"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 4 de outubro de 2015

SITUAÇÃO-LIMITE

A pesar das aparências e de fingir que tudo está na santa paz, a presidente Dilma Rousseff se debate desesperadamente pela sobrevivência, dá tudo o que o guloso PMDB exige e está chegando a hora em que será obrigada a se definir entre o ministro Joaquim Levy e os lulistas que mandam no PT, na Fundação Perseu Abramo, na CUT, no MST e na UNE.

O cerco à presidente está se fechando, com uma disputa entre os que defendem o impeachment e os que querem Dilma presidente para transformá-la numa marionete de seus interesses ou de suas convicções. 


Com o PIB receoso de bater de frente com o governo, o PMDB rachado em torno de mais carguinhos e o PSDB cheio de dedos, a oposição é insuficiente para garantir o impeachment. 
Mas o “baixo clero” do PMDB invade o governo, enquanto os exércitos de Lula se esforçam para subjugar Dilma e assumir, na prática, o poder.

Os movimentos sociais e intelectuais alinhados com o PT estão, estridentemente, despudoradamente, com Lula e contra Dilma. 

E estão empurrando Joaquim Levy porta afora do governo com a mesma intensidade com que o próprio Levy decidiu parar de engolir sapos calado e sinaliza que, se é para sair da Fazenda, ele sai, mas não vai capitular da sua política econômica nem dos seus princípios.

É uma situação limite, dramática, resultado de um processo, ou de uma ambiguidade, que vem desde que as cortinas do teatro eleitoral caíram e a realidade emergiu ameaçadora, como previa a economista Sinara Polycarpo, aquela analista que foi demitida do Santander depois que Lula chiou.

Enquanto ela ganha na Justiça, a realidade castiga o crescimento do país, os investimentos, a inflação, o câmbio e, obviamente, os empregos e os avanços sociais.

Assim chegamos ao décimo mês do governo com uma guerra aberta entre duas visões de mundo e de como retomar o crescimento, ambas bem representadas nos gabinetes de Brasília. 


De um lado, os que consideram danosa a política econômica do primeiro mandato e se batem pela volta da responsabilidade fiscal e do pragmatismo. De outro, os que têm saudade daqueles anos e se esgoelam pela volta do crédito fácil, da gastança e do populismo.

Nesse ambiente, os economistas lulistas da Fundação Perseu Abramo lançam um grito de guerra contra o ajuste de Dilma2-Levy1, que, segundo eles, “acarreta a desconstrução do modelo socialmente inclusivo implantado nos últimos anos”. “Últimos anos”, entenda-se, é um eufemismo óbvio para “governo Lula”.

Esse diagnóstico desconsidera fatores fundamentais, como a mudança do cenário e dos ventos favoráveis, a urgência da questão fiscal para a salvação da lavoura e o fato cristalino de que jogar a política de Levy no lixo e voltar ao primeiro mandato de Dilma seria aprofundar o desastre, afugentar de vez os investidores, inibir definitivamente a produção e...jogar o ônus no lombo dos mais vulneráveis. Nada poderia ser menos “socialmente inclusivo”.

Ao discursar ontem na entrega de troféus da primeira edição do Estadão Empresas Mais, Levy reagiu à turma do Lula. 

Disse que “a realidade se impõe, acima de ambiguidades políticas”, criticou “a procura por soluções fáceis” e avisou que o governo faz o que considera necessário, “apesar de todo o ruído”. 
Para ele, a prioridade é a questão fiscal, “maior fonte de incertezas para todo mundo”. Só então será possível recuperar o crédito e traçar as reformas estruturais. Ou seja: é preciso fechar as contas, com corte de gastos e aumento de receita, para então pôr a casa em ordem.

Significa que Levy comprou a guerra e entrou no tudo ou nada. Resta saber o que fará a chefe dele, que parece mais ao vento que biruta de aeroporto e que, aliás, vai se reunir hoje com Lula para discutir o latifúndio do PMDB no governo, o futuro do mandato e o que ela pretende fazer com o país. Ai, que medo!



04 de outubro de 2015
Eliabne Cantanhede

A FACE PERVERSA DA CRISE

Instituído pela Organização das Nações Unidas em 1991, o Dia Internacional do Idoso é celebrado em 1º de outubro, mas, infelizmente, não há muito a se comemorar no Brasil. 
Apesar de a população viver cada vez mais, o que é um dado inequivocamente positivo, são os mais velhos aqueles que mais vêm sofrendo com um problema diretamente relacionado ao agravamento da crise econômica que atinge o país: o endividamento.

A irresponsabilidade do governo Lula, que incentivou a população ao consumo desenfreado, fez com que milhões de famílias comprometessem grande parte de sua renda e contraíssem dívidas muitas vezes impagáveis. 


O cadastro do Serasa registra 56,4 milhões de inadimplentes, dos quais 6,99 milhões (12,4%) são idosos que não conseguem pagar dívidas bancárias ou contas de água, luz e telefone. Esse percentual representa quase um terço da população com 61 anos ou mais (23,7 milhões).

Entre maio e junho, nada menos que 210 mil consumidores desta faixa etária se tornaram inadimplentes. 

De acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito, as pendências financeiras atribuídas a idosos entre 85 e 94 anos foram as que mais cresceram na comparação anual, com variação de 10,18%, enquanto o endividamento na faixa dos 65 aos 84 anos aumentou 9,10%.

Em tempos de recessão da economia, desemprego e inflação, especialistas apontam que há cada vez mais idosos emprestando o nome para familiares conseguirem um crédito consignado mais barato. 


Segundo pesquisa da Boa Vista Central de Proteção ao Crédito, essa realidade representa 13% da inadimplência total, atrás apenas do desemprego (31%) e do descontrole financeiro (28%). 
Entre 2012 e 2014, o saldo das dívidas de aposentados e pensionistas no crédito consignado cresceu 27%, saltando de R$ 52,5 bilhões para R$ 66,8 bilhões, de acordo com o Banco Central.

O modelo de crescimento implantado pelo lulopetismo, baseado no consumo, levou as famílias brasileiras ao maior endividamento em uma década. 

Em abril, elas comprometeram mais de 46% da renda anual com dívidas em bancos, financeiras e no cartão. 

Só em São Paulo, segundo levantamento da FecomercioSP, o número de famílias endividadas chegou a quase 2 milhões em agosto, o que significa 54,8% dos consumidores (ante 53,3% em julho). 

Para piorar o quadro, de acordo com a Serasa Experian, a inadimplência das empresas avançou 16,1% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, reflexo da recessão econômica e da escalada dos juros e do dólar. Entre janeiro e agosto, a alta no índice foi de 13,3%, o maior nível desde 2002. 

Diante de um cenário desastroso, o atual governo tem a desfaçatez de propor um ajuste fiscal baseado no aumento da carga tributária e que penaliza o cidadão. 


Incapaz de tirar o país do atoleiro, Dilma Rousseff está mais preocupada em lotear os ministérios da Esplanada para atrair o maior partido de sua corroída coalizão e evitar o impeachment – enquanto isso, a população afunda em dívidas, especialmente os mais velhos, e as empresas não param de demitir.

Será menos traumático e mais saudável para o Brasil afastar a presidente da República, por meio do processo democrático e constitucional do impeachment, do que continuarmos por mais três anos mergulhados na recessão, sofrendo com a inflação, o desemprego e o endividamento. 

Dilma e o PT perderam as condições de levar o país adiante e os brasileiros, sejam eles jovens ou velhos, exigem e merecem um novo tempo, um sopro de esperança, um outro caminho. 
Assim, talvez, o próximo Dia do Idoso, em 1º de outubro de 2016, nos dê motivos para celebrar.


04 de outubro de 2015
Roberto Freire

O HUMOR DO SPONHOLZ

000 ROQUE balcão de maus negócios
04 DE OUTUBRO DE 2015

INSUSTENTÁVEL

BRASÍLIA - A pergunta ecoou em claro e bom som no plenário da Câmara: 
"O presidente Eduardo Cunha tem ou não tem contas secretas na Suíça?"
A tribuna era ocupada pelo deputado Chico Alencar, líder do PSOL. Sentado a poucos metros dele, Cunha virava o rosto para o outro lado, fingindo não ouvir.

"Essa é uma pergunta que interessa à cidadania, deve ser reiterada e tem que ser respondida", insistiu Chico. 
O presidente da Câmara se manteve em silêncio, como se não devesse explicações aos colegas e à sociedade que lhe paga o salário, as refeições, os voos em jato da FAB e a residência oficial em Brasília.

A rigor, a pergunta já foi respondida. Em março, um deputado do PSDB indagou ao peemedebista se ele tinha contas na Suíça. "Não tenho qualquer tipo de conta em qualquer lugar que não seja a conta que está declarada no meu Imposto de Renda", afirmou Cunha, resoluto, em depoimento à CPI da Petrobras.

A negativa caiu por terra com a confirmação de que ele é beneficiário de ao menos quatro contas bloqueadas na Suíça. Os dados já estão no Brasil, e a Procuradoria-Geral da República vai denunciá-lo de novo por corrupção e lavagem de dinheiro.

Desta vez, a tropa de Cunha não poderá repetir o discurso de que é preciso esperar o julgamento do STF. Ao negar a existência das contas, o presidente da Câmara mentiu à CPI e omitiu informações relevantes sobre seu patrimônio, o que caracteriza quebra de decoro parlamentar.

Cunha continua a confiar na covardia do governo e na cumplicidade da oposição, a quem se aliou na causa do impeachment. 
No entanto, aliados já admitem que a sua permanência na presidência da Câmara está se tornando insustentável.

Se a previsão se confirmar, restará ao peemedebista deixar a cadeira e lutar para não perder o mandato de deputado. 
O foro privilegiado é o que ainda o mantém a salvo da caneta do juiz Sergio Moro e de uma visita matutina da Polícia Federal.


04 de outubro de 2015
Bernardo Mello Franco

EM DEFESA DA SERPENTE

A despeito de tudo, sou otimista quanto ao futuro do Brasil. Acho que a necrose do PT é um momento inaugural.

Amplas camadas da população se dão conta de que milagres não existem; de que ninguém será por nós se não formos por nós mesmos. Até Joaquim Levy é personagem desse salto de qualidade. Gosto quando ele diz que, a cada novo gasto, há de corresponder um novo imposto. Alguém sempre paga a conta.

Mais do que a agonia das velhas raposas, interessam-me movimentos de rua de uma juventude que tenta dar à luz o liberalismo em terras nativas. No Brasil das ideias fora do lugar, banqueiros se encantam com o coaxar de pererecas e se deixam seduzir pelo papo-furado distributivista. Alguns querem mais do que juros altos, acreditem. Ambicionam mesmo a ascese!

Constatação à margem: países em que banqueiros fazem questão de ter coração costumam ser governados por pilantras populistas que têm cérebro. O mundo ainda é mais produtivo quando financistas são maus e padres são bons. Sigo.

Algo de novo está em curso, e espero que resista e se espraie, ainda que haja um esforço enorme da imprensa conservadora –de esquerda– de matar essa juventude brandindo contra ela ideias caridosas de anteontem ou a suposta contemporaneidade do "thomas-picarettysmo".

Sou otimista, sim, mas tenho preocupações. Já escrevi neste espaço que seria lamentável se restasse da Operação Lava Jato o ódio à iniciativa privada e ao capital, tomados como corruptores da pureza original. Qual?

Em seu voto contra a doação de empresas privadas a campanhas –uma decisão moralmente dolosa tomada pela maioria do STF–, a ministra Rosa Weber, por exemplo, disse: "A influência do poder econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político de cartas marcadas, odiosa pantomima que faz do eleitor um fantoche, esboroando a um só tempo a cidadania, a democracia e a soberania popular".

A tolice é tal que nem errada a frase chega a ser. Eu duvido que Rosa tenha pensado nos desdobramentos da "influência do poder econômico" na vacinação em massa, na produção e distribuição de comida ou na universalização da telefonia.

Por que a ministra pretende que a disputa eleitoral deva ser um domínio impermeável às empresas, que, até onde se sabe, não são abscessos malquistos da civilização, mas uma das formas que esta encontrou de produzir e de multiplicar riqueza?

Junto com o ódio ao capital, vejo brotar em certos nichos o ódio à política, como se já tivéssemos descoberto outra maneira de resolver conflitos distributivos ou de opinião. Torço para que os jovens que ganharam as ruas não caiam nessa conversa de esquerdista desiludido e de anarquista ignorante.

Se, em certa mitologia, o primeiro homem foi Adão, e Eva, a primeira mulher –ambos inocentes como as flores–, a serpente foi o primeiro político. E devemos dar graças a Deus –que já tinha tudo planejado em sua mente divinal– que assim tenha sido, ou aquela duplinha passaria eternidade afora a pôr pontos de exclamação no coaxar das pererecas.

Que os moços acreditem na política! Bem pensado, o esquerdismo, quando genuíno, nada mais é do que a ânsia de matar a política para reconstruir o Éden com homens e mulheres puros. Sem a serpente das tentações. E quando o esquerdismo é uma farsa? Aí dá em Lula e seus Lulinhas endinheirados..



04 de outubro de 2015
Reinaldo Azevedo

FAZER O DIABO ANTES, DURANTE E DEPOIS DA ELEIÇÃO

Há muitos anos o TSE vem tratando com desdém todas as manifestações de desconfiança em relação às urnas eletrônicas. Verdade seja dita: Dias Toffoli não foi o primeiro a adotar essa atitude. 
Ela se prolonga no tempo e é mais uma evidência de que boa parte dos membros dos poderes de Estado simplesmente está se lixando. A brisa é suave, o uísque é bom, a vida sorri. E o resto que se dane. Atrás desses muros é que vivem.

Eleitores bem informados não confiam no sistema de votação. Suas vulnerabilidades já foram apontadas por diversos peritos. Nenhum outro país adota esse tipo de urna. Mas os doutos ministros do TSE empinam o nariz com ar de enfado quando o assunto lhes é apresentado. Convenhamos, isso tem nome na lista das infrações aos deveres do cargo.

A eleição da presidente Dilma deu-se em circunstâncias misteriosas. Os votos foram contados como naquelas mágicas em que o prestidigitador medíocre, para facilitar a vida, encobre com um pano preto o trabalho de suas mãos. A inconfiabilidade das urnas e a sigilosa contagem ajudaram – e muito! – a criar severas incertezas sobre a correção do pleito. 
Absolutamente natural, portanto, que o Congresso Nacional, ao deliberar sobre alguns itens de reforma política, incluísse preceito para que as urnas passem a imprimir os votos, permitindo que os eleitores, sem contato físico, os confiram e confirmem antes de a máquina depositá-los em urna onde permanecerão para eventual verificação manual.

Pois não é que a presidente Dilma vetou a iniciativa? Um impressionante veto ao voto impresso! Logo ela, cuja eleição se deu rodeada por uma ciranda de suspeitas; logo ela, que quebrou o país para se eleger; logo ela dos gastos sigilosos e milionários com cartões corporativos; logo ela, das comitivas nababescas e dos hotéis suntuosos; logo ela resolveu implicar com o custo envolvido em algo tão indispensável à credibilidade dos mandatos presidenciais quanto a mudança das urnas eletrônicas. Se o Congresso acolher o veto, a próxima eleição estará sujeita ao mesmo descrédito a que foi conduzido seu próprio mandato. 
O nome disso é fazer o diabo antes, durante e depois da eleição.

04 de outubro de 2015
Percival Puggina

ELE & ELA - SOCIEDADE ANÔNIMA

Depois das revelações do ex-deputado Pedro Corrêa não resta a menor dúvida de que o Exu de Garanhuns era o chefe supremo da quadrilha que assaltava a Petrobras. Parceiro do ex-presidente na criminosa empreitada desde a época do mensalão, Corrêa gozou um bom período de férias na cadeia e agora com a ampliação da operação Lava Jato chega-se novamente a ele levando-o a pensar em ser o primeiro político a aderir a uma delação premiada para não apodrecer na cadeia.

Terminado o segundo mandato do Exu e a consequente ascensão da criatura, a roubalheira continuou a todo vapor na maior empresa brasileira. O volume de dinheiro surrupiado da estatal cresceu tanto a ponte de começar uma briga entre duas facções do Partido Progressista (PP) pela distribuição do butim. A quadrilha liderada por Pedro Corrêa e Nelson Meurer se confrontava com a quadrilha liderada por Agnaldo Ribeiro e Artur Lira, esse último, vê se pode, é o atual presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

Para que a podridão dentro do partido não ultrapassasse os muros, foi convidada como mediadora do arranca rabo nada mais nada menos que a presidente da República Federativa do Brasil, a dona Dilma Vana Rousseff, que por sua vez convocou a então ministra das Relações Institucionais, a eclética Ideli Salvatti, e o então ministro da Secretaria-Geral da Presidência e cúmplice do crime do prefeito Celso Daniel, Gilberto Carvalho, para que procurassem, na Petrobras, Paulo Roberto Costa, distribuidor de dinheiro roubado, e restabelecessem os pagamentos ao grupo do então deputado Corrêa.

Após cumprida a ordem da Presidente, a paz voltou a reinar no sub mundo do crime organizado.


04 de outubro de 2015
Humberto de Luna Freire Filho

CÉU SEM BRIGADEIRO

Põe o Janine, tira o Janine. Tira o Mercadante daqui, coloca ali. Põe o dono do restaurante de Duque de Caxias na Ciência e Tecnologia e desloca o Rebelo para a Defesa - pode não entender nada do assunto, mas torce para o Victor Hugo, belíssimo zagueiro central, que não deixa passar uma.

Ali, dirigindo a orquestra, da coxia, o grão vizir Lula, aquele que é a favor e contra o governo, aquele que planta cargos para colher governabilidade. Para que? Para não largar jamais a planta suculenta do poder.

Na dança das cadeiras promovida pela presidente Dilma com a finalidade de abrir mais espaço em seu governo para abrigar um aliado faminto que tem o poder de retirar-lhe o mandato, faltavam cadeiras e havia dançarinos sobrando.

O grão vizir interveio e colocou um dos seus, Jacques Wagner, na Casa Civil- por onde já andaram José Dirceu e a própria Dilma - e deixou que Dilma deslocasse seu xodó Mercadante para a Educação, completando a quinta troca de comando naquele que deveria ser o ministério mais importante da República - o da Educação (afinal, não somos uma pátria educadora?).

Afinal, é pela Casa Civil que passam de verdade os destinos da República. A Educação é apenas uma vitrine de um projeto inócuo, sem começo, nem meio e nem fim, onde moram os mais impressionantes slogans de João Santana.

Andou por ali ultimamente um cavalheiro bem apessoado, bem educado, um prestigioso professor de Ética, não inscrito no partido, a quem coube, em seus parcos seis meses de gestão, administrar uma greve de universidades federais e vir a público dizer que “o dinheiro acabou”, quando os estudantes não conseguiam mais inscrever-se no FIES. Esse é o resumo de sua obra.

Um homem de fino trato, tanto que ao ser despedido pela presidente, topou posar para uma foto apertando a sua mão e dar declarações à imprensa dizendo que ela foi muito cordial ao comunicar-lhe o bilhete azul.

O outro trambolho que o grão vizir resolveu entregar de mão beijada à voracidade do PMDB foi o ministério da Saúde, que estava nas mãos do companheiro Arthur Chioro, delicadamente avisado que estava fora pela presidente Dilma, num telefonema de dois minutos. Ao que se informa, ela não teve tempo nem de dizer-lhe “obrigado”.

Uns dois dias antes de ser despachado em função do toma lá dá cá, Chioro deu uma entrevista ao Estadão anunciando que o SUS - Sistema Único de Saúde - entrará em colapso em setembro de 2016 por falta de dinheiro.

Para completar o cenário dantesco, anunciou-se que um dos dois candidatos cogitados pelo PMDB para preencher o cargo, o deputado Manoel Júnior, da Paraíba, foi citado numa CPI como suspeito de ter participado de um assassinato. (O escolhido acabou sendo Marcelo Castro, do Piauí, apadrinhado de Leonardo Picciani, líder do PMDB na Câmara).

O deputado paraibano é da tropa de choque do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, acusado de ter 5 milhões de dólares oriundos de propina depositados em conta secreta na Suíça. Mas Cunha ainda tem o poder de apertar o botão dos projetos bomba e da máquina de disparar o processo de impeachment contra Dilma.

Sob esse virtuoso cenário, o grão vizir ainda disse a seus amigos que está pensando em lançar já a sua candidatura para 2018, com a finalidade de “ocupar espaços”, enquanto mostra à sua criatura onde fica o caminho mais curto para que a sua insignificância não atrapalhe o seu projeto de poder.

Enquanto os ilusionistas embaralhavam as suas cartas, os jornais anunciavam mais mar revolto à frente: a denúncia da venda de MPs favorecendo a indústria automobilística, durante o governo Lula, e doações da UTC tiradas de propinas da Petrobras para financiar a campanha da reeleição de Dilma.

Um céu sem brigadeiro.



04 de outubro de 2015
Sandro Vaia

O HUMOR DO DUKE...

Charge Super 02/10
04 DE OUTUBRO DE 2015

A REFORMA MINISTERIAL

O socialismo assim permanecerá como ameaça permanente contra os brasileiros, a cada momento camuflado em uma sigla.

A reforma ministerial empreendida pela presidente Dilma Rousseff foi a esperada. Entregou sete pastas ao PMDB e a Casa Civil a alguém de confiança do ex-presidente Lula. Pouco sobrou da composição do seu ministério original, pois quando ganhou o segundo turno das eleições achou que finalmente estava livre de Lula e que poderia diminuir o poderio do PMDB. Tudo deu errado e ela realisticamente agora fez prevalecer a verdade política dentro do seu ministério.

É um ministério de transição, o de agora, prova cabal de que a presidente está enfraquecida e pode ser removida do poder. Ela só procedeu às mudanças porque a alternativa seria renunciar. O movimento em pinça feito pelo PMDB e pelo PT de Lula esvaziaram de vez o que restava de sua liderança. Na melhor das hipóteses terá um final de governo bisonho; na pior, será removida do poder pelo impeachment. O PMDB provou que tem poder para tal.

Já o PT está se esvaziando com a fuga dos seus quadros para outras agremiações, principalmente para o PSB e o Rede. Estamos assistindo ao raro fenômeno da morte de uma marca partidária de peso, igualmente como vimos acontecer com a velha marca PCB. 
As investigações da Justiça sobre a corrupção sistêmica implantada pelo partido na condução dos negócios do Estado, bem como as respectivas condenações, desmascararam seu modo de governar e o descredenciaram diante da opinião pública. A pesquisa do Ibope divulgada hoje, de que o governo de Dilma Rousseff é considerado bom por apenas 10% dos brasileiros, revela o estado terminal de sua popularidade. Está na antessala da sua cassação.

O problema que se apresenta é que o PSDB tem tido como aliado preferencial o PSB, agora reforçado pelos quadros fugidos do PT. A se manter essa aliança nas eleições presidenciais veremos o eixo de poder se deslocar em direção à esquerda. 
Durante o governo de FHC o PFL fazia o contraponto à direita do governo socialdemocrata. O PMDB tem feito contraponto ao PT. Uma eventual vitória de uma aliança assim deslocará o eixo político perigosamente. A pergunta importante é saber se tal aliança poderá sair vitoriosa nas eleições, uma questão em aberto, em face do grande lapso de tempo até o pleito.

Estamos vendo o ocaso político e eleitoral do PT, que deverá se tornar um partido nanico e sem ter condições de voltar ao poder por longo tempo. 
O fato é que suas ideias políticas, contudo, continuarão em outras legendas e o socialismo assim permanecerá como ameaça permanente contra os brasileiros, a cada momento camuflado em uma sigla.
É como no filme Homens de Preto: a esquerda parece ter uma maquininha capaz de apagar a memória das pessoas e, pior, de inocular nelas a falsa memória de que os tempos de governo da esquerda foram os melhores.
Quem viver verá.



04 de outubro de 2015
Nivaldo Cordeiro

A ESPERA DA LONGA E ASSUSTADORA TRAVESSIA

Aonde chegaremos depois de completada a longa travessia que se faz tão ansiada, já que promete um porto seguro?

As águas estão agitadas, correm velozes; trovoadas, raios e nuvens negras nos mostram que está se formando uma tempestade; chuva forte, com granizo, castiga a praia insegura.

As ondas são altas, o embarque foi difícil, mas a nave, que já se faz antiga, meio desmantelada, carcomida pelo tempo e pelo descuido, está lotada.

Estamos sem comandante. Perdão, não é isso. Na realidade, temos dois comandantes que passam seu tempo a disputar o leme. Mas não dão, porque não conseguem, a partida.

“La Nave É In Partenza!” é o que por três vezes nos foi prometido pelo sistema de som muito rouco. “Em verdade te digo que esta noite, antes de cantar o galo, três vezes me negarás”. (Mateus 26:33-35). Três vezes!

A tripulação, a maior de todos os navios internacionais, é Bom Bril. Seus membros servem em todas as áreas, passam de uma para outra do dia para a noite. São especialistas em tudo, o que significa que não são peritos em nada.

Mas agitam ainda mais a embarcação. Uns querem que enfrentemos de qualquer modo a tempestade. Outros preferem que fiquemos ancorados à espera da calmaria que sucede o mau tempo.

Será que conseguiremos que a maioria decida? Você acredita nisso ou põe sua fé no tilintar de moedas? Que estão sob o jugo de Joaquim, o Fala Doce?

Jaques, o Wagner, ex-chefe da Defesa, acha melhor acalmar os ânimos. Aciona o segundo-tenente músico Jefferson, amado cônjuge da ex-tripulante Ideli e diz-lhe que faça a orquestra de bordo atacar de ‘Valsa do Adeus’. Quem sabe inspira, pensa ele?

A música alcança os céus enquanto Aldo, o Esportista, que nos defenderá caso encontremos nossa Trafalgar pela frente e Mercadante, o Simpatia, que cuidará da Educação nas novas terras, tentam se livrar das ondas que agora já atingem mais de 20 metros. Aguardam com impaciência aquele que cuidará da Saúde, dos tripulantes, e olhe lá... Ele vem de terras secas, vem a pé, mas vem.

Cunha, o Suíço, e Renan, o Cabeleira, estão à beira de um ataque de nervos. Pansera, o Linguarudo, resolve calar em nome da Ciência.

Menicucci, a Feminista, e Campello, a que Desenvolve, arrumam suas mochilas, bagagem leve já que não sabem se ficam na proa ou na popa do navio.

Passageiros, somos muitos, de todo o tipo, de todo feitio. Diversos gêneros, origem variada, nomes em nski; kov; ley; eira; gna; ette...

Precisamos de alguém que nos oriente. Será que Janine, o Breve, que passou pelo coração do Poder, há de transmitir o que apreendeu? Creio que não. É muito jovem para ser tão arrojado.

Prefiro seguir Hélio Bicudo, jurista lúcido e destemido, que a idade só abrilhantou. Ele sabe o que diz, como dizer e por quê diz.

Mas devo domar o defeito que mais me prejudica, a impaciência: esperar, esperar, esperar... Com fé e determinação. Que venha o que Deus acha que nos deve enviar.

‘O que for, quando for, é que será o que é’. (Fernando Pessoa, como Alberto Caeiro)



04 de outubro de 2015
Maria Helena R R de Sousa

TRAGÉDIA ANUNCIADA

SÃO PAULO - Dilma Rousseff tornou-se uma personagem trágica. Um pouco por acaso, um pouco não (Dirceu e Palocci haviam caído em desgraça), ela foi escolhida por Lula para sucedê-lo. Eleita em 2010, experimentou os favores da sorte em sua plenitude. Seu governo era um sucesso. Dilma bateu todos os recordes de popularidade e, num de seus muitos momentos de "hýbris" (soberba), tentou até ensinar à chanceler alemã, Angela Merkel, o que países devem fazer para sair de crises econômicas.

Como convém às tragédias, porém, houve a "peripéteia" (peripécia), que transformou em má a boa fortuna de Dilma. De fato, seu governo hoje são ruínas. A presidente, que agora sofre a maior rejeição popular jamais registrada pelas pesquisas, divide-se entre esforços para tentar salvar seu mandato e não deixar que a situação econômica degringole ainda mais. E todas as suas iniciativas parecem fadadas a fracassar.

A crer em Aristóteles e sua "Poética", na origem de tudo está a "hamartía" da personagem. O termo é traiçoeiro. Às vezes é traduzido como "erro". Pode ser também "falha de caráter". Na teologia cristã, "hamartía" virou "pecado". Dilma, com ou sem intenção, pouco importa, deu causa a sua perdição. Suas ações é que levaram à destruição econômica, e suas omissões, aos escândalos de corrupção que agora a assombram.

Aonde isso nos leva? Segundo Aristóteles, tragédias, ao inspirar pena e terror na audiência (isto é, em nós), levam-nos a uma "kátharsis" (purgação). Talvez, mas será que é realmente Dilma a personagem trágica aqui? Ela, afinal, foi escolhida pela maioria dos brasileiros, que, se foram enganados, o foram voluntariamente, já que os sinais de que a então candidata mentia sobre a situação econômica do país estavam ao alcance de quem quisesse ver. Neste caso, o personagem trágico somos nós. "De te fabula narratur" (a fábula fala de ti), sentenciou Horácio.



04 de outubro de 2015
Hélio Schwartsman

O GOLPE DE LULA

Luis Inácio Lula da Silva nem esperou a eleição de 2018 e já está de volta ao poder, enquanto Dilma Rousseff faz o caminho inverso, rumo à condição anterior de subalterna do líder e padrinho. O ministério a ser finalmente anunciado hoje é do Lula, não da Dilma, que vai entregando anéis, dedos, mãos e está cada vez mais com a cabeça a prêmio. Ou sofre impeachment pela oposição ou é interditada por Lula e pelo PMDB.

Dilma anuncia hoje uma reforma ministerial que Lula sugere incansavelmente há meses, mas ela faz com tanto atraso, e num momento tão desfavorável, que o que era para reverter a favor pode se virar contra ela. Amargou durante tanto tempo o ônus das escolhas equivocadas e não consegue agora capitalizar o bônus de estar mudando tudo. O que poderia ter o impacto de um recomeço, é tratado como capitulação. A leitura é óbvia: Dilma não tinha saída e jogou a toalha.

O dilmista Aloizio Mercadante sai da estratégica Casa Civil e ganha a Educação como prêmio de consolação, quando a tal “pátria educadora” não sobrevive nem mais como slogan marqueteiro. E o lulista Jaques Wagner sai da Defesa para a Casa Civil, como o mandachuva da articulação política. Precisa dizer mais?

O efeito das mudanças, porém, ainda é nebuloso. O PMDB sai com sete pastas dessa reforma, que sacrifica técnicos como Arthur Chioro, da Saúde, e Janine Ribeiro, da Educação, para calar – ou seria comprar? – a bancada peemedebista da Câmara. Mas a primeira reação do Congresso, antes mesmo do anúncio oficial dos nomes, veio de duas formas: a aprovação da desaposentadoria, contra todos os apelos do Planalto, e um manifesto de 22 deputados do PMDB condenando a participação no governo.

Ou seja: Dilma engoliu o orgulho, o amor próprio, as ordens de Lula, a ganância do PMDB e o afastamento de Mercadante, e pode ser para nada. Além de não recuperar o controle da base aliada, ela pode perder ainda mais pontos na opinião pública e nas bases históricas do PT. “Pior do que já está (nas pesquisas)”?, descarta Jorge Viana, do PT. Mas sempre pode piorar, sim, senador.

O mais cruel da história é que Lula reassume o poder, os petistas e aliados históricos acham que agora vai, mas... Lula já não está mais acima do bem e do mal, como sempre esteve, nem mais tão por cima da carne seca assim, como estava ao descer a rampa do Planalto.

Documentos obtidos pelos repórteres Andreza Matais e Fábio Fabrini geram a suspeita de que houve compra de uma MP em 2009 para favorecer montadoras. Pior: no mesmo ano, um filho de Lula, Luís Cláudio, abriu uma empresa de marketing esportivo que recebeu a bagatela de R$ 2,4 milhões justamente de uma das empresas de “consultoria” que teria comprado a MP.

Cria-se uma situação esdrúxula: com Dilma, a economia não se recupera, a indústria vai ladeira abaixo e o dólar dispara, enquanto a política desanda e o Brasil parece na bica de ser rebaixado por uma segunda agência de risco. Mas, com Lula, vêm os escândalos de seus oito anos de governo, cada hora numa estatal, num órgão, numa repartição.

E o impeachment? O processo tem de ser aberto pela Câmara, mas o presidente Eduardo Cunha anda muito ocupado com revelações de três delatores da Lava Jato e, agora, com quatro contas na Suíça, num total de US$ 5 milhões (mais de R$ 20 milhões). Que moral ele tem para comandar um processo contra Dilma?

Conclusão: o impasse continua. Lula e o PMDB apropriam-se descaradamente do governo Dilma, que, segundo o Ibope, empacou no perigosíssimo patamar de 10% de aprovação, com 69% de desaprovação. Mas Lula e PMDB têm muito o que explicar para 100% da população. Com o sujo falando do mal-lavado, nada sai do lugar.

Suspense: se Dilma não pode cortar nem Pesca, nem Portos, nem Aviação Civil..., como e onde ela vai de fato enxugar a farra dos ministérios, ao menos para inglês ver?



04 de agosrto de 2015
Eliane Cantanhede

CUNHA FRÁGIL AJUDA DILMA, MAS NÃO É SOLUÇÃO MILAGROSA

Deve-se reconhecer o esforço da presidente Dilma em defender o mandato, diante do cerco que lhe move a junção explosiva das crises econômica e política. Ficou para trás a catatonia das primeiras semanas do segundo mandato, quando se trancou em Palácio enquanto as pesquisas de opinião e redes sociais anunciavam o desmoronamento de sua popularidade.

A comparação entre as adesões a manifestações de rua contra sua permanência no Planalto e a passeatas de organizações ditas sociais não lhe foi favorável. As primeiras eram maiores. E a isso acrescentava-se o fato de os presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros (AL) e Eduardo Cunha (RJ), funcionarem como ponta de lança de um PMDB rebelado.

Os nomes dos dois foram encaminhados ao Supremo pela Procuradoria-Geral da República, para a abertura de inquéritos com base na Lava-Jato. Mas, à medida que o tempo passava, denúncias contra Cunha, feitas em delações premiadas, começaram a parecer bem consistentes, ao mesmo tempo em que Renan ensaiava uma reaproximação com o Planalto.

O presidente da Câmara se autodeclarou na “oposição”, Renan aposentou a postura de rebeldia e na quarta-feira divulgou-se a informação de que procuradores da Suíça descobriram contas bancárias em nome de Eduardo Cunha e familiares, cujos dados foram repassados ao Ministério Público brasileiro.

A fragilização de Cunha pode ter ajudado Dilma enquanto ela e Lula faziam os últimos acertos de uma reforma ministerial usada para, entre outros fins, atrair o baixo clero do PMDB, por meio de Leonardo Picciani (RJ), líder do PMDB na Câmara. A cooptação fisiológica deve vir a ser facilitada com Eduardo Cunha na defensiva.

Na sessão de ontem, o presidente da Câmara foi questionado por deputados sobre as tais contas. Nada respondeu, e o assunto deve ser levado à Comissão de Ética. Pode ser o primeiro passo de um processo que leve Eduardo Cunha a sair da presidência da Casa.

Será uma atitude coerente com seu estilo agressivo, se ele, como prometera, der sequência a pedidos de impeachment de Dilma que se encontram na gaveta. Se ele rejeitá-los, qualquer deputado poderá recorrer, para que o plenário decida. Mas Dilma, adulando baixos cleros, não apenas peemedebistas, poderá erguer a barreira anti-impeachment que pretende com esta reforma ministerial. Assim como para derrubar a rejeição pelo TCU das contas do último ano do primeiro mandato, 2014.

Dilma, porém, continua obrigada a propor ao Congresso as armas para enfrentar a grave crise econômica que apenas se forma. Se insistir em recriar a CPMF, em não fazer as reformas necessárias para conter o crescimento descontrolado de despesas, de nada terá adiantado reativar o fisiologismo na troca de ministros. Nem ter tido a sorte de Eduardo Cunha ser alvejado em pleno voo.



04 de outubro de 2015
O Globo

CALÚNIA RANCOROSA


«A calúnia rancorosa [de Hélio Bicudo] e sua exploração pela imprensa servem para nos alertar sobre a necessidade de limites morais na disputa política.»
A frase é trecho de carta enviada pelo Lula ao filho de Hélio Bicudo. Na missiva, o antigo presidente se queixa das declarações do antigo aliado e as define como caluniosas.
Nas entrelinhas, nosso guia, que assina a carta, reitera um dos objetivos maiores de seu partido: a imposição de limites para a livre expressão. Em outras palavras, deixa patente seu apego à censura prévia.
Todos sabemos que a lei prevê mecanismos para punir caluniadores, injuriadores e difamadores. De propósito, o antigo mandatário passa por cima disso, como se a lei não existisse.
Ah, seria tão bom se vozes discordantes pudessem ser caladas no nascedouro, não é Lula?
Interligne 18cMaiores informações estão aqui.
04 de outubro de 2015
José Horta Manzano, in Brasil de longe

LULA VOLTA A SER O CARA

Tudo indica que Lula da Silva conseguiu finalmente subjugar sua criatura e assumir o comando político do governo. Não chega a surpreender, diante da mais do que comprovada incompetência política de Dilma Rousseff, que vinha comprometendo o futuro de seu frustrado preceptor e do PT. Assim, volta ao proscênio da política nacional o maior responsável pela crise política, econômica e moral que infelicita o País.

Quanto mais em evidência estiver, tanto mais serão cobradas de Lula explicações sobre seu papel no mar de lama que inundou a administração pública federal sob seu comando direto e, depois, sob o desgoverno do poste que inventou para, deliberadamente, desmoralizar as instituições e o regime. A notícia revelada ontem com exclusividade pelo Estado, de que o governo Lula estaria envolvido num cabuloso esquema de lobby para favorecer a indústria automobilística com a edição, em 2009, de MP que prorrogou o desconto do IPI sobre veículos, é apenas mais um elemento a fortalecer a evidência de que o então presidente da República, a exemplo de José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares, tem explicações a dar à Justiça e ao País. Até porque aponta um dedo acusador para Lula a recomendação de que quem enriquece na política deve ser observado sempre com alguma desconfiança.

A partir de agora Lula deixa de ser apenas um líder partidário generosamente determinado a dar sua contribuição para tirar o Brasil do buraco para se tornar o protagonista da ação governamental. Ninguém mais se dará ao trabalho de cobrar soluções para a crise de uma presidente da República que foi forçada a abdicar de seu poder político, que transferiu em comodato. Agora mandam Lula e as raposas peludas do PMDB, por intermédio de homens de confiança colocados em postos-chave do governo. É claro que, por uma questão até de bons modos, a Dilma será sempre oferecida a opção de concordar com as medidas adotadas pelo governo que ela não pode mais chamar de seu. E o que isso significa?

A julgar pelo que o dono do PT tem dito a interlocutores e proclamado ao distinto público, é preciso impor rapidamente uma “agenda positiva” para o governo, o que significa, na linguagem lulopetista, dizer coisas que as pessoas gostam de ouvir. Lula deve continuar imaginando que o brasileiro é idiota. Como ainda não inventou nada de novo e interessante para anunciar, gastou todo o tempo de uma inserção publicitária do PT na TV dias atrás jactando-se de ter tirado o Brasil do “mapa da miséria da ONU”, de ter promovido à classe média “mais de 40 milhões de brasileiros” e criado fantásticos programas sociais. O que havia de verdade em toda essa jactância populista está se dissipando com a crise, pois o que Lula e Dilma fizeram foi assistencialismo elementar, sem as medidas adicionais que de fato promovem a ascensão social. Um discurso populista requentado não renderá aplausos.

Pior é o fato de que, para manter coerência com a determinação de criar uma “agenda positiva”, será necessário reduzir ao mínimo as medidas de austeridade do ajuste fiscal, quase todas elas impopulares. Isso acabará inviabilizando o ajuste, que é precondição para a adoção de qualquer medida eficaz para a retomada do crescimento econômico. Pois o que o chefão do PT está propondo é a pura e simples repetição da “nova matriz econômica” que funcionou enquanto o Brasil surfava nas águas tranquilas da bonança econômica mundial. Uma fórmula cuja overdose acabou resultando na crise que colocou a economia brasileira na beira do precipício.

O estado atual da economia não permite que o “novo governo” vá simplesmente empurrando a situação com a barriga. Diante da enorme incoerência representada pela promessa de conciliar o inconciliável, a pergunta inevitável é a seguinte: afinal, o que Lula tem de fato em mente? Agravar um impasse que, no limite, o libere para chutar o balde, botar toda a culpa em Dilma e no PMDB e virar oposição? É razoável supor que ele tenha fortes razões pessoais para obter as imunidades que imagina devidas a um salvador da Pátria. De quebra, presidiria o País, de novo, a partir de 2018. Que os céus nos protejam!



04 de outubro de 2015
Estadão

NÃO É XENOFOBIA!!! É O RETRATO DA INTOLERÂNCIA COM A CIVILIZAÇÃO CRISTÃ... INACREDITÁVEL!!!

acontecido numa pequena cidade do interior da ... - YouTube

www.youtube.com/watch?v=2rMrD-DeX1k
1 dia atrás - Vídeo enviado por Percival Puggina
ACONTECIDO NUMA PEQUENA CIDADE DO INTERIOR DA INGLATERRA. Percival Puggina .

04 de outubro de 2015
m.americo

http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2015/10/nao-e-xenofobia-e-o-retrato-da.html

A FATURA

O pedido de afastamento de Augusto Nardes será feito ao corregedor do TCU, Raimundo Carreiro, que decide se cabe ou não a análise da suspeição, antes mesmo de o tema ir a plenário.

Carreiro é aquele ministro citado na delação de Ricardo Pessoa como beneficiário de R$ 1 milhão em propina para aprovar licitação de obras de Angra 3 vencida pelo consórcio liderado pela UTC. O dinheiro teria sido repassado Tiago Cedraz, filho de Aroldo Cedraz, que preside a Corte de contas.
O governo Dilma está cobrando de seus ministros do TCU a fatura do petróleo.
04 de outubro de 2015
o antagonista
in movcc

URGENTE: GOVERNO PREPARA GOLPE NO TCU

Luís Inácio Adams disse agora à imprensa que vai pedir o afastamento de Augusto Nardes do julgamento das contas do governo Dilma no TCU. A alegação é que Nardes antecipou seu voto, embora o ministro apenas tenha dito muitas vezes o que pensa sobre as pedaladas.

O governo Dilma atropelou a lei, agora quer massacrar uma instituição.
Impeçam o governo já!

É imperioso que a oposição entre em ação imediatamente para evitar que o governo afaste Augusto Nardes do julgamento das pedaladas no TCU.

A venezuelização do Brasil não pode ser um fato consumado.


http://www.oantagonista.com/posts/impecam-o-governo-ja


04 de outubro de 2015
o antagonista, in movcc

LUZES E SOMBRAS ROMPEM A ESCURIDÃO DOS PODERES EM BRASÍLIA. OS PROTESTOS CONTRA O PT NÃO PARAM MAIS.



O Movimento Brasil mandou ver na noite desta quinta-feira em Brasília, fazendo um série de projeções na Praça dos Três Poderes, contra a operação abafa levada a efeito pelo PT na tentativa de esvaziar a Operação Lava Jato. 
Ao mesmo tempo esse protesto por meio de imagens gigantes manifesta incondicional apoio ao Juiz Sergio Moro.

Estas imagens acima são de O Antagonista que segue sem deixar escapar nada. Por isso é sempre bom dar uma passada por lá.


Já os alegres rapazes e raparigas da maioria dos veículos da grande mídia prosseguem mentindo e escamoteando informações como sempre. Isto quer dizer que os caraminguás oficiais continuam fluindo para o bolso de muita gente. 


Outro tanto é idiota mesmo e afaga a petezada por ideologia. Acredite. Isso é perfeitamente possível, já que os jornalistas mais jovens sofreram um processo de lavagem cerebral nessas escolinhas de jornalismo de araque das universidades que são uma vergonha.

Ah! mas tem também uma horda de velhotes metidos a "revolucionários" que filtram as informações em favor da bandidagem. 


A burrice é a única coisa que não tem limite para o cérebro humano...


04 de outubro de 2015
in aluizio amorim

O HUMOR DO SPONHOLZ...

                               OS RATOS DIVIDEM O ESGOTO


04 DE OUTUBRO DE 2015

VÍDEO: PADILHA, DO "MAIS MÉDICOS CUBANOS" É HOSTILIZADO MAIS UMA VEZ EM RESTAURANTE NA CAPITAL PAULISTA


O petista Alexandre Padilha, aquele do "Mais Médicos Cubanos", que agora é secretário da Saúde da Prefeitura de São Paulo, foi mais uma vez hostilizado num restaurante de São Paulo. O vídeo viralizou nas redes sociais.

O mais incrível de tudo isso é que a Folha de S. Paulo, a versão brasileira do "Pravda", publicou uma reportagem, desta feita sem assinatura (vai ver que veio pronta da Prefeitura) de forma a fazer crer que o jornal é imparcial, que dá todas as notícias. 

Entretanto, a matéria que tenta ser 'imparcial' usa o que se denomina de "entre linhas" abusando como sempre de palavras e frases entre aspas, para louvar esses vagabundos do PT, protagonistas da roubalheira mais indecorosa, criminosa e debochada jamais ocorrida na história.

As aspas não salvam e não salvarão a Folha de S. Paulo, esse ninho de psicopatas esquerdistas indecentes e mentirosos. Aliás, com exceção da revista Veja, o resto da grande mídia brasileira tem expressiva responsabilidade por toda essa desgraça que atinge o povo brasileiro que vê suas economias, seu contado dinheirinho virarem pó. Foram mais de uma década de mentiras e louvações à horda de psicopatas do PT.


A pilhagem dos cofres públicos e a destruição do valor da moeda brasileira constituem crime de lesa pátria. Considero igualmente o mesmo crime a manipulação da informação pelos veículos de comunicação. 


Felizmente a esmagadora maioria do povo brasileiro percebeu a jogada do PT. Tanto é que tipos como Padilha sabem que não podem mais sair às ruas e frequentar locais públicos como cafés, bares e restaurantes. 


Dada à inação e a tolerância de quem é pago com dinheiro público para agir em defesa da Lei e da Ordem, o povo brasileiro resolveu fazer justiça com as suas próprias mãos ao vaiar os abutres vermelhos do PT que ousam botar a cabeça fora de suas tocas.


Ah! Antes que eu me esqueça a Folha de S. Paulo em sua matéria sobre a vaia ao Padilha, discretamente adverte que alguém que o acompanhava estava filmando tudo. Não diga, Folha de S. Paulo! O povo está morrendo de medo...rsrs...



04 de outubro de 2015
in aluizio amorim

TIO SAM MANDA VER: AÇÃO COLETIVA DE ACIONISTAS NOS EUA PODE CUSTAR ATÉ 400 BILHÕES PARA A PETROBRAS


A “class action lawsuit”, ação coletiva de acionistas da Petrobras na Justiça dos Estados Unidos, pode custar à estatal até R$ 400 bilhões, ou US$ 98 bilhões, valor exigido pelos sócios da Petrobras na ação. 

Segundo advogados, o julgamento, previsto para fevereiro, não deve chegar a ser realizado: nunca uma ação coletiva chegou a ser transitada em julgado. As “class action” sempre acabam em acordo.
O valor do provável acordo entre acionistas e a estatal brasileira não será menor que 20% do que foi pedido, segundo especialistas.
Réus nos EUA, no caso a Petrobras, fogem de sentenças porque a Justiça é duríssima com esquemas em empresas com ações na Bolsa.
A Petrobras, cujas ações são vendidas na bolsa de NY, é acusada de não seguir regras da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA.
A Justiça dos EUA aceitou pedidos dos acionistas estrangeiros, mas decidiu que os brasileiros devem acionar a justiça do Brasil. 

Do site Diário do Poder


04 de outubro de 2015
in aluizio amorim

REPORTAGEM-BOMBA DE "VEJA" REVELA COM EXCLUSIVIDADE QUE EMPREITEIRA DO PETROLÃO PAGOU A REFORMA DO APARTAMENTO DE LULA



A reportagem-bomba de Veja desta semana traz com exclusividade uma notícia que pode ser fulminante para os planos de Lula de se tornar o "rei da cocada preta". Descobriram que uma empreiteira do petrolão, como ficou conhecida a escandalosa roubalheira na Petrobras, pagou a reforma do apartamento de Lula.

Também a capa da revista está excelente acelerando o ritmo cardíaco da petezada, especialamente aquela que está entranhada dentro das redações da maioria dos veículos da grande mídia e que faz das tripas coração para tentar evitar o inevitável, ou seja, a demolição de Lula, do PT e demais agremiações nanicas. E tudo isso Veja revela justamente no mesmo dia em que o STF autorizou o Pixuleco a ir a Curitiba conhecer as dependências da Operação Lava Jato.

Sem muitas delongas vamos diretamente aos fatos neste resumo da reportagem-bomba que detalha o alto luxo do apartamento triplex, podre de chique, na Praia de Astúrias, no Guarujá, genuína coisa "dazelites" prontinho para 'Os Silva' curtirem momentos deliciosos... reformado 'de grátis'. Leiam:


LULA E A DINDA DO GUARUJÁ
Bancar melhorias na Casa da Dinda, a casa de Fernando Collor, no lago sul, em Brasília, era uma das muitas maneiras de agradar o então presidente deposto do cargo por corrupção em 1992. A mesma tática foi e está sendo usada por empreiteiras para demonstrar afeição ao ex-presidente Lula. Em meados de 2014, depois de quase dez anos de espera, a ex-primeira-dama Marisa Letícia viajou à Praia de Astúrias, no Guarujá, para buscar as chaves do apartamento adquirido pela família. O refúgio dos Lula da Silva no litoral é um tríplex de 297 metros quadrados. São três quartos, suíte, cinco banheiros, dependência de empregada, sala de estar, sala de TV e área de festas com sauna e piscina na cobertura. Ah, sim, para um eventual panelaço das elites, o triplex de Lula tem varanda gourmet no primeiro andar. O plano de comemorar o réveillon no triplex foi adiado pela decisão de fazer uma reforma no imóvel. O porcelanato e os acabamentos de gesso foram refeitos, a planta interna foi modificada para abrigar um escritório e um elevador privativo, interligando os ambientes do primeiro andar com a ala dos quartos no segundo nível e a área de festas na cobertura. Acompanhada de perto por Dona Marisa, a obra não custou um centavo para a família do ex-presidente. Do primeiro parafuso ao último azulejo, tudo foi pago pela OAS, uma das empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção da Petrobras.

Aspectos do mega apartamento triplex de Lula: acima deck com piscina. Abaixo as obras de uma das salas.
TUDO EM TOTAL SEGREDO
VEJA teve acesso a documentos que detalham a reforma do triplex presidencial e mostram que os serviços foram contratados pela empreiteira. A obra foi executada pela Tallento Inteligência em Engenharia, uma empresa conhecida no mercado por executar obras de alto padrão e em prazos curtos - duas exigências dos contratantes - mas não a principal. A exigência maior era a discrição. As investigações da Lava-Jato mostrariam meses depois as razões disso. Iniciada no dia 1º de julho de 2014, a reforma transcorreu sob medidas de segurança incomuns. As fechaduras da porta de acesso eram trocada todas as semanas. A reforma da cobertura triplex chamou a atenção dos moradores do prédio.
"Nos dias em que eles marcavam para visitar a obra, a gente tinha que parar o trabalho e ir embora. Ninguém era autorizado a ficar no apartamento. Só ficamos sabendo quem era o dono muito tempo depois, pelos vizinhos e funcionários do prédio, que reconheceram dona Marisa e o Lulinha (Fábio Luiz Lula da Silva, o filho mais velho do ex-presidente)", disse a VEJA um dos profissionais que colaboraram na reforma. O ex-presidente Lula esteve no triplex algumas vezes. O segredo durou até dezembro do ano passado, quando o jornal "O Globo" publicou detalhes de uma investigação sobre a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo (Bancoop). Controlada pelo PT, a entidade faliu e deixou 3 000 famílias sem receberem seus imóveis.

VISTA DESLUMBRANTE DO GUARUJÁ

O triplex de Lula, com uma das melhores vistas do Guarujá, avaliado em 1,5 milhão de reais, foi um dos poucos a serem entregues. VEJA revelou que, em maio passado - depois de um pedido feito pelo próprio presidente a Léo Pinheiro, executivo da OAS, seu amigo, preso na operação Lava-Jato - a OAS assumiu a construção do prédio, que estava parada. Além de Lula, parentes do tesoureiro petista João Vaccari, também preso, sindicalistas e familiares de Rosemary Noronha, a amiga íntima de Lula, foram contemplados com apartamentos em outros prédios assumidos pela OAS. Revelado o privilégio, e diante da repercussão negativa, desapareceu o entusiasmo da família Lula pelo imóvel.
O ex-presidente passou a negar ser o proprietário do triplex, embora admita que sua esposa seja dona das cotas de um apartamento no mesmo edifício, o Solaris. Não é mentira. É apenas uma meia verdade. No papel, o triplex ainda está em nome da OAS. Funcionários da empreiteira procurados por VEJA confirmaram que o apartamento pertence aos Lula da Silva, está completamente decorado, e permanece fechado desde que o caso foi tornado público. "Para entrar aí, só com autorização da cúpula da construtora. Só eles e o Lula têm a chave", disse a VEJA na semana passada um funcionário da própria OAS. 


04 de outubro de 2015
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SOB O GOVERNO DO PT BRASIL FAZ O CAMINHO DE VOLTA AO PASSADO

INFLAÇÃO PODE DISPARAR CHEGANDO ATÉ A 30%, ENQUANTO CONGRESSISTAS ALIADOS DO PT TENTAM RASPAR O FUNDO DO COFRE.


Remarcação de preços era diária nos anos 80, antes do Plano Real. Sob o desgoverno do PT o Brasil está fazendo o caminho de volta ao passado. Quem viveu, viu. Quem viver verá!

Uma nota na coluna do jornalista Cláudio Humberto revela uma luta surda, ou nem tão surda assim, que se trava entre a tal "base aliada" e governo petista. A maquiagem da reforma política foi mixuruca em termos de dotes para uma base famélica. Junta-se a esse descontentamento a pressão sobre Eduardo Cunha que estaria operando um rearranjo que lhe fortaleça. Isso passaria pela degola política de Leonardo Picciani, atual líder do PMDB e do 'blocão". Como o dinheiro acabou prenuncia-se uma verdadeira luta de foice no Congresso.
Vejam o que reporta Cláudio Humberto:
"Assim como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que achou pífia a “reforma administrativa” de Dilma, também os líderes dos partidos que formam o “blocão” na Câmara (PP, PTB, PSC, PHS e PEN, além do PMDB) estão insatisfeitos. Alguns estão até revoltados com o papel de Leonardo Picciani, líder do PMDB e do “blocão”, nas negociações com o governo para indicar nomes do novo ministério de Dilma.
Para Eduardo Cunha, a reforma é muito ruim para o governo porque não altera posições: quem é contra a Dilma, continuará contra.
Os líderes dos partidos do “blocão” vão se reunir na próxima terça (6) para definir o futuro do grupo, e se Picciani continuará a liderá-lo.
Parlamentares do blocão  acham que líder do PSC, André Moura (SE), pode substituir Picciani. Moura é ligado a Eduardo Cunha (PMDB-RJ)."
Por outro lado, enquanto os  "nobres" parlamentares prosseguem nesse arranca-rabo a economia brasileira vai indo com velocidade vertiginosa diretamente para o vinagre, espécie de "revival" dos anos 80 do século passado. Os mais jovens não tem ideia do que rolou nos anos de Sarney e Collor.
A economista Monica Baumgarten de Bolle, pesquisadora do Instituto Peterson de Economia Internacional, em Washington, apresentou uma proposta radical em um artigo publicado na quinta-feira: abandonar o regime de câmbio flutuante e adotar bandas de flutuação para a moeda. Ela concedeu uma entrevista para o Estadão. Que pode ser lida AQUI. Mas ao final, largando o economês vai diretamente a ponto e avisa que se as coisas continuarem do jeito que estão os brasileiros vão amargar um inflação de dois dígitos logo, logo. Algo que pode ir de 20, 25 até 30%.
Embora nessa entrevista curiosamente o fator político ceda lugar à retórica da suposta "ciência econômica", algo que é muito claro para a maioria das pessoas mais sensatas é simples assim: só impeachment da Dilma e a proscrição do PT, com a exemplar punição dos responsáveis pela bancarrota do país, salvam o Brasil de ser venezuelizado. Como se sabe os venezuelanos carregam bolsas de dinheiro para comprar um rolo de papel higiênico. O Bolívar, a moeda local, simplesmente deixou de existir.
O Estadão e Madame de Bolle preferiram situar as coisas como se fosse possível colocar o Brasil em ordem novamente com um bando de desordeiros e ladravazes comunistas no poder.


04 de outubro de 2015
in aluizio amorim