"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 30 de agosto de 2015

BOA PARTE DO DINHEIRO QUE FALTA AGORA NOS COFRES PÚBLICOS DO BRASIL ESTÁ EM CUBA, GRAÇAS A AÇÃO NEFASTA DE LULA

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O texto que segue é do site da revista Época, que foi às bancas neste sábado, revelando documentos exclusivos que comprovam a atuação de Lula na transferência de bilhões de dólares dos cofres públicos do Brasil para beneficiar Cuba e a empreiteira Odebrecht.
Faço a postagem da parte inicial da matéria de Época com link ao final para leitura completa incluindo os facsímiles dos documentos.
O vídeo abaixo foi publicado neste sábado no site O Antagonista, e comprova a ação nefasta de Lula, atuando como lobista da Odebrecht e chefete do Foro de São Paulo, sob às ordens da canalha comunista cubana.
No dia 31 de maio de 2011, meses após deixar o Palácio do Planalto, o petista Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou em Cuba pela primeira vez como ex-presidente, ao lado de José Dirceu. O presidente Raúl Castro, autoridade máxima da ditadura cubana desde que seu irmão Fidel vergara-se à velhice, recebeu Lula efusivamente. O ex-presidente estava entre companheiros. 
Em seus dois mandatos, Lula, com ajuda de Dirceu, fizera de tudo para aproximar o Brasil de Cuba – um esforço diplomático e, sobretudo, comercial. Com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, o Brasil passara a investir centenas de milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Um mês antes da visita, Lula começara a receber dinheiro da empreiteira para dar palestras – e apenas palestras, segundo mantém até hoje.

Naquele dia, porém, Lula pousava em Havana não somente como ex-presidente. Pousava como lobista informal da Odebrecht. Pousava como o único homem que detinha aquilo que a empreiteira brasileira mais precisava naquele momento: acesso privilegiado tanto ao governo de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, quanto no governo dos irmãos Castro. Somente o uso desse acesso poderia assegurar os lucrativos negócios da Odebrecht em Cuba. Para que o dinheiro do BNDES continuasse irrigando as obras da empreiteira, era preciso mover as canetas certas no Brasil e em Cuba.




A visita de Lula aos irmãos Castro, naquele dia 31 de maio de 2011, é de conhecimento público. O que eles conversaram, não – e, se dependesse do governo de Dilma Rousseff, permaneceria em sigilo até 2029. Nas últimas semanas, contudo, ÉPOCA investigou os bastidores da atuação de Lula como lobista da Odebrecht em Havana, o país em que a empreiteira faturou US$ 898 milhões, o correspondente a 98% dos financiamentos do BNDES em Cuba. 
A reportagem obteve telegramas secretos do Itamaraty, cujos diplomatas acompanhavam boa parte das conversas reservadas do ex-presidente em Havana, e documentos confidenciais do governo brasileiro, em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES às obras da Odebrecht em Cuba. A papelada, e entrevistas reservadas com fontes envolvidas, confirma que, sim, Lula intermediou negócios para a Odebrecht em Cuba. 
E demonstra, em detalhes, como Lula fez isso: usava até o nome da presidente Dilma. Chegava a discutir, em reuniões com executivos da Odebrecht e Raúl Castro, minúcias dos projetos da empreiteira em Cuba, como os tipos de garantia que poderiam ser aceitas pelo BNDES para investir nas obras.

Parte expressiva dos documentos obtidos com exclusividade por ÉPOCA foi classificada como secreta pelo governo Dilma. Isso significa que só viriam a público em 15 anos. A maioria deles, porém, foi entregue ao Ministério Público Federal, em inquéritos em que se apuram irregularidades nos financiamentos do BNDES às obras em Mariel. Num outro inquérito, revelado por ÉPOCA em abril, Lula é investigado pelos procuradores pela suspeita de ter praticado o crime de tráfico de influência internacional(Artigos 332 e 337 do Código Penal), ao usar seu prestígio para unir BNDES, governos amigos na América Latina e na África e projetos de interesse da Odebrecht. 

Sempre que Lula se encontrava com um presidente amigo, a Odebrecht obtinha mais dinheiro do BNDES para obras contratadas pelo governo visitado pelo petista. O MPF investiga se a sincronia de pagamentos é coincidência – ou obra da influência de Lula. Na ocasião, por meio do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente negou que suas viagens fossem lobby em favor da Odebrecht e que prestasse consultoria à empresa. Segundo Lula, suas palestras tinham como objetivo “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”. 


30 de agosto de 2015
in aluizio amorim

GRUPO DE APOIO AO PT DEFENDE O FUZILAMENTO DA CLASSE MÉDIA




Versão impressa do jornal A Tribuna, do Espírito Santo com a reportagem sobre a ameaça do grupo de apoio ao PT. Clique sobre a imagem para vê-la ampliada
“Se a gente entende que o nosso inimigo principal é a classe média, nós vamos ter de decidir o que vamos fazer com ela: se vamos exportar para Miami ou se vamos fuzilar.”
A declaração, que chocou os participantes de uma palestra na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), na última quarta-feira (26), partiu do secretário do movimento popular socialista Brigadas Populares, Sammer Siman.
A reportagem sobre essa declaração foi publicada na edição desta sexta-feira (28) no jornal A Tribuna, assinada pelo repórter Vitor Carletti, da editoria de Política.
O grupo a que Sammer pertence apoiou a Presidente contra Aécio Neves (PSDB), no segundo turno das eleições presidenciais do ano passado. No primeiro, apoiou Luciana Genro (Psol).
Um áudio da palestra de Sammer na Ufes, em que foi apresentado o perfil socioeconômico dos manifestantes que foram às ruas no último dia 16 pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff,  confirma a declaração.
Antes de sugerir o fuzilamento da classe média, Sammer disse o que País precisa de outro projeto. “Se a gente pensa que é necessário recompor um projeto de nação, isso passa por recompor um projeto geral de sociedade”, disse, na ocasião.
Em entrevista a A Tribuna, Sammer afirmou ter sido mal interpretado: “A declaração foi em um contexto irônico porque há uma ausência de projeto de País.”
Apesar da declaração considerada radical pelos que foram à palestra, Sammer disse que o apoio ao governo Dilma não é incondicional. “Não sou contra a classe média e não estava defendendo o governo Dilma. O governo condena a classe média, enquanto deixa imunes os segmentos dominantes”, garantiu.
A sugestão de atacar de forma radical aqueles que querem a saída de Dilma da presidência não é novidade. Neste mês, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e o presidente da Câmara de Porto Seguro (BA), Élio Brasil (PT), declararam disposição para “pegar em armas” para defender o mandato de Dilma, se a oposição insistir no discurso de impeachment. 

Ouça o trecho da fala de Sammer durante a palestra no qual ele fala do fuzilamento da classe média:




30 de agosto de 2015

ÉPOCA COMPROVA QUE LULA FEZ TRÁFICO DE INFLUÊNCIA PARA ODEBRECHT POR OBRAS EM CUBA


Para ler os documentos secretos clique aqui.

(Época) No dia 31 de maio de 2011, meses após deixar o Palácio do Planalto, o petista Luiz Inácio Lula da Silvadesembarcou em Cuba pela primeira vez como ex-presidente, ao lado de José Dirceu. O presidente Raúl Castro, autoridade máxima da ditadura cubana desde que seu irmão Fidel vergara-se à velhice, recebeu Lula efusivamente. O ex-presidente estava entre companheiros. 

Em seus dois mandatos, Lula, com ajuda de Dirceu, fizera de tudo para aproximar o Brasil de Cuba – um esforço diplomático e, sobretudo, comercial. Com dinheiro público do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES, o Brasil passara a investir centenas de milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Um mês antes da visita, Lula começara a receber dinheiro da empreiteira para dar palestras – e apenas palestras, segundo mantém até hoje.

Naquele dia, porém, Lula pousava em Havana não somente como ex-presidente. Pousava como lobista informal da Odebrecht. Pousava como o único homem que detinha aquilo que a empreiteira brasileira mais precisava naquele momento: acesso privilegiado tanto ao governo de sua sucessora, a presidente Dilma Rousseff, quanto no governo dos irmãos Castro. Somente o uso desse acesso poderia assegurar os lucrativos negócios da Odebrecht em Cuba. Para que o dinheiro do BNDES continuasse irrigando as obras da empreiteira, era preciso mover as canetas certas no Brasil e em Cuba.

A visita de Lula aos irmãos Castro, naquele dia 31 de maio de 2011, é de conhecimento público. O que eles conversaram, não – e, se dependesse do governo de Dilma Rousseff, permaneceria em sigilo até 2029. Nas últimas semanas, contudo, ÉPOCA investigou os bastidores da atuação de Lula como lobista da Odebrecht em Havana, o país em que a empreiteira faturou US$ 898 milhões, o correspondente a 98% dos financiamentos do BNDES em Cuba. 

A reportagem obteve telegramas secretos do Itamaraty, cujos diplomatas acompanhavam boa parte das conversas reservadas do ex-presidente em Havana, e documentos confidenciais do governo brasileiro, em que burocratas descrevem as condições camaradas dos empréstimos do BNDES às obras da Odebrecht em Cuba. A papelada, e entrevistas reservadas com fontes envolvidas, confirma que, sim, Lula intermediou negócios para a Odebrecht em Cuba. E demonstra, em detalhes, como Lula fez isso: usava até o nome da presidente Dilma. Chegava a discutir, em reuniões com executivos da Odebrecht e Raúl Castro, minúcias dos projetos da empreiteira em Cuba, como os tipos de garantia que poderiam ser aceitas pelo BNDES para investir nas obras.

Parte expressiva dos documentos obtidos com exclusividade por ÉPOCA foi classificada como secreta pelo governo Dilma. Isso significa que só viriam a público em 15 anos. A maioria deles, porém, foi entregue ao Ministério Público Federal, em inquéritos em que se apuram irregularidades nos financiamentos do BNDES às obras em Mariel. Num outro inquérito, revelado por ÉPOCA em abril, Lula é investigado pelos procuradores pela suspeita de ter praticado o crime detráfico de influência internacional (Artigos 332 e 337 do Código Penal), ao usar seu prestígio para unir BNDES, governos amigos na América Latina e na África e projetos de interesse da Odebrecht. 

Sempre que Lula se encontrava com um presidente amigo, a Odebrecht obtinha mais dinheiro do BNDES para obras contratadas pelo governo visitado pelo petista. O MPF investiga se a sincronia de pagamentos é coincidência – ou obra da influência de Lula. Na ocasião, por meio do presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, o ex-presidente negou que suas viagens fossem lobby em favor da Odebrecht e que prestasse consultoria à empresa. Segundo Lula, suas palestras tinham como objetivo “cooperar para o desenvolvimento da África e apoiar a integração latino-americana”.

Procurado, o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, afirma que, no período em que exerceu o cargo de ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, “não atuou em favor de empresas, nem tampouco a pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. Diz o texto que várias empresas brasileiras participaram de consulta do governo uruguaio sobre o Porto de Rocha e o governo não atuou em favor de nenhuma das empresas. 

Odebrecht afirma em nota que o ex-presidente não teve “qualquer influência” nas suas duas obras em Cuba, o Aeroporto de Havana e o Porto de Mariel. A empresa diz que as discussões sobre bioenergia com o governo cubano não avançaram, mas ainda estuda oportunidades nesse setor em Cuba, a partir da reformulação da Lei de Investimento Estrangeiro. A Odebrecht diz que a empresa na qual trabalha o ex-ministro Silas Rondeau foi uma das contratadas como parceira de estudos na área de energia.

Em nota, a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou desconhecer o conteúdo dos documentos aos quais ÉPOCA teve acesso. Contudo, o Planalto destaca a importância estratégica do projeto de Porto de Mariel para as relações de Brasil e Cuba. “A possibilidade crescente de abertura econômica de Cuba e a recente reaproximação entre Cuba e Estados Unidos vão impulsionar ainda mais o potencial econômico de exportação para empresas brasileiras.” OBNDES afirma que a Odebrecht é a construtora brasileira com maior presença em Cuba, portanto faz sentido que a maior parcela das exportações para aquele país financiadas pelo banco seja realizada pela empresa. 

Diz ainda que mantém com a Odebrecht relacionamento rigorosamente igual a qualquer outra empresa. O BNDES nega que esteja financiando projetos envolvendo direta ou indiretamente a Odebrecht no setor de energia, bioenergia ou sucroalcooleiro em Cuba. Sobre entendimento para financiamento de um porto no Uruguai, como indicou o então ministro Pimentel, o BNDES disse que não há nenhuma tratativa referente ao projeto em curso no Banco. Procurado por ÉPOCA, o ex-presidente Lula não quis se manifestar.

Em depoimento à CPI do BNDES, o presidente do banco, Luciano Coutinho, disse que Lula jamais interferiu em qualquer projeto de financiamento. Os documentos obtidos por ÉPOCA mostram uma versão diferente. Caberá ao MPF e à PF apurar os fatos.

30 de agosto de 2015
in coroneLeaks

"O PIOR ESTÁ POR VIR" - ADVERTE AÉCIO



(Globo) Após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgar que a economia brasileira encolheu 1,9% no segundo trimestre, na comparação com o primeiro trimestre do ano, parlamentares da oposição criticaram o governo . O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que a queda do PIB traduz o "desastre econômico" que ocorre no país. Aécio diz ainda que "o pior está por vir" e ironiza declaração da presidente Dilma Rousseff de que subestimou a crise. 

"Quem fingiu não saber da crise, hoje finge que governa", diz Aécio, por meio de nota. O senador acusou o governo de dificultar o acesso dos brasileiros a programas sociais nesse momento de recessão. "A queda de 1,9% do PIB no segundo trimestre traduz o desastre econômico em curso no Brasil: o país cresce menos que quase todos os países do mundo, tem uma das mais altas taxas de inflação entre as economias minimamente organizadas e pratica as maiores taxas de juros do planeta", diz Aécio.

E acrescenta: "Lamentavelmente, o pior ainda está por vir. O olhar equivocado da presidente, apontando uma “travessia”, infelizmente, não enxerga e reconhece o deserto de oportunidades, de perspectivas e de esperança".

Para o líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), o resultado é preocupante, principalmente pela agropecuária, que demonstrava vigor mesmo com a crise econômica, mas já apresenta retração de 2,7% quando comparada ao trimestre anterior.

"Dilma conseguiu derrubar até a agropecuária conforme havíamos alertado. O cenário é de terra arrasada para esse e para o próximo ano. Indústria, investimentos, consumo das famílias, tudo ladeira abaixo. E advinha o que subiu? O consumo do governo. Os avanços dos últimos anos na economia estão seriamente comprometidos e esse governo não tem condições nem capacidade de mudar esse cenário.", avaliou Caiado, também em nota.

O democrata comparou a situação brasileira com a década de 80, quanto o país amargou um dos piores momentos para a economia nacional. "Os jovens não sabem, mas isso lembra o cenário devastador dos anos 1980. Inclusive com o governo culpando a 'crise mundial'. É um discurso que não cola quando os Estados Unidos começa a crescer ao ritmo de 3,7%. A sociedade como um todo precisa entender que com Dilma e o PT no governo, a situação só vai piorar. Vamos esperar mais três anos?", questionou. 

INCOMPETÊNCIA
O líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), afirmou que o os dados só confirmam o que os brasileiros já vinham sentindo na pele. Para o líder tucano, são o atestado de incompetência do governo Dilma.

“A recessão técnica é apenas a constatação de uma realidade que os brasileiros enfrentam há muito tempo, com redução em suas rendas e perda de seus empregos. E a única reação da presidente Dilma é dizer que não sabia da gravidade da crise e tentar arrancar cada vez mais dinheiro da sociedade. É um governo falido, que em vez de tirar o país da crise, a agrava cada vez mais com sua inoperância e incompetência. É como se o país fosse uma aeronave no meio de uma tempestade, sem rota definida e sem comandante. Os brasileiros não merecem isso”, disse Sampaio, segundo nota divulgada por sua assessoria.

O tucano também criticou a ideia de recriar a CPMF: “É inadmissível que, numa crise sem precedentes como esta, o governo tente achacar os brasileiros forçando a cobrança de mais um imposto. Por outro lado, não há nenhuma medida efetiva para o corte de despesas do governo. Apenas anúncios imprecisos e que, considerando o vício desse governo em mentir, é preciso ver para crer se sairão do papel. A verdade é que a única preocupação da presidente Dilma, de Lula e do PT é a manutenção deles no poder. Não estão nem um pouco preocupados com o sofrimento dos brasileiros ou com o futuro do país”. 

PETISTA DIZ QUE É PREOCUPANTE
Ao comentar a queda do PIB, o líder do governo no Senado,Delcídio Amaral (PT-MS), disse que a economia encolheu mais rapidamente do que o esperado. _ Essa queda é preocupante. A economia freou rápido demais. É uma frenagem exagerada da economia. Uma desaceleração preocupante — disseDelcídio.O senador disse ainda que há resistências no Congresso à aprovação de uma nova CPMF. — As chances de aprovação no Senado são remotas. Em 2007, havia muito mais condições, os governadores eram a favor, mas ela foi derrubada — disse Delcídio.

30 de agosto de 2015
in coroneLeaks

GOVERNADOR FERNANDO PIMENTEL CONTINUA ENROLADO NO TSE E NO STJ


O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) começou a discutir na noite de terça-feira um recurso do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), contra decisão do Tribunal Regional Eleitoral mineiro que rejeitou a prestação de contas de sua campanha e aplicou uma multa de R$ 52 milhões.
Relatora, a ministra Maria Thereza de Assis Moura votou pela manutenção da rejeição das contas, mas defendeu a retirada da multa. O ministro João Otavio de Noronha votou pela aprovação do balanço do petista, argumentando que não houve irregularidades. O julgamento acabou suspenso por um pedido de vista do ministro Henrique Neves para ter mais prazo para analisar o caso.
O TRE apontou como principal irregularidade a campanha do petista ter extrapolado em mais de R$ 10 milhões o limite previsto de gastos. No pedido de registro de candidatura, Pimentel estimou os gastos de sua campanha em R$ 42 milhões. O custo da campanha do petista, porém, alcançou R$ 52 milhões. A defesa do governador afirmou que “a questão foi meramente contábil”.
MULTA INDEVIDA?
A ministra Maria Thereza defendeu que o candidato extrapolou o teto de gastos sem fazer nenhum ajuste durante a campanha. Entretanto, também afirmou que não caberia a aplicação da multa, uma vez que a prestação de contas é julgada a partir de informações fornecidas pelo candidato, não permitindo defesa. Segundo ela, o instrumento correto para discutir a penalidade seria uma representação.
“Não me parece razoável que em troca das informações que ele mesmo preste receba no mesmo processo uma sanção patrimonial”, afirmou.
Mas o ministro João Otavio de Noronha, corregedor Nacional Eleitoral, pediu a aprovação das contas de Pimentel. Um dos pontos defendidos pelo ministro é que não houve ilegalidades entre transferências do comitê financeiro do PT e o comitê único do candidato.
INVESTIGAÇÃO
A Polícia Federal solicitou ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) abertura de inquérito sobre o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), por suposto crime de “lavagem ou ocultação de bens, direitos ou valores”.
A investigação é desdobramento da Operação Acrônimo, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos para campanhas eleitorais. O caso está sob sigilo no STJ. Em maio, o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, foi preso sob suspeita de desvio de recursos públicos para candidatos.
A Folha apurou que, na primeira fase da operação, a PF não encontrou indícios de suposta ligação de Pimentel com o caso. A primeira-dama de MG, Carolina Oliveira, também é investigada, suspeita de ter uma empresa fantasma que teria sido usada em campanhas do PT por um grupo criminoso. Ela nega.
Em nota, o governo de Minas tem dito que Pimentel nega com veemência qualquer irregularidade na origem dos recursos usados na campanha ao governo estadual em 2014, assim como o seu envolvimento em qualquer atividade ilícita ou não declarada.

30 de agosto de 2015
Márcio Falcão
Folha

TEMER: DE VICE-REI A BOBO DA CORTE



(Veja) Dilma Rousseff e Michel Temer nunca foram muito próximos. Durante boa parte do primeiro mandato, o grau de consideração da presidente por seu vice podia ser medido pela importância das tarefas que lhe eram delegadas no dia a dia do governo. O vice sempre pairou em Brasília como figura decorativa, encarregado basicamente das agendas internacionais que a presidente não se dispunha a cumprir. 

Com a popularidade alta, a economia cambaleante mas ainda de pé e sem as revelações demolidoras da Operação Lava-Jato, manter Temer à margem das decisões importantes, mesmo ele carregando a faixa de representante do maior partido do Congresso, o PMDB, nunca chegou a gerar maiores abalos para Dilma. As dificuldades econômicas, as revelações da roubalheira no petrolão e a meteórica queda de popularidade construíram um cenário ideal para uma crise sem precedentes. Em momentos assim, dizem os especialistas, se não houver o mínimo de tranquilidade no Parlamento, o risco de um tsunami atingir o Palácio do Planalto não pode ser minimizado. 

Há quatro meses, Temer recebeu da presidente autorização para atuar e evitar que isso acontecesse. Obteve sinal verde para negociar cargos, emendas e até projetos em nome da estabilidade. Na semana passada, ele renunciou à tarefa. O motivo: Dilma, de novo, tirou-lhe os poderes.

Diferentemente do primeiro mandato, as relações da presidente e seu vice não podem mais ser definidas nem como apenas protocolares. Dilma acredita que Temer conspira contra ela. Temer acredita que Dilma conspira contra ele. Os dois mal se falavam desde que o vice-presidente concedeu uma surpreendente entrevista em que reconheceu a gravidade da crise instalada no governo e, ao que parecia, desincumbia a presidente da tarefa de conciliadora. "É preciso que alguém tenha a capacidade de reunificar a todos", disse Temer. 

Dilma não gostou. Os assessores mais próximos da presidente interpretaram o movimento do vice como um aceno pessoal aos setores mais insatisfeitos da sociedade. Ele seria a solução da crise, não ela. A teoria da conspiração ganhou mais um ingrediente quando Dilma tomou conhecimento pela imprensa de encontros de Temer com empresários para discutir a agenda política do país. Na versão de um auxiliar do vice, até uma reunião com o ex-presidente Lula com a bancada do PMDB foi classificada como ação conspiratória. "Era como se existisse um governo Temer e outro governo Dilma", diz um auxiliar palaciano. Aconselhada pelos ministros mais próximos, a presidente mudou de estratégia.

Enquanto Temer se desgastava para reconstruir pontes com a base aliada do Congresso, Dilma tentou cooptar aliados do vice dentro de seu próprio partido, o PMDB. Sem que ele soubesse, ela chamou ao Palácio o líder da bancada do PMDB na Câmara, deputado Leonardo Picciani, e o presidente do diretório do partido no Rio de Janeiro, Jorge Picciani, pai do líder do PMDB, ambos ligados ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha. 

Em troca de cargos, Dilma queria que os dois peemedebistas atuassem para tentar frear as hostilidades de Cunha. O problema é que essa era uma das missões de Michel Temer. Também sem avisar, Dilma autorizou Giles Azevedo, seu antigo chefe de gabinete, a negociar diretamente com parlamentares da base a defesa do governo diante de CPIs criadas no Congresso. Para agradar aos parlamentares, Temer prometera liberar 500 milhões de reais em emendas e se comprometera a viabilizar centenas de nomeações para cargos do segundo e terceiro escalão da máquina federal. Dilma não só ignorou solenemente as tratativas que o vice já havia chancelado como passou a refazer pessoalmente os acordos.

30 de agosto de 2015
in coroneLeaks

O HUMOR DO SPONHOLZ...

                             Curitiba aguarda palestra de Lula.


30 de agosto de 2015

VÍDEO-BOMBA REVELA AS ENTRANHAS DO ESQUEMA CRIMINOSO DO PT

RESTA SABER SE A MAIORIA DOS BRASILEIROS ACEITARÁ PLACIDAMENTE O "ACORDÃO" QUE SE INSINUA.



A Folha de S. Paulo editou um vídeo contendo partes do interrogatório do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e o Luciano Ayan providenciou, em boa hora, a postagem no YouTube. 


As revelações de Costa, o primeiro a aderir à delação premiada no inquérito da Operação Lava Jato, conta o que rolava e continua rolando no breu das tocas.
É impressionante. E isto é o que se sabe, mas se sabe que não é tudo. A rede de corrupção e roubalheiras instalada por Lula, o PT e seus sequazes contaminou o Estado brasileiro de uma forma jamais vista na história do Brasil.

Pela decisão do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, recentemente reconduzido ao cargo pela Dilma com a anuência da maioria do Senado, onde foi sabatinado, mandando às calendas a investigação requerida pelo Ministro Gilmar Mendes, sobre as contas da campanha eleitoral da "presidenta", pressente-se que está em curso a conhecida "operação abafa".

Resta saber se a esmagadora maioria do povo brasileiro, que exige a deposição imediata da Dilma e a proscrição do PT e seus satélites, simplesmente se retirará das ruas aceitando placidamente o "acordão" espúrio que se desenha.

30 de setembro de 2015
in  aluizio amorim

NA TV, TEMER DIRÁ QUE "PMDB NÃO TEM MEDO DA VERDADE QUE VIRÁ"

Vice-presidente protagonizará uma das oito inserções que o partido exibirá.
Em outra propaganda, Eduardo Cunha falará que 'cada um tem sua verdade'.


Pública Comunicação 



Em uma série de inserções que o PMDB exibirá nesta semana na TV com a temática "a verdade é sempre a melhor escolha", o vice-presidente da República e presidente nacional do partido, Michel Temer, afirmará que sua legenda "não tem medo da verdade que virá". O peemedebista, que permanece na articulação da macropolítica do Palácio do Planalto, é um dos 11 líderes do PMDB que protagonizarão as oito diferentes propagandas produzidas para veicular na televisão.

Além de Temer, irão estrelar as inserções do partido os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), entre outros caciques peemedebistas. Os vídeos serão veiculados na terça (1º), quinta (3) e sábado (5), segundo a agência Pública Comunicação, responsável pela produção dos filmes. Cada propaganda tem duração de 30 segundos.

Em um dos filmes, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirma que "o Brasil está pronto para acertar as contas com a verdade" (assista ao vídeo ao lado). "Nada pode barrar a verdade", enfatiza.

Na sequência, Temer destaca: "o PMDB não tem medo da verdade que virá". A propaganda se encerra com a mensagem de um locutor: "O Brasil quer e vai avançar."

Em nenhuma das oito inserções os líderes do PMDB mencionam qual seria a verdade que estaria por vir ou mesmo o motivo de as propagandas focarem o tema "verdade".

Denunciado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, o presidente da Câmara diz que "cada um tem a sua verdade" e ele tem a dele. Sem citar as acusações de que recebeu propina do esquema de corrupção que atuava na Petrobras, Cunha destacará no filme que "chegou a hora de escolher que Brasil queremos".

Em novembro, o PMDB discutirá em um congresso nacional se deixa a base de apoio ao governo Dilma Rousseff. Opositor do Palácio do Planalto, Eduardo Cunha é um dos maiores defensores do desembarque da legenda da gestão petista.
Pública Comunicação 



"Cada um tem a sua verdade. Eu tenho a minha. E como presidente da Câmara, tenho como verdade que é meu dever sua independência, cumprir rigorosamente a Constituição e, acima de tudo, priorizar o que é de interesse da sociedade. Democracia é isso, é nisso que eu acredito. Chegou a hora da verdade. Chegou a hora de escolher que Brasil queremos", anuncia Cunha na propaganda.

Cada um tem a sua verdade. Eu tenho a minha"

Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados

Apesar de não existir consenso dentro do PMDB sobre um eventual rompimento com o governo, em trechos das propagandas televisivas o partido dará sinais de que pode seguir o exemplo do presidente da Câmara e migrar para a oposição.

Em uma das propagandas, peemedebistas dirão que o Brasil tem de "mudar de direção", depois de ter feito "apostas que não deram certo". A fala foi gravada pelo senador Romero Jucá (RO), pela presidente do PMDB Mulher, Fátima Pelaes, e pelo ex-ministro Moreira Franco.

"O Brasil fez apostas que não deram certo. E agora precisa mudar de direção. Aceitar a verdade é a única maneira de mudar", dizem os políticos do PMDB.

Ulysses

Um dos maiores expoentes da história do PMDB, o ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães é citado em uma das propagandas peemedebistas.

"Dois mandamentos do Dr. Ulysses Guimarães estão na ordem do dia. O primeiro deles é que, diante de uma crise, a melhor atitude a ser tomada é o diálogo", diz a deputada federal Simone Morgado (PA).

Ex-ministro do governo Dilma, Moreira Franco complementa a frase da parlamentar paraense: "Hábil e conciliador, ele [Ulysses] dizia: 'vamos sentar e conversar'. No outro, ele é claro e direto: 'a nação quer mudar, a nação deve mudar, a nação vai mudar'."

Renan Calheiros

O presidente do Senado também protagoniza um dos vídeos do PMDB.

No filme, ele diz que opiniões divergentes são "necessárias" em uma democracia, sem mencionar nenhum episódio.
Verdade seja dita: numa democracia pode haver, e é até necessário que haja, diferenças, opiniões divergentes"


Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado

Nas últimas semanas, desde que Renan voltou a se reaproximar do Palácio do Planalto, ele e o presidente da Câmara têm trocado farpas publicamente. O mal-estar teve início com críticas do presidente do Senado às "pautas-bombas" aprovadas pelos deputados federais e se intensificou na última semana com divergências sobre a possível redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.


"Verdade seja dita: numa democracia pode haver, e é até necessário que haja, diferenças, opiniões divergentes. O importante é que prevaleça uma agenda que faça diferença na vida dos brasileiros. Governos passam e o Brasil sempre vai ser maior do que qualquer governo. O que a gente tem que defender são os interesses do país", diz Renan na propaganda.


30 de agosto de 2015
Do G1, em Brasília

O LEGADO DO PT


Acontecerá o quê, caso Madame perca o mandato? Na hipótese de Michel Temer despencar com ela, se o Tribunal Superior Eleitoral anular as eleições do ano passado, teremos nova eleição para completar o período. No reverso da medalha, o vice assume se o Tribunal de Contas da União e o Congresso considerarem ter havido crime de responsabilidade nas contas do governo em 2014. Também fica em aberto a possibilidade de tudo continuar como está, ou seja, Dilma permanecer no governo até o fim.
E daí? Daí nada. É esse o destino que nos assola. O Brasil ficará igualzinho, pela falta de alternativas com relação ao futuro. Inexistem projetos no imaginário de nosso coletivo. Os políticos ficarão onde estão, buscando parcelas de poder para satisfazer-se e até para enriquecer. Os empresários correndo atrás do lucro. Os trabalhadores tentando sobreviver. A classe média equilibrando-se. Os religiosos imaginando uma outra vida.
Falta-nos um ideal comum. Um objetivo capaz de sobrepor-se à mesquinharia de todos os dias perseguindo a satisfação individual que nos separa. É o legado do PT que um dia propôs-se a construir uma nova sociedade. Doze anos no poder serviram para demolir esperanças e expectativas. Os companheiros não mudaram nada, apenas ocuparam espaços vazios.
Quando criado, o partido parecia pleno de entusiasmo. Tinha metas e objetivos. Os primeiros a cair fora foram os intelectuais. Depois a Igreja. Em seguida os líderes sindicais. Os trabalhadores. A juventude. Hoje, o PT resume-se a um aglomerado sem ideais. Carente de um programa em condições de sensibilizar e unir a massa à qual se dirigiu. Até o Lula perdeu sua razão de ser, transformado em pequeno burguês milionário a serviço dos que, no passado, imaginou extirpar. Por essas e outras, o PT começará derrotado nas eleições municipais do próximo ano. Depois, em 2018…
BOLA MURCHA
Enganou-se quem quis. Foi lamentável a performance do senador Fernando Collor na sabatina do procurador Rodrigo Janot. O máximo que conseguiu foi impor um acento agudo no “o” do sobrenome do desafeto. O ex-presidente caminhou para o cadafalso. Dificilmente escapará da cassação.

30 de agosto de 2015
Carlos Chagas

MANIFESTAÇÃO CONTRA O GOVERNO NA PAULISTA TEM ATÉ PRINCÍPIO DE TUMULTO

GRUPOS ANTI-PT FAZEM PROTESTO NA AVENIDA PAULISTA, EM SÃO PAULO

O BONECO 'PIXULECO' VOLTOU ÀS RUAS APÓS SER 'ESFAQUEADO' EM OUTRO PROTESTO. FOTO: DÁRIO OLIVEIRA/AE

São Paulo - Manifestantes anti-PT e um grupo de apoiadores do partido e do ex-presidente Lula se envolveram em um princípio de tumulto neste domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, durante um protesto contra o governo federal. A PM teve que intervir para evitar um conflito maior entre os grupos.

Um dos manifestantes pró-PT, Manoel Del Rio, de 68 anos, chegou a trocar socos e ponta pés com um apoiador do movimento contra o governo. Ele disse que estava passeando de bicicleta e decidiu se juntar ao ato. "Não existe nenhuma acusação contra o Lula. Eles deveriam se manifestar contra corruptos", afirmou.

Uma das organizadoras do ato contra o governo, a empresária Meire Lopes afirmou que a intenção do protesto não é de fazer provocações ou gerar confronto. Segundo ela, o grupo é o mesmo que na sexta-feira, organizou um outro protesto em frente a prefeitura, no Viaduto do Chá, onde o boneco em alusão ao ex-presidente Lula também gerou um tumulto.

Alegando falta de segurança, organizadores do protesto afirmaram no entanto, que essa deve ser a última vez que o boneco será exibido em São Paulo.

Ao caminhar pelas proximidades do protesto, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi hostilizado por manifestantes que gritaram palavras de ordem contra ele.

Manifestação

Integrantes do Movimento Brasil Melhor inflaram o boneco representando o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva, apelidado de "Pixuleco" ou "Lula inflado", em frente ao prédio do Tribunal de Contas da União (TCU), por volta das 10h deste domingo.

O grupo de manifestantes anti-PT entoava músicas como "Lula cachaceiro, devolve meu dinheiro" e "Olê, olê, estamos na rua para derrubar o PT". O hino nacional também foi tocado em alguns momentos.

Por volta das 14h, o boneco do ex-presidente Lula já havia sido desinflado, mas um grupo de manifestantes segue na Avenida Paulista. (AE)



30 de agosto de 2015
diário do poder

WILLIAN WAACK, UM HOMEM DE VISÃO

CONVOCANDO LULA PARA A CPI SOBRE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

DEPUTADO APRESENTARÁ NESTA SEGUNDA-FEIRA REQUERIMENTO CONVOCANDO LULA PARA QUE DÊ EXPLICAÇÕES À CPI SOBRE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA PARA BENEFICIAR ODEBRECHT

Lobista em ação: Lula com Raúl Castro, o irmão de Fidel. Ao fundo José Dirceu. 
Na segunda-feira (31), o deputado federal Alexandre Baldy (PSDB-GO) vai protocolar requerimento na CPI do BNDES para convocar o ex-presidente Lula. O objetivo é que Lula dê explicações sobre suposto tráfico de influência para favorecer a empreiteira Odebrecht a conseguir empréstimos do banco estatal para realizar obras no exterior. Reportagem exclusiva de ÉPOCA, publicada neste fim de semana, mostra que Lula se esforçou para que o governo de Cuba apresentasse garantias ao BNDES de pagamento de empréstimo direcionado à construção do Porto de Mariel, erguido pela construtora Odebrecht.
Lula, mostra a reportagem, até usou o nome da presidente Dilma Rousseff em suas conversas com o presidente de Cuba, Raúl Castro. “O BNDES usou centenas de milhões de dólares nas obras do Porto de Mariel, tocadas pela Odebrecht. Esse investimento foi feito com dinheiro público e se há indícios de irregularidades, a CPI deve averiguar”, afirmou Baldy, que é um dos subrelatores da CPI. A Odebrecht conseguiu quase US$ 898 milhões em financiamentos do BNDES para atuar em Cuba.
Baldy afirma que também vai protocolar na CPI requerimento para ouvir Alexandrino Alencar, ex-lobista da Odebrecht e amigo do ex-presidente. Alexandrino costumava acompanhar Lula em viagens internacionais nas quais Lula defendia os interesses da construtora. A Odebrecht bancava as despesas do ex-presidente nessas viagens.
A reportagem de ÉPOCA, segundo o deputado, reforça a necessidade de que o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior e atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, compareça à CPI. Isso porque Pimentel foi presidente do Conselho de Administração do BNDES, tendo interferência nas diretrizes do banco, e esteve em Cuba, em 2013, para garantir ao governo cubano que os repasses do banco seriam realizados. 
Na semana passada, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, foi ouvido na CPI e negou qualquer interferência do ex-presidente Lula em financiamentos do banco. De acordo com o deputado, as evidências trazidas pela reportagem de ÉPOCA contradizem as afirmações de Coutinho que, segundo Baldy, deve retornar à CPI para se explicar. 



30 de agosto de 2015
in aluizio amorim

PAGANDO OS EXCESSOS NUM PAÍS QUEBRADO



Que o Brasil estava quebrado, rumo à desintegração, era fácil de entender ao longo de 12 anos marcados por aumentos sistêmicos de custeio da máquina pública, muito acima do crescimento do Produto Interno Bruto.
Em qualquer época há quem ganha e quem perde. Nos primeiros meses de 2015 todos os setores produtivos (menos a agricultura) sofreram, e continuam sofrendo, queda histórica de atividades, turbinada pelo denominado ajuste fiscal.
No comando das medidas que aumentam impostos e juros apenas se conseguiu diminuir a arrecadação da União, dos Estados e dos municípios ampliando absurdamente a dívida pública, das empresas e do cidadão. Nada do que estava nos anúncios iniciais vem se realizando, e as previsões do período de crise se dilatam a cada semana. Já se pensa em mais três ou quatro semestres. Quer dizer, a fórmula não deu certo. O conteúdo da panela não dá para ser servido.
Precisa recomeçar com novos ingredientes. Temos aí, assim, a recessão em nível estúpido.
FECHANDO EMPRESAS
Na condução disso tem um grupo de financistas emprestados pelos maiores bancos e chefiado por Joaquim Levy (Bradesco). Fecharam-se indústrias, lojas, vagas de trabalho em volume assombroso, os setores estruturantes da economia em agonia, criando-se uma camada glacial de desempregados. Em contrapartida, o sistema bancário nacional, especulativo, contabilizou o semestre mais rentável desde a época do Descobrimento.
A presidente, que no seu primeiro mandato abusou de medidas eleitoreiras e frívolas, tentou corrigir com outro excesso, em sentido contrário, de ortodoxia e apertos. Acreditou nos banqueiros. Mais, acreditou que a vara pode se dobrar indefinidamente sem quebrar.
Sabia-se (aqui escrevi centenas de vezes nos últimos dez anos) que a economia não aceita desaforos, que as contas econômicas precisam manter o norte da “sustentabilidade” e do equilíbrio. Sem ele, é a ruína. Amanhã, depois de amanhã, levará à ruína uma família, uma empresa, um país.
MÁGICAS E PEDALADAS
Doze anos de mágicas e pedaladas, represando rombos gerados por conta de desperdícios, corrupção e equívocos gigantescos. O comércio se expandiu com as importações, possibilitadas pela moeda artificialmente valorizada, que condenou a indústria nacional a encolher e zerar sua competitividade. Perder ainda possibilidade de renovação e de inovação.
Verbas bilionárias se vaporizaram no petrolão. O país não alcançou a autossuficiência energética de baixo custo. Investiu tudo que não podia na miragem de um petróleo que, ao contrário de aumentar de preço e chegar a US$ 200 por barril, despencou para um valor abaixo de US$ 40. A esbórnia do pré-sal arrebentou a Petrobras; a ressaca é dura, e, para manter as contas da estatal, continua-se importando grande volume de gasolina, mais barata que o petróleo que se extrai e se refina do pré-sal.
SETOR PRODUTIVO
O ajuste nunca se deu atacando as ineficiências, tapando ralos e rachaduras do sistema. A galinha dos ovos de ouro, o setor produtivo, que mantém uma estrutura socioeconômica de pé, gerando empregos e arrecadação, foi a mais prejudicada.
A palavra para compreender a crise em que se afundou o governo Dilma: EXCESSO.
Excessos em todos os sentidos, nas previsões absurdamente deslumbradas, nas medidas perdulárias do primeiro mandato. Incapacidade de compreender o momento, de tomar medidas corretas. Depois outros excessos no ajuste econômico, uma overdose que está colocando o Brasil em agonia.
Os ministros escalados, se não forem incompetentes, são mal-intencionados, servem apenas aos bancos que os empregam.
COMADRES NO PODER
No primeiro mandato a presidente abusou das “comadres da Alvorada”, Miriam Belchior (ex de Celso Daniel), Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann e Graça Foster. Esse grupo ditou a política que arruinou o sistema energético nacional, já debilitado pelo antecessor, Petrobras e Eletrobras estão quebradas, e as contas sendo pagas a caro preço em tarifas insuportáveis para a maioria da população e das empresas. Inventaram as comadres descontos mirabolantes nas tarifas de luz, confisco de hidrelétricas, escolhendo no menu de medidas mais desestruturadoras possíveis. Vários setores que dependem de energia elétrica foram levadas sumariamente a fechar as portas e milhares de vagas. Nenhuma medida compensatória foi proposta. Ainda a maioria dos empréstimos do BNDES financiou os larápios do petrolão e se perdeu na corrupção que deixou para trás um punhado de cinza.
Embora Dilma se encontre a enfrentar o pedido de impeachment que a classe média pede nas ruas das metrópoles, indignada com as roubalheiras, poderá ser atingida e atropelada apenas quando o desemprego e as dificuldades chegarem à mesa das classes menos abastadas. E já começou a chegar.
AJUSTE DE LEVY
Acreditar que as medidas de Levy tenham capacidade de consertar a crise é pouco provável. Mas, tanto para Dilma como para quem possa sucedê-la, precisará manter claro que se aumenta arrecadação e o desenvolvimento não com torniquete e burocracia, mas preservando a capacidade de produção e de trabalho.
A forma de sair da desgraça em que precipitou está no plano de “conversão ambientalmente correta, do fóssil para o renovável”, ainda na limpeza do ar, das águas e do planeta Terra, do Brasil em especial. Exatamente o contrário do que representam pré-sal e escolhas que serviram de pretexto para o maior esquema de corrupção do planeta.
uma enorme dificuldade também deriva da ocupação dos ministérios e das estatais por figuras sem expressão, à disposição de planos de poder partidários, sem compromisso com a nação.
O momento requer grandes lideranças, motivação patriótica, união e propostas de superação. Circunstâncias difíceis e complicadas tanto pelos atores no palco quanto pela visão voltada apenas ao poder, ao interesse de setores isolados.
A presidente vem perdendo credibilidade e, por consequência, autoridade para exercer o papel de mediadora da crise. Os excessos a fragilizaram, e corrigir-se está ficando cada dia mais árduo.

30 de agosto de 2015
Vittorio Medioli