"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

ZÉ DIRCEU IRÁ VOLTAR PARA A CADEIA

EM CARTA ABERTA AO STF, PROCURADORES DETONAM GILMAR MENDES

MELHOR AMIGO DE LULA PENSOU QUE IA FICAR LIVRE

CONGRESSO DEBATE NESTA SEMANA ABORTO, PORTE DE ARMA E FORO PRIVILEGIADO

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Charge do Paixão (Gazeta do Povo)
 Câmara dos Deputados e o Senado devem discutir pautas polêmicas nesta semana, como a que proíbe o aborto em todas as circunstâncias, a que libera o porte de arma e a proposta que acaba com o foro privilegiado. Os deputados também devem retomar, no plenário, a análise de projetos na área de segurança pública, como o que prevê aumento de pena para o crime de estupro coletivo.
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, pode ser votado projeto que legaliza os jogos de azar. E o relator de um texto que libera o porte de arma pretende fazer a leitura de seu parecer favorável à proposta.
ABORTO – Na terça-feira (21), a votação do projeto que, na prática, veta o aborto em qualquer situação deve ser concluída na comissão especial da Câmara. O texto-base foi aprovado há duas semanas e falta a análise de destaques, que são sugestões para alterar o conteúdo do texto.
Defensores da proposta querem incluir na Constituição a garantia do direito à vida “desde a concepção”. Deputados contrários argumentam que a medida pode levar a questionamentos judiciais inclusive nas circunstâncias hoje permitidas por lei: em caso de estupro, quando há risco para a vida da mulher ou se o feto for anencéfalo (não possuir cérebro).
A aprovação na comissão provocou forte reação de parte da sociedade civil e gerou protestos pelo país.
Foro privilegiado – Também na terça, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar um parecer a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim do chamado “foro privilegiado” por crimes comuns.
Na prática, acaba com o direito de autoridades, como ministros e deputados, de responderem a processos em instâncias superiores. A proposta do senador Alvaro Dias (Podemos-PR) mantém o foro apenas para os presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal.
O texto já passou pelo Senado e, se for aprovado na CCJ da Câmara, será analisado por uma comissão especial a ser criada. Depois, ainda precisará passar por dois turnos de votação na Câmara, onde terá que receber o apoio de pelo menos 308 dos 513 deputados.
PACOTE SEGURANÇA – Entre os projetos de segurança pública que podem ser votados está um que tenta acabar com o “auto de resistência”, como são classificados os casos de mortes pelas mãos de policiais, também chamados homicídios decorrentes de intervenção policial (antes denominados autos de resistência).
O texto especifica procedimentos para apurar esses casos. Defensores da medida dizem que o objetivo é evitar que eventuais excessos nas ações policiais não sejam investigados sob o argumento de cumprimento do dever. No entanto, não há consenso entre os partidos e críticos ao projeto afirmam que as polícias já seguem um protocolo de investigação.
E na pauta do plenário da Câmara constam dez medidas provisórias, incluindo três que mudam regras do setor de mineração.
NO SENADO – Após uma semana sem analisar propostas, o Senado tem pautas de votações com vários projetos no plenário principal e também na CCJ.
A pauta do plenário tem 12 itens, entre os quais, um projeto que altera a legislação eleitoral para estabelecer o voto distrital misto nas eleições para deputados e vereadores.
Outra proposta vincula a arrecadação com impostos federais incidentes sobre derivados do tabaco ao Fundo Nacional de Saúde. Há ainda projetos para prorrogar o prazo de bolsas de estudos em casos de maternidade e adoção; e para criar o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Segurança Pública.
SEGURANÇA – A pauta da CCJ está recheada de propostas relacionadas à segurança pública. Uma delas tipifica o crime de porte de arma branca, com pena de detenção de um a três anos, além do pagamento de multa.
Outra proposta aumenta as penas para adultos que utilizam crianças e adolescentes para a prática de crimes. Um terceiro projeto permite que guardas municipais atuem no combate ao crime organizado na região das fronteiras interestaduais.
Há ainda uma proposta que autoriza a aquisição de uma arma de fogo de uso permitido por residentes em áreas rurais.
ARMAS E JOGOS – Na CCJ do Senado, também podem ser discutidos dois projetos polêmicos. Uma proposta revoga o Estatuto do Desarmamento e libera a compra, a posse e o porte de arma para maiores de 18 anos de idade. Pela proposta, será necessária a comprovação de bons antecedentes, aptidão psicológica e capacidade técnica.
O outro projeto legaliza os jogos de azar no país. Entre os quais, o jogo do bicho, o bingo e jogos de cassinos em complexos integrados de lazer. Pelo projeto, parte da arrecadação com a tributação dos jogos de azar iria para a área de segurança pública.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – Como se você, não falta trabalho no Congresso. Como diria o grande historiador Capistrano de Abreu, o que falta é vergonha na cara. (C.N.)

21 de novembro de 2017
Alessandra Modzeleski, Fernanda Calgaro e Gustavo Garcia
G1, Brasília

LULA, O GRANDE PALESTRANTE, MOVIMENTOU R$ 52 MILHÕES EM APENAS 4 ANOS



Empresa de palestras do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a LILS recebeu em conta nada menos do que 27 milhões de reais em quatro anos, entre abril de 2011 e maio de 2015, segundo o jornal O Estado de S.Paulo. O valor citado foi arrecadado, segundo a prestação de contas da empresa, com as 72 palestras que o ex-presidente teria feito no período, a custo de 200 mil dólares (cerca de 650.000 reais em valores de hoje) cada.
Alvo de um pedido de bloqueio de valores feito pelo Ministério Público Federal (MPF), Lula, que é dono de 98% do capital da empresa, afirmou durante participação no Congresso do PCdoB não possuir o dinheiro cobrado pelo MPF: 24 milhões de reais. “Já provei minha inocência, quero agora que eles provem. O cidadão deveria ter a decência de dizer onde eu tenho 24 milhões de reais”, declarou.
ESTRANHEZA – Ao todo, a movimentação financeira da LILS chegou a 52 milhões de reais no período e provocou suspeitas do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf), ligado ao Ministério da Fazenda. O Coaf estranhou o fato que quase todos os valores que entraram na conta da empresa de palestras de Lula saiu no mesmo período, depositando em fundos de investimento uma quantia maior do que a arrecadada, pouco mais de 35 milhões de reais.
O bloqueio foi pedido pelo MPF ao juiz federal Vallisney de Souza Oliveira em um processo ao qual o ex-presidente e seu filho, Luís Cláudio Lula da Silva, respondem no âmbito da Operação Zelotes, da Justiça Federal em Brasília. O petista é acusado de tráfico de influência, organização criminosa e lavagem de dinheiro na compra de 36 caças da empresa sueca Gripen e na prorrogação de incentivos fiscais às montadoras de veículo
DEFESA REAGE -Antes de decidir sobre os valores, Vallisney determinou que o ex-presidente se manifeste sobre o bloqueio. Em nota, o advogado Cristiano Zanin Martins, que defende Lula, afirmou que a intenção do MPF “não tem qualquer base jurídica e materialidade” e que este processo é mais um que integra a “perseguição política” contra o petista.
“Não há no pedido apresentado pelo MPF indicação de provas a respeito das afirmações ali contidas, que partem de certezas delirantes sobre a ‘influência’ de Lula na compra de caças pelo País e na ausência de veto em relação a um dos artigos de uma medida provisória (MP 627/2013)”, argumentou o advogado.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O mais incrível nisso tudo é que na verdade Lula fez poucas palestras. A imensa maioria jamais ocorreu, não há qualquer registro, nenhuma foto, nenhuma filmagem, embora o Instituto Lula mantivesse sob contrato o fotógrafo e cinegrafista Ricardo Stuckert, que, além do salário recebido na instituição, ganhava mais R$ 35 mil mensais da CBF, para não fazer rigorosamente nada. Como dizia Vinicius de Moraes, que maravilha viver(C.N.)


21 de novembro de 2017
Guilherme Venaglia
Veja

NOVO DIRETOR DA PF DIZ QUE TEMER SERÁ INVESTIGADO NO CASO DAS DOCAS DE SANTOS

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Ilustração reproduzida do site 247
O novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segóvia, prometeu dar celeridade ao inquérito em que o presidente Michel Temer é investigado no Supremo Tribunal Federal (STF) por supostas irregularidades no decreto dos portos. Temer é investigado em outros dois inquéritos, mas eles estão paralisados porque a Câmara dos Deputados não deu aval para a continuidade das apurações. “Ele (Temer) continuará sendo investigado, sem nenhum problema. Terá toda celeridade, como os demais inquéritos no Supremo Tribunal Federal” — disse Segóvia.
Em entrevista coletiva após a cerimônia de posse, o diretor-geral foi questionado sobre as investigações envolvendo Temer. Inicialmente, ele citou apenas os dois casos em que já houve denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, mas que se encontram paradas porque a Câmara não deu autorização para seu prosseguimento. Somente depois, ao ser lembrado pelos jornalistas do terceiro inquérito, ele disse que Temer continuaria sendo investigado.
TRÊS INVESTIGAÇÕES – “Temer sofreu duas investigações os quais foram concluídos pela PF. O relatório foi encaminhado a Janot e ele ofereceu denúncias, que foram suspensas pelo Congresso Nacional” — disse Segóvia inicialmente.
Temer também é investigado em inquérito por supostamente ter beneficiado a empresa Rodrimar no porto de Santos. No STF, o caso é relatado pelo ministro Luís Roberto Barroso, que já autorizou a PF a colher depoimento do presidente.
Segóvia reafirmou que pretende concluir as investigações de todos os inquéritos envolvendo a Lava-Jato em tramitação no STF até o meio do ano que vem, antes das eleições. Disse que todos os inquéritos terão planos de investigação e que o planejamento será finalizado em 15 dias.
É UMA META — “Se não houver conclusão dessas investigação até o meio do ano que vem, elas continuarão. É só uma meta a ser alcançada” — explicou .
Sobre os delegados que tocam os inquéritos no STF, ele disse que a responsabilidade sobre eventuais mudanças na equipe ficarão a cargo do novo diretor de Combate à Corrupção, Eugênio Ricas. Segóvia garantiu que não vai interferir.
“Eu não vou interferir nas equipes de investigação. A equipe de investigação hoje é pequena. A ideia é que ele amplie” — afirmou o diretor-geral da PF.
CASO JBS – Ele levantou suspeitas sobre a conclusão das investigações da JBS por parte da Procuradoria Geral da República (PGR), que resultou nas duas denúncias contra Temer. Segóvia disse que, se dependesse da PF, a apuração não teria terminado em prazo tão curto.
“Talvez uma única mala não desse toda a materialidade para apontar se houve ou não crime, e quais são os partícipes. Isso poderia ter sido respondido se a investigação tivesse mais tempo. E quem colocou esse deadline foi o Ministério Público Federal. E também seria esclarecido por que Joesley (Batista, dono da JBS) sabia quando iria acontecer (a divulgação da delação) para ganhar milhões no mercado de capitais” — disse Segóvia.
Em resposta a uma pergunta na coletiva, o diretor-geral disse que eventual investigação contra Janot depende de um pedido externo. Mas não disse quais fatos relacionados ao ex-procurador-geral precisam ser apurados: “Se vamos investigar Janot, isso dependerá se vão pedir”.
ACORDOS DE DELAÇÃO – O diretor-geral voltou a defender a possibilidade de a PF firmar acordos de delação. O tema está sendo discutido no STF. O MPF é contra a PF poder fazer acordos de colaboração com investigados.
“A direção geral não vai mudar o foco nas delações premiadas feitas pela PF. E devemos voltar a fazer visitas aos ministros do STF para justamente explicar os motivos que a lei já expõe. A lei expõe que PF tem atribuição de fazer delações premiadas. Como uma ferramenta de investigação, ela tem que fazer parte das atribuições da PF. Não vamos desistir. Vamos ao STF falar com cada ministro, se necessário” — disse Segóvia.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Estão fazendo um carnaval, dizendo que Segóvia vai proteger Temer… Mesmo se ele quisesse, não conseguiria. Assim como a Procuradoria-Geral da República, a Polícia Federal é uma estrutura que se move sozinha. Se o gestor quiser interferir, esta informação logo vazará, a manipulação será desfeita e denunciada. Quanto à crítica a Janot, Segóvia tem toda razão. Na ânsia de apanhar o supercorrupto Temer, o procurador-geral se apressou e se complicou. Se tivesse filmado a segunda mala, por exemplo, Temer teria sido cassado logo na primeira denúncia. Quanto ao escândalo do Porto de Santos, as digitais de Temer logo serão encontradas, digamos assim.(C.N.)


21 de novembro de 2017
André de Souza, Jailton de Carvalho e Bela Megale
O Globo

FUX AFIRMA QUE A DECISÃO DA ALERJ É 'PROMÍSCUA' E SERÁ REVISTA PELO SUPREMO

Lamentável”, “vulgar” e “promíscua”. É assim que o ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Fux classifica a decisão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro de soltar os deputados estaduais do PMDB Jorge Picciani (presidente da Alerj) ,Paulo Melo e Edson Albertassi.

Suspeitos de formar uma organização criminosa para desviar recursos públicos, eles foram presos por determinação do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, mas a prisão foi revogada na sexta por decisão da maioria dos deputados estaduais do RJ.

EM OXFORD – Em entrevista exclusiva à BBC Brasil, Fux destaca que a Alerj não poderia ter decidido sobre as prisões sem ter consultado o Judiciário. Ele afirmou categoricamente que a soltura de deputados estaduais por assembleias “certamente” será revista pelo Supremo.

Além do Rio de Janeiro, assembleias do Rio Grande do Norte e do Mato Grosso usaram a decisão do STF de dar ao Senado a palavra final sobre a suspensão do mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para embasar a soltura de deputados estaduais.

Fux está na Inglaterra para um simpósio sobre arbitragem, na Universidade de Oxford. Antes do evento, visitou a sede da BBC, em Londres, para conceder a entrevista.

À FRENTE DO TSE – Fux será presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2018 e terá como tarefa conduzir a eleição presidencial num momento de crise política e polarização. Na conversa com a BBC Brasil, o ministro elogiou enfaticamente a possibilidade de o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa se candidatar a presidente no ano que vem.

“É uma figura que a sociedade admira muitíssimo e eu entendo que ele seja um grande nome nesse momento que o Brasil precisa de uma repercussão internacional de que seu dirigente é um exemplo de moralidade e de probidade. E ele saberá montar uma equipe à altura do seu próprio conhecimento, na medida em que ele foi um excelente presidente do Supremo Tribunal Federal.”

FORO E LULA – Fux também defendeu flexibilizar o foro privilegiado – o julgamento do caso será retomado ainda essa semana pela Corte – e reiterou, em referência ao ex-presidente Lula, que qualquer candidato com condenação em segundo grau deve ser impedido de concorrer a cargo eletivo, com base na Lei da Ficha Limpa. “O Brasil não aceita mais candidato ficha suja”, afirmou.

Lula já tem condenação em primeiro grau e há dúvidas sobre se ele poderia se candidatar à Presidência amparado em eventual decisão liminar (provisória), caso seja condenado, também, em segunda instância.

21 de novembro de 2017
Nathalia Passarinho
BBC Brasil

OPOSIÇÃO ACUSA TEMER DE ARMAR 'GOLPE DO PARLAMENTARISMO' PARA FICAR NO PODER

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O PT, PDT, PCdoB e PSB divulgaram uma nota nesta segunda-feira, 20, na qual acusam a gestão Michel Temer de estimular uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a adoção do sistema parlamentarista. “Trata-se de um movimento acintosamente estimulado pelo governo golpista, para impedir que um presidente legitimamente eleito pelo povo assuma o governo com os plenos poderes previstos na Constituição, como foi decidido duas vezes em plebiscitos nacionais (1963 e 1993)”, diz trecho da nota, assinada por Gleisi Hoffmann, presidente do PT, Carlos Lupi, do PDT, Luciana Santos, do PCdoB, Carlos Siqueira, do PSB.
Alexandre de Moraes pediu a inclusão na pauta do STF do mandado de segurança 22.972, que pode abrir uma brecha para a implantação do parlamentarismo sem a necessidade de consulta popular. Em plebiscitos realizados em 1963 e 1993 a população escolheu o regime presidencialista. Fontes do PT lembram que Temer se reuniu fora da agenda oficial com o ministro do Supremo Gilmar Mendes no domingo, dia 12, dois dias antes de Moraes pedir a inclusão do mando de segurança na pauta do tribunal.
“A repentina inclusão, na pauta do STF, de uma ação para definir se o Congresso tem poderes para adotar o sistema parlamentarista, sem consultar a população em plebiscito, é o primeiro passo de mais um golpe contra a democracia e a soberania popular no país”, diz a nota.
Leia a íntegra do documento:
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EM DEFESA DA DEMOCRACIA E DA SOBERANIA POPULAR
1) A repentina inclusão, na pauta do STF, de uma ação para definir se o Congresso tem poderes para adotar o sistema parlamentarista, sem consultar a população em plebiscito, é o primeiro passo de mais um golpe contra a democracia e a soberania popular no país.
2) Trata-se de um movimento acintosamente estimulado pelo governo golpista, para impedir que um presidente legitimamente eleito pelo povo assuma o governo com os plenos poderes previstos na Constituição, como foi decidido duas vezes em plebiscitos nacionais (1963 e 1993).
3) Cientes de que não conseguirão se manter pelo voto popular, as forças que sustentam o governo golpista pretendem evitar, a qualquer custo, a retomada do processo democrático, para continuar implementando sua agenda de retrocessos, de retirada de direitos e de entrega do patrimônio nacional.
4) É urgente denunciar e enfrentar mais este golpe, motivo pelo qual nossos partidos constituem uma Frente em Defesa da Democracia, com o objetivo de garantir eleições livres e democráticas, com a participação de todas as forças políticas.
5) Quem propõe a mudança do sistema de governo tem de enfrentar esse debate com o povo, por meio de plebiscito, e não por conchavos políticos e manobras judiciais.
6)  Só por meio de eleições livres e democráticas teremos um governo com a necessária legitimidade para superar a grave crise econômica, social e política em que o país se encontra, retomar o desenvolvimento com justiça social, a geração de empregos e a defesa do patrimônio nacional.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG – A manobra é ardilosa, acintosa e escandalosa. O artífice chama-se Gilmar Mendes, que se comporta como se fosse uma espécie de Rasputin imberbe e careca. É dele a tese do “semiparlamentarismo”, cujo objetivo é manter Temer na Presidência, com o governo entregue a um primeiro-ministro. Com isso, Temer, Padilha e Moreira continuariam com o foro privilegiado. Em tradução simultânea, os três corruptos instalados no Planalto estão no desespero para não ir a julgamento e estão entrando no jogo da sucessão com duas cartas – o parlamentarismo e a candidatura de Temer à reeleição, conforme o Correio Braziliense informou neste domingo, confirmando as notícias até então exclusivas da Tribuna da Internet. (C.N.)

21 de novembro de 2017
Ricardo Galhardo 
(Estadão)

BRIGA DE JANOT E SEGÓVIA É ÓTIMA E PRECISA SER INCENTIVADA, PARA CLAREAR A SITUAÇÃO

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Segóvia foi atacar Janot e levou logo uma cacetada
O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot questionou as declarações do novo diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, que criticou nesta segunda-feira (20) a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Mais cedo, após tomar posse, Segovia afirmou que se a apuração sobre Temer estivesse “sob a égide” da PF, e não da PGR, a corporação pediria mais tempo para avaliar “se havia ou não corrupção”. Disse ainda que “uma única mala” “talvez” seja insuficiente para comprovar se os investigados cometeram crime de corrupção.
Em relatório entregue ao Supremo Tribunal Federal (STF), em junho, a própria Polícia Federal afirmou que as evidências colhidas na investigação indicavam “com vigor” que Temer cometeu o crime de corrupção passiva.
JANOT NO ATAQUE – Em entrevista ao jornal “Folha de S.Paulo”, Rodrigo Janot criticou a declaração e questionou os motivos para a fala de Segovia. “A pergunta que não quer calar é: ele se inteirou disso ou ele está falando por ordem de alguém?”, disse Janot, que compartilhou a entrevista em sua conta pessoal no Twitter.
Ao comentar as declarações, Janot apontou desconhecimento por parte de Segovia do trabalho desenvolvido pela Polícia Federal durante as investigações e disse que o novo diretor da PF “precisa dar uma estudadinha” na lei processual.
“O doutor Segovia precisa estudar um pouquinho direito processual penal. Nós tínhamos réus presos [durante o inquérito]. Em havendo réu preso – se ele não sabe disso é preciso dar uma estudadinha –, o inquérito tem que ser encerrado num prazo curto, e a denúncia, oferecida, senão o réu será solto. Então, nós tínhamos esse limitador”, disse Janot à “Folha”.
HOMEM DA MALA – “Não era um preso qualquer, era um deputado federal [Rocha Loures] que andou com uma mala de R$ 500 mil em São Paulo, depois consigna a mala [devolve à polícia]. Faltava 7% do dinheiro, ele faz um depósito bancário para complementar o que faltava e o doutor Segovia vem dizer que isso aí é muito pouco? Para ele, então, a corrupção tem que ser muita, para ele R$ 500 mil é muito pouco? É estarrecedor”, criticou o ex-procurador-geral.
Janot afirmou também que, ao criticar a delação dos executivos da JBS, o novo diretor da PF se acha acima de todas as instituições”.
“O doutor Segovia avança sobre duas decisões do STF [favoráveis à homologação da delação]. Ele se julga, além de juiz do Ministério Público Federal, também juiz do Supremo? Explicar o quê [sobre o acordo]? Esse moço se acha acima de todas as instituições, e ele é só diretor da Polícia Federal, uma instituição respeitadíssima, mas vinculada hierarquicamente ao ministro da Justiça e ao presidente da República, que, aliás, estava na posse dele. Nunca vi um presidente da República ir à posse de um diretor-geral”, disse Janot.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – A briga não é boa, é ótima, porque os dois têm razão e a verdade ainda está lá fora, tipo Arquivo X. Janot errou ao pedir a prisão de Rocha Loures, devia gravar mais conversas dele, segui-lo e filmá-lo de novo, como diz Segóvia. Janot errou também ao deixar os donos da JBS à vontade para dar golpe no mercado, com informação privilegiada. Mas Segóvia está errado ao insinuar que a mala de dinheiro não é prova também contra Temer. Se insistir nesta palhaçada, vai destruir sua carreira. Devia seguir o exemplo da procuradora Raquel Dodge e jogar o jogo.  Conforme já afirmamos aqui na TI, ninguém conseguirá manipular a Procuradoria nem a Polícia Federal. O gestor que tentar fazê-lo vai se liquidar, porque a notícia imediatamente será “vazada” pela corporação. Por tudo isso, a briga de Janot e Segóvia é ótima e deve ser incentivada por todos nós. (C.N.)


21 de novembro de 2017
Deu no G1, Brasília