"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 12 de outubro de 2014

PDT RACHA E LUPI AMEAÇA PUNIR QUEM APOIAR AÉCIO

         

Carlos Lupi perdeu a eleição e agora ameaça quem ganhou
 

Em um comunicado oficial a todos os filiados do PDT, o presidente nacional do partido, Carlos Lupi, tenta conter dentro de sua legenda o movimento de adesão à campanha do tucano Aécio Neves no segundo turno.

Menos de uma semana depois de ter conquistado o direito de decidir a eleição contra a presidente Dilma Rousseff (PT), Aécio já atraiu o apoio de vários líderes do PDT para o seu lado.

O problema é que o comando nacional do partido está coligado oficialmente à chapa presidencial petista e Lupi defende que a decisão tomada na convenção nacional, realizada 10 de junho, em Brasília, seja seguida à risca.

Na verdade, o gesto interessa ao Palácio do Planalto, que quer frear as adesões à candidatura do tucano no segundo turno. Os principais alvos seriam o governador eleito do Mato Grosso, Pedro Taques, o senador Cristovam Buarque (DF), e o senador eleito José Antônio Reguffe (DF), que possuem prestígio político para ampliar a votação de Aécio.

Na nota, assinada por Lupi, é lembrado que “cabe à Convenção Nacional, e só a ela, decidir soberanamente sobre assuntos políticos, estabelecendo diretrizes para todo o Partido”. E avisa dos riscos do descumprimento dessa norma, citando uma resolução interna do partido que “considera fato de extrema gravidade detentores de mandatos do PDT fazerem propaganda para candidatos que não sejam os indicados pelo partido, desobedecendo a deliberação dos convencionais”.

Se a ameaça for cumprida pelo comando do PDT, aqueles que desobedecerem à instrução correm o risco até de serem expulsos da legenda. Só que Reguffe, Taques e Cristovam são, há tempos, vozes dissidentes dentro do PDT. Uma punição só aceleraria o processo de mudança de partido para eles e enfraqueceria ainda mais os pedetistas nacionalmente.

12 de outubro de 2014
Deu no Estadão

A CASA CAIU

          


Sabe aqueles vídeos anunciados como contendo “cenas muitos fortes”, tipo “tire as crianças de perto”? É com iguais cautelas que se deveriam abrir as matérias referentes às revelações feitas pelos dois mais famosos depoentes das últimas semanas, o doleiro Alberto Youssef e o engenheiro Paulo Roberto Costa.

Quem se tenha dado ao trabalho de escutar o teor dos depoimentos deste último, disponível no YouTube, ouvirá dele que em três partidos políticos com sólida presença no Governo Federal e no Congresso Nacional se estruturaram organizações criminosas.
Não que ele assim as qualifique. Não, em seu relato, Paulo Roberto Costa, o “Paulinho” de Lula, simplesmente entrega o serviço, contando, em tom monocórdio, como eram feitos os acertos e a repartição do botim das comissões entre o PT, o PMDB e o PP.
Não preciso dizer qual dos três ficava com a parte do leão.

Este escândalo, tudo indica, transforma Marcos Valério em mero pivete e o Mensalão em coisa de amadores. No entorno da Petrobras circula tanto dinheiro quanto petróleo. E foi muito fácil aos profissionais da corrupção abastecer desses tanques contas bancárias que saíam – lavadas, passadas e empacotadas – da lavanderia de Youssef.

TRÂNSITO EM JULGADO

Vários anos decorrerão entre os achados de agora e o trânsito em julgado de quaisquer sentenças condenatórias. Isso significa que, muito embora os crimes em questão tenham sido praticados num ambiente político, seus efeitos eleitorais serão jogados para bem depois do pleito que agora se desenrola. Nós, cidadãos, devemos lamentar que seja assim.

No entanto, se não temos como saber mais sobre os fatos e seus atores, podemos e devemos levar em conta a dança das cadeiras nos tribunais superiores em geral e no Supremo Tribunal Federal em particular. Será certamente ali, outra vez, que serão tomadas as decisões mais relevantes sobre estes casos.

O STF continuará se renovando e promovendo alterações na composição de seu quorum por aposentadoria dos atuais ministros. E aí se impõe a reflexão que quero trazer ao leitor destas linhas. As últimas indicações do governo petista para o STF têm deixado a desejar.
Portanto, ainda que o julgamento definitivo vá ocorrer lá adiante, a continuidade da atual administração federal não atende aos anseios nacionais por justiça e combate à corrupção. É o que a história recente parece deixar bem claro.

12 de outubro de 2014
Percival Puggina

QUANTOS MILHARES (OU MILHÕES) DE VOTOS VOARAM?

          


Conhecida parte da delação dos ladrões da Petrobras, José Roberto Costa e Alberto Youssef, na tarde de quinta-feira, a pergunta que varre o país de Norte a Sul refere-se a quantos milhares ou até milhões de votos terá perdido a presidente Dilma Rousseff?
 
Quem quiser que faça as contas, mas se inusitados não acontecerem até o dia 26, Aécio Neves está eleito presidente da República. Não dá para livrar a cara de Dilma, bem como do Lula, muito menos do PT, diante do escândalo agora denunciado.

O partido dos companheiros levava 3% de todos os contratos superfaturados das empreiteiras com a Petrobras. PP e PMDB também participavam da lambança.
Será possível que a presidente e o ex-presidente nada soubessem, com tanta gente envolvida? Por onde andou a Abin, encarregada de informar a chefe do governo? E o ministro da Justiça? Precisou a Polícia Federal investigar.
 
Vem muito mais chumbo grosso por aí. Quando o Supremo Tribunal Federal começar o julgamento dos políticos envolvidos na tramoia, assistiremos deputados, senadores governadores e ministros serem transformados em réus. Os que tiverem sido reeleitos perderão os mandatos. Quanto aos empreiteiros, serão expostos, junto com outros diretores da Petrobras. Serão abertas as portas da caverna do Ali Babá.
 
É impossível que essa monumental roubalheira não se reflita nas eleições presidenciais. É claro que Dilma não participou da coleta, mas o que dizer de líderes e integrantes do PT, PMDB e PP? Tivessem as denúncias sido conhecidas antes do primeiro turno das eleições e muito provavelmente o segundo turno estaria acontecendo entre Marina Silva e Aécio Neves.
Em suma, fica a indagação: quantos milhares ou milhões de votos a presidente terá perdido?

12 de outubro de 2014
Carlos Chagas

APENAS POESIA

A memória dolorida do poeta Ribeiro Couto   
       
O magistrado, diplomata, jornalista, romancista, contista e poeta paulista Rui Ribeiro de Almeida Couto (1898-1963) relembra como era o seu cotidiano na “Infância” e a morte do irmão.
 
INFÂNCIA
 
Dias de sol suave, de coloridos mansos,
Quando o verde dos matos é mais fresco e cheiroso
E pássaros piam nos esconderijos das árvores!
Vem à minha memória o tempo de menino,
A casa em que eu morava e o mato que havia em frente.
Meu irmão ia comigo buscar o coquinho selvagem
Que em cachos fartos pendia das palmeiras espinhosas.
Havia brejos, pontiagudos de caniços,
Espelhando o sol vertical nas águas lodosas.
Armávamos arapucas para as saracuras.
O saci-pererê morava nesse mato.
À noite
Vinham conversas monótonas de sapos
E pios impressionantes de inexplicáveis animais.
Dormíamos sonhando com aparições.
Mas na manhã seguinte, ao sol quente,
Íamos de novo apanhar saracuras,
Sem pensar mais nos terrores noturnos da véspera,
Esquecidos do saci-pererê.
Ó tempo de menino! Ó meu irmão que morreu menino!
 
(Colaboração enviada por Paulo Peres – Site Poemas & Canções)

12 de outubro de 2014
Ribeiro Couto

REVELADA ESTRUTURA DA CORRUPÇÃO NO PAÍS: HONESTIDADE, QUALQUER DIA, PASSA A SER UM DEFEITO

         


A extensa e sensacional reportagem de Cleide Carvalho e Germano Oliveira, edição de sexta-feira de O Globo, totalmente com base nos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef à Justiça Federal, revelou para a sociedade brasileira a estrutura verdadeira da alta corrupção instalada na Petrobrás que, efetivamente, estarrece a opinião pública.

Ocupando as páginas 3, 6 e 7, o texto magnífico  assemelha-se ao roteiro de um filme no melhor estilo documentário. Destaca-se pela exatidão dos fatos numa sequência impressionante. Na página 7, Carlos Roberto Costa sustenta que as diretorias da Petrobrás nos governos Collor, Sarney, Fernando Henrique e Lula sempre foram ocupadas por indicações políticas.
Excetuou a presidente Dilma Rousseff. Eu – destacou – fui indicado pelo deputado José Janene, em 2008, que morreu dois anos depois em 2010. Janene representava o PP.
Depois, Paulo Roberto da Costa foi incluído na relação dos indicados pelo PT e PMDB, até deixar o cargo em 2012.

ESQUEMA REVELADO

O funcionamento do esquema já está revelado, mas cabe a pergunta em que escala começou a funcionar e como se ampliou através do tempo proporcionando a realização de um depósito de 23 milhões de dólares em contas que o ex diretor mantinha em bancos suíços.

Costa e Youssef não podem estar mentindo, não apenas pelo fato de perderem direito à figura da delação premiada, mas sobretudo porque não podem ser autores de uma obra de ficção  abrangendo diretamente tantas empresas e tantos personagens.
Ninguém poderia inventar uma história desse estilo. Inclusive eles terão que provar as revelações que fizeram, às quais, é claro, podem acrescentar outras, apresentando pormenores capazes de cimentá-las ainda mais.

ATÉ OS LOCAIS

Nos depoimentos  citaram até os locais em que recebiam e entregavam as vultosas quantias das contratações e propinas que intermediavam. Intermediavam sem esquecer as parcelas voltadas para os partidos políticos responsáveis, não só por sua indicação, mas também, em consequência, pela manutenção nos postos – chave.

Esta condição era fundamental à permanência num esquema múltiplo envolvendo a empresa estatal, grandes empreiteiras de obras, faturamentos, lobistas, políticos e, certamente, assessores que tinham a tarefa de servir de ponte nas estradas da corrupção.

Esta foi se ampliando no país, com a fixação de sobre processos, que parece ter se institucionalizado ao ponto de personagens desse enredo financeiro passarem à condição de figuras celebradas.
Em contrapartida, a isso constitui fenômeno gravíssimo, a honestidade parecendo transformar-se em defeito. Os desonestos passam ao primeiro plano. Os honestos vistos com desconfiança e em diversas situações tendo sua presença rejeitada em várias escalas da administração pública.

Seja federal, estadual ou municipal. Claro. Porque ninguém vai se iludir que o esquema que atingiu o nível teto na Petrobrás não se repita em uma série de escalas em outros campos de atuação.
A reportagem de Cleide Carvalho e Germano Oliveira, a partir de hoje, um dia depois de publicada, passa a ser uma peça importante para quem escrever a moderna história do país amanhã.

12 de outubro de 2014
Pedro do Coutto

NA ALEMANHA, PARA VIAJAR COM LULA EM LUA DE MEL, ROSEMARY TERIA DE PAGAR CARO, MUITO CARO

         


Para a mídia alemã não representa notícia de interesse público o fato de a chanceler Angela Merkel, chefe de governo, não dar carona ao marido em avião oficial. Por exemplo, Merkel passou a Páscoa na cidade italiana de Nápoles a fim de descansar.  O avião oficial que a transportava desembarcou na sexta-feira e o corpo de segurança alemão a acompanhou à residência que alugara com dinheiro próprio.

Cerca de quatro horas depois do desembarque de Merkel em Nápoles, chegou o seu marido. Estava programado que o casal passaria a Páscoa em Nápoles. O “maridão”, no entanto, pegou um vôo comercial Berlim-Roma e, na sequência, uma conexão para Nápoles.

Por que não pegou uma “carona” com a poderosa chanceler e esposa? A resposta é simples. A carona em vôo oficial, segundo a legislação alemã, é muito cara. Mais de dez vezes o preço de um bilhete aéreo comercial. Por isso, o casal Merkel viajou separado. Em outras palavras, para economizar.

Assim, o varão viajou como um comum mortal que, temporariamente, é esposo da chefe de governo da Alemanha. A virago, de enormes responsabilidades institucionais, cumpriu a lei e fez economia doméstica.

Depois da Páscoa, um avião alemão oficial conduziu Merkel de volta a Berlim, sede do governo e sua cidade natal. O esposo da chanceler partiu em vôo de carreira, com conexão e passagem paga por ele próprio e não pelo cidadão alemão.

(No Brasil, o senador Eduardo Suplicy, depois de noticiado na imprensa, correu para devolver o valor de uma  passagem aérea que o seu gabinete, por sua ordem e numa relação privada, havia comprado para a namorada.)

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGEste artigo do prof.  Wálter Maierovitch, enviado ao Blog por Mário Assis, faz sucesso na internet, com as consequentes comparações com os últimos presidentes brasileiros.
Como se sabe, além da presidente Dilma levar toda a família para viagens de férias e finais de semana prolongados no avião da presidência da República, ainda se hospeda em instalações militares com tudo pago pelos cofres públicos – para ela e a trupe que a acompanha.
O então presidente Lula fazia pior. Além de levar toda a parentada, permitia que os filhos dessem caronas a amigos. Sem dizer que nas viagens ao exterior, quando a primeira-dama Marisa Letícia não o acompanhava, Lula fazia questão de levar a segunda-dama Rosemary Noronha para lhe fazer companhia.
Foram viagens de lua-de-mel a bordo a 30 países, inteiramente pagas pelo contribuinte, e Rosemary ainda recebia pagamento de diárias, por estar em viagem oficial. Estas diferenças entre Brasil e Alemanha deveria ser mais divulgadas pela imprensa brasileira. São lições de ética e de defesa do interesse do poder público. (C.N.)

12 de outubro de 2014
Wálter Maierovitch
Portal Terra

O HUMOR DO ALPINO


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12 de outubro de 2014

FALSA TENTATIVA DE DIVIDIR O PAÍS

       


Antes mesmo do início da propaganda gratuita, quinta-feira, a presidente Dilma praticou a primeira baixaria de sua campanha. Foi na quarta-feira, no Piauí, onde pedia votos.
A companheira-candidata abriu um confronto perigoso, desnecessário e profundamente injusto ao sustentar que os tucanos menosprezam o Nordeste.
Acusou os adversários de dizer “que os votos da região são de pessoas de menos compreensão e que não sabem votar”. Criticou “a visão elitista dos que diminuem a opinião dos nordestinos”.
 
Estaria Dilma, para se reeleger, disposta a estimular a secessão no país? A dividir-nos geograficamente, atribuindo-se o papel de defensora dos pobres e oprimidos do Nordeste pelo fato de o Sul e o Sudeste concentrarem mais riqueza?
 
Seria bom que a presidente interrompesse essa estratégia, capaz de acirrar os ânimos. Deveria, durante seus quatro anos de governo, ter atendido com mais ênfase as carências do Nordeste (e do Norte), acima e além da distribuição do bolsa-família, que efetivamente beneficia mais os desprotegidos da região do que no restante do Brasil. Por uma questão evidente, dado o abandono com que governos anteriores, desde o Descobrimento, atuaram em favor do Sul e do Sudeste.
 
Dilma atribuiu essa falsa noção de integridade nacional “àqueles que nunca estiveram, no Nordeste e desconhecem a qualidade de seu povo”. Precisava ter meditado antes de embarcar na falsa tentativa de dividir o país. E lembrado que o Lula é nordestino, nascido em Pernambuco, projetado em São Paulo. Concordaria o ex-presidente com tamanho despautério?
 
Resta saber se Aécio Neves cairá na armadilha. Sua votação no Nordeste foi pífia, por isso ele prepara viagens à região. Mas se chegar lá defendendo-se, estará dando razão à adversária.
 
TEMORES
 
Cresce no PT e adjacências o temor de que venham a vazar antes do dia 26 os depoimentos de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef feitos nos últimos dias à Polícia Federal e ao Ministério Público. Pelo que se sabe, eles tem revelado muita sujeira praticada junto à Petrobras, inclusive com nomes de políticos, parlamentares, governadores, ministros e penduricalhos.
Uma lista inicial foi conhecida há semanas, mas o grosso da tropa ainda permanece em cone de sombra. Muitos foram reeleitos no último domingo, pelo que se sabe integrantes do PT, do PMDB e do PP. Não dá mais para cassar-lhes o registro. Só os mandatos…

12 de outubro de 2014
Carlos Chagas

CRISES DE 2015 JÁ COMEÇAM A SER RESOLVIDAS NESTE MÊS DE OUTUBRO

           

 
Com o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, o ano novo político começará. Aí já estaremos em um 2015 curto ou longo, a depender da lua de mel entre opinião pública, imprensa e Congresso com o novo governo e sua agenda.
 
Qualquer que seja o presidente, o Brasil sai fraturado de uma campanha eleitoral que foi violenta em seu primeiro turno e que promete ser agressiva em sua conclusão. E esse presidente terá de desempenhar papel conciliador pouco visto nos últimos anos na política nacional.

Além da conciliação com aliados e da manutenção de diálogo mínimo com a oposição, a agenda política do governo será repleta de desafios. E ser capaz de estender a lua de mel típica do primeiro ano de uma nova Presidência. Tarefa difícil para os nomes disponíveis.

O primeiro desafio será o de construir ou reconstruir uma base política. Nada fácil para os candidatos. O presidencialismo de coalizão, baseado na entrega de ministérios para os partidos, não funciona bem. Não há uma fórmula fiável ou alternativa.

BASE ALIADA

O Congresso que emergirá das urnas será, como sempre, fragmentado em múltiplos partidos, com lideranças informais e diferenças regionais. A presença no condomínio do poder ainda é a fórmula mínima de proteção para qualquer governo. Mas a sucessão de escândalos mostra que isso tem de funcionar com base em projetos e programas, e não para servir ao clientelismo de sempre.

Terá de convencer a base política e o Congresso para tomar medidas duras de ajuste, visando recompor a nossa ameaçada credibilidade fiscal e econômica. O Congresso é ágil e eficiente para fazer bondades com os cofres públicos. A motivação é quase nula para fazer cortes e sacrifícios. Dependemos de crises para avançar e cortar na carne.

O terceiro desafio é o de administrar as sequelas das denúncias de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef, que podem devastar algumas lideranças políticas atuais. Imagina-se que, em 2015, dezenas de processos contra políticos e parlamentares cheguem ao STF com potencial para os mensalões do PSDB, do PT e do DEM parecerem furtos de pirulitos na cantina do colégio.

Com o escândalo da Petrobras, podemos ter outras investigações a caminho. O Securities Exchange Office, regulador do mercado acionário norte-americano, está de olho nos acontecimentos no Brasil. A Petrobras é negociada na bolsa norte-americana, e qualquer malfeito tem desdobramentos jurídicos por lá. Um problema adicional de credibilidade a ser gerenciado pelo próximo governo.

OUTRAS INVESTIGAÇÕES

As investigações no Brasil vão atingir duramente as empresas fornecedoras da Petrobras que podem fazer delações e revelações sobre o submundo das operações com a gigante estatal e as relações com os financiamentos a partidos e políticos.

O tema causa arrepios em setores do empresariado brasileiro, pois o juiz Sergio Moro não quer apenas investigar políticos. Ele sabe que suas ações podem resultar na destruição de um modelo opaco e, muitas vezes, ilegal, de relacionamento entre o setor privado e as esferas governamentais.
E que existe desde os tempos do regime militar. Não é trivial e pode ser algo parecido com a operação Mãos Limpas, que promoveu um terremoto político na Itália.

Os desafios e reflexões aqui expostos deveriam resultar em um debate sério sobre a reforma política. Algo que deveríamos ter feito de forma organizada tempos atrás. Felizmente, alguns aperfeiçoamentos têm ocorrido de forma espasmódica nas últimas décadas. A crise que vem por aí poderá ser mais uma oportunidade para avançarmos institucionalmente.

(transcrito de O Tempo)

12 de outubro de 2014
Murillo de Aragão

BRASILEIRO TEM MANIA DE PROTEGER O BANDIDO

           


Neste país, quem está certo é quem está errado. A inversão de valores politicamente correta impera nesta terra e transforma pedra em pau. Por aqui, primeiro vem a vida de quem está errado. Se sobrar tempo, o Direito acolherá a vida de quem está certo.

Os senhores não viram o “terrorista jabuticaba” no hotel de Brasília? Depois de todo o teatro, diversos “especialistas” concederam entrevistas aos jornais dizendo que a “ação de policiais no sequestro em hotel foi exemplar” e que “a polícia agiu dentro do padrão que é preservar a vida do refém, do bandido e da polícia”.

E se, ao invés de um idiota, fosse um terrorista de verdade? E se esse maluco estivesse com explosivos de verdade e, durante todo esse tempo de negociação e de preocupação com a saúde do idiota, ele acionasse o detonador e mandasse tudo para o alto, inclusive a vida do refém? Como preservar a vida de um terrorista que quer se matar para ir para o céu?

ÔNIBUS 174 E TAINÁ

Antes dos desfechos fatais, falaram a mesma coisa no caso do Ônibus 174, onde foi morta a professora, quando o próprio governador ligou e impediu que os atiradores alvejassem o bandido na janela, e também no caso da jovem Tainá, sequestrada e morta pelo ex-namorado depois de quatro dias de negociação com a polícia.
Até mesmo a mãe da menina, na véspera do desfecho, disse que ele era apenas um “jovem apaixonado” e que não acreditava que fosse capaz de agredir a sua filha!

Nesta nação todos se identificam, primeiramente, com o bandido. Em qualquer confronto, todos “se doem” por quem infringe a lei. Depois, se sobrarem sentimentos, é que pensam na vida das vítimas desses animais ou em que está tentando fazer a lei ser cumprida!

Foi assim no caso do sujeito que matou o jornalista com um rojão e preso pela polícia, não foi? Não foi assim também no caso do assaltante amarrado no poste? Alguém sabe pelo menos a cor das pessoas assaltadas por ele? Sabem se foram machucadas ou mortas? Se estão conseguindo sair às ruas?

12 de outubro de 2014
Francisco Vieira

BOLSA SÓ PARA QUEM PRECISA. PARA MAGISTRADOS, NÃO!

       

 
O programa Bolsa Família, alvo preferido de ataques de eleitores contrários ao governo do PT, pagava em julho deste ano, em média, R$ 163 por família mensalmente.
De acordo com a legislação, só tem direito ao benefício famílias com renda mensal de até R$ 154 por pessoa.
No caso de uma família de quatro pessoas, por exemplo, na qual a renda mensal seja R$ 616 (teto para entrar no programa nesse caso), o salário de toda essa casa com a ajuda do governo federal chegaria a R$ 779 (considerando o valor médio do benefício).
 
BOLSA MAGISTRADO

Esta semana, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) regulamentou o pagamento de auxílio-moradia a todos os magistrados do país e fixou em R$ 4.377,73 o valor do benefício – o mesmo previsto para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Terão direito à verba todos os juízes federais, estaduais, da Justiça do Trabalho e da Justiça Militar.

A decisão permite aos juízes, com salário base de R$ 22,7 mil, no caso de Minas Gerais, receber a ajuda para custear a moradia, independentemente se já moram na mesma comarca onde atuam ou se possuem residência própria no local.
O dinheiro acrescido ao salário dos magistrados é cerca de 28 vezes superior ao valor médio pago aos beneficiários do Bolsa Família.

Ao contrário da ira contra o programa social, disseminada pelas redes sociais em comentários como “só serve para sustentar vagabundo” ou “o PT só ganha eleição porque fica dando esmola pra essa ‘gente’”, houve muito pouca indignação com o benefício concedido aos magistrados por eles mesmos.

ELEIÇÕES E CONSERVADORISMO

Apesar dos exageros em alguns casos, essa batalha quase campal disparada pelo segundo turno entre PT e PSDB de certa forma é positiva. Obriga muita gente a dar a cara, a se expor, a mostrar de qual lado está. E, de repente, percebe-se uma enorme onda conservadora presente na população e refletindo-se nas casas legislativas e também no Executivo.

Esse movimento não surgiu do nada, esteve sempre aí e ganhou força porque não foi combatido com políticas públicas implantadas por quem está (ou estava) no poder. Optou-se pela tal governabilidade, deixando bandeiras históricas de lado e alinhando-se com o que há de mais antigo e conservador na sociedade.

De certa forma, PT e PSDB, mesmo apoiados em visões diferentes de mundo, escolhem caminhos muito parecidos para se manter no poder.

E é mais interessante porque, mesmo havendo diferenças enormes entre os dois partidos responsáveis por polarizar a política nacional nos últimos 20 anos, nenhum dos dois apresenta uma política revolucionária ou proposta de ruptura com um modelo econômico gerador de desigualdade social. Mas há diferenças.

(transcrito de O Tempo)

12 de outubro de 2014
Murilo Rocha

JUIZ AUTORIZA INVESTIGAÇÃO DAS NOVAS DENÚNCIAS SOBRE A PETROBRAS

           

Juiz Moro explica que não há mais segredo de Justiça
 
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, autorizou hoje (10) a Polícia Federal, a Petrobras e a Controladoria-geral da União (CGU) a investigarem as declarações prestadas pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.

Em depoimento nessa quarta-feira (8), Costa disse que PP, PT e PMDB recebiam dinheiro de contratos superfaturados na Petrobras. O doleiro afirmou que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi pressionado por partidos aliados a aceitar a indicação de Costa para a Diretoria de Abastecimento da estatal.

Os interrogatórios fazem parte da fase de instrução das ações penais oriundas da Operação Lava Jato. Com o compartilhamento das informações, a Petrobras e a CGU poderão abrir processos internos para investigar as denúncias. O material será partilhado também com a CPMI da Petrobras, que investiga negócios ilícitos na estatal.

NÃO HÁ SEGREDO…

Sérgio Moro criticou insinuações de que houve vazamento do conteúdo do depoimento com objetivos eleitorais. O juiz explicou que as ações penais da Operação Lava Jato não estão sob segredo de Justiça e o conteúdo dos depoimentos desta semana não está relacionado com a delação premiada de Costa e Youssef.

“Os depoimentos prestados na última audiência na ação penal pública não foram ‘vazados’ por esta corte de Justiça ou por quem quer que seja. A sua divulgação, ainda que pela imprensa, é um consectário normal do interesse público e do princípio da publicidade dos atos processuais em uma ação penal na qual não foi imposto segredo de justiça”, explicou Moro

12 de outubro de 2014
André Richter
Agência Brasil 

VALE TUDO NAS ARTICULAÇÕES POLÍTICAS

         


As emoções não terminaram. Vem muito mais por aí. O jogo continuará pesado. Mais duro do que no primeiro turno. Quem for podre que se quebre. Os conchavos já começaram. Para governador e para presidente. Vale tudo nas articulações políticas.

O xadrez das artimanhas é amplo e tira proveito quem tiver mais argúcia e sensibilidade para antever os lances dos adversários, além de uma boa dose de esperteza misturada com sagacidade. O bom político sabe que o adversário de ontem pode ser o aliado de amanhã.  O jogo inteiro é focado nesta perspectiva.

O leque de promessas também é mais amplo no segundo turno. Quem somar, tiver votos, poder de transferi-los, comando e coordenação, e pertença a partido que  ajude a fortalecer a base política no Congresso, considere-se forte pretendente a ministro ou a diretor de Banco ou de empresa estatal.

É DANDO QUE SE RECEBE

Segundo turno é campo perfeito para o retorno da velha senha do incansável São  Francisco de Assis, “É dando que se recebe”.  Segundo turno também é bom roçado para intrigalhadas, dossiês e plantações torpes e mesquinhas . A internet é campo ainda mais profundo e vasto para patifarias e baixarias.

O jogo pela conquista do poder é para profissionais. Não é concurso para freiras nem para padres e pastores. Evidente que os eleitores dos dois candidatos permanecem afinados com eles. Vencerá quem souber usar as armas e munições que têm. Cativando novos eleitores e, sobretudo, passando a eles credibilidade e firmeza em suas propostas.
 
12 de outubro de 2014
Vicente Limongi Netto

É VEZO ANTIGO QUE PERGUNTAR NÃO OFENDE...

SURGE UMA INDAGAÇÃO GRAVE: ONDE ESTAVA O BANCO CENTRAL QUANDO MILHÕES DE DÓLARES FORAM TRANSFERIDOS PARA O EXTERIOR PELOS OPERADORES DO PETROLÃO?
https://www.youtube.com/watch?v=jN8oBIC1SEk&feature=player_embedded

Vale a pena ver este vídeo que reproduz um bate-papo entre a jornalista Joice Hasselmann da TVeja e o historiador Marco Antonio Villa, que também é escritor e analista político. O mote da conversa é, evidentemente, a política e, sobretudo, a campanha eleitoral presidencial.

Os assuntos são densos e fustigam o âmago da corrupção promovida pelo governo do PT, sob o comando de Lula, que num rasgo de inédito cinismo reclamou: 'estou de saco cheio com essas denúncias', verberou o demiurgo de Garanhus, muito nervoso e vermelhão... trepado num palanque mambembe nos arredores de São Paulo. 

Embora todos os assuntos levantados neste bate-papo sejam super importantes, chama a atenção um detalhe levantado por Marco Antonio Villa que, ao referir-se às roubalheiras da Petrobras, lembra que segundo revelaram os delatores, houve o envio de altas somas do dinheiro para o exterior. Villa indaga, com razão, por que diabos o Banco Central não flagrou milhões enviados para bancos estrangeiros pelo operador do esquema criminoso? Em contrapartida todos sabem que o Banco Central é informado instantaneamente quando um cheque de R$ 20 mil reais cai na conta de qualquer correntista! Estranho mesmo, não é?

Por tudo isso, o conteúdo deste vídeo deve ser visto por todos os brasileiros que se preocupam com o futuro da Nação. O que aconteceu e está acontecendo com o Brasil sob o governo do PT é algo inaudito. Tanto é que todas as pesquisas eleitorais são unânimes em apontar que Aécio Neves está disparado na frente da Dilma neste segundo turno, soprado pela ventania da incúria e das roubalheiras do PT que chocam os cidadãos. Esse choque, ao que tudo indica, alcança todos os estratos sociais, indo de A a C. O estado geral de alerta já chegou aos mais distantes, remotos e esquecidos rincões nesta Nação!

Nota-se que os cidadãos brasileiros sentiram o odor acre de carne queimada. Todos, então, desejam se salvar. E Aécio Neves surge como o único timoneiro dessa marcha em direção à estabilidade e à segurança. E mesmo aqueles que foram marcados como gado pelo Lula e pela Dilma, de repente parece que resolveram saber quem é esse Aécio Neves!

É o que está rolando nessa reta final da campanha, quando o estoque de mentiras e maldades do PT soam como canção de ninar, face ao tsunami de denúncias sobre roubalheiras de dinheiro público, sobretudo pela deletéria e criminosa pilhagem dos cofres da Petrobras como nunca se viu antes neste país.

FICOU COMPROVADO: LULA E O PT TÊM PERNAS CURTAS...

 
12 de outubro de 2014

MAIS UMA REPORTAGEM-BOMBA DE "VEJA" REVELA COMO AÉCIO NEVES VIROU O JOGO ELEITORAL E MERGULHA COM O NARIZ TAPADO NO LODAÇAL DO PETROLÃO!


 
A revista Veja que chega às bancas neste sábado vem tinindo. Na capa, como se pode conferir na imagem acima, está o homem que sacode o Brasil, o candidato verdadeiramente oposicionista Aécio Neves que no primeiro turno desbancou Marina Silva e encostou de sopetão na Dilma.
 
E agora, segundo todas as pesquisas e incluindo o tracking das campanhas tucana e do bunker vermelho, Aécio Neves larga na frente superando numericamente a candidata do Lula. Isto sem contar o fato da tripla derrota gigantesca em São Paulo onde Lula, o falastrão mentiroso jogou a pá de cal sobre o cadáver do PT. No mais populoso e importante Estado brasileiro, São Paulo, Aécio, Alckmin e José Serra fizeram barba e bigode. 
 
Mas não foi apenas em São Paulo que ocorreu a derrocada definitiva do PT.
Os votos em favor de Aécio Neves apareceram em todas as urnas, em todos os Estados, em todos os rincões do Brasil. E, ainda por cima, a derrota atingiu também os “famosos” institutos de pesquisas Ibope e DataFolha, que curiosamente erraram até mesmo nas sondagens de boca de urna.
Foi uma lavada!
 
Na verdade, é bom que se frise, de uma só tacada Aécio Neves derrubou Marina Silva, e sua rede de fanáticos black blocs, e agora largou no segundo turno obtendo o aval da maioria dos eleitores consultados por todos os institutos de pesquisas. 
 
Na reportagem-bomba da virada, Veja lembra que depois da morte de Eduardo Campos, com a ascensão de Marina Silva, a candidatura do tucano à Presidência esteve prestes a soçobrar. Mas ele chegou ao segundo turno, e as primeiras pesquisas de intenção de voto o mostram à frente da petista Dilma Rousseff.
 
Veja desta semana analisa as reviravoltas desta eleição e a perspectiva de sucesso que se abre para Aécio. Em entrevista ele diz:
“A minha sempre foi a candidatura da razão. O desafio é falar com a emoção também.”
 
 
E BOTA EMOÇÃO NISSO!
 
Entretanto, Veja não fica apenas nesta fabulosa reportagem mostrando a grande virada protagonizada por Aécio Neves.
Por isso, mergulha nas trevas do “petrolão”, para revelar ao povo brasileiro as bombásticas delações do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa e seu comparsa, o mega doleiro Alberto Youssef.
 
Aliás, Youssef já deu uma dica do que vem por aí, avisando que o petrolão envolvia gente ‘de cima’. Isto quer dizer que vem mais coisas por aí, pois segundo já noticiou Veja, um cofre secreto de Alberto Youssef guarda documentos de toda roubalheira na Petrobras, dentre eles uma ‘ata’ da corrupção, com os nomes de todos os envolvidos e, claro, gente graúda!
Tanto é que a chamada para essa reportagem-bomba do petrolão, diz o seguinte: “o ex-diretor da Petrobras fala, o doleiro confirma e o PT se enrola ainda mais.”
 
Enfim, a eleição de 2014 entrará com destaque para a história da República. Aécio Neves, que vem da terra de Tiradentes, o herói da independência, é o homem que tem tudo para entrar para a história como o Presidente da República que chegou na hora “H” para livrar o Brasil e os brasileiros da sanha comunista bolivariana do PT. 
Isto, por si só, já é um ganho extraordinário! Afinal, a democracia e a liberdade não têm preço!
 
Por tudo isso, a revista Veja desta semana é uma edição imperdível, histórica, densa e rica em informações que o restante da grande imprensa brasileira, sob a patrulha dos jornalistas “companheiros”, continua a escamotear, a esconder da opinião pública, tornando-se cúmplice da trama petista que tem por objetivo transformar o Brasil numa nova Venezuela!
Esta edição de Veja já tem lugar cativo nas melhores bibliotecas. 
 
NINGUÉM INDECISO
 
Quem, por alguma razão, ainda estaria indeciso quanto ao voto neste segundo turno, lendo Veja decidirá na hora! Decidirá em favor de Aécio Neves; decidirá em favor da liberdade, da democracia e do verdadeiro desenvolvimento do Brasil.
 
Os brasileiros trabalhadores, honestos, que ralam no dia a dia em busca do sustento de suas famílias, têm o sagrado direito de viver num país melhor, com mais segurança e livre das ameaças bolivarianas  do PT, que rabiscam no horizonte com a inflação, com a carestia e com a ameaça de escassez de alimentos como acontece em Cuba e agora mesmo na vizinha Venezuela.
 
Os brasileiros decentes têm o direito de viver num país sem mensalão, sem petrolão e roubalheiras variadas e vergonhosas do dinheiro público que é o dinheiro amealhado pelos impostos recolhidos pela população, sobretudo por aquele estrato mais necessitado que é a maioria.
 
12 de outubro de 2014
in aluizio amorim

O BRASIL É UMA PÂNDEGA...

               LULA DE SACO CHEIO E PERNAS CURTAS!
 
12 de outubro de 2014
 

 

E O NOSSO SACO, LULA, DIANTE DE TANTA CANALHICE, BANDALHEIRA E CINISMO?

SE VOCÊ, LULA, ESTÁ DE SACO CHEIO COM A ROUBALHEIRA NA PETROBRAS QUE DAVA 3% PARA O PT, IMAGINE NÓS OS BRASILEIROS COMUNS!
 
A fisionomia do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é reveladora. Em dia de fúria, olhos esbugalhados, com o rosto avermelhado (humm!) e pingando de suor, Lula voltou a falar para uma plateia de militantes amestrados: sindicalistas. E fazendo aquele tipinho de  “que não sabia de nada” o estadista de araque vociferava que “estava de saco cheio” com as delações do diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, nomeado por ele, e do doleiro Alberto Youssef, encarregado da lavanderia do dinheiro sujo que saiu dos contratos de empreiteiras direto para os bolsos de políticos larápios e partidos corruptos.
 
Com o dinheiro roubado da Petrobras, que abasteceu campanhas políticas, poderia ser utilizado para construir creches, postos de saúde, contratação de servidores da saúde e escolas nas periferias das cidades em todo o país.
O montante roubado é de dar nojo, principalmente porque os mais atingidos por essa roubalheira são os mais necessitados, os que mais dependem dos benefícios sociais do Estado.
 
Pouco se sabe ainda do montante afanado e dos agentes públicos envolvidos na bandalheira. Apenas 1/4 do que foi revelado no último depoimento de Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef ao juiz federal Sérgio Moro chegou ao conhecimento público.
E, prestando atenção no que foi dito pelo advogado de Alberto Youssef, vem coisa muito pior por aí.
 
A rigor, faltam ser revelados os outros 3/4 dos depoimentos, capaz de explodirem com a República e colocando sob suspeita uma boa quantidade de deputados, senadores, ministros e servidores públicos.
Partidos políticos, metidos a éticos, serão desmoralizados pelas informações constantes do inquérito policial e campanhas políticas passarão por um sufoco, tentando explicar a origem do dinheiro que abasteceu seus caixas.
 
É tanta sujeira que o eleitor de bem e o homem comum sentirão asco de como se faz política no Brasil. O que chama mais atenção nisso tudo é o cinismo de dirigentes de partidos políticos posando de inocentes, como se não soubessem da patifaria que estava ocorrendo na estatal e como não soubessem a origem do dinheiro que entrava por baixo do pano nas campanhas eleitorais.
 
Cínicos e debochados. Aí que a presidente Dilma tem toda a razão: como se o povo menos favorecido e menos instruído não tem consciência da roubalheira que havia na Petrobras; como se povo não tem consciência de que a comida que falta no seu prato está sendo desviada, em dinheiro grosso, para campanhas políticas e para o bolso de políticos salafrários.
 
Dilma, a faxineira de meio-expediente, considerou estarrecedora a divulgação dos depoimentos de Paulo Roberto Costa e Youssef e não a roubalheira. Roubar para essa gente passou a ser normal. 
E se existia essa roubalheira na Petrobras, quem garante que o mesmo esquema não estava em curso em outras estatais? Se Lula, o palanqueiro de plateia amestrada, que nomeou Paulo Roberto Costa para a Petrobras, está de saco cheio, imaginem, amigos leitores, como nós, brasileiros que temos que dar duro para ganhar aquele salário sofrido no final do mês, como estamos nos sentindo?
O mensalão do PT é coisa de batedor de carteira perto do que se roubou na Petrobras.

12 de outubro de 2014
Nilson Borges filho é mestre, doutor e pós-doutor em direito

QUE O ELEITOR FIQUE DE OLHO!

Mesmo mostrando resultados iguais, Ibope e Datafolha apresentam certas diferenças.


 
 
Quem olha a ilustração acima pode pensar que as pesquisas, depois do fiasco do primeiro turno, finalmente acertaram o passo. Ledo engano. Em relação ao Brasil, elas apresentam um resultado rigorosamente igual, mas vejam, abaixo, o que elas mostram por regiões.
 

 
No Nordeste e Centro-Norte, os dois institutos mostram praticamente o mesmo resultado. No Sul e no Sudeste, no entanto, as diferenças são expressivas. Estes dois colégios eleitorais representam cerca de 60% do eleitorado do país.

Observação: para possibilitar a comparação, consolidamos os resultados de Centro-Oeste e Norte do Datafolha, já que o Ibope apresenta as duas regiões juntas.

in coroneLeaks

ABREU E LIMA, ORÇADA INICIALMENTE EM U$ 2,5 BILHÕES, JÁ PASSA DE U$ 20 BILHÕES. SÓ NESTA OBRA, A PROPINA DO PT E ALIADOS PODE CHEGAR A U$ 600 MILHÕES



Lula e Dilma, na Refinaria Abreu e Lima, quando Hugo Chávez ainda era sócio.
A obra pode ter rendido até U$ 600 milhões para o PT e para a Turma da Dilma. Isso é um roubo de quase R$ 1,5 bilhão!

Nos últimos anos, temos assistido o pobre Tribunal de Contas da União (TCU) denunciar que existe superfaturamento na refinaria Abreu e Lima, enquanto a presidente cúmplice e partícipe desfia o velho e cínico discurso de que não varre a corrupção para debaixo do tapete.


Ontem o furúnculo veio a furo e explodiu na cara de Dilma Rousseff, de Luiz Inácio Lula da Silva e de toda a cúpula do governo. De própria voz e em delação premiada, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que era chamado de "Paulinho" por Lula e Dilma, informou que sobre todas as compras da estatal o PT e aliados recebiam 3% de propina.

O fornecedor pagava a propina ou não executava obras para a empresa. É por isso que uma obra orçada inicialmente em R$ 2,5 bilhões já ultrapassa R$ 20 bilhões. Ela está rendendo, para a Turma da Dilma, composta pelo PT e aliados, uma receita de 3%.
Ou seja: a extraordinária cifra de R$ 1,5 bilhão, roubada dos cofres públicos e dos pobres deste país, que ela diz tanto defender.

A FALSA INDIGNAÇÃO DE LULA DIANTE DO "PETROLÃO" QUE PAGAVA 3% DE PROPINA PARA O PT


Diante das denúncias, não se sabe o que Lula comemora nesta foto: se o pré-sal ou o pré faturamento que viria para o PT.
Acusado pelo doleiro Youssef de ter nomeado Paulo Roberto Costa para roubar na Petrobras , ontem Lula tentou expressar uma falsa indignação de quem, como sempre, não sabia de nada. 
"E eu já estou de saco cheio. É todo ano a mesma coisa", afirmou Lula.
O ex-presidente disse que o PT não vai fugir de debater corrupção e falou que é preciso "encarar esse problema de frente". "Acho que muitas vezes ficamos inibidos." Dilma poderia começar demitindo toda a cúpula da Petrobras, em vez de usar Lula para enganar a militância a soldo que ainda defende o partido da corrupção, sem inibição.

RETRATO DA POLÍTICA BRASILEIRA



Em 1960, comando israelense sequestrou num subúrbio de Buenos Aires o alemão Adolf Eichmann, na época simples funcionário da Mercedes Benz na Argentina, acusado de ter sido o criador da solução final, que executou judeus na Europa em quantidades industriais. Ele foi levado para julgamento em Jerusalém com todas as preocupações de garantia de defesa ao acusado e pleno exercício das liberdades de imprensa. Seria o mais mediático dos julgamentos desde que se instalou em Nuremberg o tribunal para julgar os chefes do sistema nazista.

Hanna Arendt, alemã, judia, filósofa conhecida e reconhecida, foi escalada pela revista The New Yorker para fazer a cobertura do assunto sensacional. Ela produziu cinco magníficos artigos que se transformaram no livro Eichmann em Jerusalém, um relato sobre a banalidade do mal, publicado em 1963. A perplexidade da autora ocorreu quando ela percebeu que o monstro nazista era, na verdade, um burocrata disposto a cumprir ordens, incapaz de refletir sobre seus feitos e pronto para servir aos mais elevados escalões de seu partido.

Ele, aparentemente, não compreendeu a bárbara extensão de seus feitos. Apenas registrou que cumpriu as ordens recebidas e o fez com competência e eficiência. Era o que se esperava dele. Hanna Arendt chamou a esdrúxula situação de banalidade do mal. Ou seja, alguém pratica atos contra a humanidade e não tem a menor ideia do que está produzindo. Essa mesma sensação ocorre quando os jornais informam que na alta cúpula da Petrobras havia um grupo organizado para desviar verbas da empresa com objetivo de premiar empresas e naturalmente conseguir ganhos extraordinários. Paulo Roberto Costa, entre outras pérolas, admitiu repatriar algo em torno de US$ 23 milhões.

O mundo não caiu até agora, embora as notícias sejam cada vez mais estranhas, e até perturbadoras. A contadora Meire Poza depôs perante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito e narrou fatos de fazer corar frade de pedra. Afirmou que o Partido dos Trabalhadores pagou a multa imposta pelo supremo tribunal Federal a Enivaldo Quadrado, dono da corretora Bonus-Banval, no valor de R$ 28,6 mil. Também acrescentou que ela própria, sob a orientação de Alberto Youssef, emitiu notas fiscais frias no valor de R$ 7 milhões. O festival de irregularidades extrapola a designação simples de corrupção. Trata-se de uma administração dentro do governo cujo objetivo era gerar obras para criar vantagens e propinas que se destinavam a pagar campanhas de partidos, no caso, PT, PMDB e PP, e naturalmente produzir uma sobra que abastecia contas pessoais em bancos na Suíça e outros paraísos fiscais.

Não há até agora sinais de indignação na sociedade. A Petrobras é uma empresa pública, de capital misto, com ações cotadas em bolsa. Já foi uma das maiores do mundo. Perdeu substância e valor nos últimos anos, justamente quando a quadrilha atuou. A produção nacional de petróleo ficou estagnada na década e agora, muito endividada, faz enorme esforço para retomar seu tamanho e sua importância. A instituição tem à sua frente a mina de ouro negro do pré-sal, que exige pesados investimentos para retirá-lo de 5 mil a 6 mil metros de profundidade. O jogo de conveniência entre diretores e doleiros teve pesadas repercussões na economia brasileira e interferiu diretamente na política nacional.

É difícil encontrar adjetivos para tamanha ousadia. Só a banalidade do mal e a certeza da impunidade podem ter concedido tamanha liberdade de ação a meia dúzia de pessoas que não hesitaram em meter a mão no cofre. A teia de interesses é grande e abrange gente graúda. As investigações estão apenas começando e o juiz tem se cercado de cuidados para que parlamentares, ou pessoas que ocupam o primeiro escalão, não sejam mencionadas. Se ocorrer, só o supremo tribunal Federal poderá analisar e julgar os malfeitos. É melhor investigar o possível agora.

O assunto ganhou tamanha dimensão que dificilmente ficará de fora do debate eleitoral que se iniciou ontem. Ainda haverá duas semanas de pancadaria recíproca. Os marqueteiros vão criar fogo de barragem com pesados ataques para esconder esse cenário desolador. Melhor que tentar justificar o injustificável. O tamanho do desvio de dinheiro não é ação de amadores que resolveram passar o fim de semana em Paris. É trabalho de profissionais que decidiram ficar ricos e tornar seus filhos e netos também milionários. Retrato da política brasileira.

11 de outubro de 2014
André Gustavo Stumpf, Correio Braziliense
 

VENCER É UM DETALHE

BRASÍLIA - O técnico de futebol Carlos Alberto Parreira disse uma vez que o gol era só um detalhe. Foi crucificado. Mas ele estava certo. Sem treinamento, jogo coletivo, talentos individuais, esforço constante e uma defesa que recupere a bola e saiba sair jogando, é difícil um time marcar um gol e ganhar a partida.

A metáfora vale também para a política e eleições. Quando um prefeito, governador ou presidente da República perde uma eleição, é raro a derrota se dar por causa de um fato fortuito. Às vezes, pode acontecer (como um gol contra no futebol). Mas o mais lógico é a soma do trabalho durante quatro anos acabar se refletindo nas urnas.

A presidente Dilma Rousseff chega a este momento, faltando duas semanas para o segundo turno da corrida presidencial, com 49% de intenções de voto e 43% de rejeição. Numa conta simples, conclui-se que pode pescar apoios em apenas 8% do eleitorado. Não é impossível, mas tampouco é fácil ou simples.

Pior para Dilma é o clima de país partido que ela e o PT estimularam nas últimas décadas. Na narrativa petista, o Brasil hoje se divide entre ricos contra pobres, regiões Norte e Nordeste contra as demais. Nesse clima beligerante --apesar da roupa azul clara na sua primeira propaganda de TV-- não é fácil em duas semanas estender a mão, dizer que o "governo novo" terá "ideias novas".

Pode ser que no dia 26 de outubro a contabilização dos votos pela Justiça Eleitoral dê mais quatro anos para Dilma. Nesse caso, estará validada toda a tática usada até agora, o discurso do medo, o estímulo ao ódio e ao combate em áreas nas quais seria melhor buscar convergências.

No caso de Aécio Neves, o PSDB portou-se como aquele jogador que ficou quase parado, perto da área adversária. Uma bola parece ter sobrado e há boas condições para marcar o gol. Mas, como dizem os comentaristas esportivos, nessas horas, o chute não precisa de força. É só jeito.

 
11 de outubro de 2014
Fernando Rodrigues, Folha de SP
 

NUNCA ANTES NA PETROBRAS

É espantoso o tamanho da organização criminosa montada para desviar dinheiro da Petrobras. A roubalheira se estendia a outras áreas, além da de Abastecimento, sob a direção de Paulo Roberto Costa. A confirmarem-se as delações do homem-bomba e do doleiro Alberto Youssef, o mensalão - que levou parte da cúpula do PT à cadeia - foi café pequeno perto das maracutaias que sangraram os cofres da estatal nos governos Lula e Dilma.

Apesar do silêncio de Lula (que no mensalão jurou não saber de nada ), e de Dilma afirmar que também não tinha conhecimento da ladroagem na Petrobras, a maior parte do dinheiro afanado, contaram Costa e Youssef, ia para o PT, o PP e o PMDB. Em vez de beneficiar escolas públicas e hospitais, a grana do petróleo jorrava mesmo era para o bolso de espertalhões e foi parar em campanhas eleitorais que mostram, na tevê, um Brasil de mentira no qual muita gente sonha em viver.

De início, agentes da PF investigavam um esquema de lavagem de dinheiro comandado por Youssef. Meio por acaso, acabaram descobrindo a jazida de corrupção na Petrobras. Se, antes, estimava-se que a quadrilha comandada pelo doleiro havia movimentado R$ 10 bilhões, as revelações dos réus à Justiça Federal apontam para cifra ainda mais astronômica.

Foi com medo de acabarem como Marcos Valério, operador do mensalão punido com a maior pena por participação no escândalo, que Costa e Youssef - que se dizem apenas um elo menor do petroduto - fizeram acordo com a Justiça. Em troca da redução da sentença, eles prometeram contar tudo sobre o assalto à estatal. Por isso, sabe-se agora, em detalhes, pela versão dos dois, como a maior empresa brasileira transformou-se num poço sem fundo de corrupção durante os governos petistas.

11 de outubro de 2014
Plácido Fernandes Vieira, Correio Braziliense
 

ACORDO PROGRAMÁTICO

As negociações para que a candidata terceira colocada, Marina Silva, una-se à campanha de Aécio Neves neste segundo turno da eleição presidencial, chancelando uma decisão que já foi tomada pela maioria de seus eleitores, podem ter um final feliz neste fim de semana se prevalecer o entendimento em torno de pontos programáticos que estão sendo discutidos pelos dois grupos.

Ambos estão tratando o assunto com muita delicadeza, pois não querem constranger a outra parte e desejam que a união, se ocorrer, faça-se em torno de pontos de acordo que signifiquem avanços no que seria uma unidade para dar ao país um governo progressista que ressalte o melhor do espírito da social democracia encarnada pelo PSDB.

Marina tem deixado claro que não tem interesse em derrotar o PT apenas para vencer a disputa eleitoral, por vingança contra a presidente Dilma pela maneira com que foi tratada na campanha eleitoral, mas para proporcionar ao seu partido de origem condições de rever seus erros e retornar às suas raízes, que teriam, na visão dela, sido perdidas nas disputas políticas dos últimos anos.

Ela vê no momento em que o PSDB chega ao segundo turno a chance de os tucanos ressaltarem seus laços sociais, que deram origem ao Plano Real e a diversas ações para a criação do que Fernando Henrique chamava à época de "rede de proteção social". Dentro desse espírito, foram criadas a Bolsa Escola, o Auxílio Gás, o Bolsa Alimentação e o Auxílio Alimentação, que originaram o Bolsa Família quando o governo Lula, por sugestão do governador tucano Marconi Perillo, unificou esses programas.

A preocupação dos dois lados durante as negociações foi sempre enfatizar que acordos estavam sendo negociados em torno de programas, e não de cargos ou futuras posições num eventual governo. Marina, por seu lado, tem ressaltado em conversas nos últimos dias, inclusive com membros do PSDB, que não faria nunca um acordo político que não fosse baseado em políticas públicas, e que não se coloca como dona das melhores práticas nem das melhores ideias.

Quer apenas salientar que um acordo programático como o que está sendo costurado será um avanço na negociação política no país, e que tanto ela quanto Aécio Neves têm o mesmo objetivo, que é o de unir forças para fazer as mudanças de que o país necessita. Ela sabe que o resultado das urnas deu a Aécio Neves a primazia das propostas, e apresentou sugestões que, a seu ver, ressaltarão o empenho social do PSDB.

A união nessas bases servirá também para que a campanha do tucano rebata as acusações que vêm sendo feitas pela candidata Dilma, colocando a disputa como sendo entre pobres e ricos, Norte e Nordeste contra Sul e Sudeste. O resultado das eleições desmente essa visão simplista do que saiu das urnas, como analisa o cientista político Cesar Romero Jacob, da PUC do Rio de Janeiro. Ele e sua equipe desenvolveram um trabalho de análise dos resultados eleitorais com base na divisão geográfica dos votos e têm um banco de dados das eleições presidenciais desde a redemocratização do país em 1989.

Se a geografia do voto petista se alterou radicalmente de 2002 para 2010, a da recente eleição presidencial é bastante semelhante à anterior, em que Dilma foi eleita pela primeira vez. O que difere essa das demais eleições, segundo o professor Romero Jacob, é a divisão socioeconômica do voto nas mesmas geografias. O resultado é mais complexo do que dividir a posição do eleitorado em polos opostos, pois existem na mesma região eleitores de diversos tipos e classes sociais.

Dizer que apenas os pobres votaram em Dilma no Nordeste é um engano, adverte Romero Jacob, pois as classes mais altas também se beneficiam da economia reforçada pelo programa Bolsa Família. (Amanhã, os desafios dos candidatos).

11 de outubro de 2014
Merval Pereira, O Globo