"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

NO SACO DE MALDADES...

Corte nas pensões vai reduzir o mercado de consumo   



A medida provisória que a presidente Dilma Rousseff assinou, conforme anunciou o ministro Aloizio Mercadante, estabelecendo, entre outras iniciativas restritivas, a redução de 50% nas pensões deixadas pelos servidores públicos e também pelos empregados regidos pela CLT, vai causar, além de outros problemas, talvez o mais grave de todos eles: a redução do mercado de consumo. A questão é simples: muitos casais planejam suas compras e contas com base na soma de seus vencimentos e, no caso de um dos cônjuges faltar, com base na pensão que o sobrevivente receberá. Como está previsto um corte de 50% em tais pensões, evidentemente a família terá que considerar o corte de receita em virtude da pensão diminuída.

Há, portanto, dois aspectos envolvendo a questão: um psicológico, causado pelo impacto de tal medida; outro, absolutamente realista, considerando o princípio da receita disponível e a compressão que sobre ela recairá. Caso tal absurdo não seja rejeitado pelo Parlamento. A restrição ao consumo implica como se um freio estivesse sendo acionado para conter processo de desenvolvimento econômico e social do país. Tudo isso colide basicamente com o projeto de governo anunciado e reafirmado pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse, ontem à tarde, no Palácio do Planalto.

Incrível, portanto, que o novo ministro da Economia e titular da Fazenda Joaquim Levy não tenha percebido ou pedido atenção da chefe do Executivo para com esse reflexo. Nesta altura dos acontecimentos, quando se fala no esforço para retomada do progresso, através da reação do Produto Interno Bruto, surpreende o silêncio do titular da Fazenda, que conhece muito bem os efeitos das reduções aplicadas nos salários.

SALÁRIOS ARROCHADOS

Se reduções salariais resolvessem os desafios econômicos e financeiros, o Brasil não teria obstáculo algum nesse setor. Porque através dos anos, até o governo Lula, a remuneração do trabalho perdeu a corrida contra a inflação. E agora, em 2015, está ameaçada de perder novamente, a começar pelo Imposto de Renda, uma vez que a correção aplicada aos recolhimentos a serem efetuados está fixada em 4,5%, quando a inflação oficial de 2014 alcançou 6,5%.

O caso do corte nas pensões é mais grave ainda. Além do elevado índice previsto na escala de 50%, há o caso das pensões, não por morte, mas por invalidez, situação que não está esclarecida no texto da medida provisória. Como uma pessoa inválida, em muitos casos por acidente de trabalho, vai suportar uma diminuição prevista na metade pela pessoa beneficiada pela morte do companheiro ou companheira?

OUTROS CASOS

Além disso, como fica a situação dos que recebem aposentadorias complementares, caso de planos existentes nas empresas estatais? É preciso considerar que nessas empresas os empregados contribuem, com mais cerca de 7%, e os empregadores na mesma percentagem, para que ao se aposentarem não tenham seus vencimentos reduzidos. Paralelamente a isso tais planos incluem as pensões que forem decorrentes da morte dos segurados. É preciso que o texto da reforma esclareça todas essas dúvidas.
Além de outras, como por exemplo, a existência de filhos ou filhas atingidos por excepcionalidades.

Como está se vendo, a cada linha surgem obstáculos a serem considerados em sequência. São tantos que dão bem a visão das enormes dificuldades que envolvem o tema, já por si extremamente complexo. O melhor que a presidente Dilma Rousseff, a meu ver, pode fazer no momento é simplesmente retirá-lo da pauta que enviou, através de Medida Provisória ao Congresso Nacional.

GOVERNO NEGATIVO, COMEÇA NA DEFENSIVA

       


Das dificuldades que a presidente Dilma enfrentará em 2015, a mais urgente será estabelecer um objetivo para o seu segundo governo. Em pouco ou nada ajudou a composição do novo ministério. Primeiro por faltar identidade aos 39 ministros.
Nada os une, tudo os separa. Tivesse sido feita a todos a pergunta sobre qual o rumo fundamental a seguir nos próximos quatro anos e não  se registrariam duas respostas iguais. Mesmo entre os 13 companheiros, o vazio é uma constante. Nem haverá que falar dos 6 do PMDB, representantes de correntes dissociadas. Quanto aos demais, incluídos os sem filiação partidária, a mesma coisa.

Heterogêneo, o grupo prima pela falta de um denominador comum. Evitar a estagnação econômica não é programa, muito menos garantir maioria parlamentar para impedir iniciativas da oposição, a começar pelo impeachment. Numa palavra, o governo acaba de ser composto por suas características negativas. Fica devendo metas construtivas.
Não poderia ser diferente. Faltou à campanha da reeleição um programa onde a candidata exporia propósitos e objetivos. É do que carece o novo governo.

UMA PAISAGEM DIFERENTE

Voltaire acabara de chegar a Paris. Jovem voluntarista, ao saber que o Regente, Felipe d’Orleáns, por medida de economia, decidira vender metade das cavalariças reais, escreveu que em vez de desfazer-se de parte dos seus cavalos o soberano deveria livrar-se dos asnos então gravitando ao redor do trono.
Passeando no Bois de Boulogne, o Regente deparou-se com Voltaire e ofereceu-lhe uma paisagem por ele desconhecida: uma cela na Bastilha, com vista para a capital francesa.
Depois de alguns meses, arrependido, Felipe mandou soltar o prisioneiro e ainda destinou-lhe uma pensão mensal. O irreverente crítico agradeceu, em carta, acentuando a satisfação de o governo prover sua alimentação, mas abria mão da hospedagem…

Inexistem razões para interpretar os julgamentos pelo que eles não são. Os mensaleiros vêm sendo dispensados da hospedagem a eles oferecida e da inusitada vista de Brasília, pelas janelas da Papuda. Parecem felizes por cuidar da própria alimentação…

QUEM REALMENTE MANDA

Sugeriram ao novo ministro das Minas e Energia, senador Eduardo Braga, do PMDB, solicitar um imediato despacho com a presidente Dilma para saber se pode nomear o segundo escalão de seu ministério, do qual faz parte a Petrobras. Conselho do vice-presidente Michel Temer: “Espere ela viajar para o exterior…”

DÚVIDAS

Até ontem, pelo menos, estavam mantidos os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica. A dúvida é saber a razão: a presidente Dilma está muito satisfeita com o desempenho deles ou, no reverso da medalha, vão ficar como castigo…

02 de janeiro de 2015

ALDO REBELO NO MINISTÉRIO DA CIÊNCIA É O REI HERODES NO BERÇÁRIO

 


“Como você vai fazer um barco navegar contra o vento e contra a corrente, só acendendo uma fogueira embaixo do deck?”, perguntava-se, publicamente, em 1803, Napoleão Bonaparte, sobre o barco a vapor do engenheiro americano Robert Fulton.

“Colocar um homem em um foguete e projetá-lo até o campo gravitacional da Lua – talvez pisar lá – e voltar à Terra: tudo isto constitui um sonho maluco digno de Júlio Verne. (…) Este tipo de viagem feita pelo homem nunca vai acontecer, independentemente de todos os avanços no futuro”, estabeleceu o físico Lee DeForest, em 1957.

“Pessoas bem informadas sabem que é impossível transmitir a voz através de fios e que, se fosse possível fazer isto, esta coisa não teria valor prático algum” – editorial do Boston Post, em 1865, redigido por um jornalista, indignado com a invenção do telefone.

O QUE ESPERAR DE REBELO?

O novo ministro da Ciência, Aldo Rebelo, é comunista de carteirinha e também jornalista. Entregar a ciência a Aldo Rebelo é como entregar o berçário ao Rei Herodes. E as patacoadas disparadas contra as invenções científicas mais populares, como você leu acima, é o que devemos esperar de Rebelo. Se ele resolver abrir a boca, é claro.

Não vai aqui nenhum ataque pessoal, ad hominem, contra Rebelo. Filiado ao PC do B desde 1977, seria de se estranhar se ele não fosse um comunista profissional.

O que é o comunista profissional? É aquele para quem só existe aquilo que podemos tocar com as mãos (para eles, assim sendo, Gisele Bundchen não existe…) Afinal, “a prova da existência do pudim está em comê-lo”, notava Engels, co-autor do Manifesto do Partido Comunista.

VALORES MEDIEVAIS

Aldo Rebelo só pode ser entendido, também por outra explicação comunista. O pensador marxista alemão Ernst Bloch (1885-1977) gostava de apontar o que chamava de “a contemporaneidade do não-coetâneo (em alemão, “Gleichzeitigkeit der Ungleichzeitigkeit”). Ou seja: você vive no século 21, mas pode estar dividindo o seu espaço, lado a lado, com quem ainda mantenha valores medievais.

Ou simplesmente com quem ache que a ida do homem à lua não passa de uma montagem de video.
Aldo Rebelo é isso aí tudo. Costuma dizer que não há aquecimento global porque ele é “improvável”.
Vamos a casos recentes.

— Rebelo é pai daquela loucura de que os estrangeirismos seriam limitados no Brasil. Aprovado por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania em 2007, o projeto ainda aguarda votação em plenário. Por ele, o aplicativo Whats Up teria de se chamar “E aí?”, o mouse do computador “rato”, e I-Pad “Eu bloco”.

— Em 2002 Aldo propôs a proibição de “inovação tecnológica poupadora de mão de obra”. Seriam proibidas as fotos digitais e as Xeroxes.

— Em 2000, Aldo tentou proibir a utilização de sistema de catraca eletrônica nos veículos de transporte coletivo de passageiros.

— Em 2001, defendeu a adição obrigatória de 10% de raspa de mandioca na farinha de trigo destinada à fabricação do pão francês, o famoso pãozinho de 50 gramas. A ideia era “melhorar os nutrientes do pão e fomentar a cadeia de produção da mandioca”. Aprovado no Congresso, o projeto foi vetado por quem? Por Lula.

— Em 2003, tentou transformar o Halloween (Dia das Bruxas), celebrado em 31 de outubro nos Estados Unidos, no Dia Nacional do Saci-pererê.
É esse o nosso homem na ciência. E ponto final…

 


PIMENTEL NOMEIA PASTOR DA MALA DE DINHEIRO E RÉU NO MENSALÃO TUCANO

 


Pimentel imita Dilma na escolha do Secretariado

O governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), anunciou nesta terça-feira (30) os nomes que vão compor sua equipe. Entre os escolhidos estão figuras envolvidas em escândalos, ex-ministros e o relator da CPI do Cachoeira.

O deputado estadual Carlos Henrique da Silva (PRB-MG), por exemplo, vai ocupar a Secretaria de Esportes, que será desmembrada da pasta de Turismo. Ele e o novo ministro dos Esportes, deputado George Hilton (PRB-MG), foram detidos pela Polícia Federal ao desembarcarem em Belo Horizonte, em julho de 2005, com onze volumes, entre malas e caixas com cheques e maços de dinheiro, trazidos em dois aviões fretados.

Ambos são pastores da IURD (Igreja Universal Reino de Deus) e não tem ligação com esportes. Silva exerceu três mandatos de vereador em Belo Horizonte e ocupa seu segundo mandato como deputado estadual.
É membro efetivo das comissões de Minas e Energia e de Defesa do Consumidor e do Contribuinte. Procurada pelo UOL, a assessoria de Silva informou que o parlamentar está viajando, sem contato, e que não poderia comentar a escolha do seu nome para compor o secretariado de Pimentel.

Além dele, o novo secretário da Fazenda de Minas Gerais será José Afonso Bicalho, réu no processo do mensalão tucano. Ele ocupou o mesmo cargo quando Pimentel foi prefeito de Belo Horizonte, era presidente do Bemge (extinto Banco do Estado de Minas Gerais), durante o governo de Eduardo Azeredo (PSDB), e é acusado de desviar recursos para a campanha de reeleição do tucano, por meio do esquema montado pelo empresário Marcos Valério em suas agências de publicidade.

SECRETARIA DE GOVERNO

Já o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), relator da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Cachoeira, vai para a Secretaria de Governo e fica responsável pela articulação política da nova administração. Relator da CPI do Cachoeira em 2012, ele definiu como “uma pizza lamentável” as conclusões da comissão, que após oito meses de investigações, decidiu derrubar o seu relatório de 5.000 páginas, aprovando texto substitutivo de duas páginas, que não propôs o indiciamento de nenhum dos investigados.

O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência durante o primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o deputado federal Nilmário Miranda (PT-MG) vai ocupar a Secretaria de Direitos Humanos em Minas Gerais. Já a Secretaria de Cultura será ocupada pelo ex-ministro da Cultura do governo Itamar Franco, Ângelo Oswaldo, que foi também secretário da mesma pasta quando o ex-presidente ocupou o governo mineiro. Oswaldo foi também prefeito de Ouro Preto (MG).

A MAQUIAGEM DAS CONTAS E O CONCEITO DE DÍVIDA LÍQUIDA

       


Não há razão para qualquer país do mundo utilizar o conceito de dívida líquida para balizamento e controle de seu estoque. Não, os juros da dívida incorrem sobre toda a dívida. Portanto, é um engodo falar-se em dívida líquida. O rombo só é devidamente dimensionado quando visualizada a dívida bruta, sobre a qual, como já disse, incorre os juros.

Quanto à contenção dos preços da energia elétrica ou a transferência de sobrepreços para o Tesouro Nacional (que até então vinha sendo feita através da conta de desenvolvimento energético, a chamada conta CDE), essa política equivocada terá de ser suspensa. Os mais de R$ 9 bilhões que ficaram a encargo do Tesouro, serão agora transferidos à tarifa pública de energia elétrica e arcados pela população.

Todos os preços e tarifas públicas que o governo represou para mascarar a inflação real, sem dúvida, agora terão de ser reajustados.

O pior é que será dificílimo acabar com esta inércia negativa nas contas do governo, tomando-se o cuidado para que esse freio, necessário, não repercuta em uma terrível recessão daqui por diante. Por isso, a necessidade de um ajuste fiscal gradual.

ECONOMIA RECESSIVA

O problema é que, mesmo sem o ajuste, já estamos vivendo uma economia recessiva. Com toda certeza, 2015, 2016 e os anos seguintes não serão fáceis para o Brasil. De maneira alguma. Ao que parece, o ano que está chegando será para consolidação dos ajustes, enquanto 2016 seja o ano do arrocho financeiro para o país e toda a população. Lembrando que os ajustes para o salário mínimo já estão comprometidos para 2016, pelo resultado do PIB, neste ano, que irá compor o cálculo do reajuste naquele período.

O quadro econômico do país, para quem não vive de rendas e investimentos no setor financeiro, isto é, para a maioria da população, reflete uma realidade dramática para a maioria das famílias brasileiras, a ser vivenciada a partir dos próximos meses, passando a atingir o auge do aperto já no início de 2016.

A realidade que começamos a enfrentar já em 2014 foi proporcionada por sucessivos erros da equipe econômica de governo, que quis sustentar, artificialmente, toda a economia nacional por meio da dívida pública, de forma irresponsável, atolando o país em uma armadilha de estagflação.
Agora a população está sendo chamada a arcar com as consequências dos atos irresponsáveis desta equipe de governo. E não pagaremos essa conta em menos de quatro anos.

02 de janeiro de 2015
Wagner Pires

INVESTIGAÇÃO SOBRE FUNDOS DE PENSAO INCRIMINARÁ O PT

       


Na segunda-feira (29), a Petrobras informou que as investigações patrocinadas pela própria companhia sobre as denúncias desveladas pela operação Lava Jato vão se estender à Petros, a fundação de previdência dos funcionários da estatal.

A Petrobras contratou dois escritórios de advocacia para realizar um trabalho independente à ação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal. Segundo o comunicado divulgado pela Petrobras, os escritórios Trench, Rossi e Watanabe Advogados e o Gibson, Dunn & Cutcher identificaram possível relação entre os indícios de corrupção que estão sendo apurados na empresa com transações consumadas pela Petros.
Se essa apuração independente for feita para valer, a Petrobras de Graça Foster vai chegar ao PT de Dilma Rousseff.

São muitas as conexões entre uma coisa e outra descobertas até aqui. A Petros é o segundo maior fundo de pensão do país, com mais de R$ 66 bilhões de patrimônio e 158 mil participantes. Desde o primeiro mandato de Lula, a Petros está nas mãos do PT. Primeiro com o ex-sindicalista dos bancários de São Paulo Wagner Pinheiro. Depois, com os sucessores de Pinheiro, que ele ajudou a escolher antes de assumir, em 2011, a presidência dos Correios, já no governo Dilma.

ADVOGADO DENUNCIOU

Na fase inicial dos depoimentos da Lava Jato, um advogado afirmou à PF que um esquema de notas fiscais fraudulentas foi usado para o pagamento de “propina na Petros”. Trata-se de Carlos Alberto Pereira da Costa, preso na operação da PF e sócio da CSA Project Finance, uma das empresas operadas pelo doleiro Alberto Youssef. Segundo Costa, a CSA foi usada para intermediar a venda de títulos para a Petros. Ele disse que essas transações resultaram em propinas no valor de R$ 500 mil, divididas por cinco pessoas, entre os quais dois diretores da Petros, entre 2005 e 2006 – gestão de Wagner Pinheiro.

Costa também contou que João Vaccari Neto, tesoureiro nacional do PT, esteve várias vezes na sede da CSA Project Finance “possivelmente a fim de tratar de operações com fundos de pensão”. Vaccari é do mesmo grupo de ex-sindicalistas bancários de São Paulo do qual faz parte Wagner Pinheiro.

PF INVESTIGA

Conforme a Folha revelou em setembro, a PF abriu uma frente de investigação na Lava Jato para apurar se houve o uso de fundos de pensão para fins políticos. Mais uma vez, no centro das suspeitas está a estrela da tesouraria petista, João Vaccari Neto. Por tabela, entra novamente em cena seu companheiro dos tempos de sindicato: Wagner Pinheiro.

A Petros e o Postalis, dos funcionários dos Correios, presidido por Pinheiro, aplicaram R$ 73 milhões num dos negócios intermediados pelo grupo do doleiro Youssef. Os dois fundos perderam praticamente todo o investimento.

E-mails capturados pela PF em computadores de pessoas ligadas a Youssef sugerem que Vaccari ajudou os operadores do doleiro a fazer contato com a Petros em 2012. O interesse era captar recursos dos fundos de pensão para o Trendbank, uma administradora de fundos de investimento.

APLICAÇÃO FURADA

Exatamente como desejavam os operadores de Youssef, os fundos de pensão aplicaram milhões num dos fundos geridos pelo Trendbank. Esse fundo quebrou no final do ano passado, deixando um rombo de cerca de R$ 400 milhões.

Boa parte do dinheiro dos fundos de pensão que evaporou foi investido pelo Trendbank em papéis podres de empresas fantasmas ligadas a Youssef. Essas empresas fantasmas, por sua vez, aplicaram parte do que receberam do Trendbank em uma empresa usada por Yousseff, segundo a PF, para repassar dinheiro para o PT e outros partidos da base aliada ao governo Dilma.

Pelo que se vê, há muito a ser apurado tanto pela PF quanto por essa investigação independente patrocinada pela Petrobras no que diz respeito à Petros.

Um bom caminho para os investigadores é ouvir os dirigentes e ex-dirigentes da Petros que se encontravam com Vaccari em dois famosos hotéis do Rio de Janeiro, um no Leme e outro no Arpoador.

02 de janeiro de 2014
Leonardo Souza
Folha

PATÉTICA, DILMA TENTA ASSUMIR A "AUTORIA" DO COMBATE À CORRUPÇÃO

 

A presidente reeleita Dilma Rousseff (PT) discursa durantea posse do segundo mandato (Ed Ferreira/Estadão Conteúdo)
Dilma precisa de terapia, pois vive num mundo à parte, totalmente irreal

Não há mais dúvida. A presidente Dilma Rousseff inspira cuidados e precisa de terapia, o mais rápido possível. No primeiro pronunciamento do segundo mandato, a chefe do governo mostrou que está vivendo num mundo à parte, que nada tem a ver com a realidade da conjuntura negativa que o país atravessa.

Ela se comporta como se estivesse permanentemente em campanha eleitoral e governar fosse apenas um detalhe. Em seu longo e enfadonho discurso de posse, delirou à vontade, discorrendo sobre o que considera as grandes conquistas do “extraordinário trabalho” do ex-presidente Lula e dela própria, como se o país estivesse às mil maravilhas.

Esquecida de que não tem recursos para nada e o governo está até cortando direitos sociais dos trabalhadores, Dilma anunciou o imaginário lançamento do PAC-3, como se tivesse concluído as prometidas obras do PAC-1 e do PAC-2.
Vamos então conferir as delirantes promessas da presidente:

Agora, vamos lançar o terceiro PAC, o terceiro Programa de Aceleração do Crescimento e o segundo Programa de Investimento em Logística. Assim, a partir de 2015 iniciaremos a implantação de uma nova carteira de investimento em logística, energia, infraestrutura social e urbana, combinando investimento público e, sobretudo, parcerias privadas. Vamos aprimorar os modelos de regulação do mercado, garantir que o mercado privado de crédito de longo prazo, por exemplo, se expanda. Garantir também que haja sustentação para os projetos de financiamento de grande vulto”, disse ela, como se fosse possível obrigar os bancos a fornecerem empréstimos de longo prazo com juros baixos, como faz o BNDES.

FESTIVAL DE DELÍRIOS

Lendo o discurso escrito pela criatividade dos marqueteiros do Planalto, Dilma viajou ao descrever um país irreal, imaginário, em que tudo está dando certo e não existem maiores problemas. O mais grave, porém, foi tentar assumir a autoria do combate à corrupção, quando na verdade ela fez exatamente o contrário em seu primeiro mandato, reduzindo as verbas da Polícia Federal e da Controladoria-Geral da União, conforme ficou claro no pronunciamento com que o corregedor Jorge Hage recentemente pediu demissão, alegando impossibilidade de executar suas obrigações funcionais.

Vejam o que disse essa incansável caçadora de corruptos, que convive amigavelmente com eles e na semana passada recebeu sigilosamente no Palácio da Alvorada o mensaleiro José Dirceu para um longo entendimento:

Democratizar o poder significa combater energicamente a corrupção. A corrupção rouba o poder legítimo do povo. A corrupção ofende e humilha os trabalhadores, os empresários e os brasileiros honestos e de bem. A corrupção deve ser extirpada.
O Brasil sabe que jamais compactuei com qualquer ilícito ou malfeito. Meu governo foi o que mais apoiou o combate à corrupção, por meio da criação de leis mais severas, pela ação incisiva e livre de amarras dos órgãos de controle interno, pela absoluta autonomia da Polícia Federal como instituição de Estado, e pela independência sempre respeitada diante do Ministério Público. Os governos e a Justiça estarão cumprindo os papéis que se espera deles: se punirem exemplarmente os corruptos e os corruptores.

A luta que vimos empreendendo contra a corrupção e, principalmente, contra a impunidade, ganhará ainda mais força com o pacote de medidas com o qual me comprometi durante a campanha, e me comprometo a submeter à apreciação do Congresso Nacional ainda neste primeiro semestre”, afirmou a criativa presidente Dilma, que mais parece o professor Pangloss imortalizado por Voltaire

Resumindo: o problema é grave. Nossa governante está mesmo necessitando de terapia, para voltar ao normal e enxergar o que está acontecendo à sua volta. Seu comportamento é tão patético que nem mesmo Freud conseguiria explicar. Vai ser preciso convocar uma junta médica.

O HUMOR DO ALPINO

 

 

 

MÍDIA ATIVA, PÚBLICO PASSIVO



Jornalistas costumam dizer que a imprensa tem costas largas, sendo objeto de críticas merecidas e imerecidas. É verdade. Mas também costuma ter costas quentes, pois o poder de que desfruta lhe proporciona uma boa proteção. Numa sociedade de massa, entre muitos outros papéis, a mídia desempenha tarefa relevante na formação da opinião pública, ou seja, no modo de pensar, nos usos e costumes, nos critérios de juízo e na formação dos padrões morais e de conduta que os indivíduos passam a reproduzir no cotidiano.

Atirarei alguns chapéus ao vento. Há veículos e profissionais de imprensa que deformam as consciências; deprimem os padrões culturais da sociedade; criam hoje os mitos que lhes convêm para derrubá-los amanhã quando já não servirem mais; estimulam o relativismo e atacam os valores morais; servem ao patrão estatal da vez, e por aí afora. Em muitos e muitos casos, tais acusações são tão corretas quanto provavelmente sejam corretas outras suspeitas em que esses mesmos se envolvem. Mas o mesmo dedo acusador que aponta com precisão as culpas da mídia dá sinais de ser uma bússola desorientada quando se trata de vasculhar a própria conduta.

A moderna comunicação é um canal de duas vias onde o público desempenha o papel importante e onde os fenômenos de ação e reação determinam cadência permanente (note-se, a propósito, que a omissão é uma forma bem medida de reação). Cabe indagar, então, especialmente àqueles cuja consciência permite identificar os malefícios causados pela eventual ou permanente

irresponsabilidade social dos veículos: quais são suas reações pessoais ante o problema? Como você interage? Em que sua atitude difere daquela adotada pelos consumidores menos sensatos ou omissos? Quantas vezes tornou conhecidas suas divergências, ou mesmo seu apoio, ao julgar merecido? E mais: a que veículos de comunicação concede estímulo, assinatura, leitura, audiência ou patrocínio?

CORRESPONSABILIDADE

Nos países onde a opinião pública tem boa noção de seu valor e força, manipulações e abusos do tipo que ocorrem entre nós são rapidamente corrigidos. Por isso, estou cada vez mais convencido de que, com frequência, as vítimas somos corresponsáveis pelos males a que nos submetem, pois bastariam, em muitos casos, vinte ou trinta manifestações por telefone ou e-mail para modificar certos usos ou abusos.

Triste a nação que renuncia à tarefa de transmitir valores morais às suas gerações! Enquanto as famílias cuidam apenas da subsistência; enquanto as escolas são oficialmente usadas para absolutizar o relativismo moral; enquanto as Igrejas se ocupam preferentemente de questões sociais e políticas; enquanto os meios de comunicação abusam de seu poder para seduzir e, ao mesmo tempo, desmiolar seu público; e enquanto as instituições semeiam joio no meio do trigo, quem, afinal de contas, vai orientar a sociedade para o bem?

O BEBÊ E A BACIA

          


O senhor Robson Andrade, presidente da CNI, afirmou nesta semana que as denúncias que envolvem algumas das maiores construtoras do Brasil são pontuais e que a investigação e eventual punição desses atos não pode inviabilizar a continuidade de sua atuação em benefício do país.

Grandes empresas são estratégicas para qualquer nação. Se não fosse o trabalho de construtoras como a Mendes Júnior, na década de 1970, em países como o Iraque e a Mauritânia, com a ida para lá de milhares de técnicos e operários brasileiros, para construir ferrovias, rodovias e obras de irrigação, o Brasil não teria conseguido, naquela ocasião, enfrentar a crise do petróleo.
Não existe grande nação que não tenha grandes empresas e grandes bancos para apoiá-las, dentro e fora de seu território, na disputa com empresas e bancos de outros países.

A Suíça e a Nestlé e os seus bancos; os EUA e a IBM, a Boeing, a Northrop, a Microsoft ou a Monsanto; a Alemanha e a Bayer, a Basf, a Siemens, a Volkswagen; a Itália e a Fiat , a ENI, a Benetton e a Beretta; a Espanha e a Repsol, o Santander e a Telefónica. Nem uns existiriam sem os outros, nem nenhum deles são santos.

AJUDA MÚTUA

A diplomacia e a estrutura pública desses países e suas grandes empresas sempre se ajudaram mutuamente, para a conquista do mundo. No Brasil ocorre o contrário.

Independentemente das investigações em curso, nos últimos anos parece que é pecado, ou proibido, que nossos bancos públicos, como o BNDES, a exemplo do que fazem os Eximbanks dos EUA e da Coreia do Sul; o Deustche Bank da Alemanha; a JFC e o JBIC do Japão, financiem e apoiem a expansão de empresas como a JBS-Friboi, a BRF, a Vale, a Totus, a Gerdau, e construtoras como a Odebrecht – que atua em dezenas de países do mundo – dentro e fora do Brasil.

Houve corrupção na Petrobras? Que corruptos e corruptores sejam punidos. O que não se pode é paralisar e quebrar algumas das maiores empresas de capital nacional, porque, nessa hipótese, quem mais perderá será o Brasil.

COMPETITIVIDADE

Arrebentar com a competitividade do país na área de infraestrutura e construção pesada, destruindo alguns dos principais instrumentos estratégicos que temos para aumentar nosso poder e projeção no exterior, e mais particularmente, na África e América Latina – nosso espaço imediato de influência – é o mesmo que jogar pela janela a água suja da bacia, junto com o bebê que estava tomando banho, ou amputar os dois pés para combater uma infecção de unha.

Todos os grandes países do mundo combatem a corrupção de suas empresas. E – não sejamos hipócritas – muito mais a corrupção interna, realizada em seu próprio território, do que a externa, em território alheio.

Mas nenhum desses países deixou de apoiá-las com negociações e financiamento lá fora. Ou de exportar produtos, serviços e mão de obra por meio delas. Ou de usá-las, principalmente dentro e fora de suas fronteiras, para defender sua estratégia e seus interesses. Senador Aécio Neves acaba de obter, na Justiça de São Paulo, importantíssima e histórica vitória, que não é apenas dele, como cidadão, mas da democracia, de modo geral, em nosso país.

A REVELADORA MONTAGEM DO SEGUNDO GOVERNO DILMA

       



Segundo Bismarck, “nunca se mente tanto como antes das eleições, durante uma guerra e depois de uma caçada”. Tenho acompanhado a lenta e gradual (não sei se segura…) escolha dos novos ministros. Dilma curvou-se ao capital financeiro, fazendo o que Aécio a acusava de vir a fazer – e colocou Joaquim Levy na pasta da Fazenda.
O trio na economia será composto por ele, Tombini e Nelson Barbosa. Aguardemos, pois, o anúncio do contingenciamento. Tenho para mim que, entre mortos e feridos, ninguém se salvará para resolver os problemas do deus “mercado”.

Penso até que Levy ainda vai retirar as gorduras realmente inexplicáveis que se acumulam nos vãos e desvãos, corredores e adjacências dos ministérios, abrigando misteriosas transações dos senhores do país.

Depois de receber um tremendo puxão de orelha do procurador geral da República, que se recusou a dar de antemão à presidente a lista dos políticos sujos na operação Lava Jato, veio a segunda leva de novos ministros.

ESCRAVOS DE JÓ…

Esta me fez lembrar minha infância, quando brincávamos de “Escravos de Jó”: “Os escravos de Jó jogavam caxangá…”. Aldo Rebelo, que já foi ministro das Relações Institucionais, pulou para os Esportes e agora pousa na Ciência, Tecnologia e Inovação; Jacques Wagner foi do Trabalho e Emprego, passou para as Relações Institucionais e agora, apropriadamente, cai de paraquedas no Ministério da Defesa.

Um desconhecido deputado mineiro – para agradar ao senador Crivella – vai dominar os Esportes. Para o MEC (coitados dos professores!) segue o irmão de Ciro Gomes. Kassab, aquele que fundou o partido de lado nenhum (nem direita, nem esquerda, recordam-se?), ocupará a poderosa pasta das Cidades. E, primor dos primores, num país onde ainda militam diuturnamente os bravos integrantes do MST, dona Kátia Abreu empalma o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Aliás, quanto a essa espertíssima latifundiária, tenho pronto um artigo mostrando como ela foi cavando sua aproximação com o governo. Tenho certeza de que, se ela tivesse entrado para o PT na mesma época em que Dilma entrou, seria, sem dúvida, a herdeira de Lula, tamanha sua “habilidade” política…

GOVERNO DE COALIZÃO

Na linguagem dos cientistas políticos, montou-se um governo de “coalizão”, isto é, abrigando gregos e troianos, inclusive o velho PMDB.

Quando fevereiro vier, a revelação da lista de políticos envolvidos no petrolão pode mexer nesse tabuleiro ou no que ainda está por vir. Mas de uma coisa estejam certos: Dilma já plantou em seu governo o mesmo imbróglio criado por Lula quando juntou Zé Dirceu e Palocci.

Quem viver verá a guerrilha para sucedê-la (se Lula não puder) entre Mercadante e Wagner. Isso, caso não se habilite Miguel Rossetto, que tem atrás de si a valorosa turma da Democracia Socialista, cujas análises sobre o “aprofundamento da revolução democrático-socialista” em nosso país são peça de pura ficção.

“Tira, põe, deixa o Zambelê ficar/guerreiros com guerreiros/fazem zigue, zigue e zague”…
PT ESPERAVA 30 MIL PESSOAS NA POSSE DA DILMA. APARECERAM SOMENTE 6 MIL. O LULOPETISMO ESTÁ MINGUANDO.

Presença de público na posse da Dilma: 6 mil pessoas. Clique sobre a foto para vê-la ampliada.
Após o PT ter dito que tentaria trazer cerca de 30 mil pessoas para assistir à posse da presidente Dilma Rousseff nesta quinta-feira (1º), uma fotografia panorâmica da praça dos Três Poderes no momento em que Dilma discursava no parlatório mostra que o plano petista não deu certo. O UOL fez uma contagem do número de pessoas presentes no local e constatou que não passavam de 6.000 os que estavam assistindo à presidente falar.
 
A contagem que o UOL fez tomou por base uma foto panorâmica produzida pelo repórter Sérgio Lima, da Folha de S.Paulo, da praça dos Três Poderes. Dentro dos limites da praça havia cerca de 4.200 pessoas. Na área lateral a contagem não foi possível devido à copa das árvores, mas a reportagem do UOL estava presente e constatou que havia visivelmente menos da metade das pessoas nesse local em relação ao que havia na praça. Numa estimativa generosa, o público total do evento ficou em torno de 6.000 pessoas no momento do discurso no parlatório. 
 
A Polícia Militar do Distrito Federal tem um cálculo diferente. Segundo a PM, cerca de 40 mil pessoas passaram pela Esplanada dos Ministérios. De acordo com a corporação, esse público foi reduzido a 20 mil pessoas na praça dos Três Poderes no final da tarde, durante o pronunciamento da presidente. Questionada pelo UOL sobre a discrepância dos números após a contagem, a PM não havia respondido até a publicação deste texto.
 
Como comparação, em 2003, a posse de Luiz Inácio Lula da Silva teve 71 mil pessoas presentes. Quatro anos depois, em janeiro de 2007, o público foi de 10 mil pessoas. E, em 2011, quando Dilma assumiu seu primeiro mandato, havia 30 mil pessoas na festa. Do site BOL - veja mais FOTOS
 
02 de janeiro de 2015
in aluizio amorim

QUANDO O HUMOR DESENHA A RALIDADE...


                           A 'Presidenta' fingindo-se de morta!
 
02 de janeiro de 2015
 

BALÕES AO CÉU!!!

PROTESTO ANTI-PT SOBE AO CÉU NO DIA DA POSSE DA DILMA EM FLORIANÓPOLIS. MANIFESTAÇÕES OCORREM EM VÁRIAS CAPITAIS.

 
 
Depois dos atos que reuniram milhares de manifestantes anti-PT no asfalto, nos carros de som e nas sacadas dos edifícios de diversas cidades em novembro e dezembro de 2014, o Movimento Brasil Livre, o Vem Pra Rua e grupos parceiros anunciaram que o protesto em 1º de janeiro de 2015, o dia da posse da presidente reeleita Dilma Rousseff, será feito no céu.
 
O objetivo é alcançar o maior número possível de pessoas com a denúncia de um dos maiores atentados à democracia de nosso país: o Petrolão – “uso bilionário da Petrobras para enriquecimento ilícito, financiamento de campanhas e compra de parlamentares”.
 
No Rio de Janeiro, para chamar a atenção dos cariocas em pleno verão, um avião irá sobrevoar as praias a partir da Zona Sul com a tradicional faixa de mídia aérea trazendo um alerta contra a roubalheira petista, enquanto em Florianópolis um balão subirá aos ares com a denúncia.
 
Já em Maceió, os manifestantes sairão às ruas para um ‘adesivaço’ e um ‘panfletaço’, ao passo que em Brasília haverá um protesto liderado por Adolfo Sachsida – um dos brasileiros expulsos das galerias do Congresso por Renan Calheiros a pedido de Jandira ‘Vai pra Cuba’ Feghali.
 
Em São Paulo, os manifestantes irão simular a posse da presidente na Avenida Paulista com um desfile em carro aberto em direção ao prédio da Petrobrás, “contando inclusive com a importante ajuda de alguns militantes de esquerda bastante caricatos”.
 
Em nota à imprensa, os organizadores reforçaram o compromisso do movimento com a defesa das instituições democráticas e das liberdades individuais e econômicas em nosso país.
 
 
Veja a agenda dos protestos por cidade:
  • Rio de Janeiro – 14 horas – 5 voltas aéreas pelas praias da Zona Sul, Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes;
  • São Paulo – 14 horas – Avenida Paulista (Masp);
  • Maceió – 16 horas – Palato Farol;
  • Brasília – 14 horas – Congresso Nacional;
  • Florianópolis – 17 horas – Estrada SC 401 – Trevo de Jurerê.
02 de janeiro de 2015
aluizio amorim

PETROLÃO: ELA SABIA!!!

EM FLORIANÓPOLIS UM BALÃO GIGANTE ILUMINA O CÉU E ADVERTE: 'PETROLÃO: #ELA SABIA!'
 
Enquanto Dilma, Lula e seus sequazes trocavam brindes no convescote petista que marcou a posse da Dilma, o Movimento Brasil Livre, seção de Florianópolis, comandava um protesto muito criativo: um enorme balão, como mostra a foto acima, foi lançado desde a Praia de Jurerê.

A frase inscrita no balão alude ao famigerado escândalo da roubalheira na Petrobras que envolve o PT. O balão deveria subir ao céu de Florianópolis às 17 horas, mas o mau tempo obrigou os organizadores a fazer o lançamento às 20 horas. O Movimento Brasil Livre promete nesta sexta-feira um repeteco do protesto.

Cumpre notar que a ideia é ótima, pois alcançou um grande e diversificado público, já que as praias do Norte da Ilha estão repletas de turistas de todos os quadrantes do Brasil. Além disso, é uma manifestação inteligente que não repete passeatas na hora do rush que impedem o fluxo de veículos infernizando a vida das pessoas.

Ao mesmo tempo em outras cidades e capitais brasileiras o Movimento Brasil Livre também realizou atos semelhantes. Em São Paulo, por exemplo, um velho automóvel conversível circulou pela avenida Paulista com personagens a caráter simulando o desfile da Dilma no automóvel presidencial em Brasília.

Já no Rio de Janeiro os manifestantes utilizaram um avião puxando uma faixa: Petrolão #Ela Sabia! 
 

FELIZ ANO NOVO: APOSENTADOS TERÃO REAJUSTE DE APENAS 5,3% EN 2015

 



Os aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que recebem acima do salário mínimo poderão ter um reajuste de 5,3% nos seus benefícios no ano que vem.
A previsão foi divulgada pelo governo federal, com o envio, para o Congresso, da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), que define os parâmetros para os gastos do ano seguinte.

O índice de reajuste segue previsão do governo para a inflação pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) deste ano, medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Se a estimativa do governo se confirmar, o valor máximo dos benefícios do INSS passará dos atuais R$ 4.390,24 para R$ 4.622,92.

AUMENTAM AS QUEIXAS

Os aposentados vêm reivindicando, nos últimos anos, um aumento acima do índice da inflação do ano anterior; até agora, sem sucesso.
Uma das queixas é que todos os anos mais segurados do INSS acabam recebendo o novo salário mínimo, já que os benefícios do piso sobem mais.

O projeto da LDO segue agora para a Comissão Mista de Orçamento, onde será analisado e poderá ter emendas. O presidente da comissão, deputado federal Devanir Ribeiro (PT-SP), não aposta na inclusão de reajuste maior.
“Nesta fase, o governo não irá apresentar nenhum reajuste específico para as aposentadorias acima de um salário mínimo. Vamos aguardar, embora isso seja difícil de acontecer mais para frente.”
Emendas pelo aumento foram negadas nos últimos anos.

PISO DE R$ 790

O salário mínimo em 2015 deve passar dos atuais R$724 para R$ 790, segundo a LDO apresentada pelo governo. A proposta define índice de reajuste de 7,7%.

O aumento do piso dos salários segue uma regra que soma a inflação pelo INPC deste ano e o aumento do PIB (Produto Interno Bruto) do ano passado.

O reajuste do mínimo altera também os valores máximos para os segurados entrarem com ações de revisão concessão nos JEFs (Juizados Especiais Federais) -o limite é de 60 salários mínimos. Em 2014, o valor era R$ 43.440. Com o reajuste, iria a R$ 46.800.

PETROBRAS ATRASARÁ PROJETOS E PODE DEMITIR ATÉ 10 MIL TRABALHADORES

          


Envolvida no maior escândalo de corrupção do Brasil, a Petrobras decidiu atrasar alguns projetos, incluindo uma refinaria de bilhões de dólares, afirmou uma pessoa com conhecimento direto da decisão.

A estatal também congelará pagamentos em projetos com atrasos, incluindo sondas e plataformas, completou a fonte, que pediu para não ser identificada porque a decisão ainda não é pública.
Além disso, a Petrobras vai adiar o início do complexo petroquímico Comperj por dois anos para 2018, gerando demissões de 10 mil trabalhadores da construção civil. A Assessoria da Petrobras não respondeu imediatamente ao pedido de comentário.

ENFIM, VETO ÀS EMPREITEIRAS

A companhia anunciou a abertura de uma comissão para avaliar a sanção a 23 empreiteiras, incluindo as principais construtoras do Brasil, agora impedidas de participarem de novas licitações. As empresas estariam sendo investigadas na Operação Lava Jato.

De acordo com a fonte, a decisão permitirá que a Petrobras reduza o programa de investimentos no próximo ano. Em 2014, os papéis da estatal caíram 41%, diante da queda do petróleo ao menor nível desde 2009.

02 de janeiro de 2015
Deu na Bloomberg

E AGORA, OBAMA?


 
“As idéias são muito mais poderosas do que as armas. Nós não permitimos que nossos inimigos tenham armas. Por que deveríamos permitir que tenham idéias?” Stalin

Só os muito comunistas, os muito ingênuos e os muito visionários não sabiam que a recente entente cordiale entre os EUA e Cuba, enquanto fortalecia o regime e atendia à alta conveniência do governo cubano, em sentido algum satisfazia os interesses do povo da ilha.

Cuba, há muitos anos, funciona como um empreendimento privado dos irmãos Castro. Num país onde o governo controla tudo, com maior rigor controlará os novos negócios que se implantarem, bem como o provimento dos novos postos de trabalho.
O Minint continuará agindo como sempre, distinguindo “ciudadanos confiables” de “no confiables” ao indicar os ocupantes dessas posições privilegiadas. E o governo, a exemplo do que ocorre há décadas, continuará recolhendo para si algo entre 80% e 90% dos valores pagos a trabalhadores cubanos.

O regime, o regime como existe lá, e não como é relatado aqui pelos devotos das associações de “amigos de Cuba”, continuará mantendo seu poder absoluto sobre um povo escravo. Saiba, leitor: em seu próprio país, os cubanos são cidadãos de segunda categoria – “ciudadanos de segunda“, dizem de si mesmos. No sistema vigente, só os estrangeiros e os apaniguados do poder são cidadãos de primeira categoria.

DISSIDENTES

Naquele regime diabólico, monopartidário, onde não pode existir oposição política, os “dissidentes” (assim são chamados aqueles que se atrevem a expressar opinião contrária ao governo) podem ser presos a qualquer momento, sem exigência formal. E permanecerão assim enquanto as autoridades desejarem.
Se submetidos a julgamento e forem condenados, as penas vão a 20 ou 30 anos com a maior facilidade porque será sempre sob acusação de “alta-traição”, o mais grave dos crimes possíveis, até recentemente punido no “paredón”.

Pois bem, entre os dias 29 e 30 deste mês, enquanto Obama e seus amigos do Partido Democrata ainda comemoravam o acordo feito com Raúl, nova onda repressiva se abateu sobre a oposição cubana, com a prisão de pelo menos três dezenas de dissidentes, entre os quais a artista Tânia Bruguera e o marido de Yoani Sanchez.
Alguns ficaram em prisão domiciliar e outros foram efetivamente recolhidos. Segundo informações da totalmente ilegal Comissão Cubana de Direitos Humanos (e aí, Maria do Rosário?), prisões preventivas, intimidatórias,  que acabam sem nenhuma acusação, ocorrem com frequência na ilha. Mas podem, também, redundar em meses ou anos numa masmorra do regime. Por quê? Por crime de consciência.

AMERICANOS “PREOCUPADOS”

O Departamento de Estado, em comunicado, saiu-se com esta: “Estamos profundamente preocupados com as últimas informações de detenções por parte das autoridades cubanas de membros pacíficos da sociedade civil e de ativistas“.
E, mais adiante: “Condenamos fortemente a perseguição contínua do governo cubano e a utilização reiterada da detenção arbitrária, às vezes com violência, para silenciar os críticos, perturbar as reuniões pacíficas e a liberdade de expressão, e intimidar cidadãos“.

Portanto, concluo como iniciei: só os muito comunistas, porque pensam como o camarada Stalin, os muito ingênuos e os muito visionários não sabiam que isso iria acontecer.

DILMA INICIA MANDATO DESGASTADO JUNTO A MOVIMENTOS SOCIAIS

 


As escolhas feitas pela presidente Dilma Rousseff na montagem do ministério que abrirá seu segundo mandato geraram insatisfação em setores que foram fundamentais para a reeleição da petista, principalmente na reta final da campanha. Movimentos sociais de defesa de direitos humanos, de luta no campo, de defesa de direitos da população indígena e de negros ainda esperam de Dilma uma sinalização mais forte de que promessas feitas durante o período eleitoral serão cumpridas nos próximos quatro anos.

A petista entra no novo governo desgastada junto a setores do próprio partido, que também se somam à relação de insatisfeitos com a nova Esplanada. A presidente passou as últimas semanas mergulhada em negociações para tentar conciliar interesses da base aliada e de setores que tradicionalmente apoiaram governos petistas. Mas, na última hora, acabou desistindo de parte das trocas que estudava na equipe.

A indicação de Kátia Abreu para a pasta da Agricultura foi uma que acendeu a luz amarela na relação de Dilma com os movimentos populares. “Não esperávamos que Kátia Abreu fosse nomeada”, disse Lurdinha Rocha Nunes, da coordenação do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), integrante do Conselho Nacional de Segurança Pública, órgão consultivo do governo, abrigado pelo Ministério da Justiça. “Isso nos surpreendeu bastante. Em janeiro vamos nos reunir em Brasília para ver como nos posicionaremos em relação a isso”, disse Lurdinha.

SÓ NO DISCURSO…

A principal crítica à gestão de Dilma no primeiro mandato é de que os espaços de participação popular existiram mais no discurso que na prática. “Não houve, por exemplo, a realização de várias conferências prometidas pela presidente, entre elas a de Segurança Pública”, criticou. “Nós estamos na escuta. Estamos preocupados e ainda esperando o que vai acontecer. Ela foi eleita, com nossa participação, mas ela precisa saber que não é dona do país. Ela tem que escutar”, disse Lurdinha, ao iG.

A insatisfação, no entanto, não se resume à nomeação da líder do agronegócio. Para os movimentos populares, Dilma montou um ministério conservador, principalmente, nos setores considerados estruturantes para as políticas públicas como Cidades e Educação.

“Para nós recado já foi dado. É um governo conservador”, observou o coordenador geral do MNDH, Rido Marques. A pasta da Educação ficou nas mãos de Cid Gomes (PROS), aliado importante de Dilma no Ceará e Cidades foi para o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD).

“As pastas que a gente considera possíveis de promover reformas estruturantes no país estão nas mãos de gente conservadora. Estamos apreensivos com isso e já estamos prevendo um novo agrupamento dos movimentos sociais no Brasil e grandes manifestações em março de 2015”, disse Marques.

AUDIÊNCIA COM DILMA

A reunião do MNDH está marcada para os dias 17, 18 e 19 de janeiro, em Brasília. Além de conversarem com a ministra de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, integrantes do movimento já solicitaram uma audiência com a presidente que poderá ocorrer no dia 19.

A presidente procurou amenizar o desgaste dos primeiros nomes anunciados com a nomeação de Patrus Ananias (PT-MG) para o Ministério de Desenvolvimento Agrário. Para o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Alexandre Conceição, Patrus já demonstrou capacidade de dar celeridade às demandas do campo quando foi ministro do Desenvolvimento Social do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Esperamos que ele tenha a mesma força política que outros ministros”, ressalvou.

“No sentido geral, as escolhas de Dilma refletem a aliança ampla que ela fez para garantir sua reeleição, mas ela tem que saber que se não fosse os movimentos sociais nas ruas, o marketing dela não garantiria nada. O novo ministério é uma colcha de retalhos. Ela saiu contemplando Deus e o Diabo”, enfatizou.

A MELHOR PIADA NO INÍCIO DE ANO, NA POSSE DE DILMA


Convidados exibem cartaz com a frase 'Dilma e Graça Forster (presidente da Petrobrás), grandes estadistas' no interior do Palácio do Planalto durante cerimônia de posse do segundo mandato da presidente
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A curiosa foto é de André Coelho, da Agência O Globo, e foi postada esta quinta-feira no portal do G1, o site de notícias da Organização Globo. À primeira vista, fica parecendo que essas pessoas estavam participando da manifestação de protesto que ocorreu ontem em Brasília, contra a posse da presidente. E o cartaz feito em casa é perfeito para ironizar Dilma Rousseff, que comanda um dos piores governos da História do Brasil, e Graça Foster, presidente da Petrobras, que se agarra ao cargo com uma disposição realmente estranha e injustificada.
 
  Mas depois, quando a gente lê a legenda postada abaixo da foto, vem uma surpresa:

Convidados exibem cartaz com a frase ‘Dilma e Graça Forster (presidente da Petrobrás), grandes estadistas’ no interior do Palácio do Planalto durante cerimônia de posse do segundo mandato da presidente“.
 
  Caramba! Quer dizer que essas convidadas estava querendo agradar Dilma e Graça Foster?… Então, merece ser a primeira inscrição para a Piada do Ano, feita por convidados bem trapalhões, que imitam o estilo do Peter Sellers, mas sem a elegância britânica do genial ator.
 
  Mas houve uma injustiça: o cartaz feito em casa esqueceu de homenagear outra convidada especial do evento, a também grande estadista Erenice Guerra, que no final do segundo mandato de Lula transformou a Casa Civil num balcão de negócios de sua família e hoje comanda a mais próspera consultoria de Brasília, seguindo os exemplos de José Dirceu, Antonio Palocci, Delubio Soares e Fernando Pimentel, que também enriqueceram ilicitamente às custas do tráfico de influência com governos petistas. E la nave va, sempre fellinianamente.

DEFORMIDADES MENTAIS

Artigos - Cultura 
A amostra mais reveladora da política brasileira nos últimos tempos não é o Petrolão, mas o caso Bolsonaro.



Pelo menos desde os estudos de François Furet, que datam de duas décadas atrás (especialmente Le Passé d’une Illusion, 1995), já não é permitido a nenhuma pessoa intelectualmente responsável ignorar que a formação comunista não introduz apenas algumas crenças falsas na mente humana, mas deforma gravemente a sua percepção da realidade em geral, nas grandes como nas pequenas coisas, na esfera da política e da História como na da moral e dos sentimentos.

 
Isso transparece em praticamente qualquer atitude pública de um líder ou militante comunista, mas com diferentes graus de nitidez. Em certos casos é preciso escavar fundo, em outros a deformidade se evidencia logo ao primeiro exame, só permanecendo invisível ao próprio indivíduo que a ostenta e aos membros do seu círculo que padecem do mesmo handicap.
 
Como é regra geral entre psicopatas, bem como entre os histéricos que os imitam, os comunistas não revelam suas verdadeiras intenções quando estão com medo, mas quando se sentem seguros contra um inimigo minoritário que lhes parece indefeso o bastante para ser estraçalhado sem grande dificuldade. Encorajados pela vantagem numérica, passam da desconversa escorregadia à ostentação do ódio mais descarado e inumano, sem medo de ser felizes com a desgraça alheia.
 
Por isso, entendo que a amostra mais reveladora da política brasileira nos últimos tempos não é o Petrolão, mas o caso Bolsonaro. A própria diferença de proporções entre um escândalo mundial e uma intriga de galinheiro já implica que num deles os sintomas apareçam com mais clareza. Se no primeiro o que se observa é uma corrida desesperada aos subterfúgios, às desculpinhas e ao confusionismo mais alucinante, no segundo cada novo assanhadinho  que acrescenta sua voz ao coro dos decapitadores se esmera em exibir, não só com despudor, mas com orgulho obsceno, toda a feiúra e sujeira da sua alma. 
 
O mais recente deles foi o comentarista de futebol e política, Juca Kfouri, que, no intuito de criminalizar per fas et per nefas o deputado da direita, modificou a frase ofensiva dita à deputada Maria do Rosário e bem documentada em vídeo, de “Jamais estupraria você porque você não merece”, para “Só não estupro você porque você não merece”, transformando um sarcasmo cruel, mas inócuo, numa apologia do estupro, se não numa ameaça de cometê-lo. Kfouri, com toda a evidência, não julga Bolsonaro pelo que este disse, mas pelo que gostaria que ele tivesse dito para mais facilmente poder condená-lo.  
 
Raras vezes a má-fé de um caluniador se revelou de maneira tão escancarada. Confiram em http://blogdojuca.uol.com.br/2014/12/bolsonaro-e-a-covardia-de-24-partidos/. Se existisse no jornalismo brasileiro um pingo da tão propalada “ética”, o autor dessa fraude abjeta, caso não pedisse desculpas ao ofendido, seria expulso da profissão a cusparadas.
 
Na mesma semana, a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS) afirmou que “quando ele (Bolsonaro) diz que Maria do Rosário não merece ser estuprada, diz subliminarmente que algumas mulheres merecem e que ele é sim um potencial estuprador”. Vejam em http://www.brasil247.com/pt/247/rs247/164759/Manuela-'Bolsonaro-é-um-potencial-estuprador'.htm. Como já expliquei aqui, o verbo “merecer” foi usado pelo deputado para insinuar, de maneira canhestra e, a meu ver, com patente injustiça, que a ofendida não tem os dotes físicos requeridos para despertar desejo em estupradores ou em qualquer homem que seja.
 
A sra. D’Avila transfigura o gracejo de mau gosto numa afirmação literal de que algumas mulheres merecem realmente sofrer violência sexual. Mas, se foi isso o que o deputado quis dizer, por que excluiria desse destino brutal justamente a mulher que naquele momento ele desejava hostilizar, reservando o “mérito” para as que nada haviam feito contra ele? Isso seria um anti-insulto completamente vazio, um flatus vocis sem nenhum poder de fogo.
 
A interpretação que a sra. D’Avila faz  do episódio revela a mesma sanha kfouriana de forçar a semântica para dar às palavras do deputado a acepção de uma ameaça criminosa, não recuando nem mesmo ante o ilogismo mais gritante. A incapacidade de perceber sarcasmo é às vezes sintoma de doença mental, às vezes prova de analfabetismo funcional. Em qualquer dos dois casos, como pode a sra. D’Avila estar qualificada para sondar “intenções subliminares” numa frase cujo sentido e cujo tom lhe escapam tão completamente? Como aceitar que tão ostensiva demonstração de inépcia lingüística habilite sua autora a bancar a psiquiatra forense?
 
Não é a primeira vez que o deputado é alvo de ataques desse tipo, tão odientos quanto despropositados. Um cartaz do PT, recentemente distribuído pela internet, responsabilizava-o moralmente pelos cinqüenta mil estupros registrados no Brasil (número que discutirei num artigo vindouro), sem explicar, é claro, como os rigores da legislação anti-estupro exigida pelo sr. Bolsonaro poderiam ter produzido tão paradoxal resultado.

Fiel a essa lógica invertida, a sra. Jandira Feghali, do PCdoB, não só xingou novamente o deputado de “estuprador”, sem apontar quem diabos ele teria estuprado, como também pediu a cassação do seu mandato pelo crime de haver respondido com grosseria à agressão intempestiva, sem provocação ou motivo, que sofrera da deputada Maria do Rosário Nunes (v. http://sigajandira.com.br/site2/jandira-reage-a-bolsonaro-e-pede-cassacao-de-mandato/).
 
Não vejo por que defender o deputado. Pela enésima vez ele vai provavelmente vencer e humilhar seus perseguidores. A própria Manuela D’Ávila reconheceu a inocuidade jurídica do antibolsonarismo organizado, ao declarar que o deputado “se empodera pelas recorrentes absolvições” (sic) – como se absolvições nada valessem face à ciência superior de uma mocinha que mal entende o que lê. E a explosão caluniosa do sr. Kfouri foi causada pela sua frustração diante do fato de que só quatro entre os vinte e oito partidos do Congresso aderiram ao pedido de cassação.
No entanto, é irresistível, diante da estranheza do fenômeno, investigar o que poderia tê-lo causado. É o que farei nos próximos artigos. A coisa é muito mais reveladora do que o leitor pode imaginar à primeira vista.

P. S. -- Eu seria o último a supor que o sr. Kfouri fingiu conscientemente sua indignação ante o que chamou de “covardia” dos partidos não-aderentes.

O fingimento histérico não é jamais premeditado: é um modo de ser arraigado e constante, uma segunda natureza: a mente deformada pela auto-intoxicação comunista não precisa deformar-se de novo e de novo para cada encenação subseqüente – o teatro permanece em função ininterrupta, não deixando espaço para que o ator perceba algum hiato entre o personagem representado e a sua condição real de pessoa humana.
É por isso que, diante da conduta histérica, falham por completo os critérios usuais de distinção entre a sinceridade e a hipocrisia.

02 de janeiro de 2015

Olavo de Carvalho
Publicado no Diário do Comércio.