"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

POLÍCIA FEDERAL INTIMA EMPRESAS QUE ABASTECERAM ESQUEMA DE DESVIO DA PETROBRAS.

Polícia exige documentos e justificativas para pagamentos feitos ao doleiro Alberto Youssef e ao ex-diretor Paulo Roberto Costa
 
O doleiro Alberto Youssef em depoimento

                                                      O doleiro Alberto Youssef em depoimento (VEJA)
 
A Polícia Federal intimou empreiteiras que fizeram pagamentos ao doleiro Alberto Youssef e ao ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. A intimação foi divulgada nesta terça-feira. O objetivo é dar chance de "colaboração espontânea" para as empresas responsáveis por abastecer o esquema de corrupção e lavagem de dinheiro descoberto na operação Lava Jato, que movimentou mais de 10 bilhões de reais. Sócios e executivos das empreiteiras são investigados em inquéritos em andamento na Polícia Federal e terão de apresentar documentos e justificativas para os pagamentos.
De acordo com as investigações, Costa e Youssef organizaram um esquema de desvio de recursos da estatal para enriquecimento próprio e para abastecer o bolso de políticos e partidos da base aliada. Isso era feito com a assinatura de contratos fictícios, simulando a prestação de serviços entre empresas de fachada e as empreiteiras envolvidas, sempre com a finalidade de dar aparência legítima ao dinheiro desviado.
Como revelou VEJA, o ex-diretor Paulo Roberto Costa apontou pelo menos três governadores, um ministro, seis senadores, 25 deputados federais e três partidos políticos (PT, PMDB e PP) como beneficiados pelas verbas desviadas.
Eles recebiam 3% de comissão sobre o valor de contratos da petrolífera, de acordo com os depoimentos de Costa prestados no acordo de delação premiada. 
A polícia aperta o cerco contra os corruptores. Como revelou o site de VEJA, só o grupo Mendes Júnior, por exemplo, transferiu mais de 3,8 milhões de reais, obtidos em obras da Petrobras, para contas de empresas de fachada do doleiro Youssef. A construtora Mendes Júnior foi uma das empresas intimadas a "explicitar a natureza dessas transferências e fornecer a documentação pertinente, inclusive quanto a execução do objeto do contrato, em sendo o caso". 
Também foram intimadas: OAS Engenharia, Engevix, Unipar, Galvão Engenharia, Investminas Participações, Tipuana Participações, Phisical, Projetec Projetos, Coesa Engenharia, Metasa Indústria de Metais, Construtora OAS, JSM Engenharia, Astromarítima Navegação, Hope Recursos Humanos, Constran, UTC Participações, Consórcio RNEST, Empresa Industrial Técnica e Arcoenge.

Com a confissão de crimes pelo ex-diretor, fica mais complicada a tentativa de justificar os pagamentos como remuneração de serviços legítimos.

Leia no site de VEJA

10 de outubro de 2014
Daniel Haidar, do Rio de Janeiro
in movcc

UMA GRANDE VERGONHA PARA O BRASIL DECENTE, TIRAR CRIMINOSOS DO PODER ATRAVÉS DA ELEIÇÃO.


Nunca vimos em parte alguma do mundo, combater BANDIDOS COM PLATÉIA, COMÍCIOS E ELEIÇÃO: Áudios de depoimento de Paulo Roberto são devastadores para PT e PMDB

Outra pergunta para Paulo Roberto: “E como o sr. recebia a sua parcela?”
Paulo Roberto: “Eu recebia em espécie, normalmente na minha casa, ou no shopping, ou no escritório, depois que eu abri a companhia minha lá de consultoria”.
Pergunta: “Quem entregava esses valores para o sr.?”
Paulo Roberto: “Normalmente, o Alberto Youssef ou o Janene”.
Pergunta: E nas outras agremiações políticas? O sr. sabe quem eram os distribuidores?
Paulo Roberto: “Dentro do PT, a ligação que o diretor de Serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o sr. João Vaccari. No PMDB, da Diretoria Internacional, o nome que fazia essa articulação toda chama-se Fernando Soares”.
Ueslei Marcelino/Reuters - 17.set.1982

É estarrecedor ouvir o que disse Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, a respeito de como eram divididas as propinas que recebia e dividia com partidos políticos. Tudo está ficando público hoje, como mostra reportagem de Mário Cesar Carvalho e de Flávio Ferreira.
O PT, sigla de Dilma Rousseff, seria um dos beneficiados.
Não há como imaginar essas revelações deixando de impactar no processo eleitoral em curso. A rigor, já se sabia a respeito das propinas. Mas ouvir o diretor relatando torna tudo mais chocante. Paulo Roberto fala de dinheiro de propina entregue ao PT e ao PMDB, exatamente os partidos de Dilma Rousseff e de Michel Temer, que formam a chapa de presidente e vice em busca da reeleição.
A emissora de notícias Globonews colocou no ar trechos dos áudios no início da tarde de hoje (09.out.2014). Na reportagem de Marcelo Cosme, a partir de 1 minutos e 30 segundos, é possível ouvir o seguinte trecho que fala Paulo Roberto Costa, transcrita a seguir:
Em relação à Diretoria de Serviços, todos sabiam que eu tinha um percentual desses contratos da área de Abastecimento. Dos 3%, 2% eram para atender ao PT, através da Diretoria de Serviços.
Outras diretorias, como Gás e Energia e como Exploração e Produção, também eram PT. Então se tinha PT na Diretoria de Exploração e Produção, PT na Diretoria de Gás e Energia e PT na área de Serviços. Então o comentário que pautava lá dentro da companhia era que, nesse caso, os 3% ficavam diretamente… diretamente para o PT.
Não era… não tinha participação do PP, porque eram diretorias indicadas, tanto para execução do serviço quanto para o negócio, PT com PT. Então, o que rezava dentro da companhia era que esse valor seria integral para o PT. A Diretoria Internacional tinha indicação do PMDB. Então tinha também recursos que eram repassados para o PMDB, na Diretoria Internacional
Aí Paulo Roberto é interrogado da seguinte forma: “Certo, mas a pergunta que eu fiz especificamente é se os diretores especificamente, por exemplo, o sr. recebia parte desses valores?”. E Paulo Roberto responde:
Sim. Então, o que que normalmente, em valores médios, acontecia? Do 1% que era para o PP –em média, obviamente que dependendo do contrato poderia ser um pouco mais, um pouco menos– , 60% iam para o partido, 20% eram para despesas (às vezes, nota fiscal, despesa para envio etc.).
São todos valores médios. Podem ter alteração nesses valores. E [dos] 20% restantes eram repassados 70% para mim e 30% para o [José] Janene [ex-deputado federal, do PP do Paraná, que já morreu] ou para o Alberto Youssef”.
Outra pergunta para Paulo Roberto: “E como o sr. recebia a sua parcela?”
Paulo Roberto: “Eu recebia em espécie, normalmente na minha casa, ou no shopping, ou no escritório, depois que eu abri a companhia minha lá de consultoria”.
Pergunta: “Quem entregava esses valores para o sr.?”
Paulo Roberto: “Normalmente, o Alberto Youssef ou o Janene”.
Pergunta: E nas outras agremiações políticas? O sr. sabe quem eram os distribuidores?
Paulo Roberto: “Dentro do PT, a ligação que o diretor de Serviços tinha era com o tesoureiro na época do PT, o sr. João Vaccari. No PMDB, da Diretoria Internacional, o nome que fazia essa articulação toda chama-se Fernando Soares

10 de outubro de 2014
Fernando Rodrigues - Uol

'PAPO RETO' DO DELATOR PAULO ROBERTO COSTA

Depoimento de Paulo Roberto atinge o coração do PT e a campanha de Dilma em 2010.
Ou: A depender das urnas, titular do próximo quadriênio não chega ao fim: O fato é que Paulo Roberto Costa está dizendo que a campanha eleitoral do PP, do PMDB e do PT — inclusive da então candidata Dilma Rousseff — foi em parte financiada com dinheiro sujo, roubado da Petrobras.

 
O PT está numa enrascada. O pior é que, a depender do resultado das urnas, o Brasil também. Vamos ver, como diria o poeta Horácio — na bela ode em que homenageia a sua Leuconoe — , que destino os deuses nos reservam.
Conforme for, a pessoa que encabeçar o próximo quadriênio na Presidência da República não chegará ao fim do mandato, que pode ser abreviado ou pela Justiça ou por um processo de impeachment.
Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, prestou seu primeiro depoimento à Justiça depois do acordo de delação premiada.
Ele sabe que, caso comece a dizer sandices e invencionices, o pacto é desfeito, e ele arca não só com o peso inicial dos delitos cometidos como com sanções novas. Assim, deve-se, quando menos, prestar atenção ao que diz.
Paulo Roberto afirmou com todas as letras que o esquema corrupto que ele operava na Petrobras para políticos recebia 3% do valor líquido dos contratos com a estatal. A fonte principal da corrupção é a refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Ela foi orçada em US% 2,5 bilhões e já está em US$ 19 bilhões e ainda não começou a funcionar. O dinheiro era dividido entre ele próprio e três partidos: PT, PMDB e PP. Segundo a PF, a quadrilha chegou a movimentar R$ 10 bilhões na estatal. Sim, dez BILHÕES!
Teriam atuado no esquema Sérgio Machado, presidente da Transpetro — de quem Paulo Roberto admite ter levado uma propina de R$ 500 mil —, Nestor Cerveró, Jorge Zelada e o petista Renato Duque, todos ex-diretores da estatal.
Mas não só. José Eduardo Dutra, atual diretor Corporativo e de Serviços, também seria ligado ao grupo. Pois é… Dutra foi um dos coordenadores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010. Pertencia ao trio que Dilma apelidou de “Os Três Porquinhos”.
Os outros “porquinhos” eram José Eduardo Cardozo, atual ministro da Justiça, e Antonio Palocci, que, segundo Paulo Roberto, pediu R$ 2 milhões ao esquema em 2010 para pagar contas da campanha de Dilma.
Nestor Cerveró, um dos acusados por ele, é o homem que organizou a operação de compra da refinaria de Pasadena, que, segundo o TCU, deu um prejuízo à empresa de US$ 792 milhões.
Na delação premiada, Paulo Roberto já confessou que levou propina também nessa operação. Dilma, à época, era presidente do Conselho e alegou não saber de nada.
Logo depois, Cerveró deixou o cargo, mas a já presidente Dilma o nomeou para ser diretor financeiro da BR Distribuidora. Renato Duque sempre foi considerado o homem do PT na Petrobras e ocupou a poderosa Diretoria de Serviços entre 2003 e 2012. Jorge Zelada, ex-diretor da Área Internacional, foi indicação do PMDB.
Até onde vai Paulo Roberto Costa? Insisto: ele conhece os termos de uma delação premiada.
Se falsear ou se tentar induzir a Justiça a erro, em vez da liberdade possível, ficará mofando na cadeia por muitos anos. Todos têm direito de se defender e certamente o farão.

O fato é que Paulo Roberto Costa está dizendo que a campanha eleitoral do PP, do PMDB e do PT — inclusive da então candidata Dilma Rousseff — foi em parte financiada com dinheiro sujo, roubado da Petrobras.
E agora? Se Paulo Roberto Costa estiver certo, a Papuda será pequena para abrigar tantos tubarões.

10 de outubro de 2014
Reinaldo Azevedo, Veja online

VOTE 45, CUMPANHÊRO!

SEGUNDO TURNO copy


Minha secretária chegou hoje com uma novidade: até o coisa ruim (vade retro) está apoiando o PSDB…
Quando não acreditei, ela me mostrou o santinho. Confira:

VOTE 45, CUMPANHÊRO!



10 de outubro de 2014
Anhanguera
in Giulio Sanmartini

EX-CONTADORA DE DOLEIRO DIZ TER REPASSADO DINHEIRO PARA PAGAR MULTA DE MENSALÃO


BRASIL - Corrupção

Ex-contadora de doleiro diz ter repassado dinheiro para pagar multa do mensalão

 
Meire Poza afirmou à CPI mista que investiga a estatal que visitou jornalista durante três meses para pegar dinheiro que seria usado para Enivaldo Quadrado quitar sua dívida com a Justiça. Como Dirceu e Genoíno, pagaram as suas multas na condenação do mensalão, supostamente "com doações" da companheirada, fica a suspeita de que eles se beneficiaram do mesmo esquema
Foto:Geraldo Magela/Agência Senado
Meire afirmou que pegou os recursos diretamente no portão da casa do jornalista Breno Altman
 

A contadora Meire Poza confessou nesta quarta-feira, 8, em depoimento à CPI mista da Petrobrás, ter repassado dinheiro para pagar a multa de um condenado no processo do mensalão.

Ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, Meire disse que foi à residência do jornalista Breno Altman durante três meses para pegar em cada oportunidade R$ 15 mil em dinheiro vivo. Esses recursos eram entregues, segundo ela, para o sócio da corretora Bônus Banval Enivaldo Quadrado, que foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por lavagem de dinheiro.

Quadrado foi punido pelo STF à pena de três anos e seis meses de prisão e a uma multa de R$ 28,6 mil, à época da condenação em 2012 e cjo valor foi atualizado posteriormente. Meire disse que os recursos serviram para pagar a multa do sócio da corretora Bônus Banval.

A contadora afirmou que pegou os recursos em espécie no portão da casa do jornalista nos meses de maio, junho e julho deste ano. "Em relação a esses R$ 15 mil, ele (Breno Altman) dizia que o PT estava pagando a multa do mensalão", afirmou ela, inicialmente, em resposta a pergunta feita pelo líder do PPS na Câmara, Rubens Bueno (PR).

Posteriormente, contudo, Meire disse, em resposta a questionamento feito pelo deputado Domingos Sávio (PSDB-MG), que o jornalista não sabia o origem do recurso. Como fala na qualidade de depoente, ela não pode mentir à CPI. Se o fizer, pode ser processada por crime de perjúrio e sair presa do depoimento.

A ex-contadora de Youssef afirmou que a pena de Enivaldo Quadrado foi convertida em prestação de serviços à comunidade, a qual ele começou a cumprir a partir de maio deste ano em Assis (SP). Foi por isso que, segundo Meire, Quadrado pediu a ela para que buscasse esses valores na casa de Altman em São Paulo para levá-lo a ele, em Assis.

Meire disse que conhecia Quadrado desde 2009, na época em que ele trabalhava em uma corretora de valores. Ela destacou que dividia com Quadrado metade dos 7% que cobrava de comissão para a emissão dos R$ 7 milhões em notas frias. Em valores, isso dava R$ 122.500 para cada um. Segundo ela, foi Enivaldo Quadrado quem a apresentou a Youssef e, como Quadrado vivia em dificuldades financeiras, ela o ajudava e se considerava uma "espécie" de sócia dele.

Após a confissão da ex-contadora de Youssef, Domingos Sávio disse que a multa do mensalão foi paga com "dinheiro do petrolão". O deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) fez questão de mostrar, durante o depoimento de Meire, uma foto do seu tablet em que Breno Altman está ao lado do ex-ministro José Dirceu, também condenado no mensalão.

O líder do PPS na Câmara apresentou requerimento para convocar Altman, para depor em uma futura sessão administrativa da CPI.

Foto: Reprodução
José Dirceu acompanhado do jornalista Breno Altman

Lembram daquelas "doações" feitas pelos "amigos" para ajudar os mensaleiros, entre eles José Dirceu e José Genoíno? Provavelmente era dinheiro desse esmo mesmo esquema que pagou a multa de Quadrado.


10 de outubro de 2014

ELEITORES BRASILEIROS NO EXTERIOR: DILMA VENCE EM CUBA, AÉCIO NA VENEZUELA E MARINA NA ÁFRICA


BRASIL – Eleição 2014  Eleitores brasileiros no exterior: Dilma vence em Cuba, Aécio na Venezuela e Marina na África  
Um levantamento da BBC Brasil a partir dos resultados do primeiro turno das eleições revela que Aécio foi o mais votado em 58 nações, a presidente Dilma Rousseff (PT), em 14, e Marina Silva (PSB), em 13
 
Foto: Marcelo Heuer/Facebook
LONDRES - O eleitor Marcelo Heuer registra a movimentação de eleitores diante da embaixada brasileira na capital do Reino Unido
 

No mapa-múndi da votação dos brasileiros no exterior, o candidato do PSDB à presidência, Aécio Neves, conquistou a maior proporção dos votos em quatro continentes (Américas, Europa, Ásia e Oceania).

Os resultados do primeiro turno das eleições revela que Aécio foi o mais votado em 58 nações, a presidente Dilma Rousseff (PT), em 14, e Marina Silva (PSB), em 13.

Se Aécio dominou a votação em quatro continentes, Marina Silva dominou o eleitorado na África. Já Dilma Rousseff não obteve maioria em nenhuma macrorregião do globo.

Segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), 141.501 dos eleitores brasileiros (40% do total de 353.504 cadastrados) que vivem no exterior foram às urnas no último domingo passado em 132 cidades de 88 países. Os votos depositados no exterior representam apenas 0,12% do total de 115 milhões de votos computados no primeiro turno.

Em vários países, o número de eleitores foi bem pequeno, o que permitiu uma série de resultados curiosos. O tucano e a petista tiveram o mesmo número de votos na República Democrática do Congo (7 para cada), enquanto a candidata à reeleição e a ex-senadora empataram em Angola (32 para cada).

Todos os três principais candidatos à presidência tiveram o mesmo número de votos em apenas um país do mundo: Jamaica, onde apenas nove pessoas foram às urnas.

Outro resultado curioso é que, se dependesse apenas dos votos dos brasileiros na Venezuela - país de governo socialista e próximo ao PT - , Aécio teria sido eleito já no primeiro turno. Ele obteve 52,2% dos 728 votos de brasileiros no país; Dilma obteve 30,2% e Marina 15,7%.

Já em Cuba, Aécio recebeu apenas 8% dos votos, contra 84% dados a Dilma e 6% a Marina.

Foto: BBC
A votação no Japão foi marcada por longas filas e pela forte chuva, consequência de um tufão que se aproxima da ilha principal.

QUEDA DE DILMA

Do total dos votos de brasileiros no exterior, Aécio ficou com 49,51%, seguido de Marina, 26,01%, e Dilma, com 18,35%.

O que mais chama a atenção na comparação com o resultado em 2010 é a queda acentuada na proporção dos votos em Dilma no exterior. Em 2010, ela obteve no primeiro turno 36,81% dos votos, o dobro do que obteve no domingo.

Marina foi melhor dessa vez - teve 20,43% em 2010 - e Aécio também superou o desempenho de José Serra, candidato de seu partido na corrida anterior, que obteve 40,25% no primeiro turno.

No domingo, Luciana Genro, Eduardo Jorge, Pastor Everaldo, Zé Maria, Levy Fidelix, Eymael, Mauro Iasi e Rui Costa Pimenta completaram, nessa ordem, a lista de preferência dos eleitores no exterior.

Nos países com os maiores colégios eleitorais no exterior, também deu Aécio. Ele levou 58,72% dos votos nos Estados Unidos (de total de 37.111 votos) e 58,41 no Japão. Marina levou 26,71% e 23,49% respectivamente. Dilma ficou com 10,69% e 10,61%.


Mapa mostra países em que Dilma Rousseff (vermelho), Aécio Neves (azul) e Marina Silva (amarelo) tiveram maioria dos votos

CURIOSIDADES

Marina foi a candidata que liderou a preferência dos eleitores na África. A ex-senadora venceu em seis países, contra quatro de Dilma e apenas dois de Aécio. Marina e Dilma tiveram o mesmo número de votos em Angola. Já Aécio e Dilma empataram na República Democrática do Congo.

Na Europa, Ásia, Américas e Oceania, o tucano venceu em mais países. No continente europeu, Aécio foi o preferido do eleitorado brasileiro em 21 países, contra três de Marina (Romênia, Rússia e Noruega) e apenas um de Dilma (Eslovênia).

Na Ásia, o tucano venceu em 16 países, incluindo Japão e China. Já Marina conquistou três (Timor Leste, Índia e Irã) e Dilma apenas dois (Jordânia e Palestina).

Na Oceania, Aécio ganhou mais votos tanto na Austrália quanto na Nova Zelândia.

A disputa mais acirrada ocorreu nas Américas, principalmente na América Latina. Aécio venceu em 17 países, entre eles a Venezuela.

Já Dilma conquistou sete, como Argentina e Cuba.

Marina, por sua vez, foi a preferida dos eleitores em apenas um país: Suriname.

Todos os três candidatos tiveram a mesma votação na Jamaica.

Aécio teve a maior proporção de votos em Cingapura (74,56%) e a menor em Cuba (8%). O tucano também teve votação pouco expressiva em Cabo Verde (7,89%) e na Palestina (10,84%).

O cenário se inverteu com Dilma. A petista foi, proporcionalmente, a mais votada em Cuba (84%) e a menos votada em Cingapura (3,51%). A presidente teve ainda um mau desempenho em Israel (7,46%) e na Tunísia (3,70%). No país africano, votaram apenas 27 pessoas, e Dilma, com apenas um voto, ficou atrás de Luciana Genro e Eduardo Jorge, que tiveram dois.

Já Marina teve a maior proporção de votos na Romênia (61,90%) e a menor na Croácia (5%).


10 de outubro de 2014
Reportagem de Luís Guilherme Barrucho, para BBC Brasil
Fonte: BBC Brasil

A ESQUERDA ABOMINA E XINGA SÃO PAULO

  

Virou tradição: como o estado de São Paulo não é dos mais simpáticos ao PT e à esquerda em geral, a turma mais afobada da esquerda internética parte a xingar o estado por discordar de algumas de suas escolhas eleitorais.

Não poderia ser diferente nestas eleições em que o PT foi massacrado nas disputas para presidente, governador, senador e deputados.

Nem mesmo o apelo a figuras como Andrés Sanchez, filiado para ser o puxador de votos na disputa da Câmara Federal (e ao final, o petista mais bem votado no estado), foi bastante.
O resultado foi uma extensão do clássico comentário de Zé de Abreu alguns anos atrás:
 
ZehDeAbreu

Veja então alguns exemplos de manifestações de repúdio aos paulistas, misturados também a alguns chororôs mais abrangentes.
Clique nas imagens para vê-las com maior nitidez:
 
5oBi_FlavioGomes_Merda5oBi_BrasilDireita5oBi_DireitaCabresto5oBi_Meexclua 5oBi_FlavioGomes_PaulistaBanho 5oBi_PaulistaImbecil5oBi_FlavioGomes_banho 5oBi_FlavioGomes_Regioes5oBi_TorturraRegistro5oBi_Paulistas_escrotos 5oBi_PaulistasRetardados1 5oBi_SP_GenteImunda 5oBi_SPAlckmin_Ricos 5oBi_Cynara_Playbas5oBi_SPgalera 5oBi_SPImunda_Agua 5oBi_SPmasoquista 5oBi_SPRetardados 5oBi_Torturra_excretor
5oBi_Paulista_idiota1 5oBi_PaulistaIdiota2
5oBi_SPEliteDesprezivel 5oBi_paulistaIdiota3

10 de outubro de 2014
in reaçablog

EMPRESÁRIO RELATA AMEAÇA DE EX-DIRETOR DA PETROBRAS


Paulo Roberto Costa, indiciado e réu confesso por corrupção na Petrobras

Paulo Roberto Costa teria ameaçado Caio Gorentzvaig para garantir que negociação saísse como queria. O empresário Caio Gorentzvaig declarou ao Ministério Público Federal que foi ameaçado pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, alvo da Operação Lava Jato. Filho do pioneiro do setor petroquímico no país, Boris Gorentzvaig - fundador da Petroquímica Triunfo -, o empresário afirma que a ameaça ocorreu em 2008 em meio a uma disputa com a Petrobras e a Braskem, do Grupo Odebrecht, pelo controle da Triunfo. "Se vocês não venderem a Petroquímica Triunfo da maneira como nós queremos, vamos colocar vocês debaixo da ponte", teria dito Costa.

Gorentzvaig afirma que o ex-diretor da Petrobras fez a ameaça durante reunião na sede da Petrobras, no Rio, da qual participaram o próprio Caio, um irmão dele, Auro, e o pai, Boris, já falecido. Costa teria dito que "somente ficariam no setor petroquímico duas empresas, sendo uma já escolhida, a empresa da família Odebrecht (Braskem) e a outra estava para ser escolhida". O empresário disse que questionou o então executivo da Petrobras sobre o destino da Triunfo quando ouviu a ameaça.

O depoimento foi tomado dia 16 de junho pelo Ministério Público Federal. Gorentzvaig declarou que Costa foi indicado para a Petrobras (em 2004) pelo então deputado federal José Janene, líder do PP na Câmara na época do mensalão, que morreu em 2010. Segundo o empresário, quem lhe contou sobre a indicação de Costa foi o próprio Janene em um almoço no Aeroporto de Congonhas. "Janene disse que poderia resolver o meu problema com a Petrobras porque era ele quem mandava em Paulo Roberto Costa."

*Veja.com

10 de outubro de 2014
in blog do mario fortes

O CRIME ORGANIZADO DEIXARÁ DE PRESIDIR O BRASIL? TOMARA!



Dilma Rousseff e sua base aliada não têm mais a mínima condição moral e legal de continuar (des)governando o Brasil, depois de tanta sujeira que emerge nos depoimentos da “Colaboração Premiada” da Operação Lava Jato. As revelações bombásticas varrerão a petralhada do mapa, junto com o esquema que lhes dá sustentação, pela via dos “mensalões”  pagos por grandes empreiteiras que fazem negociatas superfaturadas com a máquina estatal capimunista.

Independentemente do resultado do segundo turno, a gestão petista se autodestruiu. Por isso, soa como piada de fim de festa o lançamento que o presidente do PT, Rui Falcão, fez ontem da candidatura presidencial de Luiz Inácio da Silva, para o ano de 2018. Só Deus sabe se o grande líder terá saúde para encarar tal desafio daqui a quatro anos. Pelo navegar da barca do inferno, são gigantescas as chances de que Lula e as maiores lideranças políticas de sua base amestrada sejam obrigados a enfrentar processos judiciais resultantes da Lava Jato, Porto Seguro e desdobramentos da segunda fase do Mensalão.

Tecnicamente falando, muita gente estará cotada não para a Presidência da República, mas sim para técnico do time da Papuda ou outras penitenciárias menos votadas. Todos os escândalos podem ficar amplificados se houver interesse em estabelecer uma relação perigossíma entre lavagem de dinheiro público roubado e financiamento de atividades do tráfico de drogas que serve como uma das fontes alternativas de investimentos para grupos que se proclamam “revolucionários”. Algumas entidades criminosas – a quem o Banco Central tem ordem expressa de não fiscalizar – se escondem por trás de “cooperativas de crédito” que estão dando ares de legalidade ao dinheiro vindo da corrupção e do narcotráfico.

Eis o monstro que Aécio Neves terá de enfrentar se conseguir se eleger Presidente da República. Esta é a máquina do mal que vai desestabilizar qualquer governo brasileiro nos próximos anos. O Brasil caminha para se tornar algo pior que aquela violenta Colômbia dos tempos do senhor do tráfico Pablo Escobar – o chefão do Cartel de Medelin que soube misturar política, revolução e narcotráfico, até ser eliminado pelos Estados Unidos da América.

Os mafiosos esquemas brasileiros e suas relações políticas farão a História considerar Escobar um mero aprendiz de bandido.

Pesquisas e pesquisas...


Deletação premiada


Aviso aos comentadores

Por problemas insolúveis em nosso computador, ontem tivemos problemas para liberar a publicação dos comentários.

Como o caos deve se repetir hoje – inclusive para postar a edição normal – pedimos paciência aos leitores.
Nosso sistema está igual ao Brasil: calma, porque ainda vai piorar muito...

Abusando da paciência



10 de outubro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

                 Dilma, se tiver vergonha, renuncie!



 
Dilma Rousseff deveria renunciar ao cargo de Presidenta e à candidatura reeleitoral ao Palácio do Planalto, se o Brasil fosse um País normal, sério e com segurança jurídica. Como não é, o cinismo da corrupta e mentirosa politicagem impera nos três poderes. Por causa da sem-vergonhice institucional, as revelações criminosas dos “colaboradores premiados” da Lava Jato produzem apenas o efeito de escandalizar a opinião pública. Os verdadeiros e poderosos chefões do esquema continuam livres e soltos, apostando na impunidade ampla, geral e irrestrita.

Na defensiva, ainda aparelhando a máquina pública, o sistema de governança do crime organizado prepara mais um malabarismo para continuar mandando e se apoderando do “Condomínio” (termo usado pelos mafiosos de Brasília para definir o Brasil da corrupção, da carestia, da canalhice e do capimunismo). Partindo para a ofensiva, a organização criminosa conta com recursos infinitos e a ignorância ou fanatismo de milhões de incautos brasileiros para continuar vomitando inverdades no horário eleitoral gratuito, como se o PTitanic já não tivesse afundado moralmente. O PT perdeu todas as condições morais e políticas para continuar se apoderando do País. Passou da hora de demitir a “Síndica” e seus parceiros.

Toda a diretoria da Petrobras deveria pedir demissão junto com a Dilma (mas, claro, isto não acontecerá). Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef (uma espécie de banco central paralelo no mercado de câmbio), junto com outros “colaboradores premiados” nos processos da Operação lava Jato denunciaram como funcionam as relações de negócio impostas pela politicagem às “empresas estatais” e aos empresários que negociam com elas. Agora vieram à tona, para destronar os petralhas, declarações e provas concretas de crimes bilionários contra o patrimônio público. Os mais inocentes sonham com punição aos culpados. No entanto, a tendência é que o resultado final do escândalo seja atenuado e abafado, punindo apenas alguns bodes expiatórios, como aconteceu com o Mensalão e outros escândalos mais ou menos votados.

Curioso é recordar que Paulo Roberto Costa teria dito, meses atrás, que, se abrisse a boca e contasse tudo, não haveria eleição... Pois ele fez muito mais que abrir a boca: delatou políticos poderosos – muitos já eleitos domingo passado ou sob risco de manter o emprego dado pelo eleitor neste segundo turno. Por enquanto, só foram poupados aqueles que têm direito a foro privilegiado - que serão analisados pelo Supremo Tribunal Federal. Assim, a chance de pizza é gigantesca...

O eleitor ainda foi ontem barbaramente torturado pela voz de Dilma Rousseff, nos 10 minutinhos de propaganda no rádio e televisão, se vendendo, em repetidas e insistentes frases de efeito, como “combatente da corrupção”. A propaganda política foi transformada em um show sem graça de cinismo, depois do noticiário que reproduziu, em áudio providencial e politicamente vazado, as confissões bombásticas do Paulinho (como Luiz Inácio da Silva se referia ao “companheiro” Paulo Roberto Costa, ex-diretor de abastecimento da Petrobras).

Uma manobra midiática arrasou com o desgoverno petralha. Dilma perdeu ontem a última condição de governabilidade que lhe restava. Se tivesse um mínimo de vergonha, renunciaria ao mandato e à candidatura. Claro, não fará nada disto. Sabe, perfeitamente, que já perdeu a reeleição para Aécio Neves. A prioridade dos petistas, a partir de agora, é minimizar os estragos causados pelos escândalos da Lava Jato, Petrobras, Porto Seguro, Mensalão e, como se não bastasse, o recente uso eleitoreiro dos Correios, junto com a acintosa compra de votos que ajudou a base aliada a se manter no poder.

A tática urgente consiste em negociar a impunidade programada. Mal ou bem comparando, será o mesmo que amputar um dedo para preservar a mão grande (como já aconteceu, no passado, com alguns notáveis falsários que conseguiram aposentadoria por invalidez, depois de ficar apenas com nove dedos). Resta aguardar para saber se o provável próximo Presidente da República, o conciliador Aécio Neves, cometerá a insanidade de confundir tolerância com conivência, em nome dos “interesses da nação e da governabilidade”, impedindo uma punição rigorosa contra os poderosos chefões da organização politicamente criminosa que rouba e esculhamba o Brasil.

Será que teremos uma repetição do rigor seletivo que fingiu punir apenas alguns gatos pingados (a maioria já soltos) do Mensalão? Será que o judiciário, por conveniência política, novamente, deixará de fazer Justiça no País sem Segurança do Direito? É altíssima a probabilidade de que tal “jeitinho” ocorra. O brasileiro, além de memória curtíssima, parece ter reduzida vergonha na cara. É só examinar, superficialmente, a cara de pau ou a ignorância imperdoável dos milhões de eleitores do nazicomunopetralhismo. Idiotas ou canalhas, embora não sejam maioria, praticamente têm papel hegemônico no cenário eleitoral. E nada custa recordar: sob fraude, Dilma ainda pode se reeleger...

A “sorte” é que se confirma aquilo que o Alerta Total vem chamando atenção desde 16 de dezembro do ano passado. A Oligarquia Financeira Transnacional resolveu que Dilma Rousseff deve perder o cargo de “síndica do condomínio”. Na hora certa, o poder econômico paralelo financiou o “milagre” jurídico e midiático de vazar, para o grande público bestificado, todas as revelações feitas em sigilo judicial pelos delatores premiados da Lava Jato. Tal fenômeno não acontece por acaso e, muito menos, natural ou gratuitamente...


A petralhada está PT da vida e aloprada. O PTitanic afundou. No entanto, sua orquestra continua tocando, a pleno vapor, no submundo. Os bilhões por eles roubados da máquina pública continuam com eles. Quem tem o poder econômico paralelo tem muitas chances de assegurar muito poder político, na hora em que as coisas ficarem muito pretas (ou ainda mais nigérrimas do que já estão). A bomba será jogada no colo de Aécio Neves. Tomara que neto de Tancredo tenha sabedoria para desarmá-la, apoiando ações efetivas para punir os bandidos.

Tal esperança, quase um sonho inocente, esbarra nas incestuosas relações políticas e econômicas no Brasil. Sempre que a safadeza é ampla, envolvendo quem tem poder e muita grana, a tendência é pela “acomodação” (que os sociólogos chamam, por aqui, de “conciliação”). É mais fácil Aécio “conciliar” com o PT do que produzir uma política de terra arrasada contra os “primos”. A esgotosfera política funciona deste jeito no Brasil. Só um meteoro caindo aqui, para o País ser reinventado, é que pode mudar tal tendência.

Agora, a prioridade máxima definida pelos controladores do Brasil é tirar o PT do poder, e PT saudações. No entanto, isto não basta. O perigo ainda maior é, se Aécio vencer e não for bem no governo, o PT retornar daqui a quatro anos (como já defendeu o radical presidente do PT, Rui Falcão, já lançando a prematura candidatura presidencial do mítico Luiz Inácio Lula da Silva para o distante ano de 2018).

Todo mundo concorda que o Brasil precisa mudar, mas os poderosos de plantão só querem que ele mude para ficar a mesma coisa... Dificilmente tal sina será alterada – a não ser por um milagre (coisa nada fácil de acontecer). Vamos às ilusões da dedada obrigatória nas urnas eletrônicas que não permitem conferência e nem recontagem dos votos por impressão... O Aécio deve vencer... Resta aguardar o que vai sobrar para ele... A petralhada, que aparelhou a máquina estatal, só vai largar o osso depois de muita briga e sabotagem...

Para nós vai sobrar o de sempre, a partir de 26 de outubro: inflação, carestia, reajuste violento de tarifas, desemprego, provável aumento de impostos e juros – no mesmo ambiente de violência e insegurança, sem reformas políticas concretas no front... Quem sobreviver verá...
   
Taxas atraentes
 

Se a petralhada reclamar que existe uma campanha orquestrada contra eles é melhor acreditar neles, pela primeira vez...

Sem pânico?

Relaxa e goza


O PT assassinou a própria reputação... O que falta mais?
 
                           
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!
 
10 de outubro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.
 
 

CENÁRIOS ESQUISITOS


 

Amigos queridos hoje comparam Venezuela, Argentina e Brasil.

Pessimistas, acham que a Argentina está virando uma Venezuela e que o Brasil está virando uma Argentina.

Embora os três países estejam submetidos à mesma cartilha demolitória, gerada por uma organização sediada em Londres, cuja implantação está confiada ao Foro de São Paulo (que também responde pelo nome Unasul) os cenários são bem diferentes.

O falecido Hugo Chavez pertencia ao exército e, no passado, tentou um golpe de estado que não prosperou. Tornou-se presidente, fez tantas barbaridades que foi deposto. Como não foi morto, deu um contragolpe e voltou ao poder.

A Argentina, governada pelo fantasma de Perón, cometeu tantos erros que hoje sofre as consequências. Um exército pode tudo; menos perder a guerra. O episódio das Malvinas destruiu o seu poderio militar. Velhos generais foram presos e humilhados publicamente.

Nesta campanha eleitoral no Brasil, os inimigos da pátria tentam sutilmente fomentar o ódio entre os estados do norte e os do sul visando um futuro desmembramento do país.
 
Se esquecem de que aqui há exército, o Exército de Caxias, que não pede desculpas, garante da unidade nacional.

10 de outubro de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é Livre Pensador.

O TERRORISMO E A ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS


 

Atualmente, o fundamentalismo islâmico substituiu o marxismo e o anarquismo como principal ideologia revolucionária utilizada para justificar, gerar e difundir o TERRORISMO.

Em 24 de fevereiro de 2003, na matéria intitulada Ensaio sobre o Terror o autor destas linhas escreveu que pode ser afirmado que o TERRORISMO é uma forma de propaganda armada.

O que então foi escrito permanece atual:

- que o TERRORISMO é definido pela natureza do ato praticado e não pela identidade de seus autores ou pela natureza de sua causa. Suas ações são realizadas de forma a alcançar publicidade máxima, pois têm como objetivo produzir efeitos além do dano físico imediato;

- que o objetivo básico do TERRORISMO é buscar estabelecer um clima de insegurança, uma crise de confiança que a comunidade deposita em um regime, que facilite a eclosão ou o desenvolvimento de um processo revolucionário. Ou seja, objetiva criar artificialmente as condições objetivas que tornem factíveis uma revolução;

- que o alvo, para os terroristas, é irrelevante, pois o que lhes interessa "não é a natureza do cadáver, mas sim os efeitos obtidos", conforme escreveu Carlos Marighela, no final dos anos 60, em seu Mini manual do Guerrilheiro Urbano;

- que prédios públicos, instituições e instalações que desempenham funções importantes e simbolizam a ordem vigente são os alvos preferidos. Também ataques indiscriminados e ao acaso contra a população, visando atingir suas atividades quotidianas, em supermercados, lojas, restaurantes, aeroportos, estações rodoviárias e ferroviárias, trens e metrôs, objetivando, nesse caso, fomentar um clima generalizado de medo e o sentimento de que ninguém está seguro, em parte alguma, seja qual for sua importância política, como foi o caso do atentado em 11 de setembro de 2001 às Torres Gêmeas, em Nova York, e 11 de março de 2004 a um trem de passageiros, em Madri;

- que uma das características que define o TERRORISMO moderno é a sua internacionalização, resultante de três fatores, até certo ponto complementares: a cooperação existente entre organizações terroristas; o fato de Estados nacionais soberanos apoiarem grupos terroristas e utilizarem o terror como meio de ação política, especialmente no Oriente Médio; a crescente facilidade com que terroristas cruzam fronteiras para agir em outros países, mormente quando o controle fronteiriço é deficiente;

- que os terroristas não têm origem no proletariado e sim na chamada classe média, uma vez que a causa do TERRORISMO não é a pobreza e sim problemas políticos. A motivação política é a característica fundamental do TERRORISMO;

- que, embora os grupos terroristas envolvam cerca de 75 diferentes nacionalidades, os mais ativos têm sido os palestinos, sendo que, para os grupos religiosos islâmicos, tanto o capitalismo como o socialismo são um mal. Eles dizem agir em nome de Maomé, com quem alegam ter ligação direta;

- que as organizações dedicadas ao TERRORISMO começaram a agir sem vínculos entre si e sem inspiração ou ajuda externa. Hoje, todavia, coordenam suas atividades, prestam serviços umas às outras, emprestam-se homens e armas, compartilham campos de treinamento e, algumas, têm por trás de si Estados que as financiam, que lhes dão guarida, armam, fornecem documentação e comandam suas operações;

- que o TERRORISMO deve ser combatido de uma forma total e coordenada, sob pena de fugir ao controle. Uma defesa puramente passiva - o contraterrorismo - historicamente não tem constituído um obstáculo suficiente para conter o seu desenvolvimento. O antiterrorismo, ao contrário, sugere uma estratégia ofensiva, com o emprego de toda uma gama de opções para prevenir e impedir que atos terroristas ocorram, levando a guerra aos terroristas. Essa, todavia, não é uma tarefa simples. Exige Serviços de Inteligência altamente capacitados e governos determinados, uma vez que, nesse caso, as represálias são levadas a efeito antes que haja qualquer ataque. Antes, portanto, que sejam causados quaisquer tipos de danos. O antiterrorismo é, portanto, uma resposta a algo que ainda não ocorreu;

- que é impossível proteger por todo o tempo todos os alvos em potencial, ficando assim, sempre, os terroristas, com a vantagem da iniciativa. Para que essa proteção fosse efetiva seria necessário implantar um Estado-policial, exatamente o tipo de situação que os terroristas gostariam que fosse criada, pois, assim, teriam um inimigo fascista para combater, em nome da democracia. Uma democracia não pode utilizar um cidadão em cada cinco para ser policial; não pode fechar suas fronteiras e nem restringir as viagens dentro do país; nem manter uma vigilância constante sobre cada hotel, cada prédio, cada apartamento em cada andar; e nem gastar horas revistando carros nas ruas e bagagens de viajantes nos aeroportos e em terminais rodoviários;

- finalmente, que, assim sendo, uma das únicas defesas contra o TERRORISMO é a possibilidade de realizar uma infiltração com a finalidade de interceptar e conhecer antecipadamente quando e onde um alvo deverá ser atacado. Essa, contudo, é, como já foi dito, uma tarefa para um excepcional Serviço de Inteligência, aliada a dois componentes essenciais: vontade política e decisões que não temam riscos.

O objetivo de recordar os conceitos acima foi a publicação pela imprensa da oportunista - esse é o adjetivo correto - decisão dos representantes dos 192 países que compõem a Organização das Nações Unidas (ONU), aprovada em 8 de setembro de 2006, às vésperas do quinto aniversário do ataque às Torres Gêmeas, de "adotar uma estratégia contra o TERRORISMO".

Isso, sem antes, durante toda a sua trajetória, desde que foi fundada, conseguir um consenso para definir o que é TERRORISMO! Durante toda a sua existência não foi capaz de desenvolver uma definição precisa capaz de distinguir o TERRORISMO de outros crimes.

Todavia, definir o que seja TERRORISMO de uma forma aceitável a todas as pessoas e Estados não é uma tarefa fácil, uma vez que o termo dá margem a interpretações diversas. Nos anos 80, na Nicarágua, por exemplo, para os sandinistas os "Contra" eram considerados terroristas, porém eram definidos pelo presidente Ronald Reagan como "combatentes da liberdade".

Entre algumas definições existentes, a seguinte parece ser uma das mais apropriadas: "O TERRORISMO é o uso ilegal da força ou da violência contra pessoas ou propriedades, objetivando influenciar uma audiência e coagir um governo e a população de um Estado em proveito de objetivos políticos, sociais ou religiosos".

A recente decisão da ONU- de adotar "uma estratégia global para combater o TERRORISMO, com medidas concretas que devem aplicar os governos e os organismos regionais e internacionais" (jornal El País, Madri, 9 de setembro de 2006) sem antes definir o que entende por TERRORISMO, não deixa de ser um fato inusitado!

Cada um dos 192 países que diga o que é ou não é TERRORISMO...

A matéria Kofi sob Pressão, de Judy McLeod, publicada em 29 de abril de 2003, assim se referiu ao presidente da Organização das Nações Unidas:

"Salário: US$ 293 mil por ano. Vantagens: uma mansão de graça no Upper East Side de Manhattan; empregados de graça; carro com chofer (que estaciona onde quiser); viagens aéreas de 1ª classe ou jatos privados se ele não quiser um voo de linha; segurança 24 horas por dia, etc. O Secretário-Geral tem um adicional de US$ 25 mil todo ano para "entretenimento pessoal". Eis para onde vão todos os trocados que as crianças juntam nas latinhas da UNICEF!

Ligado ao Programa Óleo por Comida mesmo antes de assumir como Secretário-Geral da ONU, Annan foi vítima do programa radiofônico de Limbaugh, no qual este detalhou o estilo de nababo de Annan como "doentio, justamente quando ele se propõe a servir aos pobres do mundo".

Bilhões de dólares foram "desviados" do Programa Óleo por Comida. O maior problema de rastrear o destino do dinheiro desviado é que Annan operava o programa em segredo, não prestando contas a ninguém. Todos os pedidos para se abrir os livros do programa foram taxativamente negados. Então, de novo, historicamente, a ONU imagina-se como entidade sacrossanta sem precisar dar contas a quem quer que seja.

Rosett, uma antiga correspondente do Wall Street Journal, escreveu: "um véu de segredo sobre dezenas de bilhões de dólares em contratos é um convite para comissões ilegais, o toma-lá-dá-cá político, e o contrabando feito sob a cobertura de operações legais".

O Programa Óleo por Comida começou em 1996, para dar ajuda humanitária ao povo iraquiano, por causa do sofrimento das sanções impostas a Bagdá por sua recusa em cooperar com as resoluções de desarmamento após a Guerra do Golfo de 1991. O programa usa rendas da venda do petróleo iraquiano para comprar mercadorias humanitárias. Talvez, mais significativamente, o programa é a única fonte de sustento para 60% do país com uma população de 27 milhões de pessoas, de acordo com um funcionário iraquiano do programa.

A guerra do Iraque deixou o programa sob escrutínio internacional. Annan o suspendeu quando ordenou a retirada do pessoal da ONU em 17 de março (2003), a dois dias do início da campanha das forças da coalizão. A conclusão dessa história é que a ONU não está salvando o mundo, mas salvando a si mesma, enchendo os próprios bolsos.

Concluímos com uma pergunta aos leitores deste artigo: para que serve a ONU?

10 de outubro de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.