"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

ODEBRECHT INVESTE CONTRA "VIOLADORES DE SIGILO" DA LAVA JATO




Alvo de inquérito aberto pela Polícia Federal e de reportagens jornalísticas em decorrência do escândalo da Petrobras, a construtora Odebrecht – considerada a maior empreiteira do país – investiu nesta segunda-feira (2) contra o que chamou de “violadores de sigilo” e “vazadores” da Operação Lava Jato.
A empreiteira também criticou uma suposta “lentidão” de um inquérito aberto pela PF para investigar vazamentos de informação e disse que os “vazadores agem impunemente”.

Em petição subscrita pelos advogados Dora Cavalcanti Cordani, ex-sócia do falecido advogado Márcio Thomaz Bastos, e Augusto de Arruda Botelho, a empreiteira fez referência a conteúdo de reportagem publicada pela Folha de S. Paulo no último dia 27, segundo a qual o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa confirmou ter recebido US$ 23 milhões em propina paga pela Odebrecht por meio de um doleiro do Rio de Janeiro identificado como Bernardo Freiburghaus.

Segundo o ex-diretor afirmou em delação, a propina foi paga para que a empreiteira obtivesse contratos na Petrobras em 2009. O dinheiro teria sido depositado em contas abertas na Suíça, sob orientação de um executivo da Odebrecht.

“FAZEM TROÇA…”

Para os advogados da Odebrecht, “os violadores de sigilo” fazem “troça” do Código Penal, “há muito atuam impunemente [e] agora parecem desafiar a autoridade” do juiz responsável pelos processos e inquéritos derivados da operação, Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

A Odebrecht reclamou ainda que “investigações sobre crimes dessa espécie nunca dão em coisa alguma”.
“[…] Os vazadores sentem-se à vontade para atingir seu pérfido intento: levar a público declarações naturalmente sujeitas à verificação e decerto adredemente selecionadas para, à margem do devido processo legal, atingir a imagem de empresa com sólida reputação a zelar”, diz a petição dos advogados.

A ação dos advogados da Odebrecht prende-se ao fato de até o momento a empreiteira não ter obtido autorização judicial para ter acesso aos depoimentos de Costa prestados como parte do acordo de delação premiada fechado com o Ministério Público Federal. Nesta segunda-feira, eles reiteraram o pedido de acesso aos documentos.

JUIZ SE EXPLICA

Em outras oportunidades ao longo da Lava Jato, ao tratar de outros pedidos de acesso dos advogados às delações, o juiz Sergio Moro tem explicado que os documentos só foram enviados pelo STF no final de dezembro à Justiça Federal do Paraná e estão sendo analisados pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. Paulatinamente, serão agregados aos vários inquéritos já em andamento.

O juiz também explicou que já mandou abrir um inquérito policial para apurar eventuais vazamentos. Mas ressaltou, sem citar o caso da Odebrecht, que às vezes “confunde-se ‘vazamento’ com publicidade do processo”.

Um total de 106 depoimentos prestados por Costa e o doleiro Alberto Youssef foi enviado pelo STF ao juiz Moro no final de dezembro, pois não tratavam de políticos e autoridades com foro especial por prerrogativa de função no STF, o chamado foro privilegiado. Desses, quatro prestados por Costa já foram tornados públicos até o momento, em inquéritos relativos ao lobista Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, e ao ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Os demais depoimentos permanecem sob sigilo.

###

NOTA DA REDAÇÃO DO BLOGOs advogados têm de mostrar serviço para justificar os honorários estratosféricos, proporcionais ao volume da corrupção. O fato é que enfim a Odebrecht está sendo investigada para valer e até agora nenhum de seus dirigentes foi preso. Por enquanto, ainda estão botando banca. Mais para frente, delação premiada. E assim caminha a humanidade… (C.N.)

03 de fevereiro de 2015
Deu na Folha

NÃO TERIA SIDO MELHOR CONTINUARMOS SUSTENTANDO A CORTE?





“O sonho embutia uma profecia que ele só confidenciou a poucos: a aproximação renderia excelentes resultados para ambos.” Reparem que a revista Veja faz questão de assinalar que o indivíduo em questão tem três qualidades imprescindíveis e altamente valorizadas neste Brasil de miseráveis: é bom de negócios, leia-se negociatas, bem-sucedido e rico!

Em resumo, um cidadão exemplar, acima de qualquer suspeita?! Mesmo assim, sonhava em aproximar-se do ‘apedeuta’ e sabia que essa aproximação renderia “excelentes resultados para ambos”.
Não para o Brasil nem para os brasileiros honestos, decentes e escorchados por altíssimos impostos (carga quase insuportável), do andar de baixo, que carregam todo o andar de cima, via BB, CEF, BNDES etc – deviam tirar esse S do banco, a não ser que tenha o mesmo sentido do ‘social’ do governo (?) Sarney et caterva.

Resumo da ópera (bufa): se, ao conhecer o ‘apedeuta’ e com este fazer ‘negócios’ – afinal, ele é bom de negócios, rico etc., ele já era rico, imagine agora, depois de anos de estreita amizade e negócios(???) com o ex, perdão pela má palavra, presidente desse país?!

Sempre que leio as biografias dessas ratazan…, digo, desses ‘empresários’ tupiniquins, eternamente agarrados na bolsa da viúva, que é quem sustenta suas ‘empresas’, acumpliciados com a canalha política, lembro de um filme ao qual assisti na TV por assinatura, há alguns anos atrás: é sobre um dos duques de Guise, toda-poderosa família ‘nobre’ francesa antiquíssima.

“PORQUE EU POSSO”

Um desses duques, da época feudal, era um pedófilo convicto, acobertado pelo seu padre confessor: na cidade onde ele chegava, começavam a ‘desaparecer’ os meninos pobres do povo. Depois de usá-los, ele os matava. Após várias mortes ‘misteriosas’, conseguiu-se que a polícia começasse a investigar os crimes. Dessa investigação, participava um ex-padre que fora excomungado.

Pois bem, no final do filme, quando já estava estabelecida a materialidade e autoria dos crimes, a culpabilidade do duque, este – cercado pelos servos revoltados, o castelo em chamas – tem o seguinte diálogo com ex-padre, na iminência de matá-lo: “Sabe por que eu faço isso?”. E, desdenhosamente, com ar de grão-senhor, ele mesmo responde para o ex-padre: “Porque eu posso!”

É assim que a politicalha – independente de partido político – que governa esse país nos vê: servos da gleba que só tem uma obrigação: sustentá-los “à tripa forra”, entregar-lhes a chave do cofre para que possam fazer saques bilionários para bancar seus luxos e privilégios, sempre ‘garantidos’ pelo Tesouro Nacional, isto é, por nós, otár…, digo, pagadores de impostos.

Fico pensando: para sustentar esses vermes, alguns analfabetos, homicidas, verdadeira escória social, não seria melhor continuarmos sustentando a Corte?! Pelo menos aparentemente, era melhor!

03 de fevereiro de 2015
Dione Castro e Silva

VOCÊ SABE O QUE É "PAC" ?

                        PAC 1, PAC 2, PAC 3    

03 de fevereiro de 2015

É PRECISO HAVER UMA EVOLUÇÃO PARA O CAPITALISMO SOCIAL




O tema que tem de ser abordado e debatido pela Tribuna da Internet,  sobre Capitalismo X Socialismo, é a busca de um novo Contrato Social, com outros paradigmas.
Democracia. Mal empregada até hoje, pois nossos governantes foram: “imperiais”, “nobreza” do funcionalismo público, oligarquias, ditaduras, burgueses dependentes financeiramente da Corte e agora sindicalistas representantes de pequena parcela de privilegiados do ABC paulista e outras grandes regiões metropolitanas.

Em momento algum tivemos democracia exercida pelo povo, a não ser que consideremos povo as classes que detiveram o Poder por esses quase 200 anos. E chamar de representantes do povo a esses atuais detentores da chave do cofre é gozação, escárnio.

No feudalismo desenvolvido na Europa ocidental, o Poder era representado diretamente pela “nobreza”, autoritário. Este Poder criou uma estrutura dominante nas Cidades-Estado, que se manteve até o fim da era agrícola. Eram dispersas e disperso era o Poder, mas era igualmente exercido em todas elas.

Com o advento da era industrial, das Nações-Estado, da aplicação da democracia em substituição ao absolutismo, os poderosos precisavam de outra forma de dominação, que mesmo sob os auspícios de um regime dito democrático, o Poder absoluto permanecesse com eles, e surgiram os partidos políticos.

A PARTIR DO SÉCULO XVIII
Dois partidos haviam sido criados na Inglaterra no século 18: dos “tories”, representando o absolutismo monárquico/Câmara dos Lordes/feudalismo, e os “whigs”, representando as novas idéias liberais/Câmara dos Comuns/industrialismo.
Somente depois de 1815 que se institucionalizaram os partidos – França, Alemanha, EUA – como nova forma de domínio sobre a sociedade, sociedade agora clamando por “democracia”.
Não seria porque se estava passando da era agrícola para a era industrial que o Poder fugiria das mãos que o haviam estruturado e mantido até então. Apenas, uma nova estrutura tinha que ser criada, e esta veio com a adoção dos partidos políticos.
Indicando, impondo, corrompendo, induzindo, comprando, seja como for, os partidos serviram exatamente para, com poucas pessoas nos lugares certos, continuar o domínio sobre a sociedade, ou sobre as massas. Observe-se que até nas ditaduras comunistas – mesmo com outra visão econômica – foi criado o partido, único, mas que era usado para dominar o governo. Apresentavam como justificativa, que os “proletários” precisavam de uma vanguarda que os representasse junto ao governo do povo e essa vanguarda era o partido.


DEMOCRACIA PARTICIPATIVA
A democracia pode ser direta/participativa ou representativa. Na Grécia antiga era direta e funcionava muito bem. O povo era consultado e participava das decisões que lhe afetavam diretamente.
Hoje seria impossível a democracia direta/participativa na tomada das decisões que afetam toda sociedade. Usamos da democracia representativa e isto é feito através dos partidos políticos introduzidos e dominados por aqueles que hoje chamamos de elites.
Em meus estudos sobre o Capitalismo Social proponho a extinção dos partidos como intermediários entre o povo e o governo. A escolha dos candidatos a funcionários públicos via eleição deverá ser feita pelos próprios eleitores, sem imposição de nenhum esquema por parte de ninguém. Isto é democracia!!! Demo=povo, cracia=governo.

CAPITALISMO OU SOCIALISMO?
Capitalismo (produção pela iniciativa privada) x Socialismo (produção pelo Estado). Prefiro colocar a questão em outros termos. O que deu certo até hoje em termos de produção, em termos econômicos? Produção por empresas administradas pelos acionistas majoritários e seus diretores contratados por competência, ou empresas onde o Estado é o acionista majoritária e as mesmas são administradas por pessoas indicadas por ação política? Esta é a verdadeira questão à ser enfrentada.
Em Capitalismo Social, as empresas devem ser sociais, ou seja, tem que ter finalidades não apenas econômicas. O fato de quem seja o acionista majoritário é secundário. Primordial é serem administrada por profissionais preparados para este fim, sejam eles os próprios donos ou pessoas contratadas.

FEUDOS DE POLÍTICOS
O que não podemos mais aceitar é que as tais de empresas estatais sejam feudos de políticos, estes impostos pelos donos dos partidos e estes donos de partidos serem serviçais das elites, quando não membros das próprias.
Quando falo de elites, falo das superelites (Poder Globalitário) e das elites regionais (que exercem o domínio sobre as três Américas) e a quem se reportam as elites locais (brasileiras).
Repito: a estrutura de Poder destas elites está baseada nos partidos políticos, desde o início do industrialismo. E, na estrutura dominante, acima dos partidos, no lado ocidental, está o FMI, o Banco Mundial e o GATT. No lado oriental, estava a Comecon (Organização de cooperação entre os países liderados pela União Soviética), que tinha a mesma finalidade.

03 de fevereiro de 2015
Martim Berto Fuchs

http://capitalismo-social.blogspot.com.br/2015/01/capitalismo-social-projeto-completo.html

APESAR DE TUDO, O PROCESSO DEMOCRÁTICO AVANÇA NO BRASIL. (OU POR CAUSA DE TUDO...)

 



A ditadura civil sob o comando de Vargas e a ditadura do ciclo de 21 anos do militarismo deram certo? O Brasil avançou, as desigualdades sociais diminuíram? Golpes de Estado provocam mais atraso. A democracia representativa é a melhor saída para vencermos todas as dificuldades. O processo é demorado, contudo segue avançando. Quem poderia imaginar, tempos atrás, que empreiteiras e seus executivos seriam denunciados e presos? Nem no governo militar isso ocorreu. Só prendiam quem tinha simpatia por Marx, pela Rússia, pelo Maoísmo e filiados ao Partido Comunista Brasileiro.

Poderíamos nós, na metade do século passado até seu final, prever que ministros, deputados e banqueiros seriam julgados e condenados pelo STF e ainda assistir ao vivo e a cores o julgamento pelas telas da TV ao vivo?

O fato de estarmos criticando, comentando e discordando atesta a assertiva de que a democracia é a melhor saída para o avanço da sociedade. A liberdade de imprensa e a livre manifestação do povo nas ruas é uma das maiores conquistas da sociedade. Não podemos perder esse direito. Na eventualidade de um golpe, tudo isso acaba e começa o período obscurantista. Tenho até medo de pensar nessa possibilidade.

Creio firmemente, que o Brasil está caminhando para uma sociedade mais participativa, apesar da última eleição, na qual o Congresso ficou mais conservador do que o que se encerra. O povo nada pode esperar dos membros do Legislativo, que nos últimos tempos só tem pensado no seu próprio umbigo. O povo tem que aprender a influir no processo histórico e pensar menos, que alguém com poder messiânico possa melhorar a sua vida.

O messiânico e seu grupo dão de ombros para o povo, enquanto faz crescer a conta bancária nos paraísos fiscais. O povo está aprendendo como o jogo é jogado e isso é de uma importância fundamental. Ninguém poderá dizer que foi enganado depois de tantas informações a disposição da sociedade, todos os dias nos canais de TV e nos jornais.
Viva a democracia e abaixo as soluções autoritárias.

03 de fevereiro de 2015
Roberto Nascimento

UMA FOTO QUE VALE POR UM DISCURSO. OU A MÃO OFERTADA PARA O BEIJO...



 
Essa foto, de Sérgio Lima, da Folhapress, é mais eloquente do que qualquer análise política.
Alguém poderia dizer: “Ah, é um flagrante; não traduz o que de fato aconteceu”.
Traduz, sim! À perfeição. O ministro Aloizio Mercadante foi ao Congresso levar a mensagem da presidente Dilma na abertura do ano legislativo.
Ao cumprimentar Eduardo Cunha (PMDB-RJ), novo presidente da Câmara, fez a cara feliz que se vê acima. A mão, nota-se, é estendida sem, digamos, entusiasmo, quem sabe beirando a falta de educação.
É bem verdade que, sendo quem é, talvez Mercadante esperasse que o outro a beijasse.
O olhar está mergulhado no vazio. Vai ver refletia sobre a espetacular derrota que o governo havia sofrido.
Esse é o articulador do governo. Você acham que há alguma chance de isso dar certo?
 
03 de fevereiro de 2015
Reinaldo Azevedo - Veja Online

BREVE NAS TELAS DOS CINEMAS: OPERAÇÃO LAVA JATO: EXECUTIVO-DELATOR ABRE O BICO...

DELATOR AFIRMA TER PAGO PROPINA DE R$ 12 MILHÕES A EX-DIRETOR RENATO DUQUE, VEJA O VÍDEO: DELATOR DA LAVA JATO AFIRMA TER PAGO PROPINA DE R$ 12 MILHÕES A EX-DIRETOR DA PETROBRAS


Diário do Poder
O executivo Julio Gerin de Almeida Camargo, um dos delatores da Operação Lava Jato, afirmou à Justiça Federal no Paraná na segunda- feira, 2, que pagou propina de R$ 12 milhões ao ex-diretor da área de Engenharia e Serviços da Petrobrás Renato Duque e ao ex-gerente Pedro Barusco durante negociação de contrato da Refinaria de Araucária (PR). Ele atuou junto ao Consórcio CCPR, das empresas Camargo Corrêa e Promon.
Julio Camargo depôs como testemunha de acusação. Ele agia como consultor do Grupo Toyo Setal, segundo a força tarefa da Lava Jato. Como executivo do grupo intermediava pagamento de propinas a diretores da Petrobrás.
“Tinha como regra 1%, mas isso era muito flexível e muitas vezes isso era negociado. No meu caso, sempre negociei para menor e nunca para maior. Eu paguei em torno de R$ 12 milhões. A maioria dos pagamentos eram feitos em contas indicadas no exterior e outra parte em reais aqui no Brasil”, afirmou Julio Camargo.
Ele afirmou que não teve conhecimento sobre pagamentos de propina da área de Abastecimento para este contrato. Na área de Engenharia, no entanto, foi incisivo ao apontar Duque e Barusco como recebedores de propinas. “Na área de Engenharia, especificamente, doutor Renato Duque e doutor Pedro Barusco.”
O ex-diretor Renato Duque tem negado reiteradamente qualquer envolvimento com o cartel ou com o recebimento de propinas. Segundo Camargo, suas empresas foram utilizadas para o pagamento de propinas. “Havia uma regra do jogo. Se você não pagasse propina à área de Engenharia e de Abastecimento, o senhor não teria sucesso ou não obteria seus contratos na Petrobrás.”
À Justiça, Camargo confirmou o que havia dito sobre a obra do Comperj (Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro)em sua delação premiada. Segundo ele, houve pedido de propina das áreas de Abastecimento, comandada na época pelo ex-diretor Paulo Roberto Costa, e de Engenharia, por Renato Duque.
“Não fiquei responsável por nenhum pagamento neste caso, porque o meu contrato neste caso não tinha como custo, como ônus, nem o pagamento da área da Engenharia e nem a área de Abastecimento. UTC e Odebrecht (ficaram responsáveis pelo pagamento da propina), para ambas as áreas.”
UTC, Odebrecht e Toyo faziam parte do Consórcio TUC, responsável pela obras do Comperj. O consórcio foi contratado sem licitação pelo valor inicial de R$ 3,8 bilhões.
“Não tenho conhecimento como foi operacionalizado (pagamento da propina), mas tudo leva a crer que foi operacionalizado, porque o contrato ocorreu, foi assinado, as obras seguiram muito bem e estamos no final da obra.”
Camargo disse que os pedidos de propina partiam dos diretores da Petrobrás diretamente a ele. Segundo o executivo, caso os pagamentos não fossem feitos, os contratos poderiam não ocorrer.
“Chegou um determinado momento em que essa conversa (pedidos de propina) não era mais necessária, era regra do jogo. Era uma confirmação daquilo que já existia. Pagava-se pela vontade de se obter sucesso”, disse. “Eu nunca falei, não só à Camargo, como aos meus representados, que aquilo era propina. Eu disse que aquilo tinha um custo total, expunha aquele custo, a pessoa aceitava ou não aceitava. Dentro desse custo, havia a propina”, afirmou.
Resposta da Odebrecht
“A Odebrecht nega veementemente ter feito qualquer tipo de pagamento para executivos ou ex-executivos para obter contratos com a Petrobras. Todas os contratos conquistados, há décadas, pela Odebrecht, junto a Petrobras são produto de processos de seleção e concorrência previstos em lei. A empresa ainda repudia afirmações caluniosas, confessadamente baseadas em suposições, feitas por réu confesso no processo que corre na Justiça Federal do Paraná.”
 
Diário do Poder
Claudio Humberto
03 de fevereiro de 2015

INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL

NÃO HÁ SOCORRO PARA A NAÇÃO BRASILEIRA E PARA SEU POVO QUE NÃO SEJA UNICAMENTE PELA INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL DAS FFAA.

ESTÁ NA MÃO DO POVO. É SÓ O POVO PISAR EM MASSA NAS RUAS QUE TODO ESTE PESADELO COMUNISTA TERMINA.... POVO NAS RUAS PARA TERMOS UMA INTERVENÇÃO MILITAR CONSTITUCIONAL JÁ. ANTES QUE SEJA TARDE.

CORTES SOCIAIS, OUTRA DERROTA ESPERA O GOVERNO NO CAMINHO



Depois da derrota colossal na eleição do presidente da Câmara – excelente a reportagem sobre o episódio e seus reflexos de Isabel Braga, Júnia Gama e Maria Lima, O Globo de ontem – a perspectiva de um novo insucesso espera o governo no caminho.

A votação da Medida Provisória que estabelece cortes sociais, restringindo a concessão do seguro desemprego, cortando o abono do INSS aos aposentados e pensionistas de renda mais baixa, além da redução de 50% nas pensões por morte deixadas pelos trabalhadores e servidores públicos no caso de falecimento.

A este elenco, poder-se-ia juntar outros como o aumento indireto do Imposto de Renda. A presidente da República vetou a correção do tributo pago na fonte, em 2014, fixada em 6,5%, exatamente a inflação oficial do IBGE. Vai mandar outra Medida Provisória reduzindo tal correção para 4,5%.

Mas abandonando os detalhes e analisando-se o desfecho da noite de domingo numa dimensão reflexiva mais ampla, é lógico supor que a vitória do deputado Eduardo Cunha, cujas razões são múltiplas e exemplo de um jogo de dados, passa a representar um obstáculo às ações do governo.
Não tanto por ele, singularmente, mas pela soma de posições que reuniu em torno de si. Ele se tornou uma espécie de denominador comum das reações dirigidas contra o Planalto, incorporando pensamentos os mais diversos.
Um deles contra a política econômica do ministro Joaquim Levy que, por tabela, passa a ser alvo de reações contrárias e resistências. Uma das reações contra a elevação de impostos. Outra, é provável, contra os cortes orçamentários, uma vez que eles atingem as emendas parlamentares inseridas na Lei de Meios.

ORÇAMENTO IMPOSITIVO

Por este motivo é que o vencedor de noite de verão, em seu discurso ao plenário, nos momentos que precederam a votação, fez questão de sublinhar que sua plataforma abrangia o chamado orçamento impositivo, ou seja: os gastos assinalados no seu texto têm que ser obrigatoriamente cumpridos. Ao contrário do que hoje ocorre e que atribui ao Poder Executivo a faculdade de cortar despesas e substituí-las por outras previstas. Em síntese: a lei orçamentária deixa de ser autorizativa e ganha um caráter determinativo.

De forma indireta tal modificação bloqueia o instrumento do veto presidencial às emendas dos deputados e senadores. Não que ele desapareça de todo, mas, para usá-lo, a presidente ver-se-ia obrigada a vetar integralmente todas essas emendas. O que é impossível na prática
.
LEVY SERÁ ATINGIDO

Por falar em prática, outro dilema projetado sobre o calendário governamental certamente vai envolver a nova política econômico financeira. As iniciativas que têm o ministro Joaquim Levy como fonte inspiradora vão encontrar fortes resistências (abertas) à opinião pública, que, por sinal, não as aceitas de bom grado.
Basta citar os posicionamentos contrários das centrais sindicais, com as quais Dilma Rousseff possui encontro marcado relativamente a redução projetada nos direitos trabalhistas. Tal reação estende-se inclusive ao próprio PT, como ficou claro pelo rumo dos fatos. A revista Veja, inclusive, tem-se referido a um processo interno de cisão envolvendo a legenda e a transportando até a questão da Petrobrás.

Todo esse universo político enfatizado no domingo vai atingir em cheio a posição de Joaquim Levy à frente da equipe econômica do governo. Ela perdeu a blindagem da qual parecia se revestir. Saiu da fantasia para a realidade. Joaquim Levy terá de passar e levar a sério tanto as implicações políticas, quanto os próprios políticos. São mais fortes do que parecem. E do que ele, provavelmente, pensava.

03 de fevereiro de 2015
Pedro do Coutto

GRAÇA FOSTER É O "BOI DE PIRANHA" DE DILMA, DE LULA E DO PT

 



A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República apertam cada vez mais o cerco à presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, acumulando provas de seu envolvimento direto no esquema de corrupção da Petrobras, desde a época em que assumiu a Diretoria de Gás e Energia, em setembro de 2007.

E logo em dezembro ela assinou o vergonhoso documento propondo “parcerias” para a Transportadora Gasene, através da criação de uma “Sociedade de Propósito Específico” (SPE).

A Gasene é uma rede de gasodutos construída entre Rio de Janeiro e Bahia, passando por Espírito Santo, e esse ato de Graça Foster (ela prefere ser chamada assim) acabou se tornando mais um escândalo na estatal, com participação efetiva dela.

O Tribunal de Contas da União já enviou à força-tarefa da Operação Lava Jato uma cópia de sua auditoria, que aponta superfaturamento superior a 1.800% em determinados trechos dos gasodutos, além de pagamentos sem a execução dos serviços e dispensas ilegais de licitação. A gigantesca obra foi tocada pela estatal chinesa Sinopec, que era contratada da Transportadora Gasene S/A e fazia as subcontratações das empreiteiras e fornecedores.

A Petrobras (leia-se: Graça Foster) tentou barrar as investigações no Tribunal de Contas, alegando que a SPE Transportadora Gasene é uma empresa privada e foi responsável pelo empreendimento. Mas na verdade a estatal teve total controle da obra e tem a responsabilidade de pagar os financiamentos do BNDES. A manobra dos advogados da Petrobras não deu resultado, porque já existe jurisprudência de que o TCU tem competência do órgão para fiscalizar as SPEs.

TCU MANTÉM INVESTIGAÇÕES

No desespero, Graça Foster pediu que os advogados então tentassem impedir que o Tribunal de Contas enviasse os documentos à força-tarefa da Operação Lava Jato, para abafar o escândalo, porque o processo sobre o Gasene ainda é considerado sigiloso e tramita nas sessões reservadas do TCU.

Mas o plenário do TCU, em sessão aberta, acabou derrubando a tentativa da Petrobras de barrar as investigações sobre a rede Gasene. No início da reunião, o ministro-relator André Luís de Carvalho propôs que o recurso da Petrobras fosse apreciado sem sigilo. O plenário concordou.
E o recurso da Petrobras foi rejeitado, porque os ministros não enxergaram qualquer irregularidade ou ilegalidade no envio de documentos à PF e ao MPF, que já estão usando os dados da auditoria do TCU para abrir nova frente de investigações.

Detalhe: o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli e o ex-presidente da Transportadora Gasene, Antonio Carlos de Azeredo. Os dois são apontados na auditoria como responsáveis pelas supostas irregularidades. Azeredo disse ter sido só um “preposto” na função. Será?

GRAÇA CONTINUA ATÉ QUANDO?
 
Mesmo diretamente envolvida nos escândalos da Petrobras, por que Graça Foster não é demitida? Segundo a analista Natuza Nery, da Folha de S. Paulo, o motivo é muito ardiloso. Graça se julga prestigiada, mas está apenas servindo de escudo para a presidente Dilma Rousseff.
Enquanto a amiga permanecer no comando da Petrobras, levando pancada de todo lado, Dilma ficará longe do foco das discussões.

Natuza Nery tem toda razão. A estratégia do Planalto é realmente esta, e Lula ficou como “voto vencido”, porque não participa mais das decisões. Se dependesse dele, Graça Foster já teria sido detonada há dois meses e seria formado um “gabinete da crise”, com participação também do PT e do Instituto Lula. Mas Dilma não quer saber dessas ideias de Lula, prefere errar sozinha.

O mais interessante é que Lula acaba sendo beneficiado por essa estratégia do Planalto, já que, enquanto Graça Foster estiver em cena, ele poderá se preservar nos bastidores.

03 de fevereiro de 2015
Carlos Newton

PIADA DO ANO

Eduardo Cunha fará “gestão harmoniosa” com o governo   




O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse ter certeza que o novo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), fará uma gestão “excelente” e “harmoniosa” com o Executivo.

Eleito ao derrotar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), Cunha é considerado um aliado pouco confiável, já que liderou rebelião no Legislativo contra a presidente Dilma Rousseff em 2014.

Questionado sobre o fato de seu partido, o PT, ter ficado sem cargos na Mesa Diretora da Câmara, Cardozo minimizou as dificuldades e comentou que governo conseguirá manter uma relação harmônica com o Legislativo.
“O governo já teve muitas vezes a convivência absolutamente harmônica com o Legislativo sem ter um petista na Mesa”, disse o ministro.

###

 NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
Surge mais uma declaração que merece disputar o troféu de Piada do Ano. O governo fez o possível para tentar impedir que o deputado Eduardo Cunha vencesse a eleição para presidir a Câmara. Com essa estratégia equivocada (será que, algum dia, conseguirá fazer alguma coisa certa?), o governo perdeu a eleição, ao invés de ter se acertado antes com o grande favorito da disputa. Ter Eduardo Cunha como inimigo foi um erro colossal e que não tem conserto. Se a situação se complicar (o que fatalmente acontecerá) e for pedido o impeachment, Renan e Cunha despacharão Dilma de volta à Universidade de Campinas. (C.N.)

03 de fevereiro de 2015
Deu na Folha

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Proposta do Procurador-Geral de pedir revisão da Lei de Anistia gera alta tensão e reação militar
 
Em tempos de crise de governabilidade, com o desgoverno comendo na mão do Congresso, risco concreto de falta de água e energia em grandes aglomerados urbanos, inflação, carestia, juros altos e falta de empregos que paguem bem, além de infindáveis escândalos de corrupção contra a desqualificada classe política, é preciso fazer uma pergunta que pode ter respostas de alta gravidade:
O que levou o Procurador Geral da República, Rodrigo Janot, a desengavetar o desgastante e inútil debate sobre uma revisão (ou revogação) da Lei de Anistia do distante ano de 1979, ontem, na cerimônia de abertura do ano do Judiciário, em pleno Supremo Tribunal Federal?

A quebra da Lei de Anistia é classificada pela esmagadora maioria dos oficiais na ativa do Alto Comando do Exército e pelos militares de alta patente na reserva ou reforma como um ponto inegociável. Na opinião explícita de dezenas deles, mexer na anistia representaria um golpe institucional contra o qual as Forças Armadas se insurgiriam formalmente. Ainda mais porque a mexida, tradicionalmente proposta, obedece a um revisionismo cínico da mal contada história do Brasil.

A intenção tentar é desmoralizar a imagem dos militares (muito bem vista pela opinião pública, segundo diferentes pesquisas), aplicando uma punição retroativa apenas aos "agentes do Estado" (policiais e militares) acusados de "violações dos direitos humanos", principalmente tortura e morte de militantes políticos.
Curiosamente, a "revisão" livra a cara dos "agentes civis", pintados como "lutadores contra a ditadura", que cometeram barbaridades tão ou maiores que os servidores públicos que foram anistiados junto com eles. A mudança deseja poupar, como heróis, aqueles que mataram, assaltaram bancos, sequestraram, explodiram bombas, torturaram e assassinaram em nome de uma "revolução para implantar o comunismo no Brasil".

O que realmente deseja Janot servindo de porta-voz da proposta revisionista da anistia - que tanto agrada aos governantes de plantão? Primeira hipótese: ele estaria mais interessado em desviar o foco do Petrolão que tem poder real de derrubar a Presidenta da República, no mínimo, por improbidade administrativa?
Segunda hipótese: Janot quer fazer média ou entrar na onda do movimento transnacional permanente que ataca a soberania do Brasil, aceitando que a Nação deva se curvar a qualquer decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos - que em 2010 determinou que o Brasil investigasse os crimes cometidos por agentes públicos durante a "ditadura militar"?
Terceira Hipótese: Janot, por algum motivo, resolveu fabricar uma crise militar como forma de colocar o atual desgoverno ainda mais contra a parede?
As três possibilidades são absolutamente plausíveis.

O fato objetivo é que o Supremo Tribunal Federal já decidiu, em 2010, que a Lei de Anistia continua válida. A Comissão Nacional da Verdade, que mais funcionou como a "Omissão Nacional da Verdade" sobre os assuntos pós-1964, recomendou a ilegal responsabilização de agentes do Estado perdoados pela mesma Lei de Anistia que livrou a cara dos "revolucionários" que violaram explicitamente os direitos humanos fundamentais no mesmo período histórico. No STF, existem vários recursos pedindo a revisão da anistia. Não têm data para serem julgados. Falta "clima político" para entrarem na pauta.

A proposta de Janot irritou as legiões - que permanecem em seu silêncio obsequioso na ativa, enquanto a turma da reforma e reserva mantém o fogo. O Procurador-Geral pode ter dado sua contribuição para fabricar mais uma crise absolutamente dispensável no já crítico cenário brasileiro. Enquanto isso, todo mundo fica querendo saber quem são os políticos ladrões que agiram no Lava Jato do Petrolão, mas o Procurador-Geral protela a divulgação da informação...

Coisas de um Brasil que adora o mau costume de definir prioridades erradas, no momento mais inoportuno possível...

Malvado Favorito


Caçador da Mídia Perdida


03 de fevereiro de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

CENÁRIOS POSSÍVEIS DE CRISES


 
1. Falta d'água total

O desgoverno suspende o fornecimento às indústrias, aos escritórios e às escolas.

Êxodo urbano rumo a outras cidades sem problemas de abastecimento.

Paralisação do mercado imobiliário até a superação da crise hídrica.

A brutal diminuição de atividades ameniza o consumo de energia elétrica.

Construção a toque de caixa de aquedutos tubulares para trazer água do aquífero Guarani a São Paulo.

Início das obras para trazer água do Vale do Ribeira a São Paulo.

Queda expressiva no PIB (Produto Interno Bruto) pela desaceleração industrial.

Aumento da inflação pelo encarecimento real ou artificial-especulativo do preço de alimentos e bebidas.

Diminuição do trânsito de veículos nas grandes cidades afetadas pela seca.
 
2. Chuvas intensas durante fevereiro e março

Os problemas são mitigados e postergadas as obras acima referidas - embora, para o planejamento delas, já se tenham jogado fora milhões em contratos de emergência, sem licitação.
 
Em ambos os casos ficará patente a incompetência da classe política governante para cuidar dos reais anseios e necessidades da população.
 
Se surgirem novos escândalos ou revelações contundentes, acaba a governabilidade do país.
 
A população implorará por uma intervenção militar para o reestabelecimento da ordem.

A absurda quebra da Lei de Anistia, que volta ao cenário como hipótese levantada pela Procuradoria Geral da República, pode ser a gota d´água, junto com o clamor popular, para uma intervenção constitucional pelos militares.
03 de fevereiro de 2015
Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

FIQUE LONGE, PIZZOLATO...


 

Comentários bem fundamentados dão conta de que Henrique Pizzolato foi visto em um restaurante de Montreal (Canadá). A noticia fez com que procuradores entrassem em contato com a Interpol (International Criminal Police Organization).

Porém, oficialmente, a Procuradoria-Geral da República (PGR) tratou o assunto como simples boato. A verdade é que o governo e o Partido dos Trabalhadores (PT) querem Pizzolato longe do Brasil.

Afinal deu muito trabalho e custou muito dinheiro mandá-lo para fora do país, e ainda não será dessa vez que a caixa preta do Banco do Brasil (BB) será aberta, com o retorno do ex-diretor de Marketing do BB, condenado à prisão no processo do Mensalão. 

03 de fevereiro de 2015
Humberto de Luna Freire Filho é Médico.

INCONSISTÊNCIA


 

É lícito supor, em virtude do esdrúxulo modelo presidencialista em vigor por aqui, ser difícil, por parte do Executivo, desenvolver um regime de ausência  ou mesmo de pouca interferência no Parlamento, com o qual necessita manter "pontes", algumas já sendo construídas pelo PT, rápido no gatilho, com a nova presidência, para articular sua governabilidade. 
Assim, a veemência apregoada pelo recém-eleito Presidente da Câmara, Deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao afirmar que não será submisso às imposições do Planalto, que preservará a independência da casa e, ao mesmo tempo, que garantirá a governabilidade do país, corre o risco de desaguar numa inconsistência lógica difícil de  desatar: para governar, o Executivo precisa construir pontes mas, para construí-las, necessita de tentáculos no Congresso que fatalmente comprometerão sua autonomia, cuja restrição deverá ser então aceita pelos parlamentares, a fim de garantir a prometida governabilidade. 
Sabe Deus que tipos de arranjos então terão, como sempre, que ser alinhavados.

Ou seja, o país, que exibe a curiosa situação de constatar ser da base aliada o partido que pratica  a mais eficiente oposição ao Executivo, dos três, o mais "poderoso" dos poderes, nada harmônicos, enquanto que o que deveria desempenhar tal papel coloca-se somente à espreita, não consegue realizar sua tão implorada e necessária reforma política, por exibir um sistema confuso e contraditório que só serve para eternizar caciques políticos, alguns dos quais, por aposentadoria, começam a passar o bastão para membros das respectivas famílias, formando dinastias que dificilmente se comprometerão a oxigenar o sistema.

03 de fevereiro de 2015
Paulo Roberto Gotaç é Capitão de Mar e Guerra, reformado.

A RELAÇÃO DA BOLHA DE CRÉDITO E DO PADRÃO DE VIDA



Problemas financeiros relacionados à macroeconomia são tidos como culpados pelas projeções ruins nesse aspecto no país. Mas essa mentalidade acaba nos distraindo com causas e não nos deixar ver as consequências que já estão acontecendo: que a situação pode piorar, uma vez que já vivemos uma bolha de crédito, que pode estourar a qualquer momento.
 
Com a atual situação de aumentos que têm impactos direto no bolso do consumidor, como o combustível (aumento de R$0,22 por litro para gasolina e R$0,15 para o diesel), transporte público (de R$3 para R$3,50), energia elétrica, água, financiamento da casa própria (Caixa Econômica), dentre outros, somada à realidade de compra a prazo da população brasileira, o crédito é um meio eficaz que possibilita a aquisição de produtos e serviços. Isso não seria um problema se tivéssemos nossa população alfabetizada financeiramente, o que não aconteceu conosco e tão pouco com nossos pais e avós.
Para se ter ideia, no Brasil, já são mais de 54 milhões de inadimplentes, segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), ou seja, são pessoas que compraram, adquiriram produtos e/ou serviços, mas não tiveram condição de pagar.
E, para piorar, a solução que se encontra é utilizar empréstimos, limites do cheque especial, linhas de crédito, etc. Isso é uma atitude típica de uma população que não é educada financeiramente, porque essa prática é paliativa e só resolve naquele momento, não impedindo que volte a acontecer.
 
Claro que é até uma situação compreensível, já que faz 20 anos que conquistamos nossa estabilidade econômica, especialmente pelo fato de controlar a inflação, e, além disso, de uns tempos para cá, a facilidade de crédito aumentou, o que faz com que se tenha uma pseudomelhoria no padrão de vida das pessoas. Com esse comprometimento maior da renda com o crédito, o risco de a chamada nova classe C voltar para a D ou até mesmo ir para a E também aumenta.
 
Por isso, o importante agora não é ficar procurando culpados – marketing publicitário, o fácil acesso ao crédito, a conjuntura econômica ou até mesmo o resultado da eleição –, mas sim resolver a questão e não deixar que piore. Como? Investindo em educação, principalmente na financeira. É necessário que, no processo educacional, se tenha uma grande reflexão sobre projeto de vida, sonhos.
 
Esse é o principal aspecto da educação financeira: abordar, de forma comportamental, a relação com dinheiro, em prol da sustentabilidade, evitando o consumo desenfreado, que nos levou a bolha do endividamento. É assim que tem que ser o verdadeiro poder de compra da população: gradativo, consciente e saudável.

03 de fevereiro de 2015
Reinaldo Domingos é educador e terapeuta financeiro, presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), autor do best-seller Terapia Financeira, dos lançamentos Papo Empreendedor e Sabedoria Financeira, dentre outras obras.

A FORÇA DE BRASÍLIA



“O Brasil só cresce durante a noite...porque de noite  o governo está dormindo!” – Paráfrase de um ditado popular.

As elites republicanas brasileiras foram ensinadas a associar o jacobinismo revolucionário da Revolução de 1789 ao romantismo populista de nossas ideologias dominantes.
A admiração acima de qualquer crítica, sempre considerada como “progressista”, passa pelo Grande Terror dos jacobinos, subscrita pelos adeptos dos “justiçamentos” e dos conselhos populares em pauta, não é o único vetor que move a força de Brasília,  mas o fortalecimento do Estado nacional centralizador e agitador de massa para estabelecimento da ditadura continental socialista dos trabalhadores sul-americanos, já legalmente instituída como UNASUR.

Os instrumentos internos de pressão para o abate das liberdades de pensamento e de expressão, da crença limitadora da Soberania, são as incontáveis organizações de patrulha ideológica da sociedade civil, sob controle férreo dos partidarismos esquerdistas, a diarréia legislativa divisora das camadas sociais, das origens étnicas e das preferências sexuais, além de num doentio controle jurisdicional para adoção de formulas violadoras dos resultados eleitorais e para a punibilidade relativa dos políticos corruptos.

Poucos são os nossos políticos que estudam ou leem para estarem mais instruídos. Aliás, nossas bibliotecas e universidades são paupérrimas em títulos e autores que não rezem pela cartilha do processo de formação da hegemonia acadêmica de esquerda. Poucos leram ou lerão Hobbes e sua clássica obra  The Leviathan.
Os professores comunistas que o leram, não trarão jamais traduções corretas dos textos, mas a interpretação dialética viciada de suas mentes aprisionadas por Marx

Pois bem, Thonas Hobbes, no passado, sempre foi execrado como inimigo da democracia liberal e promotor da monarquia absolutista, hoje está sendo considerado como defensor do Estado-mínimo e, pasme quem quiser, principal teórico do Contrato Social.
Importante frisar que sobre sua teoria assenta-se a doutrina do Estado constitucional moderno e que, também, postulou a idéia dos Direitos do Homem.

Hobbes, sem a descarga emocional igualitária romântica de um Rousseau ou do refino de um Montesquieu, concede um caráter negativo ao poder do Estado, que não pode ser legitimado sem que tenha capacidade para respeitar direitos inalienáveis dos cidadãos à vida, à liberdade e à propriedade.
No Estado-mínimo de Hobbes, o poder é legalmente absoluto, mas a ele não é atribuída qualquer função além da manutenção da ordem pública. Não há função redistributivista de recursos, ele não possui patrimônio algum.

O objetivo do presente artigo, no entanto, não tem a intenção de fazer propaganda do Estado-mínimo, mas o de simplesmente ilustrar o quanto de superlativo o Estado tupiniquim já alcançou, desde o Estado Novo fascista de Getúlio Vargas até os dias de hoje. Pois bem, até junho de 2011, a força de Brasília, chegava em vendas das empresas, não financeiras, sob influência do governo federal, equivalentes  a quase 30% do PIB e a 2,5 vezes as vendas das 50 maiores empresas privadas do País..

A chapa branca empresarial, no mundo dos negócios sob influência federal, somam 675 empresas! São 276, as controladas pelo Governo e com participação minoritária em 397, além de 2 com controle compartilhado.

Agora, vejamos, a participação direta do Tesouro Nacional: 65 empresas, sendo não financeiras 57,  7 bancos, uma de seguros (IRB).

Também além dos canais de infiltração acima, temos 580 empresas, 543 não financeiras, 31 bancos, 6 seguradoras. Na participação direta e indireta de fundos de pensão estatais  descobre-se que 885 não são financeiras  e 3 são em bancos.

As fontes são: Economática, governo federal e BM&FBovespa e empresas, tudo computado pela revista Época, edição 13 de junho de 2011.

Os escândalos proporcionados pela gestão politiqueira e temerária da PETROBRÁS, sinalizam que precisamos, com muita urgência, reduzir a força de Brasília ao mínimo possível.
Esqueçamos Hobbes, lembremo-nos de nossos bolsos e do futuro de nossos descendentes, por favor!

03 de fevereiro de 2015
Jorge Ernesto Macedo Geisel é Advogado.

O MOMENTO POLÍTICO E ECONÔMICO



O ataque a indústria Nacional amplia-se em todas as frentes. A maior pressão é sobre a Petrobrás, aproveitando do escândalo da corrupção. A pressão aumenta também sobre as grandes construtoras, lamentavelmente também envolvidas no petrolão e no que ainda aparecerá do BNDS.

A guerra contra a nossa indústria não se restringe a corrupção; ataca-se a preferência dada às empreiteiras e aos produtos nacionais (talvez mais caros, mas que criam riquezas, tecnologia e empregos. (a Petrobrás e seus fornecedores respondem por 20% do total dos investimentos produtivos realizados no Brasil.) Só a Odebrecht e Camargo Corrêa foram responsáveis por mais de 230 mil empregos. 

Abalar a Petrobrás e inviabilizar as empreiteiras nacionais implica acabar com o desempenho de engenheiros e técnicos brasileiros em atividades que tragam desenvolvimento. As empreiteiras são importantes não só na engenharia civil, onde se têm mostrado competitivas até no exterior, mas também por formar quadros e gerar de empregos de qualidade nos serviços e na indústria, inclusive a eletrônica e suas aplicações na defesa.

Principalmente atacam-se os financiamentos. Para as massas populares está sendo demonizado O projeto de tentar criar os "players" brasileiros atuando no mundo com o  Programa de Sustentação de Investimentos, criado no auge da crise financeira mundial em 2009 Este plano contribuiu fortemente para passarmos quase incólumes na crise financeira internacional e só teríamos elogios a ele  se não tivesse havido a corrupção e as propinas.

Lamentavelmente se quer destruí-lo lançando fora o bebê junto com a água suja do banho. Neste último aspecto devemos distinguir o correto subsídio para desenvolver empreiteiras nacionais através de juros subsidiados, da malandragem dos que, a pretexto de obras, conseguem empréstimos a juros de 3,5% e o “emprestam” ao Governo a juros de 11,5% até mesmo sem construírem o que se propuseram. Estes sim mereceriam até o fuzilamento

O nosso Brasil vive um momento decisivo.  Se não quiser sucumbir, em definitivo, à condição de subdesenvolvido, terá de enfrentar, além da corrupção, as oligarquias financeiras transnacionais, que utilizando o pretexto de combater a corrupção visa acabar com qualquer veleidade de autonomia nacional, no campo industrial, no tecnológico e no militar, e isto só podemos compreender com uma análise fria, sem as empolgações partidárias dos que acham que vale tudo, até acabar com o que funciona, para derrubar um mau governo.

O Momento Político

A oposição, ao insistir em promover o impeachment só mostra ingenuidade. O senador Aécio pode até ter sonhado com isto, mas a cantilena do estelionato eleitoral já perdeu o prazo de validade e não empolgou a população. Um processo de impeachment depende de aprovação do Congresso, o que não acontecerá com uma base aliada que troca apoio por cargos na máquina estatal. Só aconteceria se Dilma investisse realmente contra a corrupção ou cortasse as mordomias dos parlamentares e do Judiciário.

Certo, Dilma governará sob a espada de Damocles. A oposição quer a queda dela, a base aliada não gosta dela, nem tampouco o próprio PT, idem quase a metade da população e principalmente a oligarquia financeira internacional, para quem Dilma, embora tenha cedido em tudo, não merece confiança. Para culminar, há fortes indícios de decisão do próprio Lula de derrubá-la ou ao menos a neutralizar, mas o Congresso, o poder mais corrupto, estará disposto a aplicar o impeachment somente se for contrariado.

Dilma, para se manter, cederá tudo à escancarada goela dos parlamentares e da oligarquia financeira internacional, o que parece, já está fazendo. Tudo indica que não será a reboque da choradeira eleitoral que poderemos sonhar com melhores dias. Seria preciso que, além da interromper um status quo corrupto, que se ofereça algo melhor, tanto na administração e integridade como no orgulho nacional, e isto os postulantes, todos subordinados à oligarquia internacional não podem oferecer. É forçoso reconhecer que todos eles deixam muito a desejar.

Além do mais as forças que se reúnem para a derrubada da Dilma divergem sobre quem a deveria substituir; pela Constituição seria o vice-presidente, recusado quer pela oposição quer pela maioria da população, que já está enojada da política do toma lá dá cá.  O mesmo raciocínio serve para toda a linha sucessória legal, passando pela presidência da Câmara até a presidência do STF.

Fora da linha sucessória legal, talvez em uma nova eleição disputassem Lula (doente e quase tão estigmatizado como a Dilma), Aécio, queimado pelo apoio da oligarquia financeira e já recusado por mais de metade dos votos válidos e (que Deus nos livre) a santinha do pau oco, a musa do atraso, a causadora dos apagões - Marina Silva, a pior de todos.

Como nenhum desses postulantes parece palatável pode ser que Dilma continue em seu claudicante governo, embora refém das forças citadas, sem jamais contrariá-las. Outra possibilidade é que a confusão seja tanta que exija um controle militar.

Mas então seria outra história.

A perda do ideal

Pode chegar o dia em que achamos que estamos maduros e deixamos de lado as fantasias da infância, seja porque as consideramos realizadas, seja por termos desistido dos nossos sonhos. A vida então passará a ser uma tarde de domingo, sem nos pedir esforço, sem desafios, sem nos exigir nada mais do que temos a mão, sem desejos nem sofrimentos, mas sem a alegria de um resultado conseguido com sacrifício.

Numa fase assim (que nunca chegue), estaremos em paz comparável ao Nirvana dos hindus. Nos consideraremos em paz, mas, no íntimo de nosso coração, sabemos que a renuncia à luta por nossos sonhos nos deixa prontos para a morte; que no fundo não queremos o Nirvana , mas sim o Walhala, o bom combate e não o vazio da alma. Que almejamos a paz, mas quem sabe, como na oração dos paraquedistas gostamos mesmo é da insegurança e da inquietação, da luta e da tormenta. Pelo menos alguns de nós precisam de um Santo Graal para viverem felizes.

Nem todos pensam assim. Vejo com tristeza muitos queridos amigos, gente boa, querer ir embora para o exterior, querer desistir do nosso País. Ledo engano. Pode ser até que encontrem coisa melhor, mas certamente encontrarão mesmo é a saudade. Lhes faltará um motivo para lutar. Faltará um toque de clarim, um rufar de tambores, um camarada ao lado e uma bandeira verde-amarela desfraldada.

Que voltem logo. Sempre estaremos esperando de braços abertos.

03 de fevereiro de 2015
Gelio Fregapani é Escritor e Coronel da Reserva do EB, atuou na área do serviço de inteligência na região Amazônica, elaborou relatórios como o do GTAM, Grupo de Trabalho da Amazônia.

VAMOS BUSCAR AS NOSSAS IDÉIAS AO ESTRANGEIRO

CLIQUE PARA AUMENTAR

Por Fernando Pessoa

Que ideias gerais temos? As que vamos buscar ao estrangeiro. Nem as vamos buscar aos movimentos filosóficos profundos do estrangeiro; vamos buscá-las à superfície, ao jornalismo de ideias. E assim as ideias que adoptamos, sem alteração nem crítica, são ou velhas ou superficiais. Falamos a sério nas ideias políticas de León Blum ou de Edouard Herriot, nenhum dos quais teve alguma vez ideias — políticas ou outras — em sua vida. Falamos a sério em Bourget, Maurras [...]. 

Plagiamos o fascismo e o hitlerismo, plagiamos claramente, com a desvergonha da inconsciência, como a criança imita sem hesitar. Não reparamos que fascismo e hitlerismo, em sua essência, nada têm de novo, porventura nada de aproveitável, como ideias; o que não sabemos imitar, porque seria mais difícil, é a personalidade de Mussolini. 

As ideias de Maurras, que qualquer raciocinador hábil desfaz sem dificuldade, se tiver a paciência de vencer o tédio quase insuportável de o ler, passam por leis da natureza, por tão indiscutíveis como, não direi já a teoria atômica, que tem elementos discutíveis, mas o coeficiente de dilatação do ferro, ou a lei de Boyle ou de Mariotte. 

Temos poetas de mérito. Que fazem eles? Quanto a cultura, não sabem nada de nada, e assim estagnam, repetindo-se indefinidamente, papagaios perenes do seu primeiro, e único, impulse original. Temos um ou outro homem capaz de pensamento filosófico. Que faz? Submerge esse pensamento em retórica e divagação, incapaz de coordenar logicamente ideias, de dispor ordenadamente materiais. Tenho perante mim, ao dizer estas coisas, exemplos concretos: omito os nomes por uma razão que não é mister explicar. 

03 de fevereiro de 2015
Fernando Pessoa foi um dos maiores escritores da Língua Portuguesa. Publicado em "Introdução ao Problema Nacional".