"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 2 de março de 2016

ASSESSORIA DE BÊBADO: LULA FAZ PIADA COM PEDALINHOS DO SÍTIO DE ATIBAIA EM REDE SOCIAL

Assessoria de bêbado: Lula faz piada com pedalinhos do sítio de Atibaia em rede social


Pelo jeito, não é só o chefe que mama com força. A assessoria também é chegada na manguaça.
Vejam a que ponto chega o despudor de Lula e sua equipe:

A equipe de assessoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva resolveu fazer piada com a investigação sobre a propriedade do sítio em Atibaia frequentado pelo petista e por sua família.
Uma postagem assinada pela “equipe Lula” no perfil oficial do ex-presidente no Facebook usa os pedalinhos de cisne do sítio — que teriam capas com os nomes dos netos de Lula e foram adquiridos por um servidor da Presidência designado para trabalhar com ele — para ironizar a imprensa.
“Os pedalinhos de cisne: quem são? O que fazem? Como vivem? Sexta-feira, no Globo Repórter”.
A postagem usa a imagem do apresentador Sérgio Chapelin e o logotipo do programa da Globo. No post, os assessores de Lula postaram as hashtags #jornalismopedalinho e #spotlight, numa referência ao filme vencedor do Oscar, que retrata os bastidores de uma grande reportagem.

Os autores da piadinha devem achar que ajudam o chefe. Nos comentários, apoio ao petista divide espaço com pesadas críticas, que acusam o ex-presidente de recorrer às piadas por não ter como se defender. (Radar On-line)
02 de março de 2016
in coroneLeaks

DELAÇÃO: PARA A LAVA JATO É TUDO OU NADA



Um dos coordenadores da força-tarefa da Operação Lava-Jato e negociador de colaborações premiadas, o procurador federal Carlos Fernando dos Santos Lima disse ontem considerar pouco factível a hipótese do que classificou como uma “delação pela metade” por parte de executivos da Odebrecht, com aval de Marcelo Odebrecht.

A possibilidade de delação foi mencionada em notas publicadas nos últimos dias. Por meio de sua assessoria, a Odebrecht nega a estratégia e diz se tratar de hipótese divergente da linha de defesa jurídica escolhida pela empresa.

— Acordo parcial, onde o executivo só entrega parte dos fatos que sabe, talvez esteja só na imaginação das pessoas. Não é assim que as coisas funcionam. Eles podem até querer falar. Mas não será feito de acordo com beneplácito da empresa. Se vier com metade da história, não tem acordo. Para a delação ocorrer, ela tem que vir com sinceridade — disse Carlos Fernando.

Para a força-tarefa, as colaborações só ocorrem quando o delator confirma fatos já apurados com base em provas colhidas pela Lava-Jato, e ainda apresenta fatos novos. Assim, para aceitar a delação de um executivo da Odebrecht, um dos primeiros passos seria que eles estejam dispostos a admitir crimes de corrupção, inclusive com participação de Marcelo Odebrecht. Para a Lava-Jato, ele sabia dos pagamentos de propina.

— Depois que Camargo Corrêa e outras grandes empresas fecharam acordos, ficou mais difícil ocorrerem novas colaborações. Os fatos estão esclarecidos. Talvez já esteja na hora de punir algumas pessoas pelos crimes que cometeram — afirmou o procurador.

De acordo com o jornalista Ricardo Noblat, Léo Pinheiro, ex-presidente da construtora OAS, já condenado pela Lava-Jato, reuniu parte da família na semana passada e comunicou que decidiu fazer delação. Condenado a 16 anos de prisão pelo juiz Sérgio Moro, Pinheiro foi solto, mas usa tornozeleira eletrônica. Se for condenado pela 2ª instância, voltará a ser preso. Ele enfrenta sérios problemas de saúde.

De acordo com o blog de Lauro Jardim, o pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, deu início às conversas com o MPF para fazer delação premiada. Um dos pontos que interessam aos procuradores é que Bumlai dê detalhes sobre os supostos R$ 2 milhões que o lobista Fernando Baiano disse ter repassado a pedido dele para nora de Lula. (O Globo)

02 de março de 2016
in coroneLeaks

A POLÍTICA, OS MAUS POLÍTICOS E OS MAUS ELEITORES

Revolta, insatisfação, busca de novos caminhos na política caracterizam atualmente um fenômeno mundial.

Não acontece apenas no Brasil.

Cresce nas disputas eleitorais o chamado candidato “outsiders” (vem de fora).

Sem vocação política. Sem espírito público. Sem propostas, ou novidades confiáveis.

Todos fabricados em laboratórios experimentais, que aproveitam os momentos de crise para crescerem, hasteando falsas bandeiras.

Por trás dessas bandeiras, se esconde, regra geral, a hipocrisia, contagiada pelos precedentes de conluio com a corrupção.

A prova maior é o quadro político dos Estados Unidos, o país ícone da democracia.

Donald Trump, por exemplo, o empresário milionário e candidato à Presidência, foi acusado pela Procuradoria de Nova York de práticas de enganar os consumidores, sendo reivindicada pela justiça a devolução de mais de US$ 40 milhões para os mais de 5 mil norte-americanos prejudicados.

Esse quadro diagnostica claramente, séria crise de representação política nas democracias globais.

Para o sociólogo Luis Fernando Ayerbe “O eleitorado norte-americano perdeu o medo de votar naquilo que é menos conhecido, mas oferece algo diferente.

Isso começou com Obama e parece que é um fenômeno que veio para ficar.

Podemos fazer um paralelo com a América do Sul, entre o final da década de 1990 e início dos anos 2000.

Na época, embora tivéssemos candidatos à esquerda, parecia natural que a vitória seria naturalmente da centro-direita, ou seja, partidos do sistema.

E, de repente, houve uma reviravolta, surgiram novas lideranças e a população não teve medo de votar em candidatos que pareciam desconhecidos e de esquerda, que representavam algo diferente, um mundo diferente”.

Um estudo da Fundação Bertlsmann, da Alemanha, constatou retrocesso da democracia e da economia social de mercado em todo o mundo e o aumento da influência da religião e o poder econômico sobre as instituições políticas e jurídicas.

A influência da religião na política, por exemplo, cresceu em 53 países nos últimos dez anos e recuou em apenas 12.

A democracia e a economia social de mercado encontram-se em retrocesso em todo o planeta”, diz a conclusão do estudo.

De 129 países pesquisados, apenas seis alcançaram a qualificação de boa qualidade de governança, o que representa o nível mais baixo desde 2006.

O mais grave é que há dois anos as autocracias consideradas “duras”, aumentaram de 58% para 73%.

O estudo conclui que, na grande maioria dos países da Europa Oriental, existem atualmente maiores restrições à liberdade de imprensa e de expressão, do que há dez anos.

Esse quadro de crise econômica favorece dois fenômenos constantes nos países tidos como democráticos: o crescimento do populismo e a tentativa das elites econômicas de extrema direita eliminarem o estado e substituí-lo pelo poder do mercado.

Pregam abertamente que o Estado deveria ser igual à empresa particular, ao invés do estado e empresa absorverem reciprocamente as regras de eficiência já testadas, sem prejuízo de que as funções privadas e sociais de cada um sejam absolutamente diferentes.

O fertilizante dessas ideias exóticas, pregadas por extremistas, são justamente a pobreza, desigualdade e a falta de perspectivas econômicas para boa parte da população.

Os modelos sociais, econômicos e políticos até agora se preocuparam com os extremos, ou seja, concentração de renda beneficiando os ricos, ou distribuição irresponsável de renda, a pretexto de ajudar os pobres.

Ambos modelos estão dando errado no mundo.

O verdadeiro desenvolvimento e a preservação das liberdades terão que passar por investimentos na educação, saúde e luta contra a desigualdade.

Isso pressupõe a igualdade de oportunidades, que estimule os empreendedores privados e atendam às carências coletivas, através do desempenho ético do estado.

O mercado, a empresa privada, a inovação, os incentivos do poder público são totalmente bem vindos numa democracia. Negá-los seria defender o extremismo estatal.

Entretanto, tudo terá que ser condicionado ao interesse público, através da ação insubstituível do Estado, que preserva direitos fundamentais de uns e de outros.

O mercado garante o sucesso e estabilidade da economia, mas nunca poderá ser considerado o único instrumento de ação do Estado.

Da mesma forma, as ações sociais em favor dos desvalidos, jamais poderão ser tarefa primordial dos entes privados.

Nesse contexto, a opção do Brasil para sair da crise será afastar-se dos extremos, dos “salvadores da Pátria”, demagogos que pregam o paraíso.

A Nação terá que buscar a verdadeira governabilidade, que conduza ao bem estar social.

Tudo isto deverá ser feito para evitar que a justificada revolta popular, não termine premiando os aproveitadores e enganadores, que significará o agravamento da crise em longo prazo.

O cidadão deve estar de olho aberto para não enganar-se e separar o joio do trigo!

Ainda presente nos dias de hoje, as lições de Mateus 21 e 23, quando citou Jesus na Bíblia e condenou a hipocrisia dos fariseus:

“Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo”.

“Não façam o que eles fazem, pois não praticam o que pregam.

“Eles atam fardos pesados e os colocam sobre os ombros dos homens, mas eles mesmos não estão dispostos a levantar um só dedo para movê-los”.

A atividade política é indispensável à democracia.

Ela, em si não é culpada pelo que acontece hoje.

A culpa é dos maus políticos.

E também dos maus eleitores, que se deixam enganar por culpa, ou dolo.


02 de março de 2016
Ney Lopes – jornalista, ex-deputado federal; procurador federal; ex-presidente do Parlamento Latino-Americano, e professor de Direito Constitucional da UFRN

JUSTIÇA FRANCESA CONDENA PAULO MALUF A TRÊS ANOS DE PRISÃO

LAVAGEM DE DINHEIRO
CONDENADO A 3 ANOS DE CADEIA, DEVE RESPONDER A AÇÃO NO BRASIL


FAMÍLIA FOI CONDENADA A MULTA E TEVE VALORES CONFISCADOS, MAS JÁ RECORREU DA DECISÃO (FOTO: LEONARDO PRADO/CÂMARA DOS DEPUTADOS)


O deputado Federal Paulo Maluf (PP-SP) foi condenado, em Paris, a três anos de prisão por lavagem de dinheiro em grupo organizado, crime cometido de 1996 a 2005 em território francês. De acordo com a sentença, proferida no fim do ano passado e informada à Procuradoria Geral da República no último mês, a lavagem foi fruto de corrupção e desvio de dinheiro público no Brasil.

A acusação teve o apoio de provas compartilhadas pelo Ministério Público Federal (MPF) e pelo Ministério Público do Estado de São Paulo, a partir das ações que tramitam contra ele no Brasil.

A 11ª Câmara do Tribunal Criminal de Paris também determinou a perda dos valores apreendidos em nome da família do parlamentar. 
Foram confiscados 1.844.623,33 euros em contas e outros valores em espécie. 
A corte condenou pelo mesmo crime Sylvia Lutfalla Maluf e Flávio Maluf, esposa e filho do deputado. 
Além disso, os três deverão pagar multas que somam 500 mil euros. Eles já recorreram da condenação, e a decisão está pendente de decisão na Corte de Apelação de Paris.

A Justiça francesa ordenou ainda a manutenção dos mandados de captura internacional expedidos contra os três réus.

Após ser informada da condenação, a PGR pediu a transferência da ação criminal que corre na França para o Brasil e também requereu a repatriação dos valores confiscados na ação penal contra o parlamentar.

Segundo a PGR, a Justiça francesa afirmou que os três agiram para ocultar a origem de recursos oriundos de corrupção e peculato e enviar valores para empresas offshore (firmas criadas para fazer investimentos no exterior) e contas em bancos no exterior.

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, argumenta que, segundo a Constituição Federal, cidadãos brasileiros não podem ser extraditados, mesmo quando condenados no exterior. 
No Supremo Tribunal Federal (STF), Janot é responsável por duas ações penais promovidas pelo MPF contra Maluf.

No Supremo, o deputado é alvo de ações penais que o acusam de desvios quando era prefeito de São Paulo. 
Entre as obras suspeitas está a construção da Avenida Água Espraiada, atual Avenida Jornalista Roberto Marinho. 
Ele é acusado do crime de corrupção passiva e crimes contra o sistema financeiro. 
A suspeita é que o prejuízo aos cofres públicos tenha seja de US$ 1 bilhão.


02 de março de 2016
diário do poder

VACCARI VAI FICAR EM SILÊNCIO DIANTE DO PROMOTOR QUE INVESTIGA LULA

EX-TESOUREIRO DO PT, J.VACCARI VAI SE CALAR EM AÇÃO CONTRA LULA

JOÃO VACCARI NETO ERA TESOUREIRO DO PT ATÉ SER PRESO NA LAVA JATO. FOTO: GERALDO BUBNIAK/AE

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto vai ficar em silêncio nesta quarta-feira, 2, diante do promotor de Justiça Cássio Conserino, do Ministério Público de São Paulo, que investiga o tríplex 164/A no Condomínio Solaris, no Guarujá (SP).

Preso desde abril de 2015 na Operação Lava Jato, já condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Vaccari foi intimado pelo promotor paulista para depor no Procedimento Investigatório Criminal sobre o imóvel na praia das Astúrias que supostamente pertence do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Condomínio Solaris começou a ser construído pela Cooperativa Habitacional dos Bancários do Estado de São Paulo (Bancoop). Depois, quando a cooperativa entrou em declínio, pelo menos quinze empreendimentos foram transferidos para a OAS, empreiteira que teria bancado reforma milionária no imóvel, incluindo instalação de cozinha e outros equipamentos.

Vaccari é réu em ação penal na 5.ª Vara Criminal de São Paulo por suposto rombo de R$ 100 milhões na Bancoop no período em que o ex-tesoureito do PT presidiu a cooperativa.

Para o promotor Conserino é importante tomar o depoimento de Vaccari exatamente porque ele presidiu a cooperativa. O ex-tesoureiro está preso no Complexo Médico Penal de Pinhais, nos arredores de Curitiba, base da missão Lava Jato.

Vaccari vai ficar em silêncio, segundo seu advogado, o criminalista Luiz Flávio Borges D’Urso. "A princípio está marcado (o depoimento), mas o Vaccari vai exercer o direito ao silêncio", disse D'Urso. "Pedi a dispensa dele (Vaccari) ao juiz Sérgio Moro, só que o Conselho Nacional do Ministério Público deu uma liminar (a pedido da defesa de Lula) e suspendeu tudo. Depois, o Conselho permitiu a retomada do procedimento do promotor, a liminar foi cassada. De qualquer forma, o Vaccari vai ficar em silêncio", afirmou.



02 de março de 2016
diário do poder

EX-PRESIDENTE DA OAS, LÉO PINHEIRO, ACERTA DELAÇÃO PREMIADA

MÁ NOTÍCIA PARA LULA: LEO PINHEIRO VAI DELATAR TRÍPLEX E SÍTIO

EMPREITEIRO DEVE ESCLARECER CASOS DO TRÍPLEX E DO SÍTIO DE LULA. FOTO: BETO BARATA/ESTADÃO CONTEÚDO


O ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho, mais conhecido como Léo Pinheiro, aceitou fazer um acordo de delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR). A expectativa é que Pinheiro, um dos empreiteiros mais chegados do ex-presidente Lula, esclareça as dúvidas que pairam sobre as situações do tríplex que seria de Lula, no Guarujá (SP), e da reforma milionária em um sítio em Atibaia (SP). Outras informações aguardadas com ansiedade pelos investigadores se referem a pagamentos de suborno pela Odebrecht a parlamentares que atuavam em favor da OAS.

Léo Pinheiro é sócio da empreiteira e foi condenado a 16 anos de prisão pelo envolvimento na roubalheira à Petrobras e a PGR está à frente das negociações, justamente por constar o envolvimento de políticos com foro privilegiado. Além do ex-presidente, outros executivos da OAS também aceitaram relatar as falcatruas e seus envolvidos para aliviar as penas impostas.

De acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo, Léo Pinheiro vai confirmar que a OAS, além da Andrade Gutierrez, também fez pagamentos à agência de propaganda Pepper por serviços prestados durante a campanha para eleição de Dilma Rousseff como presidente da República em 2010. A empreiteira teria desembolsado quase R$ 1 milhão para que a Pepper atuasse nas redes sociais em prol de da petista. Pouco tempo depois, OAS e Odebrecht conseguiram contratos de R$ 7 bilhões com a Petrobras para construção das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná.



02 de março de 2016
diário do poder

MAIORIA DO SUPREMO ACEITA DENÚNCIA E CUNHA DEVE VIRAR RÉU

CUNHA VIRA RÉU COM VOTOS DE SEIS MINISTROS, MAS NÃO MUDA NADA

CUNHA VIRA RÉU COM VOTOS DE SEIS MINISTROS, MAS NÃO MUDA NADA. FOTO: LULA MARQUES/PT

Com a maioria (seis) dos ministros favoráveis, o Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou a denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. O resultado é apenas parcial, pois existe a possibilidade, incomum, de os ministros mudarem seus votos até a proclamação oficial. Marco Aurélio Mello, Luiz Edson Fachin, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o voto do relator.

O relator do caso, o ministro Teori Zavascki optou pelo acolhimento parcial da denúncia, a partir de 2011, por reconhecer que Cunha não participou do início da negociação dos contratos dos navios-sonda com a Petrobras. De acordo com Teori, não há provas de prática criminosa entre 2006 e 2009, mas haveria a participação do presidente da Câmara na cobrança de parcelas atrasadas de propina.

Cunha se tornou "partícipe, ao incorporar-se à engrenagem espúria protagonizada pelo funcionário da Petrobras Nestor Cerveró, Júlio Camargo e Fernando Soares", disse o ministro.

Apesar da situação desfavorável, Eduardo Cunha nega as acusações e disse que situação não muda nada, pois continuará nas funções de presidente da Câmara dos Deputados.



02 de março de 2016
diário do poder

ENQUANTO ISSO, NO BRASIL MARAVILHA DAS MARACUTAIAS...

Deputados custam mais de R$ 1 bilhão por ano ao contribuinte
Custo é relativo à soma do salário de R$ 33,7 mil e de benefícios como auxílio-moradia, aluguel de veículo, alimentação e outras despesas


Mesa Diretora da Câmara aumentou em R$ 2,3 milhões o valor anual da cota parlamentar (Foto: Agência Brasil) 


Os 513 deputados que compõem a Câmara custam mais de R$ 1 bilhão por ano ao contribuinte brasileiro. A informação faz parte de um levantamento divulgado nesta terça-feira, 1, pelo site Congresso em Foco.

O gasto é relativo à soma do salário de R$ 33, 7 mil e dos benefícios concedidos aos parlamentares, como ajuda de custo, auxílio-moradia de R$ 4.253, verba de R$ 92 mil para contratar até 25 funcionários, e de R$ 30.416,80 a R$ 45.240,67 para gastos com aluguel de veículo, escritório e alimentação, entre outras despesas. Totalizando os gastos, o levantamento concluiu que o custo anual com os 513 deputados fica em R$ 1.038.285.980,64.

Na semana passada, a Mesa Diretora da Câmara, comandada por Eduardo Cunha (PMDB-RJ), decidiu reduzir o gasto com assinatura de jornais e revistas, que no ano passado custou R$ 1,96 milhão aos cofres públicos.

Em contraponto, a Mesa aumentou em R$ 2,3 milhões o valor anual da cota parlamentar, verba pública usada para gastos como passagens aéreas, fretes de aviões, combustível, alimentação, divulgação do mandato e assinatura de serviços de televisão e internet. O aumento da cota parlamentar vai gerar um impacto de R$ 12,3 milhões por ano aos cofres públicos.

A Mesa Diretora da Câmara, no entanto, informou que o aumento de verba não aumentará os gastos públicos, já que o valor é similar à verba que era gasta com assinaturas de jornais e revistas.




02 de março de 2016
opinião & notícia

ISRAEL KAMAKAWIWO'OLE

BOB MARLEY

CRISE ECONÔMICA FAZ O BRASIL FERDER 23 BILIONÁRIOS, DIZ A REVISTA FORBES


SEGUNDO A 'FORBES',  Nº DE BILIONÁRIOS NO MUNDO CAIU PARA 1.810


ANDRÉ ESTEVES, EX-PRESIDENTE DO BTG, PRESO NA LAVA JATO, DESPENCOU QUASE 500 POSIÇÕES (FOTO: CLAYTON DE SOUZA/ESTADÃO CONTEÚDO)


Com a forte crise econômica em 2015 e a desvalorização do real, o Brasil perdeu 23 bilionários, segundo o novo ranking mundial divulgado hoje pela revista norte-americana Forbes, e agora tem 31 integrantes na lista. 
O brasileiro mais rico é Jorge Paulo Lemann, com uma fortuna estimada em US$ 27,8 bilhões. Ele subiu sete posições na atualização de 2016, alcançado a marca de 19º maior bilionário do mundo. 
Já o banqueiro André Esteves despencou 493 degraus, para a 1.121ª colocação, com um saldo de US$ 1,6 bilhão.

A Forbes aponta que Lemann, de 76 anos, deve sua fortuna à participação na Anheuser-Busch InBev, maior cervejaria do mundo, além de fatias nas redes de restaurante Burger King e Tim Hortons e na marca de catchup Heinz. 
"Lemann é um ex-campeão brasileiro de tênis que já jogou em Wimbledon. Ele vive na Suíça desde 1999, após uma tentativa de sequestro de seus filhos", diz o perfil do bilionário na revista.

No caso de Esteves, 47 anos, a Forbes lembra que o acionista controlador do BTG Pactual foi preso em novembro do ano passado, no âmbito da operação Lava Jato, da Polícia Federal, que investiga acusações de corrupção envolvendo a Petrobras. 
"Ele foi libertado três semanas depois, alegando inocência à imprensa brasileira através de seu advogado", afirma o texto. A revista lembra que ele começou como estagiário na área de tecnologia da informação do Pactual e sua carreira decolou graças ao perfil de trader ousado durante o período em que o Brasil vivia a hiperinflação.

Entre os bilionários brasileiros aparecem ainda o banqueiro Joseph Safra; o cofundador do Facebook, Eduardo Saverin; integrantes da família Marinho, dona da Rede Globo; o empresário Abilio Diniz; e membros da família Moreira Salles, do Itaú Unibanco (veja lista completa abaixo).

No mundo, o número total de bilionários caiu para 1.810 na lista de 2016, ante o recorde de 1.826 no ano anterior. 
A fortuna combinada deles soma US$ 6,48 trilhões. 

O homem mais risco do mundo continua sendo o fundador da Microsoft, Bill Gates, com US$ 75 bilhões. Amâncio Ortega, da espanhola Zara, subiu para a segunda posição, com US$ 67 bilhões. O terceiro é o magnata norte-americano Warren Buffett, da Berkshire Hathaway, com US$ 60,8 bilhões.

Na divisão por países, os EUA lideram, com 540 bilionários. Na sequência aparece a China continental, com 251 (Hong Kong tem mais 69), e depois a Alemanha, com 120 ricaços. (AE)




02 de março de 2016
diário do poder

O MITOMANÍACO - PARTE 2



Parece a novela da Carminha! A petista moderada Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, escreveu: "Representantes de Lula se reuniram recentemente com diretores da área jurídica da Odebrecht. Queriam saber as explicações que a empreiteira daria na Justiça sobre a reforma no sítio frequentado pelo ex-presidente".

Traduzindo: conforme a petista da Folha, Lula tentou combinar uma mentira com a Odebrecht. Mas se deu mal!

Como publicaram os jornais, o engenheiro Frederico Barbosa, que cuidou da reforma do sítio (que não é do Lula), "avisou que não pouparia mais a empresa". Dias depois, o engenheiro deu mesmo o bizu: em depoimento à força-tarefa da Lava-Jato, admitiu que fez a reforma por ordem da empreiteira. Sem saída, a Odebrecht confirmou tudo.

Só um pouquinho! Lula não disse, quando peticionou ao STF para melar a Lava-Jato, que foi seu amigo Bumlai que fez a reforma? A Odebrecht vai mentir em prejuízo próprio? Quem está blefando?

Depois, vem o de sempre. Lula se junta aos comparsas e ataca a "mídia monopolista": é assim sempre que está em apuros.

02 de março de 2016
Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

O MITOMANÍACO - PARTE 1



Lula foi ao STF, tentando suspender as investigações da Lava Jato. Espertinho, disse que "a reforma do sítio foi 'oferecida' pelo pecuarista José Carlos Bumlai, seu amigo pessoal". Aí, a Folha de S. Paulo entrevistou o advogado de Bumlai, Arnaldo Malheiros, que respondeu de bate-pronto: "Só se a Odebrecht for propriedade de Bumlai, o que não me consta". Macunaíma pisou na bola...

Tem mais: Lula afirma que Jacó Bittar (atenção, um ex-sindicalista!) quis "disponibilizar" um sítio para ele relaxar com a família. E o sítio foi todo reformado, GENEROSA E DESINTERESSADAMENTE, por empreiteiras (ou
Bumlai?). Investiram ali R$1 milhão.

Duas observações: (a) Lula já mentiu com mais competência. (b) Sem querer, Lula faz lembrar o que talvez preferisse esquecer: o sindicalismo tem servido para enriquecer muitos "companheiros". Sei lá se é o caso de Bittar! Alguns têm casas em Miami, contas no exterior, uns caras podres de ricos. Merecem, claro, afinal defendem os pobres.

Então, tá. E essa "imprensa monopolista", em vez de ficar quieta...

02 de março de 2016
Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Por que a Presidenta Dilma Rousseff não nomeia Lula para o cargo de Achincalhador Geral da República?



Politicamente, o Brasil parece um aprendiz de Venezuela. Os últimos acontecimentos, em variados terrenos da vída pública e privada, comprovam que, formalmente, operamos sob regime de uma indisfarçável ditadura do controle social, em ritmo de ruptura institucional. A flagrante atuação do crime organizado nos poderes Executivo e Legislativo, combinada com omissão e abusos do Judiciário, somada à conveniente acomodação do Poder Militar, consolidam a democradura no Brasil.

Nesse País Capimunista - com mentalidade cultural ignorante, rentista, corrupta e violenta - temos excesso de leis, sempre aplicadas e interpretadas com oportunismo ou rigor seletivo, de acordo com os interesses e conveniências dos "poderosos" de plantão. Ao cidadão-eleitor-contribuinte só cabe obedecer e pagar cada vez mais impostos, taxas, contribuições e multas. As punições, justa ou injustas, até ocorrem. Mas quem tem poder político e econômico, na maioria dos casos, quando termina preso, no final das contas, consegue se livrar da cadeia depressa. Afinal, o degredo sempre foi feito para a "pobrada".

O que assusta (ou deveria assustar) agora é o flagrante abuso de autoridade. O vice-Presidente do Facebook para a América Latina passou a noite no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo. Ele não foi preso em nenhuma operação da Lava Jato. Nada tem a ver com a roubalheira promovida pela petelândia e seus comparsas. O argentino Diego Dzodan foi para a cadeia por ter descumprido uma ordem judicial, emitida pela Justiça de Sergipe, determinando a troca de mensagens entre traficantes de drogas no Whatsapp (aplicativo administrado pela holding controladora do Face).

O hermano Diego deve ser solto logo mais por habeas corpus. No entanto, a nota oficial do Facebook, dando dimensão mundial ao flagrante caso de injustiça no Brasil da impunidade, revela a dimensão do abuso de autoridade cometido contra uma pessoa inocente: “Estamos desapontados pela Justiça ter tomado esta medida extrema. O WhatsApp não pode fornecer informações que não tem. Nós cooperamos com toda nossa capacidade neste caso, e enquanto respeitamos o trabalho importante da aplicação da lei, nós discordamos fortemente desta decisão. O aplicativo não armazena as mensagens dos usuários, apenas as mantém até que sejam entregues. A partir da entrega, elas existem apenas nos dispositivos dos usuários que as receberam”.

Do Brasil da injustiça, vamos dar um pulinho na Venezuela, sob regime da democradura bolivariana do Foro de São Paulo. A turma do Maduro (ou do morto-vivo Hugo Chávez) dão um banho de aparelhamento na nossa petelândia. A Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela determinou ontem que as nomeações de 13 juízes e 21 suplentes realizadas pela formação anterior da Assembleia Nacional, na época ainda com maioria de parlamentares chavistas, não podem ser revisadas ou anuladas pelo Parlamento atual sem ante contar com o aval do procurador-geral da República, do Defensor do Povo e do auditor-geral da República.

No Brasil, ainda não chegamos a tanto, mas a legislação é aplicada de maneira cínica ou conveniente. A Constituição (artigo 128) impede que membros do Ministério Público ocupem funções em outros poderes. Mesmo assim, a Presidenta Dilma Rousseff cometerá a inconstitucionalidade de nomear o procurador baiano Wellington César Lima e Silva para o Ministério da Justiça. Ele é apadrinhado pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, o maior aliado de Luiz Inácio Lula da Silva no desgoverno Dilma. Não seria mais fácil nomear o próprio Lula para o lugar do José Eduardo Cardozo - que agora vai para a Advocacia Geral da União?

Lula dará outro péssimo exemplo de desrespeito aos valores da Justiça. Embora intimado, não pretende comparecer ao depoimento marcado para quinta-feira, na investigação sobre suposta ocultação de patrimônio no caso do tríplex do Guarujá. Mais curioso é o Ministério Público terminar forçado a soltar uma nota oficial que dá respaldo à atitude de Lula: “O Promotor de Justiça Cássio Conserino informou que o ex-Presidente Luís Inácio Lula da Silva e a ex-Primeira-Dama Marisa Letícia Lula da Silva, assim como qualquer investigado, não serão conduzidos coercitivamente, uma vez que eles podem não querer exercer a autodefesa. Informou também que não haverá novas intimações dessas pessoas”.

Se o blindadíssimo Lula vai driblar de mais um problema com a Justiça, o mesmo não deve acontecer com um inimigo dele. O Supremo Tribunal Federal deve decidir que o deputado Eduardo Cunha se torne réu na Lava Jato. O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados finalmente aprovou, por 11 votos a 10, que seja aberto o processo de cassação contra o parlamentar. Breve, o mesmo acontecerá no STF e no Senado contra Renan Calheiros. Um País com os presidentes da Câmara e do Senado sendo processados por corrupção só pode ir do jeito que vai, para o buraco.

Por fim, e não menos pior. Dirigentes da Andrade Gutierrez delataram ao Ministério Público Federal que a empresa pagou despesas de fornecedores da campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff em 2010, sem que os gastos tenham sido devidamente registrados na prestação de contas apresentadas à Justiça Eleitoral. Só com um dos fornecedores, a Pepper Comunicação, a Andrade Gutierrez teria desembolsado aproximadamente R$ 6 milhões. O pagamento teria sido feito a partir da simulação de um contrato de prestação de serviços entre as duas empresas.

Sabe o que vai acontecer? Isto mesmo... NADA! As informações sobre pagamentos da Andrade Gutierrez a Pepper com base em contratos fictícios não terão reflexos na Justiça Eleitoral. Eventuais crimes eleitorais já estariam prescritos. Como o mandato referente à eleição de 2010 se encerrou em 2014, a presidente Dilma não poderia ser processada por problemas na contabilidade de uma campanha anterior ao atual mandato.

Para encerrar de verdade a crônica de um País canalha, uma curiosidade jurídica. O parágrafo 1º do artigo 2º da lei 12.850/2013, conhecida como Lei de Organização Criminosa, prevê reclusão de 3 a 8 anos e multa para quem "impede ou, de qualquer forma, embaraça a investigação de infração penal que envolva organização criminosa". Já pensou se alguém com grande criatividade judiciária resolver denunciar nossos políticos da cúpula com base nesta legislação? Os "Pais" das facções criminosas vão ficar em polvorosa... Vitória na Guerra...

Ordem de quem manda



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

02 de março de 2016
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. 

A IMAGEM DEPRIMENTE DAS LÁGRIMAS DE UM CROCODILO, SOB O OLHAR DO 'JAPA'

OS PRÓPRIOS PETISTAS ADMITEM POSSIBILIDADE DE LULA SER PRESO PELA OPERAÇÃO LAVA JATO


De acordo com que informa esta matéria do Estadão, são os próprios parlamentares do PT que admitem que Lula poderia ser preso. “Você não vê que o Lula pode ser preso?” - advertiu um dos deputados do PT durante conversa com o ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo, quando parlamentares petistas pressionaram o então ministro para agir em favor de Lula. É o que informa o site do jornal O Estado de S. Paulo. Leiam:
Foram pelo menos três os pedidos de demissão apresentados pelo ministro José Eduardo Cardozo à presidente Dilma Rousseff, desde o ano passado. 
Dilma sempre o segurou, mas em 22 de fevereiro – dia em que o juiz Sérgio Moro decretou a prisão do marqueteiro João Santana – percebeu que a pressão do PT ficara insustentável. 
Na tarde daquele dia, Cardozo recebeu no Ministério da Justiça, por uma hora e meia, dez deputados do PT que, em tom duro, cobraram dele providências sobre a ofensiva da Operação Lava Jato contra o ex-presidente Lula e pediram abertura de inquérito para apurar denúncias envolvendo o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. 
“Você não vê que o Lula pode ser preso?”, perguntou um dos deputados ao ministro do PT. 
“É um abuso atrás do outro da Polícia Federal e você não faz nada.” 
Eram por volta de 17 horas quando os petistas saíram do gabinete. Abatido, Cardozo desabafou com um amigo: 
“Eu não entendo o que eles querem que eu faça”

02 de março de 2016
in blog do aluizio amorim

A MÃO DE STÁLIN ESTÁ SOBRE NÓS

A GEMEDEIRA DE LULA INFORMA: A VIVA ALMA MAIS HONESTA DO PAÍS , FOI SUBSTITUÍDA PELA ALMA PENADA MAIS AFLITA DO BRASIL


Os gemidos, uivos e lamentos ouvidos na festa de aniversário do PT informam: a viva alma mais honesta do país, que assombrou a missa negra celebrada em 20 de janeiro no Instituto Lula, bateu em retirada para escapar do tribunal. Foi substituída pela alma penada mais aflita do Brasil. Ou desta e de outras galáxias, diria Dilma Rousseff.

Lula está justificadamente atormentado com o avanço das investigações sobre as bandalheiras que infestam o sítio em Atibaia e o triplex do Guarujá. Como não pode provar que é inocente, tenta fugir de depoimentos no tribunal inventando culpados na imprensa, no Ministério Público, no Judiciário, na oposição e até no Ministério da Justiça.

Os velhos filmes de terror ensinam que almas penadas não aceitam a danação imposta pelo destino cruel. Coerentemente, a alma penada de Lula se nega a enxergar as mudanças operadas pela Lava Jato na paisagem brasileira. Como constata o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, hoje nenhum fora da lei está acima da lei.



02 de março de 2016
in blog do beto

RÉQUIEM PARA UM PAÍS EM DECOMPOSIÇÃO


Artigo do professor Bolívar Lamounier, publicado no Estadão, vai ao ponto: enquanto Dilma, Lula et caterva continuarem no poder, "no fundo do poço haverá outro poço. Sob os escombros, mais escombros". O cientista político toca num ponto que me é caro em relação ao lulopetismo, herdeiro, de fato, da tradição autoritária brasileira que vai do fascismo, na primeira metade do século XX, ao marxismo na segunda metade:

Não nos iludamos: com Dilma, Lula et caterva, no fundo do poço haverá outro poço. Sob os escombros, mais escombros. Ainda temos muito chão pela frente.

A verdade, sejamos claros, é que a enganação ideológica iniciada há 36 anos prossegue. Ainda hoje mal compreendida, continua a produzir seus efeitos nefastos e parece conservar algum poder de fogo para as eleições de 2016 e 2018.

Uma breve recapitulação pode ser útil. Trinta e seis anos atrás, uma mescla desconjuntada de estudantes e professores universitários, trotskistas e ex-guerrilheiros, clérigos, sindicalistas que se apresentavam como reformistas e modernizadores – e outros de que já não me lembro –, resolveu passar o País a limpo. Onde houvesse clientelismo e corrupção, passaria a haver ética. A injustiça social estava com os dias contados. O ar de um país em decomposição não tardaria a se tornar respirável.

Aqui surge uma indagação inevitável. Como foi que tantos milhões se deixaram levar pela cantilena da “ética política”? Do “povo em luta contra as elites”? De um país descoberto há cinco séculos, mas que só passou de fato a existir com a chegada do PT o do grande condutor de massas?

Muitas respostas têm sido aventadas, mas algumas delas devem e precisam ser descartadas sem a menor cerimônia. Por favor, não me digam que a culpa é dos milhões de baixa renda e baixa escolaridade que supostamente “não sabem votar”. É verdade que, entre eles, um Lula politicamente moribundo ainda respira. Situações parecidas têm ocorrido em outros países. No Brasil, com as avançadas tecnologias do marketing eleitoral, muito dinheiro e programas sociais paternalistas, Lula, Duda Mendonça e João Santana organizaram um culto sistemático à mentira, jogando uma parte da sociedade contra a outra, numa guerra de verdade, cínica e devastadora.

O misto de indigência ideológica, populismo e trapaça que hoje denominamos lulopetismo surgiu na virada dos anos 1970 para os 1980. Que passasse despercebido nos três ou quatro primeiros anos, até que se poderia compreender: vivíamos a era do dualismo militares x civis, estes abrigados na chamada “frente de oposições”, o MDB.

Mas de 1982, quando Lula, candidato a governador, atirava mais em Montoro, um dos grandes líderes da resistência civil, do que nos remanescentes do regime militar, até 1994, quando pôs seus interesses eleitorais à frente da estabilização da economia e bateu de frente contra o Plano Real, ele passou a personificar a identidade definitiva do partido, notoriamente avesso a compartilhar responsabilidades.

Salta, pois, aos olhos que a tendência a passar a mão na cabeça do PT, acarinhando-o com elogios melífluos ou sinceros – tanto faz –, evidenciava total desnorteio de ampla parcela das camadas médias e do próprio empresariado.

A obrigação de destrinchar a “ideologia” lulopetista e apontar os riscos que ela representava para o desenvolvimento brasileiro, obviamente, não era das camadas educacionalmente menos privilegiadas. Quem quiser entender esta afirmação como “elitista”, fique à vontade: noblesse oblige. É evidente que tal responsabilidade cabia, e cabe cada vez mais, às camadas mais escolarizadas, aos universitários, aos profissionais liberais, ao alto clero e assemelháveis. É delas a obrigação de tentar esclarecer certas dúvidas comezinhas que os petistas nunca se dignaram a tratar com seriedade.

O PT é um partido socialista? Que tipo de socialismo? Como pretende implantá-lo no Brasil? Tem uma linha de pensamento econômico diferente do implementado pela sra. Dilma Rousseff e pelo dr. Guido Mantega, com os resultados que estão aí à vista de todos? Tem uma política educacional digna de tal designação, diferente, por exemplo, das sandices que vem propondo como novo currículo de História?

Frisar a importância desta última pergunta parece-me desnecessário. Qualquer cidadão que tenha dedicado ao menos 15 minutos à questão sabe que o sistema educacional brasileiro precisa ser arejado, modernizado, revolucionado de alto a baixo; não precisa das sucessivas pilhérias que nos foi dado apreciar nos oito anos de Lula e cinco de Dilma Rousseff.

Como disse antes, a continuidade da situação atual só servirá para aumentar a montanha de escombros em que o Brasil se está transformando. Mas nem tudo é tragédia. Hoje, boa parcela da equipe mobilizada pelo PT para construir um País mais ético está em Curitiba ou na Papuda. Este ponto é de suma importância. O combate enérgico que finalmente estamos dando à corrupção é quase um milagre.

Até pouco tempo atrás, no Brasil e talvez em toda a América Latina, a cultura política das camadas de alta escolaridade ostentava um forte traço de “amoralismo”: uma espécie de vergonha de tentar intervir na esfera pública por motivos “meramente morais”. Toda avaliação da política fundada em critérios morais soava meio ridícula, coisa de gente incapaz de compreender as grandes estruturas materiais da sociedade. Coisa de otário.

Isso em parte se devia ao transplante do absolutismo e do catolicismo ibéricos na era colonial, mas, sobretudo, à maciça entrada do fascismo na primeira parte do século passado e do marxismo na segunda. Nesse composto ideológico de índole autoritária, juízos morais são meras manifestações do “moralismo pequeno-burguês”, esquecidas de que os fins justificam os meios. Ninguém ignora que o lulopetismo se formou ingerindo fortes doses dessa maçaroca, e ainda conserva muito dela, quando já poderia respirar ares menos poluídos.



02 de março de 2016
in blog do orlando tambosi

ENQUANTO A POLÍCIA FEDERAL FAZIA BUSCAS NA GERDAU, JORGE GERDAU ERA RECEBIDO NO PALÁCIO DO PLANALTO


Na semana passada, enquanto a PF cumpria mandado de busca e apreensão na sede da siderúrgica Gerdau, o fundador da empresa estava em reunião com ministros no Palácio do Planalto. 
Jorge Gerdau Johannpeter é um dos principais conselheiros de Dilma no empresariado e faz parte do “Conselhão da República” recriado recentemente pelo governo.

A Gerdau é investigada na Operação Zelotes por suspeita de pagar propina a membros do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) com objetivo de sonegar cerca de R$ 1,5 bilhão.

Um dia desses ainda veremos a polícia interromper uma reunião de Dilma para prender algum participante.


02 de março de 2016
implicante
dilma e gerdau

JOÃO SANTANA E O PT

Estranhe não. Preferir a versão ao fato e a mentira à verdade não são opções incomuns. Muitas vezes é o mais conveniente para quem faz a escolha. Negar verdade conhecida e desprezar fatos pode ser colo protetor onde consciências em conflito são acalentadas.

Por isso, entendo perfeitamente a atitude de quem, sem ser pago para tanto, prefere afirmar que nunca como nestes anos, o Brasil foi governado por seres tão generosos e movidos por tão virtuosas intenções. “Generosos que enriqueceram? Virtuosos que ocultaram suas reais intenções?”, perguntará o leitor já perdendo a paciência. E se fizer tais perguntas prepare-se para receber os rótulos de coxinha, golpista, fascista e inimigo dos pobres. Quem senta no colo da ilusão não está ali só pelo aconchego.

Escrevo estas linhas pensando no João Santana, publicitário do PT que acaba de ser preso. Existem publicitários que atuam em área protegida pelo direito do consumidor, cuja liberdade de criação está confinada pelos limites do que seja verdadeiro a respeito daquilo que promovem. Outros, porém, atuam na política, segmento de mercado não alcançado pelo direito à informação honesta. Mesmo assim, todos os profissionais sérios, que reconhecem ser a política mais importante do que o marketing eleitoral, têm como parte relevante de sua tarefa trabalhar o cliente para que ele faça o melhor de si mesmo.

Há publicitários assim, eu os conheço. E há o João Santana, marqueteiro do PT, muito bem sucedido na arte de vender lebre e entregar bichano. Em 2006, depois que a oposição optou por deixar o “Lula sangrar” até a eleição, o João estancou a hemorragia, suturou os cortes, refez a imagem e entregou Lula ao eleitor, puro como cristal da Boêmia. Em 2010, João (contando não se acredita!), convenceu a maioria dos eleitores de que Dilma era uma grande gestora, braço direito de Lula, estadista qualificada, mãe do PAC, padroeira do pré-sal. Em 2014, quando poucos ainda levavam a sério essa descrição, fez tudo de novo. Foi a simbiose instalada entre o marqueteiro João e o PT, a grande vitoriosa das três últimas eleições presidenciais brasileiras.

Estamos falando, aqui, de um talento a serviço do desastre nacional. E também falamos de um partido político que, ao montar um discurso, ao elaborar uma peça publicitária, como vimos há poucos dias, deixa de lado a verdade, os fatos, aponta para todos os lados e jamais – jamais! – em circunstância alguma, aponta para o próprio e comprometido peito. Perigoso, muito perigoso!




02 de março de 2016
Percival Puggina (71), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor

MANOBRA ARRISCADA: QUALQUER TENTATIVA DE SABOTAR A LAVA JATO DESATARÁ REAÇÃO POPULAR DE CONSEQUÊNCIAS IMPREVISÍVEIS

O novo ministro, Wellington Lima e Silva.

Caso a troca de cadeiras no ministério da Justiça venha a prejudicar as investigações da Lava-Jato, observa editorial do Estadão, "poderá acender o rastilho de uma reação popular de magnitude imprevisível". O governo petista está brincando com fogo:

É politicamente arriscada a bem-sucedida manobra de Lula e do PT para substituir o ministro da Justiça, que sempre acusaram de “não fazer nada” para conter as investigações policiais que levaram vários dirigentes do partido para a cadeia e chegam aos calcanhares do ex-presidente. A faxina ética que a Operação Lava Jato e congêneres estão promovendo nos altos escalões da administração federal transformou-se no grande símbolo da luta contra a impunidade dos poderosos. E essa talvez seja a única bandeira capaz de empolgar, unir e mobilizar os brasileiros. Se a troca do ministro da Justiça vier a frustrar essa expectativa, revelando-se uma manobra destinada a “corrigir” os rumos das investigações sobre a corrupção no governo, poderá acender o rastilho de uma reação popular de magnitude imprevisível.

De resto, a demissão de José Eduardo Cardozo é apenas o que se poderia esperar do lulopetismo desesperado para sobreviver e de uma presidente da República sem força até para segurar no cargo um dos poucos ministros que desfrutam de sua total confiança. Cardozo logrou manter-se firme na defesa da autonomia da Polícia Federal para investigar os malfeitos de figurões da República – autonomia proclamada e defendida pela própria Dilma – até o momento em que essas investigações chegaram perigosamente perto de Lula.

Deu-se agora algo como o chamado “caso Cpem” de 1997, quando uma comissão de investigação do PT integrada pelo então vereador paulistano José Eduardo Cardozo, Hélio Bicudo e Paul Singer apoiou as denúncias do ex-secretário da Fazenda de São José dos Campos Paulo de Tarso Venceslau contra Roberto Teixeira, amigo e advogado de Lula, acusado de se beneficiar ilicitamente de contratos sem licitação da empresa de consultoria Cpem com administrações municipais petistas. Lula e a tigrada tiveram uma reação enérgica: expulsaram Paulo de Tarso do partido. E, como se vê, até hoje, quase 20 anos depois, não perdoaram José Eduardo Cardozo.

O comportamento de Cardozo à frente do Ministério da Justiça vinha se pautando por um princípio que Dilma, Lula e o PT sempre se gabaram de defender e aplicar: a garantia de apoio e “autonomia absoluta” da Polícia Federal na “luta sem tréguas” contra a corrupção. Não se conformam os petistas, no entanto, que “só o PT” seja alvo das investigações policiais, o que está muito longe de ser verdade. A mesma queixa poderiam fazer o PMDB e o PP. De fato, governistas aparecem em muito maior número que oposicionistas nas listas de suspeitos, investigados e condenados por corrupção. Mas também é fato que petistas e aliados, por serem governo, dispõem com maior abundância das condições objetivas que lhes permitem corromper ou ser corrompidos.

Diante do cerco policial que se estreita, Lula e o PT armaram uma estratégia de defesa que consiste, entre outros pontos, em bater na tecla da absoluta idoneidade moral do ex-presidente. Mas soa cada vez mais ridícula, por exemplo, a tentativa de Lula de convencer os brasileiros de que o sítio que não lhe pertence mas frequenta com assiduidade em Atibaia foi colocado à sua disposição por velhos, bons e leais amigos, para “os dias de descanso”. E a prova de que os brasileiros não são tão idiotas como Lula imagina está no resultado de pesquisa Datafolha divulgada no domingo passado.

A pesquisa não levanta a questão da propriedade dos dois imóveis de Atibaia e do Guarujá, mas revela que para 62% dos entrevistados Lula foi beneficiado pelas obras realizadas pela construtora OAS no tríplex e, entre eles, 58% entendem que a empresa recebeu em troca algum tipo de vantagem do PT. Sobre o sítio de Atibaia, os números são praticamente os mesmos.

Está claro, portanto, que a indiscutível maioria dos brasileiros já tomou partido na disputa entre os que lutam contra o fim da impunidade dos poderosos e os que tentam interromper o combate para preservar um projeto de poder que tem se sustentado dos frutos da corrupção. Qualquer tentativa de sabotar o que a Lava Jato simboliza certamente levará para as ruas uma indignação que a tigrada ainda não conhece.



02 de março de 2016
in blog do orlando tambosi