"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

COPA 2014

 
19 de maio de 2014


A DESCOBERTA DO BRASIL

Ô SEU JUMENTO BARBUDO, QUANTOS POR CENTO ESSA DECISÃO DO ZAVASCKI É POLÍTICA?


(O título é meu, mas o texto é do Ucho.)

Durou pouco a esperança dos brasileiros em relação à possibilidade de o Brasil começar a ser passado a limpo. Isso porque o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (19) a imediata soltura dos presos pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato, que investigou um esquema de lavagem de dinheiro, corrupção e desvio de dinheiro público comandado pelo doleiro Alberto Youssef. De acordo com a PF, Youssef pode ter movimentado de forma ilegal aproximadamente R$ 10 bilhões.

Zavascki também solicitou que a Justiça Federal do Paraná envie ao STF todos os inquéritos e processos relativos à operação Lava-Jato, decisão que está sendo considerada um jato de água fria, pois o juiz federal Sérgio Moro há anos vem se empenhando para desmontar o esquema criminoso que começou em Londrina com o finado José Janene, o xeique do Mensalão do PT.

O ministro do STF determinou a imediata suspensão dos inquéritos e ações penais em curso, assim como o recolhimento dos mandados de prisão expedidos. De tal modo, de acordo com Zavascki, todos os presos na operação policial devem ser colocados em liberdade, não podendo deixar a comarca onde residem e “devendo entregar os passaportes em 24 horas”.

Teori Zavascki concluiu que o processo judicial decorrente da Operação Lava-Jato deve ser analisado Supremo, uma vez que no rol de envolvidos no esquema há dois deputados federais: André Vargas (sem partido-PR) e Luiz Argôlo (SDD-BA). Com base no que determina a Constituição Federal, parlamentares só podem ser investigados ou processados pelo STF.

A decisão do magistrado foi tomada na esteira de pedido formulado pela defesa de Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, que arguiu a incompetência da Justiça Federal do Paraná para ordenar sua prisão e decidir no processo que tem parlamentares no rol de acusados.
Acusado de ser sócio do doleiro Alberto Youssef, Costa está preso desde o dia 20 de março, sob a acusação de prejudicar as investigações da PF sobre um esquema de pagamento de propinas, como forme de beneficiar empresas em contrato para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
A principal empresa envolvida na construção da refinaria pernambucana é a empreiteira Camargo Corrêa, que lidera o consórcio CNCC.

Com a remessa do processo da Lava-Jato para o STF, o Palácio do Planalto ganha dose extra de fôlego no cabo de guerra que se formou, a partir do escândalo, entre o governo e a oposição. Como sabem os brasileiros de bem, o Supremo, na composição atual, tem decidido em muitas ocasiões em favor do governo do PT.
Em suma, a massa da pizza começa a crescer e em breve será servida à população, que terá de aceitar que mais um escândalo de corrupção, envolvendo apaniguados do governo, entre na fila de julgamento da Suprema Corte ou seja varrido para debaixo do tapete.  
 
19 de maio de 2014

DILMA E PEZÃO VÃO "APLICAR" R$ 1,9 BILHÃO NA ROCINHA. DÁ E SOBRA PARA TIRAR TODO MUNDO DE LÁ

Deu no Ancelmo Gois de hoje que Dilma e Pezão vão “aplicar” R$ 1,9 bilhão na Rocinha. Então vamos ver o que é a Rocinha, que tem 38 mil “imóveis” e apresenta as seguintes características:

• apenas em 7,5% das ruas passam carros;
• a maioria dos acessos se dá através de becos (34%) e escadarias (33%);
• só 30,1% dos moradores recebem correspondências em casa;
• 35,8% dos imóveis surgiram do ano 2000 para cá;
• são 34.465 imóveis domiciliares e 3.564 não-domiciliares (55,6% de casas contra 36,7% de apartamentos);
• 61,8% dos imóveis domiciliares são próprios;
• 32,2% dos imóveis domiciliares têm telefones fixos;
• o abastecimento de água é feito pela rede oficial em 90,6% dos logradouros;
• 86% dos domicílios estão oficialmente ligados à rede geral de esgoto;
• a maioria dos empreendedores ou empresas é informal (91,1%);
• 6.508 empresas ou empreendedores, dos quais apenas 8,1% são formais (pagam impostos).

Oficialmente são 100 mil habitantes (para mim tem mais) em menos de um quilômetro quadrado. Quer dizer, a Rocinha tem uma densidade populacional sete vezes maior que a de Tóquio (14.400 hab/km2) com uma infra-estrutura de tribo zimbabuense.
 
 
Como eu tenho certeza que qualquer tentativa de urbanização da Rocinha é inviável, tanto pelos dados apresentados, quanto pela topografia do terreno e pela localização, que inviabiliza qualquer solução decente para o transporte de tanta gente, resolvi pegar esse R$ 1,9 bilhão e construir um conjunto habitacional de primeira.
 
Então vamos lá:
Para isso, eu precisei usar apenas 6,67 km2 dos 159 km2 que a União possui na cidade do Rio de Janeiro (vide mapa), já que a área necessária para essas 38 mil casas, considerando-se um terreno de 9m x 13m (117m2) - mais que suficiente - e mais 50% de áreas comuns (ruas, calçadas, etc.), é de 6.669.000m2.


Depois eu arredondei para R$ 1 mil o custo - absurdo - do metro quadrado da construção no Rio (segundo o IBGE, R$ 962,44). Para uma casa de 45 metros quadrados muito maior e mais decente que os barracos e pardieiros da Rocinha gastei R$ 45 mil (vide planta) e multipliquei pelos 38 mil imóveis necessários, o que deu R$ 1,71 bilhão.

Segundo a USP, os custos de urbanização (vide quadro de custos), que incluem serviços auxiliares, terraplenagem, rede de esgotos, guias e sarjetas, galerias pluviais, rede de água, pavimentação rede elétrica, iluminação pública, paisagismo e arborização, saem por R$ 15,11 por m2. Sendo benevolente, arredondei para R$ 20,00 por m2, e a urbanização completinha do terreno saiu por R$ 133.380.000,00, que somados aos R$ 1.710.000.000,00 da construção das casas, chegou a R$ 1.843.380.000,00.

Do R$ 1,9 bilhão que me deram, dei um troco de R$ 56,620 milhões!, que Dilma e Pezão embolsaram, como de praxe aqui em Banânia, já que providenciar transporte decente, escolas, segurança e saúde para os cem mil habitantes da New Rocinha não é mais que a obrigação do Estado.

Ficou uma belezinha. Em vez dos cem mil habitantes se espremerem em um quilômetro quadrado, a taxa ficou quase igual a de Tóquio (14.400 hab/km2) e agora é de 15.000 hab/km2, todos morando em casas térreas em centro de terreno.
19 de maio de 2014

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

 
19 de maio de 2014


RELATÓRIO SOBRE AS ABELHAS

O quanto ainda teríamos que avançar para chegar em tal estado de equilíbrio e qualidade de vida?

Há alguns meses, por uma dessas contingências da vida, acordei, no meio de uma tarde de verão quente, com gritos. Desci as escadas em minha frente e vi uma nuvem negra sobre o quintal. Tratava-se de uma invasão de abelhas.

Mais tarde, o especialista me explicou que elas haviam decidido se instalar ali, e logo que começassem a produzir mel se tornariam agressivas. Era urgente que, com todo cuidado que seres em extinção merecem, fossem convencidas a partir. Do contrário, se tornariam senhoras da casa.

Antes de continuar, um reparo: ainda movido pelo espanto, tentamos com as autoridades competentes do local uma solução para a invasão. Soubemos, com novo espanto, que apenas especialistas poderiam dar conta do fenômeno relacionado à decisão das abelhas de ali se instalarem. Sem dúvida que, para elas, detalhes como o fato de aquilo tudo ter sido fruto do trabalho de alguns outros seres que não elas pouco importavam.

Diante da pergunta, "mas se não acharmos um especialista em convencê-las a sair, teremos que aceitá-las em nossa casa?", as autoridades responderam sem pestanejar, "nada se pode fazer contra elas". De novo, com ainda mais espanto, ingenuamente, perguntamos, "mas estamos trancados com todos os cachorros e crianças em casa porque elas tomaram conta do quintal!". De novo, com a tranquilidade de quem enuncia algo decidido numa assembleia soberana: "Nada se pode fazer contra elas". Resumo da ópera: tudo dependia do especialista.

Mas paremos o relatório por enquanto. Voltemos ao momento em que eu despertava do sono. Quando eu contemplava a chegada das abelhas e sua decisão de habitar ali, pensei que maravilha deve ser viver assim, de modo coletivo. A paixão pela vida coletiva deve ser algo inspirado pelos deuses, esse seres que gostam de nos atormentar, às vezes fingindo que não existem, às vezes nos chicoteando para que evoluamos na direção da vida em colmeia.

Já não me lembro se sonhei ou se esse fragmento que narro abaixo de fato aconteceu na minha conversa com o especialista.

Disse-me ele que alguns estudos avançados em ciências cognitivas mostram o nível de prazer (o "gozo da colmeia") que elas, abelhas, esses seres evoluídos, sentem quando colocadas em frente a telas coloridas e cheias de luz. As abelhas, esses seres evoluídos, realizam melhor suas superconsciências coletivas quando colocadas diante de redes compostas por letras, imagens e números.

De volta ao que de fato sabemos que ocorreu naquela tarde quente de verão quando acordei com a chegada das abelhas livres. Para mim foi impossível não pensar no grande Franz Kafka, o profeta da esquizofrenia moderna.

Sabemos que certa feita o sábio de Praga falou que o darwinismo não o assustava pelo que dizia do nosso passado, mas sim o assustava pelo que poderia significar para as próximas gerações. Nutro uma grande simpatia, como o leitor atento bem sabe, pelo darwinismo e sua tragédia cósmica de violência, ordem cega e acaso. Mas não posso deixar de pensar que nosso sábio de Praga tinha alguma razão quanto ao efeito nefasto que uma teoria que nos aproxima tanto dos animais poderia ter sobre as gerações futuras.

A paixão pelo "gozo da colmeia" (fato científico) me faz pensar nessa profecia kafkiana. O modo como as invasoras decidiam, ali mesmo, em meio ao ar, em sua assembleia de consciências coletivas, para aonde iam, quem ia fazer o quê, e quem mandava, me causou espanto. O quanto ainda teríamos que avançar para chegar em tal estado de equilíbrio e qualidade de vida?

Por fim, confesso, reli o fabuloso "Relatório para uma Academia" de Kafka (um conto "evolucionista" no qual ele narra a epopeia de um macaco que "vira" humano, ao longo de uma viagem em que aprende a imitar homens e é levado a academia como grande trunfo da ciência). Abri o texto assim como quem busca um versículo que ilumine a vida e achei a seguinte pérola:

"Durante o dia não quero vê-la; pois ela tem no olhar a loucura do perturbado animal amestrado; isso só eu reconheço e não consigo suportá-lo".

 
19 de maio de 2014
Luiz Felipe Ponde, Folha de SP

VISÃO PANORÂMICA

Aproveitando o fim de semana, vamos dar uma espiada em torno pra ver o que é que andam dizendo de nós.

 
Le Brésil reste sur un chaudron social
O Brasil continua em cima de um caldeirão social
Manchete do diário argelino Liberté, num apanhado da convulsão social que sacode o país-sede da «Copa das copas».
 
Brasilien: protester mot VM-2014 växer
Brasil: protestos contra Copa-14 crescem
Manchete do site A Voz da Rússia, em sua versão em língua sueca. Traz um relato dos protestos do dia 15 de maio.
 
Brasilien im Chaos ― Vier Wochen vor der WM: Panzer am Strand!
Brasil em caos ― Quatro semanas antes da Copa: tanques de guerra na praia!
Reportagem do sensacionalista Bild, o jornal de maior circulação na Alemanha. Conta o que aconteceu quando da greve de policiais no Recife.
 
Mundial en Brasil, ¿una pesadilla para los viajeros?
Copa no Brasil: um pesadelo para os turistas?
Artigo do Forbes (edição mexicana) sobre os desafios que os turistas que visitarem o Brasil durante a Copa deverão enfrentar.
 
Il Brasile rischia di perdere le Olimpiadi 2016
O Brasil está arriscado a perder as Olimpíadas de 2016
Artigo intrigante do Il Secolo XIX, tradicional diário de Gênova, Itália. Revela rumores de que, à vista do atraso na preparação da infraestrutura, o CIO (Comitê Internacional Olímpico) estaria estudando um plano B: a transferência dos jogos de 2016 do Rio para Londres.
 
Le Mondial de tous les dangers
A Copa de todos os perigos
Artigo do jornal francês L’Alsace. Dá uma visão dos acontecimentos recentes e diz textualmente: «Infelizmente, a um mês do início da competição, a escolha do Brasil para acolher a Copa aparece como aposta de alto risco, transformando esta edição no «Mundial de todos os perigos».
 
Brasilien: Fußball statt Schule
Brasil: futebol em vez de escola

 Manchete de reportagem da rede de televisão Euronews (versão alemã). O texto descreve a comoção que toma conta do Brasil. O título sintetiza.
 
Copa das copas 2
 
Quando «lutaram» para que a organização da Copa fosse atribuída ao Brasil, nossos medalhões tinham duas intenções:
 
1) dar uma dentadinha (ou dentadona, depende do apetite) onde fosse possível;

 2) mostrar ao mundo a imagem de um Brasil evoluído, rico, poderoso, harmônico, feliz.
 
Ninguém tem dúvida quanto à primeira intenção: foi amplamente alcançada. Já quanto à segunda… ai, ai, ai.
Mas os figurões devem estar se lixando. Já levaram seus trocados. A vergonha fica para nós.
 
19 de maio de 2014
José Horta Manzano

A INGENUIDADE NÃO NOS SALVARÁ

 
Artigos - Governo do PT 
Nossa tendência é duvidar da possibilidade do mal totalitário. Preferimos acreditar que os grandes ideais, as grandes ideias e os grandes ideólogos estão sempre voltados para bem da humanidade, quando na verdade estão lutando por poder e mais poder.
 
Começou a ser divulgado há alguns anos que Hitler teria sido indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 1938.[1] Tivesse o fato se consumado, o valor do prêmio estaria destruído pela ironia da história. Nesse mesmo ano Neville Chamberlain, embaixador britânico, assinou o Tratado de Munique. ...

[Hitler] assinou uma resolução afirmando que os dois povos [alemães e britânicos] jamais fariam guerra entre si. Chamberlain exibiu o documento à multidão ao retornar à Grã-Bretanha, mas Hitler não deu a menor importância ao papel.[2]

Três semanas depois ele ordenaria as ações que quebrariam o Tratado e mergulharia o mundo no terror nazista.

Também é preciso lembrar que em 1939, Hermann Rausching publicou seu livro “Hitler me disse,” [3] onde as suas conversações com o führer revelavam planos tão diabólicos que a grande maioria se recusou a crer. Parecia impossível que um governante arquitetasse tais planos. Os anos seguintes demonstrariam o realismo da obra. Os planos esboçados por Hitler no livro de 1939 são hoje, em grande parte, registros históricos.

Na maioria das vezes as pessoas boas se recusam a crer no mal, principalmente quando esse mal se afigura grande demais. É preferível pensar o melhor do inimigo, pois pensar no pior nos assusta e sempre há outras vozes igualmente bondosas nos fazendo coro, maquiando com palavras inocentes as más intenções dos perversos.

No entanto, a ingenuidade não nos salvará.
Quando olhamos para a atitude de líderes religiosos da época, percebemos o perigo da ingenuidade. Pior do que ser enganado por outros, é anestesiar-se pelo auto engano.

Na absoluta escuridão da história da igreja, Hitler se tornou, por assim dizer, a maravilhosa transparência de nossa época, a janela de nossa era pela qual a luz incide sobre a história do cristianismo. Por intermédio dele, podemos ver o Salvador na história dos alemães. (Palavra do pastor alemão Siegfried Leffer)
Deus veio a nós por intermédio de Hitler (...) por intermédio de sua honestidade, de sua fé e de seu idealismo, o Redentor os encontrou (...). Hoje sabemos que o Salvador veio (...) temos apenas uma missão, sermos alemães e não cristãos. (Palavra do pastor alemão Juiu Leutherser,em 30 de agosto de 1933) [4]
Ainda temos a declaração de 1934, feita pelo grupo denominado Cristãos Alemães:
Somos muito gratos a Deus por Ele, como Senhor da História, ter-nos dado Adolf Hitler, nosso líder e salvador em nossa difícil situação. Reconhecemos que nós, de corpo e alma, estamos obrigados e dedicados ao estado alemão e ao seu Fuhrer. Essa servidão e obrigação contém para nós, cristão evangélicos, seu significado mais profundo e santo em sua obediência ao comando de Deus. [5]

Essa é uma clara amostra histórica do que pode acontecer quando nossa bondade cristã se transforma em ingenuidade política, quando nos tornamos simples como pombas e “prudentes como cordeiros para o matadouro”.
Ou quando deliberadamente ignoramos o mal que se avizinha ou com ele fazemos aliança, na esperança de que suas mandíbulas e garras não nos alcancem. Isso jamais funcionou e jamais funcionará.
 
Não são poucas as vozes que há algum tempo advertem à respeito da implantação de um governo socialista no Brasil. À princípio tais palavras foram recebidas com chacota, como paranoia e teoria da conspiração, não importando quantos documentos fossem apresentados.
Com o passar dos anos, a implantação de certas medidas nas leis, na educação, na estrutura jurídica e política da nação deram a entender que as advertências tinham fundamento.
 
O número de vozes foi aumentando e pessoas de diversas formações começaram a perceber a introdução de medidas que pouco a pouco estão conduzindo o país na direção socialista. As teorias de conspiração foram se revelando sólida previsão política. A hipótese de cubanização do Brasil, antes mitologia e lenda urbana, mostrou-se realidade quando a maré vermelha do Mar do Caribe inundou a vizinha Venezuela.
Então, com o inimigo na fronteira sendo tratado como amigo, o que antes foi delírio é agora possibilidade iminente. E os beijos e abraços dos atuais governantes aos Castros não deixa qualquer dúvida. Fica cada vez mais claro que os ingênuos eram os sábios e os espertos eram os ingênuos.
 
Ainda assim, há aqueles que insistem em chamar o mal de bem, insistem em esperar passiva e ingenuamente o melhor, mesmo com os cães do inferno ladrando à sua porta e escalando os muros do seu castelo.
Acreditam que fechar os olhos os fará desaparecer, como se a inocência auto imposta fosse capaz de exorcizar demônios.
 
Hoje são juristas, artistas, pensadores, jornalistas, religiosos e políticos que denunciam o avanço comunista no Brasil. A cubanização da medicina, a desestruturação estatal da família, o controle da imprensa e da internet, o enfraquecimento dos militares, a desmilitarização da PM, o controle político total, são medidas que já ganharam espaço e avançam a passos cada vez mais largos.  Utilizando-se de seus velhos truques ideológicos como democratização e o bem do povo, o domínio vai sendo implantando, pois a essência do socialismo não é a igualdade, mas o controle. [6]
Na verdade, as medidas destinadas a transformar o país em uma prisão socialista não são divulgadas no jornal das oito. Elas foram e estão sendo tomadas há anos de forma sutil, silenciosa e camuflada. Só serão percebidas quando já não houver reversão ou perigo para os arquitetos do mal, como aconteceu com o Foro de São Paulo, cuja história a grande maioria desconhece.

Nossa tendência é duvidar da possibilidade do mal totalitário. Preferimos acreditar que os grandes ideais, as grandes ideias e os grandes ideólogos estão sempre voltados para bem da humanidade, quando na verdade estão lutando por poder e mais poder, sem importar com a quantidade de sangue a ser derramada para isso. Fomos levados a pensar que socialismo é uma ideologia inocente e que os milhões de mártires e mortos no século XX foram meros acidentes históricos quando na verdade são resultados inevitáveis de seus pressupostos. Acreditamos ingenuamente que nossas boas intenções são universais e estamos dispostos a confiar em qualquer pessoa que afirme estar procurando o bem de todos, mesmo quando suas ações dizem justamente o contrário.

Todavia, a mera afirmação de boas intenções não garante a existência das boas intenções. Servem apenas para ocultar as más. O mal não tem compromisso nenhum com a verdade, somente consigo mesmo.
Definitivamente, a ingenuidade não nos salvará!
 
19 de maio de 2014
Eguinaldo Hélio de Souza

http://lorotaspoliticaseverdades.blogspot.com/2014/05/a-ingenuidade-nao-nos-salvara.html

Notas:
[1] http://www.jn.pt/PaginaInicial/Interior.aspx?content_id=472156&page=-1
[2] GELLATELY, Robert. Lênin, Stálin e Hitler – A Era da Catástrofe Social. Rio de Janeiro: Record, 2010, p. 410.
[3] RAUSCHNING, Hermann. Hitler me disse. Lisboa: Livraria Clássica Editora, 1940
[4] LUTZER, Erwin. A cruz de Hitler. São Paulo: Vida, p. 127.
 [5] ERICKSON, Millard. Introdução à Teologia Sistemática. São Paulo: Vida Nova, 127
[6] WILLIAMSON, Kevin D. O livro politicamente incorreto da esquerda e  do socialismo. Rio de Janeiro: Agir, 2013, p. XIII

A PREVISÍVEL SUBMISSÃO DA EUROPA PÓS-CRISTÃ AO ISLAMISMO

Internacional - Europa
Quase 200 filiais da empresa Subway eliminaram o presunto e o bacon dos seus menus (servindo no seu lugar comida halal) em resposta ao apelos dos seus clientes maometanos. A empresa de sandwiches afirmou que "depois de uma forte exigência por parte dos nossos clientes muçulmanos", 185 outlets do Reino Unido e da Irlanda introduziram carne halal, que é preparada segundo os rigorosos rituais islâmicos.
Em arábico "halal" significa "permitido" ou "legal", e define tudo o que é permitdo ou legal segundo a doutrina islâmica. Essa expressão é frequentemente usada para indicar comida - particularmente carne - que foi preparada de acordo com os princípios e as técnicas maometanas.
Os maometanos estão proibidos de comer qualquer tipo de carne não-halal (bem como carne de porco), e a Subway disse que os seus clientes podem identificar as lojas que vendem comida halal pelo sinal especial "Toda a carne é halal", que tem que ser exibido em filias associadas. Em filiais que só vendem carne halal o presunto e o bacon foi substituído pelo presunto e pelas fatias de peru.
Muitas organizações que lutam pelos "direitos dos animais" condenam a matança halal como sendo cruel para os animais. Tradicionalmente, em matadouros halal, os pescoços dos animais são cortados enquanto os animais estão totalmente conscientes, uma práctica que os activistas dos "direitos dos animais" qualificam de "desumana" e desnecessariamente cruel. Em matadouros não-halal, como forma de impedir qualquer tipo de sofrimento desnecessário, os animais são atordoados antes de serem mortos.
Alguns talhos halal practicam algum tipo de atordoamento dos animais, embora isso não seja permitido por parte de alguns eruditos maometanos.
Na Grã-Bretanha matar um animal sem o atordoar previamente é ilegal, mas a lei dá uma isenção especial aos produtores de carne maometanos e judeus com base nas suas religiões. Crê-se que existam cerca de 12 matadouros por todo o Reino Unido dedicados a matança de animais sem os atordoar previamente, ao mesmo tempo que centenas de outros matadouros practicam a matança halal depois de atordoar os animais.
Uma porta-voz da Subway disse ao MailOnline que toda a carne halal servida nas filiais envolvidas vem de animais que foram previamente atordoados antes de serem mortos:
A crescente popularidade da cadeia Subway juntamente com a população diversificade multicultural do Reino Unido e da Irlanda significa que temos que balancear os valores das imensas comunidades religiosas comm o propósito geral de aumentar os padrôes de saúde e e bem-estar dos animais.
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Quase 200 filiais da empresa Subway eliminaram o presunto e o bacon dos seus menus (servindo no seu lugar comida halal) em resposta ao apelos dos seus clientes maometanos. A empresa de sanduíches afirmou que "depois de uma forte exigência por parte dos nossos clientes muçulmanos", 185 outlets do Reino Unido e da Irlanda introduziram carne halal, que é preparada segundo os rigorosos rituais islâmicos.

halalsubway

Em arábico "halal" significa "permitido" ou "legal", e define tudo o que é permitdo ou legal segundo a doutrina islâmica. Essa expressão é frequentemente usada para indicar comida - particularmente carne - que foi preparada de acordo com os princípios e as técnicas maometanas.

Os maometanos estão proibidos de comer qualquer tipo de carne não-halal (bem como carne de porco), e a Subway disse que os seus clientes podem identificar as lojas que vendem comida halal pelo sinal especial "Toda a carne é halal", que tem que ser exibido em filias associadas. Em filiais que só vendem carne halal o presunto e o bacon foi substituído pelo presunto e pelas fatias de peru.

Muitas organizações que lutam pelos "direitos dos animais" condenam a matança halal como sendo cruel para os animais. Tradicionalmente, em matadouros halal, os pescoços dos animais são cortados enquanto os animais estão totalmente conscientes, uma prática que os ativistas dos "direitos dos animais" qualificam de "desumana" e desnecessariamente cruel. Em matadouros não-halal, como forma de impedir qualquer tipo de sofrimento desnecessário, os animais são atordoados antes de serem mortos.

Alguns talhos halal praticam algum tipo de atordoamento dos animais, embora isso não seja permitido por parte de alguns eruditos maometanos.

Na Grã-Bretanha matar um animal sem o atordoar previamente é ilegal, mas a lei dá uma isenção especial aos produtores de carne maometanos e judeus com base nas suas religiões.
Crê-se que existam cerca de 12 matadouros por todo o Reino Unido dedicados a matança de animais sem os atordoar previamente, ao mesmo tempo que centenas de outros matadouros practicam a matança halal depois de atordoar os animais.
Uma porta-voz da Subway disse ao MailOnline que toda a carne halal servida nas filiais envolvidas vem de animais que foram previamente atordoados antes de serem mortos:

A crescente popularidade da cadeia Subway junto à população do Reino Unido e da Irlanda significa que temos que balancear os valores das imensas comunidades religiosas com o propósito geral de aumentar os padrões de saúde e e bem-estar dos animais.

(Com informações do Daily Mail.)


19 de maio de 2014

in blog Perigo Islâmico

MILIONÁRIOS DA CHINA EM FUGA: PRENÚNCIO DE UMA NOVA PERESTROIKA?

Artigos - Globalismo 
O leitor médio é porcamente ludibriado pela mídia nacional e global que trata de ocultar as informações sobre a verdadeira China.
Elogiar o “modelo chinês” é elogiar o regime mais monstruoso, genocida e desumano de toda a história da humanidade – tanto no seu passado quanto no seu presente.

banheira
Duas visitantes tiram fotografias de uma banheira de ouro na Feira dos Milionários
em Xangai, China.

Com as seguintes palavras o Ion Mihai Pacepa descreve a realidade da nomenklatura (“a elite”) comunista:
(...) Para a população romena normal, a palavra nomenklatura significa a elite, a superestrutura social reconhecível por seus privilégios. As pessoas da nomenklatura não viajam de ônibus ou de carros. Eles utilizam carros do governo. A cor e o modelo do carro indicam a graduação do seu dono na hierarquia: quanto mais escuro, mais alta é a sua posição (…) Os integrantes da nomenklatura não vivem em apartamentos construídos no regime comunista. Tal como eu recebi, eles recebem villas nacionalizadas ou apartamentos de luxo que anteriormente pertenciam aos capitalistas (…) Durante o verão, as pessoas da nomenklatura não são vistas nas lotadas e suadas praias públicas de Bucareste. Eles vão a balneários em áreas especiais ou passam o fim de semana numa villa em Snagov, um resort há 40 km de Bucareste. Os integrantes da nomenklatura não passam suas férias aglomerados como sardinhas nas colônias em estilo soviético. Eles possuem as suas próprias casas de férias. Quanto mais escuro o automóvel, mais próxima à casa de férias fica da casa de veraneio de Ceausescu (…) Eles não ficam numa fila ao relento defronte uma policlínica de modelo soviético, onde o tratamento é gratuito, mas você é mal tratado desde o porteiro e onde não é possível gastar mais que 15 minutos com um doutor que tem de atender pelo menos 30 pacientes no seu turno de oito horas. Eles não têm de ir a hospitais normais, onde duas pessoas têm de dividir o mesmo leito. Eles possuem hospitais luxuosos no estilo ocidental dos hospitais Hellias, que foram construídos como uma fundação privada na época antes do comunismo (...) Quantos hospitais só seus a Rainha da Inglaterra tem? (…) Nenhum. Este é o número. O Camarada [Ceausescu] tem um hospital só para si. E médicos que tratam exclusivamente dele e da família dele. (...)”
(Red Horizons. Pg. 171-172 e 419)
 
Peço ao leitor a gentileza de ler a notícia abaixo. Ela, por si só, é imensamente interessante. Ao término dela farei alguns comentários sobre o que essa movimentação oculta e sobre o inevitável colapso do sistema chinês.
 
Uma avalanche de milionários chineses invade a Austrália
Laura Millan Lombraña
Tradução: Francis Lauer
 
Uma iniciativa do governo australiano de conceder residência permanente a multimilionários estrangeiros fez disparar a presença de chineses endinheirados no país. A chegada deles catapultou os preços do mercado imobiliário assim como a demanda por produtos de luxo e por atividades nos megacassinos na Austrália.
O visto para investidores significativos (SIV na sigla em inglês) permite que qualquer cidadão estrangeiro obtenha uma permissão para residência permanente na Austrália caso invista 5 milhões de dólares australianos (10 milhões de reais) no país durante quatro anos e que permaneça no país, no mínimo, cem dias a cada ano.
 
Desde a introdução dessa medida, em novembro de 2012, o governo recebeu um total de 981 solicitações, 92% das quais oriundas de cidadãos chineses. Em dezembro havia sido concedidos 88 vistos, o que equivale a um investimento total de, no mínimo, 440 milhões de dólares australianos (907 milhões de reais). Os dados do Departamento de Imigração mostram que as solicitações de vistos em espera de aprovação equivalem a aproximadamente 3 bilhões e 500 milhões de dólares (9 bilhões e 100 milhões de reais).
 
“Os multimilionários chineses estão começando a olhar para fora, em busca de economias estáveis para investir seu dinheiro e onde também exista uma excelente qualidade de vida e um bom sistema educacional para seus filhos”, explica Mark Wright, sócio da Deloitte Austrália e especialista em fluxos migratórios.
Wright assegura que “os benefícios são óbvios: a maior parte desse capital destina-se à compra da dívida do Governo australiano, pois é um investimento seguro”. Os multimilionários chineses normalmente gastam o restante em infraestrutura ou em propriedades imobiliárias.

A “explosão” no mercado imobiliário

A Unique Estates é uma das agências que oferece oportunidades de investimento em propriedades de alto padrão em Sidney. Uma de suas agentes, Sally Taylor, afirma que o mercado vivenciou uma “explosão” desde que os novos vistos passaram a vigorar.
 
“Os compradores chineses agora são nossos principais clientes”, tantos aqueles que compram ativos imobiliários para investir como aqueles que adquirem residências de luxo para morar, afirma ela. Os investidores chineses entraram com tanta força no mercado que “restam poucos projetos disponíveis para investir e a oferta é muito limitada”.
 
O mercado de casas de luxo também começou a sofrer uma saturação. “Há um ano a demanda era de casas de quatro a seis milhões de dólares, porém, hoje, o movimento está em torno das de oito a dez milhões de dólares e começamos a ver alguma movimentação em residências de mais de vinte milhões que não enxergávamos fazia anos”, explica Taylor à reportagem.
 
A compra intensiva de propriedades por parte de investidores chineses é um dos fatos que tem elevado o preço de residências na Austrália e, sobretudo, em Sidney. Auxiliado também pela taxa de juros na mínima histórica, o preço dos imóveis naquela cidade subiram 15% apenas em 2013, frente a um aumento médio de 9,8% no restante da Austrália, segundo um estudo da RP Data.
 
Ao passo que o país debate a respeito da existência de uma bolha imobiliária que poderia estourar a qualquer momento, Taylor argumenta que “os preços seguirão subindo por existir demanda suficiente por parte do investidor chinês que os sustentem”.
 
Em uma cidade que, pouco a pouco, passa a ser propriedade de chineses milionários e onde nas lojas de produtos de luxo fala-se mais mandarim do que inglês, é difícil perceber esses investidores especialmente opacos que, além disso, viajam em jatinhos particulares e deslocam-se em carros com motorista. Os testemunhos mais confiáveis são daqueles que tratam diretamente com eles.

No 'The Star' – o maior cassino de Sidney – chá e camarotes

Lisa Song administra uma casa de chá junto ao The Star, o maior cassino de Sidney e o segundo maior da Austrália. À Lisa foi - “desesperada”, recorda ela – uma pessoa encarregada de atender os clientes mais ricos do cassino. “Os milionários chineses que iam ao cassino não bebiam o seu chá”, explica essa jovem mãe que trabalhou no distrito financeiro da cidade até juntar o suficiente para abrir a casa de chá.
 
Song resolveu o problema importando “o chá mais exclusivo da China; que cresce apenas em uma montanha e cujo preço por uma grama pode ir de um a dez dólares”, explica enquanto acaricia carinhosamente a caixinha onde guarda as folhas secas.
 
Dentro do cassino de Sidney, faz-se evidente a presença de jogadores asiáticos num labirinto de 1500 máquinas caça-níqueis e umas trinta mesas de black jack. A última novidade, uma máquina luminosa chamada Duo Fu Duo Cai, atrai dezenas de pessoas com traços asiáticos.
 
Porém, os multimilionários chineses se escondem na sala Sovereign. Esse lugar exclusivo e zelosamente vigiado por agentes de segurança com cara de poucos amigos abriga as mesas de jogo onde a aposta mínima gira em torno de 25.000 a 75.000 dólares australianos (51.000 a 155.000 reais) e uma terceira mesa onde a aposta mínima oscila entre 100.000 e 500.000 dólares australianos (205.000 a 1.030.000 reais).
 
A quantidade de conversíveis e limusines estacionados frente à porta do cassino em qualquer um dos dias e a ida e vinda de mulheres asiáticas com cabelo esplendoroso e compridas unhas avermelhadas não parecem indicar outra coisa a não ser uma pujante prosperidade. E, não obstante, o The Star encontra-se em plena decadência.
 
O governo australiano confirmou em outubro de 2013 a concessão dos terrenos de Barangaroo, em pleno distrito financeiro de Sidney e uma das zonas mais cobiçadas da Austrália, ao magnata do jogo James Packer, o qual anunciou um investimento de 1 bilhão e 300 milhões de dólares australianos (2 bilhões e 700 milhões de reais) para a construção de um complexo de hotéis e cassinos com uma torre de 70 andares de altura. O novo cassino de Barangaroo admitirá apenas os assim chamados “apostadores VIP”, ou seja, aqueles que são capazes de apostar um mínimo de 10.000 dólares australianos (21.000 reais).
 
Durante a apresentação do projeto, que incluirá hotéis de seis estrelas, 120 mesas de jogo e dez salões de jogo privativo, Packer tratou de recordar aos investidores – chineses em sua maioria – que os benefícios estão assegurados. O magnata do jogo calculou os impostos dos primeiros 15 anos de atividade em 1 bilhão de dólares australianos (2 bilhões e 100 milhões de reais) e relembrou outra cifra chave: 75% dos jogadores VIP no mundo provêm da China.
 
A brecha aberta pelas autoridades (australianas) desencadeou uma avalanche de capital chinês na Austrália. Enquanto o país esforça-se para abrir amplamente as portas ao gigante asiático, tudo indica que a transição de Sidney para uma nova Macau ou uma nova Hong Kong, ou outra Xangai, não fez nada mais do que começar.

(Fonte:
http://www.elconfidencial.com/mundo/2014-04-22/ganar-la-residencia-a-golpe-de-chequera-un-alud-de-millonarios-chinos-toma-australia_113903/)

Ao leitor desavisado esta notícia indicaria a pujança econômica do “modelo chinês” e o seu bom sucesso na promoção de uma imensa e benéfica prosperidade à população da China. Nada mais falso. Este tipo de interpretação só ocorre pois o leitor médio é porcamente ludibriado pela mídia nacional e global que trata de ocultar as informações sobre a verdadeira China ao mesmo tempo em que trata a China comunista com uma dignidade que é – de todo – indigna. Elogiar o “modelo chinês” é elogiar o regime mais monstruoso, genocida e desumano de toda a história da humanidade – tanto no seu passado quanto no seu presente.
 
Um panorama da China real está disponível na entrevista dos Editores do jornal Epoch Times à Radio Vox (1) onde ao longo de duas horas um cenário amplo, surpreendente, realista e aterrador é descrito. Os editores do Epoch Times revelam, por exemplo, que 27% dos milionários com mais de 18 milhões de dólares já foram embora da China e que metade planejam sair do país. Entre os ricos com mais de 1 milhão e 800 mil dólares, 60% já abandonaram o país (2). Mais grave do que isso: 90% dos integrantes do Comitê Central do Partido Comunista Chinês (“a elite da elite”) possui dupla cidadania ou já enviou seus parentes para o exterior (3). Essas informações revelam que há por parte da nomenklatura do regime comunista chinês uma percepção clara que o país está à beira do total colapso da sua estrutura social, de um cataclismo ambiental sem precedentes no mundo (4) e de uma acachapante falência econômica que não tem como ser solucionada (5).
 
Estaríamos vendo os sinais prévios de uma nova Perestroika (“reestruturação” ou mais vulgarmente “'queda' do regime comunista”)? As evidências históricas, factuais e teóricas parecem indicar que sim. Em artigo recente, o filósofo Roger Scruton fez uma reminiscência histórica condensada sobre o que se passou nos subterrâneos da “queda” da União Soviética. Disse ele:

(...) Por que razão, de forma súbita e sem nenhum aviso prévio verdadeiro, a elite soviética abdicou do poder de mando e silenciosamente retirou-se do governo? A resposta é simples: porque era do interesse deles fazer tal coisa. (...) Ao longo de um período de setenta anos, a União Soviética construiu um sistema de espionagem e um sistema bancário subterrâneo que em essência conferiu à elite da KGB praticamente total liberdade de movimento no continente Europeu, bem como um sistema de finanças pessoais seguro.
Já em 1989 os oficiais de alta patente (...) possuíam propriedades no Ocidente e já haviam transferido para suas contas em bancos suíços a sua parcela de bens furtados ao povo russo no decorrer de décadas. Então eles perceberam que esse processo poderia ser completado sem nenhum custo adicional. Através da privatização da economia soviética para si próprios e, pela adoção de uma máscara de governo democrático, a elite apartou-se do comunismo, ingressando no mundo das celebridades (...)
(Artigo:
O modo errado de lidar com o presidente Putin, publicado no MSM)

O analista político Heitor de Paola aprofunda a questão (grifos do autor):

(...) As relações dos EUA com os países comunistas sempre se pautaram pela oscilação entre enfrentamento e pacificação (...) Os soviéticos, e hoje os chineses, estão preparados para mudar sua tática de acordo com estas mudanças, porém perseguindo os mesmos objetivos estratégicos.
A Perestroika não passou de uma continuação da mesma estratégia que desenvolve desde 1958. Como já disse anteriormente, o termo reestruturação não se aplica à aparência de 'profundas' transformações no mundo comunista, mas exclusivamente da reestruturação da visão que o Ocidente tem do mundo comunista, fazendo acreditar na dissolução da ideologia comunista (…) criar a impressão de que a burocracia soviética estava se tornando mais democrática e ocidentalizada (…) o que interessa é manter a Nova Classe no poder (...)
(Livro:
O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial, Cap. IX. Pg. 183-184. É Realizações.)

Ambas as referências indicam que está ligada à aparente dissolução de um regime comunista: 1) o fluxo de pessoas e capitais para o exterior, rumo a paraísos fiscais e refúgios capitalistas seguros; e 2) o desenvolvimento de uma estratégia de longo prazo multifacetada que engloba o uso de um estratagema de ocultação de uma velha ordem sob a roupagem de uma “nova ordem”.
O ex-chefe de espionagem da Romênia Comunista, Ion Mihai Pacepa, logo no prefácio da edição de 1990 do seu primeiro livro publicado em 1987, num tom lúgubre e admonitório afirma (tradução e grifo meus):

(...) A destituição de Ceausescu fora, no entanto, o fim de um tirano, e não o fim do sistema que o alçou ao poder. Muitos dos líderes do governo atual são mencionados [neste livro]. Na ausência da qualquer oposição organizada e de um modelo democrático, a estrutura comunista de governo da Romênia permanece essencialmente no mesmo lugar, apta a, talvez, com o tempo, produzir outro Ceausescu. Tenhamos esperança que isto não aconteça, mas se acontecer, tenhamos esperança que o Ocidente não cometa os mesmos erros que cometeu com Ceausescu – erros que eu documento neste livro.
(Red Horizons. Ed. Regnery Gateway)

Lamentavelmente, passados quase trinta anos, o Ocidente ainda não aprendeu a lição. A crítica do filósofo Roger Scruton, a eleição do Barack Hussein Obama (descrito pelo Dr. Alan Keyes com a frase: “O Obama é um comunista radical e ele irá destruir este país; ou nós o paramos ou os EUA deixarão de existir”) e ainda o sucesso do Foro de São Paulo na América Latina, e também a ampliação do abismo moral e espiritual do Ocidente são provas que os erros mencionados pelo Pacepa continuam sendo cometidos impunemente.
 
O que esperar da dissolução traumática e inimaginada de um regime comunista que rege a vida de 20% da população mundial num espaço pouco maior que o Brasil, um país que possui arsenal nuclear, mas cujos recursos naturais (terra, ar e água) estão profundamente contaminados e espoliados?
 
O que esperar de uma “nova era” pautada por um estado súbito de maior ou menor anomia de uma população que foi monstruosamente apartada das suas raízes e valores culturais, espirituais e tradicionais?
 
Como a cristandade fará para responder a uma súbita liberação de uma imensa demanda reprimida por mais cristianismo?
 
Quais serão os novos desafios que uma possível dissolução dos “últimos” (?) bastiões de um comunismo antigo e ortodoxo (China e Coréia do Norte) irá impor a conservadores e anti-comunistas?
 
 Estas são algumas das diversas questões que o avanço do projeto revolucionário na China descortinará em todo o mundo.
Dentro de três anos iremos rememorar os 100 anos (um século!) da Revolução Russa e da Aparição de Nossa Senhora em Fátima que a precedeu, um momento repleto de significação e de certo modo propício para novos grandes abalos na história humana.

Notas:


(1) Um índice completo para a Entrevista da Radio Vox com os editores da Epoch Times com todos os assuntos tratados pode ser encontrado aqui: http://bit.ly/1jO0Ef7.
 
(2) e (3) Imigração dos ricos da China (Entrevista Radio Vox – Epoch Times: 51:23) e 90% do Comitê Central do PCC tem duplo passaporte ou já enviou a família (Entrevista Radio Vox – Epoch Times: 1:30:53)
 
(4) Questão ambiental na China (Entrevista Radio Vox – Epoch Times: 34:00). Poluição atroz, fim dos recursos naturais baratos (Entrevista Radio Vox – Epoch Times: 1:19:20).
 
(5) Situação econômica (Entrevista Radio Vox – Epoch Times: 1:16:00). Mão de obra escrava. Beco sem saída do aspecto econômico (Entrevista Radio Vox – Epoch Times: 1:34:40).

19 de maio de 2014
Francis Lauer é tradutor

PROPOSTA PARA A COPA: COTAS PARA JAPONÊS

Artigos - Humor 
jpsoccerJá que a moda são as cotas raciais, vou dar a minha contribuição.
Proponho uma lei de cotas para japonês em times de futebol. Isso mesmo, cada equipe deverá ter pelo menos um jogador titular de origem nipônica.

A razão disto é muito simples: trata-se de corrigir um erro histórico! Em mais de 100 anos de imigração japonesa, nenhum dos grandes times de futebol jamais teve um único jogador japonês de destaque! Apesar de constituir boa parte da população brasileira, a participação oriental no futebol é zero, nada, nadinha!!

Além disso, os meninos japoneses precisam se livrar da tirania paterna (e materna também) que os obriga a estudar para serem médicos, engenheiros, advogados, dentistas e inúmeras outras profissões de destaque. Mais ainda: depois de chegar em casa, após horas de estudo na escola, os pais ainda obrigam o japonesinho a ir ao Kumon!
Onde já se viu tamanha exploração capitalista? Onde é que o menininho vai aranjar tempo para jogar bola e treinar?

japinhaA lei deve ser bem clara: nada de colocar japonês no banco de reservas! Deve ter a participação mínima de 1/11 no elenco principal. E, para evitar malandragens na substituição, o banco deverá contar com pelo menos dois outros nipônicos.

A determinação de origem será feita por métodos científicos, aqueles citados anos atrás por um sindicalista, que garantiu que as cotas raciais podem seguir critérios estritamente racionais. Isso é muito bom, para o caso de espertinho índio, peruano, chinês ou coreano querer se passar por japonês.
Vamos aproveitar para aprovar logo esta lei. A Copa do Mundo está às portas!

Aviso:


Peço aos leitores do Mídia Sem Máscara que me ajudem a elucidar um mistério. Na semana passada, todas as curtidas do meu post "Cota para japonês" desapareceram misteriosamente. Sumiram. Evaporaram.
O que pode ter acontecido? Algum problema no Wordpress? Boicote? Invasão? Alguém se sentiu ofendido? Tentei contato com o Wordpress mas não consegui. Por isso, recorro aos leitores do MSM.
Vamos lá, faltam poucos dias para o início da Copa e ainda dá tempo de aprovar esta lei em regime de urgência!

19 de maio de 2014
Ricardo Hashimoto é engenheiro e coach.

MULTICULTURALISMO E ESTUPIDEZ CRIMINOSA


 Media Watch - O Estado de São Paulo
Hoje em dia, contra os cristãos, vemos no mundo inteiro: discriminação social, institucional, corporativa, legal, supressão da atividade missionária, imposição de conversão forçada a outras religiões e supressão da adoração pública.

O filósofo alemão Eric Voegelin nos diz que ninguém tem o direito de ser estúpido.

A estupidez, quando praticada, é algo que pode nos trazer infortúnios. Segundo ele, não há qualquer direito básico ou liberdade na letra da constituição nos garantindo o direito de criar problemas para nós mesmos, apesar de não ser necessariamente um crime ser um inveterado praticante da estupidez individual. Todavia, quando o sujeito começa a ser estúpido ao ponto de causar danos a muitas pessoas (especialmente se tratando dos milhares, ou mais), passa-se então a falar da estupidez criminosa.

Falando nisso, o jornalista e homem da direita multicultural-liberal (sic), Gustavo Chacra, disse de modo retumbante que tudo o que foi dito sobre o martírio de cristãos é uma sórdida mentira. A fonte dele é nada menos que a BBC, a rede cujo anticristianismo só não é óbvio a quem nunca ouviu falar em BBC. Embora somente o fato de o jornalista ter usado autofagicamente a BBC para falar sobre tal assunto já nos habilitasse a chamá-lo de um autêntico estúpido de intensidade criminosa, temos alguns outros agravantes:

(1) Chacra chama de “islamofobia” estudar o assunto e constatar que a maioria dos martírios de cristãos são perpetrados por islâmicos;

(2) Ele e a articulista da BBC consideram apenas os dados do Center for the Study of Global Christianity (CSGC), portanto, se o CSGC errou, o campo inteiro de estudos sobre o martírio de cristãos está, de modo subentendido, condenado;

(3) Ele diz que o problema no islamismo é quase o mesmo, pois islâmicos estão matando islâmicos;

(4) Chacra acha que ao mudar ― ou refutar ― um número, o problema da perseguição aos cristãos está resolvido ou, na melhor das hipóteses, passa a ser um problema secundário indigno de séria atenção.

Todos que visitam este site de media watch sabem do que se trata o tal multiculturalismo que Guga e as classes política, intelectual e midiática do Ocidente tanto amam. Olavo de Carvalho, que é o fundador do site, já nos disse incontáveis vezes o quão baixo é esse empreendimento que, em última instância, pretende varrer o cristianismo da face da Terra e todos os valores que ele traz consigo. Vale tudo para chegar a isso.

Talvez infectado pelo dito multiculturalismo, Gustavo Chacra ou não sabe ou oculta a razão correta desses números (ignorância NÃO é circunstância atenuante quando se trata da estupidez criminosa a qual fala Voegelin). O Sr. Chacra não explica que esses números dizem respeito a assassinatos in odium fidei [“em [explícito] ódio da fé”], ou seja, assassinar alguém especialmente por causa da fé que essa pessoa professa ou por causa dos atos que ela comete por possuir uma determinada fé [1]. Ele não explica que os dados sobre martírios não devem ser comparados com dados de assassinatos comuns, e que a refutação séria desses mesmos dados sobre martírios exigiria um outro estudo sério e trabalhoso por se tratar de um fenômeno social diferente do assassinato dito comum. É algo que vai além de olhar entrelinhas de relatórios e denunciar erros de nota de rodapé naquele tom olímpico de quem salvou o mundo de uma impostura.

Além de minimizar o fenômeno com base em apenas uma única fonte, ao falar de "islamofobia", Chacra esquece que, no final das contas, são ainda assim os cristãos que fazem parte do grupo mais perseguido do planeta, e não os islâmicos. Só no século XX, mais de 45 milhões perderam suas vidas nos termos de assassinatos in odium fidei, isto é, martirizados. Já no século XXI, se considerarmos números mais comedidos, temos mais de 100.000 martírios até o momento; Se considerarmos os dados do GSGC refutados pela jornalista da BBC, ultrapassaríamos facilmente a marca de 1 milhão de martírios. 

E não só de martírios vive o anticristianismo. Hoje em dia vemos no mundo inteiro contra os cristãos: discriminação social, discriminação institucional, discriminação corporativa, discriminação legal, supressão da atividade missionária, supressão de atividades que visam a conversão, conversão forçada a outras religiões impostas aos cristãos e supressão da adoração pública [2]. Todas essas práticas já atingem centenas de milhões de pessoas do mundo e as consequências são enormes. 

Perseguir cristãos é uma coisa a qual os cristãos de todas as denominações devem esperar. O próprio Cristo e seus apóstolos não deixaram margem para dúvidas quando disseram que os cristãos seriam perseguidos desde o seu próprio fundador até literalmente o fim dos tempos. Entretanto, constatar a inevitabilidade dessa perseguição não deve ser impedimento para constatar que Gustavo Chacra usa e abusa da estupidez criminosa sem dar margem para qualquer circunstância atenuante. Estamos diante de mais um exemplar (dentre milhares) da escória jornalística e cultural que merece a reprovação até da lata do lixo da história: preguiçosa, maliciosa e insistentemente estúpida.

Notas:


[1] Um exemplo: um padre morrer num latrocínio não caracteriza martírio. Entretanto, se um padre que vive de espalhar a fé cristã e a conversão dos pecadores for assassinado justamente por fazer isso, então aí sim caracteriza-se o martírio.

[2] v. o livro The Global War on Christians - Dispatches from the Front Lines of Anti-Christian Persecution do jornalista John L. Allen Jr. Na obra ele considera, sem qualquer triunfalismo, os dados que chegam aos 7.300 martírios por ano por não adotarem, por exemplo, o conceito mais elástico de martírio que foi adotado pelo Center for the Study of Global Christianity. Contudo, ele também leva em conta outra dezena de fontes, inclusive o próprio CSGC, que estima algo entre 100.000 e 150.000 martírios na média da primeira década do século XXI. Enfim, não se trata de considerar apenas uma fonte e dar ali o problema como resolvido, mas sim fazer uma articulação entre todas elas. É o mínimo que devia se esperar de alguém que vai tocar em um assunto tão delicado.

19 de maio de 2014
Leonildo Trombela Junior é jornalista e tradutor.