"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

BOLSONARO PARTICIPA DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS NO SENADO E MITA!

AGORA É REVOLUÇÃO, O TRANCO VAI SER FORTE, DIZ O GENERAL. MOURÃO

BOECHAT CALA O SAFADO E CORRUPTO LADRÃO DO ROMERO E OUTROS LADRÕES


Boechat cala o safado, corrupto e ladrão do Romero Jucar e outros ladrões

24 de novembro de 2017

"DESISTI, NÃO VAI ACONTECER" - ATOR DESABAFA E CRITICA: "BIRRA" NA DIREITA: " "VÃO AZEDAR BOLSONARO"

DELAÇÃO DE FUNARO INCRIMINA EDUARDO CUNHA, HENRIQUE ALVES E MICHEL TEMER

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Delação de Funaro fica cada vez maior e detalhada
Em delação premiada, o doleiro Lúcio Bolonha Funaro afirmou que o grupo político formado pelo presidente Michel Temer e pelos ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Alves recebeu cerca de R$ 250 milhões em propinas decorrentes de créditos da Caixa Econômica Federal, repassados pelas vice-presidências de Pessoa Jurídica e Fundos de Governo e Loterias. As duas áreas foram controladas pelo PMDB e comandadas por Geddel Vieira Lima e Fábio Cleto. Operador financeiro do partido, Funaro disse que Cunha funcionava como um “banco de propina” para deputados e, depois, virava o “dono” dos mandatos de quem era beneficiado.
O doleiro afirmou não saber exatamente o valor da propina repassada a Cunha, “mas sabe que este sempre distribuía parte da propina recebida com Henrique Eduardo Alves e Michel Temer, fora outros deputados aliados”.
GEDDEL OPERAVA – O ex-ministro Geddel Vieira Lima ocupou o cargo na Caixa entre 2011 e 2014. Segundo Funaro, apenas na área de Geddel o grupo liberou entre R$ 5 bilhões e R$ 8 bilhões para empresas em troca de vantagens. Um valor igual ou superior a este teria sido liberado pelo setor comandado por Cleto. Funaro disse que Geddel recebeu, sozinho, no mínimo R$ 20 milhões e continuou a operar mesmo depois de deixar o cargo, até fevereiro de 2015.
Para o Grupo J&F, dos irmãos Joesley e Wesley Batista, relatou Funaro, foram liberados cerca de R$ 3,04 bilhões em troca de propinas. Foram R$ 1,35 bilhão para a holding J&F e o restante para empresas do grupo — R$ 200 milhões para a Vigor, R$ 250 milhões para a Flora e R$ 300 milhões em crédito para exportação para a Eldorado, além de R$ 940 milhões de debêntures adquiridas.
Os irmãos Batista só não pagaram o pedágio dos políticos, segundo o delator, para o empréstimo de R$ 2,7 bilhões feito para a compra da Alpargatas e outro R$ 1 bilhão tomado pela Seara — os dois feitos após Geddel deixar o cargo. Em uma única operação, de R$ 300 milhões para a holding J&F, o grupo político de Temer teria recebido R$ 9,75 milhões. O percentual das propinas, segundo o delator, variava de 2,7% a 3,4% da operação.
FUNDO FI-FGTS – O grupo J&F também recebeu propina de operações do FI-FGTS. Segundo Funaro, a indicação de Fábio Cleto para a área de fundos e loterias da Caixa foi feita por Eduardo Cunha e Henrique Alves a Antonio Palloci, que encaminhou o pleito ao ex-ministro Guido Mantega. Funaro disse que soube por Cunha que Temer “avalizou a indicação”.
A primeira operação ilícita do FI-FGTS, segundo ele, foi a liberação de valores para a Cibe, empresa do Grupo Bertin. A propina alcançou R$ 12 milhões — 4% do total da operação. Bertin também teria pagado propina por um crédito de R$ 2 bilhões dado à SPMar, concessionária do Rodoanel em São Paulo, outra empresa do grupo. A propina teria igualmente beneficiado Cunha, Henrique Alves e Geddel e, segundo Funaro, os pagamentos foram feitos pela empresa Contern entre março de 2013 e fevereiro de 2015 por meio de notas fiscais fictícias.
Para entregar dinheiro em espécie, contou Funaro, Bertin teria usado a empresa Alambari Construções. Funaro disse que Silmar Bertin lhe contou que em 2010 saíram do caixa da empresa R$ 50 milhões para doações eleitorais por caixa 2. A SPMar afirmou, em nota, que os financiamentos ao Rodoanel e para empresas da família Bertin sempre seguiram o trâmite normal e as doações eleitorais se limitaram a recursos devidamente declarados.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Conforme já revelamos aqui na TI, Funaro é muito organizado, anotava tudo e guardava recibos. Por isso, sua delação é considerada da maior importância, porque tem provas materiais, muito diferente de Sérgio Machado, por exemplo, que não provou nada, nenhuma inquérito baseado na delação dele foi em frente e a famiglia Machado está livre, leve e solta, enriquecida ilicitamente. (C.N.)


24 de novembro de 2017
Cleide Carvalho e Gustavo Schmitt
O Globo

O HUMOR DO DUKE...

Charge O Tempo 23/11/2017
24 de novembro de 2017

JOSÉ DIRCEU SERÁ PRESO NOVAMENTE NOS PRÓXIMOS DIAS E TERÁ DE VOLTAR PARA CURITIBA

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“Prisão domiciliar” de Dirceu tem até roda de samba
Agora, não tem mais jeito. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) já negou os Embargos de Declaração da defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e confirmou a condenação  por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ao participar do esquema de corrupção da Petrobras por meio de contratos da Engevix, no âmbito da operação Lava-Jato. Neste processo, Dirceu foi denunciado por comandar um grupo de operadores, recebendo propinas em dinheiro vivo ou depósitos em contas de terceiros, além de lavagem por meio da realização de reformas em seus imóveis.
Segundo a denúncia da Lava-Jato, Dirceu recebeu recursos por intermédio de diversas pessoas, como assessores, seu irmão Luiz Eduardo de Oliveira e o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, também réu na mesma ação penal.
SEM RECURSOS – Os Embargos de Declaração foram rejeitados pela 8ª Turma do Tribunal nesta terça-feira. No desespero, a defesa de Dirceu estuda entrar com mais um recurso, o chamado Embargo Infringente, porque houve divergência nos votos a respeito da pena, que foi ampliada em mais 10 anos, para chegar a 30 anos, 9 meses e 10 dias de reclusão.
No entanto, a apresentação de Embargo Infringente não terá efeitos e o pedido será liminarmente rejeitado, porque a decisão de condenar Dirceu foi unânime. 
A defesa de Dirceu somente poderia apresentar este tipo de recurso se a condenação fosse por 2 votos a 1, mas isso não aconteceu, só houve divergência na chamada dosimetria da pena.
Agora, o desembargador-relator vai mandar publicar o acórdão da 8ª Turma, ratificando a condenação e determinando que Dirceu seja preso novamente, para cumprir o resto da pena.
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P.S. 1
 – Dirceu saiu da cadeia em maio, após ficar preso um ano e nove meses em Curitiba. Ao condená-lo, Moro determinou que o ex-ministro ficasse na prisão. Mas os advogados recorreram ao Supremo, e a Primeira Turma concedeu a Dirceu o direito de aguardar em prisão domiciliar o julgamento do recurso na segunda instância. 
É claro que a defesa agora vai recorrer ao STJ e ao STF. Também é claro que Dirceu pode ser novamente solto, porque a Justiça brasileira já virou uma esculhambação total e está até concorrendo ao título de Piada do Ano.
P.S. 2 – A mulher e a filha de Dirceu já estão com o futuro garantido. Além de ainda haver sobras do dinheiro da corrupção, a família do ex-ministro não terá problemas financeiros. No governo Dilma Rousseff, Dirceu foi presenteado com a maior aposentadoria do INSS (R$ 5.531), apesar de não ter contribuído os 35 anos. E agora vai acumular esta renda com uma aposentadoria pelos 10 anos como deputado (R$ 9.638). Serão R$ 15.169,00 por mês. Nada mal. (C.N.)

24 de novembro de 2017
Carlos Newton

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Lembrando a velha canção do Roberto Carlos...
"EU VOLTEI, AGORA PRA FICAR... PORQUE AQUI, AQUI É O MEU LUGAR..."
m.americo

SUPREMO CONTINUA A SE DESMORALIZAR, E DESTA VEZ O PAPEL SUJO COUBE A DIAS TOFFOLI

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Gilmar e Toffoli merecem Oscar de Efeitos Especiais
O ministro Dias Toffoli pediu nesta quinta-feira vista do processo sobre foro privilegiado. Com isso, a decisão final foi adiada. Não há data para o julgamento ser retomado. Sete dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) já votaram para que a Corte julgue apenas processos sobre crimes cometidos por congressistas no exercício do mandato, por fatos diretamente relacionados à função pública. “Este tribunal trabalha, este tribunal investiga. Não pratica impunidade”, disse Tóffoli, ao defender a atuação do Supremo na investigação de crimes comuns de autoridade, antes de pedir vista.
Para justificar seu pedido de vista, Toffoli lembrou que o Congresso Nacional está discutindo no momento uma Emenda Constitucional que revoga o foro especial para todas as autoridades, com exceção dos presidentes dos Três Poderes. Barroso disse inclusive que o ideal seria o Congresso Nacional decidir a regra do foro antes do STF:
LUTHER KING – “Tem uma frase boa do Martin Luther King que eu gosto de citar: ‘É sempre a hora certa de fazer a coisa certa’. Portanto, eu acho que, se o Congresso, por Emenda Constitucional, cuidar dessa matéria e cuidar de uma maneira positiva, eu acho muito bom. Acho até que, num estado democrático, é melhor que essas decisões sejam tomadas no Congresso mesmo”, justificou-se.
De acordo com a proposta do relator, ministro Luis Roberto Barroso, já apoiada pela maioria dos ministros, ao fim do mandato do réu ou indiciado, a investigação aberta na corte seria transferida para a primeira instância do Judiciário. Isso só não aconteceria se a ação penal já estiver totalmente instruída, pronta para ser julgada. A medida serviria para evitar adiar a conclusão do processo.
O relator disse em plenário que a proposta dele valia apenas para parlamentares federais. Ao deixar a corte, no entanto, ele afirmou que a regra poderia ser estendida a todas as autoridades. O alcance da proposta só deve ser definido ao fim do julgamento.
CRIMES ANTERIORES – Os crimes praticados antes de o autor a pessoa ser eleita para o Congresso Nacional não seriam processados no STF, mas em varas criminais comuns. Ou, ainda, em outros foros, se o político estiver no exercício de outro cargo na época do delito. Por exemplo, governadores são processados e julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, os crimes comuns praticados por parlamentares também ficariam fora do STF. Se, por exemplo, um senador for acusado de violência doméstica, o processo será conduzido na primeira instância.
Atualmente, qualquer crime envolvendo deputados federais e senadores, cometido antes ou durante o mandato, é julgado apenas no STF. Quando o político se elege para esses cargos, eventuais processos já abertos contra ele em outras instâncias são transferidos para a corte. Pela proposta que está vencendo em plenário, isso não vai mais acontecer.
DESDE MAIO… – A proposta de mudança foi feita pelo ministro Luís Roberto Barroso em plenário em maio. Na época, três ministros concordaram com ele: Rosa Weber, Cármen Lúcia e Marco Aurélio Mello. Hoje, mais três engrossaram o time: Edson Fachin, Luiz Fux e Celso De Mello.
A discussão foi retomada nesta quinta-feira com o voto de Alexandre de Moraes, que havia interrompido o julgamento com um pedido de vista na sessão de maio. Hoje, ele defendeu que parlamentares sejam investigados no STF apenas por crimes cometidos ao longo do mandato. Mas, ao contrário de Barroso, ele declarou que essa prerrogativa poderia ser usada inclusive para crimes comuns, mesmo que não tenham relação com o mandato.
“Aquele que cometeu crime antes de ser parlamentar não sabia se seria parlamentar. Não há aqui a meu ver a finalidade protetiva (do exercício do mandato parlamentar)” — disse Moraes.
SEM LIGAÇÃO – Na avaliação de Moraes, não há como fazer uma distinção dos crimes com relação com o mandato e aqueles sem ligação.
“Não há aqui margem para que se possa dizer que infrações penais comuns, que não sejam crimes de responsabilidade, praticadas por deputados e senadores não sejam de competência do Supremo Tribunal Federal” — disse Moraes, concluindo: “Entendo que só por emenda constitucional é possível essa alteração”.
O ministro foi além do voto de Barroso em outra questão. Ele pediu o cancelamento da súmula 704 do STF, que permite pessoas sem foro serem investigadas no STF quando os supostos crimes tiverem relação com aqueles cometidos por quem tem foro. Só poderiam continuar sendo investigados em conjunto caso haja crimes indivisíveis, como uma organização criminosa.
DÁ MAIS TRABALHO – ‘Se pegarmos os inquéritos por crimes cometidos por parlamentares durante o exercício do mandato, se pegarmos os fatos conexos, eles dão sete vezes mais trabalho do que o próprio parlamentar. Só que essas pessoas não têm foro no STF” — afirmou Moraes.
Ele também destacou que a morosidade da justiça criminal brasileira não se limita ao STF. “O que menos se julga no Brasil, a maior desfuncionalidade é na questão do júri, dos homicídios. Nem 3% dos homicídios são julgados. É um problema sistêmico. Não é somente do Supremo Tribunal Federal’ — disse o ministro.
Moraes elogiou o trabalho da Justiça Federal, do Ministério Público Federal e da Polícia Federal em Curitiba, responsáveis pelos processos da Operação Lava-Jato. Mas destacou que a realidade deles não é igual à toda a primeira instância brasileira.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – Moraes e Toffoli, os mais jovens do Supremo, agem de forma infantil, brincando de “fazer tudo o que seu mestre mandar”. Chega a ser constrangedora a justificativa de Toffoli, assim como a ingenuidade de Toffoli, ao alegar que o criminoso eleito merece o foro privilegiado porque não sabia se ia ter mandato… Como não sabia, se a intenção ao se candidatar era justamente ter foro privilegiado e impunidade? Aliás, a idéia que circula, sobre a intenção de dar foro privilegiado a ex-presidentes corruptos como Sarney, FHC, Lula e Temer, realmente merece o Oscar de Efeitos Especiais. (C.N.) 


24 de novembro de 2017
André de Souza e Carolina Brígido
O Globo

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

FIM DO FORO PRIVILEGIADO É O ÓBVIO ULULANTE



As pessoas honestas e do bem não entendem por que o Supremo Tribunal Tribunal adia uma decisão final sobre a obviedade ululante contra o maldito “foro privilegiado”. O consenso brasileiro é que tal “prerrogativa” só deveria valer para os chefes dos poderes, no âmbito federal: Executivo, Legislativo, Judiciário e Militar. Jamais deveria beneficiar os chefes do Poder Presidiário. Ponto final e sem mais conversa fiada! Quem cometeu crime tem de ser punido exemplarmente, após amplo direito de defesa.

O ministro Dias Toffoli ficou apenas com seu filme mais queimado ainda perante a opinião pública, por ter “pedido vista” do processo que adiou a decisão final sobre a prerrogativa de foro. A maioria suprema já decidiu que o STF só deve julgar processos sobre crimes cometidos por congressistas no exercício do mandato, por fatos relacionados diretamente à função pública. Crimes comuns devem ser julgados pela primeira instância do Judiciário. O óbvio é ululante.

Antes de pedir vista, Toffoli ainda deu um showzinho verbal, para fazer média sabe-se lá com quem e dando margem para receber uma crítica óbvia ululante: “Este tribunal trabalha, esse tribunal investiga. Não pratica impunidade”. Fala sério, ministro! Este papo parece faniquito de consumidor insatisfeito na Black Fraude. O certo é que o Brasil tivesse tribunais, na primeira instância, preparados para julgar crimes comuns cometidos pelos “donos do poder”.

Suprema Corte não existe para “investigar”. O papel do STF é apreciar questões constitucionais. O Mensalão e a lava Jato, por causa do canalha foro privilegiado, gerou a distorção de termos uma Corte Suprema se transformando em tribunal da inquisição. O Supremo não existe para ficar atolado de casos criminais, principalmente de políticos que figuram como os grandes atores da Ditadura do Crime Institucionalizado.

Não temos regras claras. A Constituição vilã de 1988 tem a pretensão de tratar de tudo, porém sem nada ter sido claramente regulamentado, sem necessidade de perguntar, toda hora, aos “universitários” (no caso, os 11 craques do time do STF). A judicialização de tudo, porque as regras são falhas e contraditórias, dando margem a infindáveis interpretações, é uma das causas da cultura de impunidade brasileira.

Toffoli tentou justificar seu pedido de vista, alegando que o Congresso Nacional está discutindo uma Emenda Constitucional que revoga o foro privilegiado para todas as autoridades, com exceção dos presidentes dos três poderes.

O relator do caso no STF, ministro Luís Roberto Barroso, apelou até para o óbvio ululante institucional: “Tem uma frase boa do Martin Luther King que eu gosto de citar: ‘É sempre a hora certa de fazer a coisa certa’. Portanto, eu acho que, se o Congresso, por Emenda Constitucional, cuidar dessa matéria e cuidar de uma maneira positiva, eu acho muito bom. Acho até que, num estado democrático, é melhor que essas decisões sejam tomadas no Congresso mesmo”.

Traduzindo e desenhando para quem não entendeu: Supremo não existe para legislar. Quem deveria fazer isto são os representantes eleitos pelo povo. Ou, então, o próprio povo, exercendo seu legítimo Poder Instituinte, através de propostas de Iniciativa Popular. Aliás, este seria um caminho legal e legítimo para que a população peça a inédita Intervenção Institucional. Milhões de assinaturas de eleitores teriam tal capacidade... É uma idéia a se pensar e executar...

O STF só pode aprovar o óbvio ululante: Os crimes praticados antes da pessoa ser eleita para o Congresso Nacional não seriam processados no STF, mas em varas criminais comuns. Ou, ainda, em outros foros, se o político estiver no exercício de outro cargo na época do delito. Por exemplo, governadores são processados e julgados no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além disso, os crimes comuns praticados por parlamentares também ficariam fora do STF. Isto é praticamente um consenso.

Além de acabar com o foro privilegiado, é preciso fazer valer a Lei da Ficha Limpa (aliás, uma proposta de iniciativa popular): político com problema judicial, acumulando condenações, com “folha corrida imunda”, não deveria ter direito a disputar eleição. Criminoso não pode ir para o parlamento. Deve ficar restrito ao parlatório da penitenciária. Infelizmente, a ditadura do Crime Institucionalizado não funciona assim. Os bandidos elegem, se reelegem e financiam campanhas com dinheiro sujo. Assim não dá!

O Brasil não pode mais ser o roteiro da novela das nove da Rede Globo. Juiz, promotor e policial não podem firmar compadrio com bandidos poderosos, sejam ou não políticos – como acontece na ficção (?) “O outro lado do Paraíso” escrita pelo Valcyr Carrasco... Aliás, o novelista apenas reproduz, ironicamente, o que acontece, claramente, no Rio de Janeiro e em outros estados menos votados... Ontem, no julgamento do STF, Gilmar Mendes chamou a atenção para este problema...

Resumindo novamente: Tamanha sacanagem só vai acabar se houver a inédita Intervenção Institucional. Temos de romper com o modelo de Estado-Ladrão, ou a usurpação cometida pelos “donos do poder”, em compadrio criminoso, jamais acabará, e nem será combatida. Tolerância zero com os abusos cometidos pelos agentes da máquina pública, nas áreas federal, estadual e municipal, sobretudo do aparelho repressivo estatal.

As soluções imediatas para o Brasil: Uma Constituição Federal enxuta, autoaplicável, sem necessidade de supremas interpretações a todo instante; Federalismo pleno; Transparência total no setor público; Imposto Justo (quase único); Voto Distrital com sistema que permita recontagem e recall para os eleitos; Judiciário ágil nos municípios... Tudo isto só será possível com uma inédita Intervenção Institucional.

Os bandidos não querem nada disso. Mas nós, o povo, exigimos mudanças estruturais. O resto é Black Fraude...

Bombom para quem precisa 204





Só banho de lua





A REFORMA PREVIDENCIÁRIA É PARA PIOR




Só as Velhinhas de Taubaté que debutam como deusas do mercado conseguem acreditar que o governo Michel Temer e seus comparsas no Congresso Nacional aprovarão uma “reforma” da Previdência. A realidade mostra que, em breve, os futuros gestores do governo do crime institucionalizado terá de promover outra mexida previdenciária, a não ser que ocorra uma inédita Intervenção Institucional.

Agora, a refoma de araque, para rentista ver, apenas deixa a impressão de que será um remendo para piores. A reforma temerária de araque prevê uma economia de R$ 480 milhões nas contas públicas, em 10 anos. Que bonitinho... Agora cabe indagar: por que não está na proposta mexer com as indecentes “aposentadorias” de parlamentares e outros marajás do serviço público? Melhor não responder...

O prazo que o desgoverno se dá é votar tudo até o dia 15 de dezembro. Se não der, tudo bem, fica para o ano que vem. Até agora, não se tem garantia alguma de obter o mínimo de 308 votos para aprovar o texto, em dois turnos de votação no plenário da Câmara. Os temerários calculam ter apenas 260 votos até agora. Ontem, embora tivesse comida para 300 pessoas, o jantar entre deputados, economistas e ministros, só conseguiu juntar 180 e olhe lá...

A reforma da Previdência manterá a idade mínima de 65 anos, para homens, e de 62, para mulheres, com regra de transição que durará 20 anos. O tempo de contribuição para requerer a aposentadoria continuará sendo de 15 anos para a iniciativa privada, mas, para conseguir 100% da média do salário, o contribuinte precisará trabalhar 40 anos. O texto mantém a regra de transição, que permitirá que homens de 55 anos e mulheres de 53 se aposentem, desde que paguem um pedágio de 30% sobre o tempo que faltaria para completar 35 anos de contribuição (homens) e 30 (mulheres).

A equiparação de benefícios entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada foi mantida. O benefício máximo, para as duas categorias, será o do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), hoje de R$ 5.531,31. O desgoverno também apelou para fazer uma média com a bancada ruralista. Todas as mudanças na aposentadoria rural ficaram de fora. Para os pequenos produtores rurais, fica garantida a aposentadoria aos 60 anos de idade (homens) e 55 (mulheres), com 15 de contribuição.

Resumindo: Tudo muda pouco, quase nada, e para pior. A estadodependência do trabalhador continua com força e vigor em Bruzundanga. Os privilegiados serão pouco ou nada afetados. Os sacrifícios serão para os trabalhadores do andar de baixo da iniciativa privada. Os mandarins do setor público ficarão na mesma: sempre numa boa...

Por que não se ataca, de verdade, o rombo bilionário da Previdência, causado por má gestão ou corrupção? Por que não se faz a cobrança dos grandes devedores do INSS? Por que não se promove um choque de transparência, abrindo ao público o quanto se arrecada e como o dinheiro é gasto? Tudo isso deveria ser feito antes de qualquer reforma previdenciária. O problema é que o governo cleptocrático não quer fazer a coisa certa...

Viva o Poder Penitenciário?

O Rio de Janeiro, sempre inovador, acaba de criar as condições para que seja reconhecida mais uma modalidade de “puder” republicano.

Pode se criar uma “novidade” com a prisão dos ex-governadores Antony Garotinho, Rosinha Garotinho e Serginho Cabralzinho, junto com a cúpula que comanda o crime institucionalizado a partir do Legislativo (Jorge Picciani, Peulo Melo & Cia).

Com tanto poderoso atrás das grades, a bandidagem organizada agora pode instituir, oficialmente, o Poder Penitenciário.

O novo regime penitenciário aguarda a adesão de dezenas de membros do Judiciário e do Ministério Público que, meses atrás, Serginho Cabral ameaçou delatar...

Unidos para sempre (na cadeia)











Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

24 de novembro de 2017
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

HOJE O RIO ESTÁ DE LUTO, ESCREVEU EMPRESÁRIO NO DIA DA PRISÃO DE CABRAL

NA ÉPOCA, SADALA DESMARCOU UMA CONFRATERNIZAÇÃO POR CONTA DA PRISÃO DO EX-GOVERNADOR

GEORGES SADALA PARTICIPOU DA 'FESTA' COM SÉRGIO CABRAL, EM PARIS, CONHECIDA COMO 'FARRA DOS GUARDANAPOS'

Há pouco mais de um ano, o empresário Georges Sadala cancelava uma confraternização. O motivo: a prisão de seu aliado, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). Nesta quinta-feira, 23, a Polícia Federal prendeu o próprio Sadala na Operação C'est Fini, que pegou também outros aliados do peemedebista, inclusive seu ex-chefe da Casa Civil Régis Fichtner.

Sérgio Cabral foi preso em 17 de novembro de 2016. O ex-governador está custodiado na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, no Rio.

A força-tarefa da Lava Jato apreendeu um e-mail de Georges Sadala. A mensagem foi enviada pelo endereço ‘gesadala@’.

“Galera hoje o Rio está de LUTO!!!!!! Acho inoportuno confraternizarmos num clima desse!!! Vamos remarcar em breve!!! Ab a todos!!”, dizia o e-mail.

No diálogo, segundo os investigadores, o empresário ‘se referia à organização de evento de confraternização, chamado de “confraria”, que estava agendado para o dia 17 de novembro de 2016’.

“Ocorre que essa foi justamente a data de deflagração da Operação Calicute, com a prisão de Sérgio Cabral e vários outros integrantes da organização criminosa. Assim, às 9:26h da manhã, Georges Sadala mandou a mensagem para os amigos, afirmando que o “Rio está de LUTO” e cancelando o evento”, relatou o Ministério Público Federal.

A Procuradoria da República aponta que Sadala é ‘dono da Gelpar, empresa integrante do Consórcio Agiliza Rio, criado em 2008, para implantação, operação e gestão das unidades Rio Poupa Tempo, tendo recebido do Governo do Estado do Rio de Janeiro, por exemplo, R$ 3,3 milhões, em 2009, R$ 22,4 milhões, em 2010, R$ 24,2 milhões, em 2011 e R$ 6,9 milhões, em 2012’.

De acordo com os investigadores, o codinome do empresário era ‘G’, ‘Salada’ e ‘Saladino’. A força-tarefa da Operação C’est Fini destaca que o empresário participou da memorável ‘farra dos guardanapos’, em Paris, em 2009, com Sérgio Cabral e outros convivas.

“George Sadala é um dos empresários que esteve em Paris, convidado pelo governo do Estado do Rio de Janeiro, para a cerimônia de entrega da medalha de honra da Legião D’Honneur, concedida pelo Senado francês ao ex-governador, e para o lançamento do Guia Michelin Rio de Janeiro”, narrou a Procuradoria da República no Rio.

“Constata-se que Georges Sadala era um dos participantes do jantar no hotel Ritz, em Paris, ocorrido em 2009, onde secretários da alta cúpula do governo, alguns, inclusive, já denunciados perante esse d. Juízo, e empresários foram fotografados usando guardanapos na cabeça e dançando, episódio conhecido com a ‘Farra dos Guardanapo’.”

Além de Georges Sadala, a C’est Fini investiga Henrique Alberto Santos Ribeiro, Lineu Castilho Martins, Maciste Granha de Mello Filho e Régis Fichtner. Todos são alvo de mandado de prisão.

O empresário Alexandre Accioly foi intimado a prestar depoimento na sede da Polícia Federal, do Rio, e o empresário Fernando Cavendish foi alvo de mandado de condução coercitiva.

A reportagem está tentando contato com os investigados. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, RÉGIS FICHTNER

A reportagem tentou contato com a defesa de Régis Fichtner. O espaço está aberto para manifestação.

COM A PALAVRA, MACISTE GRANHA DE MELLO FILHO

A defesa informou que não vai se manifestar.

COM A PALAVRA, O DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO RIO (DER-RJ)

Lineu Castilho Martins ocupa o cargo de assessor técnico do DER-RJ. O governo está avaliando o caso e até amanhã tomará uma decisão.

COM A PALAVRA, ALEXANDRE ACCIOLY

O empresário Alexandre Accioly divulgou nota informando que fez negócios legítimos com o empresário Georges Sadala, com quem tem relação “estritamente pessoal”, e não empresarial, e assegurando que tem “farta documentação comprobatória. Diz a nota: “O empresário Alexandre Accioly informa que prestou esclarecimentos a respeito da venda de um bem imóvel, aquisição de um automóvel e operação de crédito, cujo empréstimo foi integralmente quitado, firmados com Georges Sadala”. O comunicado informa também: “Todas as transações se deram em moeda corrente nacional, amparadas por farta documentação comprobatória – tais como escritura, documentos de compra e venda de bens e respectivas transferências bancárias (TEDs) -, e devidamente reportadas nas declarações de bens de Accioly referentes a cada exercício fiscal em que se verificaram.”

COM A PALAVRA, GEORGES SADALA

O empresário Georges Sadala enviou nota à imprensa em que critica o fato de ter sido preso preventivamente “sem que lhe fosse dada a oportunidade de esclarecer previamente os fatos que lhe são atribuídos, uma vez que jamais foi chamado a ser ouvido pelo Ministério Público Federal ou pela Polícia Federal em inquérito policial ou qualquer procedimento investigativo análogo”, e também sem ter dado indicativos de que não prestaria depoimento se solicitado. Diz a nota que “a prisão de Georges Sadala atende propósito meramente simbólico de alcançar o último personagem do enredo dos guardanapos, o que se evidencia pelo próprio nome dado à operação policial, ‘C’est fini’. Afinal, o empresário teve sua movimentação financeira e a de suas empresas completamente devassadas, não se encontrando qualquer indício concreto de repasses de recursos que lhe são atribuídos por delação isolada e jamais corroborada. O único fato concreto apurado e comprovado – e não negado pelo empresário – é sua amizade com o ex-governador Sergio Cabral, o que, por si só, não remete à prática de crime, nem à necessidade da prisão cautelar, de modo que confia que essa medida extrema será revista pelo próprio Poder Judiciário.” (AE)


24 de novembro de 2017
diário do poder

APÓS EXPULSAR KÁTIA, PMDB PÕE REQUIÃO NA MIRA

APÓS EXPULSÃO DE KÁTIA ABREU, ELE PODE VIRAR ALVO DO PARTIDO

APÓS EXPULSAR KÁTIA ABREU, SENADOR SERÁ O PRÓXIMO ALVO DO PMDB

A expulsão da senadora Kátia Abreu (TO) por infidelidade partidária abre caminho para que o conselho de ética do PMDB instale procedimento semelhante contra o senador Roberto Requião (PR), por razão semelhante. É o sonho da cúpula do partido. Como Abreu, ele votou contra o impeachment da ex-presidente Dilma e tem se aliado ao PT para votar contra projetos importantes do governo do PMDB. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

A dupla também votou contra a reforma trabalhista e critica a reforma da Previdência abertamente, ambas cruciais para o governo do PMDB.

Requião e Kátia Abreu também se posicionaram contra o presidente Michel Temer, do PMDB, no caso das duas denúncias da PGR.

Confirmada a tendência de expurgar parlamentares infiéis, outro aliado do PT, Renan Calheiros (AL) pode entrar na fila de expulsões.

Requião ameaçou soltar seus “cachorros” contra o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), que o desafiou a fazê-lo.


24 de novembro de 2017
diário do poder