"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

O PRIMEIRO DIA DOS PRÓXIMOS 4 ANOS

Dilma derruba Petrobras em 12,3% e dólar sobe ao maior valor dos últimos 10 anos.
 
No primeiro pregão após a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT), o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou o dia com desvalorização de 2,77%, em 50.503 pontos, puxada pela queda recorde das ações da Petrobras. 

O dólar subiu para níveis historicamente altos. A moeda à vista, referência no mercado financeiro, subiu 2%, alcançando R$ 2,5211, maior cotação desde 29 de abril de 2005. O comercial, usado em transações do comércio exterior, fechou o dia em R$ 2,523, com alta de 2,64%, a maior variação desde setembro de 2011. O volume financeiro no pregão foi de R$ 16,8 bilhões, acima da média do mês de outubro, que é de R$ 10,7 bilhões até o dia 23. 

Para analistas, o reflexo da eleição no mercado foi menor do que o esperado. Isso porque, dizem eles, o mercado não trabalhava com níveis tão altos, preparando-se para a vitória da presidente Dilma. Além disso, a sinalização de mais diálogo com o mercado também contribuiu para a redução das perdas durante o dia. 

Mas o dia começou com estresse. Logo após o leilão inicial de ações, papéis de estatais derretiam na Bolsa brasileira, que chegou a cair mais de 6% no Ibovespa, às 10h20, quando o índice atingiu a marca de 48.722 pontos. Ao longo do dia, no entanto, essa queda brusca se reverteu. 

Na visão de Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da TOV Corretora, um dos motivos de a queda ter sido menor do que imaginava a média do mercado foi o fato de o mercado não estar trabalhando tão alavancado. "A média do mercado já trabalhava com a hipótese de vitória da Dilma, então não tentou antecipar com muito volume uma eventual vitória do Aécio e, por isso, o mercado não abriu no pânico que se esperava", disse. 

Para o analista analista-chefe da Spinelli Corretora, Elad Revi, a sinalização da presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) de que quer se aproximar do mercado, além da possibilidade de mudanças na política econômica, fizeram com que a queda da Bolsa brasileira não se acentuasse durante todo o dia. "A sinalização passa credibilidade, mas ainda não é algo efetivo", pondera Revi. 

Além disso, o mercado já tinha precificado a vitória da presidente Dilma, com a Bolsa amargando pesada queda na semana passada. "A Bolsa já tinha caído 7% na última semana e a tendência para hoje era essa, de começar o pregão com muita emoção, portanto com fortes quedas", considera André Moraes, analista da corretora Rico. 

Como o mercado vai se comportar daqui para a frente vai depender da definição da equipe econômica. "Os próximos passos, com o novo ministro da Fazenda e a definição da política econômica, vão ditar os rumos do mercado daqui para frente", avalia Moraes. 

AÇÕES
Das 70 ações negociadas na BM&FBovespa, 52 fecharam em baixa e 18 em alta. A maior alta do Ibovespa foi a das ações da Estácio Participações, com valorização de 12,33%. No "kit eleições", as ações preferenciais da Petrobras, as mais negociadas, tiveram a queda mais expressiva do dia, com desvalorização de 12,33%, a R$ 14,29, e os papéis ordinários -que dão direito a voto- registraram queda de 11,34%, a R$ 13,92. As ordinárias da Eletrobras encerraram em queda de 11,68%, a R$ 5,37. E as ações do Banco do Brasil caíram de 5,24%, a R$ 24,40. 

CÂMBIO
A alta do dólar durante esta segunda-feira, primeiro dia de negócios depois da reeleição da presidente Dilma Rousseff, ficou aquém das expectativas do mercado. A avaliação é do especialista em câmbio da Icap Brasil, Ítalo Santos. "O mercado esperava um estresse maior, mas o investidor estrangeiro continua colocando dinheiro no País para pegar essa taxa de juros alta", afirma. 

Reginaldo Galhardo, gerente de câmbio, da Treviso Corretora, concorda que a presidente tem que ser rápida em algumas atitudes, como na escolha do ministro da Fazenda. "É importante ela mostrar que está atenta aos anseios do mercado e do Brasil inteiro", afirma Galhardo ao considerar que ela tem um prazo menor para sensibilizar o mercado para as mudanças que boa parte do povo brasileiro mostrou querer.
 
(Folha Poder)
 
27 de outubro de 2014
in coroneLeaks

EU NÃO ELEGI!

EU NÃO ELEGI! 
 
27 de outubro de 2014


VERGONHA

 

Hoje senti vergonha de ser nordestino. Deixei a minha terra há quarenta e seis anos acreditando em Euclides da Cunha - "O Sertanejo é antes de tudo um forte".

Infelizmente hoje vejo que, os que lá ficaram, perderam a dignidade. Não mais lutam pela sua subsistência e vivem de esmolas de um governo corrupto que os tornou dependentes e indolentes.

Uma compra de votos travestida de programa de inclusão social.

27 de outubro de 2014
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.
 

A MORTE DA LIBERDADE - 2014

 

Caros Amigos: Há quatro anos escrevi que infelizmente Dilma Rousseff havia vencido e cumprimentei os que nela haviam votado!

Vencera a Democracia que ela tentara destruir.

A vitória podia ser comparada a uma promissória de alto valor que, fatalmente, nos seria cobrada com juros!

Desgraçadamente eu estava certo e perdemos todos, os que a elegeram, os que se omitiram, os que apostaram na proposta de José Serra ou os que, como eu, empenharam-se para que o pior fosse evitado.

Perdêramos importante batalha, mas não a guerra, porque a Democracia, como entendemos que deve ser, ainda estava de pé e guardávamos a certeza de que o povo brasileiro por não saber viver sem liberdade, mais cedo ou mais tarde, reconheceria o erro cometido naquele outubro de 2010.

Muitos dos que deram a “ela” o seu voto conseguiram enxergar a falsidade, a hipocrisia e a truculência escondidas por trás, não mais de um sorriso enigmático, mas, da carranca incompetente e truculenta que ele escondia!

Passamos a sentir na carne, mais cedo do que pensavam os mais pessimistas, as consequências daquela imprudência.

Esperávamos que, mais dia menos dia, nossos olhos se abrissem para a realidade e que a Nação reagisse democraticamente e em paz, ordeira e legalmente, em defesa de seus valores, deturpados e ameaçados pelos estrategistas do mal, lobos em pele de carneiro, hipócritas travestidos de democratas!

A história se repete neste 26 de outubro, agravada pela perspectiva de dominação também do Poder Judiciário com a nomeação, nos próximos quatro anos, de  mais cinco “Toffolis” para a Suprema Corte!

A ignorância do eleitorado brasileiro trocou a evolução e a distribuição de oportunidades pela recessão e pela distribuição da miséria, pondo em risco mais uma vez a liberdade, o cumprimento das leis, o respeito à vida e ao direito e o progresso do Brasil.

Como consolo podemos afirmar que, já que o Brasil quebrará em 2015, que a bomba estoure no colo de quem a armou!

Nada mais justo do que dar ao PT o que é do PT, ou seja, que o partido, seus líderes, sua incompetência, sua desonestidade e suas ideias totalitárias arquem com a responsabilidade e sofram as consequências de sua desastrada "obra"!

Que o desastre ocorra sob a égide do corruPTo e que sejamos nós, no papel da oposição, os encarregados de mostrar, de forma didática e irretorquível, em definitivo, a toda a Nação, a cara dos verdadeiros responsáveis pelo caos!

Logicamente que há um sério risco de golpe embutido nesse lamentável fato, afinal, a sobrevivência das hienas depende de assegurarem a posse da carcaça, mesmo que em estado de carniça.

Rogo a Deus para que não deixe acontecer ao gentil povo dessa terra o que minha consciência cívica enxerga cada vez mais próximo no horizonte da história e que ilumine a mente dos incautos que no dia de hoje colocaram, mais uma vez, o nosso destino nas mãos totalitárias e liberticidas de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores
 
27 de novembro de 2014
Paulo Chagas, General na reserva, é Presidente do Ternuma.

HORIZONTES SOMBRIOS PARA AS FORÇAS ARMADAS

 

- Não há como duvidar, Dilma Roussef venceu as eleições, o futuro das FFA como instituições nacionais, permanentes e democráticas, está definitivamente ameaçado, talvez até comprometido.
Em verdade, o seu desgaste, que começou tímido em 1985, acelerou quando da era FHC, ganhando a ribanceira sem retorno durante a era petista.

Que se diga, as FFAA desde 1985 foram pouco a pouco se calando quando vilipendiadas pela mídia, aceitando as veiculações de notórios revanchistas, profissionais da imprensa e políticos de conhecido antagonismo a tudo que se referisse aos militares, com ênfase raivoso e frenético sobre os companheiros que foram empenhados, por dever e fé de ofício, no combate à guerra revolucionária comunista dos anos 1960/1970.

- Que alguém nos diga, que alguém com conhecimento de causa se manifeste, contestando ou reconhecendo: o PT está convencido que o método "gramscista" de tomada do poder está dando certo. Eu, pessoalmente, não duvido disto. 
A sociedade, o povo brasileiro, está dividido, polarizado entre a esquerda e um arremedo de oposição, sem nenhuma liderança civil que seja capaz de motivar uma resistência efetiva ao processo corruptor/comunizante que grassa por sobre a nacionalidade.E aí o cidadão de bem, o brasileiro honesto e trabalhador, acostumado com o posicionamento, em última instância, de suas FFAA nos momentos de crise, se lembra primeiro da sua Força Terrestre.

Primeiro confiante, porque foi acostumado a ouvir de seus pais, que ouviram de seus avós: "deixa estar que na hora suprema o Exército da Pátria, nosso grande leão verde-oliva, vai sacudir a juba e investir sobre os traidores da nação!" Os clamores se intensificam no meio civil já faz alguns anos e as FFAA... só pagando para ver !  

- Ah! Eles, esses paisanos é que são os culpados! Os civis votam mal! Eles que se explodam! Acontece que já foram ultrapassados os limites de um porvir pacífico para o nosso povo. Hoje, agora, vivemos uma situação bem mais periclitante do que em1964. O partido no poder dividiu a população brasileira da mesma forma como na Venezuela. A força "comunopetista", sua militância, sabe muito bem do que é capaz, eles somam nada mais nada menos do que 50% do eleitorado.

 - Ah! Os oficiais-generais estão comprometidos com a disciplina! Mas que disciplina? Nossos algozes estão desmoralizando as FFAA, de graça, sem nenhum protesto por quem de direito e dever. Eles já sentiram: de alguma forma existe um cheiro acre de intimidação no ar.  Até o traidor Carlos Lamarca já foi promovido a coronel, no Exército que ele traiu, e nenhum "quatro estrelas" da ativa se dignou a indignar-se! Ah! Oficiais-generais não são feitos para satisfazer a clamores golpistas do populacho mal votante! A que ponto chegamos!

Arrego para essa papagaiada, chega de "pastores de ovelhas" ! Eu diria que oficiais-generais são promovidos para salvarem a nação quando ela precisar! Assim foi com o duque, assim foi com o Marechal Floriano Peixoto e assim foi com o Marechal Humberto de Alencar Castelo Branco I O resto é conversa de quem não tem ação de comando, de quem não lidera, enfim, de quem não comanda nada ! O Exército não vai fazer nada! Isto não existe ! Isto é ser pusilânime! Um verdadeiro fiasco!

Não foi isso que nos foi ensinado em Agulhas Negras!

- Alerta ! A tal  CN"M"V está programada para encerrar seu trabalho "deletério da verdade" agora no final do ano. Imaginem, Dilma Roussef venceu, o que vai fazer o tal doutor Pedro Dalari tentar prorrogá-la, cheio de razão que vai estar e fortalecido pelos "sovietes" petistas da presidenta vermelha? 
O bronze do "capitão traidor" já deve estar na forja para defrontar o portão monumental de nossa Academia Militar.
Alguém ainda duvida ? Sim, porque a ferrugem já está tomando conta do busto de Rubens Paiva, aquele que defronta, atrevido, o invadido 1º BPE-Batalhão  Marechal Zenóbio da Costa, e isto sem nenhuma manifestação de repulsa por um "alto" comando mais do que inócuo, desesperadamente apático, sem atitude compatível até o presente momento!

- Perigo ! Estão "vendo a banda passar" ! O bonde... já perderam!  Quantos oficiais e praças já foram ou estão sendo cooptados nas fileiras ? Alguém já parou para pensar nisso? Alguém ainda duvida que isto esteja ocorrendo? Sim porque comunistas não são inimigos amadores, eles são também profissionais ! Quem achou os "anos de chumbo" sangrentos vai simplesmente enlouquecer com  a sangueira sem limites que os comunistas estão preparando!  Quando isto acontecer, que ninguém duvide, a chamada "reserva raivosa" (quanta injustiça!) vai estar ombro a ombro com os camaradas da ativa, sob o comando do que ainda restou da liderança do nosso Exército, só que em cenário bem mais desvantajoso do que o de 50 anos atrás!

27 de novembro de 2014
Paulo Ricardo da Rocha Paiva é Coronel de Infantaria e Estado-Maior, na reserva.

TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL - COMO NÃO FUNCIONA?

 
Diante do absurdo que significa o funcionamento de partidos revolucionários com programas internacionalistas, contrariando as leis brasileiras, fica a pergunta: o TSE serve somente para organizar eleições?
 

Como funciona - ou não funciona - o Tribunal Superior Eleitoral:

Parte I - O então Partido Comunista do Brasil foi tornado ilegal por decisão do Tribunal Superior Eleitoral em 7 de maio de 1947 através da Resolução 1341. Motivo: possuía dois estatutos e uma estrutura clandestina. 42 anos depois, em maio de 1985, esse mesmo Tribunal, cometendo uma ilegalidade aceitou registrar aquele partido que ele mesmo julgara ilegal e que ainda o era, pois a alteração introduzida na Constituição, tornando-o legal, não havia sido ainda publicada.

Como ocorreram os fatos, cronologicamente:

O Ministro da Justiça do governo Sarney, Fernando Lyra, assessorado pelo Consultor Jurídico do Ministério, Marcelo Cerqueira - então militante do PCB - autorizou que o Diário Oficial da União publicasse, em 8 de maio de 1985, os documentos (Manifesto, Programa e Estatutos) do PCB, passo necessário a fim de que o partido pudesse dar entrada, no Tribunal Superior Eleitoral, do pedido de registro, o que foi feito nesse mesmo dia.

Nesse mesmo dia 8 de maio, o Congresso Nacional havia aprovado, por consenso das lideranças, ou seja, sem qualquer votação, o que, à vista da Constituição, é manifestamente ilegal, uma Emenda Constitucional alterando diversos artigos da Constituição, dentre os quais o artigo 152, tornando livre a criação de partidos políticos, sua organização e funcionamento. O autor dessa Emenda foi o então deputado federal Roberto Freire, do PMDB, que integrava o Comitê Central do clandestino PCB.

Essa alteração na Constituição, "votada" em 8 de maio, só viria a ser publicada no Diário Oficial de 16 de maio, data em que, juridicamente, passou a vigorar. Ou seja, 8 dias depois de o Diário Oficial da União ter publicado os documentos do PCB, um partido clandestino, proibido de funcionar pela decisão de maio de 1947! E antes dessa publicação o TSE aceitou os documentos desse partido, até então clandestino. Daí uma pergunta: para que serve o Tribunal Superior Eleitoral, se ele próprio infringiu as leis do país?

No dia seguinte, 9 de maio, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma elucidativa matéria referente ao deputado Roberto Freire. Dizia: "Segundo o deputado, a publicação do Manifesto no Diário Oficial da União foi resultado de uma negociação com o Ministro da Justiça, Fernando Lyra, a quem está subordinado o Departamento de Imprensa Nacional, e com o próprio presidente Sarney". Ou seja: outra ilegalidade!

Sobre esse fato, inusitado e surpreendente, o Juiz-Auditor da Terceira Auditoria de São Paulo, ao determinar, em 30 de setembro de 1985, o arquivamento de um processo que havia indiciado, em dezembro de 1982, toda a cúpula do PCB pelo crime previsto no artigo 25 da Lei de Segurança Nacional ("fazer funcionar, de fato, partido político dissolvido por decisão judicial"), prolatou uma longa sentença da qual destacamos o trecho seguinte: "(...) Igualmente incrível é que a publicação do Programa, Manifesto e Estatutos do Partido Comunista Brasileiro, no Diário Oficial da União, ocorreu ANTES que houvesse qualquer legislação complementar permitindo que tal fato acontecesse, conquanto tais publicações foram feitas na seção I do Diário Oficial da União publicado em 8 de maio de 1985 (páginas 7032 a 7042), enquanto que a Emenda Constitucional nº 25 foi publicada no Diário Oficial da União na data de 16 de maio de 1985, portanto 8 dias depois, quando então os partidos ATÉ A DATA DESSA EMENDA, que tenham tido seus registros anteriores cancelados ou cassados, PODERÃO ORGANIZAR-SE, desde que atendidos os princípios estabelecidos no "caput" e itens do artigo 152 da Constituição Federal. Ora, o que foi feito antes é irregular, porquanto o articulado no artigo 6º da Emenda Constitucional nº 25 dá ênfase a que os partidos nas condições descritas SÓ PODERIAM REORGANIZAR-SE a partir de 16 de maio de 1985, e não antes (...)" (Ver o artigo A Ilegal Legalização do PCB em Maio de 1985).

Observe-se que o Juiz-Auditor classificou, com parcimônia, de "irregular" o processo que precedeu a legalização do PCB.

Parte II - Em 8 de novembro de 2003 militantes do Partido do Socialismo e da Liberdade (P-SOL), aprovaram, em Belo Horizonte, uma "Carta ao Povo Brasileiro". Segundo esse documento, "O atual Estado Democrático de Direito (que de democrático não tem nada) é a ordem do latifúndio, da propriedade capitalista, dos contratos com o FMI e o imperialismo".

O P-SOL não é um partido nacional, conforme explicitado no artigo publicado no Mídia sem Máscara em 12 de setembro de 2005. É um emaranhado de grupos e correntes trotskistas, que conformam uma extensão do Comitê Internacional da Quarta Internacional (CI/QI), que tem sede em Paris.

Em dezembro de 2002, durante a VI Conferência Nacional do grupo Democracia Socialista (DS) - corrente trotskista que atua dentro do PT -, realizada em Florianópolis, com a presença de dirigentes da CI/QI, a senadora Heloisa Helena, então ainda militante da DS, pronunciou um discurso referindo-se a um dos dirigentes do trotskismo internacional, Livio Maitan, falecido dias antes. Disse ela: "Querido companheiro, querido camarada Livio, em nome do P-SOL, do Partido do Socialismo e da Liberdade, em nome da nossa corrente da liberdade vermelha, da corrente Democracia Socialista, fica aqui o nosso tributo. O companheiro Livio, o grande camarada Livio Maitan morre, mas permanece vivo em nossos corações e na luta incansável de todos os militantes da esquerda socialista no mundo".

Ainda em 2003, nos dias 21 a 23 de novembro, em São Paulo, a corrente Democracia Socialista realizou a sua VII Conferência Nacional. Comprovando o internacionalismo dessa corrente, esteve presente o francês Daniel Bensaid, da direção do CI/QI e do grupo trotskista francês Liga Comunista Revolucionária, corrente majoritária dentro do CI/QI.

Em junho de 2004, foi fundado em Brasília o P-SOL, por quatro parlamentares expulsos do PT e pelos dirigentes das correntes Movimento de Esquerda Socialista (MES) e Corrente Socialista dos Trabalhadores (CST), ambas também atuantes dentro do PT na condição de tendências, bem como Heloisa Helena e João Machado Borges Neto (que, ironicamente, é membro da Direção Nacional do PT), dirigentes da corrente Liberdade Vermelha, constituída dentro da Democracia Socialista. Ou seja, uma corrente dentro de outra corrente que, por sua vez, atua sob o guarda-chuva do PT...Um emaranhado!

Nesse mesmo ano de 2004, matéria publicada na revista trotskista "Marxismo Revolucionário Atual", editada em espanhol, assinala o seguinte, referindo-se ao P-SOL: "A nova corrente nasce sob os sinais do marxismo, do socialismo, da revolução, do internacionalismo, da independência de classe, da democracia, do feminismo e do combate a todas as opressões (...) Liberdade e Revolução pretende tomar o melhor dessas experiências para juntar as mulheres e os homens do tempo presente, ante o desafio de encontrar os novos caminhos que nos levarão às revoluções do Século XXI".

No ano seguinte, 2005, o P-SOL patrocinou e realizou, no Rio de Janeiro o I Seminário Internacional. Esse evento reuniu um amplo arco da esquerda revolucionária (expressão com a qual os trotskistas se referem a si próprios). Estiveram presentes representantes do Socialist Workers Party (SWP) da Inglaterra, Liga Comunista Revolucionária (LCR) da França, Internacionalist Socialist Organization (ISSO) dos EUA, Carre Rouge da França, Comitê por uma Internacional dos Trabalhadores da França, Unión Nacional de los Trabajadores (UNT) da Venezuela, Movimiento Socialista de los Trabajadores (MST) da Argentina, Soberania Popular da Argentina, Pueblo Unido da Argentina, Movimiento Al Socialismo (MAS) da Argentina, Socialismo Revolucionário da Argentina, Unidade Obrera y Socialista (UnioS) do México, La Lucha Continua (LLC) do Peru e Izquierda Socialista (IS) do México. Todos esses partidos, grupos e organizações integram o Comitê Internacional/Quarta Internacional!

Ainda em 2005, na França, nos dias 23 a 28 de agosto, foi realizada a XIV edição da Universidade de Verão da Liga Comunista Revolucionária. Um documento divulgado pela LCR lamenta a ausência da senadora Heloisa Helena e assinala: "Isso, todavia, não impediu que a chamada `questão brasileira´ em um dos temas discutidos na reunião, pois (...) a luta da Quarta Internacional é inseparável da história do PT (...) o trotskismo acompanhou os primeiros passos do PT, surgido no início dos anos 80 das entranhas industriais de São Paulo".

Um segundo Seminário Internacional foi realizado pelo P-SOl, em Caracas, em janeiro de 2006, durante a realização do Fórum Social Mundial, com a presença da mesma fauna do socialismo revolucionário internacional.

Finalmente, leiam o artigo 21 do Programa do P-SOL, apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral, que resultou na sua legalização como partido político:

"A luta da classe trabalhadora é internacional (observação: frase de Marx no Manifesto do Partido Comunista). Em defesa da solidariedade e da coordenação das lutas latino-americanas. Defendemos a articulação política dos socialistas internacionalistas de todos os países, o apoio às lutas e a busca constante de uma coordenação das mesmas. Pela unidade dos trabalhadores e do povo da América Latina. Pela Federação das Repúblicas da América Latina! (...) Contra a vergonhosa intervenção do Brasil no Haiti (...) Consideramos decisiva a construção de uma frente de ação, política e social, que busque articular para a luta os movimentos e as forças sociais anti-imperialistas no nosso continente".

Ora, dirão todos: mas esse não é um partido nacional! Todavia, o Superior Tribunal Eleitoral julgou que é e o registrou! Por que não é um partido nacional, perguntarão alguns?

A resposta está nos seguintes artigos da Lei 9.096 de 19 de setembro de 1995, que dispõe sobre Partidos Políticos e Regulamenta os artigos 17 e 14 , parágrafo 3º, inciso V da Constituição Federal:

Artigo 5º - "A ação do partido tem caráter nacional e é exercida de acordo com o seu estatuto e programa, sem subordinação a entidades ou governos estrangeiros".
Parágrafo 1º do artigo 7º: "Só é admitido o registro do estatuto de partido político que tenha caráter nacional, considerando-se como tal aquele que comprove o apoiamento de eleitores correspondente a, pelo menos, meio por cento dos votos dados na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um mínimo de um décimo por cento do eleitorado que haja votado em cada um deles".

Ou seja, o Partido pelo Socialismo e pela Liberdade, cujo internacionalismo é notório, bem como notória é a sua dependência de um centro internacional com sede em Paris, é considerado pela Lei como nacional, pois, para obter registro, comprovou o apoiamento de eleitores nacionais. Uma piada!

Essa legislação ordinária invalida o espírito que deu origem à expressão caráter nacional (Item I do artigo 17 da Constituição Federal):

"É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:

I - caráter nacional;
II - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes".

Não fosse isso, esta matéria comprovou, ademais, que o Partido do Socialismo e da Liberdade é subordinado a uma entidade estrangeira: o Comitê Internacional da Quarta Internacional, com sede na França.

Mas os absurdos não param aí. Outro grupo trotskista, seção nacional de uma internacional trotskista obteve registro junto ao TSE: o Partido da Causa Operária (PCO). O registro provisório foi concedido em 1995 e o definitivo em 1997.

Mas, o que é o Partido da Causa Operária?

É um agrupamento de trotskistas rompidos com outro grupo trotskista, a Organização Socialista Internacionalista, no final de 1978, uma ruptura que foi parte de um processo internacional. Naquele momento, o grupo assumiu a denominação de Tendência Trotskista do Brasil (TTB) e, em janeiro de 1980, num "Congresso de Fundação", a TTB assumiu a denominação de Organização Quarta Internacional (OQI).

Em 1980 a OQI ingressou no PT, onde passou a atuar como tendência "e se transformou na fração trotskista e revolucionária daquele partido, conhecida pelo nome de seu jornal, Causa Operária".

Em 1991, os militantes da Causa Operária, ou seja, da OQI, foram expulsos do PT em todos os Estados. Em 1995 foi obtido o registro provisório do Partido da Causa Operária e o definitivo em 1997, como acima foi exposto.

Para a obtenção do registro, o PCO apresentou os três documentos exigidos: Manifesto, Anteprojeto de Estatutos e Programa. Desses documentos extraímos as seguintes pérolas, aceitas pelo Tribunal Superior Eleitoral:

Do Manifesto: "(...) O PCO (...) proclama a inevitabilidade da abolição da propriedade privada capitalista (...) e chama todos os explorados a assumirem a estratégia e o programa da transformação socialista da sociedade;

Do Anteprojeto de Estatutos: "As bases programáticas do PCO - sobre as quais se estrutura o programa e a organização partidária - são o Manifesto Comunista escrito por Karl Marx e Friedrich Engels em 1848, o conjunto de Resoluções dos quatro primeiros congressos da III Internacional e o Programa de Transição da Quarta Internacional, escrito por Leon Trotski";

Do Programa: "Serviço militar de três meses para todos. Salário para os soldados equivalente ao civil. Vigência de todos os direitos sindicais e políticos para os soldados e suboficiais. Substituição do sistema de Exército permanente por um sistema de participação universal da população. Dissolução dos aparatos repressivos. Redução do orçamento militar e aumento do orçamento para a saúde e educação;

Em nível internacional, o PCO é a seção nacional da Refundação da Quarta Internacional (ex-Comitê de Ligação pela Reconstrução da Quarta Internacional), que agrupa seções nacionais de doze países, sendo o Partido Obrero argentino, dirigido por "Jorge Altamira", codinome de José Saul Wermus, irmão de Felipe Belisário Wermus ("Luiz Favre", que foi marido de Marta Suplicy), o partido majoritário da Refundação.

Todos os dados constantes deste texto são públicos, seja pela imprensa, seja pela Internet. Muito embora, ao que tudo indica, sejam desconhecidos pelos diligentes juízes do TSE e do imenso aparato burocratizado do Tribunal, que os assessora.

Muitos, assim como eu, perguntarão: Para que serve o TSE, meu Deus? Para organizar eleições de dois em dois anos? Para implantar urnas eletrônicas sujeitas a trambiques de toda ordem, como a imprensa vem noticiando?
 
27 de outubro de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

DILMA VENCE: PTITANIC SÓ AFUNDA COM IMPEACHMENT?


 
A maré de lama vermelha derrotou a onda azul. Dilma Rousseff foi reeleita por 51,59% dos votos. Aécio Neves perdeu por insignificante diferença (48,41%). A elevada abstenção, sobretudo no Norte-Nordeste, tirou votos do PT, mas não prejudicou o resultado final. Por ironia, os votos decisivos para a derrota de Aécio vieram dos mineiros e dos cariocas.

As burradas finais dos petistas, como o ataque à Veja, irritaram o eleitorado, mas não foram suficientes para detoná-los. As revelações bombásticas do doleiro Alberto Youssef, garantindo que Lula e Dilma sabiam de tudo de errado na Petrobras, também não foram decisivas para jogar uma pá de cal no nazicomunopetralhismo. Pouco mais da metade do eleitorado brasileiro não tem vergonha na cara e é ignorante!

O Brasil acabou. A Governança do Crime Organizado foi novamente vitoriosa. Os negócios vão parar a partir desta segunda-feira. Investidores internacionais não vão apostar um centavo em um governo absolutamente desmoralizado. Ao contrário do que o chefão Lula proclamou ontem, que “quem ganha governa”, Dilma terá precárias condições de governabilidade. Será tragada pelos escândalos da Petrobras. A não ser que o incomensurável poder da reeleita consiga fabricar a maior pizza nunca antes enfiada goela abaixo dos brasileiros.

Aécio foi campeão moral. Encarou de frente os petistas, sem medinhos. Se azar fatal foi ter perdido a eleição em Minas Gerais, na Bahia, no Rio de Janeiro e em Pernambuco. Apesar da derrota, será uma referência de oposição – que não pode desanimar. Os petistas fariam de tudo para sabotar o eventual governo tucano. Os petistas conseguiram vencer aparelhando a máquina administrativa – vítima da incompetência gerencial e da roubalheira que ficará impune (até quando?).

Na oposição, o senador Aécio agora não pode cair na conversinha falsamente conciliatória da cúpula petista – que fez o diabo na campanha de maior baixaria da História. Eles tentarão negociar uma trégua para evitar ataques aos corruptos comprovados – como os que serão denunciados na safadeza da Lava Jato. Agora, será preciso que o “coração valente” do doleiro Alberto Youssef não enfarte, e que o Supremo Tribunal Federal não se transforme em uma pizzaria de décima terceira categoria, para aliviar a barra dos políticos corruptos com direito ao absurdo foro privilegiado para crimes.

Agora, é aguardar a campanha de Lula para a Presidência em 2018 – a não ser que problemas de saúde o impeçam. Dilma, Lula e os petistas têm todos os motivos para comemorar. O Brasil está rachado ao meio. O mapa da vitória mostra o Brasil dividido numa diagonal. De MG para cima, deu Dilma. Da terra de Aécio, passando pelo centro-oeste, para baixo, o vencedor moral foi o neto de Tancredo Neves.

Esta semana, teremos o símbolo dos mensaleiros, José Dirceu, tecnicamente soltinho da silva, cumprindo sua pena em casa. Este será o grande deboche com a cara dos brasileiros honestos. O sentimento de indignação nacional foi claro. No entanto, o modelo nazicomunopetralha de propaganda comprovou ser arrasador. A oposição perdeu, fragorosamente, a batalha da comunicação. Nada custa ressaltar: perdeu de novo.  

Pêsames a Dilma Rousseff. Que a soberba de uma vitória apertadinha não faça ela radicalizar o processo político – irresponsabilidade já cometida por seu chefão Luiz Inácio Lula da Silva -, iniciando uma onda de perseguição contra os opositores – considerados pelo ódio nazicomunopetralha como inimigos a serem destruídos. A imprensa de oposição que se cuide, porque Dilma vem com mão pesada para perseguir opositores.

Os brasileiros honestos estão de luto. O Brasil não aguentará mais quatro anos do fracassado modelo capimunista de desgovernar - que privilegia a ineficiência, o clientelismo, a vagabundagem e a corrupção sistêmica, para a permanência no poder. O Reich Nazicomunopetralha segue na programação para 16 anos... O PTitanic afundará em impeachment? A probabilidade de afundamento fica adiada para data indefinida.

Uma regra histórica vai se confirmar: os stalinistas vêm com tudo... 
 
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.
27 de outubro de 2014

AS NOSSAS VIDAS



 Quem  se lembrar de 1973, tem motivos para estar  exausto.

A crise do petróleo mudou as nossas vidas.

Racionamento, postos fechados, impostos goela abaixo.

Telefone fixo só podia ter um e custava uma fortuna.

Restrição à venda de moeda estrangeira. Quem viajava era “bandido”.

Cartão de crédito Valid only in Brazil.

Estojinho de primeiros socorros, triângulo, extintor de incêndio.

Zona azul, rodízio, inspeção veicular (para carros novos, mas as peruas velhas seguiam andando sem luz, sem freio e soltando fumaça).

Marronzinho, faixa de ônibus, faixa de bicicleta.

Pichador, tatuador, invasor.

Obra de infraestrutura nem pensar.

Grande venda de gato por lebre.

Educação zero, respeito nulo, urbanidade “O que é isso?”.

Comecemos já a reconstrução.


Que cada um faça um exame de consciência e comece fazendo a sua parte para mudar e melhorar, sem esperar pela salvação divina pelas urnas, que nunca vem...
27 de outubro de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

DAY AFTER. E AGORA BRASIL?

SAIU RACHADO DA ELEIÇÃO

01. Se uma garrafa tem água até sua metade, ela está “meio vazia” ou “meio cheia”? Como devemos encarar esse fenômeno: com otimismo (meio cheia) ou com pessimismo (meio vazia)?

De acordo com a pesquisa global da Telefónica com os “millennials” (jovens entre 18 e 30 anos), realizada pela Pen Schoen Berland, de junho a agosto/14, 9 em cada 10 jovens brasileiros (nessa faixa etária) estão otimistas com o futuro (estão satisfeitos com a vida pessoal); 3 em cada 4 acreditam que os melhores dias estão por vir; 43% estão com emprego estável e 20% com empreendimento próprio; pensam (dois terços deles) que a educação é a chave para a formação pessoal; a escola só perde em relevância para a família (79%) e ganha da religião (41%); 55% usarão as redes sociais para documentar, denunciar e divulgar suas necessidades, deslizes e abusos de quem quer seja (veja Flávia Oliveira Globo 19/10/14: 48). Frequentemente temos a impressão de que o otimismo faz parte do DNA do brasileiro.

02. Contrariando todos os prognósticos dos especialistas econômicos, o Datafolha sinalizou (há uma semana) uma virada na onda eleitoral e isso teria como causa o otimismo do brasileiro com o futuro da economia.
Descrença, repúdio e massacre total (nas redes sociais) contra essa constatação. Mas isso já tinha ocorrido antes. Em 1998, Fernando Henrique venceu no 1º turno (com 53% dos votos válidos).
A inflação estava em 1,7%. Os demais indicadores econômicos (daquele ano) não lhe eram favoráveis: crescimento econômico zero, aumento do desemprego (taxa de 10%) e arrocho nos salários. O povo, no entanto, acreditava no seu poder de domar e controlar a inflação. Isso lhe deu a vitória (veja José Paulo Kupfer Globo 24/10/14: 17).

Esse mesmo articulista levanta a seguinte hipótese (em relação a 2014): será que o mercado de trabalho (baixa taxa de desemprego, menos de 5%) e o aumento do consumo (da classe C) não cumpriram eleitoralmente neste ano o mesmo papel que o controle da inflação representou em 1998?

Apesar de todos os problemas, os brasileiros (pesquisas Ipsos), de 2010 a abril de 2014, sempre ocuparam o primeiro lugar no ranking dos otimistas com a economia (hoje, atrás dos indianos, os brasileiros ocupam a 2ª posição com 57% acreditando no futuro da economia). A classe C, que gastou R$ 1,2 trilhões em 2013, já representa 50% do consumo no Brasil. Ela entrou no mercado de consumo para ficar.

Saindo do campo subjetivo do otimismo e entrando na realidade objetiva: entre 1985 e 2012, o crescimento médio do PIB brasileiro (per capita) foi de apenas 1,4% (Marcos Mendes, Por que o Brasil cresce pouco?).
O melhor período foi 2004-2012 (2,8%). Em 2013 o aumento foi de 2,3%. O desempenho do Brasil de 1985 a 2010 (1,3%) é considerado fraco, diante da Colômbia (1,6%,), Peru (1,8%), Argentina (1,9%), Espanha (2,1%), Portugal (2,4%), Chile (4,2%), Índia (4,4%), Coreia do Sul (5,4%), China (8,5%) etc.
Mesmo crescendo pouco, a realidade brasileira em números é a seguinte: milhões de pobres (maioria deles) beneficiados por programas assistenciais, classe C (mais 100 milhões de pessoas) consumindo mais de R$ 1 trilhão por ano, maior parte da classe média alta com bons salários e/ou ganhos (quando comparados internacionalmente) e classe rica cada vez mais rica (os 10% mais ricos no Brasil possuem agora 73% da riqueza do país; 225 mil pessoas são milionárias; 1,9 mil são bilionários – Valor 15/10/14: D2).
Compreender o Brasil é uma tarefa bastante complicada.

Conclusão: se diante do baixo crescimento econômico os povos no mundo todo não se suicidam coletivamente nem se autodissolvem (Cristóbal Montes), com muito mais razão não farão isso nunca os brasileiros (que amam viver, sobretudo com muito otimismo).
Nem mesmo depois de uma eleição renhida (marcada por pancadarias no atacado e no varejo) o Brasil chegará ao fim. Saiu rachado da eleição? Sim, mas o Brasil sempre foi dividido (pelo apartheid socioeconômico).

De qualquer modo, a oposição ficou muito mais forte. Juntar os cacos quebrados depois de uma eleição não é tarefa fácil, mas isso não significa o fim do mundo. Somente depois da redemocratização (1985), esse fenômeno já ocorreu 7 vezes. O Brasil não melhorou tanto quanto gostaríamos, mas tampouco acabou.

Quando nos convencemos de que nunca vamos triunfar, a consequência nefasta é a de que abandonamos qualquer tipo de esforço transformador. Pior: nem sequer mantemos nosso ânimo elevado, confiando no nosso crescimento e na nossa evolução como seres humanos.
A julgar pelo que dizem, os brasileiros, por ora, seja pelo otimismo, seja pelas condições das maiorias em todas as classes sociais (pobres, classe C, classe média alta e ricos), estão longe desses males devastadores.
 
Luiz Flávio Gomes
Jurista e Professor
 
Jurista e professor. Fundador da Rede de Ensino LFG. Diretor-presidente do Instituto Avante Brasil. Foi Promotor de Justiça (1980 a 1983), Juiz de Direito (1983 a 1998) e Advogado (1999 a 2001). [ assessoria de comunicação e imprensa +55 11 991697674 [agenda de palestras e entrevistas] ]

PURO SAUDOSISMO... A HISTÓRIA RECONTADA

DIA DE CAÇAR OS RATOS
 
 
https://www.youtube.com/watch?v=0T7fA20S9ss&feature=player_embedded

 VAMOS DEDETIZAR O BRASIL VOTE 45
 
27 de outubro de 2014
o dia depois da eleição, ou da rejeição, ou da estupefação, ou do bofetão (na nossa cara!)

DA FORMAÇÃO

                   logo-elgien1  

Magu, estou para persegui-lo implacavelmente. Em referência À FLOR DA TERRA, seus comentários despertam e condicionam os meus. Já passei, como sabe, dos setenta, tempo suficiente para eliminar das minhas fantasias a existência física do saci pererê, a mula sem cabeça e outras lendas. Por essa razão e no uso dela, não acredito que possa acontecer o impeachment da presidente.

O Brasil que vivemos, há muito é o Brasil da exceção, da cabeça para baixo, da inversão de valores, onde a realidade nos mostra que ser bandido, ser um execrável calhorda, dá frutos, traz resultados. Por mais que me constranja falar da minha infância ou juventude, percebo que ela foi mais dedicada à formação moral e ética, tanto vinda de meus país quanto à recebida dos meus professores.

De alguma forma alicerçava-se a razão de maneira a realizar a busca por si mesmo. Aprendia-se a usar o raciocínio sem fugir do chão da realidade. Reconhecíamos a diferença entre o certo e o errado e, por mais que se considerasse a relatividade de nossos conhecimentos, não se colocava a ordem das coisas no relativismo.

A natureza sempre nos deu exemplo de sabedoria, tanto que sabemos o que nos custa comer bolinhas de chumbo, por mais que o relativismo moral insista em dizer que cada um faz o que lhe dá na telha, pois a verdade não existe, o que existe é a opinião de cada um. Lixo intelectual.

O homem é um ser, na minha visão, perfectível, pois evoluir é, pela própria acepção do termo, um processo. E um processo puramente individual. Cada um de nós tem que chegar á conclusão de que a busca do bem, do belo, do perfeito, da verdade é uma meta, ainda que nos faça sentir como se fôssemos o burrinho incapaz diante da cenoura a ser alcançada.

Pois voltando ao tema, não acredito que acontecerá o que se considera justiça, pois o Brasil é o país do quase, do faz de conta, do deixa pra lá, do acerto feito às escusas. Talvez sejamos um povo muito jovem e imaturo, onde, tal qual criança, temos que mexer na tomada para descobrir o efeito de um choque, que colocamos porcarias na boca e descobrirmos, diante da diarreia que aquilo não faz bem à saúde.

Mas esse é o Brasil, quer você queira ou não queira, e lutar contra os fatos é, como se sabe, uma enorme besteira. O máximo que podemos fazer, quando estamos num rio com forte correnteza, é ficar próximo da margem, lugar mais seguro para se encontrar algum toco, raiz, galho em que podemos nos agarrar.

27 de outubro de 2014
 logo-elgien1  Elgien
in blog do Giulio Sanmartini

 

À FLOR DA TERRA (OU CRÔNICA DO DIA SEGUINTE)

                   

 Adeus+Amor

 


 Eu já sabia! Escrevi no TMU uma tentativa de pitoniso, no dia anterior à eleição, dando 51% contra 49%. Errei por muito pouco. Cansei.

Vejam este artigo que escrevi em 09 de Setembro de 2014, mas não o publiquei, para não ser acusado de dar a idéia ou ter feito uma previsão. Anhangüera me lembrou de um comentário da má dama feito para sacanear o economista do Citibank, algo como “tem coisas que acontecem só porque foram previstas, o que faz acontecer é a previsão”.
Então guardei-o na prateleira, para ver o que o Tempo me diria…

Este o artigo: Andei pensando, de leve, na música do Chico Muarque, que diz – O que será, que será? Que andam suspirando pelas alcovas Que andam sussurrando em versos e trovas Que andam combinando no breu das tocas Que anda nas cabeças anda nas bocas Que andam acendendo velas nos becos Que estão falando alto pelos botecos E gritam nos mercados que com certeza Está na natureza Será, que será? O que não tem certeza nem nunca terá O que não tem conserto nem nunca terá O que não tem tamanho… – e imaginando o que acontecerá no dia 27 de Outubro, dia após o 2º turno, onde presumivelmente a governanta e sua quadrilha petralha terão a certeza que foram desalojados do “pudê”, a partir do dia 1º de janeiro de 2015? Ou não!

Na primeira hipótese, como se comportará esse partido calhorda que se facilitou em todo esse din din que sumiu do tesouro da viúva e da Petrobras, cujas tetas não mais poderão ser ordenhadas?

Será que vão utilizar a enorme quantidade de dinheiro que desviaram para fomentar os “movimentos sociais” que vem orientando e sustentando nestes últimos 12 anos, com o fito de desestabilizar a ordem social, que bem ou mal ainda existe? Para prejudicar a posse da seringueira, hipoteticamente a herdeira, fazendo com que os imbecis promovam esbórnia, e que a governanta não agirá, como não agiram até hoje na contenção e que a herdeira improvável, também terra do mesmo vaso apodrecido, não agirá?

Ou se sobrará para o Aécio, com tanta merda para consertar que ele não terá mãos a medir, e acabará deixando um terreno adubado para o novededos intentar uma volta, se o Universo deixar e ele não for ocupar seu lugar reservado no Hades…

O cara é tão ruim que, mesmo não sendo enterrado com a moeda na boca, o barqueiro Caronte é capaz de atravessá-lo através do rio Estige, em direção ao Hades, sem o pagamento do óbulo, apenas com o tró-ló-ló do mentiroso!

Bem, espero que as FFAA cumpram sua missão constitucional de defender a ordem democrática independentemente de ordens superiores.

Meu caros amigos, como diz simpaticamente o Salomão Schwartzman, SEJAM FELIZES!

–&–

Atualizando para 27 de Outubro (O Tempo falou)…

Pessoalmente, acho, e já achava desde 1977, quando me casei, que este país não tem conserto. Nessa época, as crianças já chegavam da escola sem os tênis, que os trombadinhas das esquinas lhes tinham roubado.

Se a população não quer enxergar o lixo petralha, quem sou eu para tentar isso? Palavrinha de consolo (fodam-se) para todos (eu incluso). Marina fora no 1º turno, Aécio fora no 2º, só sobrou o mesmo lixo… E eu não sou garí, nem tenho propensão para Don Quixote, para lutar contra moinhos de vento…

Meu conivente coeditor comparsa Anhangüera não quer fechar o blog. Entonces (como diria o meu amigo Marreta®), quem sabe postar um texto por dia e uma charge do nosso querido Róq, que imagino não conseguirá parar.

Isto para não desconsiderar o milhão de leitores que angariamos.

E só coisas melífluas e cor-de-rosa, que esse povo merece!
51% dos eleitores brasileiros sofrem de síndrome de Estocolmo. Apaixonaram-se por aqueles que os fodem. Parece aquela comédia de Shakespeare, Much Ado about Nothing (muito barulho por nada).

Um país que justifica a existência da lenda do Curupira, aquele que tem os pés voltados para trás, e anda de ‘fasto’, como diz o povo antigo.

QUE DUREZA, dizia a madre superiora para o pároco…

27 de outubro de 2014
in Blog do Giulio Sanmartini
Magu – à guiza de uma morna meia-despedida…

TODO DIA ELA FAZ TUDO SEMPRE IGUAL...

000 9 ROQUE BYE BYE


 
27 de outubro de 2014

O BEM PRÓXIMO DILMAGATE

                 

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Poizé, seu Mauro Pereira. Sua brilhante análise, em Muito Depois das Eleições, me leva a redigir este pequeno texto, reforçado pelo outro brilhante artigo de Percival Puggina, A Misteriosa Origem de Muitos Votos  e, finalmente, o opíparo artigo de Ruy Fabiano, O Fantasma do Impeachment , que justificam o que vou dizer abaixo:

Mesmo que a exdrúxula governanta tenha conseguido a reeleição, per opus et gratia (*) dos analfabetos funcionais, dos desavisados e dos mal intencionados, estaremos esperando pacientemente o que chamarei de DilmaGate, que há de vir, surta seus efeitos, via uma oposição fortalecida pelos acontecimentos e ela renuncie, ou seja derrubada por impeachment, pois o caso é muito mais sério que o famoso Watergate, apenas um pirulito frente a esta enorme fábrica de doces chamada Petrolão.

Que ela, além de perder a sedia gestatória obtida por muitos atos incorretos, arraste o indefectível novededos com ela, para seu destino final, a Papuda, como previu nosso confrade Políbio Braga no hangout já publicado aqui, em Pollbiando – A Bala de Prata

Se existe algum tipo de indicativo sobrenatural do Universo a respeito, lembro aos leitores ter sido o falecimento recentíssimo do diretor de redação do jornal Washington Post, Ben Bradlee, no dia 21 de Outubro, que teve a ombridade de sustentar, acima de qualquer pressão, seus repórteres no caso WaterGate até que a renúncia de Richard Nixon se fizesse presente.

Para terminar, como disse Ruy Fabiano, corremos o risco de, permitam o neologismo, sermos presidenciados pelo melífluo e pusilânime Temer durante 4 anos. Uma novidade, que pode até ser benéfica, apesar de pertencer a um partido adesista, o PMDB e, como tal, não saber o que fazer por não ter a quem aderir, como o provou o outro presidente que pertencia ao partido, o pessimamente lembrado e imortal Sir Ney.

Que o Universo possa ser favorável a este pobre e tolo povo brasileiro…

27 de novembro de 2014
Magu

(*) Por obra e graça

NÃO ESCAPAMOS DO RETROCESSO!

000 ROQUE PETRALHAS GANHAM



27 de julho de 2014

RESISTIR A FAVOR DO BRASIL. REFRESCO ELA NÃO TER.


MATRIX

O Brasil tem agora um líder como há muito não tinha. 50 milhões de eleitores delegaram a Aécio a missão de fiscalizar o governo, resistir aos ataques e impedir retrocessos

Aécio Neves obteve ontem 51.041.155 votos. 
Foi o preferido de 48,36% dos brasileiros que foram às urnas escolher o presidente que governará o Brasil pelos próximos quatro anos. Sai desta eleição como o maior líder que a oposição teve desde a eleição de Fernando Henrique Cardoso.

A candidatura tucana sagrou-se vencedora em 11 estados - Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, Santa Catarina e São Paulo - e no Distrito Federal. Ampliou, portanto, as conquistas do primeiro turno, quando vencera em 10 unidades da Federação.

Aécio também foi o mais votado em 2.040 municípios brasileiros - 279 a mais que no primeiro turno. Venceu em 7 das 12 cidades com mais de 900 mil eleitores e também superou a presidente reeleita Dilma Rousseff nas cidades grandes (venceu em 46 das 77) e médias (foi o mais votado em 100 das 179).

Em todas as dimensões, este foi o melhor desempenho de um candidato tucano desde que o PT venceu as eleições presidenciais pela primeira vez, em 2002. Os expressivos resultados de Aécio se somam à excelente votação do PSDB para o Congresso e à robusta frente de governos estaduais tucanos, com cinco governadores eleitos - quatro dos quais reeleitos.

A candidatura tucana chega ao fim desta eleição com nitidez programática e ideológica como há muito não se via. Os eleitores enxergaram em Aécio a liderança que personifica os valores que acreditam, os anseios que alimentam e a mudança que defendem, em favor de um país melhor, mais ético, mais equilibrado e justo. 

Aécio perdeu a eleição, mas o Brasil ganhou uma liderança como há muito não tinha. Os mais de 50 milhões de brasileiros que o escolheram o queriam no Palácio do Planalto, mas lhe incumbiram de uma missão: comandar a fiscalização ao governo reeleito, resistir aos ataques à democracia e aos preceitos republicamos do PT e impedir novos retrocessos.

Aécio e o PSDB saem desta eleição muito maiores do que entraram. Têm um mandato claro delegado pelos milhões de brasileiros que os escolheram: opor-se todos os dias, desde o primeiro dia, ao governo que ora conquistou novo período de governo. Os brasileiros não desistirão do Brasil.
À presidente reeleita, cabe consertar os estragos que impôs ao país nos últimos anos, superar a divisão que estabeleceu entre os brasileiros a fim de novamente triunfar nas urnas e recolocar o Brasil nos trilhos.
Para o bem dos brasileiros, resta torcer para que Dilma Rousseff não seja a Dilma Rousseff que conhecemos nos últimos anos e que se mostrou ainda menos digna na campanha eleitoral que ora termina. Refresco, ela não vai ter.

27 de outubro de 2014
 Instituto Teotônio Vilela

UMA DOLOROSA DECEPÇÃO

POVO "ASSISTIDO" SERÁ SEMPRE RESPONSÁVEL PELO USO ABJETO DA MISÉRIA E INSTITUCIONALIZAÇÃO DA POBREZA. E MINHA MINAS: 14,40% SEM O ESPÍRITO PATRIÓTICO,

 
 
 
 
 
UM TEMPO PESSOAL PARA REFLEXÃO.
 
27 de outubro de 2014
camuflados

PROCUREM A BANDEIRA DO BRASIL...


 
 
Comemoração da militância petista pela vitória de Dilma, ontem, na Avenida Paulista...

27 de outubro de 2014
in coroneLeaks

AÉCIO SONHOU, MAS MINAS NÃO SE CUMPRIU...

 
 
Não adianta. O fato da eleição é este. Os mineiros nos apontaram uma esperança para, em seguida, derrotar o nosso sonho. Não a totalidade dos mineiros, mas uma parte dos nossos irmãos outrora inconfidentes cometeu um terrível erro histórico, que custará muito caro ao resto do país. Os números não mentem, só mostram verdades inconvenientes.

Primeiro ponto: se Aécio Neves tivesse feito 62,76% em Minas Gerais estaria eleito presidente do Brasil. Teria feito 1.731.000 votos a mais e, evidentemente, tirado 1.731.000 votos de Dilma Rousseff.  Ela terminaria a eleição totalizando 52.770.000 votos. Ele somaria 52.772.000 votos, sendo eleito presidente da República.

Segundo ponto: Minas, mesmo assim, ainda teria dado menos votos ao mineiro Aécio Neves do que São Paulo, onde 64,31% dos paulistas sufragaram o tucano, dando um exemplo de maturidade política e de desapego a regionalismos. E mesmo em meio a uma enorme crise hídrica, causada pela falta de chuvas.
Que crise Minas enfrenta para dar uma punhalada nas costas do seu mais dileto filho, esperança de metade do país em dias melhores? Nenhuma.

Terceiro ponto: não foram todos os mineiros que derrotaram Aécio, porque ele recebeu 48,36% dos votos no estado. Como precisaria de 62,76%, apenas 14,40% foram os responsáveis pela derrota do seu maior político. E, certamente, estes 14,40% não vivem de Bolsa Família, não moram no Vale do Jequetinhonha, não são pobres coitados que teriam motivos, por uma campanha suja e nojenta feita pelo PT, para não votarem em Aécio com medo de perder seus benefícios. Com toda certeza também não fazem parte do tradicional voto partidário petista. Mais certo é que façam parte da tradicional família mineira.

Portanto, nós brasileiros, não devemos culpar os nordestinos ou os beneficiários de programas sociais pela derrota de Aécio Neves.
Pelo menos antes de condenar esta pequena parte de mineiros que não são petistas, que não são bolsistas, mas que devem carregar em si alguma herança genética de Joaquim Silvério dos Reis ou mesmo do carrasco que enforcou Tiradentes. 

A profunda tristeza que estava marcada no rosto de Aécio Neves, ontem à noite, não foi motivada por brasileiros. Estes só lhe deram alegrias. Foram estes mineiros, estes poucos mineiros que apequenaram a História de Minas e sangraram o seu coração.

Carlos Drummond de Andrade, o mais mineiro de todos, escreveria ontem para Aécio:

Nossa dor não advém das coisas vividas,  mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Aécio sonhou, mas Minas não se cumpriu. Dói. Dói demais da conta.