"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A COISA ESTÁ FEIA!

Cai pela quinta vez seguida a projeção de crescimento da economia este ano




As instituições financeiras consultadas semanalmente pelo Banco Central (BC) reduziram pela quinta semana seguida a projeção para o crescimento da economia este ano. Desta vez, a estimativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, caiu de 1,16% para 1,10%. Para 2015, a estimativa, em queda há seis semanas consecutivas, passou de 1,6% para 1,5%.

O BC também reduziu a projeção para o crescimento da economia este ano, mas está mais otimista que o mercado financeiro. No Relatório Trimestral de Inflação, divulgado na última quinta-feira (26), o Banco Central revisou a estimativa para a expansão do PIB de 2% para 1,6%

O mercado financeiro também espera por retração na produção industrial de 0,14%, com recuperação em 2015. A estimativa para o crescimento no próximo ano passou de 2,2% para 2,3%.

SUPERÁVIT COMERCIAL

A previsão para o superávit comercial (saldo positivo de exportações menos importações) foi ajustada de US$ 2 bilhões para US$ 2,01 bilhões, em 2014, e de US$ 10 bilhões para US$ 9,9 bilhões, no próximo ano. A projeção para a cotação do dólar segue em R$ 2,40, neste ano, e em US$ 2,50, em 2015.

As instituições financeiras também mantiveram a projeção para a taxa básica de juros, a Selic, ao final de 2014, no atual patamar de 11% ao ano. Para o fim de 2015, a expectativa segue em 12% ao ano.

Para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a estimativa permanece em 6,46%, este ano, e em 6,10%, em 2015. A previsão do BC é que a inflação feche este ano em 6,4% e 2015 em 5,7%.

02 de julho de 2014
Kelly Oliveira
Agência Brasil 

JOVEM MULHER É MORTA A PEDRADAS NO PAQUISTÃO POR TARADOS ISLÂMICOS


Os assassinos e o cadáver da mulher morta a pedradas por um bando de marmanjos. Um dos assassinos foi seu próprio pai.
É incrível que isso aconteça sem que ninguém esboce um mínimo de repulsa. E o pior é que se vê todos os dias por aí um monte de mulheres com véus muçulmanos na cabeça. Seus maridos mantêm-se no anonimato, usando trajes ocidentais. Mas aqui neste blog esses tarados fanáticos serão denunciados. Leiam este texto do blog Notícias de Sião:

Mais de uma vez escrevi aqui neste blog manifestando meu repúdio àquelas pessoas que vivem a criticar o Estado de Israel, seus governantes e seu povo.
O mais democrático de todos os países do Oriente Médio é sempre alvo dos mais vis e mentirosos ataques nas redes sociais, mas as mesmas pessoas que lançam estes ataques não movem um dedo sequer sobre os seus teclados sujos para protestar contra a barbárie que impera entre os inimigos de Israel.
Nesta terça-feira, uma vez mais, o mundo queda-se estarrecido diante de uma notícia tenebrosa que vem de um país inimigo de Israel, o Paquistão.
 
Farzana Iqbal, 25 anos, grávida de três meses, foi apedrejada até à morte por membros da sua família, incluindo o próprio pai, quando esperava para ser ouvida em tribunal esta terça-feira. A mulher é uma das várias centenas que morrem anualmente vítimas dos chamados “crimes de honra”.
Neste caso, Farzana casou-se com um homem que não foi escolhido pela sua família.
Farzana esperava pela abertura do tribunal na cidade de Lahore, quando foi cercada por um grupo de cerca de 20 homens, entre eles o pai, dois irmãos e um antigo noivo. Os homens começaram a apedrejá-la com tijolos e pedras e após vários ferimentos sofridos a mulher caiu inanimada. A sua mort
da polícia local.

Leia MAIS no excelente blog Notícias de Sião

01 de julho de 2014
in aluizio amorim

TERRORISTAS ISLÂMICOS DO HAMAS VÁO PAGAR PELA MORTE DOS ADOLESCENTES JUDEUS, AFIRMA O GOVERNO DE ISRAEL


Jovens israelenses identificados como Naftali Frankel, Gil-ad Sha’er e Eyal Yifrach, que desapareceram na última quinta-feira (Foto: Veja)
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou nesta segunda-feira que o grupo Hamas "vai pagar" pela morte de três jovens israelenses desaparecidos desde o dia 12 de junho.
As forças de segurança do país anunciaram que os corpos dos jovens foram encontrados em um campo perto de Hebron. "O Hamas é responsável e o Hamas vai pagar", disse o premiê, em comunicado. Ele acrescentou que os adolescentes "foram sequestrados e assassinados a sangue frio por animais selvagens".
Netanyahu convocou uma reunião com o gabinete de segurança para discutir qual resposta será dada ao sequestro, enquanto o grupo que controla a Faixa de Gaza disse que qualquer ação de Israel "abriria os portões do inferno".
 
Naftali Frenkel e Gilad Shaer, de 16 anos de idade, e Eyal Yifrach, de 19 anos, foram sequestrados, segundo a imprensa israelense, enquanto pegavam carona perto de Gush Etzion, um bloco de colônias situado entre Belém e Hebron, em uma zona sob controle civil e militar israelense.
Os corpos foram encontrados em um campo perto de Hebron. Os jovens teriam sido mortos a tiros pouco depois do sequestro, no dia 12 de junho. “Eles estavam sob uma pilha de pedras, em um campo aberto”, afirmou Peter Lerner, porta-voz militar.
 
Um porta-voz do premiê israelense disse à rede americana CNN que todo o país “está unido no luto aos três adolescentes brutalmente assassinados por terroristas do Hamas”. Mark Regev acrescentou que o Hamas “nos mostrou mais uma vez o que é – uma brutal organização terrorista que não tem qualquer escrúpulo em atacar civis, neste caso, em sequestrar e matar crianças”.
 
Para Netanyahu, o incidente é uma consequência da reconciliação do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, com o Hamas. Os dois lados assinaram um acordo em abril que resultou na formação de um novo governo palestino. Abbas condenou o sequestro e disse que ele era uma ameaça aos interesses palestinos, ordenando que suas forças de segurança ajudassem Israel nas buscas aos garotos, medida que foi condenada pelo Hamas.
 
A imprensa israelense informou que os corpos dos jovens judeus foram encontrados depois de familiares dos suspeitos terem sido interrogados. Marwan Qawasmeh e Amer Abu Aisha foram apontados na última semana como os dois principais suspeitos.
Moradores de Hebron, eles foram vistos pela última vez na noite de 12 de junho, pouco antes do sumiço dos jovens judeus. A agência de segurança israelense os descreveu como ativistas do Hamas e disse que os dois já foram detidos anteriormente.
 
Ao longo das últimas semanas, forças israelenses fizeram buscas em cidades e vilarejos palestinos e detiveram centenas de integrantes do grupo fundamentalista palestino. Cinco palestinos morreram em confrontos com as forças israelenses.
Desde o início da operação de busca, cerca de quarenta foguetes foram disparados da Faixa de Gaza contra Israel, de acordo com fontes militares. O Hamas não negou nem confirmou seu envolvimento no desaparecimento dos jovens, mas mostrou-se a favor de ações como sequestros como forma de enfrentar a ocupação israelense na Cisjordânia.

O ministro da Economia de Israel, Naftali Bennett, escreveu em sua página em uma rede social que “os assassinos de crianças e seus comandantes não podem ser perdoados”. “Agora é tempo de agir, não de falar". O presidente Shimon Peres afirmou que “toda a nação está em profundo luto”. “Em meio a nossa profunda tristeza, continuamos determinados a punir os terroristas criminosos”.

Do site da revista Veja

MEU COMENTÁRIO: Está na hora de Israel detonar o ninho do terror islâmico e não deixar pedra sobre pedra. Nada justifica a morte cruel de três adolescentes judeus. 
O terrorismo tem de ser aniquilado. E esse tal de Mahmoud Abbas é um picareta vagabundo e sempre foi ligado ao Hamas, a bandalha islâmica assassina que domina a Faixa de Gaza.
E já vou avisando que qualquer comentário contra Israel e o povo judeu será deletado.

01 de julho de 2014
in aluizio amorim
 

REPULSA AO PT É GERAL E IRRESTRITA. PESQUISA COMPROVA: HADDAD É ESCORRAÇADO PELOS PAULISTANOS


Agitadores promovendo quebra-quebra em São Paulo: tudo obra do PT de Fernando Haddad. Faz parte do esquema de agitação do Foro de São Paulo. 
Prestes a completar um ano e meio de mandato, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), continua mal avaliado pela população.
 
Pesquisa Datafolha concluída na semana passada aponta que só 17% dos entrevistados classificam a gestão do petista como ótima ou boa.
 
O índice é semelhante aos 18% das duas pesquisas anteriores -em junho de 2013, durante a onda de protestos que resultaram na queda da tarifa de ônibus, e em novembro do mesmo ano.
 
O governo Haddad é ruim ou péssimo para 36% dos ouvidos; em novembro, eram 39%, uma oscilação dentro da margem de erro -de três pontos percentuais. O índice dos que o consideram regular subiu de 40%
para 44%.

 
A pesquisa constatou que, para 77% dos entrevistados, o petista fez menos do que o esperado. Em outra pesquisa, de abril de 2013, ainda no início de mandato de Haddad, 49% pensavam assim. Apenas 4% acham
que Haddad superou as expectativas; em abril de 2013, eram 9%.

 
Agora, o prefeito recebeu nota média de 4,8. Em novembro, a nota era 4,4.
O Datafolha ouviu 1.101 pessoas na quarta (25) e na quinta-feira (26). A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
desgaste

 
A sucessiva má avaliação coincide com desgastes que Haddad tem enfrentado do fim de 2013 para cá.
 
Em dezembro, a Justiça barrou tentativa de aumentar o IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) em até 20% para os imóveis residenciais e 35% para os comerciais.
 
O prefeito foi ao STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a decisão, mas perdeu. Depois, desistiu do reajuste.
 
Em maio, integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) invadiram um terreno próximo ao Itaquerão, na zona leste.
Pressionado, o prefeito se comprometeu a incluir, no Plano Diretor, mudança que torna a área passível de receber moradias populares.

Também em maio, motoristas de ônibus entraram em greve. Apesar de não estar envolvida na questão trabalhista -a negociação dos funcionários é com as empresas de ônibus-, o movimento afetou serviço público essencial.

Do site da Folha de S. Paulo
 
MEU COMENTÁRIO: OOOOPS! Ah, tá bom, Folha de S. Paulo. A greve não tem anda a ver com a Prefeitura do Haddad? Ora, conta outra. Todos os sindicatos, todos os ditos movimentos (anti)sociais, todos os black blocs, todos os vândalos e agitadores, todos, fazem parte do PT e são conduzidos pelo PT, que é partido do Sr. Haddad!
Toda a agitação que ocorre em São Paulo é obra do PT. Por isso o Sr. Haddad jamais censura toda essa vagabundagem criminosa. A ficha caiu tarde mas caiu para todos os paulistas, exceto a escumalha que normalmente vota no PT. 
Repito: toda a agitação, inclusive como relação à Copa do Mundo é organizada e insuflada pelo PT.
O que a polícia deveria fazer era um investigação profunda para identificar a fonte financiadora desses vagabundos que invadem e depredam a propriedade pública e privada.
Alguém fornece os meios de alimentação, transporte, equipamentos e remuneração para essa horda de arruaceiros.
Chega de hipocrisia Folha de S. Paulo!
 
01 de julho de 2014
in aluizio amorim

ALOYSIO NUNES É O VICE DE AÉCIO NEVES. AGORA É PARTIR PRA CIMA!


Aécio Neves com Aloysio Nunes: anúncio oficial será feito hoje.
O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP) foi avisado por interlocutores do mineiro Aécio Neves que será anunciado como vice na chapa do presidenciável tucano nesta segunda-feira (30).
A indicação encerrará meses de especulações sobre quem seria o companheiro de Aécio na disputa presidencial de outubro. A comunicação foi feita no fim da noite deste domingo (29).
 
Ao longo do dia, o senador ainda dizia a aliados ter duas opções: Aloysio Nunes e a ex-ministra do Supremo Tribunal Federal Ellen Gracie.
 
Aécio fez um cálculo político para manter o sigilo de sua decisão. Quis criar um fato novo no ambiente eleitoral depois de os principais adversários, a presidente Dilma Rousseff (PT) e o ex-governador Eduardo Campos (PSB), terem feito suas convenções e apresentado seus aliados.
 
Com o anúncio tardio, Aécio quer garantir mais exposição na imprensa.
Aloysio sempre foi o mais cotado entre os tucanos. Senador mais bem votado em São Paulo nas eleições de 2010, a escolha de seu nome simboliza que São Paulo é uma prioridade de Aécio em sua campanha e fortalece o discurso de que o partido está unido em torno da candidatura do mineiro.
 
O senador é um dos nomes mais ligados ao ex-governador José Serra, com quem Aécio disputou por anos o protagonismo no PSDB.
 
SUSPENSE
 
O último passo para a decisão foi dado por Aécio na noite de domingo, quando ele consultou, pelo telefone, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. A interlocutores, disse que "só depois de ouvi-los" bateria o martelo.
 
Desde a formalização de sua pré-candidatura, pessoas próximas a Aécio apresentaram à imprensa diversos nomes como possíveis candidatos a vice do mineiro.
 
Já estiveram na lista o ex-senador e ex-governador do Ceará, Tasso Jereissati, o ex-governador José Serra e até FHC, que se apressou em dizer que, aos 83 anos, não seria mais candidato.
 
A deputada federal Mara Gabrilli (PSDB-SP) também foi cotada para a vaga, mas as negociações não prosperaram. Até domingo, ela não havia sido contatada por Aécio para tratar do assunto.
 
Nos últimos dias, o presidenciável tucano deu pistas de que poderia trazer "uma surpresa". A aliados, chegou a dizer que tinha um terceiro nome "em sua cabeça", além de Aloysio e Ellen Gracie, e depois, em agenda no Nordeste, afirmou que sua vice poderia ser uma mulher.

No fim de domingo, no entanto, sinalizou ter feito a opção mais segura e com maior amparo dentro do PSDB e entre os partidos aliados.

Do site da Folha de S. Paulo
 
01 de julho de 2014
in aluizio amorim

DEPOIS DA ELEIÇÃO, O TSUNAMI


Cartoon publicado no blog português Humografe
 
A Copa do Mundo precedida por manifestações selvagens dos “black blocs” ou dos ditos movimentos sociais, de greves políticas oportunistas, de perturbações da ordem que martirizaram populações em diversos estados brasileiros, agora decorre em clima festivo nos estádios renomeados de arenas.
 
O desempenho da seleção brasileira tem sido sofrível e começou com um constrangedor gol contra, mesmo assim se a bola entra na rede o grito que reboa é de alegria intensa como se a alma, a vida, a redenção das pessoas pudessem estar contidas no chute providencial.
 
Lula, o pai da Copa, crê piamente que a euforia popular que o futebol propicia é invenção e dádiva sua às massas empolgadas. Aliás, o criador e a criatura sempre se atribuem o que é esforço, trabalho e mérito dos brasileiros. Na verdade, o governo corrupto, incompetente, burocrático, perdulário, patrimonialista mais atrapalha que ajuda, especialmente os que querem produzir.
 
De todo modo, a Copa existiu para ser o grande palanque de Lula e consequente apoteose de Rousseff a ser aclamada nas urnas por um povo feliz com a vitória da seleção. Algo, porém, maculou o cálculo de marketing visando a continuidade de poder do PT: o monumental coro do xingamento sofrido pela governanta na abertura dos jogos.
 
Hipocritamente Lula se mostrou indignado com o impropério. Logo ele um desbocado afeito a palavrões e à cafajestice que lhe rendem aplausos dos áulicos que o rodeiam ou dos auditórios devidamente selecionados para ovacioná-lo. 
E para explicar a vaia o presidente de fato partiu novamente para cima da elite branca e da mídia. Ao que se saiba, Lula e sua família não são negros e sem trabalho ou esforço ascenderam à elite econômica e política do país.
Melhor dizendo, chegaram à classe alta, pois o significado correto de elite é produto de qualidade, coisa que o ex-presidente está longe de ser.
 
De todo modo, o palanque da Copa não está funcionando para o PT. Uma coisa é futebol, outra é inflação, inadimplência, queda do emprego, retração da produção industrial, pibinhos que nos deixam na rabeira dos BRICS.
 
Ressalve-se que basta ser dona de casa para perceber a péssima situação da economia, fruto de um dos piores governos que o Brasil já teve. Basta ir ao supermercado. Rousseff, por sua vez, recebeu a herança maldita do criador e é esta situação que transborda das vaias, das infidelidades partidárias, das pesquisas de opinião que mostram a governanta ladeira abaixo. Diante de tal situação parece que pela primeira vez o medo venceu a esperança do PT permanecer no poder.
 
O medo pode paralisar ou impelir a reações fortes. Lula não quer assumir o lugar da criatura na campanha, pois sabe o descalabro que será 2015 do ponto de vista da economia com as inevitáveis decorrências sociais.
Prefere colar na governanta e com sua verborragia e suas mentiras elegê-la. Sendo ela vitoriosa precisará de anteparos para governar. Se for outro o eleito, os mesmos anteparos se converterão em obstáculos para tentar inviabilizá-lo.
 
Desse modo, enquanto o povo contente grita gol, as garras totalitárias do PT se estendem sobre a nação. O Marco Civil está em curso, significando que sutilmente foi baixada a censura sobre os meios de comunicação, sobre a liberdade de pensamento. Já existe até uma lista de jornalistas “malditos” que deverão ser expurgados pelo partido.
 
Sem o ministro Joaquim Barbosa, honrosa exceção de competência, coragem e honradez o STF retoma os conhecidos caminhos da impunidade e o primeiro ato é permitir que mensaleiros trabalhem, passando assim por cima de critérios e privilegiando companheiros em detrimento dos demais presos. Em breve pode ser que especialmente os quatro mensaleiros do PT estejam leves, livres e soltos.
 
Tem mais e pior, a relembrar velhos tempos, quando existia a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Aguarda para votação no Congresso o decreto 8.243, apelidado de “bolivariano”. Por esse decreto presidencial serão criados conselhos compostos por uma vaga sociedade civil e pelos ditos movimentos sociais, organizados, manobrados e custeados pelo governo petista.

Os conselhos ou soviets deliberarão em todos os órgãos públicos. A tal participação popular, na verdade ideológica, inclusive, se sobreporá ao Congresso, ficando assim resolvidos todos os problemas de governabilidade em um possível novo mandato da criatura, ou seja, do criador. Afinal, é ele quem manda.
Aproveite, pois, o povo, alegrias e festas da Copa porque depois da eleição virá o tsunami.
 
01 de julho de 2014
Maria Lucia Victor Barbosa
(Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga)

CONVENÇÃO DO PSDB CONFIRMA GERALDO ALCKMIN GOVERNADOR E DEMONSTRA UNIDADE PARTIDÁRIA ÍMPAR NA HISTÓRIA DOS TUCANOS


Aécio Neves e Geraldo Alckmin na convenção do PSDB que oficializou a candidatura do governador à reeleição (Foto: Veja)
Em discurso na Convenção Estadual do PSDB que confirmou seu nome como candidato à reeleição, o governador Geraldo Alckmin não poupou críticas aos adversários e afirmou que “São Paulo é grande demais, importante demais para ser alvo de espertezas”. “São Paulo não pode ser vítima da incompetência nata em matéria de administração. São Paulo não quer esperteza ou atalhos, quer responsabilidade", acrescentou, em uma visível mudança de tom.
 
O governador também bateu no que chamou de "contabilidade criativa”, uma crítica indireta à equipe econômica da presidente Dilma Rousseff, e afirmou que São Paulo tem contas públicas equilibradas e transparentes, destacando o investimento em programas voltados para a população de baixa renda. "Somos o único Estado que coloca 1% ICMS para quem não tem casa, no maior programa habitacional do país".
 
Segundo o Datafolha, o principal opositor de Alckmin neste momento é o presidente da Federação de Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), que marca 21% das intenções de voto. Mas o bombardeio esperado deverá partir do candidato do PT ao governo, o ex-ministro Alexandre Padilha, que aparece com 3%. Alckmin tem 44% das intenções de voto e tentará manter a hegemonia do partido no Estado.
 
O evento deste domingo na capital paulista reuniu os caciques do partido. Estiveram presentes o candidato à Presidência da República, Aécio Neves, o ex-governador e provável candidato a deputado federal José Serra e os secretários de governo Edson Aparecido (Casa Civil) e Julio Semeghini (Planejamento). 
Aécio fez um discurso com foco no governo federal: "Me deem a eleição em São Paulo que lhes darei uma nova Presidência da República", disse. José Serra afirmou que o PSDB não tem vergonha de seu passado, alfinetando petistas. Ele acrescentou que o PT nunca foi uma sigla "socialista" ou de "esquerda", classificando a legenda de "partido autoritário que manipula os interesses do país”.
 
Como esperado, o deputado Márcio França, do PSB de Eduardo Campos, foi confirmado como candidato a vice-governador na chapa de Alckmin. Ele criticou veladamente o PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, que desembarcou na sexta-feira da aliança com os tucanos, que era dada como certa, e fechou apoio ao PMDB, que terá como candidato Paulo Skaf. "Que bom que nós conseguimos purificar a nossa canoa. Porque na nossa canoa havia gente que não cabia direito nesse padrão. Que bom que escolheram outros caminhos. Vão se sentir melhor por lá certamente", atacou.

Do site da revista Veja
 
01 de julho de 2014
in aluizio amorim

OS JOGADORES DE GANA E A GANA PELA GRANA.

A MISTERIOSA ENTRADA DE CERCA DE US$ 5 MILHÕES DE DÓLARES NO BRASIL NO EMBALO DA COPA. FIFA SILENCIA.

Jogadores de Gana contando a bufunfa

Não deixa de ser muito estranha a propalada greve dos jogadores da seleção de Gana reclamando um “bicho” atrasado e mais estranho ainda é a facilidade como o dinheirão entrou no Brasil.
 
Segundo o jornalista Cláudio Humberto em sua coluna da última sexta-feira, entraram no Brasil a bordo de um jatinho cerca de US$ 5 milhões de dólares, enquanto o jornal Daily Guide, de Gana, revelou que US$ 1,5 milhões de dólares se destinavam a torcedores “mal tratados” no Brasil.
Leiam:
 
O jatinho de Gana que trouxe o dinheiro
Não foram US$ 3 milhões e sim mais de US$ 4,5 milhões enviados de jatinho pelo governo de Gana para impedir a “greve” de sua seleção na partida contra Portugal. O jornal local Daily Guide apurou que US$ 1,5 milhão se destinavam a torcedores “mal tratados” no Brasil e a aspones do governo de Gana. O ministro dos Esportes, Joseph Yammin, admitiu que foi “mais”. A bufunfa entrou e saiu do País sem pagar imposto.
 
Após dizer que não comenta “assunto específico”, a Receita informou ontem que “não houve irregularidade” nos milhões de Gana.
 
A Receita admite que lhe compete o controle aduaneiro, ou seja, a movimentação física de valores, mas sem a cobrança de tributos.
País “amigo” de Lula, que o visitou três vezes – a última em abril – Gana ganhou generosos empréstimos do BNDES até para aeroporto.
 
Os US$ 3 milhões para jogadores seriam “empréstimo emergencial” da Fifa, mas a entidade, isenta de impostos, faz silêncio sobre o rolo.

Da coluna de Cláudio Humberto

01 de julho de 2014
in aluizio amorim

MAIS UMA DEFECÇÃO NA BASE DO PT

EM SÃO PAULO, PP AMEAÇA ROMPER O ACORDO COM PADILHA, O CANDIDATO DO LULA.

O petista Alexandre Padilha e Paulo Maluf quando acertaram um acordo que agora está ameaçado. Ao que parece o PP está se desintegrando, depois do golpe aplicado pelos cartolas na convenção nacional do partido.
O PP ameaça romper com a candidatura do pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha. Na segunda-feira (30), o presidente nacional da sigla, senador Ciro Nogueira (PP-PI), virá para a capital paulista "entender o impasse".
 
A maioria da bancada federal do partido em São Paulo é favorável a um rompimento com o PT e a um acordo com o pré-candidato do PMDB ao governo paulista, Paulo Skaf. No final de maio, a sigla anunciou oficialmente apoio ao PT, em ato com a presença do presidente do PP em São Paulo, deputado federal Paulo Maluf.
 
Na tarde desta sexta-feira (27), Maluf confirmou que a sigla discutia romper com Padilha na composição da chapa de deputados, lançando seus candidatos separadamente. Ele, no entanto, negou risco de haver uma dissolução do acordo em torno de Padilha.
 
Durante a noite, porém, integrantes do PP afirmaram que a sigla estuda, sim, abandonar o candidato do PT. Procurado, o coordenador-geral da campanha de Padilha, Emídio de Souza, disse desconhecer qualquer atrito com o partido aliado.

O movimento do PP ocorre horas depois de o PSD, partido do ex-prefeito Gilberto Kassab, anunciar apoio ao PMDB em São Paulo. Em troca, o pré-candidato a governador dos peemedebistas, Paulo Skaf, convidou o ex-presidente do Banco Central (BC) Henrique Meirelles para ocupar o posto ao Senado Federal na chapa estadual.

Do site da Folha de S. Paulo

O CONFISCO DE ARMAS, O CAMINHO À SERVIDÃO E NÓS, OS "TEÓRICOS DA CONSPIRAÇÃO".

 
Em seu espetacular livro “O caminho para a servidão”, F. A. Hayek demonstra com exatidão a importância de se conhecer o passado para se ter a nítida ideia de futuro. Escreve ele:

... embora a história nunca se repita em condições idênticas, e exatamente porque o seu desenrolar nunca é inevitável, podemos de certo modo aprender do passado a evitar a repetição de um mesmo processo. Não é preciso ser profeta para dar-se conta de perigos iminentes. Uma combinação de vivência e interesse muitas vezes revelará a um homem certos aspectos dos acontecimentos que poucos terão visto”.
Mas alguns veem, ainda que por isso sejam rotulados de paranóicos.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

TCU tem elementos para ferrar Dilma por Pasadena, mas Congresso e PGR deixarão caso impune


 Por ter sido “presidente do Conselho de Administração da Petrobras, e autorizado a temerária compra da refinaria Pasadena, no Texas (EUA), a então ministra da Casa Civil da Lula da Silva, a hoje Presidenta que corre atrás da reeleição, Dilma Rousseff, pode ser enquadrada por “ato de gestão ilegítimo e antieconômico”, “omissão”, “graves indícios de lesão ao erário público” e “exercício inadequado do dever de diligência”. O fato objetivo é que “pode”. Mas dificilmente “será”. Pelo menos na presente conjuntura política.

Se houvesse Justiça funcionando corretamente no Brasil, um “Passadilma” seria inevitável no caso Pasadena. Mas tudo tende a ser abafado agora para dar em nada, mais tarde. O Congresso, a Procuradoria Geral da República e o Judiciário vão se omitir, como de costume. A não ser que as condições políticas se alterem, a novela Pasadena ficará restrita ao noticiário e à bronca dos investidores minoritários da Petrobras.

Embora tenha elementos técnicos para complicar a vida de Dilma, dificilmente o Tribunal de Contas da União o fará. Nada deve acontecer antes da eleição de 5 de outubro. Ainda mais porque o TCU não é um tribunal no sentido jurídico, mas apenas um órgão auxiliar de fiscalização ligado ao poder Legislativo. Senado e Câmara, agora, só se preocupam com garantia de emprego de seus membros pelo voto obrigatório e eletronicamente inconfiável na apuração.

Na avaliação ainda parcial do TCU, a mesma punição aplicável a Dilma poderia valer para outros dois conselheiros da Petrobras que aprovaram a compra de Pasadena: Antônio Palocci Filho e Jorge Gerdau Johannpeter. Além dos conselheiros, seriam passiveis do mesmo enquadramento os diretores executivos da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa. Este último, preso temporariamente, torna o caso explosivo, porque Pasadena entra no rol de investigações da Operação Lava Jato. Só aí a porca pode torcer o rabo, de verdade.

Uma possibilidade é bem concreta. Alguma punição no caso Pasadena, principalmente contra Dilma, só será pedida se ela perder a reeleição. Assim mesmo, o plano defensivo do governo deseja que os conselheiros sejam eximidos de responsabilidade na decisão da compra de Pasadena – o que exigirá um malabarismo jurídico ao mais alto cinismo e mistificação administrativa. Tal tática consiste em culpar Nestor Cerveró pelo envio de um relatório incompleto que “iludiu” os conselheiros. Aceita tal “tese”, Dilma, Palocci e demais conselheiros ficam preservados.

Forget me...



Ópera pro Barbosão


                           
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

02 de julho de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

HIERARQUIA INFERNAL



Há quinhentos anos um pensador florentino escreveu uma obra chamada BELFAGOR, O ARQUIDIABO.

É leitura recomendada a quem quiser fazer uma análise da política atual.

A maior proeza do diabo é fazer as pessoas não acreditarem na sua existência.

O chefão geral hoje mora em Londres. Procura estabelecer a Nova Ordem Mundial que é um nome mais simpático para a Escravidão Total.

Tem seus agentes no mundo inteiro.

No Brasil, a missão está confiada a uma diaba que raramente aparece em público.

Não prosperará. Será cumprida a profecia do santo D. Bosco.

02 de julho de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é Livre Pensador.

RECESSÃO À VISTA NA ECONOMIA BRASILEIRA



Triste Nação que atravessa um momento de desaceleração do crescimento, demonstrando grandes possibilidades de ingressarmos em um período recessivo. Apesar de a equipe econômica estar sempre contestando esta situação em função das eleições, ela se torna cada vez mais factível, pois os números divulgados não enganam e comprovam que estamos beirando uma inevitável recessão.
Breve retrospectiva sobre o PIB (Produto Interno Bruto), que no terceiro trimestre de 2013 caiu em (-0,3%), elevou-se para (+0,4%) no quarto e último trimestre do mesmo ano, subiu apenas (+0,2%) no primeiro trimestre deste ano, acrescendo-se o declínio de (-0,8%) da indústria, recuo de (-0,1%) do consumo da família, além do desempenho dos investimentos negativo em (-2,1%), juntando-se a outros dados desfavoráveis do mercado, reflete perspectivas pessimistas segundo uma boa fatia dos analistas econômicos.


São grandes as chances do PIB nos próximos trimestres se apresentar no mínimo estagnado, podendo até mesmo ser negativo. Se acontecer uma contração superior ou igual a 0,2%, no segundo trimestre de 2014, isso levará, consequentemente, o IBGE a um ajuste sazonal nos dados referentes ao primeiro trimestre, tornando-os negativos, o que distinguiria de imediato uma recessão técnica (queda do produto em dois semestres consecutivos).

Pesquisas no início de junho, realizadas pelo mercado financeiro, confirmaram um cenário muito desalentador, sinalizando que as coisas tendem a piorar. Caso sinais de uma recuperação não aconteçam até julho, começaremos a enfrentar o início da danosa recessão técnica na véspera das eleições presidenciais, uma vez que a divulgação do PIB do segundo trimestre está prevista para ser em 29.08.14, faltando apenas 36 dias para o primeiro turno do grande pleito.

O tempo econômico se apresenta veloz, correndo bem na frente do tempo político e isso preocupa as cabeças coroadas da dialética petista.
Diversos indicadores conjunturais de abril e maio apresentaram queda e junho demonstrou aparentemente ter sido mais recessivo, com a realização da “Copa das Copas”, que deverá prejudicar a produção, com a redução da jornada de trabalho devido aos jogos que estão sendo realizados.

Uma das sutilezas da economia é ser cíclica, tendo início, meio e fim. Este último ciclo de crescimento da nossa economia já deu provas de que chegou ao fim e, pelo visto, exauriu-se, deixando recordações desprezíveis.

Este período de quase uma década foi marcado pela expansão do consumo, do crédito e do investimento. Encerrou-se de forma caótica, coincidindo com as eleições majoritárias uníssonas com turbulências na área fiscal, defasagem nos preços, a exemplo da gasolina e da energia elétrica, nas contas internas e externas e por aí vão os equívocos praticados.

O segmento da indústria atravessa um momento trágico, inclusive com recuo em maio (-18,31%), na geração de empregos com relação ao mesmo período de 2013. Há queda expressiva na produção industrial (-0,8%), sobressaindo a produção de veículos e os subsetores na indústria de transformação (também -0,8%); na aquisição de equipamentos e máquinas destinados ao segmento com o faturamento bruto enfraquecido em maio (-14,5%) sobre o mesmo mês do ano passado; na indústria da construção civil (-0,9%), quando o setor apresentou a maior retração desde o primeiro trimestre de 2009, no pico da crise mundial, tendo como principais motivos, diminuição do ritmo de obras de infraestrutura e a possível desaceleração do crédito imobiliário.

Este segmento, que já foi uma locomotiva importante de vagas no mercado de trabalho para mão de obra de baixa escolaridade, hoje refluiu, com desempenho pífio, apresentando perdas no número de novas vagas mês após mês.

Pela vertente da demanda, o consumo das famílias, que equivale a mais de 60% do PIB, encontra-se definhando como já vimos no quadro acima.  Este costuma ser um indicador importantíssimo e poderá ser um pouco menor no próximo trimestre, em função do término do incentivo ao consumo e da queda na oferta creditícia.

O desencantado comércio varejista teve, em janeiro passado, o último mês em que a vendas foram positivas (+0,35%). Ficaram paralisadas em fevereiro e desaceleraram em março, abril e maio. Segundo as associações do setor, a Copa trará um saldo negativo ao varejo, já que a atividade contará com menos dias e horas úteis de trabalho, com feriados em algumas cidades e paralisação em dias de jogos da seleção brasileira.

A perda de vigor do setor Serviços parece ser um reflexo do enfraquecimento generalizado do nível de atividade. Provavelmente, no segundo trimestre, poderá apresentar um resultado nulo ou ligeiramente negativo.

Há também acentuada queda de (-18,3%) na geração líquida de vagas de trabalho em maio, frente ao idêntico mês do ano passado. Isso reflete um péssimo saldo de criação de vagas de trabalho com carteira assinada, para um mês de maio desde 1992, portanto há 22 anos, sendo o pior resultado para os cinco primeiros meses de um ano a partir de 2009. O mercado de trabalho corre o risco de apresentar uma bruta ressaca após a Copa do Mundo, com possível eliminação das vagas temporárias a fim de atender a demanda que impõe este grande evento. Sem dúvida, ele está perdendo fôlego.

Tudo indica que os investimentos devem encerrar este exercício no vermelho. Seu indicador, a Formação Bruta do Capital Fixo (FBCF) encolheu (-2,1%). Dentre muitos fatores negativos, destaca-se à falta de confiança do empresariado.

A contração da economia brasileira também está reproduzida nos índices de confiança medidos pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Os indicadores da indústria, serviços, comércio e consumidor tiveram uma poderosa queda desde o início do ano e registram variação negativa recorde (vide abaixo).


As grandes questões econômicas brasileiras são de origens conjunturais e estruturais. Conhece-se o famoso Custo Brasil, uma vistosa cesta de complexidades estruturais, burocráticas e econômicas que torna dispendioso o investimento entre nós, comprometendo a indústria quanto a sua eficiência e competitividade.
A alta carga tributária, os obstáculos enfrentados para se abrir um negócio, custos trabalhistas elevados, burocracia dominando as importações e exportações são, a meu ver, as maiores forças restritivas que impedem os investimentos.
Os baixos investimentos são, sem dúvida, uma das principais barreiras ao nosso crescimento sustentável. A média brasileira, compreendendo o período de 2004 a 2013 foi de 18,3% do PIB, abaixo da taxa mundial (23,8%) dos emergentes (29,9%) e da América Latina. (21,1%). Nossos vizinhos latino-americanos, também no mesmo período, apresentaram taxas maiores que a nossa - Chile e Colômbia (igualmente com 22,5%), Peru (23,1%) e México (22,9%).
Diversos partidos da base aliada do governo censuram as projeções do crescimento raquítico para o futuro da economia brasileira, mas, infelizmente, o que está sendo estimado pelas entidades representativas parece ser algo mais baixo ainda.
O último Boletim Focus (Banco Central) projetou nosso crescimento em 1,10% em 2014 e 1,50% para 2015. O Brasil em 2013 cresceu apenas 2,3%, inferior aos 3% global, aos 4,7% das nações emergentes e aos 2,7% da América Latina.
A concepção incoerente da “nova matriz econômica” do governo Dilma proporcionou um crescimento baixo, inflação elevada com taxa básica de juros de 11% a.a., déficit em transações correntes (US$ 6,635 bilhões), déficit de conta corrente (US$ 6,65 bilhões) e uma famigerada política fiscal impregnada pela “contabilidade criativa”.
Em 2015, seja quem for que venha ocupar o Palácio do Planalto terá que promover um robusto ajuste que proporcione ao País aumentar as taxas de investimentos e, consequentemente, favorecer um crescimento efetivo, trazendo a inflação ao centro da meta estipulada, assim como rigor na política fiscal, entre outros.


A palavra recessão por anos assombrou os brasileiros. Retornamos a visualizá-la pelo baixo crescimento econômico, sendo os exclusivos culpados os atuais mandatários, que tomaram medidas equivocadas nesta tresloucada gestão macroeconômica. Houve omissão na alavancagem da poupança doméstica, quando as alternativas externas desapareceram, balança de pagamentos negativa, baixa produtividade e investimentos essenciais em infraestrutura.

Outras três questões relevantes impressionam o atual cenário brasileiro.  Em primeiro lugar, a inflação superior a 6%, acariciando com desenvoltura seu limite máximo, num ambiente de expansão econômica limitado. Em segundo, a existência de uma inflação “oculta”, ocasionada pelos preços represados especialmente nas áreas de combustíveis e energia que, no futuro, em algum momento, serão corrigidos. Em terceiro, a ausência de fatores que contribuam com sustentabilidade para uma retomada da economia.
Economistas de variadas matizes afirmam que o Brasil, lamentavelmente, não poderá contar com apoio externo. O imprescindível é criar condições e vontade política para derrubar a inflação e retomar o crescimento, o que, a meu ver, deverá ser uma das metas prioritárias da nova administração.
O governo petista segue determinado o seu “laborioso” caminho, sempre “empurrando “com a barriga” e conservando seu estilo intolerante, com discurso enganoso, jogo de palavras e produzindo imagens hilariantes na TV. Resgatar a sua credibilidade é o único caminho para mudar os rumos da atual política econômica praticada nos últimos três anos, que só fizeram multiplicar os problemas, de modo a se evitar uma recessão ou a estagnação que o País já começou a vivenciar.
02 de julho de 2014
Arthur Jorge Costa Pinto é Administrador com MBA em Finanças pela UNIFACS (Universidade Salvador).

GOVERNOS, PARTIDOS, EMPRESAS

Vivemos um tempo de subversão de valores. A cultura da transgressão vem assumindo, no Brasil, proporções alarmantes. O verbo transgredir é conjugado em todos os tempos. Ser transgressor passou a ter, em muitos círculos, auréola de respeitabilidade.
 
Na sua raiz está a motivação econômica, agravada com a formação histórica de ser o País herdeiro de uma estrutura patrimonialista, onde o Estado é detentor de grandes riquezas. No setor público, a relação incestuosa entre empresas, governos e partidos políticos responde por recorrentes transgressões que vem se tornando fato normal da vida nacional.

Ser amigo de quem estiver no governo é a filosofia do capitalismo tupiniquim conectado com o poder. A competitividade é desprezada, a gestão empresarial é relativizada, o  objetivo é fortalecer o incesto econômico. O Estado, pela conivência dos governantes, é capturado pelos interesses dos grandes grupos econômicos. O que leva a sabedoria popular  raciocinar com grande lógica: a pessoa jurídica (a empresa) não vota, mas elege a pessoa física (o candidato).

Os custos das eleições gerais de 2010, de acordo com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em relação às doações das grandes empresas dos três candidatos presidenciais Dilma Rousseff, José Serra e Marina Silva, atingiu o montante de R$ 266.236.997,83. Para as eleições de 2014, os partidos competitivos PT, PSDB e PSB, com os seus candidatos Dilma, Aécio e Eduardo, projetam arrecadação junto a grandes grupos e empreiteiras, valores da ordem de R$ 500 milhões. Somando-se às disputas estaduais e a eleição de parlamentares, pode-se estimar um custo total acima de 1 bilhão de reais.

Em 2010, na lista dos maiores doadores, como pessoas jurídicas, a Construtora Camargo Corrêa doou R$ 103,2 milhões; a Construtora Andrade Gutierrez, R$ 63,3 milhões; o Frigorífico JBS S/A, R$ 63,1 milhões; a Construtora Queiroz Galvão, R$ 49,3 milhões; a Construtora OAS, R$ 44 milhões, integram a seleção dos 20 maiores doadores, de acordo com o TSE. Demonstrando que as empresas lançam a maior parcela das despesas eleitorais no Brasil. O Instituto Kellogg já demonstrou que de cada um real doado a candidatos, as empresas obtém R$ 8,50 em contratos públicos. Equivale a 850%, um retorno fantástico.
 
Os partidos políticos, não obstante receberem milhões de reais do Fundo Partidário e gozarem de isenção fiscal para a transmissão do chamado, equivocadamente, horário eleitoral gratuito, passaram ultimamente a contar com fantásticos recursos a título de doação de grandes empresas. Por coincidência, os doadores são organizações que tem negócios na escala de milhões com o setor público. Em 2013, o montante de dinheiro doado aos partidos, fora do momento eleitoral, é extravagante. O PT recebeu R$ 79,8 milhões; PSDB, R$ 20,4 milhões; PMDB, R$ 17,7 milhões; e PSB, R$ 8,3 milhões. A fonte é o TSE. Os demais, de acordo com o seu tamanho e prestígio;

As principais empresas doadoras: ao PT, Camargo Corrêa, R$ 12,3 milhões; OAS, R$ 7,1 milhões; Queiroz Galvão, R$ 7 milhões; Odebrecht, R$ 6 milhões; Triunfo, R$ 5 milhões; Frigorífico JBS, R$ 8 milhões; ao PSDB, Queiroz Galvão, R$ 8,8 milhões; AOS, 3,8 milhões; Camargo Corrêa, R$ 3 milhões. Ao PMDB, Odebrecht, R$ 11 milhões; Spal, R$ 1 milhão; Andrade Gutierrez, R$ 500 mil reais; Carioca, R$ 300 mil reais; e, PSB, OAS, R$ 1,6 milhões; Triunfo, R$ 1,5 milhões; Andrade Gutierrez, R$ 1 milhão; Odebrecht, R$ 500 mil reais; Galvão, R$ 700 mil reais.

Ao invés de doação o nome certo deveria ser outro: investimento com retorno certo. No passado, as doações eram feitas nos momentos das disputas eleitorais, agora não. Partidos políticos passaram a ser captadores de recursos, em ato moralmente condenável. Pode ser legal à luz da legislação, mas eticamente é imoral. Mais que isso: indecente.

02 de julho de 2014
Hélio Duque é doutor em Ciências, área econômica, pela Universidade Estadual Paulista (Unesp). Foi Deputado Federal (1978-1991). É autor de vários livros sobre a economia brasileira.

A DITADURA DO PROLETARIADO, SEGUNDO MARX



Como plagiador, Marx ultrapassou os limites da pura desonestidade. De Marat, se apropria da frase “o proletariado nada tem a perder, exceto os seus grilhões”. De Heine, “a religião é o ópio do povo”. De Louis Blanc, sacou a fórmula “de cada um segundo suas capacidades, a cada um segundo suas necessidades”.
De Shapper, tirou a convocação “trabalhadores de todo o mundo, uni-vos”, e de Blanqui, a expressão “ditadura do proletariado”. Até mesmo sua obra bem acabada e vertiginosa, O Manifesto Comunista (1848, em parceria com Engels), é um plágio vergonhoso de O Manifesto da Democracia, de Victor Considérant, escrito cinco anos antes.

A opção da via democrática ao socialismo e o abandono do princípio da ditadura do proletariado como expressão do poder político da classe operária é um debate teórico que se desenrola, há anos, no Movimento Comunista Internacional, pois é considerado aquilo que constitui a chave do marxismo-leninismo: a teoria de Estado.

A fase, ou etapa, do Estado de todo o povo, conforme definição constante da Constituição stalinista de 1936, ou do socialismo desenvolvido, segundo a Constituição de 1977, apresenta formas inéditas de Estado, sem explicação e nem fundamentação teórica desde a perspectiva da teoria marxista. Ou seja, significa uma etapa a mais entre o capitalismo e o comunismo, introduzida pelos ideólogos do Kremlin.

É sabido que Marx assinalou que “entre a sociedade capitalista e a sociedade comunista existiria um período de transformação revolucionária da primeira na segunda”. Esse período de transformação do capitalismo em comunismo seria denominado socialismo, ou “primeira fase da sociedade comunista”.

A caracterização do socialismo como primeira fase da sociedade comunista é fundamental para compreender seu alcance e limitações.

Ao assinalar que essa fase intermediária entre o capitalismo e o comunismo levaria, ainda, “o sinete da velha sociedade”, Marx reconheceu que, necessariamente, persistiriam elementos da velha sociedade capitalista em luta com aqueles elementos que seriam expressão da nova sociedade: a comunista. Persistiria existindo o direito burguês, que prosseguiria regendo o caráter da distribuição da riqueza social: “a cada um segundo o seu trabalho”. Persistiria a exploração do trabalho assalariado, a exploração da classe operária e a sua força de trabalho.

O socialismo, ao eliminar a propriedade privada sobre os meios de produção, terminaria, apenas, com uma das formas de exploração do homem pelo homem. Na medida, porém, em que a força de trabalho continuasse sendo encarada como uma mercadoria e o salário como o seu equivalente, o trabalho seria, ainda, assalariado. Persistiriam as classes sociais e a luta de classes continuaria sendo o motor da História. Persistiria o Estado como “expressão da dominação de uma classe sobre as outras”. Haveria, porém, uma mudança fundamental no caráter de classe e no tipo de Estado que possibilitaria a transformação revolucionária da sociedade capitalista em comunista. Segundo Marx, “a esse período corresponderia também um período político de transição, cujo Estado não poderia ser outro senão a ditadura revolucionária do proletariado”, expressão tomada de Louis Auguste Blanqui.

Karl Marx assinalou ainda que uma das finalidades da sua obra – “O Capital” – foi a de “encontrar a lei econômica que regularia o movimento da sociedade moderna” e que “ainda que uma sociedade haja encontrado o caminho da lei natural com auxílio da qual se movimenta, jamais poderá ultrapassar e nem descartar, por decreto, as fases naturais de seu desenvolvimento. Poderá, unicamente, encurtar ou mitigar as dores do parto”.

Dentre as leis atribuídas a Marx, uma delas assinala que “a luta de classes conduz necessariamente à ditadura do proletariado (...) e que essa mesma ditadura nada mais é que o trânsito a uma sociedade sem classes”.

A questão fundamental em torno da ditadura do proletariado não é tanto a necessidade de uma maior ou menor violência ou coerção sobre a burguesia expropriada, nem do maior ou menor grau de liberdade ou democracia. A questão central é definir se a revolução indolor, pacífica e democrática pregada por Gramsci, significa e constitui somente uma mudança da classe que exerce a dominação do Estado, ou se exige um novo tipo de Estado que tenha como objetivo a absorção da sociedade política pela sociedade civil, a não separação entre esta e o Estado, e o fim da divisão entre homens que governam e homens que produzem, condições fundamentais para o desaparecimento do Estado e o trânsito à sociedade comunista.

O socialismo não é, portanto, um modo de produção autônomo como o é o capitalismo, e nem um Estado acabado. Então, o que é o socialismo?

O socialismo, no dizer de Marx, seria apenas um período político de transição e de luta “entre os elementos que buscam restabelecer e perpetuar a velha sociedade, que morre, e os elementos da nova sociedade, que nasce”. A tendência ao avanço ou ao retrocesso estaria condicionada por múltiplos aspectos, dos quais o Estado seria um dos fundamentais, uma vez que, para que essa sociedade realmente cumprisse suas funções de sociedade de trânsito ao comunismo, o Estado não poderia ser outro que não o da ditadura do proletariado.

Lênin, por sua vez, justificou esse período de transição – ditadura do proletariado – e atribuiu a inevitabilidade de nele persistirem o direito burguês e um poder coercitivo, ao fato de que, ao saírem da sociedade capitalista, “os homens não estão ainda preparados para trabalhar para a sociedade sem sujeição a nenhuma norma de direito, e porque, também, não existem as premissas econômicas para essa mudança”. Todavia, por outro lado, assinalou Lênin, “a organização comunista do trabalho social (...) baseia-se, e cada dia mais se baseará, na disciplina consciente dos próprios trabalhadores (...) Essa nova disciplina não cai do céu e não é conseguida apenas com boas intenções. Ela surge exclusivamente das condições materiais da grande produção capitalista, e o portador, o veículo dessas condições materiais, é uma classe histórica determinada, criada, organizada, agrupada, instruída, educada e aguerrida pelo grande capitalismo. Essa classe é o proletariado”.

Conclusão de tudo isso: no período de transição denominado socialismo – fase inferior do comunismo – deveriam ocorrer uma série de condições que assegurassem o desenvolvimento social à fase superior. Uma das condições é a de que o Estado surgido da revolução deveria serum Estado com capacidade de extinção. A sociedade reorganizar-se-ia de forma tal que permitiria suprimir a divisão entre governantes e governados visando estabelecer uma única condição: a de homens que produzissem e, ao mesmo tempo, atendessem às funções de governo.

A forma organizativa que permitiria conjugar o Estado com a produção, teria por base um Estado organizado sobre conselhos operários, organismos desde os quais a classe produtora administraria os meios de produção e exerceria as funções de Estado, deliberaria, decidiria e executaria. Os órgãos máximos de poder seriam as assembléias de fábricas. Os delegados dos conselhos regionais e nacionais seriam demissíveis em qualquer momento.

O aparato burocrático do Estado iria, assim, desaparecendo progressivamente. A estrutura hierárquica das empresas e a administração pública desapareceriam também, as tarefas administrativas seriam simplificadas ao máximo e iriam perdendo seu caráter político.

A máxima democracia operária seria acompanhada da mais ampla liberdade de pensamento, de reunião, de organização e de expressão. A Justiça não seria um aparato independente da população, na medida em que seria exercida através dos próprios órgãos de Poder. Os órgãos de repressão e coação seriam eliminados por desnecessários.

A fusão do ensino técnico e superior com a produção permitiria a educação permanente e ininterrupta dos produtores. Um novo tipo de vida criaria as condições necessárias à emancipação da mulher da escravidão doméstica para tornar efetiva sua igualdade ao homem, tanto em seu papel produtivo como na vida social.

Agora comparemos tudo isso que Marx imaginou com aquilo que em seu nome foi implantado na ex-União Soviética, e que ainda persiste em Cuba e na Coréia do Norte
.

02 de julho de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

CRESCE O MEDO ENTRE OS BRASILEIROS, APONTA CNI. ÍNDICE DE MEDO DO DESEMPREGO REGISTROU ALTA DE 3,4% NO TRIMESTRE DE JUNHO.

 "Aumento do desemprego e a queda na renda pessoal - o pior resultado nesses itens desde 2005".



Apesar da euforia com a realização da Copa no País, o brasileiro está mais temeroso de perder o emprego. O "Índice de Medo do Desemprego" de junho atingiu 76,1 pontos, ante 73,6 pontos em março, representando alta de 3,4%. O dado está presente na mais recente edição da pesquisa trimestral "Termômetros da Sociedade Brasileira", divulgada há pouco pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Foi a quinta alta consecutiva do indicador.

O sentimento de perder o emprego apresentou a maior alta porcentual (5,76%) entre as pessoas que estudaram até a quarta série do ensino fundamental, atingindo 73,4 pontos em junho, contra 69,4 pontos de março. Entre as pessoas com curso superior, o receio de ficar desempregado ficou em 80,9 pontos em junho, ante 78,0 pontos, em março, ou seja, crescimento de 3,72%.

O Sul do País foi a região onde o indicador mais cresceu porcentualmente (7,85%) entre março e junho, passando de 71,3 pontos para 76,9 pontos no período. No Norte e no Centro-Oeste, o medo do desemprego atingiu o maior valor entre as regiões, com 82,4 pontos, em junho; frente 77,0 pontos, em março, alta de 7,01%.


Essa pesquisa da CNI foi divulgada uma semana depois de o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apresentar o pior desempenho em geração de vagas para o mês de maio desde 1992. Foram criadas 58,8 mil vagas com carteira no período, uma queda de 18,3% em relação a maio de 2013.
 

A CNI ouviu 2.002 pessoas em 142 municípios entre os dias 13 e 15 de junho para elaborar o estudo apresentado hoje. Na semana passada, a entidade já havia divulgado outra pesquisa, o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC), sobre a expectativa do consumidor, verificando que o brasileiro teme o aumento do desemprego e a queda na renda pessoal - foi o pior resultado nesses itens desde 2005.
 
Nivaldo Souza - Agência Estado
01 de julho de 2014