"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 9 de março de 2015

RELEMBRANDO...

PLEBISCITO?! PRA QUÊ? SERÁ QUE ELA É SURDA?!


09 DE MARÇO DE 2015
(LOROTAS POLÍTICS & VERDADES EFÊMERAS - JUN/2013)

TODOS AQUI SÃO INOCENTES... (AXIOMA BÁSICO NOS PRESÍDIOS)

CLIQUE PARA AUMENTAR

09 de março de 2015

ALGUÉM DUVIDA?

Resultado de imagem para lorotas políticas

09 de março de 2015

NO RETROVISOR...

LEMBRAM DAQUELE EMPRESÁRIO QUE VIROU A PRÓPRIA MESA?

O PETISTA DISFARÇADO, QUE NADA MAIS É QUE AQUELE DA DEMAGOGIA BARATA DO "VIRANDO A PRÓPRIA MESA" - (DESCONFIEM DE EMPRESÁRIO "TIRADO A BONZINHO", QUE ESTE NÃO É O SEU LUGAR!) NEM SEQUER PAROU PARA FAZER UMA CONTA E VER QUE NOS ANOS DO LULOPETISMO EMPRESAS COMO ODEBRETCHT, OAS, CAMARGO CORREA, UTC E OUTRAS CRESCERAM MAIS QUE NOS 20 A 30 ANOS ANTERIORES, SEM QUE HOUVESSE UM NÍVEL CONSIDERÁVEL DE OBRAS NO BRASIL!
AINDA POR CIMA ESSE "LEIGO TOTAL NO ASSUNTO" NEM DEVE SABER QUE ANTES DOS ANOS 80 A MAIORIA DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS QUE CONTRATAVAM OBRAS NO PAÍS FAZIAM PROJETOS DETALHADOS QUE PROPICIAVAM TER ORÇAMENTOS MAIS PRÓXIMOS, COM UM NÚMERO INFINITAMENTE MENOR DE ADITIVOS.
COMO CONSEGUIR NO PASSADO ROUBAR MAIS QUE AGORA?  AGORA É UMA FARRA SÓ E SÓ MESMO SE AS EMPREITEIRAS ESTIVESSEM LÁ PARA FAZER FILANTROPIA.
ESSE SEMLER DEVERIA CONTINUAR O SEU TRATADO DA FALSA MORAL E DA DEMAGOGIA - ELE NÃO IRÁ MUITO LONGE, FELIZMENTE!


09 de março de 2015

in selva brasilis
(22 de novembro de 2014)

VENEZUELA, AMEAÇA À SEGURANÇA NACIONAL DOS EUA

Aqueles venezuelanos simpáticos que estão destruindo o próprio país, mandam raptar oposicionistas, financiam o narcotráfico, dão apoio material ao totalitarismo cubano e morrem de amores pelo governo petista, no que são plenamente correspondidos, acabam de ganhar o visto de ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos. Quem o concedeu foi presidente americano Barack Obama.
A consequência imediata é que os chavistas sofrerão fortes dores no bolso. "Autoridades venezuelanas do passado e do presente que violam os direitos humanos de cidadãos venezuelanos e se envolvem em atos de corrupção não são bem-vindos aqui, e agora nós temos as ferramentas para bloquear os seus bens e o seu uso do sistema financeiro dos Estados Unidos", informou o porta-voz da Casa Branca, Josh Earnest.
Mas tudo é culpa do sistema presidencialista.
09 de março de 2015
o antagonista

ALOYSIO E OS JOSÉS


O senador Aloysio Nunes Ferreira, do PSDB, já divulgou uma nota negando que tenha dito que prefere ver Dilma Rousseff "sangrar" ao impeachment?
Não? Então O Antagonista vai lhe dar uma oportunidade para fazer mais um desmentido da verdade, pelo visto o esporte predileto de certo tucanato.
No auge do mensalão, Aloysio Nunes Ferreira promoveu um encontro entre José Dirceu, seu amigão desde os tempos de guerrilha, e José Serra. Objetivo: tentar aliviar politicamente a barra do petista.
O encontro foi no antigo apartamento de Aloysio Nunes Ferreira no Higienópolis.
Pode mandar a nota, senador.
09 de março de 2015
o antagonista

CRISE DO FIM DO MUNDO


Enquanto a política econômica dá um cavalo de pau, as versões do governo para sua ação na Lava Jato parecem sem pé nem cabeça e a sociedade se move, as investigações do esquemão na Petrobrás avançam. Só não se sabe para onde.

Charge: J. Robson - Jornal da Manhã (PR) 


O 15 de março vem aí, com péssimas condições de tempo e temperatura, o governo fazendo barbeiragens e a oposição instigando as manifestações, mas desautorizando o "Fora, Dilma". E ironizando o "Foi o FHC".

Na economia, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, acerta ao entregar um superávit de R$ 21 bilhões em janeiro, mas erra feio ao criticar e chamar de "brincadeira" as desonerações feitas pela chefe Dilma Rousseff no primeiro mandato. Não se cutuca a onça com vara curta.

E... o aumento de até 150% nos impostos da indústria vem numa hora de pânico do setor produtivo e não é nada promissor para crescimento, inflação e empregos, que já começam a tremelicar.

Na política, as ameaças ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Entraram na casa dele e isso virou justificativa para seu encontro com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, um mês depois, justamente às vésperas do anúncio da lista de políticos do PT e do PMDB na Lava Jato. Pior: em 48 horas, o procurador desiste da denúncia de políticos e segue pelo desvio de abrir inquérito. Leia-se: jogar tudo para as calendas.

Janot pode estar enveredando pelo pior dos caminhos: aquele que estanca um basta na corrupção sistêmica, dá na impunidade dos responsáveis pela maior roubalheira descoberta na República e, atenção, pode respingar na sua própria biografia.

Já o ministro da Justiça se encontra com o advogado da UTC, por acaso, ali na porta ao lado do seu gabinete, diz "Oi!, como está você?" e vira as costas. Também recebe a turma da Odebrecht e registra em ata que vai ver direitinho como foi o pedido de dados na Suíça, o que pode resultar em anulação de provas contra as empreiteiras. Depois se reúne com o procurador à noite, numa semana decisiva, para discutir um arrombamento desses que ocorrem às centenas, ou milhares, por dia.

Enquanto a política econômica dá um cavalo de pau, as versões do governo para sua ação na Lava Jato parecem sem pé nem cabeça e a sociedade se move, as investigações do esquemão na Petrobrás avançam. Só não se sabe para onde.

Já eram esperadas as delações premiadas de dois executivos da Camargo Corrêa, o presidente, Dalton Avancini, e o vice, Eduardo Leite (em choque com a própria companhia), que devem reforçar a tese de cartel contra a de esquema político para eternizar o PT no poder.

É o que o governo quer, mas não o que interessa à Odebrecht, onde habitam os maiores amigos de Lula e Dilma no setor. A empresa é a única que não tem nenhum executivo na cadeia e ficou fora da lista que vai pagar multa de R$ 4,5 bilhões, porque seus meandros de financiamento de campanha são muito mais complexos, não se encaixam nas investigações. Mas, se prevalecer a confissão conjunta de "cartel", ela entra na dança.

É mais um choque de interesses, mas o foco continua sendo no grande personagem das investigações: Ricardo Pessoa, o homem bomba da UTC. Tudo depende agora do fator emocional. Digamos que é uma questão de tempo.

Tem-se, assim, que a economia está como está, os ajustes são amargos num momento já de tanta amargura, o PMDB acaba de ir à TV se descolando do governo, cresce a sensação de que o procurador-geral está nas mãos de Dilma e Cardozo e o desfecho da Lava Jato é incerto, depois de tantas revelações escabrosas.

Pois é... e o 15 de março vem aí. Fernando Henrique Cardoso reuniu seus generais na sexta e o recado é: manifestações, sim; incitar o impeachment, não. Lula também reuniu sua tropa e avisou: se necessário, põe nas ruas a "tropa do Stédile" (ou seja, MST e movimentos sociais).

O que talvez os dos dois lados não estejam entendendo é que, desta vez, não se trata de PT versus PSDB. O momento é grave, a situação é complexa e a dinâmica é a de junho de 2013. As manifestações não são de partidos, de governo ou de oposição. São principalmente contra Dilma, mas contra todos eles.


09 de março de 2015
Fontes: Estadão
Eliane Cantanhêde
in toinho de passira

HIPÓCRITAS



“É assombroso uma vez mais como funciona a memória dos comunistas. A desmemória, melhor dito. Assombra uma vez mais comprovar que é seletiva a memória dos comunistas. Recordam certas coisas e outras esquecem. Outras expulsam de sua memória. A memória comunista é, na realidade, uma desmemoria, não consiste em recordar o passado, mas em censurá-lo. A memória dos dirigentes comunistas funciona pragmaticamente, de acordo com os interesses e os objetivos políticos do momento. Não é uma memória histórica, testemunhal, é uma memória ideológica”. [«Te asombra una vez más cómo funciona la memoria de los comunistas. La desmemoria, mejor dicho. Te asombra una vez más comprobar qué selectiva es la memoria de los comunistas. Se acuerdan de ciertas cosas y otras las olvidan. Otras las expulsan de su memoria. La memoria comunista es, en realidad, una desmemoria, no consiste en recordar el pasado, sino en censurarlo. La memoria de los dirigentes comunistas funciona pragmáticamente, de acuerdo con los intereses y los objetivos políticos del momento. No es una memoria histórica, testimonial, es una memoria ideológica». Jorge Semprún, denunció hace tres décadas en su «Autobiografía de Federico Sánchez» la memoria sesgada.] JORGE SEMPRÚN (1923-2011, escritor, político español), in Autobiografia de Federico Sanchez.

DELATOR DIZ QUE PT RECEBEU US$ 200 MILHÕES EM PROPINAS DA PETROBRAS




Ex-gerente diz que valor refere-se ao dinheiro arrecadado de 2003 a 2013 das empresas para 90 contratos da estatal
Em depoimento concedido em acordo de delação premiada, Pedro José Barusco Filho, ex-gerente de engenharia da Petrobras, afirmou que o PT recebeu até US$ 200 milhões de propina da Petrobras. O valor teria sido retirado dos 90 maiores contratos da estatal, entre 2003 e 2013. O depoimento foi prestado em 20 de novembro de 2014 e veio à tona somente nesta quinta-feira. As informações são da Folha de S. Paulo.

09 de março de 2015
in graça no país das maravilhas

COMENTÁRIO SOBRE O IMPEACHMENT DE DILMA

IMPAGÁVEL! COLLOR CRITICA JANOT E O MINISTÉRIO PÚBLICO

UM HOMEM POBRE

https://www.youtube.com/embed/buDEfYOJ-98

09 de março de 2015
diário do poder


NÃO SERVE NEM PARA PADRÕES RELATIVOS DA ÉTICA MALUFENTA

MALUF DEFENDE A SAÍDA DE CIRO NOGUEIRA DA PRESIDÊNCIA DO PP
ELE DEFENDE O AFASTAMENTO DE CIRO NOGUEIRA DA PRESIDÊNCIA DO PP

Francine Monteiro
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MALUF DISSE QUE NOGUEIRA TEM QUE SE LICENCIAR 
FOTO:MONTAGEM






O escândalo de roubalheira na Petrobras é indigno até para os padrões de moralidade do deputado Paulo Maluf (PP), que defendeu o afastamento do senador Ciro Nogueira do cargo de presidente nacional do Partido Progressista. 
A afirmação de Maluf veio após o Supremo Tribunal Federal (STF) divulgar que a lista com 30 políticos, entre eles Nogueira, do PP suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobras.

Em entrevista concedida ao Estadão Maluf declarou, “Quem perdeu as condições morais de ser presidente do partido é o Ciro Nogueira. Ele tem que se licenciar".

O ex-prefeito de São Paulo, que integra a lista de procurados pela Interpol, ainda frisou:
 “Está provado e comprovado que nesta operação não tenho nada. Sou um homem correto”.

Maluf teve problemas no fim de 2014 com a executiva nacional do partido e com Ciro Nogueira, que estabeleceram a intervenção do diretório do partido em São Paulo e o afastamento do deputado da presidência do partido. 
Paulo Maluf recorreu ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal e foi reconduzido ao comando.

09 de março de 2015
diário do poder

E AÍ? TOU NELA?


09 de março de 2015




O HUMOR DO ALPINO...



09 de março de 2015

MAS AFINAL, QUE PAÍS É ESSE?!

FERNANDO HENRIQUE, AÉCIO NEVES E DEMAIS TUCANOS TRAEM OS BRASILEIROS. AGORA SAO LINHA AUXILIAR DO PT.

Os comportamentos de Fernando Henrique Cardoso, Aécio Neves, Aloysio Nunes Ferreira e demais tucanos bobalhões e safados, traidores do povo brasileiro, se agacham e lambem os pés do PT. 
Esses irresponsáveis e oportunistas não têm mais o mínimo respeito do povo brasileiro.

Trata-se de um tapa na cara de todos os eleitores que votaram em Aécio Neves. Não tem desculpa. O PSDB ao ir contra o impeachmet da Dilma, sem falar que fez a mesma coisa no episódio do mensalão salvando o Lula e seus sequazes, está desmoralizado.
09 de março de 2015
in coroneLeaks

DESDOBRAMENTOS NECESSÁRIOS





Uma questão vital no escândalo da Petrobras deixou de prender as atenções depois da divulgação no fim de semana da lista do procurador Rodrigo Janot, mas logo retornará às manchetes: 
qual o prejuízo total da estatal petroleira, ou seja, quantas centenas de milhões foram roubados, desviados, superfaturados e, em espacial, como serão ressarcidos? 

Há quem suponha mais de um bilhão de reais, mas de que maneira receber de volta essa importância olímpica? A fatura será levada às empreiteiras, aos diretores da Petrobras implicados na roubalheira, aos doleiros e aos políticos que receberam parte dela? Claro que todos têm sua parcela de culpa e devem pagar. 
Não vale dizer que o dinheiro evaporou-se nas campanhas eleitorais, pois o crime é o mesmo para os que enviaram seu produto para bancos no exterior. Ou compraram carrões, lanchas e aviões.

Será sonho de noite de verão imaginar o retorno de toda a quantia surripiada, mas se estão sendo conhecidos seus beneficiários, o mínimo a esperar é que respondam com seu patrimônio.

A segunda questão ainda inconclusa comporta ilações. Evidenciando-se que nem todos os milhões foram utilizados ilicitamente em campanhas eleitorais, mas irrigaram até mensalmente com dinheiro vivo os colchões ou contas bancárias de parlamentares, será óbvio indagar se não havia nas transações compromissos iguais aos do mensalão? 

Em outras palavras, no caso do PP e até do PMDB e do PT, Suas Excelências recebiam para votar no interesse de quem? Do governo e das empreiteiras?

 Terá sido por isso que nem o Lula nem Dilma nem seus ministros sabiam de nada? Uma roubalheira desse quilate não conseguiu ser detectada pelos órgãos de informação, com a Abin à frente, ou por simples assessores? Só a Polícia Federal descobriu a lambança, mas teria deixado de informar seu chefe, o ministro da Justiça?

Com todo o respeito, mas quem era ministra de Minas e Energia e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, depois chefe da Casa Civil, não recebeu um só indício da ladroagem? Tamanho volume de desvio de recursos através de superfaturamento de obras e serviço, mais aditivos contratuais e preços muito acima do mercado fluíam em sigilo absoluto?

E quanto a quem passou quatro anos viajando em jatinhos das empreiteiras, fazendo palestras e ajudando na conquista de contratos junto a governos estrangeiros, em nenhum momento desconfiou dessas facilidades?

Desdobramentos virão da abertura de inquéritos sobre políticos variados. Em alguma etapa das investigações surgirão vazamentos. Alguém ficará desesperado e dará o serviço. Se servirá ou não para inundar reputações, é outra história.

PREJUÍZO PARA AS INVESTIGAÇÕES

Ouve-se que a presidente Dilma decidiu protelar a indicação do ministro do Supremo Tribunal Federal que falta para compor aquela corte. Não gostaria de ver os ânimos acirrados no Senado. 
Por maior mérito que o indicado venha a ter, enfrentará a má vontade dos atingidos nas investigações do escândalo da Petrobras e dos solidários com eles. O diabo é que os trabalhos da II Turma do Supremo ficarão prejudicados pelo desfalque de um de seus integrantes.

09 de março de 2015
Carlos Chagas

LULA NÃO VAI PARTICIPAR DA MANIFESTAÇÃO DA SEXTA-FEIRA 13.





O Instituto Lula confirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não irá participar do ato convocado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) no próximo dia 13, em São Paulo.
O ex-presidente não chegou a confirmar sua presença no evento, mas a certeza de sua ausência vem no momento em que a CUT endurece o discurso contra medidas fiscais tomadas pelo governo Dilma Rousseff.

Além da defesa da Petrobras e do combate à corrupção, o ato do dia 13, convocado em várias capitais do País, deve protestar contra as Medidas Provisórias 664 e 665, que restringem o acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial, pensão por morte e auxílio-doença. Em manifesto, as centrais sindicais envolvidas na mobilização classificaram as mudanças como “ataques a direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora”. “Defender os trabalhadores é lutar contra medidas de ajuste fiscal que prejudicam a classe trabalhadora”, dizia o texto, divulgado quarta-feira,  dia 4.

CRÍTICAS AO PT

Na quinta-feira, o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, criticou o ajuste fiscal promovido pelo governo e disse que a entidade nunca apoiou o PT, e sim os programas de governo apresentados, abrindo brecha para aproximação com outras legendas. 
“Pode ser que um dia a CUT apoie um candidato à Presidência da República que não seja do PT”, disse o dirigente da central, que no ano passado declarou apoio e colocou militantes na rua pela reeleição de Dilma. “Pode ser que você tenha um candidato de qualquer outro partido que tenha no seu programa aquilo que nós defendemos.”

O ato do dia 13 gerou preocupação no Palácio do Planalto, que tentou convencer a CUT a alterar os planos. O receio é de que a manifestação da central infle os protestos pelo impeachment de Dilma, marcados para o dia 15, e provoquem comparações desfavoráveis ao governo. Mesmo assim, a CUT reafirmou os planos para a próxima sexta-feira. “Nossa manifestação é em defesa de direito dos trabalhadores, em defesa da Petrobras, não em defesa do governo”, disse Adi dos Santos, presidente da central em São Paulo.

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NOTA DA REDAÇÃO – A manifestação do dia 13 tem todo o direito de ser realizada. Esta história de que o Planalto está preocupado é uma conversa fiada. Na sexta-feira 13, quem é a favor do governo deve ir, não há dúvida. Quem é contra, melhor ficar em casa e evitar confrontos. Assim, se houver confronto, será entre os petistas e os militantes das centrais sindicais, que não apoiam o ajuste fiscal nas costas dos trabalhadores. De toda maneira, haverá confusão, claro. (C.N.)

09 de março de 2015
Deu no Yahoo

OS LÁBIOS DE DILMA E A FALTA DE GOVERNO




Dilma está subindo o “tom” no Planalto

Padre Godinho, doutor em teologia em Roma, uma catedral de cultura, deputado federal da UDN e do MDB de São Paulo, imitava perfeitamente as vozes alheias. Uma noite, toca o telefone no apartamento do Padre Nobre (MDB de Minas) em Brasília, amigo do Padre Godinho:
– É o senhor Padre Nobre? Padre Nobre, aqui é dom José Newton, arcebispo. Soube que o senhor está na Comissão de Finanças da Câmara e estamos precisando de ajuda para as obras de assistência aos menores da arquidiocese. O senhor poderia providenciar uma verba?
– Pois não, senhor arcebispo. Com todo prazer. Farei isso amanhã.
– Muito obrigado, padre. E ajoelhe-se para receber minha benção.
No dia seguinte, na Câmara. Padre Godinho encontra padre Nobre:
– Nobre, sonhei esta noite com você ajoelhado à beira da cama, recebendo uma benção.

PADRE GODINHO
Padre Nobre entendeu o trote, ficou uma fera, mas não disse nada ao Padre Godinho. Deixou para vingar-se depois. Um mês depois, de manhã bem cedo, toca o telefone no apartamento do Padre Nobre:
– É o senhor Padre Nobre? Padre Nobre, aqui é dom José Newton,
– Vá à puta que o pariu, seu arcebispo de merda.
E bateu o telefone. À tarde, chega à Câmara, preocupado, monsenhor Ávila, secretário do arcebispo:
– Padre Nobre, o que é que houve hoje cedo durante o telefonema do senhor arcebispo para o senhor, que ele passou mal logo que desligou o telefone?
Padre Nobre ligou aflito para o arcebispo contando a história do trote de padre Godinho e pedindo desculpas. Dom José Newton ouviu, desculpou:
– Está explicado, Padre Nobre. Mas que linguajar nos lábios de um sacerdote!
Padre Nobre queria matar seu amigo Padre Godinho.

DILMA
Os amigos e assessores da presidente Dilma andam preocupados com a acelerada que a presidente deu nos seus costumeiros palavrões e despautérios. Ela sempre foi assim, mas não tanto. O hábito de xingar quem discorda dela ou aqueles de quem ela discorda vem de longe. Mas sempre teve um mínimo de limites. Agora, desandou. É palavrão aos borbotões.
Depois que a Operação Lava Jato subiu as escadarias do palácio do Planalto e cada dia ficam mais claras a omissão e conivência dela na roubalheira da Petrobras, mais ela sobe o tom e generaliza a gritaria;
Se as lânguidas colunas da curvilínea arquitetura de Niemeyer não fossem tão sólidas, algumas paredes palacianas já teriam esboroado ao sopro dos furiosos adjetivos nos turvos lábios presidenciais.

CUPIM PETISTA
Os números do governo petista cada dia mais corroem o país.
1.- A administração federal tem 39 ministérios, 128 autarquias e 141 empresas estatais A prioridade de um governo responsável é canalizar recursos para o crescimento econômico, investindo na infraestrutura e estimulando os investimentos privados em uma economia cujas carências são abismáticas, e também no fortalecimento dos gastos com os programas sociais, a exemplo do Bolsa Família que tem um custo da ordem de 0,5% do PIB (Produto Interno Bruto).
Para comparar, só o pagamento de juros da dívida pública ao mercado financeiro, em 2014, fica acima de 6% do PIB. Não são os programas sociais os responsáveis pelos descontroles da economia. No ano, o Bolsa Família recebe o que os banqueiros ganham em um mês.

FALTA GOVERNO
– A Presidente deveria buscar informações na Secretaria de Gestão Pública, órgão do Ministério do Planejamento, que registra: o Executivo tem 757.158 cargos de serviços efetivos, mais 113.869 cargos de confiança e comissionados, além de 20.922 contratos temporários de trabalho.
Só a presidência da República em dezembro de 2014 era responsável por 23.008 cargos de confiança e comissionados, Na Alemanha, a primeira-ministra Angela Merkel dispõe de 600 funções de confiança.
O que falta ao Brasil é governo.

09 de março de 2015
Sebastião Nery

DILMA AINDA ZONZA COM O PANELAÇO



(VEJA) A presidente da República, Dilma Rousseff, minimizou nesta segunda-feira as manifestações espontâneas que surgiram em 12 capitais durante o seu pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV na noite deste domingo. Em entrevista coletiva dada logo após a sanção da Lei do Feminicídio, Dilma disse que não há terceiro turno e que o país não aceitaria uma "ruptura democrática" - sem especificar a que se referia.

Dilma começou sua resposta dizendo que os protestos são legítimos num regime democrático, uma obviedade incômoda para o PT. "Tem uma característica que eu reputo muito importante: é o fato de que aqui as pessoas podem se manifestar e têm espaço para isso", afirmou, fazendo a ressalva de que a "violência" é inaceitável.

Ao comentar os gritos de impeachment, a presidente respondeu de forma confusa, aparentemente argumentando que não há motivos para um processo de cassação do seu mandato. "Eu acho que é questão de conteúdo. Eu acho que há que caracterizar razões para impeachment", declarou. Depois, a chefe do Executivo lançou outra frase nebulosa. Dessa vez, sobre a manifestação nacional marcada para o próximo dia 15 de março. "Ela em si não representa a legalidade nem a legitimidade de pedidos que rompem com a democracia."

Dilma afirmou ainda que um terceiro turno das eleições presidenciais não pode ser aceito. "A eleição acabou no primeiro e segundo turnos. Terceiro turno, para qualquer cidadão brasileiro, não pode ocorrer, a não ser que se queira uma ruptura democrática. A sociedade brasileira não aceitará uma ruptura democrática", afirmou.

Em outro trecho da entrevista, Dilma, que se elegeu com o discurso do "nós" contra "eles", pediu estabilidade e pregou o fim do conflito. "É muito prudente o país perceber que ele precisa de estabilidade, que ele precisa amainar todas as situações de conflito, porque estamos enfrentando uma fase profunda da crise econômica", disse.

Novamente, a presidente atribuiu a crise brasileira ao cenário internacional, embora admita, de forma oblíqua, que o governo errou em suas avaliações econômicas para o ano passado. "Houve em 2014 uma deterioração muito maior do que a esperada", disse ela, que também afirmou esperar "um certo crescimento" até o fim do ano.

09 de março de 2015
in coroneLeaks

JUIZ MORO AGORA VAI INVESTIGAR PALOCCI, VACCARI, DILMA, LULA ETC




As investigações mais importantes voltaram para o juiz Sérgio Moro

Foram comoventes as tentativas do procurador-geral Rodrigo Janot e do ministro-relator Teori Zavascki para blindar a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, mas a sujeirada é tamanha que não dá mais para segurar, como dizia o compositor Gonzaguinha. Agora, é só uma questão de tempo, porque a Justiça brasileira transita por caminhos tortuosos e surpreendentes.

Ao contrário do que se pensa, os processos mais importantes da Operação Lava Jato não serão os que tramitam em foro privilegiado no Supremo Tribunal Federal (parlamentares federais) e no Superior Tribunal de Justiça (governadores). 
As ações principais serão exatamente as que estão sendo devolvidas pelo Supremo para a Justiça Federal de primeira instância em Curitiba.

Alguns indiciados da maior importância, como o tesoureiro petista João Vacarri Neto, o ex-ministro Antônio Palocci, o lobista Fernando Soares, o doleiro Alberto Youssef, os executivos e diretores de empreiteiras e muitos outros, não têm foro privilegiado. 
Portanto,  serão investigados e julgados pelo juiz federal Sérgio Moro na mesma 13ª Vara Federal de Curitiba, onde tudo começou, não existe blindagem política e a verdade dos autos poderá prevalecer.

CESSAR-FOGO TEMPORÁRIO
O fato é que o procurador-geral da República Rodrigo Janot conseguiu um cessar-fogo temporário para Dilma Rousseff, sob o cínico argumento de que não se poderia investigá-la por “atos estranhos ao exercício de sua função” de presidente da República. O ministro Teori Zavascki, é claro, rapidamente concordou com essa criativa interpretação jurídica e colocou Dilma Rousseff sob a proteção de sua toga ministerial.

Mas tudo tem limite. Nem Janot nem Zavascki conseguiram evitar que prosseguissem as investigações sobre a arrecadação de recursos para a campanha presidencial do PT, tendo como base a atuação do ex-ministro Antonio Palocci, que coordenou a campanha de Dilma com apoio do tesoureiro João Vaccari Neto, que se encarregava pessoalmente de arrecadar as propinas, digo, doações.

Zavascki teve o cuidado de não determinar expressamente a abertura de um inquérito, para que a investigação da campanha possa ocorrer inicialmente em um procedimento preliminar. Este pedido para apurar a atuação de Palloci já foi remetido para Curitiba e o juiz Moro vai dar prosseguimento aos trabalhos, com apoio da força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Federal. Vai ser uma festa.

DILMA CITADA VÁRIAS VEZES
Como se sabe, o nome de Dilma Rousseff foi citado em depoimento do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. 
Na delação premiada, ele contou que foi procurado pelo doleiro Alberto Youssef em 2010. Na ocasião, Youssef disse-lhe ter recebido um pedido de Palocci para que fossem doados à campanha de Dilma R$ 2 milhões do caixa do PP, abastecido com recursos desviados da Petrobras.

Costa admitiu ter autorizado a contribuição e relatou que, posteriormente, Youssef confirmou que repassou a quantia solicitada.

O doleiro, porém, desmentiu Costa num detalhe, negando que Palocci tivesse pleiteado a doação. Youssef declarou “categoricamente que esta afirmação (feita por Costa) não é verdadeira”. Mas esta contradição pode ser facilmente desfeita, porque Costa, ao depor, não esclareceu se o pedido foi feito diretamente por Palocci, Vaccari ou outro dirigente petista.

O PLANALTO SABIA…
Houve outra citação de Dilma, que o próprio procurador Janot registrou num ofício a Zavascki, em 16 de dezembro, ao mencionar que o doleiro Alberto Youssef disse que o “Palácio do Planalto” sabia de “determinados fatos” sob investigação na Operação Lava Jato. 

O procurador acrescentou que, ao ser indagado sobre quem seria o “Palácio do Planalto”, Youssef citou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e seis ex-ministros do governo Lula (Gilberto Carvalho, Ideli Salvatti, Gleisi Hoffmann, Antonio Palocci, José Dirceu e Edison Lobão).

Surpreendentemente, o procurador-geral concluiu que a referência a essas pessoas não poderia gerar “automaticamente providência de investigação direta”, pois quanto a eles “não há nenhuma indicação sequer de um dado que permita essa conclusão” de que eles sabiam realmente do esquema na Petrobras. 
E o ministro Teori Zavascki logo embarcou nessa canoa, que o juiz Sérgio Moro em breve nos dirá se está furada ou não.

09 de março de 2015
Carlos Newton

OPERAÇÃO LAVA JATO E A VALIOSA ADVOCACIA DE EX-PROCURADORES-GERAIS




Ex-procurador Antonio Fernando Souza defenderá Cunha

A informação de que o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai contratar o ex-procurador-geral da República Antonio Fernando Souza para defendê-lo na Lava Jato é a livre escolha de um patrono famoso. O fato de Souza ter oferecido a denúncia na ação penal do mensalão sugere que o peemedebista pretende associar à sua defesa a imagem do procurador-geral responsável por detonar o até então maior processo contra a corrupção no país.

É sabido que Antonio Fernando não é um criminalista. Tem formação em Direito Processual Civil e Direito Público. Na denúncia do mensalão, foi assessorado por procuradores especializados em crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Nenhum demérito, pois os ministros do Supremo que receberam a denúncia do mensalão tiveram apoio de juízes auxiliares experientes no julgamento desses crimes.

Eduardo Cunha e Antonio Fernando também não estão inaugurando nenhuma novidade. O ex-procurador-geral da República Aristides Junqueira, por exemplo, é defensor de Aldo de Almeida Júnior, ex-diretor do Banestado condenado pelo mesmo magistrado da Operação Lava Jato como um dos responsáveis pela maior evasão de divisas do país. Em sustentação oral, Junqueira chegou a afirmar que o juiz Sergio Moro manifestava “voracidade carcerária impressionante”.

LADOS OPOSTOS
Junqueira e Antonio Fernando já estiveram em lados opostos. Como advogado do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB), o primeiro questionou no Supremo se houve abuso de poder por Antonio Fernando em decisão tomada contra Suassuna em 2008.

Sepúlveda Pertence, também ex-procurador-geral da República –e ex-ministro do STF–, é bem sucedido advogado em Brasília.

Em junho do ano passado, Pertence atuou no Supremo em defesa de José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz, ex-sócio de Luiz Estevão no escândalo do Fórum Trabalhista de São Paulo. 
No julgamento de habeas corpus em favor de Ferraz, a sub-procuradora da República Cláudia Sampaio Marques e os ministros Roberto Barroso e Rosa Weber identificaram uma chicana da defesa do empresário quando o caso foi julgado na segunda instância, no TRF-3, em São Paulo. Ferraz foi beneficiado porque o habeas corpus foi concedido em razão de empate.

USANDO O PRESTÍGIO
De certa forma, a contratação de ex-PGR’s tem a finalidade de “blindar” o acusado. Quem ocupou o cargo sempre goza de prestígio dentro da instituição, mesmo aposentado. Isso é valioso para o réu. Não que o contratado vá fazer advocacia administrativa. 
Mas é inegável que tem um trânsito diferenciado no Ministério Público e nos tribunais.

Trata-se de livre exercício da profissão pelos ex-PGRs e do indiscutível direito de defesa dos acusados – que vale para todos, embora, no caso de patronos tão experientes, deva ser uma possibilidade ao alcance de poucos.

09 de março de 2015
Frederico Vasconcelos
Folha