"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

A PIADA DE 32 SIGLAS


 
 
Quanto vale um político? 
Quanto vale um partido? 
E quanto dinheiro eles podem arrecadar para vencer uma eleição e se manter no poder? 

Essas perguntas dominaram, com a discrição necessária, as intensas negociações que nas últimas semanas aconteceram entre partidos e pré-candidatos nas próximas eleições. Pobre eleitor, obrigado a assistir esse triste espetáculo. A poucos dias do prazo final para registro de filiação partidária, a política se rende ao rasteiro toma lá dá cá de promessa de cargos e de futuras verbas. 

Está praticamente erguido o teatro para convencer o eleitorado de que sim, em 2014, poderemos separar o joio do trigo.

 
 
 
É impossível levar a sério a política de um país com 32 partidos. 

A profusão de siglas reduz a nada o debate ideológico, o confronto de teses, a comparação de políticas públicas, o legítimo duelo entre governo e oposição. Temos partidos de aluguel, 
deputados de aluguel, 
ideologia de aluguel. 
Temos tempo de televisão negociável, vagas disponíveis para suplentes, discursos sob encomenda, pose para fotos, reunião entre bancadas. 
Não importam a coerência, os princípios, as diferenças. 
Para conquistar as urnas, os fins justificam todo acordo.
 
 

Naturalmente, não se pode exigir trajetória retilínea de qualquer ator político. 
As circunstâncias podem levar a decisões difíceis, contraditórias e por vezes contrárias ao que se disse e se fez outrora. 

Para ficar apenas no PT, partido que tem história e não pode ser equiparado às legendas disponíveis na próxima esquina, constitui tarefa árdua explicar a diferença entre as críticas à privatização tucana, tema da campanha de 2010, e o problemático regime de concessões que se estende às profundezas do pré-sal. 

A questão ética também se tornou delicada, com o precedente do mensalão. Outros partidos tradicionais igualmente acumulam problemas. Basta lembrar o conhecido apetite por cargos do PMDB, ou a ausência de coesão do vacilante PSDB.

Mas as incongruências identificáveis nas maiores legendas diferem muito do mercadão eleitoral que se instalou no Brasil. Essa volatilidade fragiliza o discurso dos candidatos perante aqueles que pretendem confiar o voto com algum critério. Ao redor dos grandes, observa-se uma miríade de legendas, de pequena e média grandeza, a orbitar no jogo político.
 
 
 
Talvez a Rede, de Marina Silva, consiga trazer um sopro novo a esse universo. 
E chegamos, então, ao fundo do poço, aos partidos que oferecem a porta de entrada para o submundo eleitoral  .(????) *

É assim, eleitor, que nos aproximamos de 2014. 
Torçamos por uma reforma política a partir de 2015.


Carlos Alexandre/Correio Braziliense 

*CAMUFLADOS
Mais :
TABELA -

Valores e percentuais distribuídos aos partidos políticos no repasse feito pelo TSE do Fundo Partidário em 20013/BRASIL
 

Colado do :

04 de outubro de 2013

MARINA SILVA ADIA DECISÃO SOBRE O FUTURO POLÍTICO PARA ESTE SÁBADO

Um dia depois de ver a sua Rede Sustentabilidade ser barrada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e após duas longas reuniões a portas fechadas com aliados e apoiadores, a ex-senadora Marina Silva disse na tarde desta sexta-feira (4) que ainda não definiu se vai se filiar a um partido político para disputar as eleições de 2014. Marina disse que está refletindo sobre seu futuro.
 
"É que ainda estou num processo de decisão. Exatamente porque é sério que ainda tenho uma longa noite e um dia", disse. Para se candidatar no ano que vem, Marina tem até sábado para se filiar um partido.
 
Ao lado de dirigentes da Rede e com tom de candidata, Marina não revelou com quais partidos negocia sua filiação. Ela afirmou que, se decidir continuar na corrida eleitoral, será por uma aliança programática. A ex-senadora recebeu convite de oito legendas, entre elas PPS, PTB, PDT.
 
Questionada sobre o que pode influenciar na sua escolha, Marina disse apenas que está pensando no que é melhor para o país. Sem citar o nominalmente PSDB e PT, ela disse ainda que outro motivo seria a chance de derrotar a tradicional polarização nas urnas.
 
"Vai pesar na minha decisão a disposição dos que estão preocupados com a ideia de que a gente tem que quebrar a polarização 'oposição por oposição', 'situação por situação'. Devemos pensar no país. [É preciso] configurar uma agenda de investimentos estratégicos, em infraestrutura, saúde, educação. Estas são as questões que estão pesando aqui no processo decisório", completou.
 
Ela disse, no entanto, que não acreditar ser a única a acabar com essa polarização. A ex-senadora, apesar de defender uma nova política e rechaçar a linha dos atuais partidos, não há contradição em uma eventual aliança.
 
"As pessoas são todas muito respeitosas e estão respeitando muito esse meu momento. Não tem nenhuma abordagem agressiva e os que tem abordagem de aproximação estão fazendo de forma respeitosa e reconhecendo que somos um partido . Não estão conversando com uma pessoa, mas com uma força política", disse.
 
Ela disse, no entanto, que não acreditar ser a única a acabar com essa polarização. Marina voltou a responsabilizar os cartórios pela rejeição do registro da Rede, sustentando que houve uma ação deliberadamente contra a criação da sigla. Ela destacou que foram apresentadas mais do que as 492 mil exigidas por lei.
 
"Lamentavelmente, uma ação dos cartórios, você pode investigar, onde 53% das 910 mil fichas que coletamos e que foram enviadas para os cartórios tiveram atrasos entre suas validações, houve decisão na planície de cassar o direito da rede de ser um partido".
 
A ex-senadora reforçou que a discussão é programática. "Não é um projeto de poder pelo poder, é uma visão de mundo. É isso que a Rede Sustentabilidade quer fazer. Sabemos que a verdade não está com nenhum de nós, está entre nós", declarou

 Editoria de Arte/Folhapress 
CONVITES

Um dia após a Justiça Eleitoral barrar a criação da Rede Sustentabilidade, o presidente nacional do PPS, deputado federal Roberto Freire (PPS), utilizou o Twitter nesta sexta-feira (4) para convidar a ex-senadora Marina Silva para se filiar ao partido e disputar a presidência da República em 2014.
 
"Solidário reafirmo convite do @pps23 para que junto com a Rede se integre conosco para ser candidata e disputar 2014!", escreveu Freire em seu microblog.
 
O deputado estadual Campos Machado, secretário-geral do PTB, também ofereceu nesta sexta-feira (4) espaço para que a ex-senadora se filie à sigla e dispute a Presidência pelo partido nas eleições do ano que vem.
 
"Ela é a Getúlio Vargas de saia. O programa do PTB --com a questão das leis trabalhistas, nacionalismo, Petrobras-- está em total conformidade com o que ela vem pregando", diz.
 
Para formar a Rede, Marina tem adotado o discurso de renovação da política e de crítica a estruturas partidárias existentes. A busca por fontes de energia alternativas ao petróleo também faz parte do programa da Rede.
 
Apesar disso, ele diz não ver incoerência. "Novo mesmo, só se ela formasse o partido, mas o PTB é a opção para ela continuar a pregação dela dentro da sua linha programática."
 
Campos disse ter contatado aliados da ex-senadora e afirma aguardar resposta. "Estamos querendo deixar uma outra opção para ela, mas sem constrangê-la."
 
ELEIÇÕES 2014
 
De acordo com a última pesquisa do Datafolha, que é do início de agosto, Marina tinha 26% das intenções de voto para a presidência, melhor pontuação de um candidato de oposição a Dilma Rousseff, que somava 35%.
 
Eventual saída da ex-senadora da corrida presidencial tende a aumentar as chances de reeleição de Dilma Rousseff em 1º turno (isso ocorre quando o candidato alcança mais da metade dos votos válidos).
 
Após se reunir com o senador Aécio Neves na última segunda-feira (30), o ex-governador José Serra, segundo colocado na disputa ao Planalto em 2010, anunciou a desistência de sair do PSDB para concorrer à Presidência por outro partido.
 
Sem Serra e Marina, os principais adversários hoje de Dilma são o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). Somados, Aécio (13%) e Campos (8%) não reúnem atualmente força suficiente, segundo o Datafolha, para levar a eleição para um segundo turno.
 
A criação da Rede contou também com o apoio de alguns congressistas que pretendiam se filiar à sigla. O deputado Walter Feldman (SP) se desfiliou na quarta (2) do PSDB e afirma que não será candidato em 2014. Alfredo Sirkis (PV-RJ) teme que o PV não lhe dê a legenda para disputar a reeleição para a Câmara. Domingos Dutra (PT-MA) deve ir para o Solidariedade ou para o PSB.
 
A insuficiência na comprovação do apoio popular faz com que a Rede seja o único a fracassar entre os três que pleiteavam registro recentemente. Tendo começado a coleta de apoio bem antes do que a Rede, o Pros (Partido Republicano da Ordem Social) e o Solidariedade, do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, tiveram seus pedidos aprovados na semana passada pelo TSE apesar de haver suspeita de fraudes nas assinaturas entregues ao tribunal.
 
As duas legendas movimentaram o "mercado" de troca-troca de políticos entre as legendas, que deve atingir cerca de 60 mudanças só na Câmara dos Deputados até sábado.
 
VOTAÇÃO NO TSE
 
O Tribunal Superior Eleitoral negou o registro da Rede Sustentabilidade por 6 votos a 1, após concluir que seus organizadores não alcançaram o respaldo popular exigido pela legislação, de pelo menos 492 mil eleitores --faltaram quase 50 mil assinaturas.
 
"Não temos o registro, mas temos a ética", disse Marina a aliados que a abraçaram após o fim da sessão, que ela acompanhou no plenário do TSE.
 
A ex-senadora chegou ao TSE de braços dados com a socióloga Maria Alice Setubal, uma das herdeiras do banco Itaú, e ao lado de articuladores da Rede e de seis congressistas que pretendiam se filiar à nova legenda.
 
As esperanças da Rede começaram a ruir logo no início da sessão, com o voto da relatora do processo, Laurita Vaz, que considerou "inconcebível no ordenamento jurídico" o pedido da Rede para que o TSE aceitasse quase 100 mil assinaturas rejeitadas sem justificativa pelos cartórios eleitorais nos Estados.

 Editoria de Arte/Folhapress 

Os argumentos da Rede contra os cartórios foram rebatidos por vários ministros. "Ou nos submetemos à lei ou teremos o caos. Voto lamentando, mas não tenho como juíza, outra opção que não seja seguir a lei", disse a presidente do TSE, Cármen Lúcia.
 
Também votaram contra a Rede os ministros Marco Aurélio Mello, Henrique Neves e João Otávio Noronha. Único a apoiar o pedido do partido, o ministro Gilmar Mendes acusou os cartórios de abuso e disse ter havido uma orquestração contra Marina.
 
Mendes lembrou projeto do Congresso, defendido nos bastidores pelo Planalto e pelo PT, que visava sufocar a criação de novos partidos. "É a lei mais casuística que se fez nesses últimos anos, é de se corar frade de pedra", disse o ministro, que chegou a suspender a sua tramitação.
 
"Não vamos dizer agora: Ah, senadora Marina, não deixe de trabalhar, porque como sempre há Carnaval, há eleição'", acrescentou, ironizando a atitude de outros ministros que sugeriram a Marina que continue buscando as assinaturas que faltaram para organizar sua legenda.
 
O julgamento de ontem ocorreu exatos três anos depois da eleição presidencial de 2010, quando Marina teve 19,6 milhões de votos e saiu das urnas como a terceira maior força política nacional.
 

Marina Silva chega ao TSE para acompanhar sessão que define o registro do Rede Sustentabilidade
 
04 de outubro de 2013
RANIER BRAGON e  MÁRCIO FALCÃO - UOL

MIRO TEIXEIRA DEIXA PDT E SE FILIA AO PROS PARA CONCORRER AO GOVERNO DO RIO

Deputado trabalhou para criar a Rede, cujo registro foi negado pelo TSE

No PDT desde 1988, Miro Teixeira se filiou ao PROS
Foto: André Coelho / Arquivo O Globo
No PDT desde 1988, Miro Teixeira se filiou ao PROS André Coelho / Arquivo O Globo
 
O deputado federal Miro Teixeira deixou o PDT e se filiou nesta sexta-feira ao recém-criado PROS, partido pelo qual deve disputar o governo do Rio. O parlamentar trabalhou ao lado da ex-senadora Marina Silva pela criação do Rede Sustentabilidade, que teve o registro negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na segunda-feira, Miro ligou para o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, comunicando da decisão de sair do partido. Fez dois comunicados, um para o caso de o Rede sair do papel, o que acabou não acontecendo, e outro afirmando que ia para o PROS, após receber convite do deputado federal Hugo Leal e do ex-ministro Ciro Gomes.
 
Miro estava no PDT desde de 1988, mas passou nesse período por PT e PPS. Não chegou a disputar eleição por nenhum dos dois. O parlamentar afirma que estava sentindo que era um incômodo para o partido.
 
- Percebi que para o PDT, na organização burocrática, eu estava sendo incômodo. O partido muito próximo do governador Sérgio Cabral e isso a mim não agrava - disse ao GLOBO.
 
 
A vontade de Miro é concorrer ao governo do Rio e, no PDT, ele sentia que isso não seria sequer discutido:
 
- Nunca é fácil (deixar um partido em que se está há tanto tempo). Agora, depois de tomada a decisão, você fica muito tranquilo. A angústia é quando está se organizando o processo de convencimento, mas você fica tranquilo (com a decisão) quando você se convence e chega à conclusão de que está sendo excluído de uma disputa e que já há uma pré-determinação de apoiar o candidato do governador. O Lupi negava para mim, mas não era isso que eu via nos jornais. Mas, a saída é sem ressentimento.
 
O agora ex-pedetista afirmou que não condicionou sua ida ao PROS à candidatura ao governo do Rio e que a iniciativa neste sentido foi do próprio Hugo Leal, o articulador da nova sigla no estado. Miro disse ainda que não há preferência ou rejeição a nenhum partido tendo em vista a aliança para a disputa.
 
- Acho que a primeira discussão tem que ser dentro do próprio partido. Temos que produzir um ambiente de debate - declarou Miro.
 
O deputado afirmou que o escândalos envolvendo pessoas do PDT não afetaram sua decisão de deixar a sigla:
 
- O responsável pelo crime é quem o comete, no PDT ou em qualquer partido. Não é a legenda que fica maculada. Tem muita gente boa no PDT, lutadores antigos de batalha arriscadas. Muitos desses se sentiram excluídos e saíram.

04 de outubro de 2013
Juliana Castro - O Globo

O CHICO LIXO QUE MORA EM PARIS, CONTINUA O MESMO...


 

É CHIQUE E É CHICO
 

De Paris, Chico Buarque endossa apoio a Genoíno.

Compositor ligou para o deputado e réu no julgamento da AP 470 e confirmou adesão à lista intitulada
“Nós estamos aqui”, que conta com mais de 5,5 mil assinaturas; “Somos um grupo grande de brasileiros iguais a você, que deseja um país melhor.
Estamos aqui para dizer em alto e bom som que José Genoino é um homem honesto, digno, no qual confiamos”, diz trecho do manifesto.

É MOLE...?

 

SAIBAM VOTAR, PROFESSORES... SENÃO, É CORAÇÃOZINHO PROCÊS!!!



 
"Professores do Rio, depois que vocês saírem do hospital, elles contam com o voto de vocês em 2014... Em 2015 elles baixam a porrada de novo...."

BLOQUEIO POLÍTICO



Uma economia americana forte é benéfica para o mundo inteiro, mas hoje o grande problema que trava a economia dos Estados Unidos é político. Com o Partido Republicano sendo puxado para mais à direita pela facção mais radical, o país tem vivido situações apocalípticas.
 
 
Charge: Petar Pismestrovic - Kleine Zeitung (Austria)
 
 
 
O impasse político americano passou a ser uma fonte inesgotável de incerteza para a economia mundial. A polarização entre os dois partidos, fomentada principalmente pela ala radical do Tea Party,, faz com que frequentemente o maior país do mundo fique pendurado no abismo. Ou com o risco de não conseguir rolar a dívida ou com a ameaça de paralisação das atividades do governo.

Na segunda-feira, o presidente Barack Obama tentou até o último minuto romper o impasse, mas não conseguiu. Ontem, o governo fechou as portas. Os turistas encontraram museus, parques e até a Estátua da Liberdade fechados, a Nasa fechou quase inteiramente, os escritórios do governo não funcionaram. Os serviços essenciais estão sendo executados, médicos, controladores de voo, soldados trabalham, mas não receberão seus salários. E o governo é o maior empregador do país: são dois milhões de funcionários civis e 1,4 milhão de militares. Nada demoveu o Partido Republicano, que controla a Câmara dos Deputados, e o Orçamento não foi aprovado.

Agora não se sabe quanto tempo vai durar esse fechamento do governo. E já está marcado no calendário um outro dia D: se até o dia 17 não se resolver o impasse da elevação do teto da dívida, o mundo reviverá aquela aflição que já ocorreu no governo Obama. O país cuja dívida é considerada a aplicação mais segura do mundo, para onde os investidores correm em tempo de incerteza, quase parou de pagar os juros dos títulos porque o Congresso, em sua queda de braço com o governo, negou até o último segundo a elevação do teto da dívida.

Neste momento, a economia americana está claramente se recuperando. O país saiu da recessão na qual entrou, pela crise que estourou ao fim do governo Bush, e já criou, segundo Obama, sete milhões e meio de empregos nos últimos três anos e meio. O mercado imobiliário está melhorando e o déficit público tem sido reduzido.

Uma economia americana forte é benéfica para o mundo inteiro, mas hoje o grande problema que trava a economia dos Estados Unidos é político. Com o Partido Republicano sendo puxado para mais à direita pela facção mais radical, o país tem vivido situações apocalípticas.

Os republicanos exigiram, para votar o orçamento, o adiamento da reforma da saúde. O Obamacare foi aprovado nas duas casas, já é lei promulgada e aceita como constitucional pela Suprema Corte. Portanto, eles querem mudar o que o ritual democrático consagrou. A nova lei permite que filhos até 26 anos estejam nos planos de saúde dos pais, idosos têm acesso a remédio mais barato, impõe limites para os planos de saúde nas suas ações contra as pessoas mais velhas.

Essa crise vai passar, mas essas constantes visitas à beira do precipício fiscal, orçamentário, monetário deixam o mundo em suspense vezes demais. A economia do resto do planeta ainda sofre os efeitos da crise de 2008. A Europa ainda está em recessão. Os movimentos de capital flutuam em direções opostas a cada momento que um impasse desses acontece. E isso acaba afetando a economia real de outros países.

No governo Bill Clinton aconteceu um evento parecido de paralisação das atividades governamentais por causa do atraso na aprovação do orçamento, mas a radicalização política nunca foi tão forte quanto agora.

O governo paralisado e a dívida com o risco de calote são um cenário tão fim de mundo que é impensável. Por isso, muita gente acredita que a solução sairá antes do dia 17. Mas nos últimos tempos tem sido assim nos Estados Unidos. O sistema político estica a corda o máximo que pode, para só então entrar em entendimento. Nada disso é bom para a economia americana ou mundial.

04 de outubro de 2013
Miriam Leitão
in toinho de passira

O HUMOR DO ANGELI


ANGELI- Folha de S. Paulo (SP)


04 de outubro de 2013


O HUMOR DO DUKE

ChargeTempo08-11-10
 
 
04 de outubro de 2013
 
 
 
 

DIRETAMENTE DO CANAL REVOLTA...

O HUMOR DO DUKE

 
04 de outubro de 2013


UM "TRANSFORMER" NATURAL

LÁ DAS BANDAS DO SANATÓRIO

QUE SERÁ?!? Marina Morena depois de levar ferro na barra do Tribunal Superior Eleitoral resolveu deixar para este sábado o anúncio do que vai ser a sua vida e o futuro do Brasil. Se ela não disser de novo com quem vai se pintar, a gente não sabe o que vai ser desse país. Ela tem, nada mais nada menos do que 20 milhões de seguidores. Coisa de 10% dos 200 milhões de brasileiros. Muito mais do que isso dos que podem e querem votar no ano que vem. É maios de 20 % dos votos úteis. Um peso considerável na balança eleitoral do ano que vem. Será a desdenhada mais cobiçada das eleições do outubro vermelho.

O CANALHA DONO DO BRASIL
Depois que descobriram que Renan Calheiros tinha encomendado, para prover a despensa de sua mansão na região do Lago de Brasília, uma mísera tonelada e meia de carne da melhor qualidade - não é guisadinho de acém, não senhor - agora se sabe que, em período de trabalho, seu chefe de gabinete, um de seus dois ou três mil assessores por conta das burras públicas, está em Paris. É folga fora de férias. O cara está viajando por 24 dias e usando, só pra debochar, o telefone celular funcional. Como diria São Judas de Bragança: - Pança que lambança! Ou pula que o poliu! Até quando esse canalha vai ser dono do seu país, ô seu babaca inerme e inerte?!? Ô seu pulha, energúmeno e estenotérmino! Seja lá o que possa significar essa qualificação que lhe cai como uma luva.

POÇO É PRA ISSO MESMO
Campo de pré-sal: Dilma diz que leilão deve render R$ 700 bilhões. E você acredita. O Lula já disse isso há cinco ou seis anos. Era o tempo da "marolinha". Ele aprendeu e ensinou que, toda vez que há uma crise, o melhor é descobrir uma bacia nova de petróleo. E todo dinheiro que jorrar do fundo de qualquer poço, seja lá onde for, tem uma gorda comissão de agenciamento. Consultor e lobista é pra isso mesmo.

META CRAVO
Vem cá, se o Eike Batista que é o Eike Batista pode meter um cravo de 45 bilhões de dólares, por que você vai se sentir humilhado por estar no Serasa só por causa daquela prestação atrasada no Magazine Luiza ou nas Lojas Riachuelo?!? Meta cravo que dá status! Você é capaz até de pegar as rebarbas das celulites da Luma de Oliveira. E, se for atropelado por um ciclista quando estiver pilotando o seu Ford KA a 120 km p/h não tenha medo: será absolvido porque não teve nenhuma e nem qualquer intenção de matar.

IMBATÍVEIS
A mulher desarmada que foi morta porque trocou tiros com a polícia americana na frente do Capitólio, era depressiva e tinha mania de perseguição. Os policiais que a mataram na troca de tiros contra ela que estava desarmada, não sabem até agora de onde partiram os balázios que acabaram com a sua vida Esse americanos são mesmo imbatíveis em cenas de ficção.

 

Bloomberg goza Eike Batista

Reprodução/site bandnews
Piada retumbante... A revista Bloomberg Business Week gozou com a cara de Eike Batista em um artigo editado na quinta-feira da semana passada: " O Papa planeja voltar ao Brasil em breve e deve visitar os pobres novamente, incluindo Batista".

A chamada de capa foi "Como perder uma fortuna de US$ 34,5 bilhões em um ano".

O argentino Francisco que anda sacudindo também as finanças do Vaticano, ficou na dele.

O que não espanta é que os companheiros de sempre tenham dado no pé. Como sempre, na hora do pega, eles desaparecem. Foi assim com Palocci, com Zé Dirceu, com Rose...

Até parece que Eike fez sua fortuna sozinho, sem nenhum consultor, nenhum lobista, nenhum dono da chave do cofre da máquina pública...

Eike Batista é hoje o Fernando Cavendish da Delta, sem um guardanapo sequer para festejar.
 

Camisinha de Força

A companheirada está de pernas bambas diante da possibilidade, bem provável até o fim desta sexta-feira, de Marina Silva anunciar parceria com Aécio Neves. Diz que a chapa de todos os sonhos e gozos da Rede Globo é Aécio Neves/Marina Silva.

Não engole o fato de que a grande força do PT para 2014 se chama PMDB. Qualquer blenorragia oral de seu maior palestrante, o Metamorfose Ambulante, será um reles corrimento, uma mera e simples pingadeira, se não tiver o amparo do ombro sempre amigo, protetor e aproveitador insaciável do partido de Michel Temer.

Até agora, o risco é pequeno. Mas Dilma Vana que só fala em si mesma até aqui, não se atreva a sugerir que Michel Temer se candidate a senador, para que seu lugar no Palácio seja oferecido a Eduardo Campos em 2014. Aí, a infecção da garganta vai escorrer como uma incontrolável blenorragia faríngea.

A relação mais segura de Dilma Vana para outubro do ano que vem é manter o mordomo de filme de vampiro, Michel Temer, numa espécie de camisinha eleitoreira antibacteriana. Pode até parecer-se com uma camisinha de força, mas trata-se, como se sabe, de uma camisinha com impecável colarinho branco.   

Não mexa nas coisas do Planalto!

Dilma Vana, em obediência às determinações de seu marqueteiro, gravou oportuna entrevista para o programa do Ratinho, no SBT, para segunda-feira da semana que vem.

Diz entre outras tantas coisas que não precisava dizer e que ninguém quer saber que proíbe seu neto de mexer nas coisas do Planalto. Criança sofre.
Imagem/Div.PR

No tempo em que foi chefe da Casa Civil, Dilma perdeu a chance de dar ao então presidente Lula a mesma educação.

Tanto é verdade que até hoje não se sabe onde foi parar o crucifixo que Itamar Franco, o Breve, ganhou e colocou na parede do gabinete presidencial. E olha que era abençoado.

Para não deixar o cavalo passar encilhado: logo que Dilma assumiu, a mídia atenta e curiosa quis saber por onde andava Jesus Cristo crucificado.

Foi então que a jornalista agora ministra Helena Chagas, responsável pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, esclareceu tudo num microblog que mantinha no twitter: "Pessoal, só esclarecendo: a presidenta Dilma não tirou o crucifixo da parede de seu gabinete. A peça é do ex-presidente Lula e foi na mudança".

Em seguida, Helena Chagas tuitou de novo: "Aliás, o crucifixo, que Lula ganhou de um amigo, é de origem portuguesa. Mais: Dilma também não tirou a bíblia do gabinete".

E assim é que, nunca foi explicado como é que o crucifixo estava na parede do gabinete de Itamar, se Lula o ganhou depois, bem depois que Itamar foi substituído por FHC e pelo próprio devoto e carola de última hora, Lula da Silva.
 
04 de outubro de 2013
sanatório da notícia

FILHO DA PT!!!



04 de outubro de 2013
 

INSENSATEZ E DESFAÇATEZ


Não dá para acreditar, mas esta verdade é bem brasileira: a União ofereceu a um pobre agricultor do Piauí, Nelson Nascimento, de 67 anos, R$ 5,39 (isso mesmo) pela indenização de sua propriedade, que corta o traçado da ferrovia Transnordestina, uma das principais obras do PAC.

A ferrovia, promessa do governo Lula, começou com orçamento de R$ 4,5 bilhões, as obras estão pela metade, e o custo hoje seria de mais de R$ 8 bilhões. A Secretaria de Transportes do Piauí, responsável pelas desapropriações, garante que o preço da indenização segue “as normas à risca”.
O Dnit, que firmou o convênio com a secretaria, confirma que o cálculo de R$ 5,39 obedeceu “a parâmetros usados em todas as desapropriações”.

A trombeta da Justiça anuncia o veredito: o Estado de direito vence por nocaute o estado do bom senso. Pior é ver que a balança dos justiceiros não raro pende para um lado, desequilibrando o sistema de freios e contrapesos, engenhosa construção que o barão de Montesquieu criou para harmonizar os Poderes.

Um exemplo? O “palpitômetro” montado para combater o PL 4.330/2004, que trata da terceirização de serviços, em debate na Câmara dos Deputados, e visa formalizar a situação de 15 milhões de trabalhadores, hoje sob a égide da ultrapassada Súmula 331 do TST. Pois bem, o verbo contra esse projeto legislativo não só foi encampado pela Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho, como recebeu o endosso de 19 ministros do TST, cuja assinatura em manifesto público escancara a tese de um prejulgamento.

Imagine-se como se comportaria a plêiade de altos juízes ante a eventual aprovação de uma lei pelo Poder ao qual, de direito, cabe legislar. Sua decisão seria justa? Não estamos diante de um flagrante de controle prévio de constitucionalidade?

A insensatez faz-se presente na vida de outros figurantes da vida institucional. Entorta seus passos em variadas instâncias. Veja-se o caso do Ministério Público, com sua função essencial à justiça, constituído por um batalhão de guerreiros em defesa da sociedade, muitos ainda jovens, mas tocados pela chama cívica.

AÇÕES DO MP

Projetos de magnitude, vitais para o desenvolvimento do país, são retardados ou mesmo se tornam inviáveis por ações impetradas pelo MP, com base em irregularidades apontadas na concessão de licenças ambientais. Recorrente indagação: os processos não estariam contaminados por vieses ideológicos, visões ortodoxas, erros de análise ou mesmo falta de informações?

Multiplicam-se queixas contra o Ibama, o órgão de licenciamento ambiental. Recorde-se o caso da perereca de dois centímetros encontrada na Floresta Nacional Mário Xavier, em Seropédica, entre a Via Dutra e a antiga Rio-São Paulo, que atrasou em um ano e meio as obras do Arco Metropolitano – 77 km de pistas que ligam Itaboraí ao porto de Itaguaí. Solução? Um viaduto sobre o lago das pererecas. Há mais de 1.600 processos de licenciamento em curso, o que cria suspeitas sobre as razões da excessiva morosidade.

Da insensatez para a desfaçatez o salto é menor que o da perereca fluminense. A questão é saber se um Estado carente de serviços básicos pode esbanjar seus parcos recursos. Ora, no Brasil, tudo é possível.

(transcrito de O Tempo)

SE QUISER, MARINA PODE COMEÇAR A CAMPANHA APOIADA POR SETE PARTIDOS


                
A ex-senadora e ex-ministra Marina Silva sempre declarou quer não tinha um Plano B, caso o registro de seu partido fosse recusado pela Justiça (será mesmo Justiça?) Eleitoral. Era natural que o fizesse. naquele momento, todos os esforços deveriam estar sendo dirigidos para a legalização da Rede Sustentabilidade.

Agora, diante de uma nova realidade, a presidenciável tem que se desistir. E não lhe faltam legenda. Com a desistência de José Serra, que não quis disputar pelo PPS (na esperança de derrotar Aécio nas prévias do PSDB), o presidente Roberto Freire já convidou Marina para disputar pelo partido.  Isso significa que pode contar também com o apoio do PMN, criado pelo lendário ex-deputado Celso Brant, um grande nacionalista.

Há, também, a possibilidade de se filiar ao novo PEN (Partido Ecológico Nacional), uma dissidência do Partido Verde, do qual Marina teve de se afastar em função do baixo nível de seus dirigentes nacionais (para dizer o mínimo), assim como o deputado Alfredo Sirkis e o ex-deputado Fernando Gabeira também se afastaram.

Outros quatro partidos ofereceram legenda à ex-senadora. Nada mal. A um ano das eleições, Marina pode começar a campanha apoiada por sete partidos, que podem atrair outros. E a disputa pela sucessão fica cada vez mais interessante.

04 de outubro de 2013
Carlos Newton 

EXPULSARAM DONA MARINA, MASSACRARAM A DEMOCRACIA. MAS ELA NÃO PODE DESISTIR DA LUTA


Ontem, às 7 horas da noite, sentado diante da televisão, eu era um homem dividido e atormentado. O jornalista bem informado lembrava o comportamento desse mesmo TSE, no registro desprezível do PSD de Kassab, do Pros de ninguém e do Solidariedade do Paulinho da Força.
 
Mas confiante na mente, na alma e no coração do ser humano, eu esperava, aguardava, acreditava. Em quê? Não antevia de jeito algum aquele 6 a 1 desmoralizante, resistia à descrença, dizia para mim mesmo que ainda era possível um 4 a3, quem sabe a favor do registro do partido de Dona Marina.
 
Quando a relatora disse: “Cabia ao partido que pedia o registro autenticar as assinaturas”, e que isso não era obrigação deles, fiquei assombrado. A relatora considerava que os cartórios estavam acima da lei, perdão, eles representavam a própria lei. Perguntei então para mim mesmo, lógico, sem resposta: “Essa relatora não tem família? O que dirá quando chegar em casa?”.
 
Como a vida é cheia de lembranças, de reminiscências de fatos que aconteceram, enquanto esperava, retrocedia para 1966, 47 anos atrás. Candidato a deputado pelo MDB da resistência (havia o MDB da subserviência, de Chagas Freitas e Miro Teixeira, este ao lado de Dona Marina, todos os dias).
 
O general Golbery levou o ano todo procurando amigos do repórter com a proposta indecente: “Se o jornalista desistir da candidatura, não será cassado”. Eu respondia com uma pergunta. Não a ele, claro, mas aos amigos preocupados :
“O que vou dizer à minha família?”.
Resisti o ano todo, só fui cassado no dia 12 de novembro, a eleição seria no dia 15. Mario Martins, candidato a senador, eleito e logo cassado, telefonou pedindo que eu encerrasse o comício do dia seguinte na PUC. Encerrei, claro, com um discurso violentíssimo.
 
O TSE VAI SE DISSOLVER?
 
Quando o resultado ficou em 4 a 0 contra o registro e nenhum dos três ministros votara, pensei numa solução heroica, válida,legitima, constitucional: os três votariam pelo registro e fariam a sugestão de conceder um prazo de 30 ou 60 dias, para que Dona Marina fizesse o que a relatora falara: “Referendar as assinaturas”, 92 ou 98 mil, que os cartórios vetaram, não precisavam explicar coisa alguma, eles estão isentos dessas “motivações tolas”. Faltavam 48 mil assinaturas, nos cartórios, 98 mil INTOCADAS.
 
Não houve nenhuma palavra sobre isso, ficou em 5 a 0. Gilmar Mendes foi o único a tirar do placar esse zero deprimente. Não é segredo que tenho criticado muito Gilmar Mendes, mas na participação de ontem, só merece aplausos. Primeiro, retumbou: “O que está acontecendo aqui é VERGONHOSO”. E não recorreu ao lugar comum, “data vênia”.
 
Depois, com as duas mãos cobrindo o rosto, apelou para o vulgar, que no caso não vou nem criticar: “O que estão decidindo é de FAZER CORAR UM FRADE DE PEDRA”. Bom ator, Gilmar foi se exaltando, elevando a voz, quase gritando, depois, enlevado, baixava o tom sem diminuir a violência da crítica.
 
Nem adianta examinar o conteúdo (conteúdo?) dos seis votos que liquidaram o 33º partido, decidiram que deveriam terminar o julgamento em odor de santidade, ao contrário das três outras vezes, quando não se incomodavam e até se exibiam da forma mais enganadora, mistificadora, fraudulenta.
 
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PS – Agora me dirigindo a Dona Marina, a quem recorro pela primeira vez na vida. A resistência não termina por causa de uma derrota programada, planejada, pressentida. Mesmo sem a Rede, tem que ser candidata.
 
PS2 – Se não queriam que você fosse candidata, para que não interferisse no resultado e tudo se resolvesse no primeiro turno, não faça o jogo deles, se filie a outro partido. Dispute, faça campanha sem raiva mas com disposição ainda maior. Marina, quer derrota mais gloriosa do que a de ontem, com poderes e poderosos se voltando contra você?
 
PS3 – São 10 horas da manhã. Espero que ainda hoje, a qualquer momento, volte para comentar a tua entrada em outro partido, sinal de que você continua na luta.
 
PS4 – Em 1937, Geraldo Rocha, dono do jornal “A Noite”, por causa de uma conspiração interna, perdeu o órgão (o que já acontecera com Irineu Marinho, em 1925).
 
PS5 – Vargas chamou o jornalista, disse: “Na hora da borrasca não se muda o timoneiro, funde outro jornal”. Geraldo Rocha concordou, fundou “A Nota” (pegado ao Teatro Municipal), não desistiu.
 
PS6 – Não desista, marina. Resistência é palavra de têmpera divina, poucos, muito poucos, podem pronunciá-la, exibi-la, gritá-la pela ruas.

04 de outubro de 2013
Helio Fernandes

POR QUE FAZ TODO SENTIDO DESTRUIR A USP

 

anal1

O analfabetismo voltou a crescer no Brasil pela primeira vez em 15 anos, segundo medição do PNAD. Como o agente da medição é incontestável, um “cientista” simpatizante do PT diz que o numero subiu porque agora os analfabetos estão vivendo mais tempo, graças ao PT!

Já a USP  e a Unicamp, ambas com reitorias ocupadas no momento, a primeira caiu do 158º lugar no ranking mundial da Times Higher Education para alguma colocação entre a 226º e a 250º (abaixo de 200 eles não dão mais a classificação exata) e a segunda, que antes rondava o numero 200, agora está abaixo do 300.

A tropa de choque do PT na web ainda está confusa. Antes que se dê a ordem unida e o discurso se alinhe espontânea e milimétricamente em milhares de sites de “representantes da sociedade civil” pelo país afora, metade trata de explicar que a medição é que esta errada ou mudou de critério, distorcendo a  realidade, enquanto a outra metade se rejubila dizendo que a USP caiu mesmo e, como é estadual, a culpa é do PSDB.

rac2

Enquanto o boi não dorme com essas conversas, as ações dos legítimos representantes dos estudantes do Brasil nas UNEs da vida, entre uma mesada e outra do governo e a medição do faturamento diário pela exclusividade na venda de carteirinhas que valem meia entrada em qualquer espetáculo artístico ou esportivo no país, seguem com o roteiro de sempre, ocupando reitorias para “reivindicar” que os alunos é que passem a avaliar e reprovar os professores e não o contrário, ou que a polícia fique longe dos campus que devem permanecer território isento do cumprimento das leis brasileiras, especialmente as que dizem respeito ao tráfico e consumo de drogas.

Já a frente parlamentar colhe os louros da missão cumprida depois que impingiu ao país a nova lei segundo a qual basta o sujeito se declarar negro, ainda que tenha a pele alva como a neve e olhos azuis como o céu da manhã, que ele revoga os 10 anos de esforço do seu contendor que perdeu tempo em estudar ao longo de toda a educação primária e secundária e passa na frente dele.

anal2

Trata-se de uma formula especialmente letal posto que, ao mesmo tempo em que insufla o ódio racial, como querem os “multiculturalistas” do PT que juraram dobrar a impertinente resistência da realidade brasileira a confirmar essa sua tese, dá um incentivo fulminante  a esse “minta na cara-de-pau que o governo garante” que já provou sua eficácia destruindo o Congresso Nacional e o Poder Judiciário.

Honra ao mérito, portanto! É indiscutível a competência do PT. Do ponto de vista dele faz todo sentido destruir a USP e o resto do sistema educacional do país. Afinal, a obra de Júlio de Mesquita Filho e Armando Sales de Oliveira foi desenhada com o objetivo explícito de matar à míngua os PTs da vida pela paulatina supressão do seu habitat, que é a selva da ignorância e da miséria.

E ainda por cima foi lá que se formou e era lá que lecionava o FHC, aquele sacana que nunca escondeu a sua conspiração elitista para acabar com o analfabetismo.

rac1

04 de outubro de 2013
vespeiro

APOSTAS POLÍTICAS NUNCA MAIS

Eu sempre fui azarado nas minhas apostas políticas.
 
Quando era pequeno, em 1960, panfletei para Paulo Alberto Monteiro de Barros, o Artur da Távola, eleito para deputado estadual. Foi cassado e exilado. Depois fui um dos que colheram assinaturas para a criação do PL, de Alvaro Valle.
O partido virou sigla de aluguel e Alvaro se revelou um bosta n’água. Algum tempo depois foi Collor, em quem votei no segundo turno - no primeiro, votei em Covas. Deu no que deu. A contragosto, votei em Serra e Alkmin, sem contar com uma dúzia de candidatos a governador do Rio de Janeiro e a prefeitos da capital que, ou perderam ou se revelaram uns crápulas, do tope de Cesar Maia e de Sergio Cabral.
 
Recentemente fiz uma aposta ao votar no Sirkis: virou chaveirinho da Marina e não faz outra coisa que não seja babar o ovo da Rainha do Mogno Roubado. Cheguei a me entusiasmar com Demóstenes Torres para presidente, mas ele se revelou um ladrãozinho como outro qualquer.
 
Agora foi Gabeira - em quem eu apostava como uma alternativa para o governo do estado - que se bandeou para a Globo News e cujo contrato o proíbe de se candidatar a cargos políticos por dois anos.
 
Mas o pior de tudo está sendo a decepção com Miro Teixeira, a quem, junto com Gabeira, cheguei a sugerir que se candidatasse também ao governo do Rio. Não é que o cara virou papagaio de pirata da Marina?
 
Eu não sei se o meu “avaliômetro” veio com defeito de fábrica ou se é o meio político que é tão nefasto a ponto de distorcer os caracteres de todos que nele ingressam, não livrando a cara nem dos mais aparentemente probos.
Em  todo caso, parei de fazer apostas e tenho vontade até de passar a votar nos piores candidatos.
Poupa decepções.
 
Papagaio, Marina e Chaveirinho

04 de outubro de 2013

"CIUDADANOS DE SEGUNDA"


 
Quando foi anunciada a importação de médicos cubanos pelo Brasil eu escrevi um artigo antecipando as condições do negócio.

Fui prontamente contestado por jornalistas e leitores palpiteiros que me recomendavam a leitura esclarecedora da Medida Provisória que instituiu o programa Mais Médicos (MP do MM). Como se eu não a tivesse lido!

No entanto, toda pessoa bem informada sobre como se passam as coisas por lá sabe que os irmãos Castro impõem aos nativos a condição de “ciudadanos de segunda”, como eles mesmos se lamentam. Portanto, os cubanos seriam os únicos aos quais não teriam validade as disposições relativas a remuneração e benefícios.

A vinda dos médicos serviu para mostrar, então, a inteira malignidade do sistema aplicado em Cuba. E evidenciou o quanto é intelectualmente desonesta aquela parcela da esquerda brasileira que, aconteça o que acontecer, se apresenta sempre disposta a defender a involução cubana (involução, sim, porque nada restou de revolucionário no cotidiano do povo, exceto a mão grande e o braço pesado do Estado).

Tratados como cidadãos de segunda, os cubanos não podem trazer suas famílias. Alegoricamente, a MP do MM permite a vinda de cônjuges e filhos dos médicos que aderem ao programa. É o que todos farão, se quiserem. Mas os cubanos não o farão mesmo que queiram porque os Castro não deixam. Os demais conservarão consigo os próprios passaportes.
Os cubanos certamente só os tiveram em mãos para passar nos guichês da imigração, e permanecerão reclusos nos locais onde foram designados, submetidos a uma chefia própria, não oficial, mas com enorme poder de constrangimento. Todos os demais receberão seus R$ 10 mil mensais e deles disporão como bem entenderem. Mas o valor relativo aos cubanos irá para a tesouraria dos Castro.

Os infelizes ficarão com cerca de 10% porque esse é o valor adotado pelo patrão comunista em suas locações de recursos humanos. Noventa por cento para os donos! É uma partilha tão gananciosa que as autoridades brasileiras, indagadas sobre quanto os cubanos efetivamente iriam receber, mesmo cientes de estarem mentindo, tentavam esconder o próprio constrangimento e falavam em algo entre 25% e 40% dos tais R$ 10 mil. Só o fato de não saberem já é caso de polícia. Que raio de negócio é esse, excelentíssimas autoridades da República?

EFEITO ELEITORAL

Escrevo este artigo porque acabo de receber mensagem de um cubano exilado no Brasil que confirma tudo que venho dizendo. Em Cuba, esses médicos receberiam o equivalente a US$ 30 por mês. No Brasil, receberão US$ 300 para suas despesas pessoais.
Dessas contas, meu correspondente conclui que o governo brasileiro ganha muito com o efeito eleitoral da medida. E o governo cubano lucra muito, em espécie, para financiar a repressão sobre a Ilha com dinheiro tomado dos médicos. Vítimas e vigaristas perfeitamente identificados. Caso de polícia.

Meu correspondente, o periodista de Cuba Libre Digital Jorge Hernández Fonseca, afirma que o Brasil está substituindo a Venezuela como financiadora da ditadura cubana enquanto Cuba favorece o projeto petista de reeleição em 2014 com o envio de seus médicos para locais desassistidos do território brasileiro.
É tudo política e geopolítica. Se fosse zelo para com a saúde pública esse programa deveria ter nascido 10 anos antes. E o governo teria estimulado o surgimento de escolas de Medicina há muito mais tempo.

Por fim, creio indispensável abordar outra questão a respeito da qual, até agora, não se tratou. Todos os cubanos que estão entrando no Brasil são médicos e vêm para o programa Mais Médicos?
Não tenho como provar, mas o simples uso da razão aplicado ao que sei sobre a realidade cubana me permite perguntar se são realmente médicos todos os que nesses dias passam pela imigração como participantes do MM.
Não haverá, entre eles, pagos por nós, agentes cubanos enviados com outras finalidades? Uma como feitores (para usar a palavra adequada), incumbidos de controlar a atividade profissional e a conduta dos infelizes e discriminados cubanos? E outra como agentes políticos, para colocar os médicos a serviço das pautas do Foro de São Paulo em nosso país?

EQUAÇÃO CHINESA


Mesmo com participação em vendas incipiente no mercado brasileiro, os carros fabricados na China, que estão sendo importados para o Brasil há poucos anos, têm sido alvo de estudos quanto à qualidade e confiabilidade.

As avaliações preliminares de algumas unidades testadas pela imprensa especializada apontam, em sua maioria, que esses veículos precisam passar por uma grande evolução para convencimento do consumidor.

Os chineses comercializados no país oferecem um pacote de conteúdo recheado, inclusive com itens de segurança, como airbag e freios ABS, sem falar nos tradicionais vidros elétricos, direção hidráulica e ar-condicionado.
Mas, ainda assim, estão longe de representar algum tipo de ameaça à indústria local. Se a realidade vai se alterar com a inauguração de linhas de montagem de duas marcas chineses, Chery e JAC MOTORS, marcadas para o fim do próximo ano, só o tempo dirá. Enquanto isso, resta aos fabricantes investir em qualidade para elevar a imagem desses chineses, que não anda muito em alta.

PESQUISA

De acordo com recente estudo publicado pela empresa de consultoria de mercado J.D. Power, é a percepção de qualidade mais baixa uma preocupação que impacta negativamente a intenção de uma futura compra. Amplo, o estudo denominado “Vehicle Ownership Satisfaction Study” (Voss Brasil, 2013) e que indica o nível de satisfação dos compradores de veículos não se limitou a analisar os automóveis “made in China”.

O resultado apontou que os consumidores brasileiros estão menos satisfeitos com os carros chineses do que com modelos fabricados no próprio país e também na Argentina, Coreia do Sul e no México.
Independentemente do que apontam os estudos, o consumidor brasileiro segue realizando o sonho do carro zero: no acumulado deste ano, até julho, as vendas de veículos novos subiram 2,9%, e, ao fim do período, em dezembro, novo recorde deve ser estabelecido, em comparação com 2012.

(transcrito de O Tempo)

LIVRE PENSAR É SÓ PENSAR

 
 
04 de outubro de 2013


 

TUDO COMBINADO

Lula e Lulinha são as duas razões para o PT alegrar-se com a fusão entre a Oi e a Portugal Telecom

Sob o comando dos petistas, o Brasil tornou-se um país de dois pesos e duas medidas, no melhor estilo “aos amigos tudo, aos inimigos a força da lei”.

Essa dualidade interpretativa sobre o que é legal ficou evidente durante o julgamento do Mensalão do PT, o maior escândalo de corrupção da história nacional que se tem notícia.

Visível e parcialmente partidarizado, o Supremo Tribunal Federal rachou na reta final do julgamento da Ação Penal 470 e uma dúzia de mensaleiros terá direito a novo julgamento, o que pode culminar com a prescrição de alguns crimes.

Como esse estado de exceção já se tornou regra, o desgoverno do PT não sentiu-se desconfortável ao dar sinal verde à fusão da Portugal Telecom com a Oi, operadora de telefonia celular que tem patrocinado dores de cabeça aos usuários.
Essa postura amistosa aconteceu depois que o governo de Dilma Vana Rousseff fez ressalvas à operação internacional que deu à espanhola Telefónica uma fatia da italiana TIM. Ambas as empresas atuam no Brasil na área de telefonia celular.

A condescendência do PT com a operação da Portugal Telecom e da Oi tem pelo menos duas explicações. A Portugal Telecom é uma das empresas citadas no inquérito e no processo do Mensalão, acusada de ter dado dinheiro ao PT.
De acordo com Marcos Valério Fernandes de Souza, o operador financeiro do Mensalão do PT, a Portugal Telecom deu ao partido R$ 7 milhões, valor que foi negociado diretamente com Lula e o então presidente da empresa portuguesa de telefonia, Miguel Horta e Costa.

De acordo com o depoimento de Marcos Valério, a transferência do dinheiro se deu através de uma fornecedora da Portugal Telecom em Macau, na China, para uma conta bancária de publicitários brasileiros que prestaram serviços para a campanha eleitoral do Partido dos Trabalhadores em 2002. Como prova das negociações para o pagamento, Valério mencionou a viagem que ele próprio, acompanhado do seu ex-advogado Rogério Tolentino e do ex-secretário do PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) Emerson Palmieri, fizeram a Portugal em 2005.

A segunda explicação avança pela família do lobista-fugitivo Lula. A dona da Oi, a Telemar, despejou, em 2005, a bagatela de R$ 5 milhões na Gamecorp, empresa de propriedade de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e os filhos do petista Jacó Bittar.
Com base em fatos da recente história brasileira, não é difícil imaginar o tamanho do estardalhaço petista se esses episódios envolvessem políticos da oposição.

04 de outubro de 2013
ucho.info