"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

A ESQUERDA CAPITALISTA...


 
Assim é gostoso deixar de assinar uma carta em favor dos presos políticos Cubanos. Essa é a esquerda chique tupiniquim
 
18 de outubro de 2013

O BUFÃO DA CORTE

                                 Por que não te calas, Mantega? 

Guido Mantega tornou-se celebridade mundial no campo das finanças por causa de suas profecias que nunca se confirmam. Mas o ministro da Fazenda de Dilma parece não estar satisfeito com o lugar que já conquistou no anedotário econômico. Ele agora quer dar aula de economia e reescrever a história. Deveria se calar.

O Estado de S.Paulo publica em sua edição de hoje declarações de Mantega que seriam risíveis se não fossem trágicas e graves. O ministro convocou repórteres para reagir a uma entrevista dada por Armínio Fraga e publicada ontem no mesmo jornal. Nela, o ex-presidente do Banco Central fez as críticas que todos vêm fazendo à política errática e equivocada de Mantega.

Segundo Armínio, o governo petista intervém em excesso na economia, comete barbeiragens na condução da política econômica, isola o Brasil do resto do mundo e, principalmente, tem sido responsável por produzir um ambiente de instabilidade, com juros altos, inflação renitentemente elevada e frouxidão fiscal.
"O governo continua, até prova do contrário, com uma postura geral muito fechada, antiquada. Repetindo muita coisa que a gente já viveu, principalmente nos anos 70, no governo Geisel. Um modelo com foco nas estatais, e com a economia bastante fechada. Não levo fé nesse governo como fórmula para o nosso sucesso a longo prazo. Ao contrário, acho que, se não for modificado, vai nos dar dor de cabeça", afirmou o ex-presidente do BC, com polidez até demais para o alto nível de mediocridade que grassa na gestão federal. 
 
Alguém há de discordar do que disse Armínio? Apenas Mantega. O homem da bola de cristal que nunca consegue prever o futuro com acuidade agora prefere usar suas ferramentas para rever o passado com maldade, ou, mais provavelmente, com má-fé mesmo.

Num rosário de críticas infames ao governo do PSDB ("se os tucanos estivessem à frente da economia brasileira durante a explosão da crise mundial, em 2008, o Brasil teria quebrado"), o ministro afirma que, na gestão do presidente Fernando Henrique, os juros eram mais altos e a inflação também. Esquece-se, porém, de mencionar que as condições de ontem e de agora são muito, muito distintas.

Naquela época, os juros estavam altos não apenas no Brasil, mas no mundo todo, em meio a turbulências que produziram quatro crises globais em série no curto período de oito anos.
Situação bem diferente da atual, em que o ambiente econômico foi, durante anos, de céu de brigadeiro e em que bastou uma crise se instalar para o país, sob a gestão petista, perder completamente o rumo. Hoje, enquanto as principais economias praticam juros negativos, o Brasil de Mantega exibe a mais alta taxa de todo o mundo.

Mas o ministro vai mais longe e posa de paladino do combate à inflação. 
É tudo o que Mantega não deveria fazer. Ou melhor, não pode fazer.
Talvez ele se esqueça de que - como "assessor econômico" de Lula entre 1993 e 2002, conforme expõe em seu currículo oficial - tenha sido um dos artífices da raivosa oposição que o PT empreendeu contra o Plano Real, a iniciativa vitoriosa que extirpou a hiperinflação que por anos manietou o país e massacrou os brasileiros, principalmente os mais pobres.
Mantega também talvez prefira que ninguém se lembre de que o principal motivo para o estouro da inflação no fim do governo Fernando Henrique foi o temor diante das propostas que o PT acalentou durante anos para a economia e que tinham nele seu principal formulador - foi preciso Antonio Palocci escanteá-lo na função para que o receio se dissipasse e o partido chegasse à vitória.
Voltando ao presente, Mantega talvez pudesse olhar para o próprio umbigo para reconhecer que a situação não anda bem. Ou poderia simplesmente ter lido a ata que o Comitê de Política Monetária divulgou ontem, preparando o país para novas elevações da taxa básica de juros a fim de conter uma inflação que "ainda mostra resistência" - mesmo após cinco altas seguidas da Selic, agora campeã mundial. O céu é o limite.

Quando teve início a gestão Dilma, Mantega encheu-se de planilhas e powerpoints para prever que o governo da presidente legaria ao país um crescimento médio do PIB de 5,5% ao ano até 2014. Mas mal passaremos de 2%. Com seus prognósticos fantasiosos, o ministro da Fazenda do Brasil tornou-se motivo de chacota em todo o mundo. 
 
 
Com o fim desta deplorável experiência pela qual o Brasil passa aproximando-se, o governo no qual Guido Mantega pontifica produzirá o pior desempenho desde Fernando Collor e o terceiro menor crescimento em mais de 100 anos de República. Com este currículo, o ministro da Fazenda deveria se dar por satisfeito por ainda não ter sido aposentado. Motivos para isso há de sobra.


ITV
Por que não te calas, Mantega?
18 de outubro de 2013

AÉCIO VAI AO MPF CONTRA DILMA POR "ESTELIONATO ELEITORAL"

Aécio e Marcus Pestana: estelionato eleitoral em Minas, não, Dilma!
 
Em mais uma reação do senador Aécio Neves contra as investidas da presidente Dilma Rousseff em Minas Gerais, o PSDB mineiro anunciou que vai ao Ministério Público Federal com uma representação contra as propagandas do governo federal no Estado, comandando há 11 anos pelos tucanos.
 
Aécio usa a tática do "bateu-levou" e não dará trégua à presidente no seu reduto eleitoral. Em Minas Gerais, ele espera ter uma votação ampla em 2014 para tentar chegar ao segundo turno da disputa presidencial possivelmente contra a própria Dilma. A representação dos tucanos poderá ser por improbidade e abordará até os pronunciamentos feitos por Dilma em cadeia nacional de rádio e TV, que os tucanos afirmam ter também objetivo "político-eleitoral".
 
A estratégia de Aécio contra a presidente inclui ainda as contestações dos temas regionais tratados por Dilma em discursos e em entrevistas a rádios locais nas suas cada vez mais constantes viagens. Cada fala da presidente é avaliada e contestada. A contestação da vez é por causa da ofensiva do governo federal, que, desde o mês passado, começou a exibir propagandas regionais que mostram ações da gestão Dilma em cada Estado. Afirma o PSDB-MG que o governo "está se apropriando indevidamente" das obras no Estado.
 
Dos cinco Estados escolhidos para a estreia das propagandas, três são governados pela oposição: Minas Gerais e Paraná, pelo PSDB, e Pernambuco, do agora opositor Eduardo Campos (PSB). Desses três, contudo, somente Minas decidiu contestar as propagandas. O presidente do PSDB-MG, deputado federal Marcus Pestana, listou todas as obras propagandeadas pelo governo e disse que somente no caso do metrô o recurso é federal.Nos demais casos, disse ele, são empréstimos tomados pela Prefeitura de Belo Horizonte e pelo governo mineiro, que terão de ser pagos por eles. As obras contestadas são vias urbanas, terminais metropolitanos e os BRTs (transporte rápido por ônibus).
 
"Isso tudo é disfarçado, e o governo federal fala que está realizando, através do PAC. Exceto o metrô, não há um níquel, um real furado do governo federal", disse. Pestana disse que o caso envolve pode envolver "improbidade administrativa, uso dos recursos públicos para disputa política e abuso do poder político da Presidência da República".
 
Segundo ele, as propagandas estão "levando inverdades ao conhecimento da opinião pública e induzindo a leituras equivocadas e erradas, com o objetivo claramente político-eleitoral".
Nesta semana, Aécio já havia contestado o discurso de Dilma em Itajubá, no sul de Minas, dizendo que ela "abandonou Minas". Foi assim também em outras recentes viagens presidenciais ao Estado, quando Aécio disse que Dilma, sem ter o que mostrar, relança programas, "desrespeita" e "mente" para os mineiros.
 
(Folha Poder)
 
18 de outubro de 2013
in coroneLeaks

PF DESBARATA ESQUEMA DE "FAKES" BOLIVIANOS NO "MAIS MÉDICOS" DA DILMA


 
A Polícia Federal deflagrou na manhã de hoje (18) operação contra um esquema de fraude na emissão de diplomas falsos de medicina que eram revalidados para o exercício da profissão no Brasil e participação no programa Mais Médicos. Durante a Operação Esculápio – em referência ao deus da medicina e da cura na mitologia greco-romana, foram expedidos 41 mandados de busca e apreensão pela 7ª Vara Criminal da Justiça Federal no Mato Grosso. Os mandados estão sendo cumprindo em 14 estados – Mato Grosso, Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Roraima, Rio Grande do Sul e São Paulo.
 
De acordo com a PF, as investigações tiveram início depois que a Universidade Federal do Mato Grosso entrou em contato com universidades bolivianas (Universidad Nacional Ecológica, Universidad Técnico Privada Cosmos e Universidad Mayor de San Simon), que confirmaram que entre os inscritos no programa de revalidação, 41 nunca foram alunos ou não concluíram a graduação nessas instituições.
 
Na análise dos documentos, a Polícia Federal constatou que desses 41 inscritos, 29 foram representados por advogados ou despachantes que fizeram a inscrição dos supostos médicos no Programa Revalida.  Ainda de acordo com a PF, os acusados vão ser intimados a prestar esclarecimentos e poderão ser responsabilizados pelos crimes de uso de documento falso e falsidade ideológica.
 
(Exame)

FRAUDES EM DIPLOMAS DE MEDICINA FOI DENUNCIADA POR FACULDADE DA BOLÍVIA

 
A denúncia de uma universidade boliviana originou a investigação da PF (Polícia Federal) sobre o esquema de uso de documentos falsos para revalidação, na UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), de diplomas de medicina obtidos no exterior.
 
O diretor da faculdade de medicina da UFMT, Antônio José de Amorim, contou que a partir da análise de informações disponíveis no site da universidade, o reitor de uma faculdade da Bolívia teria procurado o consulado do Brasil em Cochabamba para informar que pessoas que diziam ter concluído os estudos na instituição, na verdade, não estudaram lá.
 
A UFMT disponibiliza em seu site o nome, faculdade e ano de conclusão de curso de todos os candidatos inscritos no programa de revalidação. No Revalida (Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos expedidos por Instituição de Educação Superior Estrangeira), aplicado pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), apenas o CPF do candidato é publicado na internet. 
 
Segundo Amorim, a UFMT ficou sabendo da denúncia por um e-mail enviado por uma funcionária do Itamaraty para a reitora da universidade. Como não era uma denúncia formal, a instituição mandou correspondência para todas as escolas da Bolívia com candidatos inscritos no programa de revalidação e as faculdades respondiam quais candidatos realmente tinham estudado no local indicado.
 
"Fizemos denúncia na Polícia Federal, no Ministério Público Federal, no Ministério da Educação e no Ministério de Relações Exteriores", conta o diretor da faculdade de medicina da UFMT. De acordo com ele, mais de 50% dos candidatos que se inscrevem para revalidação de diploma na instituição são formados na Bolívia.
 
Amorim disse ainda que eles cruzaram os números de CPF dos candidatos investigados com os candidatos inscritos no Revalida e encontraram pessoas cadastradas também para fazer o exame nacional, aplicado pelo Inep.
 
Mais cedo, o MEC informou, em nota, que a operação não tem qualquer relação com o Revalida, pois a  UFMT não faz parte das instituições federais que utilizam o exame nacional. Além do Revalida, as universidades federais têm autonomia para revalidar diplomas, conforme prevê a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação).

Baixa aprovação

De acordo com Amorim, nenhum dos 41 candidatos investigados conseguiu ser aprovado na primeira fase do exame. Entre 750 inscritos, apenas 21 passaram para a próxima fase.
 
No último exame de revalidação aplicado pela UFMT, foram 850 inscritos e apenas seis aprovados ao final do processo.

18 de outubro de 2013
Suellen Smosinski - UOL

PF IDENTIFICA FRAUDE EM DIPLOMAS DE MÉDICOS FORMADOS NO EXTERIOR

A Polícia Federal identificou fraude nos diplomas de 41 médicos formados no exterior que pretendiam atuar no país, segundo informou na manhã desta sexta-feira (18).
Dos 41, todos eram brasileiros e dois já clinicavam, de acordo com a PF. Eles estão espalhados por 14 Estados brasileiros (São Paulo, Acre, Amazonas, Rondônia, Alagoas, Ceará, Bahia, Maranhão, Pernambuco, Paraíba, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul).
 
Não se sabe se algum deles ingressou no programa Mais Médicos, do governo federal, que envia profissionais às áreas mais carentes do país.
 
Os médicos identificados prestaram um exame de revalidação do diploma na Universidade Federal do Mato Grosso, que verificou o problema na documentação. O exame não era o Revalida, teste oficial do governo federal, mas uma prova própria da UFMT.
 
Eles diziam ter se formado em três universidades da Bolívia (Universidad Nacional Ecológica, Universidad Técnico Privada Cosmos e Universidad Mayor de San Simon), mas as instituições disseram que eles nunca foram alunos ou não concluíram o curso.
 
A UFMT acionou a PF, que verificou que 70% deles se inscreveram no teste representados por cinco advogados ou despachantes. Essas pessoas também serão investigadas.
 
Nenhum mandado de prisão foi emitido pela Justiça, somente de busca e apreensão. Os médicos suspeitos serão chamados para depor e podem ser acusados de uso de documento falso e falsidade ideológica.

 Divulgação/Polícia Federal 
Polícia Federal apreende documentos falsos usados para revalidar diploma de médicos formados no exterior
Polícia Federal apreende documentos falsos usados para revalidar
diploma de médicos formados no exterior

18 de outubro de 2013
Folha de São Paulo

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Presidente do Senado é obrigado a comer fora, por superfaturamento na compra da “comilança oficial”

 
Só uma nação em decomposição moral e sem rumo político aceita, sem um protesto concreto, a notícia de que, no ano passado, o Senado gastou R$ 290 mil só para abastecer a cozinha da residência oficial de seu então presidente, José Sarney. A comilança política com dinheiro publico fica ainda mais vergonhosa porque o imortal nem ocupava totalmente a mansão, já que tem casa própria em Brasília.
 
O caso Sarney, que passou em branco, transforma em “peixe-pequeno” a denúncia de superfaturamento na compra de comida para o atual presidente da Casa, Renan Calheiros. Uma licitação preparada pela Diretoria Geral do Senado, que acabou anulada, previa gastar R$ 98 mil, em seis meses, para abastecer a cozinha. Quem dera que a comilança da politicalha, a partir da Ilha da Fantasia, se resumisse a gastos supérfluos com a “alimentação oficial”.
 
Além de arroz e feijão, seriam comprados 25 quilos de camarão vermelho grande, 20 quilos de frutos do mar, 1,7 tonelada de 33 tipos diferentes de carnes, sendo 100 quilos de filé mignon. Mais especificamente, matéria l para super-churrascadas: 50 quilos de picanha, 54 quilos de linguiça, 50 quilos de carvão, 160 quilos de pão francês, além de 20 quilos de salmão e 55 quilos de queijos variados.
 
Agora, depois que o assunto ganhou divulgação, o falso moralismo da politicagem tupiniquim decreta que a licitação está anulada. A Assessoria de Renan Calheiros tomou a medida saneadora de divulgar ontem que a nova compra vai ser redimensionada para eliminar itens superfaturados e supérfluos. Também vai haver corte na quantidade de camarão e outros itens. A ideia é cortar mais da metade do custo antes previsto e adequar as quantidades apenas para o presidente e sua esposa. Os servidores não mais farão suas refeições no local, porque recebem ticket alimentação.
Mais tocante do episódio foi receber a informação, oficialmente, que Renan Calheiros, sem comida de fino trato na residência oficial da Presidência do Senado, agora se vê obrigado a almoçar, como um simples mortal, no restaurante do Senado. E, mais grave ainda, o coitado estaria pagando, do próprio bolso, pelas refeições. Ainda bem que um dos maiores comandantes do PMDB não está passando fome...
 
Resta um consolo a Renan. Já que não tem comida em casa, pode comer fora livremente...
 
Vale por um bifinho?


 
Será que um Pibinho, tal como um Danoninho, também valeria por um bifinho, na falta de comida na casa da presidência do Senado?
Viva a Censura

 
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus.

18 de outubro de 2013
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

A MORTE DA PRÓPRIA POLÍTICA



Uma das tentações mais fortes a que pode ser submetido no Brasil um funcionário público, médico ou não, é a do “diagnóstico administrativo”. Desafio qualquer um de vocês a negar que, uma vez em contato com departamentos de recursos “humanos”, setor “pessoal”, ou qualquer coisa parecida, não tenha saído de lá furioso acusando quem atende naquela área de ser desinformado, desorganizado ou corrupto, mas procurando sempre definir tudo numa palavra só.
Afirmo eu que no Brasil nada pode ser mais enganoso: a “máquina” não funciona desse modo. O que existe é uma combinação quase perfeita de indiferença, corrupção e incompetência. Acusado, com razão ou sem de um dos defeitos, o “sistema” muda de linguagem deixando com cara de palhaço o pobre diabo que se encontra na frente do guichê.
Essa sensação que mistura raiva, impotência, e abandono vem se alastrando pela sociedade brasileira. Seus frutos são o egoísmo e a indiferença..a perda da capacidade de se comover e da caridade além de uma ânsia constante pela “normalidade” e pelo lugar comum..É nesse lugar comum que o homem sem crítica, que o cidadão vazio e “democrático” se sente acolhido pelos iguais e deixado em “paz pelo sistema”. 
Chefiado por alguém sem rosto, assustado por um terror sem face, esse homem-oco vaga de repartição em repartição preenchendo formulários e apresentando documentos para finalmente ser reconhecido como igual pelos “colegas” de trabalho.
Nada pode ser mais triste do que essa hiperdemocracia, do que essa ditadura dos medíocres que cria a desesperança com relação à política. Dessa sensação de que nada vai mudar surgiram os berços dos monstros...as incubadoras das serpentes...os fornos dos ditadores.
Perigosa confusão se faz quando, ao lembrar de Hitler, Mao ou Stalin pensa-se em “ditadura” pois são todos eles filhos máximos de uma noção doente de democracia. Chegaram ao poder carregados nos ombros dessa entidade fantasma, desse “ser místico”, que tudo pode e que tudo justifica: o povo. Nunca, em toda história da humanidade, depois de 1789 se matou, se prendeu e se torturou tanto quanto em nome desse conceito aberrante, dessa máxima coletividade cuja força é tão grande que esmaga qualquer indivíduo.
Dramático é perceber que tudo que se fez em nome do bem, do belo e do justo espelha-se – durante toda nossa história – na alma de poucos; não na concordância de muitos e que dessa confusão demoníaca entre verdade e consenso resulta o caos que impera na sociedade brasileira.
Em 2003 chegou ao poder no Brasil a ralé da sociedade. Não se entenda nessa definição que me refiro às pessoas sem cultura, pobres ou corruptas. Nada disso se restringe ao nosso país e pouco esclarece no sentido de apontar soluções. Por ralé quero aqui me reportar àqueles que vivem num mundo onde palavras como honra, dever e justiça não fazem sentido algum. 
Isso é assim não por causa de uma personalidade formada na pobreza ou psicopatias mimadas por ricos. Digo que essas pessoas não são imorais, mas amorais e que sua ascensão ao poder só poder ser entendida num contexto de crise de consciência dos melhores..num sentimento de culpa inexplicável metodicamente implantado pela mistura mágica de marxismo com a religião católica.
Nada há que se pleitear no sentido de mudar uma sociedade que não reconhece mais diferenças..no sentido de melhorar um mundo em que não se reconhecem méritos e onde sucesso deve ser motivo de vergonha. Pudéssemos nós todos entender o quão profundo é o impacto da unanimidade e haveríamos de compreender seu efeito sobre a política...sobre essa necessidade constante e inerente à condição humana de mediar conflitos entre os que são diferentes sem fazer da igualdade de pensamento uma religião.
Digo que, entre a ditadura mais cruel e a hiperdemocracia petista em que vivemos, nada de diferente pode sobreviver e que todo pensamento original há de agonizar num mundo sem espaço para filosofia e onde só impera a morte...a morte da própria política.
 
18 de outubro de 2013
Milton Simon Pires é Médico.

"O OBJETIVO FINAL É FORMAR CLIENTELA POLÍTICA PARA LIDERANÇAS DE RAÇA"

 

A adoção de cotas raciais para o ingresso em universidades federais brasileiras, obrigatória desde a sanção da Lei de Cotas, em 2012, não se limita aos cursos de graduação. Este ano, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aderiu a essa medida em seleções de mestrado e doutorado.
O processo de seleção para a turma de 2014 da pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional da universidade já prevê a reserva de parte das vagas para índios e negros (saiba mais no site da instituição).
 
Já na Universidade de Brasília (UnB), uma proposta para a reserva de 20% das vagas de mestrado e doutorado para negros no departamento de Sociologia aguarda o aval do Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da universidade para ser aprovada.

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Demétrio Magnoli

O sociólogo Demétrio Magnoli, autor de “Uma gota de sangue – História do pensamento racial” (Contexto, 2009), não se espanta com a adoção de cotas raciais em cursos posteriores à graduação. Para ele, essa decisão só surpreende quem acreditava no argumento de que “as cotas na graduação foram criadas para corrigir um desequilíbrio educacional prévio”.
“A pós-graduação é para quem já é graduado e, em tese, não sofre mais desvantagens educacionais”, completa.

Magnoli, que há uma década estuda o tema, observa que a adoção de cotas não passa de uma estratégia política. “A ideia é introduzir o conceito de raça na legislação e na consciência da população, fazendo, com a força da lei, as pessoas se definirem em termos raciais e assumirem identidades raciais. Mas o objetivo final é formar clientela política para lideranças de raça”, pondera.

A origem do problema

Bruno Garschagen2 140x105 Objetivo final é formar clientela política para lideranças de raça”
Bruno Garschagen
 

 
O cientista político Bruno Garschagen afirma que as cotas para pós-graduação não contribuem para reverter os problemas da educação no país. “Importamos dos Estados Unidos uma solução para problemas diferentes”, opina. O especialista do Instituto Millenium lembra do descaso com a situação dos ensinos fundamental e médio no Brasil.

“O governo federal não quer resolver o problema real, que envolve alterar o modelo de concentração dos recursos dos tributos no caixa da União. As prefeituras é que deveriam ter acesso aos recursos para investir na formação básica. Assim, continuaremos sendo pautados pelos políticos e burocratas nas questões secundárias, sem resolver os problemas principais”, aponta.

Garschagen comenta ainda que a cota estatal cria um embate entre beneficiados, prejudicados e críticos do modelo. “Essa política estabelece uma hostilidade dentro da sociedade e desvia a atenção da questão fundamental: por que as cotas são necessárias?”, conclui.

18 de outubro de 2013
IMIL

NEGÓCIOS DA CHINA "LOUCAMENTE RUINS"


China pode entrar numa crise da qual não conseguirá sair em uma década

China pode entrar numa crise da qual não conseguirá sair em uma década
Christopher Balding, professor na HSBC Business School da Universidade de Pequim, denunciou que mais de um trilhão de dólares contabilizados no PIB oficial chinês pura e simplesmente não existem.

Ele argumenta com dados convincentes: o PIB chinês está distorcido e cálculos prudentes apontam um número bem menor, noticiou “World Affairs”.

Balding se apoia no trabalho de Stephen Green, do Standard Chartered Bank, um dos primeiros a denunciar que a China superdimensiona o seu PIB ao manipular os dados da inflação, e que a economia chinesa só cresceu 5,5% no último ano e não 7,8% como reza a vulgata oficial.

Para Green, caso houvesse um índice para medir o grau de suspeita que paira sobre as estatísticas oficiais da China ele se utilizaria do termo técnico americano: ‘crazy bad’ (loucamente ruim)”.

Antes de se transformar no czar da economia chinesa, Li Keqiang confiou a representantes americanos que suas estatísticas não são confiáveis, ou “feitas a mão”.

Os estatísticos chineses podem ficar mal à vontade com os dados incontestáveis de Balding, mas de fato nada acontecerá.

Afinal de contas, a falsificação não se deve a erros de cálculo, mas a um desígnio de hegemonia mundial que os chefes chineses herdaram do patriarca marxista Mao Tsé Tung.

Cidades fantasma servem para inflacionar PIB, mas auguram catástrofes

Cidades fantasma servem para inflacionar PIB, mas auguram catástrofes
Os estudos de Green e Balding revelam um estado crítico de fraqueza da economia chinesa. Há enorme desacordo sobre a proporção dívida–PIB, e não se sabe bem qual é o volume real da dívida, uma vez que o governo central está “criando” PIB com gastos estatais massivos. As cidades fantasmas são um exemplo claro disso.

Li Keqiang tenta convencer a comunidade financeira mundial do contrário, mas ele anunciou um “estímulo econômico não-oficial” que obriga os bancos a emprestarem dinheiro às províncias para preencher metas do governo.

Mas o truque de Li infla os números do PIB e levanta sérias dúvidas sobre o futuro pagamento das obrigações governamentais.

Pequim defende que sua dívida pública em 2012 equivalia a 40% do PIB, e, portanto gerenciável. Mas, sem dúvida a proporção é muito maior. Alguns sugerem até 200% (nos EUA em crise, a proporção atingiu 102,9% na mesma data).

Se os números de Balding estiverem certos, a China está à beira de uma monumental crise. Exageros aparecem nos números relativos à produção industrial.

Se os temores forem confirmados, o país comunista vai entrar numa crise da qual não conseguirá sair nesta década, concluiu
“World Affairs”.
 
18 de outubro de 2013
Pesadelo Chinês

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DE SÃO PAULO NEGA PEDIDO DE PRISÃO DE 175 ACUSADOS DE INTEGRAR A ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PCC


 
O Tribunal de Justiça de São Paulo negou nesta quinta-feira pedido de liminar do Ministério Público Estadual solicitando a prisão de 175 pessoas apontadas como integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). No despacho, o juiz da 2ª Câmara Criminal do TJ-SP Ivan Marques afirmou que o mandado de segurança não deve ser julgado por apenas um magistrado, mas, pelo colegiado, composto de três juízes.
 
Os 175 acusados foram identificados como membros do Primeiro Comando da Capital (PCC) na maior investigação já realizada pelo Ministério Público de São Paulo através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) sobre a facção criminosa. Os promotores reuniram escutas telefônicas dos acusados por três anos.
 
É o segundo pedido de prisão dos 175 denunciados que a Justiça frustra. O primeiro foi rejeitado pelo juiz da Vara Criminal de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, que considerou que as gravações não eram indícios suficientes para manter os suspeitos presos preventivamente. Na ocasião, a Justiça aceitou a denúncia contra 161 dos 175 suspeitos apontados pelos promotores. O MP recorreu ao TJ alegando que a prisão preventiva é necessária para não comprometer a desarticulação do PCC. 
 
De acordo com a promotoria, 115 dos 175 suspeitos já estão presos por outros crimes, como tráfico de drogas e homicídio. Além da prisão preventiva de todos, o MP quer também a transferência de líderes da facção para Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), o que também não foi atendido ainda.
 
 
18 de outubro de 2013
in aluizio amorim

RADIO DO INTERIOR DO RIO GRANDE DO SUL OFERECE BOM PROGRAMA DE ENTREVISTAS SEM CONCESSÕES À IDIOTIA POLITICAMENTE CORRETA



O áudio acima contém a gravação do programa Confronto,da rádio Sonora FM, de Farroupilha, Rio Grande do Sul. Para quem não sabe, Farroupilha pertence à área metropolitana de Caxias do Sul. Possui cerca de 70 mil habitantes.

O programa Confronto é apresentado por Guilherme Macalossi, que é formado em direito e jornalismo e já foi secretário de Administração do município.
Sua atividade atualmente se concentra na área da comunicação, rádio e jornal, além de ser permanente ativista nas redes sociais.
Macalossi e Adami: linha direta.

Neste programa Macalossi entrevista o professor Marlon Boone Adami, que exerce a docência na rede privada. É graduado em História e pós-graduado em Ciência Política. O professor também possui um blog e sua área de estudos envolve a análise crítida do petismo, do globalismo, da ação do Foro de S. Paulo, do marxismo e do revisionismo histórico.

Interessante é que uma rádio de uma cidade do interior do Rio Grande do Sul, mantém um bom programa de entrevista. Tanto é que Macalossi já entrevistou diversas personalidade, dentre elas Olavo de Carvalho e vários políticos.

O apresentador do programa procura sempre levar ao ar um bate-papo interessante e que jamais resvala pelo tortuoso caminho de louvaminhas ao governo do PT, tão comum na mídia em geral depois do malfadado advento do  lulismo.

Isto mostra que é possível fazer um bom programa radiofônico independente. Com a tecnologia disponível, qualquer emissora de rádio passa a ter capilaridade nacional e internacional. Com a internet o conceito de “interior” circunscreve-se apenas ao aspecto geográfico. Para tanto, basta apenas saber usar os recursos da internet.

É o que está fazendo Guilherme Macalossi, levando ao ar assuntos políticos que foram transformados em tabu pela grande mídia e faz chegar o seu programa às redes sociais sem concessões à idiotia do pensamento politicamente correto. Está aí uma fórmula que sempre dá certo. Vale a pena ouvir. 
 
18 de outubro de 2013
in aluizio amorim

QUEM É MESMO "DE OPOSIÇÃO"?

 

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Estou longe de me considerar uma boa referência para medir as chances de empatia de discursos de campanha com as massas mas a do PSB tem me parecido das mais convincentes.
Não chega a bater de frente com o PT mas também está longe de ficar passando a  mão nele como fez, ruinosamente, Jose Serra na última eleição.
 
Ela tem, sobre a de Aécio Neves, a vantagem de assumir propostas novas, como a do voto distrital, em vez de se limitar a sugerir contra o que se posiciona. Ou seja, afirma crenças próprias em vez de apenas negar as alheias. Posiciona-se pelo que diz ser e não apenas em referência ao outro.
 
Bem montada, clara e bem apresentada, com cheiro de juventude e coisa nova, tem chance real de colar mesmo que o PT consiga chegar a outubro de 2014 mantendo os níveis de consumo mais ou menos estáveis e a inflação ancorada onde está à custa de transformar o buraco que já cavou por baixo da economia que se esforça por fazer parecer que o país ainda tem num abismo sem volta.

bolsa familia
bolsa familia




O voto distrital, aliás, é daquelas obviedades ululantes de que falava Nelson Rodrigues. É impossível argumentar racionalmente contra ele e o sistema realmente muda alguma coisa naquilo que parece imutável, de modo que quem não é tonto trata de se apropriar da ideia.
 
Mas ainda ha espaço para quem quiser ser mais ousado que isso já que voto distrital só é um pouco mais que um cosmético neste país de caras-de-pau enquanto voto distrital com recall é uma verdadeira revolução, sendo facílimo demonstrar que assim é e, assim, passar na frente de quem se adiantou na largada.
 
Marina Silva aportando a credibilidade e a pureza ética que o “bom administrador” Eduardo Campos definitivamente não tem de sobra, como provam os seus esquemas com “mãinha” e outros agregados da família já abordados mais de uma vez aqui no Vespeiro é, portanto, uma dobradinha forte mas não invencível.
Eles deixaram campo livre adiante de suas propostas, e campo tão amplo quanto o que diferencia uma vaga sinalização de perspectiva de mudança – o voto distrital – de uma virada revolucionária capaz e tirar a iniciativa das reformas que todo mundo quer das mãos dos bandidos e passá-la para as das suas vítimas, que é o que faz o voto distrital com recall.
 
De modo que, se houver disposição real de mudar as coisas por trás do blá-blá-blá de sempre, o PSDB ainda tem por onde avançar, e muito.

Lula lá, Lula cá
Lula lá, Lula cá






Outro termômetro seguro da vontade real de mudar as coisas para quem se apresenta pela vertente da oposição, é garimpar, ainda que seja só de leve, o Youtube e usar o que está lá como material de campanha. Os discursos do Lula de antes e do Lula de hoje sobre temas como o Bolsa Família ou a família Sarney, para citarmos só dois, são absolutamente mortíferos. Estão lá ha séculos, circulam de mão em mão pela rede como fogo de palha e, no entanto, ninguém ainda os usou numa campanha eleitoral, o que é simplesmente incompreensível.
 
Ou melhor, é tão óbvia essa obrigação de confrontar o PT consigo mesmo que abrir mão de fazê-lo constitui-se, em si mesmo, numa denuncia de má intenção.
 
Taí, portanto, a arma que pode desempatar as coisas no disputado campo da oposição: aquele que recorrer primeiro a esse material não estará apenas apresentando as provas do que é o lulismo fornecidas pelo próprio Lula; estará, sobretudo, denunciando o concorrente por ter mantido até hoje essas provas escondidas.
Isso sim decide a parada.

18 de outubro de 2013
vespeiro

 

O PSICANALISTA PSICOPATA

 

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Li ontem o 11º capítulo do 2º volume do “Getúlio”, de Lira Neto, história que conheço por vivos relatos na primeira pessoa já que é parte constitutiva da saga de minha própria família.
Tudo, nessa experiência, dos fatos propriamente ditos que vão da louca tentativa de golpe comunista em 1935 – a chamada “Intentona” – à oficialização e  ao violento recrudescimento da ditadura de Getúlio Vargas para a qual ela serviu de pretexto, até o modo como eles são reconstituídos por Lira Neto, que também não consegue ocultar suas próprias baldas, passou-me a impressão de déja vu; reforçou a penosa sensação de desperdício que sempre é, nesta solidão dos ilustrados num país que não lê, revisitar a História do Brasil.

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São tantas as semelhanças entre os erros que se repetem em 1930 (o surgimento de Getúlio Vargas), 1935 (a “Intentona Comunista”), 1937 (início do período negro da ditadura Vargas), 1964 (o contragolpe que abortou a “republica sindicalista” janguista), 1968 (a “luta armada” respondida pelo AI-5 e a repressão dos anos 70), 1992 (Collor), 2003 (o início da “Era PT”), tanto da parte da esquerda “revolucionária” internacionalista quanto dos idealistas da democracia liberal em seu desespero comum contra a iniquidade social e a corrupção de que nunca conseguimos nos livrar, que dá pena vê-los outra vez à beira de serem reeditados, ainda que como farsa.
 
As duas pontas autênticas dessas elites se alternam regularmente, de geração em geração, do protagonismo nas tentativas de mudar o rumo deste país ao pau-de-arara e ao exílio, traídas sempre, uma vez instalado um dos lados no poder, pelo núcleo duro da corrupção que espera sentado a poeira baixar para se alinhar ora a um lado ora ao outro, tenha o ultimo episódio sido iniciado pela ação de uns ou pela reação dos outros às iniciativas de um dos dois.

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Eles nunca conseguem muito mais que alçar da periferia para o centro, nos momentos de desespero, o “tertius” que parece limpo porque ainda não teve a oportunidade de se sujar e encarnará a próxima safra de violências políticas, institucionais e morais porque o país terá de passar. Isto quando escapamos das colheitas também de violências  físicas…
 
A “revolução”- seja a feita com a intenção de empurrar, seja a feita para resistir aos empurrões – não faz mais que manter em suspenso o processo histórico ao qual se terá de retornar fatalmente mais adiante. E retornar do ponto de partida, o que redunda em atraso num mundo em que atrasar-se é erro cada vez mais impiedosamente punido.

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Não ha como aprender democracia senão praticando-a ininterruptamente por tempo suficiente para experimentar alhos e bugalhos e constatar – física e palpavelmente – que não ha senão gente neste nosso vale de lágrimas, sendo a ausência de santos e de diferenças essenciais entre os não santos – e portanto a alternância em si mesmo – a única resposta razoável ao desafio do poder.
E como a acumulação de tais experiências normalmente toma mais tempo do que o que vive um homem, a História é a chave do processo. Só depois de assegurar o domínio dela é que se pode caminhar para adiante.
 
A História é a psicanálise das sociedades. Assim como um indivíduo só pode assumir o controle do seu destino e escolher caminhos novos depois de entender como e porque veio a ser aquilo em que se transformou, assim as sociedades.

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Muito mais que as tecnologias do futuro, é na reconstituição fidedigna do passado que está o valor mais importante da educação. E ninguém sabia melhor disso que Antonio Granmsci, o grande guru da esquerda brasileira.
 
A tática, desde sempre desonesta, foi inventada quando ainda havia um alegado objetivo moral a justificar o emprego dela. Hoje não há. Foi apropriada por cleptocracias cujo único objetivo é empanturrar-se de poder, sem distinguir as duas formas que ele assume: a da prepotência e a do dinheiro.
 
A esta altura, aparelhar as escolas e os demais meios de difusão da cultura para falsificar deliberadamente a História como tem feito sistematicamente o PT antes e depois de chegar ao poder, é igualar-se ao analista psicopata que se aproveita da fragilidade e da desorientação do seu cliente para induzi-lo ao suicídio.

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MARINA É A PREFERIDA DE DILMA


Não é preciso ser raposa: até uma inofensiva pulga política compreende que, lançando farpas contra Marina Silva, chamando-a para a briga, colocando-a em evidência, a presidente Dilma Rousseff externa a preferência pela ex-petista como adversária em 2014, na certeza de que seria mais fácil derrotá-la no segundo turno. O senador e vice-líder tucano Cássio Cunha Lima arrisca dizer que Dilma só ganharia de Marina, perdendo tanto para Aécio Neves como para Eduardo Campos.

Desconte-se, pela condição de candidato, a afirmação de Aécio, feita ontem após reunião com a bancada tucana, de que Dilma perderá para qualquer adversário no segundo turno, pois 60% dos brasileiros seriam contra sua reeleição, dedução que faz a partir dos 42% de preferência que ela teria hoje, segundo o Datafolha. A disputa eleitoral, entretanto, não será uma operação aritmética.
Enquanto se deliciava com o sorvete de bacuri oferecido a todos, no café dos senadores, pelo líder petista Wellington Dias, pela passagem da data cívica do Piauí, o senador Rodrigo Rollemberg, um dos arqueiros de Campos no Congresso, ouvia as advertências do colega tucano Cunha Lima: “Diga ao Eduardo para se acautelar. Dilma quer a Marina como adversária, pois seria fácil derrotá-la no segundo turno. E, para fazer Marina candidata, PT e governo farão o diabo contra Eduardo, para tirá-lo do páreo. Da canelada à degola, ele está sujeito a tudo”. “Chegarão a tanto?”, desconversou Rollemberg.
FARPAS

No PT, muita gente não gostou das farpas, embora evitando verbalizar tal censura a Dilma. O ex-presidente Lula também não teria gostado. Nesse grupo, há quem diga que Dilma foi apenas impulsiva ou tinhosa com as duas estocadas que teriam Marina como alvo: quando disse que todos podem postular a Presidência, mas que precisam estudar os problemas do país, e quando respondeu diretamente às críticas de Marina, de que seu governo estaria “extrapolando o teto da meta” da inflação (6%), o que é sabidamente incorreto, pois o índice está acima do centro da meta (4,5%).

Marina acusou Dilma também de colocar em risco o tripé tucano-petista na economia, composto por inflação controlada, câmbio flutuante e superavit fiscal rigoroso. Dilma rebateu ponto por ponto, E ainda com Marina na cabeça, a petista lançou um importante programa de agricultura ambiental.
Nas proximidades de Lula, garante-se que Dilma não foi aconselhada a “farpear”. Pelo contrário, ali se ouve que, por ora, ela devia evitar referências aos adversários, seguindo o que disse Lula ao Correio, na entrevista do dia 30 passado: "O PT não escolhe adversários. Deve estar preparado para enfrentar e ganhar de qualquer um”.
POLITIQUÊS
Mas é incontroverso que seria mais fácil, para Dilma, derrotar Marina no segundo turno, por uma série de razões bastante conhecidas. “Pela baixa institucionalidade dela”, diz Cunha Lima. Traduzindo isso do politiquês para a vida real: porque Marina não tem sequer um partido para lhe dar sustentação parlamentar, não teria uma coalizão de apoio, já que considera todos os partidos carcomidos (agora reabilitou o PSB, ao ingressar nele), porque enfrentaria resistências do capital e, sobretudo, a insegurança do eleitorado num segundo turno, na hora de escolher entre quem está de fato governando, goste-se dela ou não, e quem se propõe a governar em bases tão idealistas.


Quando Marina diz que Dilma está sendo chantageada pelo Congresso e que é possível montar coalizões baseadas só em programas, sem lotear o governo, de duas uma: ou ela não sabe do que está falando, ou conhece a realidade, mas prefere verbalizar o sonho. No sistema que temos, hoje, não se governa sem coalizões, com base apenas em fundamentos políticos e morais.
Cunha Lima compara Marina ao Lula de 1989. “Collor perderia de Covas, de
 Brizola e até de Maluf no segundo turno. Só ganharia de Lula. Por isso os que torciam por ele tudo fizeram para que o candidato do PT chegasse lá. Chegou, foi massacrado e perdeu, como previsto.”

Mas, ainda que Dilma queira, que os marinistas insistam, que os institutos continuem pesquisando as intenções de votos em Marina e que elas superem as de Eduardo, os caciques do PSB garantem que será ele o candidato. Apostam agora no aumento da migração dos votos de Marina para Campos, a ser confirmado por novas pesquisas.

O QUE FALTA AO BRASIL É A PODEROSA FORÇA DO NACIONALISMO


Em 1949 a China estava mergulhada em colossal miséria. Não bastassem a prostituição, o ópio, o tráfico de mulheres e a sífilis, a fome dizimava aos milhares. Nesse desolador cenário, surge o gênio militar e de estadista de Mao Tsé Tung, capaz de lançar as bases para que 60 anos depois a China se tornasse a segunda potência mundial. Em mais alguns anos, será a maior potência econômica, científica, tecnológica e militar do mundo.

Passados 500 anos, o Brasil continua dividido, com maus brasileiros fazendo o jogo dos gringos, sabotando, travando o governo, entregando o Brasil. A falta de patriotismo é a nossa maior tragédia.

Se os chineses construíram uma poderosa nação em menos de 60 anos, não só foi pelo trabalho árduo, nem só pelos investimentos pesados em saúde, educação, ciência, tecnologia e defesa, mas também por não deixarem o menor espaço para infames traidores, sabotadores e entreguistas. Fuzilam todos.

Temos uma nação riquíssima em recursos naturais, uma grande e sofisticada estrutura industrial, comercial, tecnológica e científica a mil anos luz à frente da China de 1949. Portanto, se eles construíram uma potência partindo do zero, em menos de 60 anos, por certo que temos plenas condições de situar o Brasil a níveis de primeiro mundo, em menos de 20 anos, sem fuzilar ninguém, bastando tão somente, muito patriotismo e cego amor ao Brasil. Acreditem!

POLÍTICA MINERAL

Não podemos tolerar a continuidade de grandes erros na exploração e comercialização de nossos minérios, como ocorreu na predatória exploração de manganês da Serra do Navio, no Amapá, transferindo para os EUA gigantesca montanha de manganês, deixando no local imensa cratera abandonada.

Alguns anos adiante, a CVRD (hoje Vale), dentre outras fortunas que possuía, tinha gigantescas e variadas jazidas de minérios, mas foi criminosamente privatizada por FHC/PSDB, a preços irrisórios. Vez por outra, voltamos a ter notícias da exploração clandestina de estratégicos minérios, inclusive, ouro e diamante. Parece que ainda não acordamos. Continuamos no Terceiro Mundo.

Se a procura por qualquer produto, alimento, serviço ou matéria-prima se situa acima da oferta do mercado, surge boa oportunidade de ganhos. Lei de mercado que os gringos sempre aproveitaram. Além do que, minério só dá uma vez.

Com respeito a terras raras, bem como, inúmeros outros minérios, temos que adotar uma política nacionalista de exploração e beneficiamento de nossos minérios, gerando empregos e ganhando muito dinheiro, praticando preços justos na venda de essenciais matérias-primas às nações do Primeiro Mundo, que sempre nos vendem, a preços de ouro, todo tipo de equipamentos, máquinas, produtos, serviços etc. Acorda, Brasil!