"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

STF ABRE QUARTO INQUÉRITO PARA

INVESTIGAR VALDIR RAUPP NA LAVA JATO
NOVA INVESTIGAÇÃO SE BASEIA NA DELAÇÃO DE FERNANDO BAIANO
BAIANO APONTOU RAUPP COMO OPERADOR DO PMDB NO ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DA PETROBRAS (FOTO: WALDEMIR BARRETO/ AG SENADO)

O ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de mais um inquérito contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO). O processo tem como objetivo apurar as denúncias de que o peemedebista teria cometido crimes de corrupção passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. Este é o quarto pedido de investigação solicitado à Corte pela Procuradoria Geral da República (PGR).

O novo pedido da PGR se baseia na delação premiada do lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção da Petrobras. Em depoimento, o lobista afirmou que a empreiteira gaúcha Brasília Guaíba teria procurado Raupp para intermediar negócios com a estatal. Em troca, o parlamentar exigiria doações de campanha.

Em nota, Raupp negou as acusações e criticou a delação premiada de Soares, que classificou de "mentirosa e grotesca". "Essa delação beira o senso do ridículo por carecer de qualquer indício de veracidade. É uma estória com enredo totalmente fantasioso e que não se sustentará por muito tempo", diz o texto.

Caberá, agora, à Procuradoria Geral da República avaliar as suspeitas e decidir se há ou não indícios para que ele responda a uma ação penal. Ao autorizar a abertura de inquérito, Teori ressaltou que a decisão sobre o que investigar é da PGR e que compete ao Supremo somente acompanhar a regularidade do processo. "Observadas essas circunstâncias, nada impede a instauração do presente inquérito, a fim de que se apure suposta prática dos crimes atribuídos aos investigados", declarou Teori.

Na semana passada, Teori determinou a abertura de um outra inquérito contra Raupp, dessa vez baseado no acordo de delação premiada de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. Em depoimento ao Ministério Público Federal, ele acusou Raupp de receber propina em contratos da BR Distribuidora, subsidiária da estatal petroleira.


05 de outubro de 2016
diário do poder

PF INVESTIGA ESQUEMA NA COMPRA DE TÉRMICA NO GOVERNO FHC

INVESTIGAÇÃO MIRA SUPOSTO ESQUEMA NA PETROBRAS ENTRE 1999 E 2001
A INVESTIGAÇÃO PARTE DA DELAÇÃO DO EX-DIRETOR DA ÁREA INTERNACIONAL DA PETROBRAS NESTOR CERVERÓ, QUE, NA DÉCADA DE 1990, ERA GERENTE DE ENERGIA DO DEPARTAMENTO INDUSTRIAL DA ESTATAL PETROLÍFERA (FOTO: ROBSON FERNANDES/ESTADÃO CONTEÚDO)


A Operação Lava Jato investiga um suposto esquema de corrupção na compra de termoelétricas pela Petrobrás, no período de 1999 a 2001 (Governo FHC). A Polícia Federal abriu inquérito para apurar a aquisição envolvendo as empresas Alsotm/GE e NRG.

A investigação parte da delação do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, que, na década de 1990, era gerente de energia do Departamento Industrial da estatal petrolífera.

O delator narrou que, em 1997, ‘se vislumbrou a possibilidade de uma crise energética no Brasil’ e que a Petrobrás começou a negociar o desenvolvimento de térmicas.

Ele apontou o ex-senador e ex-líder do Governo Dilma no Senado, Delcídio do Amaral (ex-PT/MS), que, na época, exercia a função de diretor da Petrobrás.

“Em 1999, Delcídio do Amaral assumiu uma das Diretorias da Petrobrás, denominada provisoriamente Diretoria de Participações; que Delcídio do Amaral chamou o declarante para trabalhar com ele na Diretoria de Gás e Energia da Petrobrás; que, em fevereiro de 2000, o presidente da República Fernando Henrique Cardoso criou um programa prioritário de termoelétricas (PPT), para geração de energia por meio de termo elétricas para enfrentar a crise conhecida como ‘apagão'”, relatou Cerveró.

Cerveró afirmou que a primeira empresa a fornecer turbinas para a Petrobrás para construção e exploração de termoelétricas foi a ABB, em 1999, posteriormente adquirida pela Alstom, depois adquirida pela GE.

“Nessa primeira aquisição de turbinas já houve o pagamento de propina; que a propina foi negociada com o representante da ABB no Rio de Janeiro”, afirmou Cerveró.

“Se acertou o pagamento de uma propina de US$ 600 mil a US$ 700 mil para o próprio declarante e um valor um pouco menor, do qual o declarante não tem conhecimento, aos funcionários que trabalhavam com o declarante na Petrobrás; Que foi nessa época que o declarante abriu uma conta na Suíça para receber propina; Que os valores destinados ao declarante foram recebidos nessa conta na Suíça.” (AE)



05 de outubro de 2016
diário do poder

HIDRELÉTRICA DE CAMBAMBE

PF INDICIA LULA POR CORRUPÇÃO EM CONTRATOS DE SOBRINHO EM ANGOLA
MARCELO ODEBRECHT E TAIGUARA RODRIGUES TAMBÉM FORAM INDICIADOS


INVESTIGAÇÃO DESCOBRIU MENSAGENS DE CELULAR, EM QUE TAIGUARA CITAVA CARTA BRANCA DO "TIO" A NEGÓCIOS COM A ODEBRECHT EM ANGOLA (FOTO: MARCELO CAMARGO/ABR)

O ex-presidente Lula foi indiciado pela Polícia Federal pelo crime de corrupção passiva. O petista teria beneficiado o sobrinho Taiguara Rodrigues por meio da Odebrecht em contratos na obra de ampliação e modernização da hidrelétrica de Cambambe, em Angola. Taiguara e Marcelo Odebrecht também foram indiciados por corrupção e lavagem de dinheiro.

Os investigadores encontraram evidências de propina de R$ 20 milhões mascarada em contratos da empreiteira Odebrecht em Angola firmados com a empresa Exergia, cujo sócio era Taiguara. A PF concluiu que os contratos de Taiguara só aconteceram em razão do parentesco e das relações da empreiteira com Lula, além dos documentos que citam o próprio ex-presidente no negócio.

Taiguara é filho de Jacinto Ribeiro dos Santos, o Lambari, amigo de Lula na juventude e irmão da primeira mulher do ex-presidente, já falecida. Morador de Santos, no litoral paulista, ele atuava no ramo de fechamento de varandas e viajou para Angola para começar seus negócios naquele país em 2007.

Taiguara ostenta em seu currículo atuação em obras de empreiteiras financiadas pelo BNDES no exterior na esteira da política de aproximação com países africanos durante os dois mandatos do ex-presidente Lula.

Operação Janus

O indiciamento ocorre após cinco meses de investigação da operação Janus, que devassou contratos da Odebrecht com a Exergia. Ao cumprir mandados de busca e apreensão, em maio, em endereços de Taiguara em Santos, a PF descobriu que Lula recebia três alcunhas nas conversas: tio, presidente e “chefe maior”.

Uma das provas apreendidas era uma espécie de diário no computador do sobrinho de Lula, com diversos relatos da empresa e do petista. Eram textos em formato .doc, com Taiguara falando de si mesmo em terceira pessoa. Um dos primeiros -- e mais relevantes -- registros desse diário é de 2009, quando Taiguara descreve uma reunião em Brasília para conversar com o tio. Segundo ele, Lula deu “carta branca” para os negócios em Angola – financiados com dinheiro do BNDES.

Além do diário, a PF conseguiu recuperar mensagens de Whatsapp enviadas por Taiguara. Numa delas, o sobrinho de Lula fala que um projeto com a Odebrecht era uma ficção -- o contrato depois foi firmado. Em outra, já em 2015, eles reclamavam das dificuldades em fechar negócios. Na ocasião, a Lava Jato já tinha atingido a empreiteira. Taiguara, de novo, ia direto ao ponto: ia falar com o tio para resolver os impasses com a Odebrecht.

No total, foram 16 contratos da Odebrecht com a empresa de Taiguara. Para a PF, a empresa foi criada apenas para receber dinheiro da empreiteira, sem prestar serviços. Não havia outros clientes ou indícios de qualquer serviço executado.


05 de outubro de 2016
diário do poder

FREIXO DEFENDE O FIM DAS CADEIAS

Freixo defende o fim das Cadeias - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=LzQlD45kXsE
1 dia atrás - Vídeo enviado por ANTI-ESQUERDA
2ºvideo dos absurdos que freixo defendeFim das cadeias e romantização de bandidos condenados.

05 de outubro de 2016
postado por m.americo

NOVA NARRATIVA DO "BAIXO NÚMERO DE VOTOS VÁLIDOS" É OUTRO TRUQUE PETISTA. VOCÊ VAI CAIR NELE?



Eram quase 20 horas da noite do dia 3 de outubro quando chegou o Uber. A corrida demoraria 40 minutos, tempo suficiente para um papo descompromissado com o motorista sobre política.

Quase todos os uberistas odeiam o PT, até porque muitos são vítimas do desemprego causado pelo partido, intencionalmente. Não haveria de ser diferente: o motorista comemorava a derrota humilhante do totalitarismo petista nas eleições.

Porém, a certo momento ele comentou: “Pena que tivemos tantos votos brancos, nulos e abstenções”. Eu disse: “E daí?”. Ele seguiu: “Isso é um sinal de baixa representatividade”. Eu questionei: “Por qual razão?”. Resultado: tela azul do Windows.

Não demorou muito tempo para ficar perceptível que ele era mais um incauto enrolado pela nova narrativa desonesta do momento e, como não poderia deixar de ser, encomendada pelos petistas: “essas eleições ficaram marcadas pela alta taxa de abstenções e votos brancos e nulos”.

No fundo é um grande truque para tentar amenizar o sabor absurdamente amargo da derrota fragorosa do PT. Por isso, hoje os sites Brasil247 e Congresso em Foco, em textos diferentes, utilizaram uma expressão dizendo que essa foi a eleição vencida por “ninguém”.

No Brasil247 se escreve: “Foi o caso de São Paulo, com João Doria (PSDB), eleito no primeiro turno com 3.085.181 votos, ou 53,2% dos votos válidos. ‘Ninguém’, por outro lado, alcançou 3.096.186 votos na capital paulista.”

Eles seguem: “O mesmo ocorreu no Rio de Janeiro, onde a soma de abstenções, brancos e nulos foi maior do que o número de votos do primeiro colocado, Marcelo Crivella (PRB), que disputará o segundo turno com Marcelo Freixo (PSOL). Em Curitiba, aconteceu o mesmo com Rafael Greca (PMN), entre várias outras cidades.”

Até o presidente Michel Temer caiu na esparrela e disse: ““Devo registrar uma preocupação: acabei de verificar um número imenso de abstenções, votos em branco e nulos , o que revela o que ouso dizer ‘a indispensável necessidade’ de uma reforma política do país, algo que penso que o Congresso Nacional deva cuidar com muita propriedade.”

O papo é furadíssimo, como lembra Reinaldo Azevedo: “No tempo da ditadura, os eleitores compareciam quase religiosamente para votar — menos para prefeitos de capitais, governadores e presidente —, e, no entanto, por óbvio, a democracia não vivia crise nenhuma porque democracia não havia. Acho que Temer falou aquilo que sabia que queriam ouvir. Imaginem se ele diz: ‘Ah, esse negócio de abstenção não tem a menor importância’.”

Mas se ele dissesse que o alto índice de abstração não tem a menor importância ele estaria correto.

Eis que leio o seguinte no site Implicante: “Barack Obama conseguiu em 2012 o direito de continuar na Casa Branca por mais quatro anos graças a 65,9 milhões de americanos. Naquela votação, 129 milhões de votantes se pronunciaram nas urnas. Mas o total de cidadãos aptos a votar era de 235,2 milhões. Ou seja… Nada menos do que 106,2 milhões de eleitores simplesmente se abstiveram, um número 61% maior do que o montante que legitimou o cargo da pessoa mais poderosa do mundo.”

Obviamente, isso não torna Barack Obama um presidente menos legítimo do que os candidatos vencedores em eleições com menores taxas de abstenções. Na realidade, o número de abstenções não significa absolutamente nada em relação à legitimidade do vencedor.

Enfim, nenhum palhaço veio encher o saco quando Obama venceu perdendo em quantidade de votos para os brancos, nulos e abstenções nos Estados Unidos. Então, por que esse é um problema no Brasil? É claro que tem gente tentando te enrolar…

O fato é que isto não é um problema coisíssima alguma. Um sistema democrático é aquele onde as pessoas escolhem votar do jeito que quiserem. Na Constituição existe algo escrito contra os votos nulos, brancos e as abstenções? Não, não tem. Logo, fim de conversa. Quem quiser que lute para mudar a lei ou então que vá reclamar com o bispo.

Diante de quem estiver choramingando por que o PT tomou uma sova, lembre que o alto número de abstenções significa menos votos ainda para os perdedores. Quer dizer, a derrota petista é ainda mais retumbante. Em suma: para quem venceu, a alta taxa de abstenções não fede nem cheira, mas, para quem perdeu, a coisa é amplificada em termos de humilhação.

O resto é choro de perdedor desonesto.

05 de outubro de 2016
ceticismo político

PICHAÇÃO NO MONUMENTO ÀS BANDEIRAS: ARTE DE ESQUERDA É SUJAR E CAGAR


Pichação no Monumento às Bandeiras: arte de esquerda é sujar e cagar

A pichação no monumento em homenagem aos Bandeirantes revela duas mentalidades: a que aprende com o passado e a que quer destruí-lo.

O Monumento às Bandeiras, próximo ao Parque do Ibirapuera, em São Paulo, foi pichado na madrugada entre a última quinta e sexta-feira (29-30), assim como a estátua do bandeirante Borba Gato, em Santo Amaro, e a sede da Secretaria Estadual da Educação, na República.

As pichações ocorreram logo após o debate entre candidatos à prefeitura na Rede Globo, em que o tema das pichações foi mencionado, com a candidata Marta Suplicy esforçando-se para separar “pichação” de “grafite”, que seria uma “arte”. Litros e litros de tinta rosa, verde, azul e amarela despejados foram despejados sobre o monumento.

Apesar de não ser comentado nas notícias que foram vistas na imprensa, para o brasileiro médio acostumado com o modelo de atuação da esquerda não é difícil imaginar quem estaria por trás de tais atentados criminosos, está uma ideologia política. Tampouco demanda-se que alguém entenda de herméticos e arcanos símbolos de seitas para traduzir o significado de tintas coloridas e a qual corrente ideológica e partidária atendem.



De fato, não é possível imaginar que pichações, vandalismo, crimes e alguma forma de emporcalhar uma cidade, custando trabalho e dinheiro de trabalhadores honestos, possa ser feita contra o PT, a esquerda ou o modernoso ideário progressista. Nem era preciso ver as imagens: bastava saber que tal fato ocorreu para saber que o mote vazio “Fora Temer” apareceria em algum momento.

De acordo com a Veja São Paulo, a “pintura” (sic) no monumento “divide opiniões”. Não uma “divisão” como imaginamos ao ler a frase, de 50/50, ou pelo menos, talvez, 70 contra 30%. Quem apóia são pessoas como o ator Caio Blat, que postou em seu Instagram: “Gostei da intervenção. Podiam deixar por uns dias…”.

Já as respostas são escritas com menos eufemismos:

vc achou legal “a intervenção”???? Então disponibiliza verbas para comprar produtos de limpeza e vai limpar você essa sujeira.

Pinte a sua casa, a sua cara a sua vida desse jeito que irá combinar com você

Já que gostou, por que não deixa seu endereço para que pichadores como esses façam uma intervenção na sua casa, ou na de sua família ?

guerrilheiro de iPhone, esquerdinha condomínio fechado, babaca maior

Avá!! @tamarag.bringel além de puxa saca falta-lhe cidadania. Então se sou católico posso destruir uma igreja evangélica!? Larga de ser irresponsável e apoiar vandalismo sua escrota! Independente da sua ideologia, patrimônio público não pode ser vandalizado. Vc é baixa é ridícula, aceita que dói menos. #temerfica#esquerdinhanutella

É obrigação para os atores brasileiros serem ridículos???

O modelo progressista é a faina da destruição do trabalho alheio, da glorificação de qualquer coisa de baixo valor, desde que destrua tudo o que seja considerado velho, ultrapassado ou mesmo “obscurantista”, como monumentos celebrando fatos históricos, e não um futuro sem passado.
Bandeirantes, Tamoios, Anhangüera

O progressismo é hoje pesadamente financiado por instituições globalistas como a Open Society de George Soros, que financia estudos provando, entre outras coisas, que o modelo de gestão da Crackolândia por Fernando Haddad é uma excelente política pública de saúde (sic).

Outra agência financiada por George Soros é a Agência Pública, “agência de jornalismo independente” e “sem fins lucrativos” (sic), que recebeu mais de R$ 1 milhão da Open Society em cinco anos. A Agência Pública tem entre seus curadores a blogueira do El País e da Época, Eliane Brum, e o blogueiro do UOL Leonardo Sakamoto.

Leonardo Sakamoto seguiu o rito do progressismo globalista (adjetivo quase desconhecido da intelectualidade brasileira) e, se criticou a pichação, ou melhor, o “custo alto” da “intervenção”, pelo trabalho gasto (alguém terá de limpar o monumento), por outro lado, subiu no cavalo do seu monotematismo e, pela oitava vez desde quinta-feira, atacou “os bandeirantes”. Para o blogueiro progressista a soldo de George Soros e contra a classe média, algo celebrando os bandeirantes nem deveria existir.

Em um texto extremamente apelativo para o público infanto-juvenil, com jargões galerosos de internet como “Na minha opinião, um povo não precisa de heróis” ou “#prontofalei”, Leonardo Sakamoto diz que a arte “pode ser usada que a história seja passada adiante de forma acrítica, contribuindo com a doutrinação” (!), ou que “[o] fato da (sic) elite de São Paulo tê-los [os bandeirantes] (…) escolhido como heróis diz muito sobre o espírito do Estado” (de novo?), decorrendo-se então que “parte da população encare a tortura como método válido de investigação policial”, considerando então que monumentos a bandeiras são “símbolos construídos para fortalecer uma narrativa histórica por um grupo social que ainda hoje está no poder”.

Leonardo Sakamoto, como se sabe, nunca esteve no poder, nem faz parte da elite. Elite é a dona Jusecreide da faxina, que teve de limpar tudo aquilo, vai à igreja evangélica e é contra o casamento gay. Ela, sim, contribui com a doutrinação.

Para Sakamoto,

Nossos heróis são Domingos Jorge Velho, Antônio Raposo Tavares, Fernão Dias Paes Leme, Manuel Preto, Bartolomeu Bueno, Borba Gato que roubaram, mataram, escravizaram e ampliaram nossas fronteiras como consequência não de algum princípio mais alto, mas da ganância.

É difícil crer que algum paulista considere Raposo Tavares algo além de uma rodovia e pense em Paes Leme sem ser numa atriz global, mas a análise de Sakamoto jura que são estes nossos “heróis”. Todo um estudo, digamos, sério, pode ser demolido simplesmente verificando-se se sua primeira premissa tem algum nano-respaldo na realidade.


De toda forma, para Sakamoto e sua cruzada anti-Bandeirantes, preferindo sempre viajar pela Anhangüera, os bandeirantes “roubaram, mataram, escravizaram e ampliaram nossas fronteiras como consequência não de algum princípio mais alto, mas da ganância”. Sua premissa menor também é falha: os bandeirantes tinham sim princípios mais elevados do que a ganância. Ainda que não sejam aqueles que Sakamoto glorifica, como “ocupações” (sic) e “crackolândia” (sic).

Se não queremos que “a história seja passada adiante de forma acrítica, contribuindo com a doutrinação”, é bom se entender que os bandeirantes, tão odiados por Sakamoto 39 vezes por semana, são odiados por ele justamente pela “ampliação de fronteiras” e por ajudarem e, literalmente, abrirem caminho aos jesuítas na conversão dos índios.

Como Sakamoto e o progressismo têm o cristianismo como inimigo público número 1, e como o modelo de pensamento progressista não busca encadear pensamentos em silogismos, mas sim em causar uma reação imediata com palavras chocantes (“elite! no poder! tortura! escravizaram! acrítica!”), mesmo que sem coerência nenhuma, passa despercebido a Sakamoto e seus leitores que, por exemplo, quem mais matava e escravizava índios eram, justamente, os próprios índios.

As tribos, afinal, eram guerreiras, e a palavra tem mesmo tal significado, o que é difícil ao pensamento de esquerda e sua cisão absoluta entre significante e significado entender. Os que “roubaram, mataram, escravizaram” os índios, sem precisar de bandeirante nenhum, foram outras tribos indígenas, com o curioso adendo de serem canibais, comendo a carne dos guerreiros inimigos (sem o canibalismo, a angüera, espécie de alma do índio, poderia morrer, sem atingir a terra-sem-mal).


Os bandeirantes, muito mais desprotegidos do que os índios e em número incrivelmente menor, apesar da superioridade de armas, apenas praticaram o modelo de guerra já em voga entre os índios. Não surpreenderia que, caso inventassem o modelo de intervenção militar para instaurar uma “democracia” nas aldeias de pajés, Sakamoto igualmente os criticasse como versões anteriores de George W. Bush. Aliás, não foi muito diferente do que eles fizeram, com os jesuítas logo atrás.

Os jesuítas, com seu odiado cristianismo, aquele que crianças doutrinadas e acríticas aprendem a odiar desde tenra infância nas escolas lobotomizadas por pensamentos como o de Leonardo Sakamoto, converteram os índios justamente sobre um Deus único comum, e não deuses rivais, que faziam com que índios odiassem qualquer pessoa de uma tribo inimiga (e deus inimigo) tão somente por pertencerem a outra tribo. Se Sakamoto quer falar de racismo, poderia analisar, de forma “crítica” e sem ser “doutrinada”, o que é o pensamento tribal, base antropológica do racismo.

Se hoje andamos nas ruas de São Paulo e não tomamos uma flechada na orelha tão somente por trocar para o bairro de uma tribo rival, tal se deve aos bandeirantes e jesuítas, a despeito de pessoas com preguiça de pesquisar, mas facilmente impressionáveis e rápidas nas conclusões ao ver uma iconografia de bandeirantes malvados diante dos índios. Nossa paz em São Paulo não se deve ao esquema social dos índios, que foram convertidos por jesuítas como Padre Anchieta e aprenderam que o ser humano é dotado de corpo, alma e espírito, da trindade divina, que não precisavam assassinar seus inimigos por um deus diferente e nem comer sua carne para sua angüera ir para a terra sem mal, que era a bondade e as ações individuais, e não a vitória na guerra contra uma tribo rival que levaria sua alma para uma terra-sem-mal. Digamos, “algum princípio mais alto” do que a ganância de tomar as posses alheias pela guerra.

(ler mais sobre as guerras indígenas no maravilhoso romance de Alberto Mussa, A Primeira História do Mundo, sobre o primeiro homicídio investigado no Rio de Janeiro, como analisamos no nono episódio do Guten Morgen, o nosso podcast.)

Leonardo Sakamoto culpa os bandeirantes por guerrearem como os índios guerreavam, e tem credulidade de que os índios eram simpáticos, tolerantes, amáveis uns com os outros como alguém os amou. Como bons cristãos, dir-se-ia.

Mas, para o pensamento progressista-globalista, tudo é apenas uma doutrinação de frases de efeito acríticas e doutrinadas (exatamente o que Leonardo Sakamoto tenta acusar “o povo paulista”, beirando o discurso de ódio contra um povo, de fazer). Basta gritar “racismo” para que pessoas de esquerda pensem em bandeirantes e jesuítas escravizando índios por não terem alma, enquanto índios estariam se amando entre si. Entre outras bazófias histórias que só se sustentam sem saber o que raios é um bandeirante.
Pichação: ars poetica sakamotiana

Justamente sem ter nenhum ideal mais elevado do que a ganância, seja a visão histórica de Sakamoto ou sua visão sobre arte, tudo é um imanentismo absoluto, o tipo de materialismo mais reducionista, que só vê na matéria algum valor e só vê valor material no que está além de suas impressões imediatas.

Para um modelo de arte materialista-histórico-dialética-sakamotiana, aquela da luta de classes entre bandeirantes e índios, pauparicada na risível idéia de que os bandeirantes sempre estiveram no poder, e não os índios que enterravam e enterram vivas suas crianças gêmeas e deficientes, não há um universalismo de almas inocentes (como de bebês na barriga da mãe) que possam ir para uma terra-sem-mal: todo o universal deve ser realizado por um governo universal que controle e imponha valores que destruam o passado das memórias coletivas. Para que as pessoas pensem “acriticamente”, numa Doutrinação absoluta com D maiúsculo. É o D que substitui Deus.


Frases de esquerda @FrasesEsquerda

urge ressignificar o espaço urbano

Para essa mentalidade que vai da estética à ética, a destruição de um monumento, ainda que modernista, é apenas purificar o presente da terrível presença dos mortos e da história. Tudo deve ser substituído pela crença moderna no progressismo global.

Esta arte, que só tem matéria bruta e corporificação absoluta, medindo de fetos a monumentos tão somente por sua capacidade de uniformizar as mentes para o controle corporal total e totalitário, qualquer manifestação que destrua o “obscurantismo” da família, de religiões contrárias ao Estado total, da universalidade da alma e não do corpo, só pode ser criticada também pelas suas conseqüências materiais, como alguém ter de limpá-la depois.


A arte que resta é a pichação, a “intervenção”, a destruição. É o credo do futurismo, que pretendia destruir as pontes, edifícios, praças, a arte clássica italiana e, claro, as igrejas para construir algo novo do zero. Os futuristas defendiam um modelo totalitário, o fascismo, além de querer expulsar as mulheres da vida pública. O fascismo não vingou, mas o neo-futurismo se reinventou, defendendo totalitarismos sem precisar citar seus nomes.

Para essa mentalidade, que obedece não mais a “princípios mais elevados”, só conseguindo olhar para a matéria imanente, toda a obediência é à destruição do que mantém a ordem social funcionando, semcrenças no Leviatã moderno globalista, com aborto, drogas e afins.

Fazer cocô em público no MASP contra Bolsonaro não é digno de críticas: apenas o povo paulista é criticável. Ficar nua e depilar a perereca em público defronte a outro museu de arte moderna, com velhinhas e crianças na “platéia”, tampouco é criticável: o problema é honrar bandeirantes.Fazer centopéia humana com seres humanos enfiando seus dedos no roscofe alheio não é ausência de “princípios mais elevados”: “ampliar as fronteiras” e ensinar universalidade divina o é. E enfiar gelo e garrafas de vinho no culito ainda não é, digamos, “ganância”: é apenas o valor materialista sem o “obscurantismo” do atrasado povo paulista.

Se quer uma mentalidde com “princípios mais elevados”, talvez Sakamoto devesse rejeitar ser financiado por George Soros “sem fins lucrativos” e observar algo realmente de valores elevados. Talvez a Notre Dame ou a Capela Sistina. Não são “intervenções”: são arte. Não precisam do eufemismo dos progressistas, que nunca descrevem a realidade com termos precisos.

São estes os dois tipos de mentalidade que estão “dividindo” São Paulo, segundo a Veja São Paulo. Para que os jovens saibam distinguir qual a melhor, talvez seja necessário terminar com #prontofalei.



05 de outubro de 2016
flavio morgenstem
senso incomum

PRECISAMOS ACABAR COM O TEXTÃO PÓS-DEBATE!



A cultura do textão no Facebook já é mais chata do que cagar na casa da namorada. Logo após um debate eleitoral, é caso pra internação.

PRECISAMOS ACABAR COM A CULTURA DE textão pós-debate politico. O que tem de palpiteiro aí incapaz de fazer seu próprio candidato manter o percentual de votos numa semana (que dirá ganhar uns 10% pro sagrado) dizendo que neguinho foi melhor, que caboclo foi pior, que a outra lá deveria ter dito Y, e não X…

Facebook é só achismo e auto-exibição é uma sensação coletiva de que você está fazendo algo importante, e não gastando o tempo em que você deveria estar no quinto volume de Em Busca do Tempo Perdido conversando com mocorongos de nariz empinado, ok, sempre soubemos, mas alguns óbvios sai ululantes demais para serem ignorados.

Em primeiro lugar, todo mundo tem uma capacidade estupenda e inata para ver apenas aquilo que quer ver. Sabe a mãe que posta mil fotos do filho ou cachorro no Facebook achando que são os mais lindos e inteligentes do mundo? Então, política funciona com o mesmo instinto.

O Luís Nassif VAI achar que Haddad arrasou no debate. A Universal VAI crer que Crivella tratorou todos com seu intelecto. A Carta Capital VAI garantir que não existe gente mais moral e inteligente do que Lula e Dilma. A Lúcia Guimarães VAI dizer que Donald Trump foi racista, fascista, misógino e fascista independentemente se ele foi ao debate ou não. Mesmo se for num “textão” de 140 caracteres. 


05 de outubro de 2016
flavio morgenstern, senso incomum

PF APERTA O CERCO: LULA É INDICIADO POR CORRUPÇÃO NO CASO ANGOLA ; ODEBRECHT


Lula com um de seus disfarces para fugir da polícia...

A Polícia Federal indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo crime de corrupção em razão de evidências de propina de R$ 20 milhões mascarada em contratos da empreiteira Odebrecht em Angola firmados com a empresa Exergia, cujo sócio era Taiguara Rodrigues, seu sobrinho.

Lula foi indiciado por corrupção passiva, porque a PF concluiu que os contratos de Taiguara só aconteceram em razão do parentesco e das relações da empreiteira com Lula, além dos documentos que citam o próprio ex-presidente no negócio. Seu sobrinho e sete executivos da empreiteira, incluindo Marcelo Odebrecht, foram indiciados por corrupção e lavagem.

O indiciamento ocorreu após cinco meses de investigação daoperação Janus, que devassou contratos da empreiteira com a empresa Exergia. Em maio, a PF, com autorização da Justiça, cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços de Taiguara em Santos. Era uma mina de ouro para a investigação. A PF descobriu que Lula recebia três alcunhas nas conversas: tio, presidente e “chefe maior”.

Uma das provas apreendidas pela PF era uma espécie de diário no computador de sobrinho de Lula, com diversos relatos da empresa e do petista. Eram textos em formato .doc, com Taiguara falando de si mesmo em terceira pessoa. Um dos primeiros -- e mais relevantes -- registros desse diário é de 2009, quando Taiguara descreve uma reunião. Ele diz que esteve em Brasília para conversar com o tio. Registrou até a duração do encontro: 50 minutos. Taiguara resumiu a resposta de Lula, dizendo que ele deu “carta branca” para os negócios em Angola.

Após esse encontro, com o aval de Lula, Taiguara preparou sua empresa para arrancar um naco dos contratos bilionários da Odebrecht em Angola, financiados com dinheiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social). Como ÉPOCA revelou no ano passado, Lula fazia lobby para a empreiteira sob o pretexto de palestras, usando o status de ex-presidente para viabilizar obras fora do país bancadas pelo banco estatal.

05 de outubro de 2016
in aluizio amorim

AYN RAND: A ERA DA INVEJA

Ayn Rand - A era da inveja (legendado) - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=gaA_nlho6Kw
13 de abr de 2012 - Vídeo enviado por Caio Amaral
Trecho da entrevista com Tom Snyder onde Ayn Rand fala sobre o "ódio do bom, por ser bom". Pra ...

05 de outubro de 2016
postado por m.americo

ATIVISMO JUDICIÁRIO: A NOVA FEIÇÃO DO ESTADO AUTORITÁRIO


Não há razão alguma para celebrar ou comemorar a decisão do Supremo Tribunal Federal que suspendeu o mandato de Eduardo Cunha, independentemente da avaliação política que se possa fazer a respeito do deputado. A decisão da suprema corte é inconstitucional e reflete uma vocação para o ativismo judiciário, que nada mais é do que uma das feições do estado autoritário, e que foi introduzido paulatinamente no país pelas práticas institucionais delinquentes do petismo.

Nesse vídeo-áudio fazemos algumas considerações preliminares a respeito à luz dos fatos recentes da política brasileira. Mas muito em breve publicaremos um artigo mais aprofundado trazendo exemplos desse ativismo judiciário no resto do mundo e mostrando como ele é incompatível com a democracia.


05 de outubro de 2016
paulo enéas, critíca nacional

O STF E O RISCO DA LEGALIZAÇÃO DA IMPUNIDADE

A herança da delinquência institucionalOs treze anos de petismo no poder representaram, entre outros, um processo contínuo de delinquência institucional, que se deu por meio do aparelhamento das instituições do estado brasileiro com a finalidade de colocá-las a serviço da agenda ideológica de esquerda que o petismo encarnava. A derrocada do petismo através do impeachment não representou a derrota dessa agenda, como enfatizamos em artigos anteriores do Crítica Nacional. Essa agenda continua presente no aparelho de estado brasileiro, deixada como herança maldita dos anos de governos petistas. E uma das facetas mais perversas dessa herança de delinquência institucional se expressa no poder judiciário, através do chamado ativismo judicial.

O ativismo judicial é uma das novas feições do estado autoritário, conforme mostramos nesse vídeo-áudio aqui, e ocorre quando o poder judiciário, movido por convicções de natureza ideológica, extrapola de suas funções de guardião do texto constitucional e passa a agir como ator político, interferindo nas harmonia e independência dos três poderes e tomando decisões, sempre ideologicamente orientadas, que muitas vezes não encontram respaldo no próprio texto constitucional.

Assistimos a vários episódios desse ativismo judicial no país ao longo dos últimos meses, quando a suprema corte interferiu em inúmeros procedimentos do Congresso Nacional durante todo o processo de impeachment, chegando até mesmo tomar a decisão, não amparada nem prevista na Constituição Federal, de afastar o ex-presidente da Câmara dos Deputados de suas funções. Nesse sentido, o país vive hoje uma situação de extrema gravidade que se aproxima daquela da insegurança jurídica, na qual a suprema corte já demonstrou, para além de qualquer dúvida razoável, sua disposição de exercer o ativismo judiciário por meio da tomada de decisões à revelia do texto constitucional.

A primeira instalação da impunidade

Nesta semana o STF irá tomar uma decisão que, se for pautada pelo ativismo judiciário que tem marcado a suprema corte, poderá significar a legalização da impunidade no país. Trata-se da votação sobre a constitucionalidade ou não da prisão de condenados após decisão condenatória em segunda instância. O texto da Constituição Federal em seu Artigo 5º inciso LVII, diz: ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória.

Por sua vez, o Código de Processo Penal estabelece que:

Artigo 283: Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente, em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado ou, no curso da investigação ou do processo, em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva. (Redação dada pela Lei nº 12.403, de 2011).

Até o ano de 2009 havia o entendimento no Supremo Tribunal Federal que harmonizava por um lado o princípio da presunção da inocência (segundo o qual ninguém pode ser considerado culpado por um crime até que seja provada tal culpa), e de outro lado incorporava o princípio da eficácia do sistema penal. Isto é, uma pessoa acusada e condenada por um crime em primeira instância, poderia recorrer à segunda instância em liberdade. Uma vez confirmada a condenação em segunda instância, o condenado deveria então cumprir a pena que lhe fora imputado, incluindo a pena de prisão.

No entanto, em 2009 o então ministro do STF Eros Grau deu um entendimento diferente a essa questão, com base no princípio de que a prisão após condenação em segunda instância seria um atentado aos direitos humanos, do criminoso, pois segundo o então ministro a prisão após condenação em segunda instância seria inconstitucional, uma vez que estaria ferindo o disposto no Art. 5º da Constituição mencionado acima.

Esse entendimento prevaleceu na maioria do plenário, derrubou jurisprudência anterior, e desde então passou a prevalecer o ambiente propício à impunidade: condenados já em segunda instância e que deveriam estar cumprindo pena passaram a ficar em liberdade e a entrar com recursos sucessivos em instâncias superiores, impedindo assim que o processo se finalizasse.

Isso significou na prática a impossibilidade jurídica de se colocar na cadeia pessoas já condenadas em segunda instância, bastando que o condenado tivesse recursos para pagar advogados e protelar indefinidamente, por meio de recursos, a conclusão do processo. Uma protelação que se pautava muitas vezes tão somente nos aspectos formais do processo, e não na contestação dos elementos comprobatórios de culpa, visando unicamente evitar o cumprimento da pena, para dessa forma esticar o prazo para obter a prescrição, isto é, o fim do “prazo de validade” da sentença.

A reversão da decisão anterior

Este estado de impunidade institucionalizada perdurou até o início desse ano, quando em sessão do dia 17 de fevereiro, o Supremo Tribunal Federal derrubou essa interpretação de 2009, possibilitando assim que condenados em segunda instância pudessem cumprir a pena de sentença de prisão, quando aplicável. A tese que prevaleceu naquela sessão é a de que o cumprimento de pena após decisão em segunda instância não fere o princípio da presunção da inocência nem o disposto no Art. 5º da Constituição Federal descrito acima, pois cabe à lei definir o que se entende por “considerado culpado”.

Na decisão considerou-se que uma vez que o réu tenha sido considerado culpado em duas instâncias, assegurado assim o chamado duplo grau de jurisdição, com base no que determina o Código Penal (e portanto, obviamente, a lei) ele deve cumprir a sentença determinada. Cumpre lembrar aqui que a prisão de condenados em segunda, ou mesmo em primeira instância, é adotada em todas as democracias do mundo, e tem por objetivo assegurar a efetividade do sistema penal.

O lobby dos corruptos entra em ação

No entanto, o poderoso lobby de grandes escritórios de advocacia, que atendem principalmente aos políticos e empreiteiros corruptos envolvidos na Lava Jato, tem atuado no sentido de fazer voltar a valer a decisão anterior do STF de 2009, e para isso entrou com uma ação na suprema corte alegando outra vez a suposta inconstitucionalidade da interpretação atualmente em vigor. É esta ação, impetrada pela OAB, que será julgada pelo STF em sessão na próxima quarta-feira, dia 5 de outubro. Na hipótese de o STF decidir pela inconstitucionalidade da norma atualmente em vigor, as consequências para o país seriam desastrosas:

a) As investigações da Lava Jato perderiam enormemente sua força, inclusive o expediente de colaboração com a justiça, chamado erroneamente de delação premiada, uma vez que a perspectiva de prisão em caso de condenação deixaria de existir.

b) Criminosos comuns, como homicidas, traficantes, estupradores, ladrões e outros também seriam estimulados à prática desses crimes pelo mesmo motivo: sentimento de impunidade e ausência de perspectiva de prisão.

c) Condenados em segunda instância que já se encontram presos serão soltos, pois a prisão dos mesmos passaria a ser considerada inconstitucional e uma agressão aos direitos humanos e ao princípio da presunção da inocência.

d) Seria instaurado no país o estado de mais completo descrédito com a justiça e o estímulo à prática de todo tipo de crime, uma vez que se tornará virtualmente impossível colocar algum condenado na cadeia. Pois, dada a lentidão e morosidade da justiça brasileira, qualquer processo somente seria considerado transitado em julgado após anos e anos de análise de recursos. Ainda assim, após o trânsito em julgado, haverá o risco de não cumprimento da pena devido à prescrição da mesma.

A sociedade civil precisa se mobilizar

A nação não pode aceitar que a suprema corte, encarregada de zelar pelo texto constitucional e pela justiça, instale no país a legalização da impunidade. Algumas iniciativas já foram tomadas nesse sentido:

i) Na semana passada, foi organizado um hangout com o professor Olavo de Carvalho, a Dra. Beatriz Kicis, a Dra. Cláudia Castro e Paulo Eneas, editor do Crítica Nacional, onde esse tema foi discutido em profundidade, sob a ótica não apenas jurídica, como também da guerra política. O link para o hangout se encontra abaixo.

ii) Ativistas e cidadãos e cidadãs comuns já estão se mobilizando nesse sentido. Em Brasília haverá uma concentração de manifestantes em frente a sede do STF no dia da votação.

iii) Em São Paulo, um grupo de Ativistas Independentes organizou uma manifestação para esta terça-feira, dia 4 de outubro, às 18hs, em frente à Fiesp, na avenida Paulista. O Crítica Nacional estará presente e fará cobertura da manifestação em tempo real em transmissões pela nossa página no facebook.

iv) Nessa segunda-feira teve início em São Paulo o V Fórum Nacional Criminal dos Juízes Federais, do qual participará também o juiz Sergio Moro. Os juízes pretendem coletar assinaturas e enviar um documento à presidente do STF, Cármen Lúcia, defendendo a prisão de condenados em segunda instância.

A sociedade civil precisa se mobilizar para pressionar o Supremo Tribunal Federal no sentido de rejeitar esse recurso da OAB e impedir que o Brasil se torne o país da impunidade assegurada por lei.

Resultados da pesquisa

STF cederá ao lobby da impunidade? - YouTube

https://www.youtube.com/watch?v=CyPCOv9SA9Y
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