"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A TEORIA MARXISTA DA REVOLUÇÃO PROLETÁRIA: UMA UTOPIA


“Em princípio não renunciaremos nunca e nem podemos renunciar ao terror. O terror é uma das formas de ação militar que pode ser útil e até indispensável em um determinado momento do combate, ante determinado estado das tropas e determinadas circunstâncias”. (Lenin, “Por onde Começar?”, maio de 1901)

Este é um tema complexo, que pode ser abordado de várias maneiras. Eis uma síntese das idéias que se combinam na teoria marxista da revolução proletária
Inicialmente, a de que o caráter opressor da sociedade capitalista, é assentada, segundo Marx, em uma economia baseada na exploração do homem pelo homem, sujeita a crises cíclicas e com tendência ao declínio. Uma economia que não pode ser reformada e que deve ser suprimida.

Em segundo lugar, a definição de que a luta de classes é o motor da História, pois a Historia, desde os primórdios da civilização, nada mais tem sido do que o relato da luta de classes; que o sujeito revolucionário fundamental, o proletariado, jamais obterá uma melhoria global e definitiva em suas condições de vida e trabalho a não ser pela supressão do capitalismo. Pelos seus interesses históricos objetivos e pela sua força social, a classe operária foi definida por Marx como o sujeito revolucionário fundamental, capaz de emancipar-se e a toda a humanidade.

Outro aspecto da teoria marxista revolucionária é o que se refere ao Estado da sociedade capitalista, que Marx definiu como um aparato de dominação a serviço da burguesia, que não pode ser reformado, transformado ou utilizado pelo proletariadoTem que ser destruído pela revolução proletária, que construirá outros organismos – administração pública, órgãos policiais, Forças Armadas e aparelhos ideológicos do Estado – que permitirão o exercício do poder pelos trabalhadores e conduzirão à passagem do capitalismo ao socialismo. Esse novo Estado foi definido por Marx como “ditadura revolucionária do proletariado”, do mesmo modo que no capitalismo o Estado é uma “ditadura da burguesia”.

Outra questão central na teoria marxista da revolução proletária é a necessidade da construção de um partido revolucionário que introduza, desde fora, no proletariado, a consciência de classe, pois, sozinho, ele é incapaz de adquirir essa consciência.
Posteriormente, a obra de Lênin implementou, de forma decisiva, a teoria marxista do Estado e do partido.

Finalmente, temos a concepção de Marx do que seria a sociedade comunista: uma sociedade sem classes, sem Estado, sem divisão social do trabalho, onde este deixaria de ser um meio de ganhar a vida para tornar-se uma fonte de realização dos indivíduos. Uma utopia...

A teoria marxista da revolução proletária define, assim, como necessidade objetiva a supressão da sociedade capitalista, a ser realizada por uma revolução proletária, dirigida por um partido revolucionário, que daria origem a um Estado de novo tipo e iniciaria a construção da sociedade socialista, preâmbulo da sociedade comunista.

Após mais de 150 anos do Manifesto Comunista, esse projeto não se tornou viável nos países capitalistas. Pelo contrário, o comunismo ruiu onde quer que tenha sido implantado pela força das armas, restando Cuba e Coréia do Norte para demonstrar o que, segundo a doutrina marxista, não é o comunismo.

E mais: nos países capitalistas o modo de produção não marxista foi sedimentado e a classe operária – apontada como sujeito revolucionário fundamental – obteve sensíveis e constantes melhorias em suas condições de vida e trabalho, está organizada em sindicatos e nunca teve perspectivas revolucionárias, apesar da insistência do partido da classe operária e de seus militantes de classe média predominantemente urbana.

Todavia, o fato mais inquietante e questionador das idéias de Marx e seus epígonos é o de que, onde quer que o capitalismo tenha sido momentaneamente suprimido – sempre pela força das armas e não pela força dos argumentos da doutrina e nem pela força do voto – não se seguiu o regime de democracia operária imaginado por Marx e nem, pelo menos, um processo de construção do socialismo que tenha avançado em direção a ele.

O tal partido revolucionário do proletariado expropriou o proletariado do poder político, a burocracia apropriou-se do partido revolucionário e dos meios de produção e impediu qualquer progresso no sentido do dito socialismo. Em lugar da liberdade e da fonte de realização dos indivíduos, foram erigidos os gulags e os hospitais psiquiátricos.
 
07 de julho de 2014
Carlos I. S. Azambuja é Historiador.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Campanha bilionária com agressão, mentira e censura prepara teatro para grande fraude eletrônica
 

Está escancarada a maior temporada de mentiras jamais antes vista na história deste País. A campanha eleitoral de 2014, que será predominantemente disputada no terreno supostamente livre da internet, promete ser a mais agressiva de todos os tempos. Aparentemente, é a situação – e não a oposição – que está mais bem preparada para a caríssima guerra de informações e contrainformações na Era Digital.

No teatro de operações, o simples eleitor, mero usuário de tecnologia, será o personagem principal das ações ofensivas e defensivas de analistas em marketing político digital, militantes partidários fanáticos, advogados regiamente pagos, hackers preparados para levantar e derrubar reputações e políticos sempre prontos para qualquer negócio (preferencialmente lucrativo) que lhes garanta a vitória na eleição.

Horário eleitoral gratuito no rádio e televisão, com baixíssima audiência, parecerão “cousa do passado”. A “modernosidade da politicagem” investe para que as redes sociais sejam usadas, como nunca, na tentativa de fisgar eleitores. A principal ação de mistificação já começou a ser testada. Sistemas conseguem, facilmente, produzir e alavancar comentários (favoráveis e desfavoráveis) aos temas e candidatos. Tudo pode se transformar em “trending topic”. O eleitorado será bombardeado eleitoralmente.

A dificuldade será separar o que é verdade daquilo que é mentira. Boatos rolarão em tempo real. O que for “verossímil” (parecer verdade, embora não seja) deve ter hegemonia no conteúdo difundido. As mensagens veicularão a doença e o antídoto. Uma das táticas já manjadas de ilusionismo consiste em tentar esgotar temas que são usados com mais frequência para atingir os candidatos. De tão repetidos, se transformam em lugar comum e perdem o efeito ofensivo. Em tom teatral, o candidato atacado usa o conteúdo que o atingiu para contratacar e classificar o adversário de “difamador”.

Advogados especializados em tecnologia da informação tendem a nadar de braçada nesse lago de esgoto eleitoral. O Ministério Público e a Justiça Eleitoral devem ser acionados, como nunca antes, para “mandar retirar do ar conteúdo classificado como ofensivo”. Como tudo pode receber tal classificação, a velha e hedionda censura promete ser a grande estrela da campanha de 2014. Só perderá para a mistificação. Enfim, consagraremos o primado da fraude ampla, geral e irrestrita.

Para piorar, os políticos serão escolhidos pelo voto eletrônico de resultado inquestionável e sem possibilidade real de auditoria. Valerá a máxima de que você sabe em quem votou, mas só o sistema tem a certeza sobre quem foi eleito. Qualquer que seja o resultado, o cidadão-contribuinte, obrigado a votar, acaba enganado antes, durante e depois da eleição. Democraticamente, o panorama é tétrico.

A desmoralização política pós-eleição e a crise econômica previsível para 2015 (que os petistas jurarão ser uma visão equivocada da oposição para impedir a reeleição de Dilma) tornarão o Brasil ingovernável e pronto para uma confusão institucional que pode acabar em ruptura. O perigo é a quem caberá fazer o papel de “lixeiro” do que restar desta História.



Fifa Faturando

A transnacional Federação Internacional de Futebol Association deve lucrar, limpinho, com a Copa do Mundo 2014, uns US$ 2 bilhões – que serão remetidos à Suíça, onde não se paga imposto.

Já o Brasil, apenas na construção de 12 estádios superfaturados e ainda não acabados (exceto o Mineirão), torrou R$ 12 bilhões.

Só por essas contas elementares, já dá para ver que realizamos a Copa do Jegue (para os brasileiros).

Conta não fecha

Bares e hotéis – junto com o setor de bebidas – faturaram uns R$ 2,3 bilhões neste mês de Copa.

O probleminha matemático é que a economia em geral deixou de ganhar estimados R$ 12,7 bilhões com o período repleto de improdutividade, com muitos festejos e feriados forçados.

A grande pergunta é quem vai pagar tal conta no final, principalmente quando o bicho começar a pegar ainda no segundo semestre pós-eleitoral ou a partir do começo de 2015?

Perdendo de novo?

Pelo terceiro ano consecutivo, os fundos de pensão fecham suas contas no vermelho.

Trata-se de mais uma herança maldita do desgoverno Dilma Rousseff sobre o principal símbolo do nosso capimunismo tupiniquim, prejudicado por falhas na gestão e pelas interferências políticas nas estatais patrocinadoras.

Fundos com problemas colocam em risco não só a aposentadoria e pensão de milhares de brasileiros – principalmente servidores públicos -, mas também a sobra de grana para sustentar aventuras empresariais em que o poder estatal e seus políticos hegemônicos entram de parceiros-sócios...



Na conta do Lula...

Em campanha do maridão ao governo do Rio de Janeiro, a Prefeita de Campos dos Goytacazes, Rosinha Garotinho, elogiou a Dilma, metendo o pau no Lula:

“Como prefeita, não posso reclamar de recursos federais para Campos. Está certo quer ela está passando por um momento difícil, mas é desgaste do Lula. Ela não pode falar, porque não pode condenar o Lula, mas eu posso. Mensalão foi no governo Lula. Caiu no colo da Dilma”.

Como Lula-Dilma costumam se apresentar aos eleitores como sendo a “mesma pessoa”, “unha e carne”, Rosinha precisa tomar mais cuidado para seu elogio não se transformar automaticamente em ataque à Presidenta...
Por onde anda você?

Todo mundo anda perguntando por onde anda Luiz Inácio Lula da Silva nestes tempos de Copa do Jegue...

Anda muito calado o Presidentro, que não teve peito de disputar o Senado por São Paulo, mas demonstra arriscada “coragem” de permanecer sem imunidade parlamentar para se defender das broncas previsíveis no horizonte perdido.

Mas o desafio para Lula continua: quando ele terá coragem de divulgar, publicamente, qual a real evolução do patrimônio dele, dos familiares e aliados mais próximos?

Problemasgate

Durante e depois da eleição, deve estourar novidades bombásticas da Operação Lava Jato – que pode deixar ainda mais suja a reputação nada ilibada de muito político.

Também se opera um grande esforço, nos bastidores da Justiça Federal, para que o estranho segredo que cerca o processo da Operação Porto Seguro continue vigorando, por longo tempo.

O mensalão, parcialmente impune, vai parecer roubo de galinha do vizinho quando o resto das broncas explodirem...

Fica do ladinho de mim?



Terror rubro-negro?

O Globo informa que a Alemanha vai vestir contra o Brasil aquele uniforme vermelho e preto, inspirado pela Adidas no manto sagrado do Flamengo.

O probleminha é que, lá no Mineirão, é onde a turma mais odeia as cores do time mais querido do Brasil.

A roupagem germânica fez tanto sucesso que anda esgotada nas lojas de material esportivo...

Medicina cubana, não...



  
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

07 de julho de 2014
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

          Dilma aproveita a Copa e vai chutando!
 
07 de julho de 2014.

VAZOU TUDO NA INTERNET: GOVERNO LULA FOI CONIVENTE COM ENVIO DE FORÇAS VENEZUELANAS PARA SUFOCAR OPOSIÇÃO NA BOLÍVIA

             
Nelson Jobim, o gaúcho bolivariano: obediência ao Foro de São Paulo. (Foto da revista Veja)
Em 2007, a Venezuela sobrevoou o espaço aéreo brasileiro para enviar soldados e viaturas militares para ajudar a Bolívia a massacrar protestos populares. Como os governos boliviano e venezuelano são ideologicamente afinados com o brasileiro, o caso foi abafado. Parte dessa história aparece em um relatório confidencial do Ministério da Defesa do Brasil.
 
O texto narra a visita de militares e do ministro da Defesa Nelson Jobim à Venezuela entre 13 e 14 de abril de 2008. O documento faz parte de um pacote de 397 arquivos surrupiados do sistema de e-mails do Itamaraty e disponibilizados na internet por hackers, em maio passado.
 
Segundo o relatório, após desembarcarem em Caracas, os representantes brasileiros se reuniram na manhã do dia 14 na casa do embaixador Antônio José Ferreira Simões para acertar os ponteiros antes do encontro com o chanceler Nicolás Maduro, hoje presidente da Venezuela. Cada aparte dos presentes foi registrado no papel.
 
Em determinado momento, o general Augusto Heleno, comandante militar na Amazônia, perguntou se os demais sabiam de aviões Hercules C-130 que transportavam tropas venezuelanas para a Bolívia. O embaixador Simões interveio: “Uma denúncia brasileira de presença de tropas venezuelanas na Bolívia pode piorar a situação”.

Do site da revista Veja

07 de julho de 2014
in aluizio amorim

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE


 
07 de julho de 2014

FUTEBOL E BAIXA POLÍTICA


A copa começou para o escrete brasileiro com a passagem para as semifinais na próxima terça-feira contra a Alemanha de Neier, Schweinsteiger. Hummels, Mezut Otzil, Kroos, Muller e Philipp Lahm, o líder da equipe. Os panzers alemães atacam em bloco, quase sempre pelos flancos. São frios quando sob pressão do adversário e evitam cometer faltas nas imediações da grande área.

São disciplinados taticamente e jogam no erro do outro time, como se estivessem em frente de um tabuleiro de xadrez e não num campo de futebol.
Não importa o placar, mesmo perdendo a esquadra alemã se comporta como se nada estivesse em jogo, nem mesmo um campeonato mundial.

Pragmáticos, os panzers de Joachim Low recuam para seu próprio campo para se recompor e - para logo em seguida -  partirem para o ataque final na área do inimigo.
Na maioria das vezes o ataque alemão leva perigo ao time  adversário e vez ou outra o gol acontece.

Administram o terreno e procuram a expansão do seu território como se fossem discípulos de Friedrich Ratzel, o inventor do espaço vital.
 
O time brasileiro, desfalcado de duas de suas principais peças, Neymar e Tiago Silva, vai ter que jogar além daquilo que demonstrou até agora nas partidas de classificação e nos embates contra o Chile e a Colômbia.
 
Fraco nas laterais, por onde acontecem as jogadas que levam perigo ao gol de Júlio César e com um meio-de-campo nada criativo – para não dizer medíocre – o Brasil contou com a sorte e com um ou outro lampejo de Neymar e dos zagueiros Davi Luís e Tiago Silva.
 
Na frente, o escrete brasileiro conta com os inoperantes Fred e  Hulk, este último um arremedo de jogador de futebol, que se tivesse de massa cinzenta o que detém de massa glútea até poderia criar alguma jogada de gol contra o time adversário. Na falta de uma massa cinzenta de qualidade e considerando o peso de um derrière avantajado, esperava-se que Hulk utilizasse da sua força física e ameaçasse o gol inimigo.
 
Mas nem isso o jogador foi capaz de fazer. O centro avante (sou conservador quando me refiro às posições em campo) Fred faz aquele tipo que não cheira mal, nem cheira bem, simplesmente porque não tem cheiro. Resumindo, o avançado brasileiro é insípido, inodoro e incolor. Apesar de tudo, permanece na titularidade. Um dos homens de confiança do técnico Felipão. 
 
Restaria uma esperança para a tarde da próxima terça se o time do Brasil tivesse um plano de jogo, com possíveis mudanças táticas no seu decorrer. Longe disso. A seleção não tem um sistema de jogo e  não existem alternativas de jogadas para sobrepor uma marcação cerrada do adversário. Dificilmente o Brasil derrubará o atual muro de Berlim: o goleiro Manuel Neier.
 
E o pós copa, como fica? Ora, existe um outro jogo em curso, este muito mais importante e que contará com uma semifinal no início de outubro e a final em 26 do mesmo mês. O Brasil dos homens de bem não merecem um final que não seja feliz: o fim do lulopetismo e das mazelas dos 12 anos que permaneceu no poder e com as chaves dos cofres públicos. Os brasileiros querem o seu país de volta, antes que seja tarde. E esse jogo tem que ser muito bem jogado, pois acontecerá de tudo, desde carrinho por trás até gol de mão. O adversário joga sujo e não medirá esforços para ganhar mais 4 anos mamando às custas do contribuinte.

07 de julho de 2014
Nilson Borges Filho, é mestre, doutor e pós-doutor em Direito

EXCLUSIVO! ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO (AGU) ENTROU EM AÇÃO E SITES DO MEGA-PROGRAMA COMUNISTA DO PT (DEC. 8.243) SÃO CONGELADOS"


O site principal do mega-esquema do governo da Dilma que teve como epílogo o Decreto 8.234,  foi "congelado" no dia 5 deste mês de julho, depois que a AGU entrou em ação. 
Conforme matéria exclusiva aqui no blog em postagem datada de 2 de julho (quarta-feira passada) intitulada “Por trás do decreto 8.243, a diabólica organização golpista do PT nos porões do Palácio do Planalto”, revelei a ampla rede de mobilização política do governo da Dilma que culminou com a edição do famigerado decreto 8.243, mais conhecido por “decreto bolivariano”, ou decreto dos “sovietes do PT”, já que sua execução tem em mira a destruição da democracia representativa.

O objetivo do decreto é, na verdade, instituir um regime comunista, já que se baseia no denominado “centralismo democrático”, onde todas as diretrizes e as próprias leis emanam não do Poder Legislativo, mas dos “sovietes”, constituídos pelos movimentos sociais sob a organização e direção do PT.
Ou seja, todas as políticas públicas serão decididas pelo partido, isto é, o PT!
 
Desta forma, o Poder Legislativo seria transformado apenas num simulacro de poder, ou seja, numa instância homologatória de todas as decisões emanadas do Executivo que seriam embasadas a partir das decisões dos tais “sovietes” controlados pelo PT. 
Como expliquei no aludido post, o decreto 8.243 foi o epílogo de todo um planejamento minucioso levado a efeito e coordenado pelo ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho e seu assessor direto Pedro Pontual.
 
O desenvolvimento de todo esse megaprojeto, usa de forma intensiva os recursos da internet e articulação de redes sociais, estúdios para gravação de vídeos de alta definição, cenários, iluminação e demais aparatos técnicos que requer tal empreitada. Além disso emprega técnicos e especialistas, entre web masters, designers, fotógrafos, cinegrafistas, jornalistas, apresentadores etc...

A coisa é de tal proporção que a Advocacia Geral da União (AGU) entrou em campo alertando para o fato de que o mega-esquema intitulado “Política e Compromisso Nacional pela Participação Social”, colide frontalmente com a legislação eleitoral e por isso todo o conteúdo foi suspenso, conforme se pode ler agora nos avisos que foram publicados anunciando o “congelamento” da publicação, até que se conclua o pleito eleitoral de outubro próximo.

Isto quer dizer que após as eleições e já contando com a “vitória antecipada”, Lula, Dilma e seus sequazes prometem dar prosseguimento a esse plano diabólico cujo objetivo precípuo é liquidar a democracia representativa transformando o Brasil numa republiqueta comunista do tipo cubano, como está acontecendo agora na Venezuela, onde Nicolás Maduro convocou um assessor do finado Che Guevara, para coordenar a “reforma econômica” a ser implementada pelo chavismo. 
 
Este post é, portanto, uma matéria exclusiva, porque os jornalistas da grande imprensa brasileira que cobrem o Palácio do Planalto não publicaram nem uma mísera nota. Me refiro aos repórteres dos gigantes da mídia nacional como a Rede Globo, Folha de São Paulo, Estadão e até mesmo a revista Veja que se tem notabilizado desde a sua criação há mais de 40 anos, pela publicação de grandes furos jornalísticos, principalmente no tange à política. 
 
Calculo, inclusive, que os próprios deputados e senadores da oposição não fazem a mínima ideia do que está rolando nos bastidores do Planalto. Claro, há os que sabem e silenciam, pois cobram pelo seu silêncio com o objetivo de lograr o alcance de dividendos políticos e/ou pecuniários, a mostrar que a própria instituição parlamentar brasileira já se encontra em avançado estado de degeneração. Isso também aconteceu na Venezuela.
Até o momento em que o finado caudilho Hugo Chávez deu o golpe mortal na democracia com a convocação de uma Assembléia Constituinte que escreveu a Constituição Bolivariana (bolivariana quer dizer comunista na novilíngua do socialismo do século XXI).
Ato contínuo o tiranete fechou o Senado e instituiu uma Assembléia Nacional reduzindo o poder legislativo à condição de simples repartição pública cuja função é homologar, sem quaisquer delongas, todo e qualquer ato emanado do Executivo. É isso que o PT postula com o decreto 8.243.
 
Facsímile da ilustração do post de 2 de julho mostrando parte do site principal que foi "congelado", em que aparece cena de entrevista em vídeo de Pedro Pontual, o assessor direto de Gilberto Carvalho.
SITES "CONGELADOS"
 
Quem acessa os sites do tal Programa Pela Participação Social, que faz a propaganda e coordena o movimento, encontra agora os avisos sobre o congelamento dos conteúdos. Esses avisos estão no site principal e em outros que integram a rede dos “sovietes”, e a coisa já chegou às universidades federais, conforme se pode atestar nos textos que seguem na íntegra.

O primeiro está no site principal do programa e na sequência num site que faz a vinculação com as Universidades Federal do Rio de Janeiro e Federal do Paraná.
O objetivo desses 'participatórios' é mobilizar os jovens. Leiam:
“Devido à Legislação Eleitoral o nosso Portal da Participação Social ficará congelado até outubro. Nossos perfis nas redes sociais (Facebook, Twitter, Instagram, Flickr e Google Plus) também ficarão ocultos pelo mesmo motivo. Retomaremos a atividades normais em 27/outubro com novidades e muita interação \o/\o/\o/
 
O congelamento se deve ao entendimento do TSE de que a responsabilidade pelo zelo do conteúdo dos sítios geridos pelas instituições públicas é das próprias e de seus agentes, esses últimos podendo ser responsabilizados pessoalmente.
 
Como todos sabem, o Participa.br é um ambiente interativo de rede social que permite a publicação de conteúdos pelos próprios usuários, sem moderação prévia. Em outras palavras, o Participa.br vai muito além de um espaço de publicação de conteúdos pelos seus gestores, se constituindo como uma plataforma de interação.
Essa natureza do ambiente ainda não encontra respaldo nas teses jurídicas, tendendo estas a responsabilizar os gestores da plataforma pelo conteúdo publicado por seus usuários.
Por esse motivo, estamos submergindo o participa.br durante esse período, retornando com liberdade após o término das eleições. Lembramos que o participa.br é licenciado em software livre. Ele pode ser utilizado por qualquer pessoa, rede ou organização.”


“PARTICIPATÓRIO” 
 
“Seguindo orientação da Advocacia-Geral da União (AGU), este e outros conteúdos do Participatório sofrerá restrições durante o período eleitoral, seguindo o período de vedação de condutas para agentes públicos das esferas administrativas cujos cargos estejam em disputa na eleição.
 
O motivo dessas restrições se deve à legislação eleitoral e à jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de que a responsabilidade pelo zelo do conteúdo dos sítios geridos pelas instituições públicas é das próprias e de seus agentes, esses últimos podendo ser responsabilizados pessoalmente.
A lei também determina que ao longo desse período fica vedada a publicidade institucional e de produtos e serviços que não tenham concorrência no mercado.

A Biblioteca Digital continuará disponível durante todo o período, com algumas restrições no acervo institucional da Secretaria. Os nossos perfis em outras redes, como: Facebook, YouTube e no Twitter também ficarão temporariamente indisponíveis.
 
Essas restrições se aplicam no período entre o dia 5 de julho até o dia da eleição, 5 de outubro de 2014. Caso haja segundo turno na eleição presidencial, essas restrições se estendem até o dia 26 de outubro.
Após essa data, retornaremos ao funcionamento normal, resgatando o conteúdo anterior.
Contamos com a sua compreensão. Estamos à disposição para quaisquer esclarecimentos e dúvidas.”

07 de julho de 2014
in aluizio amorim

SILÊNCIO DA OAB (E DAS UNIVERSIDADES TAMBÉM).

As ameaças à democracia constitucional brasileira encontram poucos defensores. Instituições que marcaram sua existência pela luta em favor das instituições - como as Universidades e, notadamente, a OAB - se rendem à sedução totalitária encarnada no petismo. É uma situação tão espantosa que até um ex-presidente da Ordem se manifestou preocupado. Em artigo publicado no jornal O Globo, o dr. Reginaldo Castro assim escreveu:
"Estamos diante de uma agenda política assustadora. Teme-se pela independência do Judiciário e do Legislativo. O aparelhamento do Estado, síntese desses temores, culmina com a edição do decreto 8.243, que o entrega ao arbítrio dos “movimentos sociais”, sem que se defina o que são, já que podem ser institucionais ou não, segundo o decreto.
Antes, tivemos o mensalão, pontuado de agressões por parte dos réus ao STF e ameaças de morte a seu presidente, Joaquim Barbosa. E ainda: a tentativa de regulamentar (eufemismo de censurar) a mídia; a inconstitucionalidade do programa Mais Médicos; a desobediência do presidente do Senado ao STF quanto à instalação da CPI da Petrobras; a violência dos black blocs nas manifestações de rua; as ações criminosas de milícias armadas do MST e do MTST, entre numerosas outras ilegalidades que reclamam uma palavra firme de condenação por parte da advocacia brasileira. E o que se ouviu da OAB? Nada.
São assassinadas no Brasil anualmente mais de 50 mil pessoas, a maioria, jovens e pobres, em decorrência do narcotráfico. Hoje, o Brasil é, além de rota preferencial do comércio de drogas, o segundo maior consumidor mundial de cocaína e o primeiro de crack. O PT, há quase 12 anos no poder, não inclui esse combate entre suas prioridades. E o que diz a OAB? Nada!"
O petismo parece ter aprendido algo sobre a natureza profunda dos burocratas: eles gostam, mesmo, é de dinheiro e de privilégios. A OAB nem sempre foi assim; ela já foi dirigida por gente de outro barro. O exemplo mais notável é o de Raimundo Faoro (vale a pena reler sua obra prima OS DONOS DO PODER). Dentro das universidades, os que não venderam a alma, ao preço de  "bolsas e ajudas de custo", se tornaram tão minoritários como os que, em outras épocas, sustentaram o espírito crítico e oposicionista aos governantes de plantão. Deve ser o tal espírito do tempo.   
07 de julho de 2014
in prof. Antonio Machado

A GUERRA MUNDIAL ACONTECERÁ DE FATO. SERÁ APENAS UMA QUESTÃO DE TEMPO.

A guerra mundial nuclear é um fato!

Ela já foi pensada, planejada, e está pronta, foi decidida pelos grupos de interesses escusos que manipulam as grandes potências.
Não tem jeito de evitar essa catástrofe.
Não é uma questão de "será ou não será".
É apenas uma questão de TEMPO. 
  
A pergunta correta é: "QUANDO?"
A verdade é que a guerra já é uma fato. Ela já É!
A guerra É um fato consumado.
Está decidido nos bastidores.
 
Ela VAI ACONTECER, concorde ou não concorde, goste você da ideia ou não goste.
Tenha medo ou não tenha medo, eles farão a guerra.

Será terrível.
 
Recebi um e-mail de um colaborador católico (Tony), que afirma ser uma mensagem espiritual recebida por crentes fiéis católicos.
E o conteúdo da mensagem é esta (em azul):

A humanidade não dará muitos passos para o encontro com a destruição. Quando tudo isso se realizar - e eis que está em vésperas de acontecer -, saberão que houve um profeta no meio deles (Ezequiel 33:33).

Apelos Urgentes de Nossa Senhora - 2005
  • A Rússia tropeçará e o homem orgulhoso agirá com a força dada pelo demônio. A cruz será pesada para os habitantes da Ucrânia.
  • O perigo de uma Terceira Guerra torna-se real. A Rússia será uma pedra para muitas nações... O urso feroz irá em busca de seu espaço... passará por várias nações e chegará a Roma, atacará e levará sofrimento e dor à casa de Deus... Roma será destruída com fogo. A guerra explodirá sobre Roma e poucos serão os sobreviventes. China e Rússia: pedras pesadas para a humanidade. Aquele que se opõe a Cristo levará sofrimento e dor a toda Europa.
  • O País do Salvador terá que sofrer muito, mas quando sentir a derrota se defenderá com armas que espalharão fogo pelo céu. O Irã será devastado por Israel. O Oriente Médio tremerá com o Grande Holocausto Atômico. 
  • O dragão irá ao encontro da águia e lançará fogo sobre seus filhos causando a destruição de grande parte do seu ninho. O Brasil estará na guerra. A bandeira: eis que nela está a causa da guerra. O vosso Brasil também sofrerá com a vinda da onda gigante.
  • A Terra se agitará e tremerá com o Grande Holocausto Atômico. O tempo para nascer uma criança, uma luz e outra luz. Eis que a humanidade verá fogo pelos céus. Luz que não ilumina e lágrimas de sofrimentos. 
  • Convertei-vos. Um grande castigo cairá sobre a humanidade porque os homens desafiaram o Criador. O Grande Cometa virá e causará grande destruição. Do alto ele virá fazendo grande sombra sobre a Terra e muitos homens morrerão de pavor ao vê-lo. Maior que a Terra será... Rezai.
 
VEJAM ESTES ARTIGOS AQUI E ASSISTAM AOS VÍDEOS LINKADOS DENTRO DE CADA UM DELES.
  
ASSISTAM ISSO E APRENDA MAIS:
https://www.youtube.com/watch?v=skIiToemXDM
https://www.youtube.com/watch?v=ty-PuPxrV5Q
https://www.youtube.com/watch?v=AhCEOnurFuA
OS SINAIS QUE INDICAM ALGO À CAMINHO
https://www.youtube.com/watch?v=FcnqjeGKFgk

07 de julho de 2014
in a verdade que a mídia não mostra

CANDIDATURA DE DILMA TEM CONTRATEMPOS EM SP, COM PALANQUE FRAGILIZADO

         

 
A conquista da maioria dos votos de 68,2 milhões de eleitores concentrados em São Paulo, em Minas Gerais, no Rio de Janeiro e na Bahia tem consumido a maior parte dos esforços de estrategistas e candidatos ao Palácio do Planalto no aquecimento para a campanha presidencial.
Os três principais nomes na corrida pelo controle do Executivo contabilizam fragilidades pontuais em, ao menos, um desses locais. Na campanha petista, o quadro é bem diferente de 2010, quando Dilma Rousseff se elegeu perdendo apenas entre os paulistas, ainda assim por uma margem pequena de votos. O porém é que, justamente nesse estado, os problemas ganharam corpo nas últimas semanas.

Ao contrário de há quatro anos, o principal adversário oposicionista, o senador Aécio Neves (PSDB-MG), tem a hegemonia mineira, unificou o PSDB paulista em torno de sua candidatura, uniu as oposições baianas – em uma articulação conjunta com o prefeito de Salvador, Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) – e angariou o apoio do PMDB fluminense, insatisfeito com o fato de o PT ter lançado o senador Lindbergh Farias para concorrer contra Luiz Fernando Pezão (PMDB).
ERRO MORTAL“O PT não pode errar como errou em São Paulo. Isso é mortal”, disse um estrategista político ligado ao ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD). No plano nacional, os pessedistas estão com Dilma. Mas, em São Paulo, apoiarão Paulo Skaf (PMDB).
O PT paulista patina na candidatura de Alexandre Padilha, o que deixa a presidente Dilma Rousseff com um palanque frágil em um estado governado pelos tucanos há 20 anos. “Além disso, o índice de aprovação dela em São Paulo não chega aos 30%. É muito baixo”, disse o aliado de Kassab.

Quanto à candidatura de Eduardo Campos, com menos tempo de televisão que seus principais adversários, o concorrente do PSB ao Palácio do Planalto ainda amarga uma situação pouco confortável: ele também é aquele com menos palanques fortes nos principais colégios eleitorais brasileiros. Em São Paulo e no Rio, por exemplo, o socialista não terá sequer um candidato a governador filiado ao seu partido.

07 de julho de 2014
Paulo de Tarso Lyra
Correio Braziliense

QUARTAS DE FINAL! EM TEMPO DE COPA DAS COPAS... NA ECONOMIA, NEM TODOS OS PAÍSES BATEM UM BOLÃO




Os confrontos das quartas de final, que começam hoje(04/07), indicam um equilíbrio nas partidas em uma Copa do Mundo em que todos os grandes favoritos, incluindo o Brasil, passaram por agruras em algum jogo até o momento. Mas, fora de campo, a situação das nações rivais é bem diferente. 
Na economia, quatro países são considerados desenvolvidos mas alguns deles ainda enfrentam dificuldades para retomar o crescimento e resolver o desemprego, enquanto outros quatro são considerados em desenvolvimento.

Nesse segundo grupo há desde queridinhos do mercado a países que, como a Argentina, a cada dia ampliam crises e insegurança. 

Alemanha e França, por exemplo, representam o duelo entre duas lideranças europeias. Nos gramados, as duas seleções se destacam pelos ataques, mas, na economia, a França está na retranca e ainda não conseguiu decolar após a crise de 2008. Já a Alemanha confirmou ser o grande motor europeu, ganhando espaço sobre os vizinhos. As duas nações são as maiores economias do continente, mas vivem momentos um pouco distantes.

Deixando de lado a bola e entrando no campo da economia, Brasil e Colômbia repetem o que se passa em campo: enquanto a Colômbia é a sensação, o Brasil ganha, mas não convence. Assim como no futebol, onde quer roubar o protagonismo do Brasil, a Colômbia já superou o país como maior produtor e referência global em café.

Revelação da Copa do Mundo de 2014, a Costa Rica quer, no futebol, repetir o mesmo que tem feito no comércio com a Holanda: 

entregar um abacaxi.
Explica-se:
o país da América Central é um grande exportador de frutas para a Europa.
O fechamento de parte da Intel, que possui uma das maiores fábricas do mundo, anunciado para o final do ano, deve provocar um forte impacto no país, já que a Intel representa cerca de 6% do PIB da Costa Rica, embora a empresa prometa ampliar os centros de pesquisa que existem no país. Tanto Costa Rica quanto Holanda são países pequenos, mas importantes em seus continentes.

Entre Argentina e Bélgica, a distância econômica é enorme. Enquanto o primeiro país vive uma crise que parece não ter fim, o segundo, sede da União Europeia, anda batendo um bolão no campo das exportações. 

França x Alemanha

A Alemanha está em uma fase mais liberal, enquanto a França ainda é um dos grandes representantes do estado europeu de bem-estar social. 
Grandes fiadores da União Europeia e do Euro, os dois países são historicamente rivais e se enfrentaram em diversos conflitos, inclusive ficando em lados opostos nas duas guerras mundiais. Mas, economicamente, são complementares: 
a França foi o maior importador da Alemanha, tendo comprado no ano passado US$ 138,1 bilhões em produtos alemães, e é o terceiro maior vendedor de produtos para os germânicos, atrás da Holanda e da China, tendo exportado US$ 88 bilhões em produtos franceses no ano passado.
Brasil x Colômbia
A Colômbia cresceu com quase o dobro da velocidade do Brasil, atraiu investimentos e, com a Aliança do Pacífico (associação com México, Chile e Peru), ampliou a participação no comércio internacional. Já o Brasil patina com baixo crescimento, inflação alta e falta de investimentos, mas tem mercado interno de dar inveja, baseado na redução da pobreza e do desemprego nos últimos anos.

 A corrente de comércio entre os dois não é tão elevada:
 US$ 4,1 bilhões no ano passado. No campo comercial, o Brasil leva vantagem: exportou US$ 2,6 bilhões e importou US$ 1,5 bilhão, mas as exportações brasileiras para a Colômbia tiveram queda de 9,75% em 2013, enquanto as importações cresceram 15,4%.
Argentina x Bélgica
A Bélgica está envolvida em um dos principais negócios dos argentinos: 
a dragagem do Rio da Prata, principal via de exportações do país e fonte de polêmicas com o Uruguai. Uma empresa do país europeu está a cargo das obras. Fora isso, os dois não possuem muita relação comercial. A Argentina sofre com um governo sem credibilidade, dados estatísticos pouco confiáveis, queda no preço das commodities agropecuárias e a questão da dívida, que voltou com força depois que a Justiça americana decidiu que os “fundos abutres”, que compraram títulos argentinos da época da crise com valores muito menores, devem receber o valor integral. Já a Bélgica é um dos países mais abertos do mundo: suas exportações somam US$ 295 bilhões, cerca de 58% de seu PIB.

Holanda x Costa Rica
A Costa Rica é um grande exportador de frutas para a Europa, e o abacaxi representa 11% das vendas do país aos holandeses no ano passado. Até então, a liderança nas exportações era de circuitos integrados, com 51,3%, pois o país conta com uma das maiores fábricas da Intel no mundo, mas que será parcialmente fechada. Ou seja, em breve, o abacaxi deverá voltar a liderar as exportações para a Holanda. Os países quase não possuem relações comerciais — embora os holandeses tivessem colônias no Caribe. As exportações costa-riquenhas somaram no ano passado cerca de US$ 900 milhões e as importações, US$ 130 milhões, baseada principalmente na venda de contêineres holandeses.


POR HENRIQUE GOMES BATISTA
O Globo
07 de julho de 2014

A BALANÇA DESEQUILIBRADA



Nunca antes na história, o Brasil precisou tanto da exportação de produtos básicos, principalmente agrícolas e minerais, para gerar divisas e evitar que a dependência do país em relação a recursos externos seja ainda maior. Nossa balança comercial está cada vez mais desequilibrada.
Os resultados do comércio exterior divulgados ontem mostram que itens básicos – em especial soja em grãos, minério de ferro e petróleo – dominaram a pauta exportadora brasileira no primeiro semestre do ano.
Com isso, os básicos passaram a responder por mais da metade das vendas do país ao exterior, algo inédito na história recente.
 
De janeiro a junho deste ano, os básicos representaram 50,8% de tudo o que o país exportou. É o maior percentual desde o início da série histórica oficial de comércio exterior brasileira, iniciada em 1980.
 
Para se ter ideia da velocidade com que a pauta exportadora vem se concentrando em produtos de menor valor agregado, em 2002 os básicos respondiam por apenas 25% dos embarques totais do país, registra o Valor Econômico. Há apenas um ano, somavam 47,5% das vendas ao exterior.
 
Na outra ponta, é cada vez menor a fatia dos produtos mais elaborados, os chamados manufaturados, nas exportaç
ões totais do país. O percentual baixou a .  cv,4%, na menor marca desde o início da série, ou seja, também em 34 anos.
 
Os manufaturados já chegaram a representar 60,2% da nossa pauta exportadora. Isso no primeiro semestre de 1993, como informa O Estado de S. Paulo. Há um ano, a participação dos bens industrializados estava em 37,4% do total.

“Em números absolutos, a indústria vendeu US$ 6 bilhões a menos no semestre em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a exportação de básicos aumentou US$ 2,2 bilhões”, registra a Folha de S.Paulo. “Não fosse o avanço das commodities, a situação do comércio exterior estaria ainda mais complicada”.

Em termos gerais, o país apresentou déficit comercial de US$ 2,5 bilhões no primeiro semestre do ano. As exportações caíram 2,6% na comparação com igual período de 2013: foram embarcados US$ 110 bilhões até junho, no pior desempenho em quatro anos. As importações caíram 3% no semestre.
 
Já há algum tempo vem ficando explícita a maior dependência do país em relação à venda de produtos básicos para o exterior. A rigor, não é problema uma nação ser uma potência agrícola, como é o nosso caso. A preocupação surge é da anemia dos setores mais avançados, como é o caso da indústria – agravada pela derrocada argentina, um de seus principais mercados.

O parque produtivo brasileiro perde competitividade, vergado por custos em ascensão e um ambiente institucional desfavorável, do qual a burocracia asfixiante e a elevada carga tributária são os piores exemplos. Ao mesmo tempo, nossa política de comércio exterior é tímida em excesso.
O governo federal, porém, prefere ver no resto do mundo a razão para nosso inferno exportador. Se assim fosse, concorrentes diretos, como a China, não estariam ampliando sua fatia de comércio com a União Europeia e mesmo com os EUA, em detrimento da perda de espaço de produtos brasileiros nestes mercados consumidores.

O desequilíbrio no comércio exterior é mais uma das heranças malditas que a política econômica posta em prática pelos governos petistas – e aprofundada pela gestão Dilma – vem legando ao país. O Brasil tem condições de se tornar uma potência exportadora também de bens de maior valor agregado, desde que, para tanto, volte-se para o mundo e não se feche a ele, como tem ocorrido nos últimos anos.

 Instituto Teotônio Vilela
07 de julho de 2014

UM EXEMPLO! A COPA DAS COPAS FEITA PRA "INGLÊS VER" E O BRASIL REAL ATRÁS DO TABIQUE QUE O "INGRÊS NÃO VÊ"

Fortaleza, sede da desigualdade na Copa do Mundo


Fortaleza tem sido o terceiro destino mais procurado na Copa 2014. Encanta pelo litoral, pela hospitalidade, mas abriga situações contraditórias. São várias as fortalezas dentro de uma só. Primeira cidade a entregar um dos estádios da Copa, não conseguiu ainda reduzir os fortes contrastes sociais.
Apontada pelo relatório das Nações Unidas 'State of the World Cities’ como uma das 20 cidades mais desiguais do mundo, a capital cearense possui 75,7% dos bairros com Índice de Desenvolvimento Humano por Bairro (IDH-B) menor que 0,5 — quanto mais próximo de zero, piores as condições locais de desenvolvimento humano.

Nestes bairros habitam a maior parte das 134 mil pessoas que vivem em situação de extrema pobreza. Segundo o Atlas do Desenvolvimento Humano 2013, esta população sobrevive com uma renda per capita média de R$ 39,42 mensais.
Na quarta capital em número de aglomerados subnormais (ou seja, ocupações irregulares e/ou ilegais vivendo com serviços públicos precários), ao todo 369.370 habitantes (16% da população total) vivem em condições mínimas de vida, de acordo com dados do Censo Demográfico 2010 do IBGE.
 
Constraste nos arredores do Castelão - IGOR DE MELO


Para esta população, a notícia da vinda da Copa do Mundo e seus investimentos trouxe esperanças de melhoria na qualidade de vida. Entretanto, não é o que está acontecendo. Segurança, transporte, saneamento básico e moradia são algumas das lutas daqueles que moram em regiões cujo o IDH está entre os mais baixos da capital. O Índice de Gini de Fortaleza, por exemplo, é de 0,61 — o valor varia de zero (perfeita igualdade) até um (desigualdade máxima), e serve para medir o grau de desigualdade existente segundo a renda domiciliar per capita.

Em locais como as Grandes Regiões do Jangurussu, Ancuri e Bom Jardim, que juntas formam uma população de aproximadamente 300 mil habitantes, esta situação é bem clara. A poucos metros da Arena Castelão, vivem 63 mil pessoas às margens do antigo aterro sanitário do Jangurussu. 
A elas não falta apenas acesso aos jogos. Faltam condições essenciais para a garantia de direitos humanos.

Conjunto Novo Barroso, que integra o Grande Jangurussu - Igor de Melo

No Jangurussu (IDH-B 0,1), o aterro foi desativado há 16 anos, mas até hoje o chorume - líquido escuro que contém alta carga polidora e é proveniente de matérias orgânicas em putrefação - ainda brota da terra. A região trava uma luta histórica pelo saneamento básico, as casas não têm sequer fossa séptica e sofrem em dias de chuva com o esgoto invadindo as residências.

O Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Universidade Federal do Ceará (UFC), Jeovah Meireles, comenta que o chorume, além de atingir a bacia hidrográfica do rio Cocó, contamina outros sistemas ambientais como o manguezal, as lagoas associadas e o lençol freático.

Um conjunto de impactos ambientais que, analisados, levando em conta as pessoas que moram nas imediações e que não tem acesso ao saneamento básico, estas são atingidas diretamente pelo chorume e demais derivados dos efluentes domiciliares. Evidencia-se aí, danos socioambientais de elevada magnitude, violação dos direitos humanos e injustiça ambiental — afirma Meireles.

A assessora político pedagógica da Organização Não Governamental (ONG) Diaconia, Luciana Brilhante, que trabalha nestas três grandes regiões (Jangurussu, Ancuri e Bom Jardim), atenta que com os protestos e manifestações que eclodiram desde a Copa das Confederações, também surgiram vários sentimentos de indignação em relação à situação vivida nos locais mais pobres, tais como a dificuldade de acesso à saúde, educação e violência.

— Na vivência dentro destas comunidades ouvimos muito a revolta aflorada com os gastos e investimentos com as obras da Copa, quando no dia a dia eles não têm nem os direitos mais básicos — diz Luciana.

No conjunto Novo Barroso (que integra o Grande Jangurussu) mora a dona-de-casa Albaniza da Silva. De sua residência, com vista para o Castelão, não existe iluminação pública desde o dia 10 de maio. No dia do jogo do Brasil e México, em Fortaleza, além dos gritos das torcidas, ela escutou outro mais forte, o de um homem sendo esfaqueado na esquina da sua casa.

A gente sabe que todos gostam de futebol, mas é inadmissível que, por conta de uma Copa, as pessoas que moram na periferia fiquem abandonadas, sejam esquecidas e completamente desrespeitadas, como se aqui não morassem pessoas, cidadãos que pagam seus impostos — desabafa Albaniza.

Fora a deficiência na segurança e a falta de saneamento, as três linhas de ônibus que servem à comunidade não conseguem prestar o serviço, pois as ruas que dão acesso ao bairro estão intransitáveis.

Enquanto isso a gente tem que se deslocar para locais distantes, correndo risco de vida. E, logo ali na Avenida Paulino Rocha tem um monte de ônibus levando os turistas de graça para o jogo. Dessa forma nós nos sentimos desrespeitados. Enquanto a gestão passa uma impressão boa da cidade para as pessoas de outros países, nós que moramos aqui estamos a mercê do que eles nos impõem, o completo abandono.
 
Barracos na Grande Jangurussu - Igor de Melo

Os ônibus gratuitos aos quais Albaniza se refere correspondem a um total de 300 transportes disponibilizados pela Prefeitura de Fortaleza para quem estiver com ingresso da Copa, e outros 50 para o local da Fan Fest, no aterro da Praia de Iracema. Alguns destes veículos trafegam, em dias de jogos, na Arena Castelão, pelas Avenidas Paulino Rocha, Alberto Craveiro e Juscelino Kubitschek levando os torcedores até os portões do estádio. As duas primeiras vias foram ampliadas e os investimentos estão em torno de R$ 87,5 milhões, conforme informações da Secretaria de Infraestrutura de Fortaleza. O recurso foi utilizado para construção de dois BRTs , rotatória e túnel.

Já no Grande Bom Jardim (IDH-B 0,1), a violência e a droga atinge grande parte dos jovens. Pertencente à Área Integrada de Segurança II (AIS II), mais violenta da Região Metropolitana de Fortaleza, onde os dados da Secretaria de Segurança Pública (SSPDS) apontam que, somente em 2013, foram registrado 506 assassinatos, uma média de 42 registros por mês. Dos 19 bairros que integram a AIS II, cinco são do Grande Bom Jardim.

A situação não é muito diferente do Jangurussu. Os bairros que integram a região estão entre os mais pobres e com a mais baixa renda por pessoa da capital. Bom Jardim, Canindezinho, Granja Lisboa, Granja Portugal e Siqueira reúnem mais de 204 mil habitantes. O Grande Bom Jardim possui 20.459 pessoas vivendo com até R$ 70,00 mensais, ou seja, em situação classificada como de extrema pobreza.

Em carta aberta às autoridades, assinada por diversas lideranças comunitárias e mais de 30 entidades não governamentais, a população pede tanto por paz, quanto por melhorias nas condições de desenvolvimento humano, tais como acesso emprego, renda, esporte, lazer e saúde.

SEM DINHEIRO PARA IR À PRAIA

Regina Machado, 52 anos, mora no Bom Jardim e é uma das que assinou a carta. A Fortaleza que ela conhece não protege e não abriga ninguém. Se a cidade é turística por causa das atrações litorâneas, a realidade que Regina convive é a de pessoas que não vão à praia porque é longe, e porque não têm dinheiro para pagar o ônibus.
— Aqui tem menino que nem conhece a praia, quanto mais entrar no Castelão. Nosso Castelão é a rua aqui da frente, que os meninos colocam a travinha e vão jogar. Quando muito a gente vai pedindo de real em real para conseguir alugar o campo vizinho, mas aí é só em datas comemorativas.

O que ela diz é traduzido na rima de João Bruno, 23 anos, um dos jovens atendidos pelo Projeto Paz. Quando indagado sobre a Fortaleza em que vive, de pronto ele responde:

Vivendo em gueto, sobrevivendo em favela. Aqui vida real é censurada em novela. A criança passa fome, o cara atira e some. Feche sua porta cedo, cuidado com o lobisomem.

Sobre o impacto da Copa nas vidas da população, a advogada e integrante do Comitê Popular da Copa, Magnólia Said, aponta como resultado uma maior desigualdade.

A mobilidade se restringiu a facilitar a locomoção de turistas e do setor do empresariado nacional e internacional entre o aeroporto, terminal de passageiros no porto e nos hotéis e destes para a Arena Castelão. Do nosso ponto de vista, o grande legado é a desestruturação em termos econômicos, sociais e psicológicos de todas essas famílias que têm sido brutalmente agredidas pela gestão pública.
Ao GLOBO, o secretário de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza, Robinson de Castro, informou que uma gama de programas atingem as grandes regiões do Jangurussu, Ancuri e Bom Jardim. Em nota, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico afirmou que estes serviços, programas e projetos têm a finalidade de desenvolver a economia da cidade, com foco na geração de emprego e renda. Dessa forma, políticas de desenvolvimento e atração de empresas vêm sendo elaboradas, para atender microempresas, empresas de pequeno porte, médio porte ou, ainda, microempreendedores individuais para a região.

Todas essas ações são norteadas com base nos indicadores por bairros da cidade, medidos pela Secretaria, inclusive o Índice de Desenvolvimento Humano - que fornece indicativo de bairros que necessitam de uma maior atenção. 

POR THAYS LAVOR
O Globo
07 de julho de 2014