"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

DESTINO SELADO...

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

CERTA DE QUE PERDE NO SENADO, DILMA TEME QUE SEU FIM SEJA NO PROCESSO CONTRA A PETROBRAS NOS EUA




"Que Deus tenha misericórdia desta Nação". O voto evangélico, em tom de vingança divina, dado contra Dilma Rousseff pelo "Malvado Favorito" Eduardo Cunha, vale como premonição de vivenciaremos tempos bem mais difíceis que agora. A autorização para o impeachment prosseguir no Senado, onde a previsão é de um placar de 44 a 21 contra Dilma.

De olho no trono dela, Michel Temer assumirá o cargo se a Presidanta renunciar (ela reluta em fazer isto) ou após o Senado considerar a denúncia da Câmara admissível, afastando-a por 180 dias, para a fase de julgamento, sob a presidência do titular do Supremo Tribunal Federal, o aliado petista Ricardo Lewandowski. Dilma terá a grande chance de pedir para sair, antes que isto aconteça, como fez Fernando Collor de Mello em 1992.

O senador petista Lindbergh Farias já antecipou qual será o tom contra o substituto de Dilma: “Mesmo que Temer venha a ser um presidente interino, não vai aguentar três meses no cargo. Ele é sócio de Cunha e nós vamos expor toda sua fragilidade”. Além de começar o espancamento a Temer, o PT tentará a inútil manobra de recorrer ao STF contra a decisão soberana da Câmara.

A patelândia não se conforma que tenha sido derrotada por Eduardo Cunha, réu no STF sob acusações da Lava Jato. A ironia histórica é que Cunha era aliado de confiança no primeiro mandato, mas se transformou em inimigo mortal após a reeleição de Dilma. Também foi irônica a derrota na Câmara (pelo placar de 367 a 137, com sete abstenções e duas ausências. Desde 2003, quando Lula assumiu o poder, o PT estava acostumado a contar com os votos fiéis de 195 deputados, para qualquer questão. A dúvida é se Dilma foi vítima de traição ou se Michel Temer foi brindado com mais fidelidade...

Pouco importa... Nas ruas e nas redes sociais, o povo festejou a derrota de Dilma. Não dá para comemorar o fato objetivo de que o PMDB tende a continuar no poder federal há 31 anos. Ontem, a petelândia enfiou a viola no saco e reagiu apenas com indignação ao "golpe" que tomou de Temer e Eduardo Cunha. Os petistas e aliados agora retornam ao que sempre souberam fazer muito bem: oposição. Governar não é com eles. Incompetência, demagogia populista e muita arrogância política foram traços fatais para eles e para as maiores vítimas: o cidadão brasileiro que é obrigado a suportar os prejuízos da turma do PT - sinônimo de Perda Total.

A crise econômica e a falta de diálogo com a infiel base parlamentar foram fatais para Dilma. Desde ontem, puxa-sacos dela insistem que a Presidanta promete lutar até o fim pelo mandato. Seria bom ela constatar que o fim já chegou... Pede pra sair, Dilma... Antes que você termine saída e fique mais fragilizada ainda para ser processada pelos crimes cometidos quando foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras. o Judiciário dos EUA só esperam a confirmação de sua queda para indiciá-la na Corte de Nova York...

O bacana de ontem - suportando seis horas de votação na frente da televisão - foi conhecer a cara de cada um dos parlamentares que apareceram para votar. O inédito voto do Tiririca foi impagável. E a ausência forçada da Clarissa Garotinho (pela gravidade política e pela gravidez)... O Domingão sem o Faustão foi, no mínimo, cidadão...


Presidenta Sofá





Agora é meio tarde, né?





Haja confiança no Senado






Mentindo sempre





Fim indigesto





Voto a jato





OS DOIS MARCOS

Marco Aurélio Gracinha esmerdeia além marinha.

Marco Aurélio Caramelo é da corrente o mais fraco elo.

Aureliúdo, sem conteúdo, parece juvenil Menudo.

O Papa edita Motu Proprio e o citado anda de moto própria.

Depois de enfiar uma cunha na casa de tolerantes membros, verá que nunca se viu tamanha asneira dantes na história deste país. Tudo pra salvar um ébrio e uma mera atriz.

Já o outro de barbicha, pra pátria nem se lixa.

Como Ponce de Léon, está mais pra Gardelon. Mui amigo, agora corre perigo.

Vai tomar em Cuba lições de como fazer mágicas poções.

Não é por falta de bruxa malvada que sairá de mãos vazias.

A indigestão lhe provoca azias; na falta, africas.

O estoque de Tavis lhe indica o caminho pra encontrar, de jararacas o ninho.

Chega! Pra quem são bacalhau basta!


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador


RESILIÊNCIA: CAPACIDADE HUMANA DE SUPERAR TUDO






A ignorância domina a politica brasileira. São pessoas heterogenias que se movimentam no sentido de buscarem seus objetivos, às vezes espúrios, desnivelando o equilíbrio permeado pela estabilidade mental, somando atos e atitudes desconectados do caminho qualitativo encerrado no plano da decência do comportamento público. Geralmente apresentam tendência ao desequilíbrio, que os leva ao emprego da força física.

Tais pessoas, além de não se ajudarem, de forma inteligente a jogar a partida da vida, o fazem sem a relevância de serem movidas pelo critério do discernimento, simplesmente para vencerem algum interesse pífio de ideologias destrutivas, planejadas por outras vibrações mentais, mas que valem, pela retribuição do momento e, assim, destruir uma infinidade de momentos pretéritos, valorizados tanto no domínio do físico como no do espírito em benefício coletivo visualizado no campo do verdadeiro, do belo e do bem.

Estando bem entendida esta parte, sigo adiante com o objetivo de firmar à explicação desta lógica evidente.

O sábio atinge um grau elevado de progresso, face conhecer e compreender a lei. Entende que pode vencer obstáculos em face de formalizar a interpretação de uma norma consubstanciada em uma lei, contrabalançando-a com outra, estabelecendo o equilíbrio equitativo e, desse movimento oscilatório, o surgimento de ações que alcançam um espaço de consistência mental, dominando a compreensão destas leis. Ostenta entre outras qualidades a erudição e prudência.

O ignorante, ao contrário, revela comportamento mental manifestado em decorrência do princípio anacrônico antissocial, regrado pelas práticas luxuriosas, perniciosas e degradantes. Não respeita a lei, convivendo mais de perto com a criminalidade. Está mais propenso a assimilar, como mistério da vida, o desvio de conduta. Ostenta entre outras condições a inabilidade e incompetência.

De todo modo, os sábios e os ignorantes estão sujeitos à lei. Os sábios atuam no plano superior e por assimilarem de forma consciente os vários planos de causalidade, concordam com as regras, compreendendo seus movimentos, realizam atos e dão ordens; os ignorantes, habitantes do obscurantismo residem na insciência do plano inferior, submissos pela qualificação ordinária permanecem no campo limitado do pêndulo, movimentando-se no tabuleiro de xadrez da vida como simples peões. Daí a diferença. Quem compreender esta máxima estará sendo direcionado ao redor do fluxo do domínio iluminado da capacidade humana de superar tudo.

A arte mental representa a significação maior do predicado de sua natureza substancial de sempre acrescentar alguma coisa real. A cortina deste cenário, também se abre ao político sábio e ao ignorante.

Quando se concebe pela percepção sensível, apreensão imediata na disputa do poder, onde as regras não mais preenchem o predicado da razão e, o que se concebe por este conceito, exatamente alguma coisa a mais, então, percebe-se a coexistência objetiva desta apreensão, que exprime perigo iminente de entrechoques da sociedade civil pelo confronto físico e violência mental, deturpando as regras do jogo.Chega-se a esta meta de probabilidade, por se ter conhecimento da diferença entre o conhecimento vulgar e o cientifico.

Diante desta perplexidade, há de se rogar aos sábios, que se faça florescer a consciência no prevalecimento da razão e da prudência. A virtude, neste momento de tensão é no sentido dese evitar as desordens, que certamente engendrarão dor irreparávelàs famílias brasileiras, diante de confrontos entre os que lutam para ver o retorno do Estado de Direito Democrático e os que de forma alucinada defendem a facção criminosa instalada no Governo Federal.

Por outra porta, penso que se deve trazer a cena desta tragédia, o “erro” de Brutus e Cassius (Mara Regina de Oliveira) ao conspirarem contra o Estado na pessoa de César Augusto Imperador de Roma, por paradoxal que possa parecer à apresentação deste paradigma. A analogia Shakespeariana se adequa na proposição da “armadilha” levada a efeito contra a sociedade brasileira e as causas da Justiça. Após se utilizarem de um meio simbólico para cumprir a lei, evitando-se o formalismo da “imunidade”, com total transparência, encontraram um meio de oferecer mais um presente ao Lula da Silva.

Deram-lhe a “liberdade” para montar sua “imunidade particular” com o objetivo de conspirar contra o Estado de Direito Democrático em defesa da farsa do Governo Federal,mantenedor da facção criminosa e, ainda, livremente, para se utilizar de seu “status quo ante”. Deram oportunidade ao jactancioso investigado de crimes hediondos, para agir naquilo que gosta de fazer: “amofinação apologética”.É para pensar!Necessitamos formar um “triunvirato” para defender o Brasil da corrupção criminosa dos que defendem este estado farsante mentiroso.

Já li em alguma obra fundamental que: “o pensamento selvagem não se distingue do pensamento cientifico, como um pensamento vago e irracional se distinguiria do pensamento racional”. Portanto, pensemos na hipótese de dar ênfase àideia de que o “inconsciente” não éum fator de “erro”, mas sim de uma falta.Chegaríamos à conclusão de que é “erro mesmo”, face não existir um “outro eu”.


Laercio Laurelli – Desembargador aposentado do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo


IMPEACHMENT AVANÇA! DILMA REAGE OU RENUNCIA?







"Pelo Brasil, eu voto Sim". O sucinto e muito festejado voto do deputado Tiririca, marcando a traição do PR ao desgoverno, sinalizou que a maioria da Câmara votaria a favor do prosseguimento do impeachment de Dilma Rousseff no Senado. Depois de quase seis horas de cansativa votação, o impedimento de Dilma passou por 367 votos a favor, 137 contra. Houve 7 abstenções e 2 ausências. Dilma acompanhou a derrota ao lado de Lula, no Palácio da Alvorada. O povo festeja nas ruas. Noite de carnaval...

O grande vencedor deste domingo foi Eduardo Cunha, que conseguiu acabar com Dilma antes que o PT acabasse com ele, como sempre ameaçou. O voto de Cunha, pelo sim, foi um recado ao seu eleitorado evangélico: "Que Deus tenha misericórdia desta nação". Deputados do PT, do PC do B e do PSOL fizeram questão de espezinhar Cunha em seus votos pelo não. Foram divertidos os ataques ao homem que Roberto Jefferson definiu como "Meu Malvado Favorito"... Lindo foi o voto do mineiro William Silva, pedindo o impeachment de Dilma, de Temer e de Cunha...

Foi muita falação. Houve votos folclóricos: 45 votos por Deus; 34 pela família; 28 pelos filhos; 10 pelos sobrinhos; 1 por Jerusalém; 1 por "minha mulher que luta pela vida nesse momento"; 1 contra a "mudança de sexo das criancinhas"; um pelos corretores de seguro; e um ou dois pelo grande arquiteto do universo. Um parlamentar até pediu o impeachment da Rede Globo... Só faltaram votos suficientes para salvar a Dilma... Coitada...

No Senado, a previsão é de 45 votos favoráveis (bastam 42), 20 contra e 16 não se pronunciaram até agora. A velocidade do ritmo de votação dependerá de Renan Calheiros. A previsão é que a novela se resolva até dia 15 de maio, no máximo. Assim que o Senado abrir o processo, Dilma fica afastada por 180 dias. Tem a opção de renunciar, mas não pretende fazer isto. Michel Temer assume interinamente a Presidência da República. Aí a porca começa a torcer o rabo. Será a continuidade de 31 anos de PMDB no poder federal... A Lava Jato que se cuide...

Dilma foi "suicidada" politicamente, por sua arrogância e incompetência. Ela apenas recebeu a retribuição pelo péssimo tratamento dado aos parlamentares. A maioria que estava indecisa nas enquetes acabou votando pelo impeachment. Agora, persiste a pergunta: a petelândia vai reagir violentamente contra o que chama de "golpe"? Ou vão segurar a onda até uma próxima eleição?

Dilma promete lutar até o fim pelo mandato. Seria bom ela constatar que o fim já chegou... Como bem comentaram alguns parlamentares. no momento de seus votos, você agora vai experimentar a mesma sensação de milhões de desempregados que seu desgoverno causou, com uma política econômica desastrosa e corrupta.

Já vai tarde, Dilma. A torcida agora é que quem entrará em seu lugar precisa sair bem mais depressa que você... O impeachment não resolve os problemas do Brasil. Mas pode ser um começo... Ou não...




Povão na Paulista





Candidato a Grão Mestre da Grande Loja Maçônica do Estado de São Paulo, José Renato dos Santos (à esquerda), pelo impeachment da Dilma Rousseff...









Recordar é preciso...





Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!



Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.Enviar por e-mail


DILMA É O SOFÁ DO CORNO





O desgoverno Dilma, PT-PMDB, é consequência de um modelo estatal patrimonialista, capimunista, rentista e corrupto. Como isto não vai mudar, preparem-se para outra gestão temerária que cumprirá a missão de entregar ao rentismo transnacional aquilo que restar de uma economia que nem podemos chamar de nossa... Estas são as perspectivas caso Dilma Rousseff sofra impedimento.

Tecnicamente falando, Dilma é o sofá do quarto da casa do marido corno... Jogar o móvel fora resolve o problema original? Não... Mas a maioria dos brasileiros acredita que sim. Culturalmente, preferimos "soluções" rápidas, preferencialmente vidas do Pai-Estado e de seus "iluminados" entes políticos. Pregamos "mudanças", porém não definimos, claramente, o que precisa mudar. É neste embalo que a torcida vai a campo neste domingão do impeachment...

A Petelândia enxerga com seriedade o risco de Perda Total. Por isso, já olha pra frente. Lula, os artistas e intelectuais do PT já pensam em lançar uma campanha bem original: as "Diretas, já". O conceito se baseia em chamar de "ilegítimo" o mandato do traidor Michel Temer. O maçom irregular assumirá interinamente a Presidência, assim que o Senado determinar o começo do eventual processo de impedimento (que depende da votação de logo mais).

Ontem, em papo radical com a turma do MST, com quem Dilma foi aconselhada a não se encontrar, o chefão Lula começou o ensaio do ataque ao sucessor da Dilma: " Se o seu Temer quer ser candidato, que não seja através do golpe". Lula também lembrou o suicídio de Getúlio Vargas e o exílio de João Goulart para reclamar que a elite brasileira parece não gostar da democracia, e prometer que Dilma resistirá: "Precisamos dizer que, primeiro, não vamos nos matar, nós gostamos da vida. E não vamos nos exilar".

Lula depende mais de Dilma que a eventual vitória ou derrota neste domingo. O chefão é um dos alvos preferenciais da Lava Jato. Tendem a ser fatais para ele as "colaborações premiadas" dos ilustres empreiteiros Marcelo Odebrecht e Léo Pinheiro (OAS). O primeiro pode até não dedurar o amigo. Mas o segundo preocupa tanto que foi escalado para defendê-lo o advogado José Luiz Oliveira Lima, ex-advogado do detento José Dirceu. O bicho tende a pegar na Lava Jato. Só quem não fala nada sobre ela é o Michel Temer...

Novamente, vale lembrar por 13 x 13: A frase que mais bem resume nossa situação a partir do Domingão do Impeachment foi emitida por um dos líderes da Força Tarefa da Operação Lava Jato, o procurador federal Deltan Dallagnol, em entrevista à BBC Brasil: "Mude ou não o governo, continuaremos tendo muitos inimigos no poder, porque grande parte das pessoas que estão no Congresso e que potencialmente venham a assumir inclusive o poder Executivo são investigadas pela Lava Jato".

Interromper 13 anos de desgoverno do PT e seguir com 31 anos de sacanagens do PMDB é pra lá de temerário. Pense nisto. É cada vez mais alto o risco do $talinácio retornar triunfalmente, daqui a dois anos, se não for devidamente lavado a jato... Tome cuidado... Se não houver cadeia, vai ter golpe continuado... No Brasil da impunidade, o risco disto acontecer é altíssimo...

As enquetes com parlamentares - que podem ser tão confiáveis quanto nossos políticos - indicam que há 348 votos a favor (bastam 342), 127 contra e 38 perigosamente insistem em não opinar. No Senado, 45 são favoráveis (bastam 42), 20 contra e 16 nada falam. Dilma tem grandes chances de ser impedida e terminar forçada a sair. Mas nada é garantido... Negociatas rolam pesadamente. Muitos anunciaram posição a favor para barganhar com o desgoverno, negociando o voto mais caro...

O perigo é a estreita margem de "vitória" do impedimento. Se Dilma for "suicidada" politicamente, fica a pergunta: a petelândia vai reagir violentamente contra o que chama de "golpe"? Ou vão segurar a onda até uma próxima eleição?

O sofá da sala do corno é descartável. Vamos tirá-lo, mas temos de solucionar o Brasil...

Todo preparo é pouco






Defensor do Cramulhão






Problema humano


Ao avaliar o nosso progresso como indivíduos, tendemos a concentrar-nos nos factores externos como a nossa posição social, a influência e a popularidade, a riqueza e o nível de instrução. Como é evidente, são importantes para medir o nosso sucesso nas questões materiais, e é bem compreensível que muitas pessoas se esforcem principalmente por alcançar todos eles. Mas os factores internos podem ser ainda mais cruciais para determinar o nosso desenvolvimento como seres humanos. A honestidade, a sinceridade, a simplicidade, a humildade, a pura generosidade, a ausência de vaidade, a prontidão para servir os outros - qualidades que estão facilmente ao alcance de qualquer criatura -, formam a base da nossa vida espiritual.

Nelson Mandela, Estadista e Prêmio Nobel da Paz, in Carta a Winnie Mandela, 1 Fevereiro 1975 - África do Sul 18 Jul 1918 // 5 Dez 2013


Povo na rua







Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.


O BIGORRILHO SAIU DO TRILHO?





Enquanto o boi vai catando milho, já chamuscado e sem brilho, todo o país festeja o bigorrilho.

Canalhas, tremei!

As aves de longo bico já começam a debandar. Viram que até pro efegagácê vai sobrar. Está claro que é sócio do molusco e o protege desde então, do longínquo mensalão.

A classe polititica procura um remendo pra salvá-la de um destino tremendo.

Cartas fora do baralho, gente que roubou pra ...

A Anta na UTI está mais mole que catupiri.

A família esfincterocrata já vê o fim da mamata.

Enfiará processos e panelas, na gruta de suas mazelas.

Sairão todos de Atibaia, antes que a casa caia.

Enquanto isso a dona Onça, vê tudo e se diverte. Manda e desmanda fingindo estar inerte.

Se preciso, num só tapa, estraçalha a preta capa.

Se resolver se abalar, desta vez traidor não escapa.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.



O HOSPÍCIO PARLAMENTAR DE BRASÍLIA





Esse artigo foi escrito na noite de sábado, dia 16,véspera do julgamento do crime de responsabilidade/impeachment da Presidente Dilma Rousseff, pela Câmara dos Deputados, em Brasília.

Hoje ninguém conseguiria ainda prever ao certo o resultado desse julgamento. Os defensores do Governo garantem ter a seu favor a quota necessário (mais de 1/3) para obstaculizar o impedimento de Dilma. Os da oposição dizem o contrário, ou seja, que já teríamos votos do número necessário de parlamentares (mais de 2/3) para aprovar o impeachment.

Nessa “reta final” todos os recursos são empregados, independentemente da legalidade ou moralidade do respectivo procedimento. Todavia a verdade é que nessa “guerra” de interesses não existem “santos”. A oposição só tem uma maneira de “convencer” os resistentes indecisos ao apoiamento do descarte de Dilma: oferecendo mil vantagens e empregos num eventual Governo Temer.

Os governistas ,entretanto, possuem muito mais poderes e recursos a oferecer que os oposicionistas nessa compra de votos. Além de todas as “compensações” que a oposição poderia estar ofertando, se vencesse, é claro, aos deputados que aderissem ao impeachment, na verdade os governistas seriam os únicos com a chave do cofre para comprar com dinheiro, muito dinheiro, os votos necessários para satisfazer seus interesses maiores, ou seja, rejeição do impedimento.

E sem dúvida seria muito difícil, quase impossível, resistir a essa “tentação”, especialmente ao se considerar o baixíssimo nível moral da imensa maioria dos políticos brasileiros. Numa só tacada o “cara” poderia ganhar o equivalente a um enorme prêmio de loteria e resolver para a eternidade todas as suas carências econômicas, extensivo à quatro ou cinco gerações da sua descendência.

Pelo que se observou até esse momento, conforme as previsões da situação e da oposição, o prognóstico dessa disputa, para qualquer um dos lados, estaria bastante equilibrado. Mas como essa diferença seria mínima, nunca se poderia desprezar o poder de fogo para compra dos votos faltantes naquele escritório montado num luxuoso hotel de Brasília,onde Lula montou o seu balcão de negócios.

Tudo isso pode ser resumido numa afirmação sem medo de errar: se o impeachment de Dilma for rejeitado, mesmo que por pequena diferença, que tudo indica ser a decisão mais provável, essa vitória do Governo não deve ser creditada num primeiro plano aos deputados federais que votaram nesse sentido, porém à “marketagem” de Lula, recheada com muitos “presentes”, dados aos deputados que na ultima hora se venderam pró-Dilma.

Na sua “Crítica da Razão Prática”, E.Kant desenvolveu,em termos filosóficos, uma formidável verdade, sempre presente na sabedoria popular, pela qual “existem males que trazem o bem”.

Certamente a rejeição do impeachment de Dilma se enquadraria perfeitamente nessa sentença de Kant. Seria um “mal”, numa visão superficial , à primeira vista . Todavia traria um bem maior atrás de si.

Com essa “frustração” do povo, cuja maioria chegou a apoiar o afastamento da Presidente ,surgiria por consequência a necessidade de se encontrar outra modalidade para seu afastamento,que não por meio de impeachment, que não passa de um remendo constitucional que não traz nenhuma consequência positiva, como antes já aconteceu com o impeachment de Collor, onde nada mudou para melhor depois da sua saída. Esse tal de impeachment afastaria tão só a cabeça de uma quadrilha organizada que tomou as rédeas do poder para cometer toda espécie de ilícito contra a sociedade, infiltrada que está dentro dos Três Poderes Constitucionais.

Mas como não existe qualquer previsão constitucional para “impeachar” os Três Poderes, sem dúvida a única saída que a sociedade brasileira teria seria aquela disposição do artigo 142 da Constituição, que trata da Intervenção do Poder Instituinte e Soberano do Povo, através das Forças Armadas, nas hipóteses que prevê. Como essa é a ÚNICA alternativa totalmente descartada , à unanimidade, pela classe política, certamente ela seria a melhor.

Mas independentemente do resultado do impeachment, ficou muito claro que o ambiente onde foram travadas as discussões mais parecia um hospício, de tanta briga, discussões,ofensas e gritos. A “gritaria” era generalizada. Num ambiente assim tumultuado ,ninguém consegue ter o equilíbrio e a serenidade necessários nem mesmo para pensar, avaliar, julgar e votar as questões de alta relevância submetidas à deliberação parlamentar.

Sem dúvida esse julgamento vai passar para a história longe de honrar a classe política brasileira.


Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.


E AGORA?







Este é tempo de partidos, tempo de homens partidos. O eco de versos de Drummond nos acompanha nestes dias.

Esse é tempo de divisas, tempo de gente cortada.

Um tempo em que estamos diante de uma escolha de Sofia, tendo de optar entre situações repelentes. Qualquer que seja a alternativa, o resultado será desastroso, deixará ressentimentos, frustrações, cobranças, hostilidade, um clima impossível para reconstruir a economia destruída e a convivência política em frangalhos.

Não se discute uma agenda ou um projeto, o país está paralisado, o governo fica só às voltas com seu balança-mas-não-cai, a comprovar que, embora tenha decidido que está acima das leis, não consegue se desvencilhar da lei da gravidade.

E agora, José? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, a noite esfriou, e agora, José?

Vira-se a página mas a agonia não acaba. Pior ainda… a festa era ilusão, mal deixou lembrança boa. Mas fomos arrastados a essa situação. Mesmo quem sempre soube que não se trata de golpe mas inicialmente não era favorável ao impeachment, cansou de esperar em vão que se colocassem outras alternativas além dessa punição prevista na Lei de Responsabilidade Fiscal.

À medida que as coisas avançaram, constatados os crimes de empréstimo proibido de bancos públicos, sobretudo em ano eleitoral, e mais os créditos não autorizados pelo Congresso, em vão se passou pelo cartão amarelo das advertências e ressalvas dos tribunais no exame das contas.

Em vão se esperou um reconhecimento do erro, um pedido de desculpas, uma garantia de não repetir o crime, uma explicação que fosse além da mentira de dizer que era necessário por causa dos benefícios sociais e não por benesses a empreiteiros e campanhas eleitorais de marketing milionário.

Como se a ínfima proporção estatística do Bolsa Família e outros programas pudesse fazer frente aos gastos exorbitantes que ajudam a compor a Bolsa Amém, de compra de apoio e créditos subsidiados.

E quem preferia não seguir para o trauma do impedimento acabou tendo de ceder para não ser cúmplice da impunidade, diante do desprezo à responsabilidade como valor e das descaradas manobras de obstrução da Justiça, incluindo até termo de posse antecipado para o caso de necessidade e edição extra do Diário Oficial, em meio a um crescendo de ataques às instituições e de provocação às pessoas de bem.

O ideal para evitarmos que as coisas chegassem a esse ponto seria termos parlamentarismo. A Constituição de 88 até caminhara nesse sentido, mas acabou dando nesta coisa híbrida e estéril onde atolamos, porque interesses de presidenciáveis na ocasião impediram que ela confirmasse o que seu arcabouço se preparara para acolher.

Só que não é hora de querer essa saída como casuísmo, só para se livrar da crise imediata. Tem de ser amadurecido, numa discussão equilibrada e sempre recusada. E agora, José?

Debate amadurecido anda em falta. Ainda outro dia, o ex-ministro do STF Ayres Brito se queixava de que o debate está infantilizado e maniqueísta, na base do herói ou vilão e é necessário um chamamento ao entendimento. Vamos precisar muito disso na reconstrução do país.

Por exemplo, deve-se criticar os excessos e qualquer atitude ilegal nas investigações mas quem tem de dar a última palavra sobre isso é o Supremo, não uma campanha sistemática de desqualificação das instituições dirigida à opinião publica nacional e estrangeira.

Equilíbrio e sensatez são fundamentais para sairmos dessa insanidade geral. Para o bem do país é preciso unir o Brasil acima dos partidos e das torcidas inflamadas, assumindo responsabilidade pelas decisões a tomar e passando confiança à nação, sem o pensamento mágico infantil de se apresentar como Salvador da Pátria ou pintar o adversário como o inimigo público número 1.

Há tarefas muito duras pela frente, quando só no estado de São Paulo mantém-se há mais de um ano a média diária de 13.000 demissões e 20 fábricas fechando. Como assinalam Cesar Benjamin e outros, o ciclo de distributivismo sem reforma que marcou os governos do PT foi superficial e já terminou. E agora, José?

Essas reformas necessárias têm de ser discutidas a sério — e não apenas na economia ou na legislação trabalhista. Estamos vivendo uma profunda crise na democracia representativa, que leva o eleitor a não se sentir representado por quem elege.

Seja porque as campanhas marqueteiras mentem e enganam, seja porque o sistema partidário trai o voto, tem partido demais, deputado demais, qualidade de menos, ética de menos. Democracia é meta, não pode ser tática eleitoreira. Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.


Procuro a citação exata que me dança na memoria. Você marcha, José, para onde? Abro a antologia a esmo e encontro outro poema, “Pneumotórax”, de Manuel Bandeira. Talvez seja a resposta para estes dias tristes:

A vida inteira que podia ter sido e não foi. (…) A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Ana Maria Machado é escritora. Originalmente publicado em O Globo em 16 de abril de 2016.


O TEMPO PASSOU NA JANELA






Estou em Brasília. É o segundo impeachment que presencio. Conheço a coreografia, embora, com o passar dos anos, ela tenha se tornado mais visual, mais voltada para as TVs, como os desfiles de escolas de samba. Vou documentar fantasias e adereços, mas no universo das coisas existe um personagem ao qual vou me dedicar: os smartphones. Há um exército de 170 milhões de smartphones no país, e quem viaja pelo interior vê sua capilaridade. Foi uma espécie de introdução das massas a um novo tempo movido pela busca da transparência.

O projeto do PT e da esquerda bolivariana era reproduzir uma visão do século passado, adaptá-la com a etiqueta de socialismo do século XXI, usando o caminho eleitoral e a conquista progressiva das instituições. Sem se dar conta, estava sendo engolfado por outro tipo de revolução em que os novos instrumentos tornam possível uma grande demanda internacional: transparência.

Em certos momentos, o PT rendeu-se a essa corrente: ampliou a autonomia da Polícia Federal, fez uma lei de acesso às informações. Mas ainda assim subestimou a luta pela transparência como se fosse apenas mais uma ideia entre outras. Ignorou suas bases materiais, sua irresistível dinâmica.

Essa miopia levou o PT à sua mais crucial contradição: armar o maior esquema de corrupção da História, no momento em que a sociedade e as instituições estão mais bem posicionadas para impor um alto grau de transparência.

Isso é um movimento que transcende o Brasil. As coisas toleradas no passado deixaram de o ser no presente. Dilma não entendeu isto. Nem o PT. Eles sempre dizem: no passado foi assim, se forem nos punir, têm de punir os outros.

Existe um momento em que as coisas que sempre foram assim simplesmente deixam de ser. Lembrar isso não é impulso de velho reacionário. Assim como não era lutar pela quebra do monopólio estatal das telecomunicações. O PT e a esquerda em sua órbita foram contra, mas não imaginam que surgiria dali a base material que iria contribuir para sua desgraça.

O PT perdeu o bonde da transparência, um tipo de luta que conta não só princípios, mas sólida e estrutura tecnológica, ao contrário da revolução bolivariana com benesses impagáveis. Diante desse novo universo onde tudo se compartilha, tudo se fotografa, tudo se investiga, a escolha política era dar as mãos à transparência e transformá-la numa poderosa aliada do governo, pois ela traz consigo uma outra bênção: a credibilidade.

O PT entendeu esse novo universo como um espaço onde poderia desenvolver sua guerrilha, esconder seus crimes, combater os adversários, ironizar os velhos reacionários adeptos da frase de outro velho, Lord Keynes: quando os fatos mudam, mudo de opinião — o senhor, o que faz? Muito em breve saberemos mais completamente o que se passou no Brasil. Talvez algumas pessoas não esperam apenas os fatos, mas uma avalanche de fatos para mudar de opinião.

Ao contrário do impeachment de Collor, o de hoje representa um trabalho que veio da sociedade e foi apenas secundado pelo sistema político. Quem assumir o poder já entra devendo. É um partido que foi sócio de um projeto criminoso. Se refletir sobre a desgraça do PT, não tentará novos assaltos, porque serão descobertos, não tentará interferir em instituições autônomas pois, ao lado da sociedade, elas não permitirão. Com os atuais meios de controle, é impossível a sobrevivência de um governo corrupto. Os novos governantes precisam refletir sobre isso.

O vídeo de Temer não toca nesse detalhe que mobiliza milhões de pessoas. Não podia esquecer. Nem vazar vídeos por engano. A espionagem internacional tem um enorme aparato para grampear presidentes. Dispensa colaboração espontânea.

Se hoje à noite estiverem comemorando a chegada do governo, não se esqueçam: a presença de Eduardo Cunha é intolerável. Não se erguem muros para discutir sua queda. É uma ponte simbólica entre a maioria e minoria no Brasil. É o nosso carnaval da quarta feira.


Fernando Gabeira é Jornalista. Originalmente publicado em O Globo em 17 de abril de 2016.


*** *** ***

18 de abril de 2016

DEPUTADA DEDICA VOTO PELO IMPEACHMENT AO MARIDO... PRESO NO DIA SEGUINTE PELA PF


Raquel Muniz (PSD-MG) elogiou a gestão do marido, prefeito de Montes Claros cujo envolvimento é apontado em esquema de corrupção


Ruy Adriano Borges Muniz, prefeito de Montes Claros (MG)(montesclaros.mg.gov.br/Reprodução)


O prefeito de Montes Claros, Ruy Muniz (PSB-MG), foi preso preventivamente pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira em Brasília. No domingo, a mulher dele, deputada Raquel Muniz (PSD-MG), votou sim pela admissibilidade do processo de impeachment de Dilma Rousseff e citou seu marido como exemplo de gestão. Em seu discurso, a deputada disse que o Brasil tem jeito e "o prefeito de Montes Claros mostra isso para todos nós com sua gestão".

A operação Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde, deflagrada pela Polícia Federal, deve cumprir mandados de busca e apreensão na prefeitura, Secretaria de Saúde e na casa dos envolvidos no esquema. De acordo com o delegado da PF Marcelo Freitas, a secretária de Saúde Ana Paula Nascimento também foi presa.

A operação deve cumprir oito mandados judiciais: quatro mandados de busca e apreensão, dois mandados de busca pessoal e dois mandados de prisão preventiva que já foram cumpridos nesta manhã.


LEIA TAMBÉM:

Operador da campanha de Dilma é preso pela Polícia Federal


Segundo as investigações, os alvos valeram-se de meios fraudulentos para prejudicar os hospitais locais - Hospital Universitário Clemente Faria e Santa Casa de Misericórdia, Fundação Aroldo Tourinho e Fundação Dilson Godinho - localizados em Montes Claros. Em outubro de 2015, eles retiraram cerca de 26.000 consultas especializadas e 11.000 exames dos hospitais municipais, causando graves prejuízos à população que dependem dos serviços.

Com isso, pretendiam favorecer o hospital privado Clínicas Mario Ribeiro da Silveira (Âmbar Saúde) pertencente e gerido pelo prefeito municipal e seus familiares. De acordo com a PF, o prefeito de Montes Claros vem utilizando indevidamente verbas públicas e tem divulgado campanha difamatória contra os hospitais públicos e filantrópicos da cidade.

Os presos na operação Máscara da Sanidade II - Sabotadores da Saúde responderão pelos crimes de falsidade ideológica, dispensa indevida de licitação pública e peculato. Se condenados, as penas podem ultrapassar 30 anos.



18 de abril de 2016
Veja


PREFIRO QUE SE VOTE EM NOME DE DEUS, DA FAMÍLIA E DO PAPAGAIO, À FARSA DO VOTO "EM NOME DOS PROGRAMAS SOCIAIS"



E a razão é simples: quem se opôs ao impeachment alegando a defesa de benefícios sociais está ancorado numa mentira — eles acabariam com Temer — e numa fraude moral: sua existência justifica o crime 


O que é a esquerda brasileira? Um cargo na mão e muitas ideias de jerico na cabeça. A Câmara dos Deputados aplicou neste domingo uma surra histórica em Luiz Inácio Lula da Silva: por 367 votos a 137, autorizou o Senado a abrir o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Ah, sim: ela também apanhou. Afinal, será a impichada.

Mas vamos ser claros: esta senhora é mera personagem incidental de uma farsa. Está lá como instrumento de uma máquina de gerar mistificações e renda para o partido e seus apaniguados. Não que ela desconheça o nome do que pratica. Não cometeu um, insisto, mas ao menos sete crimes de responsabilidade, devidamente caracterizados no Artigo 85 da Constituição. Sigamos.

O Congresso é o que é. Nem todos têm, e não pretendo advertir que isto é uma ironia, a envergadura teórica de uma Jandira Feghali (PCdoB-RJ); a honestidade intelectual de uma Maria do Rosário (PT-RS); a biografia recheada de muitos valores de um José Guimarães (PT-CE); a fineza argumentativa e certeira de um Jean Wyllys (PSOL-RJ); a capacidade de antever o futuro de um Chico Alencar (PSOL-RJ)… Nem todos podem arrostar com esses gigantes da moralidade, da ética, da coerência e do amor ao povo, não é mesmo?

Chegam-me textos os mais diversos, todos com aquela marca à esquerda, ironizando os parlamentares que votaram em favor do impeachment “em nome dos meus filhos, da minha mulher, do meu marido, de Deus etc”. Mais um pouco, metiam o papagaio no meio.

A deputada Raquel Muniz (PSD-MG), por exemplo, disse “sim” ao impeachment de Dilma também em homenagem à administração do marido, Ruy Muniz (PSB-MG), que é prefeito de Montes Claros. O homem foi preso hoje pela Polícia Federal, na Operação “Máscaras da Sanidade II: Sabotadores da Saúde”. A PF tem se esmerado na poesia.

Vamos la, admito: o Parlamento, ultimamente, não é o melhor lugar para evocar o nome da mãe ou dos filhos. Melhor deixá-los longe dali, muito especialmente daquela ala que frequenta à socapa o quarto de hotel onde Lula, o Fanfarrão decadente, despacha. Mas volto ao ponto.

Os esquerdistas acham que esse negócio de evocar a família ou Deus é um sinal indisfarçável de reacionarismo. Seria um sinal, na pena desses intelectuais de meia-tigela, de que o processo político está dando uma perigosíssima guinada à direita… Bando de mistificadores e trapaceiros!

Começo por ai. Segundo o Datafolha, a Avenida Paulista reuniu neste domingo 250 mil pessoas — mais uma vez, uma das maiores manifestações da história no local. Em contraste, as esquerdas juntaram no Anhangabaú pouco mais de 40 mil.

A diferença de número é especialmente relevante porque os que se vestiam de verde e amarelo são cidadãos comuns, que não pertencem a partidos, sindicatos, ONGs, movimentos sociais. Não são, em suma, profissionais da causa. Os governistas, como é sabido, são funcionários não apenas de uma ideia, mas também da tal “máquina”. Adiante.

Já disse que prefiro que a família e Deus não se misturem com a política — a não ser na reafirmação de valores: aí, cada um na sua. São domínios distintos e prefiro conservar essa distinção. Mas há de se reconhecer uma coisa: quando alguém evoca tais elementos, está atendendo a um chamamento que vem de fora, que vem da comunidade, que vem da rua, que vem, sim, do próprio círculo familiar.

Se o sujeito se vê compelido a fazer tal apelo, é porque há uma realidade que grita à sua volta: “impeachment!”; “fora Dilma!”; “com ela, não dá!”. Assim, ao fazer aquele preâmbulo, o parlamentar não deixa de estar prestando contas à comunidade: “Olhem aqui, quero deixar claro que votei contra Dilma!”

É de honestidade que vamos tratar aqui? Vocês prestaram atenção às justificativas de voto das esquerdas e de alguns gatos pingados que, vamos dizer assim, cederam aos apelos que Lula fez em quarto de hotel? Estavam lá para votar “pelo Bolsa Família”, “pelo ProUni”, “pelos milhões que saíram da pobreza” e farsas afins.

Estavam lá, em suma, para referendar a farsa de que um possível governo Michel Temer tem como eixo principal, como objetivo, como desiderato mesmo, extinguir ou reduzir o alcance dos programas sociais. Em seu pronunciamento nas redes sociais — aquele que não foi ao ar para evitar o panelaço —, Dilma insistiu nisso que Michel Temer chamou de “mentira rasteira”. Reeditava, assim, a campanha eleitoral de 2014.

Assim, por mais que eu recomende que os parlamentares mantenham Deus e a família a uma prudente distância de um simples voto, é evidente que evocá-los é muito mais honesto e trapaceiro do que votar contra o impeachment tendo como alegação uma mentira.

O Brasil terá de passar por ajustes. Num eventual governo Michel Temer, eles serão feitos, e se poderá evitar o abismo. Se Dilma sobreviver, teremos apenas mais do mesmo e o caos como corolário inevitável. Sendo assim, os que foram lá dar seu voto em nome da manutenção dos programas sociais mentem sobre o presente e sobre o futuro.

E, obviamente, trata-se de uma hipocrisia asquerosa: a esquerda busca, mais uma vez, um motivo nobre para justificar o crime, como fez mundo e história afora. E, no caso brasileiro, com um pouco de cor local, justifica também a mamata.



18 de abril de 2016
Reinaldo Azevedo

TCHAU, QUERIDA...

CÂMARA OFERECEU AO PAÍS A CHANCE REAL DE MUDAR, DIZ MOREIRA FRANCO

O IMPEACHMENT DEVOLVEU ESPERANÇA À POPULAÇÃO BRASILEIRA PARA SAIR DA CRISE. (FOTO: FÁBIO MOTTA/AE)


Um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer, o ex-ministro Moreira Franco (PMDB-RJ) afirmou neste domingo, 17, que a Câmara dos Deputados deu ao Brasil "a chance real de mudar" ao aprovar o prosseguimento do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Em postagem em sua conta do Twitter, o peemedebista também defendeu que é preciso "manter a mobilização nacional" para que o Senado Federal aprove a admissibilidade do impedimento e, assim, a presidente Dilma Rousseff seja afastada do cargo e Temer assuma.

"A Câmara dos Deputados ofereceu hoje ao País a chance real de mudar. Mudar a política econômica que gera inflação, que corta empregos, que leva os serviços públicos à falência, que corrói a renda dos brasileiros", afirmou Moreira Franco, que é presidente da Fundação Ulysses Guimarães, ligada ao PMDB.

"É preciso manter a mobilização nacional para que o Senado também ouça o clamor das ruas. Como bem dizia doutor Ulysses (Guimarães, fundador do PMDB), 'quando o Brasil quer, o Brasil muda'", emendou o peemedebista, que foi ministro-chefe da Secretaria da Aviação Civil no primeiro governo da presidente Dilma Rousseff.

Em vídeo divulgado no YouTube, a fundação presidida por Moreira Franco enalteceu os votos favoráveis ao impeachment de Dilma na Câmara. "O Brasil agradece aos homens e mulheres que ouviram as vozes das ruas, seguiram a Constituição e disseram sim", afirma texto divulgado no vídeo, com o hino nacional como música de fundo.



18 de abril de 2016
diário do poder

CUNHA, O IMPASSÍVEL



Com todos os seus defeitos morais mas com um invejável e raro conhecimento e domínio do Regimento Interno da Câmara, Cunha foi o único que teve coragem e serenidade para, com habilidade e astúcia, iniciar a derrubada de Dilma e tirar o PT do poder.

Ele foi xingado, seus malfeitos foram lembrados. Mas nada abalou o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil.

Ele organizou impassível a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, sem reclamar, sem se levantar, sem pedir direito de resposta.


18 de abril de 2016
in blog do mario fortes

FIM DE UM PROJETO DE PODER COMUNO-PETISTA

VAMOS VARRER O PT DO BRASIL

18 DE ABRIL DE 2016

DEPUTADA RAQUEL MUNIZ VOTA ELOGIANDO E DEDICANDO O VOTO AO MARIDO...

MORO ESTÁ ESPERANDO...

E NÓS TAMBÉM!!!

Teori Zavascki já pode devolver os inquéritos de Lula para o juiz Sergio Moro.


18 de abril de 2016
in Libertatum

MUITO ALÉM, DO IMPEACHMENT A MAIOR BATALHA: CONTRA O DOMÍNIO ESQUERDISTA DA CULTURA



Tem razão Luiz Felipe Pondé ao dizer, em artigo publicado na FSP, que a mais longa batalha a ser travada é contra o domínio das mentalidades mantido pelo PT e pelas esquerdas. O que temos, nas escolas e universidades, é exclusivamente "A história do Brasil do PT". Mãos à obra, liberais:

A "batalha do impeachment" é a ponta do iceberg de um problema maior, problema este que transcende em muito o cenário mais imediato da crise política brasileira e que independe do destino do impeachment e de sua personagem tragicômica Dilma.

Mesmo após o teatro do impeachment, a história do Brasil narrada pelo PT continuará a ser escrita e ensinada em sala de aula. Seus filhos e netos continuarão a ser educados por professores que ensinarão esta história. Esta história foi criada pelo PT e pelos grupos que orbitaram ao redor do processo que criou o PT ao longo e após a ditadura. Este processo continuará a existir. A "inteligência" brasileira é escrava da esquerda e nada disso vai mudar em breve. Quem ousar nesse mundo da "inteligência" romper com a esquerda, perde "networking".

Ao afirmar que a "história não perdoa as violências contra a democracia", José Eduardo Cardozo tem razão num sentido muito preciso. O sentido verdadeiro da fala dos petistas sobre a história não perdoar os golpes contra a democracia é que quem escreve os livros de história no Brasil, e quem ensina História em sala de aula, e quem discorre sobre política e sociedade em sala de aula, contará a história que o PT está escrevendo. Se você não acredita no que digo é porque você é mal informado.

O PT e associados são os únicos agentes na construção de uma cultura sobre o Brasil. Só a esquerda tem uma "teoria do Brasil" e uma historiografia.

Esta construção passa por uma sólida rede de pesquisadores (as vezes, mesmo financiada por grandes bancos nacionais), professores universitários, professores e coordenadores de escolas, psicanalistas, funcionários públicos qualificados, agentes culturais, artistas, jornalistas, cineastas, produtores de audiovisual, diretores e atores de teatro, sindicatos, padres, afora, claro, os jovens que no futuro exercerão essas profissões. O domínio cultural absoluto da esquerda no Brasil deverá durar, no mínimo, mais 50 anos.

Erra quem pensa que o PT desaparecerá. O do Lula, provavelmente, sim, mas o PT como "agenda socialista do Brasil" só cresce. O materialismo dialético marxista, mesmo que aguado e vagabundo, com pitadas de Adorno, Foucault e Bourdieu, continuará formando aqueles que produzem educação, arte e cultura no país. Basta ver a adesão da camada "letrada" do país ao combate ao impeachment ao longo dos últimos meses.

Ao lado dessa articulada rede de agentes produtores de pensamento e ação política organizada, que caracteriza a esquerda brasileira, inexiste praticamente opção "liberal" (não vou entrar muito no mérito do conceito aqui, nem usar termos malditos como "direita" que deixam a esquerda com água na boca).

Nos últimos meses apareceram movimentos como o Vem Pra Rua e o MBL que parecem mais próximos de uma opção liberal, a favor de um Brasil menos estatal e vitimista. Ser liberal significa crer mais no mercado (sem ter que achá-lo um "deus") e menos em agentes públicos. Significa investir mais na autonomia econômica do sujeito e menos na dependência dele para com paternalismos estatais. Iniciativas como fóruns da liberdade, todas muitos importantes para quem acha o socialismo um atraso, são essencialmente incipientes. E a elite econômica brasileira é mesquinha quando se trata de financiar o trabalho das ideias. Pensa como "merceeiro", como diria Marx. Quer que a esquerda acabe por um passe de mágica.

O pensamento liberal no Brasil não tem raiz na camada intelectual, artística ou acadêmica. E sem essa raiz, ele será uma coisa de domingo a tarde.

A única saída é se as forças econômicas produtivas que acreditam na opção liberal financiarem jovens dispostos a produzir uma teoria e uma historiografia do Brasil que rompa com a matriz marxista, absolutamente hegemônica entre nós. Institutos liberais devem pagar jovens para que eles dediquem suas vidas a pensar o país. Sem isso, nada feito.

Sem essa ação, não importa quantas Dilmas destruírem o Brasil, pois elas serão produzidas em série. A nova Dilma está sentada ao lado da sua filha na escolinha.



18 de abril de 2016
in blog do orlando tambosi

A GRANDE MÍDIA E OS CANIBAIS DA VERDADE



Exercendo o jornalismo há mais de 40 anos nunca vi nada igual ao que está ocorrendo neste momento. Refiro-me ao comportamento geral e irrestrito da grande mídia. E à medida em que a pressão do povo brasileiro aumenta nas ruas e nas redes sociais cobrando agora do Senado que trabalhe urgente para desalojar Dilma do poder, bem como o PT e seus satélites comunistas, os jornalistas que atuam nos grandes veículos de comunicação vão mostrando as unhas. Eles estão inconsoláveis com o trator de esteira que passou por cima de Lula, Dilma e corriola.

Esse comportamento dos jornalistas não é de agora. Sempre foi assim. A maioria sempre foi esquerdista desde criancinha. Todavia, com a abertura dos cursos de jornalismo no Brasil e sua proliferação contribuiu de forma significativa para o que já era ruim tornar-se muito pior. É que essas escolinhas de comunicação constituem aparelhos de lavagem cerebral dos jovens que tentam seguir a carreira jornalística. É nesses cursinhos de araque que jornalistas que nunca pisaram numa redação porque não têm competência, se tornam "professores". Na verdade não são professores, são doutrinadores. Dia desse peguei pela internet alguns artigos assinados por esses andróides metidos a intelectuais e que se dizem mestre e/ou doutores em jornalismo. É um troço aterrorizante. Trata-se de masturbação ideológica pura. 


JORNALISMO DE ARAQUE

É que o jornalismo não é para quem quer. É para quem pode. Isto é, depende de uma vocação inata, como nas artes e em diversas outras profissões. Portanto, fora do Brasil no restante do mundo civilizado (ainda) e desenvolvido, o jornalismo, como a maioria das profissões, não é regulamentada. Por isso que as escolas de jornalismo - todas elas - têm como professores um monte de idiotas que sonham em ser jornalistas, aliás, têm mania de ser jornalistas. A maioria deles sequer consegue editar um pequeno e modesto blog. E aí o dinheiro público, via Ministério da Educação, sustenta esses hipster e abobados correlatos que ostentam os títulos de professores, doutores e mestres. 

O diabo é que muitos desses débeis mentais fornidos nas escolas de comunicação chegam às redações e o resultado disso tudo se pode constatar especialmente nesta segunda-feira pós aprovação na Câmara do processo de impeachment da Dilma.


Dêem uma olhada nos sites dos grandes veículos de mídia. Chega a ser grotesco e até mesmo surrealista ver os sites da Folha de S. Paulo, Estadão e O Globo. E ainda querem cobrar pelo acesso! Até mesmo o site de Veja está irreconhecível, depois que um tal de André Petry assumiu a direção da redação. 


Ilustração da fan page Ufsc Conservadora no Facebook

CANIBAIS DA VERDADE

Como é sabido, a mídia impressa está liquidada. Os grandes veículos de mídia impressos estão com os dias contados. Sumirão do mapa muito antes do que se imaginava. Estão todos falidos. O caso da Abril, que é um parque gráfico acima de tudo - um dos maiores da América Latina -, virou pó. Revistas como Época, da Globo, por exemplo, sobrevivem por causa da televisão que é o que segura tudo. 

Mas não tardará muito o surgimento de outras plataformas de mídia eletrônica que irão corroer esses grandes complexos televisivos. Aliás, as redes sociais e blogs independentes já estão fazendo um estrago fabuloso no terreiro desses canibais da verdade.


Neste momento em que o Brasil ferve e o povo está nas ruas e nas redes sociais adquirindo um protagonismo jamais imaginado na história do país os alegres rapazes e raparigas da grande mídia tornam-se, a cada dia, mais mentirosos e, por isso, mais ridículos. Não precisa ser jornalista para perceber isso. Qualquer pessoa constata o que eu estou afirmando.


Infelizmente, ainda permanecerá por algum tempo o domínio das grandes redes de televisão e também dos jornalões. Mas no que respeita à imprensa, seu consumo já não se dá mais em papel, mas pela internet. No âmbito da mídia abrem-se oportunidades incríveis pela internet. Mais cedo do que se imagina surgirão veículos de mídia eletrônica tão ou mais poderosos quanto os tradicionais jornalões e complexos televisivos. Os investidores mais espertos com certeza absoluta já perceberam esse filão que se abre se limite para o exercício do jornalismo verdadeiro que jogará a pá de cal sobre essa canalhada bolorenta, antiga, comunista, mentirosa e comedora de caraminguás estatais.


Uma pitada de capitalismo verdadeiro sobre o Brasil fará tábula rasa de todo esse cipoal de iniquidades, mentiras e desinformação. Pior que a mentira pura e simples é a desinformação, que se forem notar nesses dias da dita "crise" brasileira surge aos borbotões destinada a confundir, a relativizar fatos, enfim, um esquema diabólico com o propósito de perpetuar todas as iniquidades imagináveis e inimagináveis. 


FICÇÃO COMO REALIDADE

Um exemplo de desinformação é o caso dos grandes veículos de mídia qualificarem de "crise" o qiue está acontecendo no Brasil neste momento. Ora, a crise advém de uma adversidade que não interessa a ninguém. O que ocorre no Brasil neste momento não é crise nenhuma, mas um fato puro e simples que é escamoteado: o Brasil - leia-se o povo brasileiro decente - está na verdade tentando se livrar de um golpe de Estado comunista urdido nos porões do Foro de São Paulo que vem sendo aplicado em câmera lenta desde 1990, quando cumprindo ordens de Fidel Castro, Lula presidiu a fundação dessa entidade transacional destinada a cubanizar todo o continente latino-americano.

A corrupção e a roubalheira organizada pelo PT faz parte do esquema. Evidentemente isso teria, como de fato teve, reflexos econômicos brutais, como o retorno da inflação, a fuga de capitais, desvalorização do real, desemprego, enfim toda essa desgraça. O mesmo ocorreu na Venezuela esfacelando aquele país. 


Entretanto, tudo isso que alinhei ao final deste artigo é simplesmente escamoteado pela grande mídia. Nenhum, nem um miserável jornalista da grande mídia nacional toca neste aspecto. Temos então a desinformação camuflada pela palavra "crise". 


Esses jornalistas da grande imprensa - não os considero colegas não! - porque eles são criminosos. Esconder a verdade dos fatos é crime, agravado pela deletéria desinformação.



18 de abrilo de 2016
Aluizio amorim

3 comentários:

Anônimo disse...
Olhem o SAPO BARBADO sendo derrubado pedestal abaixo!
Os comunistas não contavam com essa, parece que achavam que na última hora a oposição iria retroceder, mas se ferraram, a começar do Cunha que certamente dará um empurrão prá frente nisso, pois o cara é o Dr Moro para fazer a coisa funcionar!
Sabe que fumo por fumo, o Cunha pelo que fez - no Brasil não tem cara peitudo igual a ele na política que dá rasteira no PT como ele, muito inteligente, frio e versátil,tadinho do Aecio, FHC perto dele - se fosse se eleger par presidente na circunstancia atuais, é o menos ruim de todos, pois com o PT na oposição só ele daria conta, pois entende DO GADO!
PARABÉNS, CUNHA; V PAGOU TODOS OS SEUS PECADOS!
Paulo Tavares disse...
Constatei a mesma coisa. Hoje parece quarta-feira de cinzas. Os petralhas assumiram agora as tribunas da câmara e do senado. Discursam como se fossem os arautos da moralidade. Os meios de comunicação estampam manchetes incipientes. A oposição está ausente. Desse jeito, a vaca continua no brejo. Estou indignado.
Cactus disse...
.
A Globo não mostrava a diferença de público a favor e contra o impeachment em frente ao congresso.
Foi colocado aquela estrovenga de separação de dois metros de altura, apenas para se dizer ao mundo que o país está dividido. Alguns noticiários diziam que os contra chegariam com 200 mil pessoas. A P. M., entretanto, calculou, no horário de pico, 30 mil pessoas, enquanto que a favor da saída da Dilma haviam mais de 50 mil.
Mas as tevês escondem a verdade, sem falar que muitos contra o impeachment eram ignorantes pagos para fazer volume.
.
Por que não filmaram num sobrevoo de helicóptero?

CONSPIRAÇÃO E ASSASSINATO DE CELSO DANIEL

Seis gravações escancaram a conspiração forjada pelo PT para impedir que fosse esclarecido o assassinato de Celso Daniel

Há uma semana, a reportagem de capa de VEJA expôs o estreito parentesco que vincula o Petrolão, o Mensalão e o assassinato de Celso Daniel, alvo da 27ª fase da Lava Jato, batizada de Carbono 14. Os três escândalos pertencem à mesma linhagem político-policial. Foram praticados pelo mesmo clã. Somados, demonstram que a transformação do PT em organização fora da lei, pronta para submeter a máquina federal a seus desígnios e eternizar-se no poder, começou a definir-se em janeiro de 2002.
O acervo de provas materiais das delinquências que balizaram o caminho da perdição é tão portentoso que milhões de brasileiros ainda não foram devidamente apresentados a preciosidades descobertas no início do século. Uma delas é o lote de áudios que registram conversas de altíssimo teor explosivo gravadas por investigadores da Polícia Federal incumbidos de esclarecer o assassinato de Celso Daniel. Esse grampo é avô do que mostra as safadezas tramadas por Lula e seus devotos, divulgado pelo juiz Sérgio Moro.
Se fosse só prefeito, Celso Daniel já teria brilho suficiente para figurar na constelação das estrelas nacionais do PT. Uma das maiores cidades do país, Santo André é a primeira letra do ABC, berço político de Lula e do partido. Mas em janeiro de 2002 ele já cruzara as fronteiras da administração municipal para coordenar a montagem do programa de governo de Lula, novamente candidato à Presidência. Quando foi sequestrado numa esquina de São Paulo, Celso Daniel ocupava o mesmo cargo que transformaria Antônio Palocci em ministro da Fazenda.
Foi um crime político, berraram em coro os Altos Companheiro assim que o corpo foi encontrado numa estrada de terra perto da capital. A comissão de frente escalada pelo PT para o cortejo fúnebre, liderada por José Dirceu, Aloízio Mercadante e Luiz Eduardo Greenhalgh, caprichou no visual. O olhar colérico, o figurino de quem não tivera tempo nem cabeça para combinar o paletó com a gravata, o choro dos órfãos de pai e mãe, os cabelos cuidadosamente desalinhados – os sinais de sofrimento se acotovelavam da cabeça aos sapatos.
Até então, a única versão na praça se amparava no que tinha contado o empresário Sérgio Gomes da Silva, o “Sombra”, ex-assessor de Celso Daniel. Segundo o relato, os dois voltavam do jantar num restaurante em São Paulo quando o carro blindado foi interceptado numa esquina por bandidos que, estranhamente, levaram só o prefeito e nem tocaram na testemunha. O depoimento de Sombra pareceu tão verossímil quanto uma nevasca no Nordeste. Mas a comissão de frente monitorada por Lula não tinha tempo a perder com possíveis contradições no samba-enredo.
Embora mal ajambrada, a letra não destoava do refrão que, naquele momento, interessava ao PT: Celso Daniel fora assassinado por motivos políticos. Dirceu e Mercadante lembraram que panfletos atribuídos a uma misteriosa organização ultradireitista haviam prometido a execução de dirigentes do partido.  Toninho do PT, prefeito de Campinas, fora abatido a tiros em setembro de 2001. Celso Daniel era a segunda vítima. Grávido de ira com a reprise da tragédia, Greenhalgh acusou o presidente Fernando Henrique Cardoso de ter ignorado os apelos para que adotasse meia dúzia de medidas preventivas.
Em pouco tempo, a polícia paulista prendeu alguns prontuários ambulantes, que assumiram a autoria do assassinato, e deu o caso por encerrado. Paradoxalmente, o PT endossou sem ressalvas a tese do crime comum. A família de Celso Daniel discordou do desfecho conveniente. O Ministério Público achou a conclusão apressada e seguiu investigando a história muito mal contada. Logo emergiram evidências de que o crime tivera motivações políticas, sim. Só que os bandidos eram ligados ao PT.
Ainda no início do último mandato de Celso Daniel, empresários da área de transportes e pelo menos um secretário municipal haviam concebido, com a concordância do autorização do prefeito, o embrião  do que o Brasil contemplaria, em escala extraordinariamente ampliada, com a descoberta do Mensalão. Praticando extorsões ou desviando dinheiro público, a quadrilha infiltrada na administração de Santo André supria campanhas do PT. Em 2001, ao constatar que os quadrilheiros estavam embolsando boa parte do dinheiro, Celso Daniel avisou que denunciaria a irregularidade ao comando do partido. Foi para tratar desse assunto que Sombra, um dos pecadores, convidou o prefeito para um jantar em São Paulo.
Entre o fim de janeiro e meados de março de 2002, investigadores da PF encarregados de esclarecer o assassinato gravaram muitas horas de conversas telefônicas entre cinco protagonistas da história de horror: Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, Ivone Santana, namorada da vítima (que já se havia separado de Miriam Belchior), Klinger Luiz de Oliveira, secretário de Serviços Municipais, Gilberto Carvalho, secretário de Governo de Santo André, e Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado do PT para causas especialmente cabeludas. As 42 fitas resultantes da escuta foram encaminhadas ao juiz João Carlos da Rocha Mattos.
Em março de 2003, pouco depois do início do primeiro mandato presidencial de Lula, o magistrado alegou que as gravações haviam sido feitas sem autorização judicial e ordenou que fossem destruídas. A queima de arquivo malogrou: incontáveis cópias dos áudios garantiram a eternidade dos registros telefônicos. Em outubro de 2005, quando cumpria a pena de prisão imposta ao juiz que prosperou como vendedor de sentencas, Rocha Mattos revelou a VEJA que os diálogos mais comprometedores envolviam  Gilberto Carvalho, secretário-particular de Lula de janeiro de 2003 a dezembro de 2010 e chefe da Secretaria Geral da Presidência no primeiro mandato de Dilma Rousseff .
“Ele comandava todas as conversas”, disse Rocha Mattos. “Dava orientações de como as pessoas deviam proceder e mostrava preocupação com as buscas da polícia no apartamento de Celso Daniel”. Em abril de 2011, já em liberdade, Rocha Mattos reiterou a acusação. “A apuração do caso do Celso começou no fim do governo FHC”, afirmou. “A pedido do PT, a PF entrou no caso. Mas, quando o Lula assumiu, a PF virou, obviamente. Daí, ela, a PF, adulterou as fitas, eu não sei quem fez isso lá. A PF apagou as fitas, tem trechos com conversas não transcritas. O que eles fizeram foi abafar o caso, porque era muito desgastante, mais que o Mensalão. O que aconteceu foi que o dinheiro das companhias de ônibus, arrecadados para o PT, não estava chegando integralmente a Celso Daniel. Quando ele descobriu isso, a situação dele ficou muito difícil. Agentes da PF manipularam as fitas de Celso Daniel. A PF fez um filtro nas fitas para tirar o que talvez fosse mais grave envolvendo Gilberto Carvalho”.
As seis gravações escancaram a sórdida conjura dos grampeados dispostos a tudo para enterrar na vala dos crimes comuns um homicídio repleto de digitais do PT. A história do prefeito sequestrado, torturado e morto é um caso de polícia e uma coisa da política. As conversas também revelam a alma repulsiva do bando. Celso Daniel aparece nas gravações como um entulho a remover. Não merece uma única lágrima, um mísero lamento. Os comparsas se dedicam em tempo integral à missão de livrar Sombra da cadeia e acalmar o parceiro que ameaça afundar atirando.
Ouça as vozes dos assassinos de fatos combinando o que fazer para impedir o esclarecimento do crime hediondo. Passados mais de 14 anos, a reaparição do fantasma avisa que a tramoia fracassou. Enquanto não for exumada toda a verdade sobre esse capítulo da história universal da infâmia, todos os meliantes sobreviventes serão assombrados pelo prefeito proibido de descansar em paz.
Áudio 1
Luiz Eduardo Greenhalgh diz a Gilberto Carvalho que é preciso evitar que João Francisco, um dos irmãos de Celso Daniel, “destile ressentimentos” no depoimento que se aproxima. “Pelo amor de Deus, isso é fundamental!”, inquieta-se Carvalho.
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Áudio 2Um interlocutor não identificado elogia Ivone Santana, que namorava Celso Daniel desde o fim do casamento com Miriam Belchior, pela entrevista concedida ao jornal Folha de S. Paulo. E incentiva a viúva da vez a repetir a performance no programa de Hebe Camargo. Alegre, Ivone informa que vai fazer o reconhecimento das roupas da vítima. O homem do outro lado da linha quer saber como “o cara” estava vestido. “O cara” é o morto que Ivone finge chorar.
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Áudio 3: À beira de um ataque de nervos, Sombra cobra de Klinger um imediata operação de socorro. Sobressaltado com o noticiário jornalístico, exige que Gilberto Carvalho trate imediatamente de “armar alguma coisa”.
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Áudio 4: Klinger diz a Sombra que Gilberto Carvalho está preocupado com o teor do iminente depoimento do companheiro acusado de ter ordenado a morte do prefeito. Sugere um encontro entre os três para combinar o que será dito. No fim da conversa, os parceiros comemoram a prisão de um suspeito.
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Áudio 5: Gilberto Carvalho cumprimenta Ivone Santana pela boa performance em entrevistas e depoimentos. Carvalho acha que as declarações mudarão o rumo das investigações.
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Áudio 6: A secretária de Klinger retransmite a Gilberto Carvalho rumores segundo os quais a direção nacional do PT pretende manter distância do caso “para não respingar nada”. Carvalho nega e encerra o diálogo com uma recado sem identificação de destinatário: é nessas horas que se percebe quem são os verdadeiros amigos.
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Com a queima das provas sonoras, Rocha Mattos virou sócio do clube de magistrados para os quais uma irregularidade processual é muito mais grave que qualquer delito. Nessa escola de doutores, aprende-se que quem arromba a porta do vizinho que está matando a mãe e evita a consumação do crime deve ser preso por invasão de domicílio. Como as gravações das conversas entre Lula e seus devotos foram autorizadas pelo juiz Sérgio Moro, o ministro Teori Zavascki anda à caça de outro pretexto semelhante para declarar inexistente o palavrório que estarreceu o país.
Se seguir o exemplo do juiz ladrão, Teori não tardará a constatar que errou feio — e errou para nada. Milhares, milhões de cópias em circulação nas redes sociais informam que a verdade já não pode ser destruída. Graças à escuta promovida pela Lava Jato, foi abortada uma conspiração contra o Estado de Direito comandada por Lula e apoiada por Dilma. O resto é firula bacharelesca, conversa fiada. O essencial é que há culpados a punir. O que importa é que o castigo virá.

18 de abril de 2016
Augusto Nunes, VEJA