"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

EDITORIAL DO ESTADÃO: ESTRANHA IMPUNIDADE


O alagoano José Renan Vasconcelos Calheiros, filiado ao PMDB, é o que se pode definir, em toda a extensão pejorativa do termo, como um político profissional.
O notório senador Renan Calheiros investe-se de superioridade moral para criticar o “exibicionismo” dos integrantes da Operação Lava Jato. Trata-se da mesma pessoa, que a lassidão dos costumes reconduziu à presidência do Senado Federal, que em 2007 precisou renunciar ao mesmo posto para salvar o mandato de senador e está sendo investigado agora em 12 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF), 9 deles relativos à Lava Jato. “Exibicionismo” é a exposição dessa folha corrida, simultânea à farisaica exibição de virtudes cívicas – tudo com o óbvio objetivo de evitar que se faça justiça.

O alagoano José Renan Vasconcelos Calheiros, filiado ao PMDB, é o que se pode definir, em toda a extensão pejorativa do termo, como um político profissional. Como tal, aferra-se à convicção de que o eleitor tem memória curta e sente-se à vontade para praticar o adesismo irrestrito que o tem levado a aliar-se sempre aos poderosos de turno, no interesse de suas próprias conveniências políticas. De Collor a Dilma, Calheiros esteve sempre no poder.

Quando era deputado estadual em Alagoas, Calheiros acusava o então prefeito de Maceió, Fernando Collor de Mello, de ser o “príncipe herdeiro da corrupção”. Já deputado federal, com a eleição de Collor à Presidência da República, em 1989, tornou-se seu líder na Câmara dos Deputados e, entre outras proezas, anunciou uma ampla devassa no governo anterior, de José Sarney. Mas não conseguiu o apoio de Collor para se eleger governador de Alagoas em 1990 e virou-se contra ele, acusando-o de traição.

Com Itamar Franco na Presidência após a renúncia de Collor, Renan assumiu por cerca de dois anos a vice-presidência da Petroquisa, subsidiária da Petrobrás.

Fernando Henrique Cardoso tornou-se presidente da República em 1995 e já encontrou Renan Calheiros na cúpula do PMDB. Aceitou nomeá-lo ministro da Justiça, por indicação do senador Jader Barbalho (PMDB-PA).

Em 2002, o PMDB fez uma aposta eleitoralmente errada e apoiou a candidatura tucana de José Serra à Presidência da República. Mas o equívoco foi imediatamente corrigido após a vitória de Lula. O PMDB passou a integrar a base aliada do novo governo e, em fevereiro de 2005, o PT apoiou a primeira eleição de Renan para a presidência do Senado Federal. Dois anos depois, em fevereiro de 2007, o alagoano, já composto com seu correligionário José Sarney, reelegeu-se para o que seria um curto mandato, ao qual foi forçado a renunciar, em novembro, numa negociação que lhe preservou o mandato de senador.

O escândalo que ficou conhecido como Renangate estourou em maio de 2007, quando foi publicada a notícia de que a empreiteira Mendes Júnior pagava uma mesada de R$ 12 mil à amante com quem Renan tinha uma filha. Seguiram-se outras denúncias graves: a compra de uma emissora de rádio em Alagoas, em nome de laranjas; a emissão de notas fiscais frias para justificar rendimentos; tráfico de influência na compra de uma fábrica de refrigerantes. Ao todo, foram apresentadas seis representações ao Conselho de Ética do Senado pedindo a cassação do mandato de Renan.

Mas as transgressões de Renan Calheiros em 2007 eram brincadeira de criança em comparação com o que viria. Vale repetir: são 12 inquéritos junto ao STF, 9 dos quais relativos à Lava Jato. Em 7 de junho último, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a pedir a prisão de Renan Calheiros – como parte de um grupo ilustre de peemedebistas integrado também por José Sarney, Eduardo Cunha e Romero Jucá – sob a acusação de tentar obstruir os trabalhos da Operação Lava Jato.

A folha corrida de Renan Calheiros distingue-se, por exemplo, da de Eduardo Cunha, que já teve o mandato cassado, porque o alagoano é um devoto das sombras e evita desafiar abertamente o governo – qualquer governo. Mas isso não explica por que Renan Calheiros continua se beneficiando da proverbial morosidade da Justiça, o que o estimula a desafiá-la com crescente desassombro.


22 de setembro de 2016
 victoriraja
in Augusto Nunes, Veja

COM A PRISÃO DE MANTEGA JÁ TEM VAGABUNDO NO STF COM O RABICÓ NA MÃO


Mantega não foi preso pela violência doméstica que cometeu contra a economia brasileira por quase uma década. 
Não foi preso por ser analfabeto em economia e por fraudar as leis fiscais e as contas públicas. 
Foi em cana [mas logo depois solto por motivos de saude] por acochar os empresários sanguessugas do erário público para pagarem em dia, em contas de paraísos fiscais no exterior, o dízimo para o PT.
Juizinho curinthiano do Supremo Tribunal de Filhosdaputa acusa a porrada de Moro e fala em jurisprudência do STF, i.e., nunca prenda o bandido.

22 de setembro de 2016
in selva brasilis

AFINAL, LULA ESTARIA EM FUGA?






Acima, Lula na caatinga nordestina fazendo campanha municipal; e abaixo manifestação em favor do Presidente Michel Temer em New York, na frente do prédio onde o mandatário brasileiro tem encontro com investidores. As duas imagens dizem tudo. Mais ainda a coincidência das grades que cercam Lula...
Lula poderá estar fazendo suas últimas incursões na seara da política brasileira. As notícias são péssimas para ele, Lula, e ótimas para os brasileiros. Enquanto Lula está embrenhado pelas quebradas da caatinga nordestina o Presidente Michel Temer está em New York tratando com altos figurões, especialmente aqueles ligados à economia e aos investimentos. Discretamente o Governo Temer vai reatando os laços do Brasil com a maior potência econômica do mundo sob o signo da majestosa estátua da Liberdade. Laços esses que tinha sido cortados pelo chefete do Foro de S. Paulo.

Desta feita, os mortadelas novaiorquinos sumiram, escafederam-se dando lugar a grupos que manifestam solidariedade e apoio ao Presidente Michel Temer, justo no momento em que o mandatário brasileiro reúne-se com investidores. No lado de fora do evento uma das faixas diz "Lula é aliado de ditadores e inimigos da paz mundial" e outra assinala: "Temer works for Brazil", segundo noticiou O Antagonista.

Já no Crato, interior do Ceará, Lula de chapéu de palha e afônico, queima quem sabe suas últimas mortadelas. Ainda assim, cruza os céus do Brasil a bordo de um possante Gulfstream, jatinho executivo luxuoso de alta performance. Ninguém sabe - por enquanto - quem está financiando esses périplos de Lula pelos céus do Brasil, fato que pode vir à tona à medida que a Lava Jato vai juntando as pontas.

A maioria dos jornalistas da grande mídia, com destaque para a amargurada Folha de S. Paulo, continua tentando encontrar chifres em cabeça de burro. Em outras palavras, esses andróides das redações continuam escrevendo coisas mais ou menos assim: "Como pode o PT estar derretendo dessa maneira depois da 'gloriosa' ascensão de Lula?" Ou: "cadê aquela performance do Lula, o 'filho do Brasil'? Ao mesmo tempo estampam em profusão fotos de Lula derramando lágrimas, contrito, com um olhar perdido de forma a conferir-lhe o status de injustiçado.

Depois que Lula foi parar nas mãos do Juiz Sergio Moro, as chorumelas dos jornalistas da grande mídia já não produzem qualquer efeito. Tanto é que,segundo aventou O Antagonista, a ideia do jagunço cearense Ciro Gomes de sequestrar Lula e entregá-lo para alguma embaixada bolivariana resguardando-o de possível condenação teria voltado a ser cogitada.

Em razão disso, segundo assinalou O Antagonista, único veículo de mídia de avançada capilaridade nacional que faz um contraponto com os jornalões e televisões, estaria sendo armada uma fuga de Lula.

Mas presumo, cá com os meus botões, que estamos próximos de uma reviravolta fenomenal na política brasileira. Espero que logo mais adiante poderá ser possível virar o disco ou melhor mudar de streaming. Isso dependerá dos próximos passos da Lava Jato que, face às insinuações de fuga do 'filho espúrio do Brasil', não será surpresa nenhuma a decretação da prisão preventiva do dito cujo.



22 de setembro de 2016
in aluizio amorim

PRISÃO DE MANTEGA EXIBE A PODRIDÃO DO PLANO DO PT PARA SE ETERNIZAR NO PODER

Todo de preto, igual ao policiais, Mantega é preso em SP


O ex-ministro da Fazenda Guido Mantega foi preso na manhã desta quinta-feira (22) em São Paulo na 34ª fase da Operação Lava Jato. O mandado é de prisão temporária. Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o empresário Eike Batista disse em depoimento ter pago US$ 2,35 milhões ao PT a pedido do ex-ministro. À época, a quantia era equivalente a cerca de R$ 4,7 milhões.

O advogado de Mantega, José Roberto Batochio, afirmou que o ex-ministro foi preso no hospital Albert Einstein, no Morumbi, Zona Sul de São Paulo, onde estava com a mulher, que passou por uma cirurgia. “Ele está sendo retirado da sala de cirurgia por policiais nesse momento”, disse Batochio ao G1 às 7h50. A PF afirma que fez contato telefônico com Mantega, “que se apresentou espontaneamente na portaria do edifício”.

Do hospital, os policiais levaram Mantega até seu apartamento em Pinheiros, na Zona Oeste, para cumprir um mandado de busca e apreensão. Por volta das 9h25, Mantega chegou à PF.

DISCRETAMENTE – Os policiais já haviam estado mais cedo na casa do ex-ministro. Batochio não soube dizer se foram apreendidos objetos. A PF diz que “o procedimento foi realizado de forma discreta” e “com integral colaboração do investigado”.

A atual fase da Lava Jato investiga a contratação, pela Petrobras, de empresas para a construção de duas plataformas de exploração de petróleo na camada do pré-sal, as chamadas Floating Storage Offloanding (FSPO´s).

Segundo a PF, as empresas Mendes Júnior e OSX se associaram na forma de consórcio para obter os contratos de construção das duas plataformas, mesmo sem possuir experiência, estrutura ou preparo para tanto. A PF afirma que houve fraude do processo licitatório, corrupção de agentes públicos e repasses de recursos a agentes e partidos políticos responsáveis pelas indicações de cargos importantes da Petrobras.

PROPINAS AO PT – De acordo com a PF, em 2012 Guido Mantega “teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha de partido político da situação”. “Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido”, continua a PF.

Segundo o MPF, Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, declarou em depoimento que, em 1/11/2012, “recebeu pedido de um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobras” – Mantega – para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do Partido dos Trabalhadores (PT).

“Para operacionalizar o repasse da quantia, o executivo da OSX foi procurado e firmou contrato ideologicamente falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes. Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em 19/04/2013 foi realizada transferência de US$ 2.350.000,00, no exterior, entre contas de Eike Batista e dos publicitários”, continua o MPF em nota.

PLATAFORMAS – O MPF diz que o consórcio Integra Ofsshore, formado pela Mendes Júnior e OSX, firmou contrato com a Petrobras no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70, que são unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo voltadas à exploração dos campos de pré-sal, em 2012.

Ainda segundo o MPF, as consorciadas, “que não detinham tradição no mercado específico de construção e integração de plataformas”, viabilizaram a contratação pela Petrobras “mediante o repasse de valores a pessoas ligadas a agentes públicos e políticos”.

As investigações apontam a transferência de cerca de R$ 7 milhões, entre fevereiro e dezembro de 2013, pela Mendes Júnior para um operador financeiro ligado a um partido político e à diretoria Internacional da Petrobras, já condenado no âmbito da Operação Lava Jato, segundo o MPF. Os repasses foram viabilizados mediante a interposição de empresa de fachada, que não possuía uma estrutura minimamente compatível com tais recebimentos, segundo os procuradores da Lava Jato.

DIRCEU ENVOLVIDO – Ao longo das investigações também foi identificado o repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Ofsshore com base em contrato falso firmado em 2013 com a Tecna/Isolux. O valor, ainda segundo o MPF, teria sido transferido no interesse de José Dirceu, que está preso pela Lava Jato, e de pessoas a ele relacionadas.

Os procuradores declararam também que empresas do grupo Tecna/Isolux repassaram cerca de R$ 10 milhões à Credencial Construtora, já utilizada por Dirceu para o recebimento de vantagens indevidas.

34ª FASE – Policiais federais estão nas ruas desde a madrugada desta quinta para cumprir mandados desta 34ª fase da Lava Jato. As ordens judiciais estão sendo cumpridas em cinco estados, além de no Distrito Federal: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Bahia. A ação foi batizada de Operação Arquivo X.

Foram expedidos 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento.

Em São Paulo são cumpridos 9 mandados: 2 de prisão e 7 de busca e apreensão – desses, 6 na capital e um em Ibiúna. Além de Mantega, em São Paulo a PF prendeu Francisco Corrales. A prisão de Corrales também é temporária.


22 de setembro de 2016
Deu no Globo.com

MANTEGA PRESO E A LAVA JATO SEGUE EM FRENTE

MANTEGA PRESO E A LAVA JATO SEGUE EM FRENTE



22 de setembro de 2016
postado por m.americo

CONTAS DE MANTEGA E OUTROS INVESTIGADOS SÃO BLOQUEADAS

BLOQUEIO ATINGE EX-MINISTRO DE LULA E DILMA E DE 8 ACUSADOS

PRISÃO DO EX-MINISTRO FOI REVOGADA PELA SITUAÇÃO MÉDICA DA ESPOSA


O juiz federal Sérgio Moro decidiu hoje (22) bloquear preventivamente as contas bancárias e de investimentos pertencentes a oito investigados na 34ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta manhã. 
Com a decisão, o bloqueio preventivo de R$ 10 milhões atinge o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e os demais acusados.

O objetivo da medida, solicitada pelo Minsitério Público Federal (MPF) é garantir o ressarcimento aos cofres públicos em caso de condenação, mas não significa que os investigados tenham os valores depositados.

A prisão de Mantega e dos demais investigados foi autorizada por Moro. De acordo com a ação do MPF, baseado em depoimento do empresário Eike Batista, ex-presidente do Conselho de Administração da petroleira OSX, em novembro de 2012, Guido Mantega, que à época era presidente do Conselho de Administração da Petrobras, teria pedido R$ 5 milhões de doação para o PT.

Para operacionalizar o repasse, Eike Batista firmou contrato falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes. 
Após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em abril de 2013 constatou-se a transferência de US$ 2,350 milhões, no exterior, entre contas de Eike Batista e dos publicitários.

Além do ex-ministro, os presos temporários nessa operação foram: Luis Eduardo Neto, Rubem Maciel da Costa Val, Danilo Sousa Baptista, Luis Eduardo Guimarães Carneiro, Luis Claudio Machado Ribeiro e Francisco Corrales Kindelan. O oitavo investigado é Julio Cesar Oliveira Silva, que também tinha mandado de prisão decretado, porém está na Espanha e não há indicativo de que retorne ao Brasil.

No final da manhã, Moro revogou a prisão e garantiu que nem ele, nem as autoridades policiais ou os procuradores da República que participam da força-tarefa da Lava Jato sabiam que a esposa de Mantega estava internada no Hospital Albert Einstein para se submeter a uma cirurgia, “devido a uma doença grave”. (ABr)



22 de setembro de 2016
diário do poder

http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2016/09/contas-de-mantega-e-outros-investigados_22.html

NÃO PROCEDE A CHORADEIRA, MERITÍSSIMO!


Eis a sequência dos ocorridos nesta dia 22/09/2016: o Brasil acorda sabendo que a 34º fase da operação Lava-jato, um desdobramento da operação Arquivo-X, tinha como um de seus alvos de mandado de prisão provisória e busca e apreensão o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega; entrementes, ao chegar à residência do alvo, a Polícia Federal depara-se com o fato de que ele está em um hospital, acompanhando a esposa prestes a ser submetida a uma cirurgia; os agentes federais dirigem-se ao estabelecimento de saúde com uma viatura descaracterizada, telefonam para o ex-ministro, e o encontram do lado de fora do hospital; dirigem-se ao apartamento deste novamente, efetuam a busca por provas e passam a conduzi-lo a Curitiba.

A partir daí, tem início o esperneio de esquerdistas nas redes sociais, com direito a vídeo da Senadora Vanessa Grazziotin rogando por clemência com o envolvido em crimes contra o patrimônio público; algumas horas depois, o Juiz Sérgio Moro revoga a prisão provisória de Guido Mantega, para o furor daqueles que protagonizaram a choradeira, ao melhor estilo “viram só? Até o Moro, agente do FBI que quer entregar o pré-sal para os porcos imperialistas, nos deu razão!”.

Alívio geral na Petralhada, que já estava temerosa por uma delação arrasa-quarteirão do Red-nosed Reindeer (apelido dado a Guido Mantega pelo Financial Times).

Nada mais incorreto. Em seu despacho, o Juiz Federal deixa claro que NÃO considerou que o cumprimento do mandado de prisão estivesse eivado de vícios insanáveis no caso em tela, e que devesse, portanto, ser anulado. 
Ele ponderou, sim, que levando-se em conta que a busca no apartamento de Mantega já havia sido iniciada pela polícia federal, e que o estado delicado de saúde de sua esposa geraria uma razoável certeza de que ele não irá evadir-se da Justiça (ao menos no curto prazo), tornariam desnecessária a prisão do ex-ministro.

Simples assim. E nem teria como ser diferente, pois a PF age de forma vinculada ao regramento jurídico. A prisão pode ser efetuada a qualquer hora, desde que observadas as restrições concernentes à inviolabilidade do domicílio (§ 2º, do art. 283, CPP, c/c O art. 5º, XI, da Magna Carta). 
Ou seja, não há previsão legal para que um agente policial deixe de efetuar a prisão diante de um caso como esse, com Guido Mantega e sua esposa no hospital. Cabia, sim, à autoridade judicial, diante dos novos fatos advindos, reconsiderar sua ordem. 
E assim o fez. Sim, ele, o “justiceiro” do Paraná (segundo alguns indignados com seu rigor técnico), teve o bom senso de liberar o ex-ministro. E somente ele poderia fazê-lo.

Ou seja, não procede a choradeira, meritíssimo. Sem mais.


22 de setembro de 2016
bordiburke
Brasil sem populismo

PRISÃO DE MANTEGA, SURPREENDENTEMENTE REVOGADA POR MORO, ABRE CAMINHO PARA ENVOLVER DILMA NA LAVA JATO



A Lava Jato, alimenta sonhos de prisão de Lula, se aproxima perigosamente de Dilma Rousseff. Motivos não faltam! A Presidenta afastada foi a antecessora do hoje preso Guido Mantega no Conselho de Administração da Petrobras. Mantega, que bateu recorde de longevidade no Ministério da Fazenda, sempre se gabava de ser quem tinha mais proximidade com Dilma, despachando com ela diariamente. Logo, fica fácil supor que Dilma pode não ter sabido de tudo, mas sabia de muita coisa feita por Mantega, sobretudo na captação ilegal de recursos para financiar o projeto de poder do PT.

Por volta de meio dia, o juiz Sérgio Moro surpreendeu todo mundo suspendendo a prisão temporária de Guido Mantega. Moro tomou sua decisão de ofício, sem consultar o Ministério Público Federal. Aparentemente, o magistrado se sensibilizou com a situação da mulher de Guido Mantega, internada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para uma cirurgia de combate a um câncer. A petelândia chiou, alegando desumanidade, porque Mantega foi preso no hospital. A "libertação" de Mantega joga uma dúvida no ar: a Lava Jato terá fôlego para suportar tanta pressão política e econômica nos bastidores?

É um consenso que a Operação Arquivo X, 34a da Lava Jato, apenas começa a atingir o coração do esquema financeiro da propinocracia petista, Planejada e pedida há mais de um mês, a prisão temporária de Guido Mantega teria tudo para se transformar em prisão preventiva. O câncer salvou mais um... A temporada dele em Curitiba poderia ser longa. Dedurado por um "depoimento espontâneo" de Eike Batista e pela "delação premiada" da publicitária Mônica Moura (mulher do marketeiro João Santana), Mantega é considerado um dos homens de confiança do poderoso Luiz Inácio Lula da Silva - cada vez mais próximo de um juízo final.

Mantega foi o ministro mais poderoso da Era Lula-Dilma. Agora, é apontado como o grande arrecadador de recursos para o PT. A prática de balcão de negociatas políticas, certamente, vai descambar em crime de tráfico de influência. A dúvida é até quando outros personagens muito ligados a Lula e Mantega conseguirão se manter ilesos. O caso principal é do ex-Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, sobre quem, milagrosamente até agora, a Lava Jato ainda não levantou qualquer bronca mais grave. Até agora, a blindagem mágica também vale para o ex-diretor financeiro da Petrobras, Almir Guilherme Barbassa.

A aparente vingança do empresário Eike Batista tende a causar novos estragos, principalmente a políticos, não apenas do PT. Eike fez revelações bombásticas como "testemunha espontânea" e não como "colaborador premiado". O motivo que o levou a agir assim, quando for realmente revelado, facilitará o entendimento de muitas relações entre os poderosos da política e da economia no Brasil Capimunista.

Objetivamente, Eike Batista declarou que recebeu pedido de Guido Mantega, então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões para o Partido dos Trabalhadores. Eike revelou ter feito um depósito de US$ 2,3 milhões no exterior para as contas de João Santana e Monica Moura. Eike explicou que, após uma primeira tentativa frustrada de repasse em dezembro de 2012, em 19 de abril de 2013 foi realizada transferência de US$ 2,35 milhões, no exterior, entre contas da empresa OSX e dos publicitários. O advogado de Mantega, José Roberto Batochio, informou que seu cliente lhe garantiu que nunca teve qualquer conversa sobre tal assunto com Eike.

A crença de vingança é idêntica em relação à baiana Mônica Moura. Com ódio pelos prejuízos irreparáveis que sofreu, sobretudo em sua imagem e credibilidade de marketeira política, Mônica já teria manifestado a amigos que não perdoa os petistas e, principalmente, Lula. Por isso, decidiu fazer "delação premiada". Os próximos alvos no esquema de captação de grana petista são o ex-deputado federal paranaense André Vargas e o ilustre presidiário José Dirceu de Oliveira e Silva. Até agora, os dois bancam a figura de "durões", e não deduram ninguém. Aguentam o frio do cárcere curitibano obsequiosamente calados.

O procurador federal Carlos Fernando de Lima avisou que a Operação Lava Jato pode estar terminando na Petrobras, mas parece ter vida longa em outras investigações. Lima explicou que a prisão de Mantega foi para garantir a ordem pública e impedir obstrução às investigações.

Até Lula tem repetido que "a História apenas começou". A Lava Jato prepara o bote contra a grande Jararaca, o grande General da Propinocracia brasileira. A petelândia, como de hábito, vai ter ataques de faniquito... Centenas de políticos - do PT e de vários partidos - vão sentir cada vez nais pavor...

Os segmentos esclarecidos da sociedade brasileira não podem cessar a pressão que exige punição rigorosa aos corruptos. No entanto, é preciso lutar para uma efetiva mudança na estrutura do Estado Brasileiro - base da governança do crime institucionalizado.

A guerra vai longe... Quanto mais os petistas fazem pressão espúria, nos bastidores, contra a Força Tarefa e o juiz Sérgio Moro, mais a Lava Jato produzirá novidades.



22 de setembro de 2016
jorge serrão

JUIZ SÉRGIO MORO REVOGA PRISÃO DE GUIDO MANTEGA

EX-MINISTRO FOI PRESO NA MANHÃ DESTA QUINTA-FEIRA PELA PF

MANTEGA É INVESTIGADO EM DOIS CONTRATOS, NO VALOR DE R$ 6 MILHÕES E R$ 7 MILHÕES, EM 2013. (FOTO: MARCOS BEZERRA/ESTADÃO)


O juiz federal Sérgio Moro revogou às 12h20 desta quinta-feira (22) a prisão temporária do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, cinco horas após ele ser preso. O ex-ministro de Lula e Dilma pode ser solto a qualquer momento.

Mantega foi preso na operação Lava Jato nesta quinta, em um hospital de São Paulo, quando ia acompanhar a mulher em uma cirurgia. Ele é suspeito de pedir R$ 5 milhões ao empresário Eike Batista para pagamento de dívidas de campanha de 2010 para o PT. Os policiais federais prenderam Mantega fora do hospital e fizeram buscas e apreensões no apartamento da família.

Na decisão, Moro avalia que, solto, Mantega não deve atrapalhar as investigações e diz que não sabia que a mulher de Mantega estava no hospital para realizar a cirurgia.

“Sem embargo da gravidade dos fatos em apuração, noticiado que a prisão temporária foi efetivada na data de hoje quando o ex-Ministro acompanhava o cônjuge acometido de doença grave em cirurgia. Tal fato era desconhecido da autoridade policial, Ministério Público Federal e deste Juízo”, disse Moro.

Arquivo X

Mantega é investigado em dois contratos, no valor de R$ 6 milhões e R$ 7 milhões, em 2013, para pagar dívidas de campanha do PT e para repassar dinheiro a José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil do governo Lula. Ele também é acusado de receber R$ 5 milhões de Eike Batista, por meio da empresa OSX, e outros R$ 2,5 milhões de agências de publicidade.

A Polícia Fderal cumpru mandados desde a madrugada, em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Distrito Federal. Foram 33 mandados de busca e apreensão, oito de prisão temporária e oito de condução coercitiva.

Também foram alvos desta fase executivos das empresas Mendes Júnior e OSX Construção Naval S.A., e representantes de empresas por elas utilizadas para o repasse de vantagens indevidas.

Esta 34ª fase da Lava Jato, foi batizada de Operação Arquivo X. Segundo a PF, nesta fase são investigados fatos relacionados à contratação pela Petrobras de empresas para a construção de duas plataformas para a exploração do petróleo na camada do pré-sal, que teriam se associado na forma de consórcio para obter contratos de construção das duas plataformas, mesmo sem “experiência, estrutura ou preparo”.

Ainda de acordo com os investigadores, verificou-se que, em 2012, Mantega teria atuado diretamente junto ao comando de uma das empresas para negociar o repasse de recursos para o pagamento de dívidas de campanha de partido político da situação. “Estes valores teriam como destino pessoas já investigadas na operação e que atuavam no marketing e propaganda de campanhas políticas do mesmo partido”, diz a PF.

O nome “Arquivo X” é referência a um dos grupos empresariais investigados, de Eike Batista, e que tem como marca a colocação e repetição do “X” nos nomes das pessoas jurídicas integrantes do seu conglomerado empresarial.


22 de setembro de 2016
Elijonas Maia

IMBASSAHY: PRISÃO REVELA ABRANGÊNCIA DAS ARTICULAÇÕES DO PT

MANTEGA FOI PRESO NA 34ª FASE DA OPERAÇÃO LAVA JATO, NESTA QUINTA

"A PRISÃO DELE DEMONSTRA A PROFUNDIDADE E A ABRANGÊNCIA DESSAS ARTICULAÇÕES DO PT EM TORNO DE UM PROJETO DE PODER" (FOTO: GEORGE GIANNI/ PSDB)

O líder do PSDB na Câmara, Antônio Imbassahy (BA), considerou que a prisão do ex-ministro Guido Mantega demonstra a "profunda" abrangência das articulações do PT no esquema de corrupção investigado pela operação Lava Jato. Mantega, que foi ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma, foi preso temporariamente, na manhã desta quinta-feira, 22, pela Polícia Federal na 34ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Arquivo X.

Segundo a força-tarefa da Operação Lava Jato, o empresário Eike Batista declarou em depoimento que, em 1º de novembro de 2012, recebeu pedido de um então ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões, no interesse do PT.

"Guido Mantega é o mais longevo ministro do PT. A prisão dele demonstra a profundidade e a abrangência dessas articulações do PT em torno de um projeto de poder. Revela a institucionalização de práticas incompatíveis com o sistema democrático", afirmou Imbassahy. (AE)


22 de setembro de 2016
diário do poder

ALVO DA ARQUIVO X PRESIDENTE DA SETE BRASIL CHEGA À SEDE DA PF NO RIO

O EXECUTIVO CHEGOU ACOMPANHADO POR QUATRO POLICIAIS

APÓS CONDUÇÃO COERCITIVA, O EXECUTIVO CHEGOU ACOMPANHADO POR QUATRO POLICIAIS


Presidente da Sete Brasil e ex-presidente da OSX, empresa de Eike Batista, o executivo Luiz Eduardo Carneiro chegou às 9h30 desta quinta feira, 22, à Superintendência da Polícia Federal no Rio, na zona portuária. Após condução coercitiva, o executivo chegou acompanhado por quatro policiais, que carregavam malotes. Carneiro carregava uma mochila.

Carneiro foi um dos alvos da 34ª fase da Operação Lava Jato, intitulada Arquivo X, que investiga fatos relacionados à contratação, pela Petrobras, de empresas para a construção de duas plataformas (P-67 e P70) para a exploração de petróleo na camada do pré-sal.

As equipes policiais cumprem 49 ordens judiciais, sendo 33 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão temporária e oito mandados de condução coercitiva. Aproximadamente 180 policiais federais e 30 auditores fiscais estão cumprindo as determinações judiciais em cidades nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal. (AE)



22 de setembro de 2016
diário do poder

DINHEIRO PARA DIRCEU E MARQUETEIRO DO PT FOI ROUBADO DA PETROBRAS

ARQUIVO X REVELA: DINHEIRO AFANADO ERA PARA DIRCEU E SANTANA

A POLÍCIA FEDERAL APURA O REPASSE DE PROPINAS PARA O EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU E PARA O MARQUETEIRO DO PT JOÃO SANTANA (FOTO: MONTAGEM/ ABR)


A 34ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quinta-feira, 22, que prendeu o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, apura o repasse de propinas para o ex-ministro José Dirceu e para o marqueteiro do PT João Santana. 
Os valores seriam propinas da Mendes Júnior e da OSX Construções Navais pelo contrato de construção das plataformas de exploração de petróleo para o pré-sal P-67 e P-70.

O Ministério Público Federal afirma que foi identificado repasse de mais de R$ 6 milhões pelo Consórcio Integra Ofsshore (Mendes Jr e OSX) com base em contrato ideologicamente falso firmado em 2013 com a Tecna/Isolux. “Conforme prova testemunhal e documental, o valor foi transferido no interesse de José Dirceu e de pessoas a ele relacionadas”, informa a força-tarefa da Lava Jato.

O dinheiro foi repassado do grupo Tecna/Isolux para a Credencial Construtora, empresa de fachada – cujos donos estão presos – utilizada em outros negócios pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil para o recebimento de propinas. A Credencial recebeu da Tecna/Isolux R$ 10 milhões no período.

“Também foram identificados, entre março de 2013 e junho de 2014, repasses de mais de R$ 6 milhões da Mendes Júnior a empresas ligadas a um executivo do grupo Tecna/Isolux.”

Mantega é acusado de atuar diretamente para cobrar propinas do consórcio, que em 26 de julho de 2012 assinou com a Petrobras contrato no valor de US$ 922 milhões, para a construção das plataformas P-67 e P-70. 
“As consorciadas, que não detinham tradição no mercado específico de construção e integração de plataformas, viabilizaram a contratação pela estatal mediante o repasse de valores a pessoas ligadas a agentes públicos e políticos”, informou a Procuradoria.

Marqueteiro. Segundo a Polícia Federal, durante as investigações verificou-se que no ano de 2012 Mantega “teria atuado diretamente” para negociar com a OSX repasse de recursos para pagamentos de dívidas de campanha do PT. Os valores tinha como destino Santana.

O ex-presidente do Conselho de Administração da OSX, Eike Batista, prestou depoimento ao MPF e declarou que, em 1º de novembro de 2012, recebeu pedido de Mantega que era ministro e presidente do Conselho de Administração da Petrobrá, na ocasião, para que fizesse um pagamento de R$ 5 milhões “no interesse do Partido dos Trabalhadores (PT)”.

“Para operacionalizar o repasse da quantia, o executivo da OSX foi procurado e firmou contrato ideologicamente falso com empresa ligada a publicitários já denunciados na Operação Lava Jato por disponibilizarem seus serviços para a lavagem de dinheiro oriundo de crimes.”

Em dezembro de 2012, uma primeira tentativa de repasse a Santana foi frustrada, sendo efetivada uma transferência só em 19 de abril de 2013 de US$ 2,35 milhões, no exterior, entre contas de Eike Batista e do marqueteiro do PT.

COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA JOSÉ ROBERTO BATOCHIO, DEFENSOR DE GUIDO MANTEGA:

O advogado José Roberto Batochio, que defende Guido Mantega, informou que ainda desconhece os motivos do decreto de prisão temporária do ex-ministro da Fazenda.
Batochio foi avisado logo cedo da presença da Polícia Federal na residência de Mantega, na rua Leão Coroado, no Alto de Pinheiros.

Por telefone, o criminalista conversou o ex-ministro, que estava no Hospital Albert Einsten, acompanhando a mulher que luta contra um câncer.

Batochio também conversou por telefone com o delegado da PF que comandava a equipe no encalço do ex-ministro.

O advogado recomendou a Mantega que aguardasse a PF na portaria do hospital.

“Vamos verificar qual é a imputação ao ministro Mantega para depois nos manifestarmos”, disse o criminalista. “Mas posso garantir que o ministro jamais pediu propinas ou recursos para partido político.” (AE)



22 de setembro de 2016
diário do poder

HOMENAGEM AOS PROCURADORES FEDERAIS DA LAVA JATO

Mais importante do que conhecer é reconhecer.

Sim, os fatos narrados na longa dissertação do procurador Deltan Dallagnol são ofensivos, são impróprios, são intoleráveis por toda consciência bem formada. Sim, foram duras aquelas palavras e podemos dizer como os discípulos a Jesus: "Quem as pode ouvir?". Ora, se o cidadão comum se sente assim ao ver desvelada com crueza substantiva e adjetiva a ampla organização criminosa que saqueava o país, imagino o desconforto que as denúncias causam a quem vê exibida em público a face hedionda do objeto de sua devoção.

A entrevista ainda estava em curso e já começavam os protestos. "Essas coisas não são feitas assim!", clamavam uns. "O Ministério Público foi longe demais!", exaltavam-se outros. "A acusação deve simplesmente anunciar que encaminhou a denúncia e jamais produzir libelos públicos!", professoravam certos escolados. Mesmo entre os que concordavam com a narrativa da acusação, havia quem reprovasse a contundência do discurso.

No entanto, quanta lógica na decisão que os procuradores da operação Lava Jato tomaram! E com quanta admiração ouvi e acolhi sua iniciativa! Há mais de dois anos, pondo em risco a própria segurança, no torvelinho da maior investigação criminal da história do país, eles combatem os poderes das trevas que atuam no topo da nossa ordem política, econômica e judiciária. Contrariam interesses hegemônicos. Seus investigados têm, ao estalo dos dedos, todo o dinheiro de que possam necessitar para quanto lhes convenha e todas as facilidades para agir fora e acima da lei. Não bastasse isso, Dallagnol e seus colegas enfrentam, também, o carisma de Lula, as milícias de João Pedro Stédile, Guilherme Boulos e Vagner Freitas, e o escudo protetor que a prerrogativa de foro proporciona aos principais indiciados da operação.

Eles ouviram centenas de testemunhas. Setenta indiciados relataram seus crimes e informaram o que sabiam. Empilharam dezenas de milhares de provas, relatórios e documentos. A repetição das fórmulas evidenciou rotinas consolidadas ao longo dos anos. Os crimes eram revelados e confessados pelos beneficiários, pelos autores e por seus operadores. Bilhões de reais estão sendo devolvidos e reavidos.

O Brasil que não é comprado com depósitos na Suíça nem com pratos rasos de lentilha, louva a ação da Lava Jato e aplaude Sérgio Moro. Mas sabemos todos e sabem ainda melhor os procuradores que, assim como na italiana operação Mãos Limpas, o Congresso Nacional pode aprovar projetos que já tramitam e tornam inócuas suas apurações e denúncias. Sabem que seus inimigos agem no entorno e no interior do STF, dentro e fora do governo. Se o leitor entendeu, há de ter visto que estão aí, devidamente alinhadas, grossas fatias do Executivo, do Legislativo e do Judiciário. E se entendeu completamente reconhecerá o imenso serviço que aquela coletiva prestou à Nação, com sacrifício e risco pessoal dos procuradores federais.

Não sei o que acontecerá nos próximos dias, mas quis escrever este artigo antes de o sabermos.



22 de setembro de 2016
Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor

SOBE A CORTINA E APARECEM OS VERDADEIROS ATORES

Critiquei, inúmeras vezes, aqueles que nos governos do PT se julgaram “estar no poder”. Entendo mesmo que esse foi o equívoco maior dentre os muitos que fizeram a maior promessa de uma real mudança na vida dos brasileiros ir por água abaixo, sorvida pelo redemoinho de falcatruas, corrupção, descrédito, desesperança. Hoje estamos órfãos e assistimos incrédulos, de um lado, ao maior líder dos operários brasileiros, aos prantos, desmentindo acusações; e de outro lado, a jovens bem-apessoados, com seus gráficos e projeções de PowerPoint, a apontarem os caminhos por onde o dinheiro público escoava.

Isso para citar apenas os crimes e escândalos nacionais, e não alongar por demais a lista, acrescentando crimes municipais e estaduais. Causa-me espanto, ainda, que neste mesmo jornal haja quem julgue pequena a quantia amealhada por Lula nesta tremenda crise por que passa o país.

Movem-me a escrever este artigo os muitos olhares cheios de desesperança ou os e-mails que recebo em que pessoas, conhecidas ou desconhecidas, se lamentam de que só os trabalhadores vão pagar pelo ajuste fiscal que se anuncia. Que se anuncia retirando direitos trabalhistas já precários ou mudança na aposentadoria, fantasma que nos assombra a todos e que foi a primeira grande reforma tanto de FHC quanto de Lula. E que agora vem sendo também anunciada aos quatro ventos por Michel Temer.

O ajuste fiscal neste país – dizem todos eles – seria culpa apenas de trabalhadores, de funcionários públicos (embora haja aí muitas distorções – e como!!!) e aposentados ou dos que um dia esperam se aposentar.

Nem uma palavrinha sobre os verdadeiros vilões: os bancos. Aqueles que a cada ano quadruplicam seus lucros, com os juros estratosféricos que cobram para financiar seja o governo, seja os que – induzidos pelo consumismo desenfreado – vivem pendurados no crédito em empresas ou diretamente nos próprios bancos, via cheque especial ou cartão de crédito. E miríades de motos e carros trafegam por ruas inadequadas a receberem tanto transporte individual – em lugar de substituir tantas tralhas por transporte público decente. Aqui, não. Quem não tem seu carro ou sua moto vai ter de se espremer num ônibus apinhado, ou num metrô idem, ou em trens de subúrbio, como no Rio de Janeiro, por exemplo.

O poder, leitores, é detido pelo sistema financeiro, que mama fartamente nas tetas de todos os governos, aqui e fora daqui. E que Lula privilegiou patrocinando a Emenda Constitucional 40/2003, além de ter iniciado seu governo também, como enfatizei, com uma reforma da Previdência.

Portanto, nem mesmo um operário tão admirado foi capaz de organizar, com sua liderança indiscutível, os pobres coitados como ele mesmo um dia foi. Nem de arrastar consigo os muitos milhares de intelectuais, cristãos ou gente de boa vontade, e toda sorte de pessoas de classe média que um dia ousaram cortar os laços com os ricos e apoiar o PT.

Resta-lhe, então, agora – muito triste! – chorar ante as iniciativas dos meninos da Lava Jato e tremer diante do juiz Sergio Moro.


22 de setembro de 2016
Sandra Starling foi deputada federal pelo PT-MG.
Artigo publicado originalmente no jornal O Tempo.

PARA SALVAR O IRMÃO

IRMÃO DE JOSÉ DIRCEU ESTUDA FAZER DELAÇÃO NA LAVA JATO
LUIZ EDUARDO DE OLIVEIRA E SILVA TENTARÁ SALVAR O IRMÃO


LUIZ EDUARDO ASSUMIRIA ENVOLVIMENTO NO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO NA PETROBRÁS NUMA TENTATIVA DE LIVRAR DIRCEU DE PARTE DOS CRIMES DE QUE É ACUSADO (FOTO: JUNIOR PINHEIRO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO)


Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, irmão do ex-ministro José Dirceu, estuda fazer delação premiada na Lava Jato. Quem acompanha as conversas, relata que ele assumiria envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás numa tentativa de livrar o irmão famoso de parte dos crimes de que é acusado. Luiz Eduardo já admitiu à PF que recebeu pagamentos mensais de R$ 30 mil do esquema. Por sua militância política, Dirceu sempre se manteve em silêncio. Foi condenado a 23 anos e três meses de prisão. Já seu irmão não tem vinculação partidária.

A situação de José Dirceu, contudo, tende a se complicar. A Operação Marquês, tocada pelo Ministério Público português, encontrou documentos relacionados a ele num escritório de advocacia alvo de busca naquele país, o Lima, Serra, Fernandes & Associados.

Foram localizadas anotações manuscritas com referência à Vivo, Telemar e Brasil Telecom juntamente com cópias do passaporte do próprio José Dirceu e extratos de contas bancárias. (AE)


22 de setembro de 2016
diário do poder

MANTEGA ACHACAVA EMPRESÁRIOS PARA ENCHER OS COFRES DO PT, DIZ PAUDERNEY

O EX-MINISTRO DE LULA E DILMA FOI PRESO NESTA QUINTA PELA PF

PAUDERNEY LEMBRA QUE GUIDO MANTEGA FOI UM DOS MENTORES DA NOVA MATRIZ ECONÔMICA. (FOTO: FACEBOOK)


O líder do Democratas na Câmara, deputado Pauderney Avelino (AM), disse que a prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega nesta quinta-feira (22) na Operação Lava Jato reflete "a forma como o PT e seus gestores tratavam a coisa pública no país". 
“Mantega, além de ter ajudado a arruinar a economia brasileira, achacava empresários para encher os cofres do PT”, afirmou. “Sua prisão segue a lógica de outros petistas também presos na Lava Jato”, acrescentou o parlamentar.

Pauderney lembra que Guido Mantega foi um dos mentores da nova matriz econômica e atribui a recessão ao ex-ministro. “Mantega era o mestre da ‘contabilidade criativa’ que, de forma irresponsável, legou ao país a recessão que vivemos hoje”, ressaltou.

Mantega foi preso na 34ª fase da Lava Jato, batizada de Arquivo X. 
Segundo a força-tarefa, o ex-ministro do PT é suspeito de cobrar R$ 5 milhões do empresário Eike Batista para pagamento de dívidas de campanha de 2010. 

O negócio investigado é o contrato para construção de plataformas de exploração de petróleo, em que um consórcio de Eike foi beneficiário. 

Em depoimento espotâneo ao MPF, Eike afirmou que Mantega pediu o dinheiro e efetuou o pagamento no exterior em dólares. Segundo o procurador Carlos Fernandes Lima, ele apresentou provas.

“O cerco está se fechando”, ponderou Pauderney. “Aos poucos, toda a quadrilha de achacadores está sendo presa e a justiça está chegando cada vez mais perto dos chefes do esquema”, finalizou.



22 de setembro de 2016
Elijonas Maia
diário do poder

O HUMOR DO SPONHOLZ...

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22 de setembro de 2016

O MAIOR PROBLEMA DE LJULA NÃO É A LAVA JATO, MAS A MULHER MARISA LETÍCIA


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Marisa Letícia não entende como tudo desmoronou

















Quando o ex-presidente Lula da Silva fez o discurso se defendendo da Lava Jato e chorou ao mencionar a mulher Marisa Letícia, não se tratava de encenação nem de recurso de orador messiânico. 
Era um desabafo sincero. Desde o dia 23 de novembro de 2012, quando a Polícia Federal lançou a Operação Porto Seguro e trouxe a público o romance de Lula com Rosemary Noronha, que ele nomeara chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, a vida do ex-presidente se transformou num pesadelo infernal, que só faz piorar com a passagem do tempo progressivamente.
Marisa Letícia, a Galega, jamais o perdoou. Não aceitava justificativas nem desculpas, a situação era clara demais, a segunda-dama Rosemary substituía a primeira na grande maioria das viagens internacionais do então presidente, era um caso amoroso mais do que conhecido em todo o Planalto, até os funcionários subalternos sabiam, a humilhação foi arrasadora.
O romance com Rosemary era antigo, vinha da década de 90, mas Lula precisava continuar com a primeira-dama, não podia abandoná-la. 
Sem alternativa, tentou melhorar as coisas fazendo todas as vontades de Marisa Letícia, e foi daí que derivaram os graves problemas da ocultação de patrimônio (lavagem de dinheiro) no tríplex e no sítio em Atibaia.
NÃO EXISTIA TRÍPLEX – De início, o casal Lula da Silva tinha entrado na jogada do edifício no Guarujá, armada por Ricardo Berzoini e João Vaccari, que mandavam na Cooperativa do Sindicato dos Bancários (Bancoop). 
Lula e Marisa ficaram com um apartamento simples, e no projeto do prédio aprovado pela prefeitura nem havia tríplex.
Marisa Letícia achou o apartamento pequeno, era um três quartos que nem chegava a 90 metros quadrados. 
Fui assim que OAS, que com a derrocada da Bancoop assumira a construção e incorporação do edifício, então se comprometeu a criar um tríplex e atender as pretensões da família. 
E para não pegar mal, a empreiteira improvisou um outro tríplex vizinho, mas sem o elevador interno e o requinte exigidos por Marisa Letícia e o filho Fábio, o Lulinha, com uma cozinha hollywoodiana, igualzinha a que seria instalada pela mesma OAS no sítio de Atibaia.
SÍTIO ERA MODESTO – O sítio de Atibaia tinha sido comprado antes, ainda em 2010 e foi outra maneira de agradar a Marisa Letícia e unir a família toda em torno dela nos fins de semana, que raramente contavam com a presença de Lula.
Aos poucos, com as três reformas (Bumlai, Odebrecht e OAS), a propriedade foi sendo transformada num paraíso, com a ampliação do lago, o campo de futebol, a horta, as novas alas com suítes, a cozinha personalizada, a adega climatizada, os jardins, os bonecos de porcelana em tamanho natural na piscina, os pedalinhos, o barco, a antena dos celulares, e ali dona Marisa Letícia reinava absoluta, enquanto Lula vivia mais solto, de vez em quando aparecia num final de semana.
Mas de repente ocorreu a Lava jato e tudo desabou. 
Descobriu-se que, além do tríplex, havia outro apartamento reservado para os Lula da Silva no Guarujá, destinado a alojar os motoristas e seguranças. 
Também descobriram que, para agradar dona Marisa, Lula duplicara a cobertura em São Bernardo, incorporando o apartamento vizinho, que foi colocado em nome de um primo de Bumlai. E a família mantém outro apartamento no mesmo prédio, onde ficam os motoristas e seguranças.
MARISA NÃO ENTENDE – Quando Lula chorou ao discursar, tinha bons motivos. 
Sua mulher briga e reclama o tempo todo, não consegue entender como seu reino desmoronou e põe a culpa nele. 
Agora, Marisa Letícia é ré de um processo em que considera não ter a menor culpa, acha que apenas usufruía dos bens que o marido lhe oferecia. Mas acontece que a lei atinge a todos, e ninguém pode alegar que a desconhece.
Portanto, além de dona Marisa, fatalmente também serão incriminados os “laranjas” que ajudaram a família, como o amigo Jacó Bittar e os sócios de Lulinha (Fernando Bittar e Jonas Suassuna), que assumiram a falsa propriedade do sítio para pagar antigos favores presidenciais.
O juiz Moro já deu até uma dica de que, na sentença final, talvez possa eximir Marisa Letícia de culpa, mas para ela nada disso interessa. 
Saiu no Jornal Nacional, antes da novela, e Lula não consegue explicar nada. 
Dois filhos e o sobrinho são investigados, a família está desmoronando, ela e Lula já nem podem sair de casa, quanto mais ir para o sítio, são prisioneiros de si mesmos, quando o pesadelo vai acabar? Foi por isso que Lula chorou ao discursar. Realmente, não lhe faltam motivos.


22 de setembro de 2016
Carlos Newton

NÃO CABE A MINISTRO DE ESTADO PEDIR DOAÇÃO ELEITORAL, DIZ MORO

SEGUNDO EIKE BATISTA, EX-MINISTRO SOLICITOU R$ 5 MILHÕES PARA O PT

AO MANDAR PRENDER O EX-MINISTRO DE LULA E DILMA, SÉRGIO MORO CONDENA POSTURA DE GUIDO MANTEGA. (FOTO: JOSÉ CRUZ)


Na decisão que mandou prender temporariamente o ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega e outros sete investigados, o juiz Sérgio Moro apontou que não cabia ao então ministro pedir, em 2012, doações eleitorais para o PT.

A observação de Moro foi feita ao analisar o conjunto de elementos apontados pela força-tarefa da Lava Jato para pedir a prisão do ex-ministro. Dentre os elementos há um relato do empresário Eike Batista, dono da OSX, de que teria ouvido expressamente do então ministro da Fazenda em novembro de 2012 o pedido para quitar dívidas de R$ 5 milhões da campanha do PT.

“Seu interlocutor teria sido o então Ministro da Fazenda, a quem não cabe solicitar doações eleitorais ao partido do governo, ainda mais doações subreptícias”, assinalou o juiz da Lava Jato.

Ainda segundo a Lava Jato, e conforme o próprio relato de Eike feito aos investigadores em maio de 2016, o empresário aceitou fazer o pagamento e o repasse foi acertado pela OSX com a publicitária Mônica Moura, mulher e sócia de João Santana, que foi desde 2006 o marqueteiro das campanhas de Lula e Dilma. O dono da OSX depôs como testemunha à Lava Jato.

Em dezembro de 2012, foi feito, então um contrato de prestação de serviços entre a offshore de Eike, Golden Rock Foundation, e a offshore do casal de marqueteiros Shellbill Finance no valor de US$ 2,3 milhões. A Shellbill só passou a ser declarada as autoridades brasileiras por João Santana e Mônica Moura após a deflagração da Lava Jato e, em depoimento a Moro, eles admitiram que a empresa chegou a receber, em 2013, US$ 4,5 milhões referentes a dívidas de caixa 2 da campanha eleitoral de Dilma em 2010.

Questionado pelo Ministério Público Federal, Eike confirmou que o valor deste contrato foi efetivamente repassado ao PT, ainda que a empresa de João Santana e Mônica Moura tivesse realizado um serviço de marketing para justificar o contrato com a OSX, mas negou ter recebido ameaças de Mantega:

“MPF: Me permita que… um outro questionamento, senhor Eike. Isso tinha
por objetivo de certa forma repassar valores para o Partido dos
Trabalhadores?

Declarante: Claro. No fundo, no fundo sim. O Ministro de Estado me pediu,
que que você faz? Eu tenho 40 bilhões investidos no país, como é que você
faz?

MPF: Ele fez algum tipo de ameaça ao senhor? Fez assim, olha, se não
acontecer isso, vai acontecer aquilo?

Declarante: Não, não. Não. Isso nunca existiu. Até porque o capital era meu.
Não tinha o que me dar”.

Em sua versão, Eike alegou que o pagamento não tinha relação com o contrato com a Petrobrás, mas se tratava de doação eleitoral, o que chamou a atenção de Moro. “O problema é que a transferência de recurso foi feita por meio subreptício, através de contas secretas mantidas no exterior e com simulação de contratos de prestação de serviço, meio bem mais sofisticado do que o usual mesmo para uma doação eleitoral não contabilizada”, aponta Moro na decisão.

A OSX formou com a Mendes Junior o consórcio Integra, que venceu a licitação para a construção das plataformas P-67 e P-70 de exploração do pré-sal, no valor estimado em US$ 900 milhões na época em que foi fechado o contrato, novembro de 2012, no mesmo período em que foi feita a solicitação de Mantega para Eike

Diante disso, e considerando ainda outros elementos das transações financeiras da Mendes Junio para empresas de fachada, o juiz da Lava Jato entendeu não se tratar de um episódio isolado, mas sim de uma prática que faz parte de um “complexo estratagema” criminoso envolvendo offshores e contratos fictícios para fraudar licitações na Petrobrás, que pode botar em risco a investigação, justificando assim a prisão dos investigados.

“A falsificação de documentos para acobertar crimes coloca em risco a integridade da instrução e da investigação, havendo risco da produção de novos documentos falsos para conferir suporte a contratos simulados ou superfaturados”, assinala Moro. (AE)



22 de setembro de 2016
diário do poder

PRISÃO DE MANTEGA MOSTRA A EXTENSÃO DA ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, DIZ OPOSIÇÃO

CORRUPÇÃO PETISTA
CAIADO DIZ QUE EX-MINISTRO SEMPRE OBEDECEU ORDENS DO PT


FLAGRANTE DO MOMENTO EM QUE MANTEGA SE APRESENTA A POLICIAIS, NA PORTA DO HOSPITAL.


O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), afirmou esta quinta-feira (22) que a prisão do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, na 34ª fase da Lava Jato, “atesta o tamanho da organização criminosa” e como ela era ditada diretamente pelo PT, por Lula e Dilma, próceres da propinocracia.

"Sempre foi senso comum em Brasília que Mantega apenas cumpria os mandos e desmandos que a presidente Dilma ditava para a política econômica. Faltava autonomia ao ministro para comandar sua própria pasta. Por que imaginar que sua participação do Petrolão seguiu critério diferente? Mantega sempre agiu sob ordens diretas de Dilma, do PT e do Palácio do Planalto", ressaltou Caiado.

O fato de o Petrolão ter chegado ao Ministério da Fazenda mostra também, segundo Caiado, o comprometimento da política econômica do governo Dilma com a perpetuação do PT no poder.



22 de setembro de 2016
diário do poder

'CONSULTOR DE NEGÓCIOS' DE DIRCEU É CONSIDERADO FORAGIDO

EX-SERVIDOR DO SERPRO AGIU COMO LOBISTA EM FAVOR DE DIRCEU
JÚLIO CÉSAR SE APROXIMOU DE PETISTAS PODEROSOS FECHANDO CONTRATOS COM O SETOR PÚBLICO. (FOTO: ESTADÃO)


Na 34ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Arquivo X, sete pessoas foram presas temporariamente. Dos oito mandados autorizados pelo juiz Sérgio Moro, apenas um não foi cumprido, de Júlio César Oliveira Silva, ex-consultor de negócios do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. De acordo com o delegado Igor Romário de Paula, o suspeito, também ex-servidor do Serpro, está na Espanha.

Em 2013 uma reportagem publicada pela revista Veja mostrou que os ex-ministros da Casa Civil José Dirceu e Erenice Guerra, aproveitando a influência no poder, fizeram uma parceria que atendia empresas e empresários interessados em negócios com o governo federal. Falando em “joint venture do lobby”, a matéria dizia que Dirceu montou um escritório de advocacia, reuniu uma cartela de clientes da iniciativa privada, principalmente grandes empreiteiras, empresas de telefonia e bancos, e lucrou oferecendo acesso ao poder.

Já Erenice, segundo a revista, teria seu nicho de atuação nas empresas e fundos de pensão com interesses ligados ao Ministério das Minas e Energia, onde trabalhou. O elo entre os dois seria o analista de sistemas e ex-funcionário do Serpro, Serviço de Processamento de Dados do Governo Júlio César Oliveira Silva, então consultor de negócios de Dirceu.

Júlio César se aproximou de petistas poderosos fechando contratos com o setor público quando trabalhou como representante de uma empresa de informática. Em junho de 2011, o governo de Mato Grosso, com dificuldade para receber por vias normais para receber um crédito de R$ 160 milhões devido pela União, recorreu a “Julio do Zé Dirceu” como alternativa. O último disse que o ex-ministro trabalharia para liberar o pagamento, mediante uma comissão de 10%. A reunião teria sido agendada por Antonieta Silva, mulher de Julio César e funcionária da secretaria-Geral da Presidência da República, usando um telefone do gabinete.

Em março deste ano, durante a posse do ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil, Antonieta Silva deu um tapa no deputado Major Olímpio (SDD-SP), após ele ter gritado “vergonha” num ambiente tomado por petistas.

Nesta quinta-feira (22) em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi preso o diretor de Negócios Industriais da Mendes Júnior, Ruben Costa Val. Também foram presos temporariamente na operação: Luis Eduardo Tachar, Danilo Souza Batista, luiz Eduardo Guimaraes Carneiro, Luiz Claudio Machado Ribeiro e Francisco Corrales Kindelan. O ex-ministro da fazenda Guido Mantega foi preso pela PF em São Paulo.



22 de setembro de 2016
Elijonas Maia
diário do poder

RODRIGO MAIA EXPÔS AS FRAQUEZAS E VACILAÇÕES DE MICHEL TEMER


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Charge do Iotti, reprodução da Zero Hora
























Surpreendente, mas exatamente isso que está no título. Na entrevista a Mônica Weinberg e Thiago Prado, revista Veja que está nas bancas, o deputado Rodrigo Maia expôs as vacilações e fraquezas do governo Michel Temer, chamando sua atenção e da opinião pública para a falta de unidade do Executivo em questões essenciais e ausência de sintonia com o povo nas ruas.
Acentuou que a comunicação jornalística encontra-se péssima, desenvolvida de forma antiquada, mofada, infeliz. Publicidade, digo eu, não resolve. Funciona no setor comercial, mas os governos não são produtos. As mensagens exigem conteúdo concreto, não fantasia.
A diferença entre a informação jornalística e a publicidade é a mesma que, na matemática, separa o axioma do teorema. O teorema exige comprovação prática. O axioma é simplesmente o contrário do teorema.
AVANÇOS E RECUOS – O presidente da Câmara Federal destacou objetivamente os avanços e recuos do governo, como o secretário da Previdência ter se antecipado a Michel Temer e anunciado as bases do projeto de emenda constitucional. Não era nada disso. O Palácio do Planalto teve que corrigir as informações. O mesmo aconteceu com o ministro do Trabalho. Divulgou matéria que não estava nas intenções do presidente da República. Francamente um desastre.
Desastre também foram as pressões do PSDB que levam à mudança de rumos e das oportunidades traçadas por Temer. O PSDB, fica a impressão, deseja transferir para o PMDB as consequências das medidas impopulares incluídas na pata do governo. É a única explicação.
ÂNSIA DO PSDB – É uma explicação incômoda e extremamente negativa, por sinal. Revela a ânsia de dominar o governo e colocá-lo a seu serviço para as urnas de 2018. Talvez até para a hipótese das urnas de 2016 caso o TSE anulasse a sucessão de 2014.
Mas esta perspectiva foi praticamente afastada pelo ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, que em entrevista a Clarissa Thomé e Fábio Grellet, em O Estado de São Paulo de sábado, afirmou que o julgamento desta matéria deve ocorrer em 2017. Portanto, se a anulação (difícil) vier a ser estabelecida, ao invés de diretas, haverá eleição indireta para a presidência da República.
AÉCIO NEVES – Quem é o autor da ação? O senador Aécio Neves, presidente nacional do PSDB. Mas no caso de eleição indireta, a ação simplesmente deixa de interessar ao PSDB.
São os caminhos sinuosos da política, mistura da ciência e arte, com suas táticas e estratégias. Exatamente como a existência humana. Os imprevistos surgem a cada passo. As direções mudam com os ventos.
Porém, há necessidade de conteúdo concreto. A fantasia não resolve nada. Muito menos slogans vazios e sem ritmo e rumo.
ESTÁDIO MÁRIO FILHO – Por falar em rumo, leio na coluna de Lauro Jardim, O Globo, edição de domingo, que o governo do Rio de Janeiro está tentando conseguir que a administração do Maracanã seja passada a um novo consórcio, pois a Odebrecht desistiu do contrato.
Lauro Jardim diz que a exigência é manter o nome Maracanã. É pouco. Por dever histórico, tem que ser Maracanã, Estádio Mario Filho, nome do jornalista, irmão do meu amigo Nélson Rodrigues, que liderou a campanha para erguê-lo. Não pode ser esquecido.

22 de setembro de 2016
Pedro Coutto