se reuniu com Lula, e, nesta quinta, estará com a presidente Dilma. O grupo ainda se encontrou com Marina Silva, da Rede, e marcou reunião com o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Os senadores apresentaram uma PEC instituindo para 2 de outubro a data para a eleição presidencial.
Depois de um encontro com Michel Temer na quarta, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), praticamente descartou a viabilidade da PEC propondo novas eleições presidenciais. Renan disse que essa ideia é “meio inatingível”, lembrando que são necessários 3/5 dos votos (308 votos na Câmara e 49 votos no Senado), em duas votações, para a aprovação de uma PEC.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – É apenas mais uma desesperada tentativa de embromar o Congresso, conseguir mais sete votos para Dilma e manter o PT no governo. Renan já avisou que não há condições. Mesmo assim, Lula e o PT vendem esse peixe a Dilma, e ela acredita que existe possibilidade. A situação é patética. (C.N.)
28 de abril de 2016
Júnia Gama, Leticia Fernandes e Cristiane Jungblut
O Globo

NINGUÉM CONSEGUE FREAR A LAVA JATO NA TENTATIVA DE SALVAR LADRÕES



Charge do Sinovaldo, reprodução do jornal Novo Hamburgo




















O título reflete, creio eu, o clamor das ruas que vem do sentimento popular de repúdio à gigantesca corrupção que se orquestrou no país e, sem dúvida, criou a atmosfera para o afastamento da presidente Dilma Rousseff do Planalto. A reportagem de Paulo Celso Pereira, O Globo, edição de quinta-feira, ilumina nitidamente essa percepção projetada no recuo do vice-presidente Michel Temer em convidar o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira para o Ministério da Justiça. O advogado foi um dos signatários do documento publicitário publicado na imprensa tecendo restrições à atuação do juiz Sérgio Moro.
O quase futuro presidente acentuou inclusive que aquele que ocupar a pasta da Justiça deverá preservar a independência dos investigadores da Operação Lava-Jato. A frase, sem dúvida, tornou-se uma ducha fria em diversos aliados de Michel Temer que constam de delações premiadas e de listas de suborno como a que se atribui existir na esfera da Odebrecht. Tal relação possui cerca de 330 nomes abrangendo os que têm direito à foro especial e os que vão ser processados na Justiça Federal de Curitiba.
A Odebrecht, assim, parece ter-se transformado numa legenda multipartidária. Não surpreende. Basta lembrar que a empreiteira chegou ao ponto de colocar em prática em sua estrutura um departamento voltado para administrar assuntos relativos a propinas.
DIFICULDADES PELA FRENTE
Vê-se, portanto, que Temer encontrará dificuldades pela frente, na medida em que não poderá atender a esse tipo de reivindicação. Não há clima possível, mesmo se aceitasse examinar os casos que são muitos. A atmosfera reinante no país representa um obstáculo intransponível.
O principal personagem, todos sabem, chama-se Eduardo Cunha. Mas seu processo já se encontra no STF, que, por dez votos a zero aceitou a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente da Câmara. Isso sem falar no processo no Conselho de Ética que Cunha se empenha para tornar interminável.
DILM A NÃO ENTENDEU
Também não conseguirão êxito os demais acusados envolvidos na série de assaltos entre os quais o praticado contra a Petrobrás e, de longe, o de maior vulto e de maiores consequências. Três delas foram as principais: abalaram ao mesmo tempo a empresa estatal, o governo Dilma Rousseff, além de apagarem a ação do ex-presidente Lula no contexto político nacional.
Dilma, como já escrevi antes, não compreendeu em momento algum que os assaltantes eram seus maiores inimigos. Foi esta contradição antagônica que a fez submergir no mar revolto da corrupção alucinada e múltipla. Como salvar os ladrões no meio da tempestade? Impossível.
Michel Temer terá dificuldades pela frente. A aliança PMDB-PSDB-PP não lhe garante independência absoluta, mesmo porque as forças represadas especialmente do PMDB e do PP estão sempre condicionadas a uma participação fisiológica no governo – melhor dizendo nos governos – nem sempre possível. O senador Romero Jucá, eis um exemplo, foi líder do presidente FHC, do Presidente Lula, da presidente Dilma e agora do quase presidente Michel Temer.
FAZER CONCESSÕES
Tarefa difícil, portanto, a escolha dos nomes dentro da dúvida permanente de fazer ou não concessões além do limite do possível. Qualquer gesto voltado para aliviar a pressão da Justiça e da Polícia Federal desabará quando tocada por uma onda semelhante a que derrubou a ciclovia Tim Maia. Um desastre.
Temer, que pelo seu temperamento, reflete cautelosamente antes de agir, seguramente levará em conta todos esses aspectos antes de qualquer comprometimento.
Agora sua caminhada para o Planalto vai passando sem problemas pelo Senado. A aceitação do julgamento de Dilma é fato até admitido por ela própria. Questão de maioria simples, não há problema.
Seis meses estão assegurados para o futuro ex-vice. Mas para a investidura definitiva, o voo sem escalas até 2018, é necessário ter os votos de 54 dos 81 senadores. Para ele, a prioridade é esta. Nada tem a ver com a Lava Jato. Nem poderia ter.

28 de abril de 2016
Pedro do Coutto

A QUEM INTERESSA INCENDIAR UM PAÍS QUASE FALIDO?


Em São Paulo, a radicalização da militância já começou























Enquanto o governo Dilma Rousseff agoniza em praça publica e o vice-presidente Michel Temer vai montando um novo Ministério à espera do impeachment inevitável, uma onda de vandalismo e acampamentos contra o “golpe” fictício varre o País, prejudicando ainda mais a economia e aumentando as legiões de desempregados, embora fazendo o lançamento do novo discurso das esquerdas progressistas, hipoteticamente a favor dos trabalhadores, no estilo louco de hospício.
A baderna é protagonizada por pequenos grupos de pelegos, mas é suficiente para infernizar a vida de quem ainda tem trabalho e quer exercer seu direito de ir e vir.
Ateando fogo em pneus, pedaços de madeira e sacos de lixo, esses marginais promovem o caos visando a sobrevivência política e as boquinhas nas próximas eleições , sabe-se lá quando.
RADICALIZAÇÃO
Como essa radicalização em nada pode ajudar os brasileiros desempregados – é o maior drama do país, mas não aparece nas faixas e cartazes exibidos nos protestos – os patrões dessa gente que para fazer fogueiras ganha R$ 50/dia mais pão com mortadela, certamente estarão perdendo muitos de seus antigos votos.
Ao tentar incendiar o país que levaram à falência, os petistas não pensam nas vítimas do desemprego e da paralisia econômica patrocinadas por seus líderes incompetentes, não ajudam o povo brasileiro com imagens e histórias assustadoras e comoventes de quem, de uma hora para outra, tem que lutar apenas pela sobrevivência, assistindo ao contínuo fechamento de lojas e fábricas e os respectivos postos de trabalho.
NA VIDA REAL…
Será que os petistas em Brasília, que já estão esvaziando as gavetas da administração, não se sensibilizam com estas cenas da vida real? São dois Brasis diferentes, que cada vez mais se afastam um do outro, e ainda que paguemos o pato, as cabeças que estarão rolando no abismo não são as nossas. São as dos “cumpanheiros”.
Que cavem bem fundo a cova de seu futuro político. Que caprichem no fogo, nos pneus, na insanidade , no buraco negro da radicalização. E que a terra lhes seja leve.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Quando Lula da Silva disse que poderia incendiar o país, ele sabia exatamente o que estava falando. Os “exércitos” do Stédile (sem terra) e do Boulos (sem teto) já colocaram as tropas na rua. E estão brincando com fogo. (C.N.)

28 de abril de 2016
Moacir Pimentel

VEM AÍ O MEGAPROJETO CONTRA IMPEACHMENT EM SÃO PAULO, COM LULA E DILMA


Charge do Regi, reprodução do Amazonas em Tempo








Centrais sindicais e movimentos sociais que compõe as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo vão aproveitar o 1º de maio, dia em que se comemora o dia do trabalho, para fazer frente a um eventual governo Temer. 
Em entrevista coletiva em São Paulo, organizadores dos atos disseram que “há uma grande expectativa” que a presidente Dilma Rousseff participe da manifestação no Vale do Anhangabaú, centro da capital paulista. A presença do ex-presidente Lula, segundo eles, está confirmada.
— O impeachment não é um golpe só contra a democracia. Há também um interesse claro de retirada de direitos dos trabalhadores, a aprovação da terceirização do Senado. Não é à toa que tem apoio da Fiesp, da CNI — disse Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT.
PONTE PARA O PASSADO
Os representantes dos movimentos e centrais mostram preocupação com o documento “Uma Ponte para o Futuro”, elaborado pelo PMDB e divulgado em outubro de 2015, que propõe o fim das indexações, seja para salários, benefícios previdenciários ou outros gastos do governo.
— O Michel Temer chama de “Uma Ponte para o Futuro” e nós chamamos de “Uma Ponte para o Passado”. Querem acabar com os programas sociais e culpam eles pelo desarranjo das contas públicas, vão mexer na previdência — completou Nobre.
EM TODO O PAÍS
Os organizadores pretendem fazer mobilizações em todo o país no domingo. Eles acreditam que isso pode interferir na decisão do Senado em relação ao processo de impeachment da presidente.
— O Senado é uma casa mais qualificada. Nós vamos debater muito com os senadores, mostrar que esse impeachment vai agravar a crise econômica e representa um retrocesso para o Brasil. Não vamos reconhecer nenhum governo que não passe por eleição — afirmou o secretário-geral da CUT.
OUTRAS CENTRAIS
Nobre diz considerar um “erro” o encontro de representantes de centrais sindicais independentes com Temer na terça-feira. Eles entregaram um documento com uma série de reivindicações da categoria.
— Nós respeitamos a autonomia de cada central, mas achamos um erro porque o Michel Temer é anticlasse trabalhadora.
28 de abril de 2016
Stella BorgesO Globo 

O BRASIL NÃO TEM JEITO

Temer, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco, Henrique Meirelles, Nelson Jobim, José Serra, Henrique Eduardo Alves... certamente... Renan, Collor, Eduardo Cunha... e, mais, muito mais, “vestais” e uma seleção de outros nomes que inspiram mais uma depressão – e aqui não me refiro a depressão econômica - do que o regozijo daquela histórica sessão da Câmara que em breve se prestará a consolidar o afastamento da atual presidente.

O Brasil não tem jeito. Não podemos a cada década sucumbir às aventuras de cidadãos irresponsáveis que se creditam ao poder por meio de propagandas enganosas e dilapidem o patrimônio, sobretudo, moral e não paguem por seus erros e crimes.

É certo que o momento exige uma confluência de esforços, independentemente de filiação partidária, com o escopo de livrar o país do buraco que mais se avoluma e aprofunda, mas não é isto que se vê, ao contrário, a romaria cada vez mais constante no Palácio do Jaburu e o jogo de cartas marcadas cada dia se revela com o mesmo fisiologismo do qual o PMDB é mestre, embora mais nos bastidores do que como protagonista.

Na vitrine, Temer sabe trasvestir-se de estadista mas é suficientemente inteligente para perceber que sua vaidade mais o levará aos apelos pessoais do que propriamente a realização de um governo voltado a corrigir uma sucessão de erros e procedimentos pautados pelo desvio e corrupção. Sabe, também, que enfrentará uma oposição raivosa e que já neste momento mostra suas garras orquestrando um movimento desarrazoado, sem fundamento, mais para constranger e anarquizar a combalida sociedade nacional.

Lula e seus sequazes, raivosos, querem ver o circo pegar fogo. Adestrados que são – todos - desde os movimentos intitulados sociais, seja o MST e os demais movimentos, bem como seus correligionários, que enojam por propalarem o que sabem ser inverídico, sujeitam-se a todo o risco material e moral, mas não se inibem, ao contrário, parecem robustecidos à iminência do inferno a que supostamente serão submetidos com a queda iminente.

Buscam a anarquia, quiçá a barbárie, próprias dos que não se comprazem com a realidade fática exposta numa sanha econômica extrema, propiciadora das mais pesarosas condições sociais perpetradas neste cenário nacional. Violência, doenças, drogas, desvios, corrupção, deseducação, desvarios...uma sucessão de malefícios que acresce mais anos aos atrasos já revelados por uma administração galgada na mentira e megalomania de um líder roto, desprovido de moral e com uma verve criminosa.


Muito em breve saberemos a que se presta o PMDB na linha de frente. 
Michel Temer, o eterno mordomo, como o intitulou ACM, que bem o conhecia, é o que se espera dele, ou seja, salvo para envaidecer-se cada vez mais, nada a declarar, muito menos esperar que se cogite uns melhores tempos, ainda que seja neste segundo tempo, mas com a seleção que se anuncia, melhor ficar com a declaração de Eduardo Cunha em raro momento de lucidez: Deus tenha misericórdia desta nação.

28 de abril de 2016
André Braga é advogado.

LAVA JATO DENUNCIA JOÃO SANTANA E 'NÚCLEO DA PROPINA' DA ODEBRECHT

Mateus Coutinho, enviado especial a Curitiba, Estadão


Além do marqueteiro das campanhas de Lula e Dilma, força-tarefa acusa mais 16 investigados, entre eles o empreiteiro Marcelo Odebrecht, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari e a mulher de João Santana, Mônica Moura, que está fazendo delação premiada

A força-tarefa da Lava Jato apresentou nesta quinta-feira, 28, duas denúncias contra o casal de marqueteiros que atuou nas campanhas de Dilma Rousseff (2010 e 2014) e Lula (2006), João Santana e Mônica Moura. Uma das denúncias tem como alvo, além do casal, os funcionários do chamado “departamento da propina” da Odebrecht, revelado pelas operações Acarajé e Xepa e o empreiteiro Marcelo Odebrecht. Ao todo, são 17 denunciados nesta quinta, ainda não há detalhes sobre as acusações.

O empreiteiro Marcelo Odebrecht, preso desde 19 de junho de 2015, também é alvo de uma das denúncias, a terceira contra ele que já foi condenado em uma delas a 19 anos e quatro meses de prisão. O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, condenado a 15 anos de prisão na operação é outro alvo das duas denúncias. Também é alvo de uma das denúncias Maria Lúcia Tavares, secretária que atuava no “departamento da propina” da Odebrecht e fez delação premiada revelando como funcionava os repasses de propinas da maior empreiteira do País por meio de apelidos com referências a alimentos e até um software específico. é alvo de uma das denúncias.



VEJA A LISTA DOS DENUNCIADOS:

denunciados

Os procuradores da República em Curitiba, responsáveis pela investigação na primeira instância, concluíram nesta manhã as acusações que devem ser protocoladas à tarde na 13ª Vara Federal de Curitiba, do juiz Sérgio Moro. Uma das denúncias chegou a ser oferecida em março, mas como o juiz Sérgio Moro teve de remeter as investigações para o Supremo, a acusação não chegou a ser analisada. Agora, por decisão do STF, o caso voltou para a primeira instância e será avaliado por Moro.

Até o momento ainda não há informações sobre as denúncias. São as primeiras acusações formais desde que a Lava Jato avançou sobre o “departamento de propinas” da Odebrecht e sobre o ex-senador Gim Argello (PTB), preso preventivamente sob suspeita de receber R$ 5,3 milhões para evitar a convocação de empreiteiros nas CPIs que investigaram a Petrobrás no Senado e no Congresso em 2014.

Com as denúncias de hoje, chegam a 39 as acusações da Lava Jato contra investigados acusados de crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa, tráfico de drogas, crimes contra o sistema financeiro, dentre outros. Das 39 acusações, o juiz Sérgio Moro já proferiu sentença em 18 ações penais, contabilizando 93 condenações cujas penas somadas chegam a 990 anos e sete meses de prisão.

Os investigadores apontaram o pagamento de R$ 6,4 bilhões em propinas, dos quais ao menos R$ 2,9 bilhões já foram recuperados por meio de acordos de colaboração premiada. Ao todo, segundo o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, já são 65 acordos de colaboração firmados no âmbito da operação, a maior do País.



28 de abril de 2016
resistência democrática

TEMER IMPÕE A MEIRELLES NOMEAÇÕES 'POLÍTICAS'


Ao “sondar'' Henrique Meirelles para o comando da pasta da Fazenda, Michel Temer lhe encomendou a indicação de nomes para o restante da equipe econômica. Avisou, porém, que teria de cumprir compromissos que assumira com partidos políticos antes da votação do impeachment na Câmara. Prometera, por exemplo, a presidência da Caixa Econômica Federal ao PP, campeão no ranking de encrencados na Operação Lava Jato.
Confirmando-se o afastamento de Dilma pelo Senado, Temer entregará o comando da Caixa a Gilberto Occhi. É funcionário de carreira da instituição. Filiado ao PP, representava o partido no comando do Ministério da Integração Nacional até as vésperas do impeachment. Demitiu-se em 13 de abril, depois que o PP decidiu trair Dilma na votação da Câmara.
Para que Meirelles digerisse este e outros “compromissos”, Temer firmou com ele algo parecido com uma regra de convivência: nos casos que envolvem apadrinhamento político, “nós indicamos e você demite”, disse o quase presidente da República ao quase ministro da Fazenda.
O que Temer afirmou, com outras palavras, foi o seguinte: na área econômica, se alguma nomeação política resultar em desastre, Meirelles poderá colocar o problema no olho da rua. A ver.
28 de abril de 2016
josias de souza