"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO 2

Petrobras tende a ser comprada na bacia das almas, enquanto seus diretores serão processados

A deterioração da economia, junto com o derretimento do valor da Petrobras, causa um mega estrago político e mancha a imagem de Dilma Rousseff perante o mercado internacional. A Petrobras terá de responder judicialmente pelos atos de seus diretores, aqui e nos EUA. A empresa tende a ser assimilada por grandes investidores transnacionais especializados em lucrar com ações compradas a preço de banana, na bacia das almas.

O alto risco do Petrolão é que, apesar do esforço dos investigadores da Lava Jato e do magistrado Sérgio Moro, a chance de impunidade, no final das contas, é altíssima. Não temos legislação nem jurisprudência para punir os condenados por corrupção com o máximo rigor. Os ladrões mereciam prisão em regime fechado, sem direito a regalias de progressão de pena. Mas isto não deve acontecer. Vide o mensalão, com a cúpula passando o Natal com a família e fingindo que cumpre a pena "preso" em casa...
 
O País está em choque com a corrupção sistêmica. Lula e Dilma terão de responder, no mínimo perante a História, pelo desastre que causaram á Petrobras. Agora, quem pagará o pato é Graça Foster & Cia. Os diretores da Petrobras estão em xeque mate há muito tempo. A queda deles é inevitável. No entanto, serão substituídos, e tudo continuará do mesmo jeito. O anacrônico controle de uma empresa por interesses de um governo, com políticos corruptos, assegura a manutenção das safadezas.
 
Se o Brasil não romper com o falido modelo Capimunista continuará do mesmo jeito. Nossa capacidade natural de produzir riquezas se transforma na própria desgraça de uma Nação concebida para ser colônia, periferia do mundo globalitário, fornecedora de recursos que parecem infindáveis. Enquanto o Brasil não se reinventar como Nação, continuará sendo a republiqueta da corrupção, sob governança do Crime Organizado.
 
Releia o artigo: Dilma: jogue xadrez ou acabará no xadrez
 
Apolítico?
 
O governo quer fechar um nome que não seja "político" para o lugar de Graça Foster.
 
O substituto dela deve ser, igual a ela, um empregado de carreira da Petrobras.
 
O problema é que isto não faz a menor diferença diante da explosão de tantos escândalos.
 
Envenenando...
 
Maldição comprovada
 
 
16 de dezembro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

BOLA DE CRISTAL



 
A anta acuada, por imposição do instinto de sobrevivência, tomará medidas assombrosas.

Romperá publicamente com o molusco; trocará toda a porcada; confiscará ativos e inativos.

O reboliço levantará tal poeira que ofuscará as evidências dos malfeitos, pelo menos por algum tempo.

“Meu reino por um cavalo”.

Sabe que sua queda é inexorável. Mas quer morrer em combate.

Leu recentemente os Discursos sobre a primeira década de Tito Lívio e deu-se conta de que toda república corrupta termina em principado.

O país já lhe invectivou Non inultus premor.

Não há mais esperança. É a Força do Destino.


16 de dezembro de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

AS OPOSIÇÕES ARMADAS



O artigo de Janio de Freitas (As Oposições Armadas) na FSP de ontem não respeita a memória do leitor e nem passado do Brasil. Tenta reescrevê-lo!
 
O país nos anos 63 e 54 vivia na mais absoluta normalidade é dose pra elefante. Desde 61 brasileiros já faziam treinamento armado na China.
 
Se não acredita leia as edições da Folha da época e a radicalização da esquerda no Brasil era tamanha que não poderia ser ignorada pelo autor do texto.
 
Por favor, leia as edições da Folha! Menos, menos, sr Janio.
 
A Omissão Nacional da Verdade, composta por 7 membros da escolha da presidentA da República, e terminando seus trabalhos com 6 membros devido à renúncia de um deles, relacionou os nomes de 434 pessoas mortas ou desaparecidas, no período de 1964 a 1985 (embora na Lei que a criou seus trabalhos devessem abarcar o período e 1946 a 1988), que teriam sido mortas ou desaparecidas por uma relação de 377 militares e civis, “responsáveis pelos crimes da ditadura”, como escreveu a Omissão. Ocorre que ao divulgar a relação das 434 pessoas mortas ou desaparecidas pelos militares e civis, a Omissão mais uma vez MENTIU!
Consultando a referida lista constatei que pelo menos 15 pessoas constantes da relação NÃO FORAM MORTAS OU DESAPARECERAM POR CULPA DE MILITARES OU CIVIS BRASILEIROS, o que significa que a Omissão Nacional da Verdade MENTIU à PresidentA e ao povo brasileiro. Essas pessoas são as seguintes:
JUAREZ GUIMARÃES DE BRITO, do comando da Vanguarda Popular Revolucionária, que cometeu o suicídio em 18 de abril de 1970, no Rio de Janeiro, ao ver-se cercado pela chamada repressão.
EIRALDO PALHA FREIRE, faleceu no Hospital de Aeronáutica do Galeão em 4 de julho de 1970, após ser baleado, em 1 de julho, quando tomava parte na tentativa de seqüestro do Caravelle PP-PDX, da Cruzeiro do Sul, no Aeroporto do Galeão.
JAMES ALLEN LUZ, militante da Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, morto em acidente de automóvel por ele dirigido, no RS, em 16/11/1977.
ROSALINO CRUZ SOUZA (“Mundico”), militante do PC do B na Guerrilha do Araguaia, cujo nome foi grafado incorretamente no relatório da Omissão Nacional da Verdade, como ROSALINDO SOUZA. Sua morte não foi da responsabilidade de nenhum dos 377 militares ou civis “responsáveis por crimes da ditadura”, como assinala mentirosamente o relatório da Omissão da Verdade. Ele foi “justiçado” por sua companheira de armas DINALVA CONCEIÇÃO TEIXEIRA (“Dina), como amplamente divulgado em livros e artigos.
JANE VANINI, militante do Movimento de Libertação Popular, morta no Chile em 6/12/74, como militante do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária.
TULIO ROBERTO CARDOSO QUINTILIANO, militante no Brasil do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, dado como desaparecido no Chile em outubro de 1973.
ZULEIKA ANGEL JONES, morta em acidente automóvel por ela dirigido, no Rio de Janeiro, em 14 de abril de 1976.
VÂNIO JOSÉ DE MATOS, morto no Chile em 16/10/1973, após ser preso e levado para o Estádio Nacional.
TITO DE ALENCAR LIMA, integrante de uma relação de banidos do Brasil, trocado pela vida de um embaixador seqüestrado, cometeu o suicídio na França em 10/8/1974.
NILTON ROSA DA SILVA, morto no Chile em 15/6/1973, como militante do MIR-Movimiento de Izquierda Revolucionária.
NELSON E SOUZA KHOL – desaparecido no Chile em 15/9/1973.
LUIZ CAROS DE ALMEIDA – desaparecido no Chile em 14/9/1973. 

FRANCISCO TENÓRIO CERQUEIRA JUNIOR, músico brasileiro desaparecido em Buenos Aires.

MARIA AUXILIADORA LARA BARCELOS, cometeu suicídio na Europa.

GUSTAVO BUARQUE SCHILER, cometeu o suicídio no Rio, atirando-se do alto de um edifício em Copacabana.
Como se observa, e como já assinalei em alguns e-mails, o relatório da Omissão Nacional da Verdade é MENTIROSO! Está eivado de inverdades e presunções, apontando como criminosos patriotas militares e civis que evitaram que o Brasil fosse transformado em um Cubão, inclusive o Marechal do Ar Eduardo Gomes, patrono da Força Aérea Brasileira, além dos presidentes da República no período 1964/1985, chefes militares e vários outros pelo simples fato de terem sido designados para servir em Órgãos de Inteligência.
Infelizmente constato que até agora os chamados comandantes militares não se pronunciaram para defender seus antecessores e seus subordinados da Marinha, Exército e Aeronáutica, o que é inaceitável e será cobrado pelas futuras gerações!
16 de dezembro de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

QUEM GRAÇA FOSTER DEFENDE?

 
 
 
As ações da Petrobras continuam em queda livre. Essa diretoria corrupta continua intocável e ninguém toma nenhuma providência no sentido de demiti-la. É fácil entender: a dona Graça Foster continua na presidência da empresa, não para defendê-la mas para defender a dona Dilma.
 
Se uma nova diretoria assumir, novos podres da "presidenta", além dos já conhecidos, virão a público e, sem dúvidas, chegarão mais rapidamente ao Exu de Garanhuns, porque as digitais desse crápula estão em todo lugar.
 
Ele institucionalizou a corrupção no Brasil e não é por idealismo; não passa  de um simples semi analfabeto que tornou-se o maior ladrão dos cofres públicos, quando outrora, nos palanques da Vila Euclides, vomitava honestidade e cidadania.
 
Pobre eleitorado brasileiro movido a bolsa família e manipulado por corruptos.
 
16 de dezembro de 2014
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

            Dilma: jogue Xadrez ou acabará no xadrez

Dilma Rousseff, que ontem comemorou suas 67 primaveras com a família em Porto Alegre e voltou de tarde ao estresse de Brasília, precisa tomar decisões urgentes para assumir o segundo mandato sem o alto risco de ser derrubada. Para se tornar Presidente de verdade (e não presidenta ou presidanta) terá de resolver o dilema: ou comprova competência para governar conforme sua própria vontade ou admite que é incompetente por sua ignorância acerca de tanta corrupção próxima dela.

Dilma decretará a própria morte política, se não proclamar sua independência em relação ao criador Lula e ao PT. Dilma será diplomada para seu segundo mandato no próximo dia 18 pelo Tribunal Superior Eleitoral. Dali em diante, passado o Natal, terá de divulgar logo a escalação do novo-velho ministério. É vergonhosa a situação de indefinição sobre quem vai ser ou não indiciado pela Lava Jato. Ou Dilma passa a enxergar o jogo vários lances adiante, como em um jogo de Xadrez, ou corre risco de terminar, conivente com a corrupção que a cerca, candidata ao xadrez...

Na situação atual, Dilma está com a governabilidade em frangalhos. Até agora, apesar dos arroubos de velha guerrilheira, se comporta como refém do regime petista. A cúpula do PT faz questão de tratá-la falsamente. Para o público externo, Dilma é maravilhosa. Nos intestinos partidários, Dilma é alguém a ser expelida na hora que for conveniente. A nazocomunopetralhada faz a contagem regressiva para o milagroso retorno triunfal de Lula da Silva no distantíssimo 2018... Neste cenário de clausura, só Dilma pode se libertar, se sua coragem for real e o apelido de "Coração Valente" não tiver sido uma mera marketagem reeleitoreira.


O tempo ruge contra ela. A primeira decisão urgentíssima de Dilma (para anteontem) é sobre a Petrobras. Mesmo a contragosto, terá de sacrificar a diretoria, incluindo a amiga Maria das Graças Foster. O tsunami Venina envenenou a cúpula da empresa. Documentos comprovam que todos sabiam de tudo errado que acontecia por lá. Inclusive, a Presidenta da República. Sua característica centralizadora impede que não tenha pleno conhecimento do que acontece na estatal de economia mista da qual foi "presidente" do Conselho de Administração, e na qual a União é a acionista controladora.

Dilma precisa agir correndo. Se perder o timming, e não usar sua canetinha de condão do Diário Oficial, perderá o encanto. Fatalmente, tem tudo para acabar processada nos Estados Unidos. Destino trágico igual ao da amiga Graça, em situação muito além da desgraça. Em Nova York, já processam a empresa sete escritórios: Bronstein, Gewirtz & Grossman, Wolf Popper, Rosen Law Firm, Pomerantz Law Firm, Brower Piven, Khan Swick & Foti (KSF) e Glancy Binkow & Goldberg. Todos alegam que a Petrobras enganou os investidores ao emitir material falso e não revelar o “esquema interno multibilionário de corrupção e lavagem de dinheiro” que afeta a companhia desde 2006.

Dilma se vê forçada a substituir o comando da petrolífera, antes que o mercado cumpra a ameaça de fazer as ações ON e PN da Petrobras despencarem dos horríveis R$ 10 para apavorantes R$ 5 na BM&FBovespa. Pela cotação de sexta-feira passada, o valor de mercado da Petrobras era de R$ 127,04 bilhões. O pessimismo indica que pode se desvalorizar mais que os 45% acumulados desde setembro, quando valia R$ 229,72 bilhões. A primeira opção de Dilma é que Luciano Coutinho (que já é conselheiro de administração da Petrobras) troque o BNDES pela cadeira de Graça. Outro nome especulado é o de Henrique Meirelles, mas ele dificilmente deixará a holding da JBS-Friboi par entrar nesta desgastante furada.

A situação da Petrobras é melodramática. O que o mercado pode pensar de uma companhia, vendida em prosa e verso somo orgulho do povo brasileiro, que tem nada menos que 8.298 funcionários de saco cheio, aderindo a um Plano de Incentivo à Demissão Voluntária? A coisa é tão feia que um dos demissionários é um dos homens de confiança da Graça Foster, responsável pelo coração da empresa, a diretoria de Exploração & Produção. O gerente executivo do E&P Pré-sal, engenheiro Carlos Tadeu Fraga, pediu para sair...

Aliás, além dos escândalos bilionários de corrupção envolvendo a estatal e as maiores empreiteiras do Brasil, a conjuntura mundial também joga contra a Petrobras. A queda no preço do barril de petróleo - que pode ser boa para e economia brasileira - torna inviável a exploração econômica do pré-sal - que Lula da Silva marketou, irresponsavelmente, como a "arábia saudita brasileira". Este negócio não é economicamente lucrativo com a cotação do ouro negro abaixo de US$ 70. Suhail al-Mazrouei, ministro de Energia dos Emirados Árabes Unidos, falando em nome da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), já adverte que os preços da commodity podem cair para até US$ 40 o barril.

Para piorar o caos, a não divulgação do balanço trimestral da Petrobras alimenta a desconfiança do mercado. Se a diretoria da Petrobras não for trocada rapidamente, numa prova de que o governo pretende dar uma guinada na gestão da empresa, a tendência é desvalorização. Neste cenário, quem corre risco é a União. Os mega investidores estão prontos para adquirir ações ON da estatal na bacia das almas, a preço de banana. O golpe seguinte é comprar a dívida da empresa para forçar o governo a abrir mão do controle acionário. Se uma mudança radical não ocorrer, Dilma entrará para a História como a Presidanta que privatizou a Petrobrás...
 

Dilma tem muitos problemas e só uma solução. Romper com seu passado de equívocos. Precisa mudar, viver o momento presente e vislumbrar o futuro. Infelizmente, a mudança é complicada e complexa. Além de ser refém do esquema PT-PMDB, Dilma é prisioneira de suas próprias convicções ideológicas. Seu DNA é autoritário, com foco centralista. Sua visão é Capimunista, focada no Estatismo supostamente desenvolvimentista. Pratica as ideias fora do lugar do Foro de São Paulo por pragmatismo. Dilma é essencialmente uma brizolista.  

Como boa caudilha, Dilma foi formada para guerrear. Na luta armada, aprendeu a ser estrategista de guerra - e não uma negociadora pacífica. Tem nervos de aço e sangue frio para agir e obter o que deseja. Ela prefere conseguir tudo na base do grito. Comporta-se como um general sem farda, mas sem tropa. Prefere se movimentar em cúpulas e grupos muito fechados, quase panelinhas. Com estes pouquíssimos "amigos" consegue ser amável. Com os outros joga pesado. Impõe sua vontade, sem se importar em desagradar.

Fora do restrito círculo íntimo, Dilma age como uma doberman. Além de agressiva é revanchista e reacionária. Desconfia de quase todos. Como tem poucos amigos - aos quais parece ser fiel - tende ao isolamento político. Tem compromisso consigo mesma e com o projeto esquerdista no qual acredita. Dilma é daquelas mulheres que ama ter poder. Dinheiro para ela é secundário. Só um homem faz a cabeça dela: o ex-marido Carlos Araújo. Ele a aconselha em decisões cruciais. Deve ter cumprido o papel neste final de semana de aniversário, quando até as mais duronas almas ficam sensíveis.

Só Dilma tem a chance de se libertar. A tendência é não seguir tal conselho. Mas tem poder para isto. A canetinha mágica do Diário Oficial tem poderes inimagináveis em uma republiqueta imperial. A vontade da rainha depende muito dela mesma. Se jogar direitinho o Xadrez do poder, vira o jogo. Se não virar, rompendo agora com o Cartel Tupiniquim, vai acabar no xadrez, afundando junto com o PTitanic.

Dilma tem um problemaço. Embora seja comandanta em chefa das forças armadas, os militares a odeiam. Se houver um movimento para derrubá-la, os milicos podem não aderir ao golpe. No entanto, farão um mínimo esforço para salvá-la. Sem o poder fardado, Dilma fica fadada a ser derrubada, se persistir na rota equivocada de fazer mais um mandado apenas para devolver a varinha de condão do DO para Luiz Inácio Lula da Silva - aquele que cultiva a ilusão de ter sido seu criador e suposto adestrador.

A Criatura tem poucos dias, até o final do ano e a posse no novo mandato para se mexer e blindar na casa certa. Se errar no Xadrez, terminará no xadrez - mais conhecido como xilindró de Palácios como o da Papuda... O tempo ruge contra Dilma... Se não trair o PT, pode terminar "justiçada" por ele...

Cartel Tupiniquim  
 

Releia o artigo de domingo: O Cartel Tupiniquim vai se ferrar?
Reclusão presidencial

A presidenta cumpriu um recolhimento familiar, longe dos puxa-sacos e dos holofotes da imprensa, desde sexta-feira, em Porto Alegre
Dilma celebrou o aniversário almoçando com o almoço do domingão na casa do ex-marido, o advogado Carlos Araújo, que é seu principal conselheiro de confiança.
Depois, antes de embarcar de volta para Brasília, passou na casa na filha, Paula, e do neto, Gabriel.
Anticorrupção

"A responsabilidade dos administradores de companhias e a Lei Anticorrupção".

Eis o título da palestra-debate marcada para esta segunda-feira, dia 15 de dezembro, das 8h30min às 10h30min, na Av. Paulista, 1776, 1 andar.

Os debatedores são Haroldo Malheiros Verçosa, José Alexandre Guerreiro e Carlos Henrique Abrão, com moderação de Carlos Roberto Mateucci.
 
Versão de Construção

VÍDEO RETIRADO
Resposta da turma da internet ao apoio de Chico Buarque ao PT.
Perdão Total

Nota do Filho do Almirante Maximiano

Além dos problemas do petrolão, Dilma consegue ampliar seu desgaste com a área militar.

Familiares de oficiais citados no relatório da "Omissão Nacional da Verdade" começam a detonar o governo publicamente.

Palmer Fonseca, filho do Almirante Maximiano Fonseca, que foi um dos grandes gestores da história da Petrobras, repudia o nome de seu pai manchado pela Omissão Nacional da Verdade:

"Imaginem os amigos que, meu pai, Maximiano Fonseca, aparece na lista de responsáveis por crimes de tortura durante o regime militar, elaborada por essa abjeta comissão da "inverdade", que se nega a investigar, também, os assassinatos terroristas. Logo ele, que foi demitido do cargo de MM por ter se manifestado abertamente favorável às eleições diretas! Para onde estamos indo !! Na família, estamos analisando a melhor medida a ser tomada, pois alguma coisa será preciso fazer. Penso que também o Clube Naval e a própria MB não podem ficar calados. Integram a lista todos os MM, até o AE Karam. Enquanto isso, aqueles/as terroristas que mataram em nome da utopia totalitária, fiéis ao princípio de que os fins justificam os meios, roubam abertamente uma nação incapaz de se indignar".

Veja mais no site Verdade Sufocada - www.averdadesufocada.com

Quem te viu e quem te vê...

Lula, em 18 de março de 1979, no programa Abertura, de Fernando Barbosa Lima, na extinta TV Tupi:

http://canalbrasil.globo.com/programas/abertura/materias/entrevista-com-luiz-inacio-lula-da-silva-em-1979.html

Estuprador de verdade
 

Circula viralmente na internet um contraponto ao caso Jair Bolsonaro, na polêmica sobre estupro com a companheira Maria do Rosário...

Pouco apoio
 
 
                           
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

16 de dezembro de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

A COLORANTA



Já vimos esse filme.

Todos tinham medo do bandido barbudo. Elegeram o mocinho para defendê-los. Assim que pôs a estrela de xerife no peito, para espanto geral, o mocinho entrou no banco e tomou o dinheiro de todos os depositantes.
O horror pelo barbudo era tão grande que os lesados se resignaram ao preço a pagar, ao mal menor.

Mas o novo xerife era dado a estrepolias, não era culto e , portanto, não conhecia o acontecido em Elba.

Acreditava ser o rei do caqui. Afinal seu pai protagonizou um caso célebre de aberratio ictus e nada aconteceu.

Procurou um colorante para dourar a pílula e enganar os aliados. Fracassou e foi fracassado.

Exemplo antológico de arrogância e incompetência, a portadora da  estrela do momento, procura uma tintura para disfarçar o encarnado da carniça.
 
Sem graça, sem o charme da caneta de condão e sem defesa  contra a mancha do líquido fóssil, aguarda, sem esperança, pelo fim sem tardança.

16 de dezembro de 2014
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

O ALVO É A PETROBRAS


 
As coisas nunca são como parecem. Deve-se desconfiar de tudo. Claro que jamais se duvidará da existência da quadrilha que assaltou a Petrobras, certamente há muito tempo. Da mesma forma, é evidente o anseio nacional de que todos os bandidos devem ser julgados e duramente punidos, desde os diretores e funcionários da estatal até os empreiteiros, sem esquecer os políticos cuja divulgação dos nomes já tarda. Cadeia neles!
No entanto… No entanto, é preciso prospectar mais fundo. Atentar para o que se passa nas camadas ocultas desse escândalo monumental. Uma conspiração está em marcha, engendrada a partir da roubalheira, ou aproveitando-se dela, provavelmente desconhecida da maioria dos patifes que vinham assaltando os cofres públicos. Paranoias à parte, conspiração planejada lá fora, com as mesmas ramificações nacionais de sempre.
Numa palavra, aproveitaram ou até estimularam a crise na maior empresa brasileira, única em condições de assegurar nossa soberania e alavancar nossa transformação em grande potência. O alvo é a Petrobras. Querem desmontá-la. Desconstruí-la. Impedir que possa impulsionar o desenvolvimento aqui nos trópicos.
É possível, mesmo, que algum dos corruptores agora denunciados faça parte desse conluio de objetivos antinacionais, mas contar os bilhões surripiados do nosso patrimônio importa tanto quanto verificar a blitz desenvolvida para enfraquecer e desmoralizar a empresa, limitando seus investimentos e, no final de tudo, para privatizá-la. Entregá-la ao capital internacional, ainda mais depois da descoberta das reservas nas profundezas do pré-sal.
Outra razão maior não existe para levar a Petrobras aos tribunais americanos e europeus. A imprensa internacional cumpre seu papel ao abrir amplos espaços para detalhar a lambança aqui acontecida, mas haverá no seu comportamento aquela intenção oculta de atingir as estruturas da estatal petrolífera.  Logo uma campanha monumental estará sendo desencadeada, certamente com a participação de setores da nossa mídia.
Antes mesmo de sua criação a Petrobras vem sofrendo bombardeio permanente, aliás, denunciado por seu criador, Getúlio Vargas, num dos mais importantes documentos da nossa história, a Carta Testamento. Governos brasileiros, de quando em quando, buscam sabotá-la, até com iniciativas histriônicas como a de Fernando Henrique Cardoso, que tentou rebatizá-la.
As duas últimas administrações, sem consciência da importância e da simbologia da empresa, permitiram a abertura de seu flanco ao entregá-la ao PT e penduricalhos. Por certo que Lula e Dilma não formam no clube dos sabotadores, mas permitiram aos ladrões a ocupação da Petrobras. São igualmente culpados, ainda que em grau diferente do sociólogo.
Em suma, e repetindo a exortação para que corruptos e corruptores sejam logo postos atrás das grades, é necessário alertar para a conspiração em marcha: o alvo é a Petrobras!
16 de dezembro de 2014
Carlos Chagas é Jornalista. Originalmente publicado no site da Tribuna da Internet.

O TEMPO JÁ ESTÁ DIZENDO



E Marina Silva foi escolhida mulher do ano de 2014 pelo prestigiado periódico britânico Financial Times. 
 
Na extensa matéria a ela dedicada, foi apresentado um resumo de sua história, desde a infância difícil, passando pela labuta nos seringais, por referências à saúde frágil, pelo fato de somente ter-se alfabetizado aos dezesseis anos e, graças á sua perseverança e crença na força da educação, ter-se graduado em História. 

Também mereceram menção sua associação com Chico Mendes na luta contra a exploração de recursos naturais sem a devida contrapartida ambientalista e os primeiros passos na política, a partir dos quais chegou a assumir cargo parlamentar no Senado, a ser ex-ministra no governo Lula, com o qual se incompatibilizou, e a candidatar-se à presidência da república em duas oportunidades. 

Talvez, no entanto, uma das passagens mais significativas da reportagem foi a afirmação de que seu carisma durante a última e curta campanha para a presidência, consistiu no simples fato de ela realmente acreditar no que dizia, fato raro entre os componentes da classe política do país, com seus inúmeros partidos, que lutam somente por um ideal - o de atingir e manter o poder. 

Não terá dado o povo brasileiro, ao alijá-la da disputa, no calor da luta eleitoral, profundamente controlada pelos marqueteiros, um atestado de incapacidade de enxergar o que um observador externo, mais lúcido, longe das paixões, vislumbrou? 

O tempo dirá, ou melhor, já está dizendo.

16 de dezembro de 2014
Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

"RUMO À TROPA" E "RUMO AO MAR"


 
“Rompemos com a Coroa, mas não rompemos com o passado!” (Presidente Deodoro da Fonseca, em um acesso de fúria...)
 
O Positivismo surgiu na França e teve fundamental influência na evolução histórica de países como o México, o Chile e o Brasil, principalmente, bastando ver-se o lema positivista de nossa Bandeira (a propósito, Santos=Dumont, o Patrono da Aviação Brasileira, ao receber os seus prêmios, se negava a empunhar a Bandeira Nacional, preferindo um galhardete verde e amarelo, pois dizia que não desejava ser propagandista de uma seita internacionalista e sectária).
 
Tal ideologia ancorava-se em princípios agnósticos da ciência pura, segundo o que foi chamado de “Religião da Humanidade”, com a sua “Deusa Razão”, Clotilde de Vaux, amásia de Augusto Comte. Em estreita síntese, diríamos que o Positivismo era cientificista – só era verdadeiro o que pudesse ser comprovado cientificamente, segundo ensinava Descartes; era pacifista, humanista, cosmopolita, anticlerical, propugnador da “ditadura republicana”, sendo um de seus epíginos, o ditador do Paraguai, Dr. Francia, e adepto da extinção dos Exércitos permanentes que deveriam ser substituídos pelas gendarmerias, formadas por “cidadãos-soldados”.
 
Almejavam, quanto ao Brasil, a sua desintegração, com a criação de várias “pátrias brasileiras” (ver discurso do coronel Afonso de Carvalho, quando deputado federal, em 1946, publicado, em alguns trechos, pela magnífica edição histórica, de novembro passado, do Jornal Inconfidência, alusiva à Intentona Comunista, em que o ilustre oficial traça paralelos entra as ideologias positivista e comunista, condenando, com veemência, a ambas).
 
Àquela época, nossos jovens oficiais faziam questão de ser chamados de “doutores” ao invés de Alferes, Tenentes ou Capitães (a exemplo de seu ídolo, o Tenente-Coronel Benjamin Constante, que só se declinava como “Doutor Benjamin”), como se pejassem de seus postos na hierarquia militar. A politização do Exército, primeiro, a mentalidade dos oficiais positivistas, em segundo lugar, e a Revolução Federalista de 1893 e a concomitante Revolta da Armada, por final, foram as causas (aliás, concausas) alistadas por Tasso Fragoso para justificar o que chamou de “a estagnação das Forças Armadas”, nos albores da República, tudo muito pernicioso para a atividade-fim das Instituições Militares, o que veio a se refletir nos “quase fiascos de Canudos e Contestado”.
 
E continuava o grande historiador militar, após abjurar o Positivismo, ele que fora um de seus mais ardorosos profitentes: “Por seu turno, a Revolta da Armada, com íntimas ligações com a Revolução de 1893, quebrou a coesão da Marinha e a isolou do Exército, pelo que a novel República seria presa fácil de qualquer aventureiro alienígena”.
Para  bem evidenciar-se o que se passava na Escola Militar, vejamos o depoimento do líder federalista, Senador Gaspar da Silveira Martins, que da tribuna do Senado, iterativamente, condenava o “bacharelismo militar”. Disse o valoroso Chefe “maragato”, que bem conhecia a metodologia da Escola, pois um de seus filhos era aluno da mesma: “Em vez, porém, da têmpera forte que convém dar ao Exército, o que se vê em nossas Escolas Militares? A mocidade imbuída das doutrinas de Augusto Comte e Laffite e professando uma “Religião da Humanidade” que visa ao cosmopolitismo.
 
Pode ser que sejam boas tais doutrinas, mas não para o Soldado, que antes de tudo é feito para empunhar armas em defesa da Pátria. Alguns diretores dessas Escolas chamam, filosoficamente, os grandes Generais, de “assassinos dos povos”. Singular maneira, aliás, de encarar a questão em uma Escola de Soldados”...
A dicotomia entre oficiais ditos “práticos-tarmbeiros” e “teóricos-bacharéis” acentuou-se, sobremaneira, com a reforma de ensino promovida por Benjamin Constant, quando Ministro da Guerra. Tal reforma era voltada para uma formação militar eminentemente bacharelesca, o que assaz potencializava o divisionismo entre as duas correntes anteriormente referidas.
 
E isso veio a se exacerbar, agudamente, quando foram publicados trabalhos de alunos positivistas, que condenavam a Guerra do Paraguai e depreciavam, acerbamente, nossos Comandantes, em especial o Duque de Caxias, teses que foram aprovadas, “summa cum laude” pelo Ministro “Doutor Benjamin”. Os alunos afirmavam que a guerra foi “um grande rolo”, de três contra um, atentatória aos princípios humanitários e pacifistas empalmados pelos seguidores da “Religião da Humanidade”.
Mas a atitude do Ministro desagradou profundamente a Deodoro e Floriano, ambos, assim como Benjamin Constant, partícipes daquele conflito. “Rompemos com a Coroa, mas não rompemos com o passado!” bradou Deodoro, em um acesso de fúria, quando de uma reunião do Ministério, rasgando com violência, alguns dos ditos trabalhos. Iniciava-se uma grave crise política que redundou, posteriormente, no rompimento definitivo entre o Presidente e Benjamin Constant, que permaneceu na Pasta da Guerra por apenas quatro meses.
 
Àquele tempo, tudo o que se relacionasse ao Império, como os seus gloriosos feitos marciais, era propositadamente esquecido e/ou depreciado pelos “bacharéis fardados”, não porém pelos militares mais idosos, a começar por Deodoro da Fonseca. Os velhos combatentes da Guerra do Paraguai eram vaiados pela mocidade militar, como nos relata Tasso Fragoso em “Advertência Preliminar”, no seu livro “A Batalha do Passo do Rosário”.
 
Diga-se que o ínclito Marechal José Pessoa registrou em suas memórias, a estranheza que sentiu, quando iniciava como aluno a sua formação castrense, em 1903, o do centenário de nascimento do Duque de Caxias, quando sequer o augusto nome de nosso “Soldado Maior” foi lembrado em sua Escola. Aduza-se que somente em 1925 (55 anos após o término da Guerra do Paraguai!), a memória do impoluto Duque, “O Pacificador”, “Patrono da Anistia” - epíteto que lhe deu o jornalista e acadêmico Barbosa Lima Sobrinho - e Patrono do Exército, foi resgatada de um injusto anonimato, não condizente com os tantos e tamanhos serviços por ele prestados ao Brasil, na paz e na guerra. Naquele 1925, o Ministro da Guerra, General Setembrino de Carvalho, instituiu o “Dia do Soldado”, a ser comemorado a cada 25 de agosto, data do nascimento do Duque invicto.
 
A “ditadura republicana”, apregoada pelos prosélitos do Positivismo foi implantada pela Constituição de Júlio de Castilhos, no RS, a qual foi resguardada, por muito anos, pelo ultra-positivista Borges de Medeiros (era “um Estado dentro de um Estado”, consoante Rui Barbosa).
 
Em 1904, o governo fecha a Escola Militar da Praia Vermelha, em face de uma sublevação coletiva dos alunos (ainda não havia o título de cadete), contra a vacina obrigatória, ocasião em que estes saíram às ruas do Rio de Janeiro e praticaram atos vandálicos como a quebra de inúmeros lampiões.
 
No período em comento, a grave situação das Forças Armadas, sem um “minimum minimorum” de espírito militar, teria de ser radicalmente modificada. Esta passou a ser a grande motivação, a prioridade de número primo, após a morte de Benjamin Constant, em 1891. A reação àquele estado de coisas ocorreu no Exército e na Marinha.
Quatro nomes, dentre outros, avultam, a nosso sentir, na cruzada em prol do soerguimento do moral, do espírito militar e da operacionalidade das Forças Armadas: o Barão do Rio Branco, nosso Chanceler, que propugnou “à outrance”, pelo reaparelhamento da Marinha e do Exército; Olavo Bilac, que desencadeou memorável apostolado cívico, por todo o País, em defesa do Serviço Militar Obrigatório, do qual é, aliás, o digno Patrono; o Marechal Hermes da Fonseca, Ministro da Guerra, que encetou a dita “Reforma Hermes’, cujo lema era “Rumo à Tropa!” e o Ministro Almirante Alexandrino de Alencar, que promoveu campanha semelhante na Marinha, cujo mote era “Rumo ao Mar!”.
 
E, posteriormente, no bojo dessas reformas, uma plêiade de oficiais foi estagiar na Alemanha (eram os “Jovens Turcos”); foi criada, em 1919, a “Missão Indígena” para a instrução na Escola Militar do Realengo e trazida da França uma Missão Militar que atuou no Exército, de 1920 a 1940.
 
Assim, saiu vitoriosa a corrente dos “tarimbeiros”, “troupiers” ou “combatentes”. Em pouco tempo, os “bacharéis fardados”, também apodados, pejorativamente, de “filhotes de Benjamin”, “desapareceram”, pois foram sistematicamente preteridos nas promoções e transferidos para longe do Rio de Janeiro, tendo a grande maioria, muitos ainda bem jovens, solicitado transferência para a Reserva.
Anos depois, outros jovens oficiais, já formados sob rígidos regulamentos, na Escola Militar do Realengo, criada em 1913, vão deflagrar um período de bernardas, na década de 1920, chamado de “Tenentismo”, pela honra do Exército e para “regenerar a Pátria”: em  1922, em 1924, com a intrusão da Revolução Libertadora, de 1923, no RS, epílogo, digamos assim, da Revolução Federalista ou “Da Degola”, de 1893/9, e, finalmente a Revolução de 1930. São os enigmas da História...
 
Finda essa incompleta recorrência histórica, traçada, de escantilhão, para melhor entendermos a atual conjuntura em que as Forças Armadas foram enxovalhadas por essa maligna, parcial e revanchista Comissão da Verdade, faz-se necessário que haja, como houve no passado, uma FIRME REAÇÃO do estamento militar brasileiro contra as mentiras, vilanias e calúnias contidas no relatório apresentado no dia 10 de dezembro.
A par das indignadas e justas reações dos generais Etchegoyen e Paulo Chagas, em vista dos ataques às figuras honorabilíssimas de seus genitores, além das notas dos clubes militares e dos inúmeros protestos que circulam em várias mídias, gostaria de também expressar o meu repúdio ao constatar, na nominata de eméritos Chefes militares do passado, existente naquele covarde relatório, o nome de um meu ex-comandante, o General Amadeu Martire, já falecido há muito tempo. Integrei, com muito orgulho, no 12º RI, de Belo Horizonte, então comandado pelo Cel Dióscoro do Vale, o “Destacamento Tiradentes” que partiu de Minas para o Rio de Janeiro, a fim de derrubar o governicho cripto-comunista de João Goulart. No ano seguinte, o Regimento passou a ser comandado pelo Cel Amadeu Martire, um herói da FEB, eis que na Itália, comandou, como Capitão, a 8ª Companhia do 1° RI – o Regimento Sampaio.
 
A sua subunidade foi decisiva nos combates para a conquista de Monte Castelo. Eu tive o privilégio de ler os assentamentos desse grande chefe militar, de “excepcional coragem física e moral”, no campo de batalha. Era um comandante rígido, cumpridor ferrenho do dever, mas extremamente humano, incapaz de fazer mal a quem quer que fosse. Já tive excelentes comandantes, mas, com certeza, o Cel Martire foi o que mais marcou a minha longa vida militar, influenciando em meu comportamento e conduta, desde que eu era um jovem Tenente.
 
Mantive contato com ele até a sua morte e fiquei estarrecido quando vi o seu honrado nome na relação dos que contribuíram, direta ou indiretamente, para com a tortura e maus tratos a prisioneiros. Não tenho nenhuma procuração da família para defender esse saudoso e valoroso Chefe; o seu filho, Comandante Martire, Capitão de Mar e Guerra, faleceu recentemente, mas tenho absoluta certeza de que os comandados desse insigne oficial-general, como eu, se sentiram revoltados ao ler o seu nome no faccioso relatório. Descanse em paz, bravo General Amadeu Martire, pois os que o conheceram, saberão vela por sua inatacável memória!
 
E de tudo o que antes foi expendido, resta uma pergunta que não quer calar, parafraseando o inolvidável Marechal Deodoro, ao se dirigir a Benjamin Constant: será que as FFAA romperam com o seu passado? Onde a Nota de Repúdio (independentemente do Ministério da Defesa, pois de lá nada se deve esperar), cabal demonstração de liderança, dos três comandantes, ao maldito relatório que só enxovalha, afronta e denigre as Forças e os brios militares, nas pessoas de inúmeros e excepcionais Soldados de nosso recente passado?
 
Discordo, peremptoriamente, dos que pensam que o cômodo, omisso e obsequioso Silêncio (ora, "quem cala consente"), como se fôssemos dóceis cordeiros, é a melhor arma contra essa patifaria que atinge, em cheio e contundentemente, os bons militares. Só falta, agora, as Forças Singulares pedirem desculpas à Nação pelo período do regime militar, como desejam esses sub-intelectualoides da Comissão da Verdade (?), atrelados ideologicamente.  Onde estão os Deodoros, os Setembrinos de Carvalho, os Hermes da Fonseca, os Alexandrinos de Alencar, os Brigadeiros Eduardo Gomes - Patrono de nossa FAB -, os Barões do Rio Branco, os Olavo Bilac e tantos e tantos outros?
 
Mas é bom que se lembre de que há um Tribunal da História (“a Mestra da Vida”, “a Mestra das Mestras”), implacável com os covardes, os omissos, os pusilânimes, os tartufos, os sabujos, os biltres e os poltrões...
 
“A Honra se lava com o sangue de Heróis, de Gente Brava! (da Canção Militar “Fibra de Herói”)

16 de dezembro de 2014
Manoel Soriano Neto é Coronel de Infantaria e Estado-Maior, na reserva.

A COMISSÃO DA INFÂMIA

 


De regresso ao Brasil depois de vinte dias de afastamento, encontro que a comissão da (in)verdade produziu o filho bastardo de seu ventre pervertido, em “timing” perfeito para tentar reduzir a repercussão das cada vez mais graves e abrangentes, em termos da alta hierarquia do PT, revelações do “petrolão”, na forma de pretenso relatório, em que falseia a verdade, reescreve de forma mentirosa a História e investe contra a honra e os feitos de brasileiros ilustres, acatados e respeitados por toda a parcela sadia da Nação, muitos dos quais chefes militares exemplos e paradigmas para seus subordinados.
A ignominiosa ação é típica dos seguidores do cruel e sanguinário credo vermelho, para os quais só interessa a tomada total do poder, a qualquer preço e a qualquer custo, para abafar e destruir a democracia e as liberdades. Os fins justificam os meios para essa gente, que não se importa em mentir, destruir, trair, roubar, assassinar, no seu fanático desiderato de obtenção do poder e do controle totais sobre as pobres sociedades vítimas de sua sede de dominação.
Parece que, agora, perderam a noção de todos os limites e se sentem absolutamente seguros de que os brasileiros somos um amorfo bando de calabares e de joaquins silvérios dos reis, de desfibrados e desmoralizados vendedores das próprias almas pelos trinta dinheiros de Judas, de acovardados coelhos incapazes de defender-se e seus familiares, amigos e patrimônios,  e que preferem render-se, não lutar, na tola esperança de encontrar alguma clemência da parte de sanguinários e irreconciliáveis inimigos, que, a toda hora, demonstram assim ser!
Assim, a malfadada comissão, que deveria ter sido enfrentada com todo o vigor desde o início e desarticulada na sua sede de vingança e revanchismo, “cumpriu o papel dela esperado” na aceleração da marcha trágica do Brasil rumo ao desconhecido da miséria e do desespero.
Basta! “Levantai-vos, heróis do Brasil!” Repudiai, como faço agora, todas as solertes e deletérias mentiras lançadas em face do nosso povo, para desfibrá-lo e emasculá-lo, pois, desse modo, sem os líderes necessários, pela cavilosa e mentirosa desmoralização dos autênticos, será mais facilmente conduzido ao matadouro. Renovai, como agora renovo, o  juramento solene de defesa da Pátria, de suas honra, integridade e instituições, feito perante a Bandeira Nacional, no verdor dos meus dezessete anos de idade, na Escola Naval, naquele inesquecível 11 de junho de 1954.
  Sou militar, marinheiro do Brasil, fiel aos princípios, costumes, tradições, valores e crenças que sempre foram o apanágio das nossas Forças Armadas. Minha Pátria é a minha paixão! Conservo, no coração, na mente e na alma, todo o patriotismo, o brio e o pundonor, o compromisso com o cumprimento da Missão e a responsabilidade para com os comandados, o espírito de sacrifício e de renúncia, que aprendi do meu Pai, honrado, bravo e combativo General do Exército, do Colégio Militar do meu tempo, na Marinha e dos Chefes verdadeiros que tive, muitos dos quais criminosamente caluniados no relatório da vergonha. Por isso, combato e  combati o bom combate, por toda a vida e, em especial, nos fatos que redundaram no 31 de março de 1964. Naquela ocasião, graças à visceral formação que os impelia, os militares do Brasil, com patriotismo, garra e coragem, vieram em socorro do seu povo, que clamava para não ser escravizado pela hidra vermelha.
  A situação hoje é infinitamente pior, depois de 12 anos de predomínio vermelho na Terra de Santa Cruz, de ação e alcances muito mais eficazes, graças ao emprego permanente das diabólicas práticas e técnicas gramscistas. Devido à intensa guerra psicológica decorrente, as consciências foram amestradas, os valores modificados, o vício tornou-se virtude e os vilões viraram heróis, tudo produto da malévola catequese diuturna  inspirada do inferno. O Estado está dominado e a sociedade quase que reduzida à impotência, mas não podemos agir como se tudo já estivesse perdido. Por isso, repito: “Levantai-vos, heróis do Brasil!”
Apelo ao patriotismo e ao comprometimento de todas as pessoas de bem, principalmente àqueles, como eu, que tiveram e têm o privilégio de vestir os uniformes invictos e imaculados das Forças Armadas do Brasil, que nunca se furtaram ao chamado do cumprimento do dever para com a Pátria. Com ânimo e vigor inspirados pelas boas causas de defesa do Bem, da Paz, do Direito e da Justiça, de afiançar a permanência da Democracia entre nós, de afirmar a Independência, a Soberania e a Integridade do Patrimônio Nacional, lancemo-nos à justa liça de reconquistar o Brasil para seu glorioso porvir, de garantir um futuro de opulência, dignidade e felicidade para nossa Terra e nossa Gente. Nós, todos aqueles que, ao contrário dos apátridas que nos querem dominar, “não se correm, nem se pejam” de dizerem-se brasileiros.
É preciso reagir valentemente contra a intenção mais do que clara, já que enunciada com todas as letras, de rever unilateral e ideologicamente a Lei da Anistia, costurada para pacificar a Nação e permitir a convivência respeitosa e pacífica dos contendores do passado, para enxovalhar hoje as forças da lei e da ordem a que, como Instituição, pertenciam os patriotas que livraram o Brasil da tragédia anunciada em 1963/1964 e nos anos subsequentes, da luta armada lançada pelos seguidores de Lênin, Mao e Fidel Castro, para comunizar o Brasil.   Aí está meu emocionado e sincero convite. Quem, em nome de Deus, o escutará?
“SIGAM-ME OS QUE FOREM BRASILEIROS” (CAXIAS EM ITORORÓ)
“O BRASIL ESPERA QUE CADA UM CUMPRA O SEU DEVER” (BARROSO EM RIACHUELO)
16 de dezembro de 2014
Sergio Tasso Vásquez de Aquino, Vice Almirante reformado, é membro da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.