"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

JÁ ERA ESPERADO... NOVO RELATOR DO MENSALÃO QUER VOTAR RECURSOS PENDENTES O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL





 
Brasília – O novo relator do processo do mensalão, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso, afirmou nesta quarta-feira, 18, que pretende levar os recursos pendentes a julgamento na próxima semana. Caso não haja tempo de o plenário julgar os agravos, Barroso adiantou que analisará sozinho os agravos.

“Minha ideia é pedir pauta rapidamente. Só temos mais uma sessão neste semestre. A ideia é pedir pauta para próxima sessão”, afirmou. Em razão dos jogos da Copa do Mundo, o STF terá apenas mais uma sessão deliberativa na quarta-feira. No dia 1º de julho, a Corte deve fazer uma sessão para encerramento dos trabalhos do primeiro semestre.
 
Por isso, Barroso afirmou que precisa levar os recursos rapidamente a julgamento. “Quem está preso tem pressa”, explicou. “Eu espero poder levar para decisão do plenário. Sou uma pessoa institucional e gostaria de tomar decisão colegiada, mas sou também pessoa que faço meu papel sem pedir licença quando é meu papel. Se eu tiver que decidir sozinho, vou decidir sozinho”, acrescentou.
 
Os recursos foram movidos pelos advogados dos condenados contra decisões do presidente do STF, Joaquim Barbosa.
O ministro vedou a possibilidade de condenados em regime semiaberto trabalharem fora do presídio antes que cumpram um sexto da pena. Barbosa também determinou o retorno do ex-deputado José Genoino para o presídio. O ex-deputado cumpria pena em regime domiciliar em razão de problemas de saúde.
 
Esses recursos estavam prontos para ser julgados, mas Barbosa não os liberava para julgamento, o que mereceu críticas dos advogados. Na semana passada, o advogado de Genoino, Luiz Fernando Pacheco subiu à tribuna para pedir pressa no julgamento e acabou sendo retirado do plenário pelos seguranças.
 
EXECUÇÃO PENAL…
 
Analisados os recursos, Barroso indicou que delegará à Vara de Execuções Penais de Brasília a avaliação de novos questionamentos e o controle das penas. “Eu não quero me comprometer com nenhuma tese antes de ter estudado, mas em linha de princípio não acho que seja papel de um ministro do Supremo ficar fiscalizando execução penal. Existem varas especializadas”, disse.
“Em linha de princípio, eu imaginaria delegar ao juiz da execução penal e exercer apenas uma supervisão para assuntos controvertidos”, continuou.
 
Barroso foi sorteado relator do processo nesta terça-feira, 16, depois que Joaquim Barbosa decidiu se afastar da relatoria. Barbosa representou criminalmente o advogado de Genoino, alegando ter sofrido ameaças. Por isso, declarou ser suspeito para julgar o assunto.
 
O novo relator contou o que pensou quando recebeu a notícia de que passaria a ser o responsável pelo processo. “Quando a gente imaginava que a ação penal 470 tinha acabado, ela ainda tem essa sobrevida inevitável. Quando recebi a notícia me lembrei de uma frase famosa de (Mikhail) Gorbachev (último presidente da União Soviética) que diz assim: ‘Matar o elefante é fácil, difícil é remover o cadáver’. Portanto ainda temos aí um saldo da ação penal 470 para ser resolvido”, afirmou.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGPuxa, não esperaram nem o cadáver esfriar… A Papuda está em festa. Como diz Lula, nunca na história deste país se viu nada igual. (C.N.)

18 de junho de 2014
Felipe Recondo
Estadão

TODOS OS PARTIDOS NAVEGAM NA MESMA LAMA...




Falar mal de políticos é barbada. É só escolher a cor, o tamanho, a origem e atirar. Erro será coisa rara! Dos partidos também. Por vezes, esquecemos que são feitos por pessoas e que refletem a imagem e semelhança de seus donos. Nem os milhares/milhões de filiados são a garantia de coisa alguma! Alguns poucos, escolhidos ou que se escolhem, detém o poder de tudo.

Quando afirma-se que os partidos se transformaram em máquinas de poder e organizações criminosas, é dizer uma verdade incontestável. Todos, desgraçadamente, fazem parte do mesmo jogo e navegam na mesma lama.

Nem mesmo os pequenos e ainda ideológicos (poucos) pode-se dizer que não estão envolvidos. A maioria divide o poder e age sem limites – tudo vale. Já a minoria, muito distante de atingi-lo, invariavelmente parte para a “bagunça”. basta ver sua atuação nas ditas “mobilizações e revoltas populares”.

O que fazer? Votar no partido ou no candidato? Qualquer proposta que adote o viés da substituição do atual modelo eleitoral, candidatos/partidos por candidatos individuais (vulgarmente conhecido como “candidato de si mesmo” ou “votar na pessoa”), esbarrará nas mesmas dificuldades e o resultado não será diferente do atual. E o eleito estará mais solto ainda!

UMA MÁ ESCOLHA

A escolha sem responsabilidade, sem qualidade, sem fundamentos nos leva aos mesmos resultados: uma má escolha.

E por que é assim? Simplesmente pela razão de que o problema não se encontra no escolhido, mas com quem escolhe! No sistema atual, mesmo com a podridão dos partidos, em cada um deles ainda têm pessoas boas, raras mas têm. Por que não são eleitas? Quem dá o voto ao candidato? parece que o eleitor quer ser enganado, gosta de sofrer decepções.

Somente uma reforma séria, que feche as portas/janelas à corrupção, que elimine 90% dos partidos atuais; que impeça a profissionalização política, que inviabilize a orgia de recursos públicos/privados; que proíba reeleições intermináveis; que elimine políticos condenados e aqueles que desrespeitam a própria lei eleitoral; e que tenha uma fiscalização permanente e de verdade — somente uma reforma assim mudará o quadro atual e permitirá ao eleitor a possibilidade de escolher melhores representantes.

Do lixo só sai lixo! Do jeito que está, não há clima e nem salubridade para a participação de bons cidadãos escolherem representantes dignos e responsáveis.
Mudança já! Será o começo de uma nova nação.
 

RENÚNCIA INÉDITA DE JOAQUIM BARBOSA


 
 

Causa desalento e surpresa a renúncia do ministro Joaquim Barbosa de suas obrigações jurisdicionais no tocante à execução das condenações impostas aos réus do processo do “mensalão”.

Desalento, porque Barbosa se revelou magistrado com braço forte e comprometido com a celeridade processual e com votos isentos, enérgicos e corajosos, como todos dele esperávamos.

Surpresa, porque a renúncia é inédita, ao menos do âmbito do Poder Judiciário e em face das leis, que em nenhuma passagem empregam o verbo renunciar, próprio do mundo político, ou da politicagem.

IMPEDIMENTO OU SUSPEIÇÃO

As legislações referentes ao Direito Processual e  à magistratura não falam em “renúncia” de magistrado quanto às atribuições a ele próprias e inerentes à frente dos processos que preside.

A recusa às funções e deveres  que são impostas ao magistrado pode ocorrer, no início e no curso do processo, que abrange e alcança a execução do que foi disposto na sentença. Mas a denominação jurídica é outra.
A não ser que a mídia esteja chamando o ato de Barbosa de renúncia, para fins apenas jornalísticos e facilitar a compreensão do leitor leigo, o nome correto é impedimento ou suspeição.

O QUE DIZEM AS LEIS

As legislações, ao cuidarem da impossibilidade de um juiz exercer suas funções no processo contencioso ou voluntário, permitem que o magistrado recuse presidir o processo por vários motivos. Um deles é o “motivo íntimo“, a respeito do qual o magistrado nem precisa dizer qual seja. Basta justificar o “foro íntimo”.

O motivo apresentado por Joaquim Barbosa deixa de ser “motivo íntimo”, pois o ministro tornou pública a razão do seu afastamento. Disse Barbosa que os advogados dos condenados passaram a atuar politicamente no processo por meio de insultos e manifestações pessoais. E citou o fato envolvendo Luiz Fernando Pacheco, advogado de Genoíno. Descartada esta causa (“foro íntimo”) para o autoafastamento do ministro, vejamos as demais previstas nas leis.

OS CÓDIGOS, DE PROCESSO PENAL E PROCESSO CIVIL

Ambos, o CPP (Código de Processo Penal) e o CPC (Código de Processo Civil) apresentam causas semelhantes: 

1) ser amigo íntimo ou inimigo capital de qualquer das partes; 
2) se alguma das partes for credora ou devedora do juiz, de seu cônjuge ou parentes até 3º grau; 
3) ser o juiz herdeiro presuntivo, donatário ou empregador de alguma das partes; 4) receber dádivas, antes ou depois de iniciado o processo; 
4) dar conselhos a alguma das partes, no tocante ao objeto da causa, ou contribuir para as despesas do litígio; 
5) for interessado no julgamento da causa em favor de uma das partes; 
6) se um parente seu tiver funcionado no processo, como defensor, advogado, autoridade policial, auxiliar da justiça ou perito; 
7) se o próprio juiz houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha; 
8) se parente seu, até 3º grau, for parte ou tiver interesse no feito. Registre-se o artigo 256 do CPP, textualmente:
A suspeição não poderá ser declarada nem reconhecida, quando a parte injuriar o juiz ou de propósito der motivo para criá-la”.

A LEI DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

O Regimento Interno do STF (RISTF) também cuida do Impedimento e da Suspeição dos seus ministros. Diz que eles devem se declarar impedidos ou suspeitos “nos casos previstos em lei” (art. 277). E casos previstos em lei são aqueles exauridos nos Códigos, de Processo Penal e Processo Civil. O RISTF não institui nenhum outro motivo, a não ser os “previstos em lei”.

Logo, conclui-se: a ligação de amizade, inimizade, sucessão, dívida-e-crédio, aconselhamento, parentesco é do juiz, ou parente seu, com a parte. Não, com o advogado da parte. Até mesmo a injúria lançada contra o juiz deve partir da parte (CPP, art. 256).
E ainda: nenhuma das leis utiliza o verbo renunciar, autorizativo para que um juiz se afaste do processo. Os nomes jurídicos próprios são Impedimento e Suspeição.
 
ROMA LOCUTA, CAUSA FINITA
 
Seja como for (Renúncia, no lugar de Impedimento e Suspeição), o certo é que Joaquim Barbosa deixa o comando da execução das penas impostas aos réus do mensalão, para o desgosto geral da nação.

E que seu sucessor neste ofício, Luis Roberto Barroso, não permita que o povo sinta saudade de Barbosa. E que a seleção de futebol chegue à final e vença. Porque se não se classificar ou acabar vice-campeã, o desastre desse meado de 2014 será total e completo.

18 de junho de 2014
Jorge Béja

A ERUPÇÃO SOCIAL E A VAIA À PRESIDENTE




 
O evento de abertura da Copa do Mundo, em São Paulo, pelas manifestações registradas, dá o tom de como parte da população brasileira tem agravado a falta de qualidade e a deseducação incorporadas nas suas atitudes, muitas da quais expressas como protestos populares.

Ninguém pode negar que a presidente Dilma Rousseff não é uma referência de simpatia, mas também é óbvio que seu governo está sofrendo as consequências de um alinhamento nacional orquestrado. Motivado pela forma como vem sendo apresentada a quase falência de seu projeto político.

Discussões sobre índices baixos de desenvolvimento econômico, uma equivocada relação com partidos e com políticos de sua base de apoio, a inversão de prioridades realçada no confronto das opções feitas para realização da Copa e a inadiável solução de carências históricas do país são os ingredientes de toda convulsão que se precisa armar.

No mesmo dia em que a presidente foi mandada tomar no … por uma multidão presente no Itaquerão, em outras capitais grupos se articularam para quebrar o patrimônio privado e público. Em Minas, picharam o prédio da Biblioteca Pública, quebraram o relógio da Copa e, surpreendentemente, invadiram o Detran, onde tombaram uma viatura da Polícia Civil.

IMPUNIDADE NAS RUAS…

Falta de ação das polícias que, nesse tumulto todo, insistentemente avisado e convocado pelas redes sociais, conseguiram prender apenas meia dúzia de baderneiros, tipos encapuzados que no resto do mundo são reputados como criminosos, vândalos e os melhores tratados como vadios irresponsáveis.

Hoje no Brasil meia dúzia de desocupados ou ignorantes ou as duas coisas juntas é capaz de fechar ruas, invadir prédios, depredar patrimônios e ainda reivindicar tratamento especial. As consequências disso estamos vendo todos os dias nas relações de toda espécie e grau em que a força e violência substituem o entendimento e a impunidade gera a vulnerabilidade da vida nacional.

Injustiça, desrespeito à norma legal, afrontosa e permanente contestação da autoridade do Estado são os resultados que tais grupos estão semeando e, com isso, provocam a ampliação de sua ação em todo país.

Como não têm propostas claras – porque são o protesto de cada um – qualquer governante que chegar ao poder, seja Dilma, Aécio, Eduardo Campos ou Marina, haverá de confrontar-se com essas estruturas que hoje protagonizam a cena política. Com que mágica se relacionarão com tais segmentos que só conhecem a baderna e a violência para fazerem atendidas suas demandas?

(transcrito de O Tempo)

18 de junho de 2014
Luiz Tito

GAYS NAS FORÇAS ARMADAS, UMA IMPOSSIBILIDADE ÓBVIA

Pela primeira vez nos 206 anos de história do Superior Tribunal Militar, uma mulher assumirá o comando da instituição. A ministra Maria Elizabeth Rocha toma posse na noite desta segunda-feira e pretende colocar no centro dos debates um dos principais tabus das Forças Armadas: a presença de gays nos quadros do Exército, Marinha e Aeronáutica. Mineira de Belo Horizonte, a atual vice-presidente da corte deu, em 2009, o primeiro passo nessa direção, ao garantir aos servidores da Justiça Militar da União o direito de incluir como dependente no plano de saúde companheiros de relação homoafetiva.

Bom, eu volta e meia sou obrigado a voltar ao tema do homossexualismo, até mesmo por força da preservação da minha “raça”, a dos heterossexuais.
E mais uma vez sou obrigado a dizer que eu não tenho nada contra qualquer tipo de sexo entre pessoas, desde ele seja praticado em momentos e lugares próprios, e dali não passe. Mas, como sempre há jericos querendo reinventar os costumes ou ir contra a natureza, lá vou eu.
Tal como a raça, o sexo não serve como critério para divisão de coisa nenhuma, a não ser que se queira estabelecer que, em função dele, as pessoas passem a ter comportamentos diferenciados, uma grossa besteira, mas que, infelizmente é o único argumento que atualmente é usado. Se é que isso é argumento.
Aí me vem a notícia que essa senhora vai colocar em debate os gays nas Forças Armadas. Será que não tem mais o que fazer? Se há um lugar onde gay não deve estar é nas Forças Armadas, e isso é mais que óbvio.
Desmunhecado então, nem pensar. Já pensaram no ridículo que seria uma biba afetada batendo continência?
Não, eu não estou brincando e nem sendo preconceituoso, só acho que cada um no seu lugar. Vamos imaginar um recruta viado não afetado. Ora, nas Forças Armadas, tudo é coletivo: dormitórios, refeitórios, banheiros e vestiários. Imaginem esse viado em um vestiário cheio de homens pelados: o cara ia ficar louco com tantas forças que poderiam ser armadas, até a dele ficaria... Sem tirar nem por, é a mesma coisa que botar um homem heterossexual em um vestiário de mulheres. Não dá para misturar gente com opções sexuais diferentes em um mesmo lugar onde haja tanta intimidade visual.
Portanto, eu aconselharia à juíza a se preocupar com o que lhe compete e deixar para lá certas coisas que simplesmente são inviáveis e não têm nada a ver com Justiça.
 
18 de junho de 2014

"O REGOZIJO DOS MEQUETREFES'

 O post “Luís Roberto Barroso é o novo relator do mensalão no Supremo” na Tribuna, suscitou uma série de manifestações de alegria através dos comentários dos petralhas. Resolvi responder:
 
Eu mudaria o título desse post para “O Regozijo dos Mequetrefes”.
Vejam, senhores, como alguns comentaristas estão felizes. Dá até para notar nas entrelinhas dos seus comentários os sorrisos das bocas que escancaram a podridão fétida da corrupção e da impunidade! Dá para entrever seus olhos rutilando de satisfação por mais uma vitória do crime sobre a Justiça. Dá para sentir suas respirações arfantes de emoção pela perspectiva de ver seus ídolos, os quadrilheiros e traidores do povo que diziam defender, livres, leves e soltos, para continuar sua saga de destruição da Nação.
Regozijai-vos, mequetrefes, cujas palavras soam de acordo com o tilintar das moedas que os compram para trair o Brasil e os brasileiros. Mas comemorem, riam, soltem rojões enquanto é tempo. Besuntem-se com a lama infecta que traça os seus caminhos agora, porque a esperança dos probos, a cada dia que passa, a cada dia que espouca mais um crime dos seus patrões, está se materializando.
 
Aproveitem bem seus últimos estertores.
 
18 de junho de 2014

PT QUER SER DONO DA VERDADE. PODE?

Paulo Skaf. na casa de 20%, começa a ser perseguido pelo PT, que está com um percentualzinho deste tamanhinho em São Paulo: 3%. As notas abaixo são do Painel da Folha.
 
Acabou o amor A campanha de Alexandre Padilha (PT) em São Paulo estuda ir à Justiça contra Paulo Skaf (PMDB), que adotou o slogan "Mudança de verdade".
Isso aqui vai virar O lema é quase igual ao "Para mudar de verdade", usado pelo ex-ministro. "Foi um gesto pequeno, miúdo, rasteiro e desleal", diz Emidio de Souza, presidente estadual do PT.
 
18 de junho de 2014
in coroneLeaks

O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO. DESESPERO, ÓDIO E BAIXARIA


No desespero diante da sólida evidência de que a incompetência de Dilma Rousseff está colocando seriamente em risco o projeto de poder do PT, Luiz Inácio Lula da Silva apela para seu recurso retórico predileto: 
fazer-se de vítima, acusar “eles” – seus adversários políticos – daquilo que o PT pratica, transformando-os em inimigos do povo e sobre eles jogando a responsabilidade por tudo de ruim e de errado que acontece no País. Lula decidiu de vez “partir para cima” e deixou claro que até outubro estará se atolando no ambiente em que se sente mais confortável: 
a baixaria.
CLIQUE PARA AUMENTAR

Uma das mais admiráveis figuras do século 20, Nelson Mandela, reconciliou a África do Sul – que saía do abominável regime do apartheid – consigo mesma promovendo pacificamente o entendimento entre a minoria branca opressora e a ampla maioria negra oprimida. Lula continua fazendo exatamente o contrário: dividiu os brasileiros entre “nós” e “eles”, arrogando-se a tutela sobre os desvalidos, que tem procurado seduzir, transformando-os não em cidadãos, mas em consumidores. Um truque que, como se vê hoje nas ruas, está saindo pela culatra.
 

DE TANTAS SANDICES, JÁ NÃO SABEMOS SE O QUE ESTÁ NO COPO E ÁGUA OU PINGA...
 
Pois é exatamente o homem que subiu na vida com um punhal entre os dentes, disseminando a divisão em vez da consciência da cidadania como arma de luta contra as injustiças sociais, que agora, acuado pelo desmascaramento da enorme farsa que tem protagonizado, tem a desfaçatez de prognosticar que “a esperança vai vencer o ódio”.

Apesar de alegadamente motivada pela declaração de Aécio Neves, na convenção do PSDB que lançou oficialmente sua candidatura à Presidência da República, de que “um tsunami” vai varrer o PT do poder, foram dois os sinais de alerta que levaram Lula a abrir a caixa de ferramentas:
 nova queda de sua pupila Dilma nas pesquisas e as vaias e agressões verbais em coro de que ela foi vítima na quinta-feira durante o jogo de estreia do Brasil na Copa do Mundo.

Quanto às pesquisas, não há muito mais a dizer do que aquilo que elas revelam: uma tendência constante de queda do prestígio e das intenções de voto na candidata do lulopetismo à reeleição. A debandada dos membros mais “pragmáticos” da “base aliada” reforça essa evidência.
 

As vaias e xingamentos no Itaquerão, por sua vez, refletem o que têm afirmado, abertamente, muitos líderes oposicionistas e, intramuros, lideranças do próprio PT: Dilma e, mais do que ela, o lulopetismo estão colhendo o que semearam. 
Nem por isso manifestações como aquelas podem ser endossadas. 
A grosseria não é coisa de gente civilizada. 
Um chefe de Estado merece respeito, no mínimo, pelo que representa.

Mas não há de ser quem sempre, deliberada e calculadamente, se esmerou em atacar e ofender adversários que agora vai assumir posição de superioridade moral para condenar quem manifesta, no calor da multidão, um sentimento espontaneamente compartilhado.
 
Foto: O PILANTRA DO LULA PRECISA OLHAR PARA O PRÓPRIO RABO ANTES DE QUERER DAR LIÇÃO DE MORAL NO POVO BRASILEIRO.

"O sr. Lula xingou o então presidente Itamar Franco de "filho da puta", disse que a cidade de Pelotas é "exportadora de veados", gabou-se de tentar estuprar um colega de cela e confessou ter nostalgia dos tempos em que os meninos do Nordeste enrabavam -- se é que enrabavam -- cabritas e jumentas. É a pessoa adequada para dar lições de respeitabilidade à nação brasileira. Todo mundo sabe do que ele é capaz." Olavo de Carvalho  

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~db

E também não vale o argumento com que Lula procurou desqualificar os manifestantes do Itaquerão, a eles se referindo como “gente bonita”, ou seja, a famigerada elite. Afinal, a Copa do Mundo no Brasil, essa vitrine que está expondo o País aos olhos do mundo com efeitos duvidosos, foi apresentada à Nação sete anos atrás como uma fantástica conquista pessoal de Lula, uma dádiva generosa ao povo brasileiro. Foi para a “gente bonita” que Lula trouxe esse espetáculo – do qual agora mantém a boa distância e não porque não possa pagar os caríssimos ingressos que, como ele sempre soube, são cobrados pela Fifa.

A candidata Dilma, por sua vez, recolheu-se. 
Alegou uma gripe para não comparecer, ao lado do chefe, à convenção do PT que lançou, no domingo, a candidatura petista ao governo de São Paulo. 
Mas o recato acabou aí. Gravou um vídeo em que se refere indiretamente ao episódio do Itaquerão e dá uma magnífico exemplo do tom mistificador que passará a imprimir à campanha eleitoral: 
“(O Brasil) é um país em que mulheres, negros, jovens e crianças, a maioria mais pobre, passaram a ter direitos que sempre foram negados. É isso que vaiam e xingam. É isso que não suportam”.
 
Foto: Queremos Lula no encerramento da Copa, ao lado do seu poste de Peruca Dilma para levar a MAIOR VAIA DA HISTÓRIA DO PLANETA!

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#VemProEstádioLula #SintaOAmorDoPovoBrasileiro

VENHA LULA, TOMAR NO FULECO VOCÊ TAMBÉM!!!!

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~db

Os líderes do lulopetismo só estarão a salvo de vaias e constrangimentos se escolherem as multidões que estão sob seu próprio controle.

O Estado de São Paulo
18 de junho de 2014

A UNIÃO CONTRA ÓDIO



Há duas forças políticas em disputa hoje no país. 
Uma prega o ódio; 
a outra defende a união. 
Uma quer dividir os brasileiros; 
a outra busca uma nação que seja melhor para todos, 
indistintamente.

A retórica agressiva e sectária do PT é parte essencial de sua estratégia política, espinha dorsal de sua lógica de comunicação. É assim que os petistas fazem política: atacando, achincalhando, desrespeitando. Mas o que o Brasil quer é união e civilidade.

Inverter estes papéis é a estratégia de quem sempre apostou num Brasil conflagrado e, quando colhe o que planta cotidianamente, age como o batedor de carteira que, apanhado, grita “pega ladrão”.

Quem, mais que o PT, vem insuflando o ódio e tentando, com seu discurso sectário, dividir o país entre pobres e ricos, entre brancos e negros, entre elite e miseráveis? Não há cargo nem liturgia que impeçam seus próceres de exercitar sua retórica da intransigência, onde quer que a oportunidade surja.

Os petistas usam todos os meios à mão, lícitos e, principalmente, ilícitos, para propagar sua ode à divisão do país. Quem não está a favor do governo é tachado de “pessimista”, de “perdedor”, de antipatriótico. Não apenas nos palanques, mas também em solenidades oficiais. Cadeias de rádio e televisão tornaram-se tribuna de honra para ataques partidários.

Os líderes petistas aproveitam todos os espaços disponíveis – e subvertem os que não deveriam estar disponíveis – para constranger adversários, sempre classificando-os como espécies de vendilhões da pátria, traidores da nação, feitores do povo. Quem não está conosco está contra nós – é esta a mensagem sempre veiculada pelos porta-vozes do PT.

Que militantes sectários ajam assim, até vá lá. Mas a coisa muda muito de figura quando até a presidente da República não se furta a desrespeitar quem pode interpor-se ao projeto de poder total de seu partido. Foi o que fez Dilma Rousseff ontem ao atacar um governador de Estado em mensagem gravada a petistas no lançamento de seu candidato ao governo de São Paulo.

É assim que o PT faz política: 
atacando, 
achincalhando, 
desrespeitando. 

Quando tomam apupos como respostas, posam de vestais. As vaias e os xingamentos são difusos, partem de gente insatisfeita com o governo, ainda que com maus modos. São uma réplica à forma de governar de um partido e não agressão a uma mulher.

A retórica agressiva do PT, em contrapartida, é parte essencial de sua estratégia política, espinha dorsal de sua lógica de comunicação. Tanto que partiu de seu marqueteiro, o 40° ministro da República, João Santana, a comparação dos adversários de Dilma a “uma antropofagia de anões, (que) vão se comer, lá embaixo”. Se nove meses atrás a ordem unida já era esta, imagina agora depois da Copa...

O mago das campanhas eleitorais petistas dá a nota, mas quem executa a sinfonia de diatribes é Luiz Inácio Lula da Silva. A cada vez que lhe abrem os microfones para falar, o ex-presidente mostra-se incapaz de produzir uma mensagem construtiva, uma palavra em favor de uma concertação nacional. Sua lógica sempre é a do sectarismo.
 
perola-don-lula

À guisa de “responder” a investida da oposição, o petista exercitou ontem, mais uma vez, sua pregação do ódio. Mais uma vez, apostou na divisão da sociedade. Mais uma vez, lançou mão de manipulações da história e da reescrita do passado. É assim, e só assim, que o PT busca conseguir seus triunfos.

Os brasileiros de bem não suportam mais a maneira conflituosa de fazer política que o PT pratica. Os brasileiros de bem querem, isso sim, a reconquista da união e da civilidade. A mesma união que fez o país superar a truculência política, a instabilidade econômica, o atraso social. A união que, nas últimas três décadas, construiu a nação que hoje somos. O Brasil é de todos os brasileiros e não de uma facção que dele considera ter se apossado.

Instituto Teotônio Vilela
18 de junho de 2014
 

PDVSA DE CHÁVEZ E O DILMALULISMO: ASTRONÔMICO PREJUÍZO DE US$ 18,5 BILHÕES...

 
A Petrobras teve de arcar com um prejuízo milionário na construção da refinaria Abreu e Lima, por ter sido obrigada a adequar o projeto da refinaria às exigências feitas pela estatal PDVSA, da Venezuela.
Sem ter assinado nenhum contrato com a PDVSA, e baseando-se apenas em protocolos de intenções assumidos entre os países, a Petrobras deu início às obras, que já estavam desenhadas para refinar o óleo sintético extraído na Venezuela.
Esse petróleo seria processado em uma unidade (trem) de refino específica. Como a estatal não entrou no negócio, restou à Petrobras assumir os gastos que já havia feito e readaptar a refinaria para atender o tipo de petróleo extraído no Brasil.
 
Uma das parcelas que a PDVSA deveria ter pago à Petrobras, mas não pagou, foi anunciada ainda em 2009 pelo ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, que voltou a ser preso na semana passada pela Polícia Federal, após o ministério público da Suíça bloquear US$ 23 milhões depositados em contas a ele atribuídas.
 
Em agosto de 2009, Costa disse que a petroleira venezuelana pagaria à Petrobras uma primeira parcela de US$ 400 milhões, como parte do acordo de sócios em Abreu e Lima. Essa primeira fatura estava relacionada à quitação de investimentos feitos desde o início das obras até o fim de 2008. Uma segunda parcela ainda estava sendo calculada, à época, para que os venezuelanos entrassem com a parte dos investimentos já realizados em 2009.
 
Em setembro daquele ano, a Petrobras chegou a anunciar que "todos os pontos em relação ao plano de investimentos, à compra de petróleo e distribuição foram acordados" e confirmou que o aporte de US$ 400 milhões "correspondia à parte da PDVSA nas obras".
A estatal explicou ainda que uma consultoria, "contratada em conjunto pelas duas empresas", já estava atualizando a parte que cabia à PDVSA de desembolsos feitos entre janeiro e agosto de 2009. Esse valor, atualizado, seria somado aos US$ 400 milhões. O plano era que tudo fosse pago após a assinatura do acordo.
 
A Venezuela nunca colocou nenhum centavo em Abreu e Lima. Na quarta-feira da semana passada, o Valor enviou questionamentos à Petrobras sobre o investimento já feito pela companhia no trem de refino que atenderia a PDVSA, o percentual de execução física dessa unidade e o processo de readaptação da planta.
A Petrobras não se manifestou sobre o assunto.
 
Na semana passada, em audiência à Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, a presidente da Petrobras, Graça Foster, reconheceu ter aguardado a PDVSA durante cinco anos, entre 2008 e 2013.
Neste período, Abreu Lima funcionava como uma empresa à parte da Petrobras, com a finalidade de receber o sócio estrangeiro. "Por cinco anos, trabalhamos firme para que a PDVSA viesse. Nós, Petrobras, tínhamos o maior interesse que a PDVSA viesse porque era 40% do investimento com a PDVSA. A PDVSA não veio, incorporamos a empresa, no fim de 2013."
 
Graça Foster não mencionou valores, mas informou que a Petrobras teve prejuízos ao levar adiante um projeto que jamais foi objeto de um contrato. "Poderia ter saído a um custo menor se nós estivéssemos sozinhos", declarou.
 
Durante quatro anos, o conselho de administração da refinaria foi presidido por Paulo Roberto Costa. O ex-diretor tinha papel ativo nas negociações com os venezuelanos e, em 2009, chegou a declarar que não havia mais nenhuma pendência nas negociações entre PDVSA e Petrobras e que "todos os pontos em relação ao plano de investimentos, à parte de compra de petróleo e distribuição foram acordados".
 
Abreu Lima, em seus estudos preliminares, em 2005, foi orçada em US$ 2,5 bilhões. Em 2008, o preço foi reajustado para US$ 13,3 bilhões. Hoje a estimativa da Petrobras é de que o empreendimento chegará a US$ 18,5 bilhões.
 
(Valor Econômico)

18 de junho de 2014
in coroneLeaks
 

PERTO DA INSANIDADE OU DO DESESPERO?!?


Dilma peita o Congresso e promove tuitaço pedindo que o povo "ocupe o governo".
 
 
Para ler o que está escrito na figura acima, clique aqui.  É o governo usando meios oficiais para promover a democracia direta, aquela que pretende passar por cima do seu voto livre e secreto e do Congresso Nacional. Observem as palavras de ordem. É puro golpismo. É o chavismo sendo oficialmente propagado no Brasil. E vejam quem está organizando:

 
O Portal Brasil é uma página oficial do governo federal. Não há dúvida alguma que o PT está querendo passar por cima das instâncias democráticas e colocar os ditos movimentos sociais a derrubar a nossa democracia. Por trás de tudo, a mão traiçoeira e suja de Gilberto Carvalho. Com a palavra, o Congresso Nacional.
 
18 de junho de 2014
 in coroneLeaks
 

LAMENTÁVEL EDUARDO BUENO...

Foto de Eduardo Campos.
Resposta de Eduardo Campos
Comentário de péssimo gosto do jornalista (e historiador)  Eduardo Bueno no programa Extra Ordinários do Sportv.
Tal cidadão teve a desrespeitosa e reprovável atitude de chamar de "BOSTA" toda a região do Nordeste, enquanto tecia um comentário a respeito da produção açucareira dos holandeses na região nordestina durante a invasão desses ao Brasil. Repúdio total!
‪#‎orgulhodesernordestino‬ ‪#‎respeito‬ ‪#‎sportv‬
 



18 de junho de 2014


 

CORRUPÇÃO: OS EFEITOS SOBRE O PT SERÃO DEVASTADORES EM 2014


 
Nas eleições de 2010, o PT entoou o mantra de que ninguém pode ser considerado culpado antes da sentença transitar em julgado. E a segunda vacina dos petistas saía da boca de Lula, que dizia que o mensalão não tinha existido e que ele, ao fim do processo, provaria isso.
Não contava com Joaquim Barbosa e com a sua imensa credibilidade junto ao eleitorado.
O PT, de forma burra e imbecil, para alegria da Oposição, abriu guerra contra Joaquim Barbosa.
Neste momento, inclusive, encaminhou um abaixo-assinado com 300 assinaturas atacando o presidente do STF, exigindo que ele libere os mensaleiros corruptos José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares para o teatrinho do trabalho externo.
 
A oposição está com um prato feito à sua frente, para comer do jeito que lhe aprouver.
O PT é um partido corrupto. Os seus maiores líderes foram condenados e presos.
O PT inteiro ficou solidário com estes bandidos e que confiança um eleitor pode ter num partido que defende criminosos?
Como se não bastasse, explodiu a roubalheira na Petrobras, quando Dilma era presidente do Conselho de Administração.
Um diretor amigo de Dilma e Lula, com quem tinha sólido relacionamento, está na cadeia.
 
A matéria abaixo é do Valor Econômico e mostra o terror que se abate sobre o Partido do Mensalão, quando o assunto é corrupção.
 
A três meses e meio da eleição, dirigentes do PT avaliam que nunca antes, desde 2005, os efeitos do mensalão se fizeram sentir sobre o partido como agora, nas eleições de 2014. A situação é atribuída sobretudo ao desgaste produzido pelo julgamento da Ação Penal 470, entre agosto e dezembro de 2012.
 
Foram 53 sessões do Supremo Tribunal Federal (STF), transmitidas ao vivo pela televisão, que expuseram as vísceras do PT e do governo Lula. Em 2013 foram à pauta os embargos infringentes, sem tanta audiência quanto o julgamento da AP 470, mas o bastante para enxovalhar a imagem do partido mais popular do país. Dirigentes históricos foram presos.
 
Nas duas eleições realizadas desde então (2006 e 2010), Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito e elegeu Dilma Rousseff sucessora. Ambas decididas no segundo turno. Os efeitos do mensalão foram moderados na eleição para a Câmara, em 2006 - o partido caiu de 91 para 83 deputados, mas se manteve entre os grandes da Câmara.
 
Partido avalia que só agora sente efeitos da Ação Penal 470
 
No período que antecedeu o julgamento da AP 470 - a ação do mensalão -, a direção do PT bem que tentou transformar o escândalo numa página virada. Acabou aprisionada no discurso de que os acusados de participar do esquema tiveram um julgamento político. Não funcionou.
Prova disso é que o presidente do STF e relator da AP 470, Joaquim Barbosa, tocaiado pelo PT durante todo o julgamento, é o segundo mais influente cabo eleitoral do país. Segundo a última pesquisa Datafolha, 36% dos entrevistados responderam que votariam num candidato indicado por Lula, enquanto 26% apoiariam um nome apoiado por Barbosa - a ex-senadora Marina Silva (PSB, ligada ao Rede Sustentabilidade) ficou em terceiro com 18%.
 
Em algum momento do processo eleitoral de 2014, o PT julgou que poderia eleger uma superbancada para a Câmara dos Deputados. Houve quem falasse em 130 deputados federais. Mas isso foi antes de junho de 2013, quando a presidente Dilma ainda sustentava índices de aprovação na casa dos 57%.
 
Na esteira do mensalão, o PT perdeu alguns de seus principais puxadores de votos, como José Dirceu, João Paulo Cunha e José Genoino, em São Paulo. O partido agora aposta no ex-presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, para puxar votos no Estado. Mas por enquanto ele é apenas isso mesmo: uma aposta.
Com a queda de Dilma nas pesquisas e Lula no banco de reservas, cada vez com menos chances de entrar em campo no lugar da presidente, o PT se articulou para construir pelo menos uma fortaleza em um dos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo, Minas Gerais e Rio. Se perder a eleição presidencial, o governo de um desses três Estados será importante para a reestruturação do partido. Basta lembrar que São Paulo e Minas é que asseguraram a sobrevivência do PSDB, nesses quase 12 anos de exílio do governo federal.
 
Não é à toa que o PT comprou uma briga com o PMDB, no Rio de Janeiro. Pelas pesquisas conhecidas, o senador Lindbergh Farias tem hoje tanta possibilidade de se eleger para o governo do Estado quanto seus principais adversários do PMDB (Luiz Fernando Pezão) e do PDT (Anthony Garotinho). Mas quando Lula abraçou o nome de Lindbergh, no ano passado, o PT tinha uma expectativa mais otimista em relação à candidatura do ex-presidente da UNE.
 
A avaliação sobre as possibilidades de Alexandre Padilha, na disputa pelo governo de São Paulo, também já foi melhor. Ele corre o risco o até de ser largado ao mar, se Paulo Skaf comprovar que pode ser o nome dos partidos aliados no segundo turno.
 
Em nenhum Estado o PT é o grande favorito. A exceção é Minas, o único dos três maiores colégios eleitorais em que lidera as pesquisas. O que não deixa o PT mais otimista em relação ao futuro de seu candidato, o ex-ministro Fernando Pimentel. Natural. Em Minas, o apoio de Aécio Neves (PSDB) tem tudo para ser decisivo na eleição para o governo.
 
Dilma foi muito pressionada por uma parte do PT a prestar solidariedade aos réus do mensalão, mas manteve-se à distância, baseada nas pesquisas. Entre partidos aliados do governo, avalia-se que o PT também "puxa" Dilma para baixo, nas pesquisas.
 
O mensalão é só o eixo. Há o escândalo envolvendo a Petrobras, mais recente, e outros que só agregaram valor à associação feita da imagem do PT com a corrupção. De Erenice Guerra, acusada de tráfico de influência quando Dilma ainda era candidata, ao deputado André Vargas (PT-PR), que não consegue explicar sua relação com o doleiro Alberto Youssef, passando pelas consultorias do ex-ministro Antonio Palocci.
 
A direção do PT já se deu conta do estrago que o tema corrupção, um dos estandartes das manifestações de junho passado, pode representar nas eleições. A palavra de ordem de Lula é para o partido é dar respostas imediatas às denúncias, como aconteceu recentemente com o deputado André Vargas, "convidado" a se desfiliar do partido (O PT fez isso com Delúbio Soares, no escândalo do mensalão, mas depois readmitiu o seu ex-tesoureiro). Luiz Moura (PT-SP), flagrado numa reunião com um integrante da facção criminosa PCC, foi suspenso.
 
A questão da corrupção, parece ser mais latente em São Paulo, onde o partido enfrenta outros problemas, como a rejeição à administração do prefeito Fernando Haddad. Impressionam os índices de São Paulo, medidos pelo Datafolha. O secretário-geral do PSD, Saulo Queiroz, ficou particularmente intrigado com as simulações de segundo turno. Dilma perde até para Eduardo Campos, por 43% a 34%. "Estes números não teriam grande significado se na lista de primeiro turno a disputa trouxesse uma informação de razoável equilíbrio", analisa. "Não foi o caso. Na lista plena Campos teve apenas 6% de indicação".
 
O senador Aécio Neves (PSDB), o candidato no encalço de Dilma, já tenta tirar proveito dessa situação. Numa comparação de sua candidatura com a de Eduardo Campos, o tucano disse que ele é o "adversário histórico do PT". Campos, até bem pouco tempo, convivia sob o mesmo teto com Lula e a presidente Dilma.
 
18 de junho de 2014
in coroneLeaks

HAJA LEXOTAN E RIVOTRIL! PT FAZ ESTE SÁBADO A CONVENÇÃO PARA DECIDIR CANDIDATURA DE DILMA




Com as atenções dos brasileiros voltadas para a Copa do Mundo, o Partido dos Trabalhadores realiza no próximo sábado (21) a Convenção Nacional para decidir a candidatura da presidenta Dilma Rousseff na disputa à reeleição. De concreto, mesmo, somente a formalização da aliança com o PMDB, com a confirmação do nome do vice-presidente Michel Temer como companheiro de chapa de Dilma ou de Lula, que diz não aceitar a candidatura, mas sempre deixa antever que essa possibilidade ainda existe.

A expectativa é enorme, porque o movimento “Volta, Lula” é amplamente majoritário no partido. Se houver apresentação de duas chapas, Lula vence com a maior facilidade, até porque a presidente está em viés de queda nas pesquisas, que já indicam não somente que haverá segundo turno, como também que, na margem de erro, a situação passou a ser de empate técnico com o candidato do PSDB, senador Aécio Neves.

A importantíssima Convenção o ocorrerá no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília, a partir das 8 horas, quando se inicia o credenciamento dos 800 delegados e delegadas do partido. A abertura está prevista para as 10 horas, com a presença da presidenta Dilma Rousseff, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e dos presidentes de partidos aliados, ministros, parlamentares, lideranças políticas, dirigentes e militantes. O encerramento está previsto para as 14 horas.

SUSPENSE CRESCENTE

A presidente Dilma Rousseff já avisou que não irá desistir. Alega que ainda é líder na pesquisas e que voltará a subir quando se iniciar a propaganda eleitoral pelo rádio e TV. Os partidos de oposição estão torcendo para que a candidatura de Dilma prevaleça, porque as pesquisas indicam que Lula continua a ser o preferido dos eleitores e, ao contrário de Dilma, tem possibilidade de vencer no primeiro turno.

Os oposicionistas estão confiantes porque, além do prestígio da presidente Dilma ter entrado em viés de queda, simultaneamente tem aumentado a rejeição ao nome dela. Outro dado importante é o aparecimento de Joaquim Barbosa no cenário político. Embora não seja candidato, seu prestígio é muito grande e uma das mais recentes pesquisas mostra que 17% dos eleitores estariam dispostos da votar em um candidato apoiado pelo presidente do Supremo.

O suspense aumenta progressivamente. Quando a Convenção do PT começar e algum delegado tomar a palavra e defender a candidatura de Lula, a temperatura no Centro de Eventos Brasil 21vai arrebentar os termômetros, podem ter certeza. E não faltam convencionais que queiram defender essa explosiva tese.
 
 
 

O HUMOR DO ALPINO



       
18 de junho de 2014

DILMA DEU O TROCO


 

Continua dando o que falar a ausência da presidente Dilma, no fim de semana, na convenção do PT paulista que formalizou a candidatura de Alexandre Padilha a governador de São Paulo. Fica difícil aceitar o argumento de que ela deixou de comparecer para não ofender Paulo Skaf, no mesmo período sagrado em convenção do PMDB. O ex-presidente da Fiesp já havia recusado o apoio dos companheiros e da própria Dilma.
 
Também parece impossível aceitar a alegação de que a presidente não foi a São Paulo por encontrar-se gripada. Nada que uma aspirina não resolvesse, ainda mais porque na mesma noite recebeu para demorado jantar a primeira-ministra da Alemanha.
 
Sobra então a explicação de que Dilma pulou fora tendo em vista a ridícula performance de seu ex-ministro da Saúde nas pesquisas, mais o envolvimento dele com o já quase ex-deputado André Vargas e o doleiro Youssef.
 
De qualquer forma, o Lula foi e não gostou de a sucessora não ter ido. O ex-presidente ainda confia numa reversão das expectativas, imaginando que o candidato ganhará músculos quando do início da propaganda eleitoral gratuita pelo rádio e a televisão.
 
Há um derradeiro raciocínio a justificar a ausência presidencial: havia sido combinado que o Lula compareceria junto com ela na inauguração da copa do mundo, no Itaquerão. Sua presença, imaginava-se, diminuiria o ritmo das vaias já previstas para Dilma, em especial se aparecessem juntos.
Só que o Lula faltou, mesmo estando a poucos quarteirões do estádio que ainda por cima leva o nome de sua paixão: Arena-Corinthians. Por conta disso é que a presidente teria dado o troco, ficando em Brasília.
 
Tanto faz o motivo, pois a verdade é que as relações entre o criador e a criatura não andam bem. Lula, pela milésima vez, repetiu que a candidata é a Dilma e que estará com ela para o que der e vier, ou seja, ganhar ou perder. O problema é que se continuar caindo nas pesquisas, como atualmente, logo crescerá o coro já razoável de petistas empenhados no “volta Lula”. E como o primeiro-companheiro sempre ressalva, hipóteses não podem ser rejeitadas.
 
ACUSAÇÃO REQUENTADA
 
É requentada essa história de que as oposições, as elites e a imprensa dedicam ódio ao PT. O ex-presidente Lula voltou a se manifestar assim, na esperança de unir o companheiros em torno de inimigos comuns, injetando-lhes novo ânimo para inflar o balão de Alexandre Padilha. Está tentando reviver o episódio de Fernando Haddad na disputa pela prefeitura de São Paulo.
 
Só que agora é diferente, menos pela vantagem do governador Geraldo Alckmin, mais pela fragilidade do candidato petista. O que não dá é aceitar a acusação de que o ódio domina o processo eleitoral. As oposições preocupam-se mais em melhorar a performance de seus candidatos do que em denegrir o adversário.
As elites, poucos duvidam, tem sido as maiores beneficiadas da política desenvolvida pelo PT desde a posse do Lula. E a imprensa, convenhamos, apenas reflete os fatos, mesmo podendo omiti-los ou multiplicá-los, de acordo com o interesse de seus controladores.