"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 3 de março de 2016

POR QUE VOCÊ NÃO MUDA?

Por que você não Muda ? | HD Brasil | RISE UP - YouTube

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03 de março de 2016
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CELSO DE MELLO DIZ QUE NINGUÉM ESTÁ IMUNE À INVESTIGAÇÕES



Celso de Mello salienta que todos são iguais perante a lei












Em meio à divulgação do conteúdo da delação premiada do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) implicando a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello, afirmou nesta quinta-feira (3) que “nem mesmo os mais altos escalões da República estão imunes à investigação”. Integrante mais antigo do Supremo, Celso, no entanto, afirmou que as instituições estão fortalecidas para enfrentar as consequências de uma delação.
“Eu desconheço a celebração do acordo, mas hipoteticamente falando, se houve, as instituições são sólidas o suficiente para suportar qualquer tipo de repercussão ou consequência, uma vez que sabemos que na República são todos iguais perante a lei e a Constituição”, afirmou.
“Ninguém, absolutamente ninguém, nem mesmo os mais altos escalões da República estão imunes à investigação penal e processo criminal, se, eventualmente, tiverem cometido algum crime, alguma infração penal”, completou.
PAZ SOCIAL
Celso destacou que a lei estabelece que delação não pode servir como prova para justificar a condenação de nenhuma pessoa. O ministro Marco Aurélio Mello afirmou que a delação traz uma preocupação “quanto à paz social”.
“Não podemos de início incendiar o Brasil. É hora de atuar com serenidade e temperança. Vamos esperar para que as instituições funcionem e quem cometeu desvio de conduta que pague por isso. Teremos depoimentos, dados fáticos, e, portanto, a prova documental. A delação não serve à condenação de quem quer que seja. Será que temos senador bandido?”, questionou.
DELAÇÃO DE DELCÍDIO
Em delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, o senador Delcídio revelou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva mandou comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e de outras testemunhas.
Detalhes do acordo foram veiculados pelo site da revista “Istoé”, que publicou reportagem com trechos dos termos de delação. A informação de que Delcídio fechou acordo de delação premiada foi confirmada à Folha por pessoas próximas às investigações da Lava Jato.
De acordo com os documentos publicados pela revista, o senador também diz ainda que Dilma Rousseff usou sua influência para evitar a punição de empreiteiros, ao nomear o ministro Marcelo Navarro para o STJ (Superior Tribunal de Justiça). O ministro Teori Zavascki, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidirá se homologa ou não a delação.
A principal preocupação do Planalto vai ser explicar as citações a Dilma, não a Lula. Auxiliares da presidente dizem que é o petista quem deve cuidar de sua defesa, não o governo.
03 de março de 2016
Márcio FalcãoFolha

OAB ACHA QUE DENÚNCIA DE DELCÍDIO PODE CAUSAR O IMPEACHMENT



Kacio Viana/Metrópoles
Charge do Kacio Viana, reprodução de Metrópoles












A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entidade mais influente da advocacia no País, informou nesta quinta-feira, 3, que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso à delação premiada do senador Delcídio Amaral (PT-MS). O petista fez acordo com a Procuradoria-Geral da República na Operação Lava Jato. A revista IstoÉ divulgou os detalhes da delação de Delcídio que teria 400 páginas e trechos do depoimento. O senador citou vários nomes, entre eles o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e detalhou os bastidores da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás, entre outros assuntos. As primeiras revelações do ex-líder do governo fazem parte de um documento preliminar da colaboração.
“A OAB irá requerer ao Supremo Tribunal Federal acesso a delação do senador Delcídio do Amaral, cujo teor, segundo a imprensa, indica influência direta da presidente da República na condução da operação Lava Jato, bem como supostos desvios na nomeação de ministros para os tribunais superiores com o intuito de influir no andamento da operação Lavo Jato”, informou a assessoria do presidente da Ordem, Claudio Lamachia, em nota.
ACESSO AOS AUTOS
Na semana passada, a OAB solicitou ao juiz Sérgio Moro, que conduz as ações penais da Lava Jato na 1ª instância, em Curitiba, acesso aos autos da operação ‘para avaliar a possibilidade de um pedido de impeachment contra a presidente da República’.
As primeiras revelações do ex-líder do Governo fazem parte de um documento preliminar da colaboração. Nesta fase, o delator indica temas e nomes que pretende citar em seus futuros depoimentos após a homologação do acordo. Delcídio foi preso no dia 25 de novembro do ano passado acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e solto no dia 19 de fevereiro. Desde que saiu da prisão, Delcídio negava ter feito delação premiada.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – O novo presidente do Conselho Federal, Claudio Lamachia, acabou com o aparelhamento da OAB, que enfim voltou a ser aquela instituição que defendia os interesses nacionais(C.N.)
03 de março de 2016
Júlia Affonso e Fausto MacedoEstadão

OPOSIÇÃO EXIGE RENÚNCIA DE DILMA. GOVERNISTAS DENUNCIAM GOLPE



Charge do Benett, reprodução da Folha











Horas após a revelação de que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) teria comprometido o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidente Dilma Rousseff em delação premiada à força-tarefa da Operação Lava Jato, a oposição da Câmara tomou a tribuna do plenário e pediu a renúncia da petista.
As informações foram veiculadas na manhã desta quinta-feira (3) pelo site da revista “Istoé”, que publicou trechos do acordo de delação de Delcídio. Em resposta, petistas e lideranças governistas desqualificavam os discursos e afirmavam a necessidade de confirmar a notícia da revista.
Pessoas próximas às investigações da Lava Jato confirmaram à Folha a informação de que Delcídio fechou acordo com a Procuradoria-Geral da República para fazer delação premiada. Nos chamados anexos, o senador teria se comprometido a citar Dilma e Lula.
O deputado Betinho Gomes (PSDB-PE) foi o primeiro a pedir a saída de Dilma. “A presidente não pode mais fazer de conta que não é com ela. As denúncias se acumulam. Presidente Dilma, tenha humildade de dizer que não há condições de ficar à frente do país”.
USINA DE CRISE
O líder do DEM na Casa, Pauderney Avelino (AM), destacou as sucessivas crises que o país tem vivido e disse que as revelações fazem cair por terra as negativas dos petistas de envolvimento no caso.
“O Brasil se tornou uma usina de crise, sobretudo o governo da presidente Dilma e o governo Lula. O que nós estamos vendo aqui, faz cair por terra as negativas tanto de Dilma, quanto de Lula de que nada sabiam sobre o que estava acontecendo”. E foi taxativo: “A presidente tem que pedir a renúncia”.
Vice-líder do governo, o deputado Silvio Costa (PTdoB-PE) disse duvidar que a presidente Dilma tenha feito qualquer tipo de acordo para interferir na Operação Lava Jato. “Compreendo que é da índole do parlamento e que a oposição esteja fazendo seu papel democrático, mas tem que analisar a veracidade da matéria. A pergunta é: o senador Delcídio realmente fez a delação?”
MANOBRA GOLPISTA
Um dos advogados à frente da defesa de Dilma no processo de impeachment que corre na Câmara dos Deputados, Wadih Damous (PT-RJ), chamou as informações de “mentirosas” e “levianas”. “É um panfleto para convocação de uma manifestação fascista e golpista em 13 de março. O senador Delcídio do Amaral, já soubemos, está desmentindo a publicação deste panfleto travestido de revista”.
Em nota, o vice-líder do PSDB no Senado, Paulo Bauer (SC), afirmou que as declarações de Delcídio são “estarrecedoras e esquadrinham de forma didática como foi a ação do governo e do círculo mais influente do PT na tentativa de sabotar a Operação Lava Jato”.
“A casa, ou melhor, o Palácio do Planalto caiu. […] Delcídio sempre foi um político influente no governo e cortejado no Senado por membros da Casa e representantes da sociedade. Essa condição favoreceu sua presença em ambientes onde se arquitetaram ações não republicanas e também contribuiu para que soubesse muito a respeito de muitos. Ao aceitar a delação como instrumento jurídico para se proteger, acaba prestando um serviço maior ao povo brasileiro do que aquele que prestaria como senador”, disse.
03 de março de 2016
Débora Álvares e Ranier BragonFolha

NOTA LIBERADA POR DELCÍDIO AMARAL NÃO DESMENTE A ISTOÉ



Charge do Aroeira, reprodução da Charge Online





















Em uma nota evasiva depois de as revelações de sua delação premiada terem atingido em cheio o governo Dilma Rousseff, o ex-líder do governo no Senado Delcídio do Amaral (afastado do PT-MS) não confirmou – nem negou – ter celebrado um acordo de colaboração com a justiça. Desde a manhã desta quinta, quando veio à tona parte dos depoimentos do parlamentar, a defesa do senador, capitaneada pelo criminalista Antonio Figueiredo Basto, esteve reunida com o próprio Delcídio para discutir o caso. Na breve manifestação, o congressista fala em “respeito ao povo brasileiro e ao interesse público”, diz que “nem o senador Delcídio nem a sua defesa confirmam” a delação premiada e declara que “reitera o seu respeito e o seu comprometimento com o Senado da República”.)
Confira a seguir a íntegra do documento:
“Em respeito ao povo brasileiro e ao interesse público, o senador Delcídio do Amaral e a sua defesa vêm se manifestar sobre a matéria publicada na revista Istoé na data de hoje. À partida, nem o senador Delcídio, nem a sua defesa confirmam o conteúdo da matéria assinada pela jornalista Débora Bergamasco. Não conhecemos a origem, tampouco reconhecemos a autenticidade dos documentos que vão acostados ao texto. Esclarecemos que em momento algum, nem antes, nem depois da matéria, fomos contatados pela referida jornalista para nos manifestarmos sobre a fidedignidade dos fatos relatados. Por fim, o senador Delcídio do Amaral reitera o seu respeito e o seu comprometimento com o Senado da República.”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O importante tópico da Veja foi enviado pelo comentarista Moacir Pimentel. Tradução simultânea: como não desmentiu a reportagem, o senador Delcídio logicamente a confirmou. Simples assim. Quanto à autora da excepcional matéria da IstoÉ, Débora Bergamasco, ela vem a ser namorada do ministro José Eduardo Cardozo, que hoje assumiu a Advocacia-Geral da União para enfrentar um trabalhão daqui por diante, devido ao flagrante envolvimento de Dilma Rousseff na corrupção. A partir de agora, ela não pode mais fazer o papel de Soninha Toda Pura, dizendo que nenhuma acusação a atingirá. O Titanic já está afundando, com Dilma e Lula agarradinhos na proa(C.N.)
03 de março de 2016
Laryssa BorgesVeja

DIA 13 DE MARÇO! O POVO BRASILEIRO NA RUA, PELA SALVAÇÃO DO BRASIL!!!





03 de março de 2016

CESSAR-FOGO NA SÍRIA BENEFICIA OS INTERESSES DOS EUA



EUA estão destruindo a Síria, como destruíram o Iraque e a Líbia



















Há quem tente argumentar que o ”cessar-fogo” talvez não beneficie Damasco e Moscou – considerando que os “4+1” (Rússia, Síria, Irã, Iraque plus Hezbollah) estavam avançando em pesada ofensiva. Claro que o ‘cessar-fogo’ beneficia Washington, se ainda se considerar a agenda oculta – rearmar as gangues de “rebeldes moderados”. Afinal, o El Supremo do Pentágono, Ash (“Império do Choramingas”) Carter, o general de Marinha Joseph Dunford e o diretor da CIA John Brennan são russófobos terminais, que jamais admitirão qualquer derrota.
Os termos vagos de “cessação de hostilidades” não especificam explicitamente que Washington, Londres e outros membros da “coalizão” que os EUA lideram ‘pela retaguarda’ devam parar de bombardear território sírio. E nem uma palavra sobre suicidas-bomba e armas químicas usadas rotineiramente por praticamente todas as gangues, do ISIS/ISIL/Daech aos “rebeldes moderados”, contra civis sírios.
Assim sendo, com certeza houve duro negócio de cavalos entre Washington e Moscou por trás do jogo de cena. E nada vazou, pelo menos até agora.
A VOZ DO DONO
Enquanto isso, a muito propagandeada invasão conjunta da Síria por Turquia e Arábia Saudita não acontecerá, porque a Voz do Dono vetou – como o ministro de Relações Exteriores da Turquia Mevlut Cavusoglu teve de explicar. Essencialmente, ele admitiu que a invasão precisava do consentimento de todos os membros da “coalizão” que os EUA lideram ‘pela retaguarda’, aquela que combateria contra o ISIS/ISIL/Daech. Infelizmente, todos gaguejam de medo de serem dizimados pela Força Aérea Russa. Assim sendo, também esses serão amigavelmente revertidos para a pantomima da “cessação de hostilidades”.
Onde realmente conta – o teatro sírio de guerra –, a questão mais premente é se o Exército Árabe Sírio será afinal capaz de controlar Aleppo e arredores; manter o controle em Latakia, e dar jeito para configurar Idlib como um enclave do Exército da Conquista controlado pelos sauditas por controle remoto e isolado por praticamente todos os lados, dependente exclusivamente de Ancara, a qual, por sua vez, não se atreverá a enfrentar cara a cara a Força Aérea Russa.
TURQUIA, A TRAPACEIRA
Não surpreende que o sultão Erdogan da Turquia tenha mais medo desse negócio de cessar-fogo do que de todas as pragas. Porque sai de mãos vazias; no máximo, obteve uma vaga promessa, semideclarada pela equipe Obama, de que os curdos sírios não continuarão a avançar para esmagar, tanto faz, ou o ISIS/ISIL/Daech ao longo da fronteira, ou bolsões da al-Qaeda na Síria.
Em troca, Ancara deve desistir de seu projeto de invadir a Síria e do sonho de uma “zona segura” de 10 km para dentro do território sírio para manter afastados os curdos e facilitar o rearmamento de seus agentes islamistas. A Frente al-Nusra, favorita de Ancara, por falar nisso, permanece ativa no norte de Aleppo, e nas regiões turcomenas de Latakia e Azaz (na fronteira turco-síria).
PLANO B À ESPREITA
O que a Equipe Obama parece ter afinal compreendido – e “parece” é aí o operador chave – é que nem ISIS/ISIL/Daech nem a Frente al-Nusra poderiam algum dia “unificar” a Síria; assumindo que 60% da população síria é sunita, o que conta é que acima de 50% dos sírios são seculares e apoiam o governo de Damasco contra toda essa chusma de salafista-jihadistas doidos apoiados por turcos e sauditas.
Será que tudo isso basta para assegurar o sucesso da pantomima da “cessação de hostilidade”? Dificilmente. Mantenham a calma e persistam (observando). O Plano B lá espreita, tipo material de A Volta dos Mortos Vivos.
(artigo enviado pelo jornalista Sergio Caldieri)

03 de março de 2016
Pepe Escobar
Sputnik News

RELATOR DE CASO DELCÍDIO INDICA QUE DELAÇÃO DEVE ACELERAR CASSAÇÃO

MOTTA DEVE APRESENTAR PARECER NA PRÓXIMA SEMANA


FOTO: GERALDO MAGELA/ AGÊNCIA SENADO


Relator do pedido de quebra de decoro contra o senador Delcídio Amaral (PT-MS) no Conselho de Ética, o senador Telmário Motta (PDT-RR) afirmou na manhã desta quinta-feira, 3, que a delação premiada que o petista está fazendo deve acelerar o processo de cassação dele. "Imagina, o cara se autoconfessa réu. Acho que sim (acelera a cassação)", disse o pedetista, que foi escolhido nesta quarta-feira, 2, relator do caso e deve apresentar o parecer sobre se admite a abertura do processo contra Delcídio na próxima quarta, 9.

Questionado se pode haver um espírito de corpo dos parlamentares para salvá-lo da punição, Telmário preferiu responder por ele: "Não aceito esse tipo de pressão. Não há nada no mundo que me faça aceitar. Vou agir na legalidade e com a minha consciência. Não há perigo de eu sofrer influência."

Em entrevista no corredor do Senado, Telmário fez questão de ressaltar que é vice-líder do governo Dilma no Senado para defender "as coisas importantes para o País, não para estar protegendo ninguém". "Fui eleito sem grupo político e financeiro combatendo a corrupção. Não serei passivo a tudo isso não. Não vou passar a mão na cabeça de ninguém", afirmou ele, que é senador de primeiro mandato.

O pedetista ponderou ter votado contra a prisão de Delcídio em novembro por avaliar que ela não estava de acordo com a legalidade. Afirmou que era preciso ter havido o cometimento de crime flagrante e inafiançável, o que, a seu juízo, não ocorreu.

O senador do PDT adiantou que, após as notícias sobre delação, não vai procurar Delcídio por telefone nem vai receber qualquer telefonema dele. Telmário disse que o caso do petista será tratado "de forma transparente" e frisou que a "conversa" entre eles será por meio de documentos. Ele afirmou ter cancelado sua volta para Roraima e vai se debruçar sobre os autos do processo durante o fim de semana.

"A partir do relatório prévio, que tenho que entregar até quarta-feira, vamos ver se acata ou não e aí vai se abrir a oitiva", disse o pedetista, sem revelar qual posição tomará.

O senador do PDT disse que Delcídio telefonou para ele logo após Telmário ter cobrado explicações da tribuna da Casa sobre uma reportagem da Folha de S. Paulo em que o petista insinuava que poderia envolver outros senadores em irregularidades. Segundo ele, Delcídio disse que jamais faria isso, não tinha esse tipo de informação e que aquilo não era verdadeiro.



03 de março de 2016
diário do poder

OPOSIÇÃO QUER INCLUIR DECLARAÇÕES DE DELCÍDIO NO PROCESSO DE IMPEACHMENT DE DILMA

Senador Aécio Neves afirmou que, se confirmadas as informações, Dilma não tem mais condições de seguir governando o país

A presidente Dilma Rousseff(Adriano Machado/Reuters)

Parlamentares de partidos de oposição decidiram aditar trechos das informações preliminares prestadas pelo senador Delcídio do Amaral (afastado do PT-MS) em busca de um acordo de delação premiada com a Lava Jato no processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, instaurado em dezembro do ano passado. A intenção dos oposicionistas é turbinar as denúncias, até então restritas a manobras fiscais, com as declarações de que a petista também esteve envolvida no escândalo de corrupção da Petrobras.

Trechos do que Delcídio pretende detalhar em um eventual acordo de delação foram divulgados nesta quinta-feira pela revista Isto É. O senador acusou a presidente Dilma de atuar três vezes para interferir nas investigações do petrolão por meio do Judiciário. "É indiscutível e inegável a movimentação sistemática do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e da própria presidente Dilma Rousseff no sentido de promover a soltura de réus presos na operação", afirmou Delcídio, segundo a revista. Uma das investidas da presidente Dilma, segundo Delcídio, passava pela nomeação do desembargador Marcelo Navarro para o Superior Tribunal de Justiça (STJ) para agir pela soltura de empreiteiros.

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O petista afirmou ainda que Dilma tinha "pleno conhecimento" de todo o processo de aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas, responsável por um prejuízo de 792 milhões de dólares aos cofres da Petrobras. À época da compra, a petista comandava o Conselho de Administração da estatal.

"O fato concreto é que o Brasil está frente ao momento mais grave dessas denúncias. Se confirmadas, a presidente Dilma Rousseff não tem mais condições de continuar governando o país", afirmou o senador Aécio Neves (PSDB-MG). "Seria uma omissão imperdoável das oposições não permitir que a comissão do impeachment e o plenário da Câmara não se debrucem também sobre essas informações. Caberá às investigações analisar comprovar a veracidade delas", continuou o tucano.

De acordo com Aécio, a inclusão das novas denúncias será formalizada na próxima segunda-feira pelos juristas Hélio Bicudo, Miguel Reale Júnior e Janaína Paschoal, responsáveis pelo processo de impeachment contra Dilma. Para a oposição, como o processo já foi aberto, mas ainda não houve início de tramitação ou apresentação da defesa, a delação pode ser aditada sem prejuízo à ação e não precisaria ser avalizada pelo presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ainda mais enfraquecido após tornar-se réu pelo Supremo Tribunal Federal.

Em outra frente, a oposição quer apresentar as informações da delação de Delcídio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde Dilma também enfrenta um processo de cassação, para apurar os fatos narrados pelo petista.


03 de março de 2016
Por: Marcela Mattos, de Brasília
diário do poder

SE AS ACUSAÇÕES DE DELCÍDIO FOREM COMPROVADAS, LULA E DILMA PODEM PARAR NA CADEIA


Dilma sabe que o cronômetro de sua queda foi disparado e que é impossível pará-lo. Agora é questão de tempo. Que seja de pouco tempo!

A presidente Dilma Rousseff chegou ao fim da linha. Acabou. O melhor que ela pode fazer agora, já afirmei isso aqui tantas vezes, é renunciar ao mandato, o que ensejaria também que a máquina petista, cada vez mais embrenhada no crime, fosse apeada do estado brasileiro.

Mas ela ainda vai resistir. Se o fizer, será deposta pelas leis. Quanto mais tempo isso demorar, pior para o Brasil.

A delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS) é devastadora. Não deixa pedra sobre pedra. Todos sabem que ele não era um qualquer.

Antes de cair em desgraça, era o líder do governo no Senado e homem escalado para fazer os altos diálogos da República. Parlamentar bem quisto por todos, transitava bem também entre oposicionistas e era talvez o petista mais cordato com a imprensa.

Acontece que o civilizado Dr. Jekyll, para citar o clássico de Stevenson, também tinha em si um Mr. Hyde, o ser que se metia, para citar o petista Chico Buarque, em tenebrosas transações. Ele conhecia os porões do PT.

Se agiu também em benefício pessoal — e tudo indica que sim — isso o dirá a continuidade das investigações. Mas, ele assegura, atuou em benefício da máquina criminosa em que se transformou o PT.

O que é novo do que vem à luz da delação de Delcídio? Agora não há mais dúvida: Lula sempre esteve no comando. Não havia ser racional que desconfiasse de tal evidência desde que veio à luz o mensalão. Mas nunca uma figura graduada do partido havia dito isso antes com todas as letras.

Que sítio o quê! Que pedalinho o quê! Que barquinho de lata o quê! Que tríplex fubango o quê! Isso tudo não passava de distrações para Lula. A máquina que ele sempre comandou e manipulou é estupidamente maior e mais poderosa.

Mas as coisas não param em Lula. Também Dilma tinha consciência de parte da engenharia criminosa que chegou ao poder, evidencia Delcídio. Mais do que isso: ela tentou obstruir a Justiça, ele confessa. 
Associada essa acusação às lambanças de Pasadena, os crimes de responsabilidade de Dilma não se limitariam às questões fiscais. E, se tudo for comprovado, também ela pode ir para a cadeia. Junto com Lula.

Disse aqui tantas vezes: “Saia daí, Dilma, enquanto a sua honra é atingida apenas pelas lambanças da pedalada. Você sabe que pode vir coisa pior”
Mas sabem como é… Ela quis ficar. Quanto mais tempo demorar para deixar a Presidência, mais desmoralizada será.

Agora acabou. Agora a casa caiu. Agora não resta mais pedra sobre pedra.

A presidente tentou ainda reagir, falando em nome da presunção de inocência, na necessidade das provas etc. e tal. Isso tudo diz respeito, vamos dizer, ao aspecto penal dos crimes que estão sendo denunciados.

A Presidência da República é um cargo político. Dilma sabe que o cronômetro da deposição foi disparado e que ninguém pode pará-lo. É questão de tempo. 
Que seja pouco tempo.


03 de março de 2016
Reinaldo Azevedo, VEJA