"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

LULA: ABUTRE OU CHACAL?


iPOJUCA PONTES

A pergunta que se faz é a seguinte: para onde vai a dinheirama que o Partido dos Trabalhadores acumula desde que teve livre acesso aos cofres públicos do País, em 2003? 

Melhor: onde se esconde a colossal fortuna que a legenda mais rica do planeta sacou do Erário, nos sucessivos governos de Lula da Silva e Dilma Rousseff? 

Melhor ainda: que misteriosos caminhos percorrem as incalculáveis contribuições que mais de 100 mil militantes (aparelhados em “cargos de confiança” e nas boquinhas da máquina do Estado) enfiam mensalmente no saco sem fundo deste partido comunista que institucionalizou entre nós a “ética de resultados”? E mais: para onde vai o repasse milionário das cotas do Fundo Partidário dispensado pela nação perplexa ao partido da estrela vermelha?

Em geral, diante das escandalosas evasões de recursos públicos tragados pelas correntezas do mensalão e do petrolão, transbordantes de maracutaias e pixulecos, a cúpula do PT costuma responder, em estribilho monótono, que “todas as doações recebidas foram consideradas legais e as contas de campanhas do partido aprovadas pela Justiça Eleitoral”. E fim de papo.

No entanto, legal ou ilegal, ante as denúncias diárias dos delatores da operação Lava-jato, a resposta da cúpula petista se desmancha no ar e a pergunta, renitente, persiste: para onde vai a espantosa soma de recursos sacada dos cofres da nação pelos comunistas do PT? 
Seria apenas para o enriquecimento pessoal da cúpula partidária? Só para manter a hegemonia do poder ao preço da compra de votos dos políticos da base aliada? 
Ou tão somente gastas nas prodigiosas campanhas eleitorais administradas pelo PT?. 
Todas essas respostas são mais do que comprováveis, mas acrescento uma outra quanto ao destino dos fabulosos recursos sugados dos cofres da Viúva pelo partido da estrela vermelha. Antes de evidenciá-la, abro aqui um necessário parêntese.

É o seguinte: a práxis política do PT segue ao pé da letra as lições professadas pelo bolchevique Vladimir Lênin, o guru do socialismo soviético, e ainda mentor do famigerado Terror Vermelho, responsável direto, entre 1919/21. pelo massacre de 24 milhões de russos indefesos. 
Já nas suas Obras Completas, Lênin, para fincar os pilares de sua doutrina criminosa, ensina a cada página como o militante da causa deve matar, roubar, mentir e espoliar os bens da população, burguesa ou não. E olha que suas obras completas somam 250 volumes!

No capítulo da gestão financeira, Lênin sustenta, com ênfase revolucionária, que é dever do Politbüro (órgão máximo do PCUS, eleito pelo Comitê Central) “expropriar” o dinheiro público para aliciar futuros aliados políticos, devendo, para tal fim, meter a mão nas sólidas reservas de ouro do Banco de Moscou. Outra orientação dada por ele ao Comitê Central reporta-se a sigilosa remessa de proventos para a expansão, no exterior, do movimento comunista internacional. 

Aliás, com esse objetivo, o “pragmático” Lênin, após saquear meio bilhão de rublos-ouro pertencente à família imperial, ordenou que a escória vermelha fuzilasse, na calada da noite, os dezessete membros do clã Romanov. Não foi por outra razão, de resto, que o historiador russo Dmitri Volkogonov, ao tecer considerações sobre o caráter predador do guru ideológico do PT, indaga na sua biografia sobre o chefão russo: “Lênin, afinal, era abutre ou chacal?”)

Quanto à resposta sobre a fortuna do PT, sou dos que admitem que boa parte da dinheirama que abastece os cofres petistas deve servir para financiar no exterior a ação subversiva do Foro de São Paulo, entidade instituída pela dupla Fidel-Lula, em 1990, em São Paulo, com o objetivo de “criar na América Latina o espaço (comunista) perdido no Leste Europeu”, depois da queda do Muro de Berlim. Alguma dúvida, é só olhar o seu mapa manchado de vermelho. 

De fato, sem o dinheiro petista dificilmente países como Argentina, Venezuela, Bolívia, Equador, Uruguai, Nicarágua, etc., poderiam expandir o comunismo leninista na América Latina, um projeto subversivo bilionário, que mobiliza hoje mais de 200 mil ativistas. Como se sabe, essa gente se reúne de dois em dois anos em assembléias regionais, propondo “avanços programáticos” e tomando deliberações para recriar e sustentar no subcontinente “o que foi perdido no Leste Europeu”. É muita grana!

Para manter o Foro atuante, o socialista Lula tem feito do Brasil gato e sapato. Não tanto quanto Lênin, ainda. Todavia, como Lênin também.


19 de outubro de 2015
 

 
Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos. 

AS PEDALADAS DA DILMA FORAM PARA FOVORECER OS RICOS, NÃO OS POBRES


Dilma distribuindo subsídios no Conselho de Desenvolvimento Econômico do seu governo, composto pelos maiores monopólios e grupos do país.

Já está provado que das pedaladas da Dilma em 2014 menos de R$ 10 bilhões foram para beneficiar os pobres cobrindo Bolsa Família e outros programas sociais. Houve acréscimo politiqueiros, mas o problema maior não residem aí. Os outros R$ 100 bilhões foram para manter a Bolsa Empresário, com projetos para dar um a falsa ideia de que o país estava crescendo. Somente o Plano de Sustentação do Investimento de BNDES torrou R$ 25 bilhões em subsídios. O banco emprestou a juros subsidiados, que pagaremos com o nosso supor por décadas, mais de R$ 500 bilhões. 

(O Globo) O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), criticou a decisão do governo Dilma Rousseff de cortar recursos de sete programas sociais: Minha Casa Melhor , Farmácia Popular, Fies, Ciências sem Fronteiras, Pronatec, Água para todos e aquisição de alimentos, conforme reportagem do GLOBO publicada ontem. O tucano disse que Dilma não teve coragem de vir a público explicar os cortes de programas inflados para sua reeleição à Presidência.

— Lamentavelmente, o que ocorre no Brasil, hoje, prova o uso meramente eleitoral de programas sociais que poderiam auxiliar as famílias brasileiras. Mesmo com o corte drástico de pelo menos sete programas essenciais para a população, ainda falta à presidente coragem para vir a público assumir a responsabilidade de seu governo pela conta que a sociedade está tendo que pagar — criticou Aécio em sua página nas redes sociais.

‘LULA É CORRESPONSÁVEL’
Em entrevista publicada ontem no jornal argentino La Nación, Aécio afirmou que o governo e setores próximos ameaçam com a possibilidade de convulsão social em caso de aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

— Essa é sempre a ameaça dos regimes totalitários e populistas. Quando esses regimes se enfraquecem, e em nossa região temos vários exemplos, particularmente o da Venezuela, começam com esse discurso divisionista do “nós contra eles” e “elites contra pobres”, buscando gerar mais conflitos para se agarrar ao poder. E são os supostos beneficiários desses regimes, os mais pobres, que pagam mais caro pela incompetência da gestão econômica: desemprego, inflação, desabastecimento. São coisas que vemos em alto grau na Venezuela, mas que também começam a ocorrer no Brasil — disse Aécio.

Questionado se o ex-presidente Lula tem responsabilidade pelo que está ocorrendo no Brasil, Aécio respondeu que tanto Lula quanto Dilma têm responsabilidades que não podem ser transferidas, e que o dinheiro da corrupção usado para financiar o projeto do PT foi usado também para o enriquecimentos pessoais:

— Lula é corresponsável porque foi quem, em 2010, utilizou todo seu poder para eleger Dilma, que não estava preparada para ser presidente. Corrompeu o Estado para que o PT se mantivesse no poder, mas o dinheiro que controlaram era tanto que sobrou para o enriquecimento ilícito de muitos.

19 de outubro de 2015
in coroneeaks

AGENDA DA SEMANA: TSE, NADA MAIS IMPORTANTE QUE A AIME DO TSE



O fato político mais importante da semana é a definição de quem vai ocupar a relatoria da AIME. Ação de Impugnação de Mandato Eletivo que corre no Tribunal Superior Eleitoral contra Dilma Rousseff. 
Pelos crimes cometidos e pelas provas que poderão ser trazidas ao processo, a cassação é praticamente inevitável.

Todos conhecem a ação. Ela só foi reaberta pela esforço do relator, ministro Gilmar Mendes, tendo como bases indícios e provas conclusivas. 
O TSE reabriu. Inclusive com voto favorável de Dias Toffoli, presidente do tribunal e, como todos sabem, o mais petista dos membros das altas cortes. 
Mas o que Toffoli fez agora? A antiga relatora, que havia pedido o arquivamento, ao ser vencida, sugeriu que Gilmar Mendes, por ter reaberto o caso, continuasse na relatoria, algo óbvio. Não foi o que aconteceu.

Segundo a Imprensa,  o presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ministro Dias Toffoli, solicitou, na quinta-feira (15), que a presidente da República, Dilma Rousseff, se manifestasse sobre o ministro Gilmar Mendes assumir relatoria da AIME (Ação de Impugnação de Mandato Eletivo), que tramita na Corte contra ela. 

Por meio de despacho, o ministro pediu que as partes se manifestem em um prazo de três dias. 
A ação foi proposta em janeiro pela Coligação Muda Brasil, pela qual o senador Aécio Neves (PSDB-MG) concorreu às eleições de 2014. "Intimem-se as partes para se manifestarem sobre a questão de ordem no prazo comum de três dias", diz o despacho.

Além de ouvir a presidente Dilma e o vice Michel Temer, a Coligação do PSDB também poderá se manifestar no prazo estabelecido pelo presidente da Corte. 
Somente após o prazo concedido para todos se manifestarem é que o presidente analisará se a relatoria ficará ou não com Gilmar. 

Toffoli também pede que ambos se manifestem sobre a questão da unificação das quatro ações que tramitam no tribunal. As quatro têm poder de cassação do mandato da presidente Dilma. Todas foram propostas pela Coligação do PSDB.

Na verdade, Toffoli está fazendo algo absurdo. Pedindo que a defesa indique quem ela quer como seu acusador. 
O povo brasileiro não pode permitir este atentado contra a democracia. Desde quando Fernandinho Beira-Mar pode escolher o promotor que vai acusá-lo? 

É preciso pressionar Dias Toffoli diariamente. Ele tem sido suscetível a isso. Mesmo petista, depoiis que pagou a conta para José Dirceu no Mensalão, tem tomado algumas decisões sensatas. 

É hora de pressionar não o Teori ou o Janot. É hora de ir pra cima do Toffoli. Por todos os meios, de todas as maneiras. 
A relatoria, por direito. é de Gilmar Mendes. Vamos lutar por isso.

19 de outubro de 2015
in coroneLeaks

DEPOIS DE NOMINAR TEMER COMO "CHEFE DE QUADRILHA" CHAMA LULA DE "FIGURA PERNICIOSA".

É o boquirroto Ciro Gomes atrás de uma manchete de jornal.


(Estado) O ex-ministro da Fazenda e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, criticou anteontem, em Fortaleza, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por sugerir a demissão de Joaquim Levy. 

"Não posso concordar é com o jeito que o Lula está fazendo as coisas. Hoje ele é uma figura perniciosa ao Brasil. Ninguém pode sugerir demissão de ministro a presidente da República pelos jornais. Isso avacalha a autoridade da Dilma, que já é quase nenhuma", disse Ciro ao Estado após a Convenção do PDT cearense - partido ao qual se filiou recentemente. 

Segundo, ele, "boa parte da destruição da autoridade da Dilma parte dessa tutoria pública descabida do Lula". 
Para o ex-ministro, "Lula tem que voltar para uma posição de recato".

19 de outubro de 2015
in coroneLeaks

O HUMOR DO DUKE...

Charge O Tempo 17/10
19 DE OUTUBRO DE 2015

JUSTIÇA PODE DEVOLVER TV GLOBO/SP A SEUS VERDADEIROS DONOS

Marinho usou os militares para se apossar da TV
Agrava-se a situação da Organização Globo e de seus controladores, no caso da usurpação do canal 5 de São Paulo por Roberto Marinho, numa audaciosa manobra de transferência ilegal de controle, executada paulatinamente entre 1964 e 1977, durante a ditadura militar.
Ao responder ao Requerimento de Informações nº 135/2014, apresentado pelo senador Roberto Requião (PMDB/PR), o Ministério das Comunicações afirmou, num primeiro momento, que no processo de outorga e de transferência do canal 5 (TV Paulista) não consta a promessa de venda entre o Sr. Victor Costa Júnior e o Sr. Roberto Marinho, datada de 9 de novembro de 1964. Registrou que não existe também “o recibo de compra no qual consta a venda das ações da Rádio Televisão Paulista S/A, pela família Ortiz Monteiro ao Sr. Roberto Marinho, datada de 5 de dezembro de 1964”, por apenas Cr$ 60.396,00, o equivalente a 35 dólares, na época.
Insatisfeito com a resposta oferecida, o parlamentar paranaense cobrou, por ofício aprovado pela Mesa do Senado, maiores esclarecimentos das autoridades e para isso concentrou sua análise em cima do ato societário que o Ministério das Comunicações admitiu como verdadeiro para Marinho se apossar da emissora, ou seja, uma Assembléia Geral Extraordinária supostamente realizada a 10 de fevereiro de 1965, na qual os acionistas teriam aprovado a subscrição de aumento de capital pelo próprio Marinho, para transformá-lo em acionista controlador do canal 5, hoje, TV Globo de São Paulo.
REQUIÃO PEDE EXPLICAÇÕES
Nessa direção, o senador Requião pediu que o Ministério das Comunicações explicasse os seguintes pontos:
1  Por que numa Assembleia Geral Extraordinária de uma empresa que tinha mais de 600 acionistas compareceram apenas um acionista, chamado Armando Piovesan, titular de duas ações de um total de 30 mil, e o próprio interessado na subscrição do aumento de capital, Sr. Roberto Marinho, único beneficiário desse ato atípico?
2 – Como pôde o Sr. Armando Piovesan, redator da ata da AGE, ter garantido a instalação da AGE se os acionistas majoritários, da família Ortiz Monteiro, não lhe tinham dado procuração para representá-los? Como se tratou de um importantíssimo ato tido como real e que fundamentaria a expedição de uma Portaria com a prévia aprovação da Presidência da República, autorizando a transferência da concessão para o Sr. Roberto Marinho, como pôde o dito outorgado, Armando Piovesan, ter nessa assembleia representado os acionistas majoritários mortos em 1962 e 1964 e, que, por certo, não foram antecipadamente informados desse evento societário futuro?
3 – No caso, em que pese ao longo tempo transcorrido, não seria a empresa obrigada a exibir às autoridades o livro  registrando  a ata da AGE e a assinatura do outorgado com as respectivas procurações fornecidas pelos outorgantes mortos?
4 – Por que tal estranha situação se repetiu na suposta AGE de 30 de junho de 1976, ocasião em que o próprio Sr. Roberto Marinho assinou a ata e na qual ele mesmo atestou “a miraculosa” presença dos então acionistas majoritários e mortos HÁ MAIS DE 10 ANOS, ou que também teriam dado procurações específicas para terceiros desconhecidos representá-los? Onde está o livro de registro dessa importante AGE que garantiu a transferência de todas as ações dos mais de 600 acionistas fundadores da emissora para o Sr. Roberto Marinho e a custo zero, ou melhor, Cr$1,00 (um cruzeiro por ação)?
MINISTÉRIO SE OMITE
Sobre tão relevantes dúvidas, vejam o que responderam recentemente as autoridades do Ministério das Comunicações:
Ora, se ao Judiciário não cabe se pronunciar de ofício sobre nulidade de deliberação assemblear, tampouco o pode fazer o Ministério das Comunicações. Ressalte-se que ao Ministério o que importa averiguar é a regularidade da empresa e de todos os sócios com relação às normas atinentes à radiodifusão, sendo necessária a apresentação da documentação exigida, o que foi feito”.
Ora, ora, se os atos societários promovidos em nome de acionistas majoritários mortos (que não podem ressuscitar, comparecer às AGEs nem serem representados) estão repletos de má-fé, ilegalidade e falsidade, como pode uma autoridade federal, diante de tamanhas evidências, alegar a impossibilidade de rever esses atos administrativos implementados em decorrência dessas montagens e simulações de assembleias?
Se o Ministério das Comunicações tem competência para solicitar esses documentos esclarecedores, por que não o faz?  Teria decaído o seu direito de reexaminar tamanhas irregularidades e patifarias praticadas com o apoio do regime militar?
ATO NULO NÃO GERA DIREITOS
Na verdade, não há prescrição nem decadência de direito. Pelo contrário, o Ministério tem obrigação funcional de solicitar esses documentos à Rede Globo e à família Marinho, porque nenhum ato contaminado pela má-fé, pelo dolo  e pela ilegalidade jamais estará amparado pela prescrição ou pela decadência do direito de revisão  por parte da administração federal, segundo o artigo 54 da Lei Federal  9.784/99.
Ciente dessas simulações e da falsidade das procurações outorgadas por acionistas mortos de longa data e que geraram vantagem incomensurável ao beneficiário dessas ilegalidades, tanto que obteve a transferência da concessão para a exploração do canal 5 de São Paulo, sem razão de ser, o Ministério das Comunicações, hoje, passa a ser cúmplice desses desvios na medida em que se nega a exigir que a Organização Globo exiba esses documentos e explique esses “furos primários”, até para preservar a biografia de um dos maiores e mais bem sucedidos empresários do Brasil.
UMA GRANDE FARSA
Na verdade, Roberto Marinho montou uma grande farsa para se apossar do canal de TV, passando para trás os mais de 600 acionistas. Por óbvio, os acionistas majoritários da TV Paulista, que já estavam mortos, jamais compareceram a essas falsas Assembleias montadas pelo empresário carioca, que lesou os direitos dos herdeiros da família Ortiz Monteiro. Repita-se, com os acionistas controladores já estavam mortos, não podiam passar procurações ao cúmplice de Roberto Marinho, que atendia pelo nome de Armando Piovesan, o qual, ironicamente, nem soube da AGE de 30 de junho de 1976 e por isso também perdeu suas duas ações originais para o próprio Sr. Roberto Marinho.
Todos sabem que o proprietário de um carro deve mostrar às autoridades o documento de propriedade de seu veículo, por mais velho que seja. Mas no Brasil dos dias de hoje, a Organização Globo está dispensada de mostrar os meios e recursos legais usados para se apoderar do mais valioso canal de TV do Brasil. Onde estão os livros de registro das atas dessas importantes Assembleias, as assinaturas de seus participantes e as procurações dos MORTOS ausentes, mas bem representados por outorgados “VIVOS”?
E mais: é bom que o Ministério das Comunicações não ignore que no Supremo existe consenso considerando que, comprovada a má-fé do beneficiado pelo ato administrativo, é cabível a neutralização da decadência do direito de sua revisão. Ou seja, a concessão da TV pode voltar na Justiça a seus legítimos donos, os herdeiros dos controladores logrados por Marinho.

19 de outubro de 2015
Carlos Newton

ALUNO NOTA 10


19 de outubro de 2015

QUEM VAI SUBSTITUIR JOAQUIM LEVY? QUEM ENTRA NO LUGAR DE CUNHA?


São duas perguntas lógicas depois da entrevista do deputado Rui Falcão, presidente nacional do PT às repórteres Cátia Seabra e Natuza Nery, Folha de São Paulo de domingo, quando afirmou que o ministro Joaquim Levy deve sair se não quiser mudar a política econômica. E acrescentou que o PT vai retirar o apoio à permanência de Eduardo Cunha como presidente da Câmara Federal. Rui Falcão falou, todos sabem, refletindo a posição de Lula. Nenhum ministro da Fazenda pode permanecer no cargo depois de um ultimato dessa ordem, uma vez que a condicionante exige que ele mude a política econômica que traçou. O PT deseja liberação de crédito e afrouxamento da política fiscal. Enfim, na visão do Partido Dos Trabalhadores é necessária uma política de desenvolvimento e não de recessão.
Relativamente a Eduardo Cunha, sua posição tornou-se insustentável na presidência da Câmara em face das revelações feitas pelo Ministério Público da Suíça envolvendo contas bancárias sigilosas, entre as quais algumas até com escalas dos Estados Unidos para dificultar os rastreamentos. A questão não se restringe apenas a existência das contas, estendendo-se como é natural a origem dos saldos nelas existentes. Ninguém, assim, sob suspeitas tão intensas tem condições de presidir as Câmara dos Deputados. Não estou falando em perda do mandato parlamentar restringindo-me a sua posição que exerce atualmente na Casa.
CUNHA CAIRÁ LOGO
Segundo o repórter Leandro Colon acentuou também na edição de ontem da FSP, durante o voo que a conduziu  Dilma Rousseff à Suécia, assessores da presidente da República  manifestaram a impressão de que Eduardo Cunha cairá da posição que ocupa dentro de poucos dias. A
dúvida neste caso é quem o substituirá: se o primeiro vice-presidente Waldir Maranhão, do PP-MA, ou se terá que haver uma nova eleição na Casa. Seja como for, caberá ao sucessor decidir sobre se aceita ou não o pedido de impeachment formulado em conjunto pelo ex-deputado Hélio Bicudo e o jurista Miguel Reale Júnior.
REDUZIR A PRESSÃO
A primeira impressão, contudo, é de que a saída de Cunha da presidência reduzirá a pressão em torno do impedimento de Dilma Rousseff, pois o foco da crise vai se dividir em dois estágios, a meu ver enfraquecendo o impulso  no sentido de afastá-la do cargo, hipótese difícil porque para que tal viesse a acontecer seriam necessários os votos de 2/3 da Câmara e em seguida a manifestação por igual número por parte do Senado Federal.
Da mesma forma é improvável, pelo menos nos próximos doze meses, a perda do mandato parlamentar de Eduardo Cunha. Pela Constituição, art. 55, para que tal ocorresse, é preciso primeiro haver uma condenação transitada em julgado no Supremo Tribunal Federal. Em seguida a votação, por maioria absoluta por parte da Câmara dos deputados .
FALTA REGULAMENTAR
Como se observa , há necessidade para casos assim de uma legislação complementar, uma vez que surge a hipótese de um deputado vir a ser condenado à prisão e permanecer com o mandato em vigor até o final da legislatura. Como conciliar as duas perspectivas prisão domiciliar com direito a que ele compareça a Câmara, ou prisão suspensa até o final do mandato?
Para o ex-ministro Joaquim Barbosa, a condenação causa automaticamente a perda do mandato parlamentar. Mas isso depende de interpretação a ser transformada em jurisprudência porque não é o que diz o texto constitucional. De qualquer maneira o caso é complicado, sobretudo porque o condenado tornar-se-ia inelegível no próximo pleito com base na lei da ficha limpa. O STF terá de resolver estes impasses, uma vez que dificilmente o Poder Legislativo votará a complementação legal que a perspectiva exige.
LEVY CAINDO
Voltando a posição do ministro Joaquim Levy, sua substituição depende diretamente de duas pessoas: dele próprio de da presidente Dilma Rousseff. Tenho a impressão que depois da entrevista de Rui Falcão, condicionando sua permanência a condição de submeter-se a mudar a própria política que traçou, é quase impossível que venha a fazê-lo. A menos que esteja disposto a correr o risco de passar por uma desmoralização pública. Sobretudo porque na sexta-feira chegou a redigir sua carta de demissão, rasgando-a porém antes de ser recebido pela presidente da República. Portanto, acentuou, pelo menos, uma predisposição de deixar a Fazenda.
Política baseia-se sempre em sintomas, uns mais fortes outros mais fracos. O revelado no final da semana pelo até hoje titular da Fazenda inclui-se entre os segundos. A pergunta se desloca para se Lula conseguirá, afinal, emplacar Henrique Meireles no posto. Talvez seja uma questão de pouco tempo.

19 de outubro de 2015
Pedro do Coutto

CAOS ISLÂMICO NA ALEMANHA: REFUGIADOS PRECISAM DE ABRIGOS ANTI-SHARIA



ARTIGOS - GLOBALISMO



Adicionar legendaSomente nos dois últimos meses, dezenas de confrontos e tumultos violentos entre diferentes grupos de migrantes irromperam em abrigos para refugiados na Alemanha.

Segundo a polícia, candidatos muçulmanos a asilo estão aplicando a lei da Sharia islâmica em abrigos para refugiados na Alemanha, alertando que os ataques contra cristãos, curdos e yazidis nos abrigos, perpetrados por muçulmanos estão se multiplicando, com maior frequência e crueldade.
Migrantes muçulmanos de diferentes seitas, clãs, etnias e nacionalidades também estão atacando uns aos outros. Confrontos violentos, não raramente envolvendo centenas de migrantes, já se tornaram ocorrências diárias.
A polícia afirma que os abrigos, onde milhares de migrantes são alojados em espaços superlotados por meses a fio, são caldeirões em ebulição prontos para explodir. A polícia está pleiteando, em caráter de urgência, que migrantes de diferentes religiões sejam abrigados em alojamentos separados.
Alguns políticos argumentam que esse tipo de segregação vai contra os valores multiculturais da Alemanha, enquanto outros dizem que separar centenas de milhares de migrantes por religião e nacionalidade é uma impossibilidade logística.
À medida que estão aparecendo as consequências da migração desenfreada, a maré da opinião pública está se voltando contra a política de portas abertas do governo. Observadores dizem que a chanceler Alemã Angela Merkel, a assim chamada mulher mais poderosa do mundo, pode ter encontrado sua Waterloo.
Uma reportagem publicada em 27 de setembro pelo jornal Die Welt lança alguma luz sobre a verdade dos muçulmanos visarem cristãos nos abrigos para refugiados na Alemanha. O jornal entrevistou um iraniano convertido ao cristianismo que disse o seguinte:
"no Irã a Guarda Revolucionária prendeu meu irmão em uma igreja dentro de uma residência particular. Eu fugi do serviço secreto iraniano porque acreditava que na Alemanha eu poderia, finalmente, praticar minha religião sem ser perseguido. Entretanto, no abrigo para refugiados, eu não posso dizer que sou cristão por medo de sofrer ameaças.
"Muçulmanos me acordaram antes do amanhecer durante o Ramadã dizendo que eu devia me alimentar antes do nascer do sol. Quando eu recusei, eles me chamaram de kuffar, ou seja: infiel. Cuspiram em mim. Eles me trataram como um animal. Ameaçaram me matar".
Em um abrigo para refugiados em Hemer, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia, 10 argelinos requerentes de asilo, atacaram um casal de cristãos da Eritréia com garrafas de vidro. Os muçulmanos disseram que estavam furiosos porque o homem estava usando uma cruz. Eles arrancaram a cruz do pescoço dele e roubaram seu dinheiro e celular.
Die Welt também entrevistou uma família cristã iraquiana de Mossul que estava vivendo em um abrigo para refugiados na cidade bávara de Freising. O pai disse que ameaças de islamistas já viraram rotina diária. "Eles gritam com a minha esposa e batem no meu filho", disse ele. "Eles dizem: nós vamos matá-lo e beber seu sangue". A vida no abrigo, segundo ele, é como se fosse uma prisão.
De acordo com o diretor do Comitê Central dos Cristãos Orientais com sede em Munique, Simon Jacob, esses incidentes são apenas "a ponta do iceberg". "O número verdadeiro de ataques é elevadíssimo", segundo ele. "Sabemos que haverá mais conflitos, conflitos estes que os migrantes trazem de sua terra natal para a Alemanha. Entre cristãos e muçulmanos. Entre xiitas e sunitas. Entre curdos e extremistas. Entre yazidis e extremistas".
Max Klingberg, da Sociedade Internacional de Direitos Humanos de Frankfurt (Internationale Gesellschaft für Menschenrechte, IGFM), salienta que muitas das agressões são perpetradas por afegãos e paquistaneses, que são "ainda mais islâmicos do que os sírios e iraquianos". Ele alerta que os conflitos nos abrigos para refugiados só tendem a piorar:
"temos que acabar com a ilusão de que todos que estão chegando são ativistas de direitos humanos. Entre aqueles que estão chegando agora, um número considerável é, no mínimo, tão religioso quanto a Irmandade Muçulmana.
"Estamos recebendo relatos de ameaças de agressão, inclusive de decapitação, de sunitas contra xiitas, contudo o maior impacto é sobre yazidis e cristãos. Os cristãos convertidos que não esconderem sua fé têm 100% de chance de serem atacados e agredidos".
Em uma entrevista concedida em 29 de setembro ao jornal Passauer Neue Presse, o chefe do Sindicato da Polícia Alemã (Deutschen Polizeigewerkschaft, DPolG), Rainer Wendt, alertou que "organizações criminosas violentas" se apoderaram dos abrigos para refugiados e que a polícia está sobrecarregada e incapaz de garantir segurança e proteção. Ele solicitou que cristãos e muçulmanos fiquem separados antes que alguém seja assassinado:
"nós estamos testemunhando essa violência por semanas e meses. Grupos com base em estrutura étnica, religiosa e em clãs atacam uns aos outros com facas e armas caseiras. Quando esses grupos lutam entre si à noite, todos aqueles cidadãos alemães que deram boas-vindas aos migrantes e os receberam de braços abertos na estação de trens de Munique estão em sono profundo, mas a polícia permanece acordada no meio da...
"Podemos apenas estimar a verdadeira extensão da violência porque mulheres e crianças, amiúde, têm medo e prestar queixa. Uma vez que também tem a ver com abuso sexual e estupro...
"Sunitas enfrentam xiitas, há salafistas enfrentando uns aos outros. Eles estão tentando impor suas regras nos abrigos. Os cristãos estão sendo oprimidos em larga escala e a Sharia está sendo imposta. As mulheres são forçadas a se cobrirem. Os homens a rezarem. Os islamistas querem introduzir seus valores e estruturas nos abrigos.
Wendt concedeu a entrevista dias depois que 300 migrantes albaneses entraram em confronto com 70 migrantes paquistaneses em um abrigo para refugiados em Calden, em 27 de setembro em uma cidade no estado de Hesse. Mais de uma dezena de pessoas, incluindo três policiais, ficaram feridos na confusão, que irrompeu depois que dois migrantes começaram a brigar enquanto aguardavam na fila da cantina. Foi necessária a presença de 50 policiais e várias horas para restabelecer a ordem no abrigo, que aloja 1.500 migrantes de 20 diferentes países.
Mais de 60 migrantes, inclusive dez crianças, ficaram feridas em 13 de setembro depois que paquistaneses e sírios se enfrentaram no mesmo abrigo. A briga começou logo após a meia noite, quando alguém vaporizou noz-moscada em pó em uma tenda lotada de migrantes que estavam dormindo. A polícia não comunicou ao público sobre o confronto, provavelmente para evitar alimentar sentimentos anti-imigratórios.
Confrontos violentos estão se tornando lugar comum em abrigos para refugiados espalhados pela Alemanha.
Em 30 de setembro, migrantes promoveram um tumulto em um centro para refugiados em Braunschweig, uma cidade na Baixa Saxônia. Em 29 de setembro, migrantes sírios entraram em confronto em um abrigo para refugiados emGerolzhofen, uma pequena cidade na Baviera. Também em 29 de setembro, migrantes da Argélia e do Mali entraram em confronto em um centro para refugiados em Engelskirchen, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia.
Em 28 de setembro, mais de 150 sírios e paquistaneses se enfrentaram em um abrigo para refugiados na Nöthnitzer Straße em Dresden. Os migrantes entraram em confronto uns com os outros com tacos de madeira e barras de metal. Foram necessários dezenas de policiais para que a ordem fosse restabelecida. Em 10 de agosto mais de 30 sírios e paquistaneses entraram em confronto no mesmo abrigo.
Também em 28 de setembro, entre 100 e 150 migrantes de diferentes nacionalidades entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Donaueschingen, uma cidade na Floresta Negra. A confusão começou por causa de uma discussão sobre quem deveria usar primeiro os chuveiros. Em 22 de setembro, mais de 400 migrantes marcharam pela cidade para protestar sobre as condições daquela unidade. Em 15 de setembro, um migrante do sexo masculino foi atacado por outro migrante por ele ter usado o banheiro feminino do abrigo.
Em 24 de setembro, cerca de 100 sírios e afegãos entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Leipzig, a maior cidade da Saxônia. A briga começou depois que um afegão de 17 anos de idade avançou com uma faca contra uma menina síria de 11 anos no abrigo, que aloja 1.800 migrantes. Em 23 de setembro, migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados de menores desacompanhados em Nuremberg.
Em 3 de setembro, migrantes sírios atacaram os seguranças de um abrigo para refugiados no bairro de Moabit emBerlim. Também em 3 de setembro, migrantes iraquianos atacaram os seguranças em um abrigo para refugiados emHeidelberg. Um total de 21 carros de polícia foram despachados para restabelecer a ordem. Em 2 de setembro, migrantes argelinos e tunisianos entraram em confronto no mesmo abrigo. Foi necessário mais de uma dezena de policiais para que a ordem fosse restabelecida.
Em 3 de setembro, migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Hövelhof, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia. Em 2 de setembro, migrantes entraram em confronto em uma unidade para refugiados emWolgast, uma cidade em Mecklenburg-Vorpommern. Também em 2 de setembro, migrantes entraram em confronto em um centro para refugiados em Gütersloh, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia.
Em 1 de setembro, migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Delitzsch, uma cidade na Saxônia. Um migrante tunisiano de 27 anos de idade foi morto a facadas por outro migrante também de 27 anos do Marrocos. Também em 1º de setembro, um migrante somali de 15 anos de idade esfaqueou um migrante egípcio de 15 anos com uma tesoura em um centro para refugiados no bairro de Groß Borstel de Hamburgo.
Em 1º de setembro, migrantes somalis e sírios albaneses entraram em confronto em um centro para refugiados emTegernsee, uma pequena cidade na Baviera. Também em 1º de setembro, migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Heidelberg.
Em 31 de agosto, migrantes líbios e tunisianos entraram em confronto em um abrigo para refugiados emHoyerswerda, uma cidade na Saxônia. Também em 31 de agosto, migrantes entraram em confronto uns com os outros e com os seguranças do abrigo para refugiados em Heidelberg. Em 30 de agosto, um migrante sudanês de 25 anos de idade foi preso por criar uma confusão em um abrigo para refugiados em Jesteburg, uma pequena cidade na Baixa Saxônia.
Em 29 de agosto, um migrante argelino de 17 anos de idade foi preso por roubar celulares de outros migrantes em um centro para refugiados em Elzach, uma cidade em Baden-Württemberg. Em 25 de agosto, 60 migrantes criaram um alvoroço em um abrigo para refugiados em Karlsruhe.
Em 24 de agosto, um migrante de Montenegro foi esfaqueado por um migrante da Argélia em um abrigo para refugiados em Seevetal, uma cidade da Baixa Saxônia.
Em 22 de agosto, migrantes afegãos entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Rotenburg, uma cidade em Hesse. Também em 22 de agosto, pelo menos 20 migrantes criaram um alvoroço em um centro para refugiados em Grafing, uma cidade perto de Munique.
Em 21 de agosto, migrantes entraram em confronto em uma dependência para refugiados em Schwetzingen, também em Baden-Württemberg. Também em 21 de agosto, migrantes entraram em confronto em um centro para refugiados no bairro de Marienthal de Hamburgo.
Em 16 de agosto, 50 migrantes se atacaram com galhos de árvores, guarda-chuvas e latas de lixo em um centro para refugiados em Friedland, uma cidade na Baixa Saxônia. A dependência com capacidade para 700 pessoas, abriga 2.400 migrantes.
Em 19 de agosto pelo menos 20 migrantes sírios alojados em um abrigo de refugiados, superlolado, na cidade oriental alemã de Suhl tentaram linchar um migrante afegão depois que ele rasgou algumas páginas do Alcorão e as jogou em um vaso sanitário. Quando mais de 100 policiais intervieram, foram atacados com pedras e blocos de concreto. Dezessete pessoas ficaram feridas na confusão, incluindo 11 refugiados e 6 policiais. O afegão agora se encontra sob proteção policial. O presidente do estado alemão de Thuringia, Bodo Ramelow, disse que muçulmanos de nacionalidades diferentes deveriam ser abrigados separadamente para evitar tumultos dessa natureza no futuro.
Em 10 de agosto, 40 migrantes entraram em confronto em um abrigo para refugiados em Bremer Straße em Dresden.
Em 1º de agosto, 50 sírios e afegãos entraram em confronto no mesmo abrigo. Foram necessários mais de 80 policiais para que a ordem fosse restabelecida.
De acordo com Jörg Radek, vice-presidente do sindicato de polícia da Alemanha, (Gewerkschaft der Polizei, GdP), a polícia atingiu o "ponto de ruptura total" salientando que migrantes cristãos e muçulmanos deveriam ser abrigados separadamente. Em uma entrevista concedida em 28 de setembro ao jornal Die Welt, Radek afirmou:
"nossos policiais estão sendo chamados cada vez mais para atender confrontos em abrigos para refugiados. Quando 4.000 pessoas estão em um abrigo com capacidade para somente 750, qualquer coisa, por mais insignificante que seja como uma ida ao banheiro, pode gerar confusão.
"É necessário fazer de tudo para evitar mais violência. Acho perfeitamente razoável separar migrantes de acordo com a religião".
Nem todos concordam. Em uma entrevista concedida à rede de televisão N24, o ex-prefeito do distrito de Neukölln em Berlim, Heinz Buschkowsky, alertou que se os migrantes forem separados de acordo com a religião e nacionalidade, a Alemanha corre o risco de estabelecer sociedades paralelas em todo o país.
Buschkowsky disse que a primeira coisa que os migrantes precisam aprender quando chegarem aos países ocidentais é tolerância e, se eles se recusarem a aceitar pessoas de outras religiões seus pedidos de asilo deveriam ser rejeitados. Ele expressou pessimismo quanto à possibilidade de integrar a atual onda de migrantes na sociedade alemã: "Não é possível integrar o grosso dos migrantes que está chegando aqui".
Enquanto isso, o chefe da inteligência alemã Hans-Georg Maaßen, foi alertado que muçulmanos radicais na Alemanha estão examinando os abrigos para refugiados a procura de novos recrutas. Ele disse o seguinte:
"muitos dos candidatos a asilo têm um background religioso sunita. Na Alemanha há um ambiente salafista que vê isso como solo fértil. Estamos observando que salafistas estão aparecendo nos abrigos, disfarçados de voluntários e ajudantes, deliberadamente procurando fazer contato com refugiados com o objetivo de convidá-los a visitarem suas mesquitas com o intuito de recrutá-los para a causa deles".
O editor do jornal Neue Westfälische Ansgar Mönter, denuncia que salafistas em Bielefeld, uma cidade em Reno, Norte da Westphalia, já conseguiram se infiltrar em centros para refugiados naquela região, trazem brinquedos, frutas e legumes para os migrantes.
Mönter afirma que políticos "ingênuos" estão contribuindo para a radicalização de refugiados, ao solicitarem a grupos representativos dos muçulmanos que estendam a mão aos migrantes.
Mönter destaca que os principais grupos muçulmanos na Alemanha abraçam as interpretações fundamentalistas do Islã e têm uma orientação antiocidental. Alguns grupos têm ligação com a Irmandade Muçulmana ao passo que outros querem implementar a lei da Sharia na Alemanha. Segundo Mönter, os políticos não deviam incentivar esses grupos a estabelecerem contato com os novos migrantes.


Publicado no site do Gatestone Institute.
19 de outubro de 2015
Soeren Kern é colaborador sênior do Gatestone Institute sediado em Nova Iorque. Ele também é colaborador sênior do European Politics do Grupo de Estudios Estratégicos / Strategic Studies Group sediado em Madri