"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

AS ESTATAIS SOB O JUGO DO PT

A “defesa” das estatais sempre esteve no discurso petista. Era um ponto inegociável, isto é, sem qualquer possibilidade de diálogo. Basta recordar como o PT pôs sua tropa de choque na rua para tentar inviabilizar as privatizações do governo FHC. Felizmente, a intolerância petista não foi capaz de impedir as privatizações dos anos 90 e a população pôde ter acesso, por exemplo, a serviços de telecomunicações de melhor qualidade - ao menos, já não é preciso pagar ágio para ter uma linha telefônica.

Uma vez que, com as inegáveis melhorias nos serviços privatizados, já não cabia mais na agenda pública discutir a reestatização das empresas privatizadas, era de esperar que a bandeira petista a favor das estatais significasse ao menos algum avanço para as estatais remanescentes. No entanto, o que se vê depois de 13 anos do partido no governo federal é o avanço do retrocesso. E isso não ocorre apenas na Petrobrás, envolvida no maior escândalo de corrupção da história nacional, como consequência direta do aparelhamento promovido nos governos Lula e Dilma. Há uma generalizada deterioração das estatais.

Reportagem do jornal O Globo a respeito das empresas estatais dependentes do Tesouro Nacional - são 18 nesse grupo - revela que elas estão mais inchadas e mais deficitárias. Ao analisar essas empresas ao longo dos anos do primeiro governo de Dilma, vê-se uma trajetória assaz preocupante.

Em 2009, o resultado global dessas 18 empresas foi um prejuízo de R$ 179 milhões. Em 2013, o déficit foi simplesmente dez vezes maior, alcançando a cifra negativa de R$ 1,8 bilhão. Era a consequência imediata do fato de que, das 18 estatais dependentes do Tesouro Nacional, 12 haviam fechado o ano no vermelho.

Um governo responsável utilizaria todos os meios para reverter essa situação. No entanto, os números da folha de pagamento mostram que o governo Dilma não foi apenas omisso em reverter o quadro, mas promoveu ativamente essa situação.

Em 2009, as 18 estatais tinham 36.488 funcionários. Em 2013, já eram 47.433 pessoas. Mas o descaso administrativo do governo Dilma fica ainda evidente quando se observa o crescimento da folha de pagamento - é que o número de funcionários cresceu 30%, mas a folha de pagamento cresceu 108%. Em 2009, foram gastos R$ 3,5 bilhões com os salários dos funcionários. Em 2014, foram R$ 7,3 bilhões.

A situação de crescimento desenfreado da folha de pagamento não apenas afetou o resultado fiscal do governo, mas a qualidade do uso dos recursos do Tesouro Nacional. No ano de 2014, o contribuinte pôs R$ 15 bilhões nas 18 estatais, mas apenas 28% desse dinheiro foi destinado a investimentos. Gastou-se muito e gastou-se mal.

Entre as estatais dependentes do Tesouro - estão na lista a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por exemplo -, um caso retrata bem a “eficiência” petista. Trata-se da Empresa de Planejamento Logístico, fundada em 2002 para planejar a construção do trem-bala, projeto que até hoje não saiu do papel e não se sabe se algum dia sairá. Na sua criação, tinha 65 funcionários. Hoje, conta com 161. E o atual número se deve ao período de vacas magras - antes do ajuste fiscal, a empresa chegou a ter 185 funcionários.

Tal quadro desmerece a capacidade administrativa de qualquer governo, ainda mais de um governo cujo partido sempre afirmou estar a favor das estatais. Mostra como o discurso pode estar distante da realidade. E esse mal é contagioso. O órgão do Ministério do Planejamento que cuida das estatais - Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais - afirma que sua missão é “aperfeiçoar a atuação do Estado enquanto acionista das empresas estatais federais, com vistas a potencializar os investimentos da União em benefício da sociedade”. A sociedade está à espera desses benefícios.

28 de setembro de 2015
Estadão

PIEDOSOS E MENDAZES

“Não há nada mais forte do que o cheiro de mendacidade.”
(Big Daddy, em ‘Gata em Teto de Zinco Quente’, de Tennessee Williams)


Há uma concentração extraordinária de poder na ilha de Manhattan esta semana. Os 70 anos da ONU são comemorados com uma ambiciosa agenda de metas de desenvolvimento sustentável a serem cumpridas até 2030. 
A cidade é o cobiçado palco para governantes encherem o salão de 1.750 metros quadrados da Assembleia Geral com o odor detectado pelo patriarca do clássico da dramaturgia americana.

Comecemos com a própria agenda de dezessete metas. Para cumprir algumas metas econômicas, é preciso descumprir as ambientais. 

Mendacidades sobre a Síria, a Ucrânia, a miséria na Índia, a repressão na China e a espionagem cibernética, entre tantas outras, serão proferidas por Barack Obama, Xi Jinping, Narendra Modi, Vladimir Putin, François Hollande, David Cameron e, na abertura da sessão, Dilma Rousseff. Todos vão dizer platitudes e inverdades que fariam o sangue de Big Daddy ferver.

Mendacidade, que tem origem no latim e quer dizer mentira, caiu em desuso no português, mas é o poderoso refrão da peça de Williams em que Big Daddy, morrendo de câncer, explode contra a hipocrisia piedosa que o cerca.

Mesmo os mais crédulos comentaristas na mídia americana se surpreenderam com a mobilização em torno da visita do Papa Francisco. 
Uma recepção calorosa que incluiu casais gays, divorciados, mulheres que fizeram abortos, ateus, agnósticos, grupos que não se submetem a restrições da Igreja Católica. 

Arrisco dizer que o subterrâneo da cidade, onde picuinhas políticas e interesses econômicos adiaram por anos o tributo às vítimas do 11 de Setembro, só adquiriu o peso espiritual desejado com a demonstração de ecumenismo liderada por Francisco na cerimônia de quinta-feira passada.

Embora as vozes crassas do extremismo de direita tenham continuado a tratar Francisco como um Che Guevara de batina branca, elas foram abafadas pelo clamor por um bem-estar cada vez mais fora de alcance. 
A crise de liderança política legítima, com sua aliada, a explosão de falsidade populista, faz que uma figura de autoridade subitamente sincera como Francisco ocupe um grande vácuo.
Se soa sacrilégio citar Donald Trump na mesma frase com o Papa, há que considerar onde eles se encontram na imaginação pública. Ambos são percebidos como homens que contrariam interesses e dizem o que pensam. 

A popularidade do lamentável Donald Trump não pode ser dissociada do fato de que, mesmo quando se contradiz ou mente, ele não se submete ao pasteurizado discurso marqueteiro que o público se acostumou a esperar dos políticos.

A popularidade de um candidato associado ao socialismo como o senador Bernie Sanders, impensável há vinte anos, é explicada em parte pela própria figura do nova-iorquino que fez carreira no idílico estado de Vermont: ele é um José Mujica da política americana, alguém que não anda de jatinho nem se locupleta com empresários e interesses escusos, como fazem os hipócritas que posam ao lado de Mujica.

A emergência de Sanders amplifica a crise na candidatura de Hillary Clinton. 
É resultado da fadiga com a percepção da falta de autenticidade, embora a mulher tenha mais poder intelectual e domínio de políticas num dedo mindinho do que todo o brancaleônico campo de candidatos republicanos.

Vivemos um momento em que Marta Suplicy celebra sua entrada no PMDB como um gesto de combate à corrupção e não estou descrevendo um sketch do Porta dos Fundos. 
Um momento em que contrição é Lula se queixar com um grupo de religiosos que Dilma mentiu demais para se reeleger. 
Se mentisse menos, recitando a mendacidade de João Santana, encontraria salvação? 
Como desprezam o olfato do eleitor.

28 de setembro de 2015
Lúcia Guimarães

QUEM É O GOLPISTA??

O ministro Edinho Silva afirmou que o governo não tem um “plano B” para a proposta de ajuste encaminhada ao Congresso, e que não há alternativas viáveis, fora das já apresentadas pelo Executivo, para equilibrar o orçamento do governo, passando ao distinto público a falsa ideia de que a única maneira de cobrir o déficit das contas públicas é através da criação ou aumento de impostos, inclusive a malfadada CPMF, além de cortes ridículos nas despesas. Mais uma vez, o governo mente!

O leitor talvez não saiba, mas o Tesouro Nacional, ao longo dos últimos anos, principalmente durante o primeiro mandato da presidente Dilma, transferiu perto de R$ 520 bilhões para o caixa do BNDES. Para se ter uma ideia da grandeza desse número, ele representa cerca de 10% do PIB (2014). Pelos recursos, o governo cobra do BNDES juros de 6% ao ano (TLJP), enquanto, para captá-los no mercado, paga, em média, 13%. Em outras palavras, o custo de carregamento desses “empréstimos”, que fazem a alegria dos grandes empresários tupiniquins, é de aproximadamente R$ 35 bilhões, valor superior ao orçamento anual do Bolsa Família (R$ 27,5 bilhões). Agora, eu pergunto: o leitor viu, em algum lugar, menção de que o governo pretenda pegar esse dinheiro de volta? Nem eu.

Outra possibilidade de arranjar recursos extras para cobrir o déficit seria através de privatizações de empresas estatais, mas, além da proposta de vender 25% da BR Distribuidora (o que está bem longe de significar privatização, já que o controle permaneceria com o Estado), nem uma linha da proposta recentemente encaminhada ao Congresso toca nesse ponto. Eles preferem recriar a CPMF, tungando um pouco mais o bolso do contribuinte. Por quê?

A ideologia petista não admite perder o imenso poder econômico que hoje detém o Estado brasileiro, seja para fazer afagos aos amigos do rei (e financiadores do partido), seja para estender seus imensos tentáculos sobre o mercado.

Não por acaso, no mesmo dia da entrevista de Edinho Silva, sua chefe, a presidente Dilma Rousseff, voltou a dizer — não exatamente com essas palavras, pois seu idioma, embora semelhante, não é o meu — que estão tramando um golpe contra ela, aproveitando-se da crise econômica para propor seu impeachment. Não esclarece como é que um processo previsto na Constituição e regulamentado em lei pode ser considerado golpe.

No meu dicionário, golpe é eleger-se mentindo descaradamente ao eleitorado, mostrando um mundo cor de rosa quando já pairavam nuvens negras no horizonte, avisando que uma tempestade de grandes proporções estava a caminho. Golpe é acusar os adversários de tramar a redução de investimentos em programas sociais, sabendo melhor do que ninguém que, qualquer que fosse o eleito, inclusive ela própria, teria de fazer cortes e congelar benefícios. Golpe é divulgar, por anos a fio, demonstrações financeiras falsas, mostrando superávits onde havia déficits, escondendo resultados negativos através de contabilidade fajuta e “pedaladas fiscais”. Golpe é utilizar bilhões em recursos desviados da Petrobras para abastecer os partidos da base aliada. Finalmente, golpe é emprestar R$ 520 bilhões do Tesouro (leia-se: contribuinte brasileiro), cobrando menos da metade dos juros praticados pelo mercado, aos seus financiadores de campanha e a governos estrangeiros ideologicamente vinculados a seu partido.



28 de setembro de 2015
João Luiz Mauad

QUE ELES VENHAM! QUE CHEGUEM DE TODAS AS PARTES DO BRASIL! QUE OCUPEM O PAÍS, COMO NUVENS DE GAFANHOTOS, CEIFANDO AS ERVAS DANINHAS QUE BROTAM NO SOLO POLÍTICO BRASILEIRO!

                                                      MIL MOROS

Moro: o exemplo está dado

O advogado de um réu importante da Lava Jato considerou “corretíssima do ponto de vista técnico” a decisão que o Supremo Tribunal Federal tomou nesta quarta, que deve tirar da alçada do juiz Sérgio Moro pedaços da investigação.

Mas ele diz que quem trabalha na defesa dos acusados deve pôr as barbas de molho.

“Virou bandeira para o Ministério Público e a magistratura. Tenho visto os procuradores de Curitiba circulando pelo Brasil, conversando com os colegas. E vão surgir mais Moros por aí.”


Radar online
28 de setembro de 2015

QUE PAÍS É ESSE??

28 DE SETEMBRO DE 2015

A FALA IMORAL DE UM PETISTA...



A má consciência petista é certamente inédita na política brasileira e é algo único no mundo. Uma declaração dada pelo senador Jorge Viana (PT-AC) à revista petista-governista “Carta Capital” é, por si, um escândalo moral. Leiam:

“Para salvar o governo, a única solução é piorar o governo. Seria melhor ter perdido a eleição”.

O homem é vice-presidente do Senado e tido como um moderado, um conciliador.

Ora, vamos pensar. O que se esconde nesse frase? Certamente Viana se refere, imediatamente, ao fato de que Dilma tenta fazer uma reforma ministerial que impeça que 257 deputados decidam pela formação da comissão especial que pode começar a analisar a denúncia contra a presidente. 
Impedindo-se a instalação da dita-cuja, não há processo de impeachment possível.

Mas esperem! Por que Dilma está nessa situação desalentadora? As dificuldades não se devem ao fato de que está tendo de arcar com as consequências das escolhas econômicas que fez no primeiro mandato?

Viana sabe muito bem que, por mais escabrosas que sejam as acusações contra o petismo e o governo, se a economia estivesse indo bem, outra seria a situação de Dilma. E não ignora que o segundo mandato foi conquistado à custa do estelionato e, de fato, da traição ao que foi prometido às próprias bases.

Ocorre que todos, também no PT, sabiam que seria assim. É por isso que empresários ligados a Lula, que defendiam a sua volta em 2018, lhe recomendaram vivamente que não entrasse na campanha de Dilma no segundo turno. É por isso que petistas próximos aconselharam Lula “a deixar Dilma perder”.

A “Carta Capital” reproduz, sem aspas, um pensamento que parece ser da revista, mas que é atribuído a petistas:

“Não seria melhor, então, estar na oposição a uma gestão Aécio Neves (PSDB-MG), a atacar o ajuste fiscal que ele certamente faria e a ver o tucano enrolar-se com parlamentares metidos na Operação Lava Jato e hoje aliados ao PT mas que, governistas por vocação, estariam na base de apoio do PSDB? Ao menos, haveria perspectiva de futuro para o partido, algo inexistente hoje, pensam vários petistas.”

Entendi. Essa lógica, que também foi apresentada a Lula no ano passado, quer dizer mais ou menos o seguinte:

“A gente deveria ter deixado para Aécio acertar todas as burradas que fizemos. Depois que ele arrumasse a casa, para o país não quebrar, a gente voltava para bagunçar tudo de novo”.

É asqueroso!

Viana, Carta Capital e aqueles que aconselharam Lula no ano passado não estavam fazendo a defesa da alternância de poder. A seu modo, isso é a defesa da não alternância. A oposição, na cabeça deles, serve apenas como instrumento de satanização da política e serve apenas como elo entre um desastre petista e outro.



28 de setembro de 2015
in Blog do mario fortes

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-fala-imoral-de-um-petista-graudo-para-salvar-o-governo-a-unica-solucao-e-piorar-o-governo-seria-melhor-ter-perdido-a-eleicao/

SAMURAIS CONTRA AS CIÊNCIAS HUMANAS: UMA BOA IDÉIA.






Em artigo publicado hoje na FSP, Luiz Felipe Pondé comenta a ideia dos japoneses de extinguirem, por inutilidade, as "ciências humanas". Concordo plenamente com o que ele diz: "não acho a ideia de toda má". Basta considerar os absurdos gerados nessas áreas em todas as universidades, corroídas pela ideologia e por todas as formas de relativismo, do cognitivo ao ético. Nesse ambiente, já não existe realidade. Vivem, todos, no mundo da fantasia:




Dizem por aí que o Japão, a nação samurai, quer acabar com as ciências humanas. Será? Não acho a ideia toda má, se levarmos em conta alguns dos absurdos que abundam nas ciências humanas.


Vejamos algumas pérolas: "A humanidade não se divide em homem e mulher", "o corpo não existe, é apenas uma representação social", "tudo é ideologia, menos Marx e Foucault, esses são para valer", "as leis de mercado não são naturais, são inventadas pelos opressores", "governo que gasta mais do que ganha não quebra".


Nestes dois últimos casos, você diz isso até que tenha de gastar seu suado dinheirinho ou demitir sua empregada para cortar gastos, ou que alguém queira tomar sua vaga na universidade em que você prega essas bobagens para os coitados dos alunos.


E o que dizer do conceito (?) de "cissexual" para substituir "heterossexual"? Alguém, por favor, acorda essas pessoas e diz para eles pararem de inventar termos ridículos que servem apenas para teses que ninguém vai ler e para seus 15 amigos?!


Autores como Thomas Sowell, em livros como "Os Intelectuais e a Sociedade", traduzido pela editora É Realizações, têm falado desses delírios. Os intelectuais (os "ungidos", como fala Sowell) acham que entendem o mundo melhor do que as pessoas que o sustentam há milênios. De dentro de seus gabinetes, como dizia Edmund Burke (1729-97), em pleno século 18, produzem suas "teorias de gabinetes" achando que sabem de tudo.


Só alguém que delira diz absurdos como os de que a humanidade não está dividida em homem e mulher, mesmo que gêneros minoritários habitem entre nós com todo o direito de assim o ser.


Ou que o corpo seja uma representação social, mesmo que dimensões culturais façam parte de nossa percepção dos corpos. Será que, mesmo diante de um câncer, esses gênios do nada dirão que o "corpo é uma representação social"? Qual seria a "representação social" de um câncer? Opressão celular?


A proposta samurai se ancoraria na ideia de que as ciências humanas há muito tempo não nos ajudam em muita coisa. Sociólogos como Norbert Elias (1897-1990) já temiam pelas ciências sociais e sua irrelevância, já que não nos ajudam em nada para evitar problemas reais.


Outro detalhe que parece sustentar a proposta samurai é a queda vertiginosa na fertilidade das mulheres japonesas: parece que as meninas de lá, como todas as meninas de países ricos, não querem mais ser mães. Querem o sucesso profissional. Esse tema é importante porque impacta diretamente, entre outras coisas, o mercado da educação, coisa que por aqui também já sentimos. Faltam jovens para preencher as vagas das escolas e das faculdades.


O foco mesmo da proposta samurai, no entanto, seria a inutilidade das ciências humanas para os seres humanos. O máximo, não? Temo que a culpa seja nossa.


Transformamo-nos em seres alienados, que acreditam que as bobagens que se fala em aula e em teses descrevem a vida das pessoas. Talvez a melhor forma de descrever aquilo no que se transformou as ciências humanas seja mesmo "masturbação". Aquele tipo de coisa que parece dar prazer, mas que, na realidade, é prova da incapacidade de gozar "em" alguém real.


As ciências humanas se tornaram incapazes de dialogar com a realidade. Criaram um "mundinho bobo de teses emancipatórias" a serviço da masturbação intelectual. Afirmam que tudo é "construção social", mesmo que uma pedra lhes caia sobre a cabeça todo dia. O nome disso é surto psicótico. Há um surto correndo solto em muitos departamentos de ciências humanas. Para começar, como tratamento, proporia dar um tempo no gozo com Marx, Foucault e Piketty.


Há décadas se detona a família em salas de aula. Detona-se o homem, seus afetos e inseguranças, ensina-se às mulheres que os homens são seus inimigos. Christopher Lasch (1932-94) acertou em cheio quando identificou nesse "ódio ao sexo oposto" uma incapacidade típica da cultura do narcisismo. Narcisistas são pessoas incapazes de se arriscar na vida. Preferem lamber suas próprias imagens no espelho.


Quem sabe a espada samurai nos ajude a recobrar a consciência de nosso ridículo. Já passou da hora.



28 de setembro de 2015
in orlando tambosi

VALENTINA DE BOTAS: QUERO FALAR DE HÉLIO BICUDO


Emerson diz em “Ensaios” não ser difícil viver segundo a opinião da multidão; também não é difícil viver de acordo com a própria consciência na solidão; o difícil mesmo e que torna alguém um grande homem é manter “no meio da turba, com perfeita serenidade, a independência da solidão”. Quero falar de Hélio Bicudo.
Frustração ou sonho em parceria, como a que temos aqui em contiguidade a um resto de país que presta, valem pela graça dela e como elo do nosso caráter à alma do que julgamos certo, esta a substância remanescente da luta desigual. Assim, perseveramos na parceria, à luz desta coluna, mantendo-nos acordados para o sonho de ter o país de volta. Mas quero falar de Hélio Bicudo.
O lulopetismo se camuflou num Brasil doente para dissimular as próprias enfermidades e já elabora outro mimetismo tentando transformar em coisa corriqueira, como uma paisagem a que os olhos se acostumam até ficar doentes de tanto ver, a vertigem das denúncias da Lava Jato e o cotidiano desmoralizador de um governo que só tem a si como projeto e que, encabeçado por uma acéfala em quem ninguém confia, permanece envolvido na atmosfera nublada da presença do jeca.
Acuado pela lei, o inseto mimetizado se move agonizante e revela como se ocultara conquanto permanecesse óbvio. Para recompor a camuflagem, o governo simula naturalidade com andanças e declarações de Dilma em quem se flagra a mentira nos olhos míopes que só enxergam 2018, quando, chegando sã e salva à sepultura política, poderia afirmar, para a apoteose da safadeza institucionalizada, que a tudo venceu e concluiu o mandato.
Eis o projeto de governo da presidente que, isolada da lucidez por vão intransponível, continua forçando a membrana complacente que ainda separa muitos brasileiros da indignação – os vigaristas contam com o vício da nação em assimilar assaltos e sobressaltos. Por isso, quero falar de Hélio Bicudo. Na assimilação das palavras de Emerson, sonhando em parceria com a nação que presta e tendo o caráter unido à alma ideal do que julga correto, Hélio Bicudo, aos 93 anos de uma vida de combates cujos equívocos jamais transitaram para a desonestidade, protocolou na semana passada o pedido de impeachment de Dilma que atormenta a súcia.
Com isso, expôs-se à baixaria pública pela qual um dos filhos se mostrou indigno do pai corajoso e ao ódio dos que veem no repúdio a bandidos um golpe da tal direita raivosa no estranho caso de golpismo previsto na Constituição ou como se a direita obrigasse lulopetistas a delinquir. Enquanto isso, a oposição anuncia semanalmente que na semana que vem decidirá se reunir ou se reunirá para decidir. Claro que a luta ainda é desigual, mas é alentador que alguém que já viu tanta coisa mantenha os olhos sadios para abrigar um sonho e mostre que consciência é caráter e caráter é prática.

28 de setembro de 3025
Valentina de botas

O ELO ENTRE JOBIM E TOFFOLI

Nelson Jobim, que atuou discretamente para o fatiamento da Lava Jato, tem um elo fortíssimo com Dias Toffoli. Chama-se Leda Marlene Bandeira, diretora-geral do TSE.

Ela foi nomeada um dia depois de Toffoli tomar posse como presidente do TSE. Leda acompanha Jobim há anos: foi sua chefe de gabinete e secretária-geral do STF na sua presidência.

É uma personagem típica de Brasília, tratada com reverência nos corredores do Judiciário. Em 2003, ela fundou a Associação de Assessores de Ministros do Supremo.





Mesmo sem histórico na área eleitoral, Leda foi acomodada por Toffoli no TSE a pedido de Jobim

28 de setembro de 2015
o antagonista

PERMISSÃO PARA LULA SER INTERROGADO ASSUSTA O GOVERNO



Procurador Janot autorizou o depoimento de Lula à PF
A possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestar depoimento à Polícia Federal como testemunha do esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato deixou o governo em alerta. O temor é que uma eventual convocação do petista, mesmo sem ser investigado, amplie a crise do governo Dilma Rousseff.
No Planalto, a avaliação é de que qualquer ação que associe a imagem do ex-presidente ao escândalo é algo que abre um precedente “muito ruim”. O PT tenta desqualificar e minimizar o fato.
Sexta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal no qual recomenda ao relator, ministro Teori Zavascki, que aceite o pedido da PF para ouvir Lula, como testemunha.
CONOTAÇÃO POLÍTICA
“O ex-presidente vai testemunhar sobre o quê? Há uma clara conotação política nessa iniciativa”, afirmou o líder do PT do Senado, Humberto Costa (PE).
Para o senador, não há nenhum fato que envolva o ex-presidente no escândalo da Petrobrás. Ele qualifica como uma “coisa isolada” a iniciativa do delegado da PF Josélio Sousa, que além da autorização para ouvir Lula, pede também os testemunhos dos ex-ministros Gilberto Carvalho e Ideli Salvatti.
Para o deputado tucano Antonio Imbassahy (BA), 1.º vice-presidente da CPI da Petrobrás, a decisão de Janot é acertada. “Lula é um cidadão comum que tem de observar a legislação como todos. Todo o esquema do ‘petrolão’ foi iniciado no governo dele, por isso tem obrigação de prestar os esclarecimentos. Como presidente, ele tinha responsabilidade sobre as ações de seus subordinados.”

28 de setembro de 2015
Daniel Carvalho e Isadora Peron
Estadão

INVESTIGAÇÕES MOSTRAM LULA E DILMA ENVOLVIDOS NA CORRUPÇÃO



No exterior, Dilma Vana Rousseff finge ser uma pessoa comum, de bem com a vida, conseguiu sair à ruas e até deu umas escapadelas do hotel em Nova York. Mas depois voltou a ser a Dilma e fez um discurso nas Nações Unidas prometendo que o Brasil vai reduzir a emissão de gases estufa em 37% até 2025, mas não detalhou, caso a meta seja alcançada, se o governo pretende dobrá-la.
Essa aparência de normalidade apresentada por nossa presidente nos Estados Unidos, porém, contrasta com o agravamento da crise político-econômica que abala o país. As investigações da Lava Jato aproximam-se cada vez mais de Lula e da própria presidente Dilma, não há a menor dúvida. Entre as novas delações premiadas, está aparecendo farto material comprovando o envolvimento dos dois petistas no esquema de corrupção da Petrobras, não há como contestar.
CERVERÓ E CORRÊA
Aguarda-se para esta semana a aceitação das delações premiadas de Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras, e de Pedro Corrêa, ex-deputado federal e ex-presidente nacional do PP.
Os depoimentos que eles já deram, antes mesmo de receber autorização do Supremo Tribunal Federal para terem direito à delação premiada, são explosivos e vão demolir o que ainda resta da imagem pública do ex-presidente Lula e de sua sucessora Dilma Rousseff, que até agora têm se socorrido no chamado benefício da dúvida, para alegar inocência.
DILMA SABIA DE TUDO
Cerveró revelou negociações das quais participou para liberar 6 milhões de reais para a campanha da presidente Dilma Rousseff, em doações ilegais que abasteceram a campanha do PT em 2010.
Contou também, em detalhes, que na condição de diretor da Área Internacional da Petrobras manteve cinco “reuniões prévias” com a então ministra Dilma Rousseff, para tratar da compra da Refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que deu prejuízo bilionário à estatal. Dilma, que à época presidia o Conselho de Administração, alega que votou a favor da compra da refinaria com base em parecer “falho”, feito por Cerveró, mas na verdade sempre soube de tudo.
LULA ERA O CHEFÃO
O ex-deputado Pedro Corrêa, condenado e preso por envolvimento no escândalo do mensalão e apanhado também na Lava Jato, não somente afirmou que Lula e Dilma tinhma conhecimento do esquema de corrupção, dizendo também que o petrolão nasceu em uma reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra. À época, os dois últimos eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. A pauta era a nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras, onde começaria a ser montado o esquema.
Pedro Corrêa e os deputados José Janene e Pedro Henry, então líder do PP, defendiam a nomeação. Dutra resistia, já que o PT também tinha interesse no posto e afirmava não ser tradição mudar um diretor tão rapidamente. Até que Lula determinou a nomeação. “Dutra, tradição por tradição, nem você poderia ser presidente da Petrobras, nem eu deveria ser presidente da República. É para nomear o Paulo Roberto. Tá decidido”, disse o presidente, de acordo com o relato do ex-deputado.
RAZÕES PARA IMPEACHMENT
Na IstoÉ que está nas bancas, uma excelente reportagem de Izabelle Torres mostra que já existe fundamentação jurídica para o impeachment. Entre os crimes de responsabilidade incluem-se duas condutas: “Ordenar despesas não autorizadas por lei” e “abrir crédito sem fundamento em lei ou sem as formalidades legais”. No exercício do mandato, Dilma cometeu os dois erros. Além de praticar as pedaladas fiscais, baixou dez decretos para fazer despesas não autorizadas pelo Congresso.
Detalhe importante: pelos prejuízos que teve com as pedaladas fiscais, a Caixa Econômica agora cobra na Justiça mais de R$ 200 milhões em taxas que não foram pagas por ministérios.
Além disso, não se pode esquecer os crimes eleitorais cometidos pelo PT e já identificados, que ameaçam cassar o mandato dos beneficiários (Dilma e Temer).
Apesar de todas essas justificativas jurídicas, ainda há quem pense que a atual presidente irá até o final do mandato. Respeito essas opiniões alheias, mas francamente…

28 de setembro de 2015
Carlos Newton

DOIS COELHOS COM A MESMA BORDOADA






Claudio de Moura e Castro, que vem a ser o mais isuspeitado dos paladinos da luta por um Brasil melhor educado, escreve hoje no Estado para comentar o absurdo que é o corte de 30% das verbas do chamado “Sistema S” de formação profissional, sustentado por uma contribuição de 1% da folha de pagamento das empresas e gerido pela iniciativa privada.

Com o conhecimento de causa que ninguém contesta, ele lembra que, com todas as medições internacionais registrando o esboroamento do sistema brasileiro de educação pública, as poucas universidades estatais da “Pátria educadora” que ainda se mantinham no grupo das melhores do mundo descambando para as profundezas, o analfabetismo formal e funcional crescendo e o número de crianças nas escolas diminuindo, o “Sistema S”, invenção brasileira copiada em vários cantos do mundo, continua marcando golaços nas medições internacionais. Teve o 1º lugar no World Skills, uma competição que avalia trabalhadores em 50 ofícios diferentes.



Moura e Castro explica que tanta eficiência é consequência da melhor mistura possível de atribuições e competências entre estado e iniciativa privada, que é a do "Sistema S" em que o Estado financia o esquema abrindo mão de uma ínfima parcela de arrecadação e a iniciativa privada, que no final do processo, vai contratar a mão de obra assim formada, é quem gerencia o sistema. Tudo no Brasil vai, em geral, pelo padrão exatamente inverso: toma-se dinheiro a rodo da iniciativa privada e entrega-se a gestão dos processos ao estado...

A única falha da análise do articulista é o desafio que faz a autoridades: que “visitem 10 escolas do Senai em qualquer estado; aposto que ao término da visita terão mudado de idéia” (sobre cortar os 30%).



Errado, sinto informá-lo, dr. Claudio. O governo petista não está atalhando o Senai por falta de informação sobre a qualidade do serviço. Está fazendo isso por causa dessa qualidade.

O "Sistema S" é uma ameaça à essência parasitária do PT, o partido que trabalha neste momento para comprar de volta a CPMF contra a entrega do Ministério da Saúde, entre outros, para uma quadrilha de assaltantes que só não está na cadeia porque o PT controla o Supremo Tribunal Federal que se colocou ostensivamente entre os ladrões com mandato e o único agente da lei acima de qualquer suspeita deste país. Para o PT, matar um sistema educacional que não faz parte da sua rede de proselitismo ideológico e, ao mesmo tempo, fragilizar um pouco mais a industria nacional, é tirar dois obstáculos para os seus planos de poder eterno da frente com uma cacetada só.


28 de setembro de 2015
vespeiro

O HUMOR DO SPONHOLZ...

                                     A pizza e o vigarista.

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28 de setembro de 2015

DESCENDO O CACETE NA CASA DE NOCA

PROGRAMA DO PSDB VAI AO AR NESTA SEGUNDA PELA TELEVISÃO. FHC DESANCA LULA E AFIRMA QUE O PT OFERECE O INFERNO PARA O POVO BRASILEIRO

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O programa nacional do PSDB que vai ao ar na noite desta segunda-feira, 28, faz duras críticas ao PT e ao governo da presidente Dilma Rousseff. Num dos trechos mais fortes, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que Dilma está pagando pela "herança maldita" deixada pelo antecessor Luiz Inácio Lula da Silva.
"A economia vai muito mal e a presidente é refém de uma base de sustentação no Congresso que, a cada dia, é mais do tipo toma-lá-dá-cá. Ela está pagando pela herança maldita que o Lula deixou", diz FHC.
A expressão "herança maldita" foi cunhada por petistas que diziam que Lula havia recebido das mãos do tucano, em 2003, um País cheio de problemas, como a inflação alta e o baixo crescimento. Foi a primeira vez que FHC usou a mesma frase para se referir ao governo do ex-presidente petista.
Na propaganda, o tucano também afirma que o PT, que prometia "o céu ao povo", agora "oferece o inferno da crise e do desemprego". "Está na hora de a presidente ter grandeza e pensar no que é melhor para o Brasil, e não para o PT", diz o tucano.
Nos últimos meses, FHC tem aumentado o tom contra a presidente. Em agosto, ele usou o seu perfil no Facebook para sugerir a renúncia de Dilma, que classificou também como um "gesto de grandeza". A declaração foi feita um dia após líderes do partido terem participado de manifestações que levaram milhares de pessoas às ruas em diversas cidades.
Esta semana, diante da disparada da cotação do dólar, FHC afirmou que o PT estava "mordendo a língua de tanto que disse que recebeu um governo quebrado em 2002". O tucano também criticou a reforma administrativa negociada por Dilma, e disse que a presidente estava fazendo um "pacto com o demônio" para tentar salvar seu governo ao oferecer novos ministérios, como o da Saúde, para o PMDB.
Presidente nacional do PSDB, o senador Aécio Neves (MG), é outro protagonista da peça. Diante da iniciativa de setores do partido de pedir o impeachment de Dilma, ele afirmou que a legenda vai agir sempre "dentro das regras democráticas". 
O tucano também disse que o partido é contra a volta da CPMF, mas que não se furtaria a ajudar a presidente caso o governo adotasse uma agenda a favor da retomada do crescimento e não do aumento de impostos. 
"Oposição sim, nós somos oposição a esse governo. Mas nós não somos nem jamais seremos oposição ao Brasil. Aquilo que entendermos ser necessário para melhorar a vida das pessoas, para melhorar a sua vida, nós faremos", disse Aécio.
O mote, que vem sendo explorado pelo PSDB, de que Dilma mentiu para a população, também está presente na peça. Em sua fala, o senador José Serra (SP) afirma que o governo foi alertado da crise, mas ignorou a gravidade da situação para vencer as eleições. 
"Nós avisamos: está entrando água no barco, pode afundar. Mas o PT se fez de surdo e não cuidou de prevenir a crise. Só pensou em ganhar a reeleição. Os brasileiros não podem mais pagar a conta dessa incompetência do PT. Eu acho que está na hora de o PT pagar pelos seus próprios erros", disse.
O governador Geraldo Alckmin também participou da propaganda. Trechos da peça foram antecipados neste domingo pela Globo News.

28 de setembro de 2015
in aluizio amorim

FARMÁCIA POPULAR FOI PRAS CUCUIAS... E OUTRAS "EMPULHAÇÕES" SEGUIRÃO PRO BREJO. QUEM VIVER, VERÁ...

Dilma acaba com o Aqui Tem Farmácia Popular para 2016.



(Estadão) O aperto nas contas vai atingir em cheio um dos programas prediletos da classe média na área de saúde, o Aqui Tem Farmácia Popular. A proposta orçamentária para 2016 encaminhada para o Congresso prevê repasse zero para a ação, que neste ano receberá R$ 578 milhões.  Criado em 2006, o programa permite a compra em farmácias credenciadas pelo governo de medicamentos para rinite, colesterol, mal de Parkinson, glaucoma, osteoporose, anticoncepcionais e fraldas geriátricas. Os descontos chegam a 90%. Com a redução a zero os recursos, na prática essa política deixa de existir.

Pela proposta encaminhada pelo governo ao Congresso, ficam mantidos o braço do programa chamado de Saúde Não Tem Preço (em que o paciente não precisa pagar na farmácia remédios para diabetes, hipertensão e asma) e as unidades próprias do Farmácia Popular. O problema, no entanto, é que o número de unidades próprias dessas farmácias, que já é pequeno, deve minguar mais em 2016. A previsão é de que não ultrapasse 460 postos de venda, em todo o País.

28 de setembro de 2015
in coroneLeaks

GATES E DILMA: AMIGOS, AMIGOS, NEGÓCIOS À PARTE...



Nada mais político do que o desmentido forjado de que a Fundação Bill Gates não está processando a Petrobras pela roubalheira contra a fundação que ele dirige. Gates foi "desmentir" o fato diretamente com Dilma, em New York, acompanhado da esposa, Melinda. 

Houve troca de sorrisos e presentinhos. Gates explicou que um agente que representa a fundação é quem está processando a Petrobras. 

Um preposto. Um  autorizado. Um representante. Quer dizer: a fundação, por terceiros, o está fazendo e se vencer a ação Gatees recuperará as suas perdas. 

Em nenhum momento o mega empresário informou a Dilma que está ordenando o tal agente a retirar a ação contra a estatal. 
Não está. Segue na Justiça. Amigos, amigos, negócios à parte.

28 de setembro de 2015
in coroneLeaks

MBL DENUNCIA PICCIANI, O NEO-TRAIDOR DO POVO BRASILEIRO QUE SE ALIOU AO PT PARA MELAR O IMPEACHMENT.

SEDES DO PMDB AMANHECEM COBERTAS DE CARTAZES.



O Movimento Brasil Livre - MBL, uma das organizações populares anti-PT e que defende o imediato impeachment da Dilma, acaba de lançar uma campanha nacional para evitar que os processos peticionando o impeachment da Dilma já protocolados na Câmara dos Deputados, sejam arquivados. 

O coveiro do impeachment da Dilma, desta feita, é o deputado Leonardo Picciani, do PMDB do Rio de Janeiro, que deseja ser presidente da Câmara e por isso abandonou o Eduardo Cunha correndo para o abraço com a Dilma Rousseff, que luta desesperadamente para livrar-se do impechment. 

Em troca do apoio do PT Piccinani está decidido a vender a própria mãe. 
Isto incluiria ministérios dentro da pretensa reforma com a qual Dilma tenta protelar o impeachment.

Todavia, Piscciani, que é filho do atual presidente da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro e articulado com o governador Pezão, não esperava que seu retrato fosse parar na boca do sapo. 


E já foi. O Movimento Brasil Livre - MBL, partiu pra cima. Imprimiu milhares de cartazes. As sedes dos Diretórios do PMDB amanheceram nesta segunda-feira com dezenas desses cartazes colados em suas fachadas, com a advertência: "Não vamos esquecer".

Picciani era uma figurinha apagada. Agora os holofotes que o iluminam destinam-se a execrá-lo perante a opinião pública, de sorte que no futuro não se elegerá nem para síndico de edifício, a menos que pare de agir como moleque.

Não será de estranhar se a qualquer hora apareça em Brasília e no Rio de Janeiro um boneco pixuleco inflável desse neo-traidor do povo brasileiro.

28 de setembro de 2015
in aluizio amorim

OS IGUAIS, OS MAIS IGUAIS E AS EX - INCELÊNCIAS

AFINAL, POR QUE PEDIR AO SUPREMO PARA INTERROGAR LULA?


Lula vai ter de depor perante a Polícia Fedferal

Não consigo entender o motivo que levou a Polícia Federal a requerer ao Supremo Tribunal Federal permissão para ouvir Lula em suas investigações. 
Menos ainda a recepção do pedido por parte do STF. 
Tanto recepcionou que enviou a solicitação à apreciação do procurador-geral Rodrigo Janot, quando o plausível seria o ministro-relator decidir de plano pelo não conhecimento do pedido, por se tratar de formalidade desnecessária e teratológica.
Lula, após deixar a presidência da República, voltou a ser cidadão comum e, portanto, fora do rol das autoridades que o artigo 221, parágrafos 1º, 2º e 3º do Código de Processo Penal excepciona quando, pela polícia e/ou pela Justiça, são chamados a testemunhar. 
São muitas as autoridades excepcionadas a merecer tratamento diferenciado. Cuidemos apenas do Presidente e do Vice-Presidente da República. 
Têm ambos a prerrogativa de serem inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz (ou o delegado de polícia). 
Podem também optar pela prestação de depoimento por escrito, caso em que as perguntas, formuladas pelas partes lhes serão transmitidas por ofício.
MiLITARES E SERVIDORES
Já os militares e funcionários públicos serão requisitados à autoridade superior, com indicação de dia, hora e local marcados para comparecerem. 
De acordo com o Código de Processo Civil — que não é o caso — Presidente e Vice-Presidente da República “são inquiridos em sua residência, ou onde exercem a sua função” (artigo 441, I ).
Portanto, não se enxerga motivo legal para que o STF autorize Lula a depor em qualquer investigação, nem policial nem judicial. 
Atribuir a Lula a excepcionalidade de que trata do Código de Processo Penal é o mesmo que conceder-lhe um “privilégio” que Lula já teve e não tem mais, desde que deixou de ser presidente da República.
E a Lei não estende a um ex-presidente e a um ex-vice-presidente da República a regalia processual que somente os que se encontram no exercício do cargo possuem.
PEDIDO FUNDAMENTADO
Mas não custa raciocinar. O pedido de permissão ao STF para que Lula seja ouvido não terá sido um zelo extremado e inteligente da parte da autoridade que fez a solicitação? 
Isto porque, se a autorização for concedida, mesmo que tenha sido desnecessária pedi-la, Lula, encontraria fechada a mesma porta do STF caso pretendesse, depois de intimado a depor, impetrar Habeas-Corpus para não ser ouvido!
É intuitivo que a solicitação que a autoridade policial endereçou ao STF com pedido para ouvir o ex-presidente não foi uma solicitação vazia e de poucas linhas, mas muito bem fundamentada e com anexação de provas suficientes para a comprovação do que foi alegado. 
Tanto é verdade que o Dr. Janot já assinou parecer favorável.
28 de setembro de 2015
Jorge Béjá