"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 4 de maio de 2014

FRANKLIN MARTINS - GUERRILHA VIRTUAL




Para realizar a tarefa de guerrilha virtual surge no cenário o personagem mais macabro da comunicação social brasileira, o redator do tétrico manifesto divulgado durante o sequestro do embaixador Burke Elbrick, onde escreveu:

 "Este ato (...) se soma aos inúmeros atos revolucionários já levados a cabo: assaltos a bancos, nos quais se arrecadam fundos para a revolução, tomando de volta o que os banqueiros tomam do povo e de seus empregados; ocupação de quartéis e delegacias, onde se conseguem armas e munições para a luta pela derrubada da ditadura; invasões de presídios, quando se libertam revolucionários, para devolvê-los à luta do povo; explosões de prédios que simbolizam a opressão; e o justiçamento de carrascos e torturadores. Na verdade, o rapto do embaixador é apenas mais um ato da guerra revolucionária, que avança a cada dia e que ainda este ano iniciará sua etapa de guerrilha rural."
Pois é esse mesmo personagem que, agora, transformado em próspero profissional da comunicação social, passa a trabalhar para a candidata Dilma Rousseff, com enorme influência nas verbas publicitárias do governo.
Certamente não é por acaso que jornalistas não cabresteados pelo Planalto começam a bater pé nas calçadas em busca de novos locais de trabalho.
04 de maio de 2014
percival puggina

ISSO É O QUE SE PODERIA CHAMAR DE "DEBOCHE COM A CARA DO POVO"


 
 

DEIXA EU VER SE ENTENDI...

Então o Governo Federal traz para o Brasil médicos cubanos, sem revalidação de diploma e os coloca para cuidar do povo do SUS; além disto, deixa nossos hospitais públicos caindo aos pedaços; e, enquanto isso, investe dinheiro no melhor e mais caro hospital privado do Brasil,
uma referência que funciona com tecnologia de ponta e conta e com mão de obra extremamente qualificada; e que "coincidentemente" é o hospital para onde vão nossos gloriosos políticos.
Estou “viajando” ou é isso mesmo?
 
 
04 de maio de 2014

NÃO VOTE NULO. NÃO VOTE BRANCO




"O maior desafio da oposição, especialmente do PSDB, é convencer esse grande número de indecisos ou de desiludidos que pretendem anular o voto (hoje em torno de 30%). De minha parte, digo apenas o seguinte: anular o voto, hoje, significa votar no PT. Eis a realidade inapelável.

O voto nulo pode dar a paz de espírito de que o eleitor não se sujou e não votou em nenhum candidato que considera ruim. Na prática, ele está escolhendo o que está na frente, no caso o PT. Pergunto: alguém seria indiferente entre um tiro na nuca e um soco no estômago? Política é a escolha do menos pior. É preciso ser realista.

Podemos lamentar a ausência de um candidato “ideal”, mas alguém realmente acha que não faz diferença ter um Armínio Fraga no comando da economia em vez de um Guido Mantega? Alguém acha que com o PSDB o Brasil corre o risco de ser a próxima Venezuela, como claramente ocorre com mais 4 anos de PT?" RODRIGO CONSTANTINO.
 
04 de maio de 2014

TORNAR O BOLSA FAMÍLIA UMA POLÍTICA DE ESTADO, COMO PROPÕE O SENADOR AÉCIO NEVES, ELA NÃO DEIXA


 
 

Tornar o Bolsa Família uma política de Estado, como propõe o Senador Aécio Neves, ela não deixa.
Prefere continuar usando o benefício como arma eleitoral.
 
Cara de pau!
 
04 de maio de 2014
in graça no país das maravilhas

UM ARTIGO DE ADOLFO SACHSIDA


 
 


ELE É PESQUISADOR DO IPEA

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Papai, é verdade que se você ficasse quieto ganharia mais?

por Adolfo Sachsida via Adolfo Sachsida - Opiniões

Hoje minha filha me surpreendeu com essa pergunta "Papai, é verdade que se você ficasse quieto ganharia mais?".

Foi uma conversa importante, expliquei a minha filha que na vida existem valores inegociáveis. Expliquei a ela que todos temos obrigações morais, e quanto mais capazes somos maiores são tais responsabilidades. Mostrei a ela o desastre que foi o nazismo, e se ela iria querer que o papai se calasse caso vivesse naquela época. Menina inteligente, ela logo concluiu que no Brasil atual muitos estão deixando de trabalhar e de estudar para aderir ao puxa-saquismo, ao discurso fácil e que agrada os que estão no poder.

Sim minha filha, papai ganharia mais dinheiro se ficasse calado. Mas esse silêncio seria comprado a custa de um futuro pior para nosso país. Um futuro que reconheceria cada vez mais a filiação partidária, e não o mérito. Futuro esse que nenhum pai em sã consciência quer deixar a seu filho.

Não minha filha, papai não ganharia mais se ficasse calado. Dinheiro nenhum desse mundo pode pagar o sacrifício da próxima geração. Dinheiro nenhum desse mundo pode pagar a vergonha de deixar a você um pais pior do que recebi de meu pai. Dinheiro algum pode pagar um pai que vende sua alma para deixar de presente o inferno na terra para seu filho.

Sei que muitos colegas leem meu blog, e sei que vários de vocês tem filhos. Hoje minha filha me fez essa pergunta, e tivemos uma conversa agradável e honrosa. Sabe o que realmente me assusta? Me assustaria se minha filha tivesse perguntado "Papai, o que você fez para impedir que o mérito fosse substituído pelo partido? Onde você estava? Por que se calou? Você se calou frente a injustiça apenas para ganhar mais?".

Sabe amigos, alguns de vocês irão ouvir isso de seus filhos. Tem certeza de que vale a pena? Eu fiz a minha escolha.
 

04 de maio de 2014
in graça no país das maravilhas

HOMOLESBOTRANSFOBIA VIRA BANDEIRA ELEITORAL

Os fatos são teimosos. Em falta de poder transformar a realidade, dá-se novo nome às coisas.
Vivemos em época fértil em neologismos: afrodescendente, homoafetividade, poliamor. Comunidade não é exatamente um neologismo, mas adquiriu um sentido novo, o de favela. Na verdade, em termos: se não fica bem falar em líder da favela, tampouco soa bem falar em tráfico na comunidade.

Nestes dias eufemísticos, acabo de ler mais um neologismo, pelo jeito com futuro pela frente: homolesbotransfobia.

Meio difícil de gravar pelo cidadão comum, mas se barbaridades como homoafetividade e poliamor passam, por que não passaria esta? É só martelar na imprensa e televisão e logo a palavrinha será digerida até por adolescentes.

Aparentemente, o neologismo surgiu ano passado e teve como padrinho o deputado Jean Wyllys. Agora virou bandeira. Um dos lemas da 18ª Parada Gay, realizada hoje em São Paulo é: "País vencedor é país sem homolesbotransfobia".

Para dona Dilma, país rico era país sem pobreza. Pobreza já era, para o governo já somos ricos. A grande chaga social, daqui pra frente, é a homolesbotransfobia.

Verdade que, defendendo suas causas, os militantes contra a homolesbostransfobia deixaram de lado duas facetas importantes das opções, como os bissexuais, os heteros e os travestis. Os heteros, vá lá, a passeata se pretende das minorias. Mas e bissexuais e os travestis que, segundo os ideólogos da classificação de sexos, não são transexuais?

Segundo o Manual de Comunicação LGBT, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Transgêneros, travesti, por exemplo, nada tem a ver com homossexual. Travesti é pessoa que nasce do sexo masculino ou feminino, mas que tem sua identidade de gênero oposta ao seu sexo biológico, assumindo papéis de gênero diferentes daquele imposto pela sociedade.

Travesti é homossexual? Nada disso. Homossexual é categoria à parte: é a pessoa que se sente atraída sexual, emocional ou afetivamente por pessoas do mesmo sexo/gênero. O que vai gerar uma curiosa tautologia, o travesti homossexual. Ou um solecismo, o travesti heterossexual. Algo como um homem se travestir de homem para ter relações com mulheres.

E se bissexual – conforme a cartilha – é a pessoa que se relaciona afetiva e sexualmente com pessoas de ambos os sexos/gêneros, teremos – ó coincidência! – o travesti bissexual. E por aí vai. O manual define várias outras categorias, mas esqueceu de definir a neomulher, conceito criado pela Folha de São Paulo no Dia Internacional da Mulher, em 2011. Pelo jeito, não pegou.

E durma-se com um barulho destes. Para ser realmente abrangente, o lema deveria ser heterobihomolesbotranstravestifobia. Verdade que a palavrinha começa a ficar longa e dificilmente caberia em um título de jornal. E por que não sexofobia simplesmente? Assim não tem graça. Não distingue os homolesbotransfóbicos dos meros heterófobos.

Mas isso é o de menos. O inusitado nesta marcha são seus patrocínios. Ano eleitoral vale tudo, como dizia dona Dilma. Pela primeira vez, o próprio governo federal aparece como patrocinador da parada, ao lado de Petrobras e Caixa Econômica Federal, empresas estatais que patrocinam o evento desde 2007.

O ministério da Saúde reaparece em 2014 contribuindo para o ato, o que tinha acontecido de 2000 e 2010 com uma verba de R$ 290 mil no período. Neste ano, um edital do ministério deslocou R$ 600 mil para paradas, incluindo a de São Paulo, para divulgar campanhas de prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, além de distribuição de preservativos.

Por seu lado, a Petrobras aumentou sua cota de patrocínio, subindo de R$ 200 mil dados em 2013 para R$ 220 mil desembolsados neste ano. Já a Caixa manteve o valor de R$ 50 mil que contribuiu na última edição. O Estado financiando bandeiras sexuais! Morro e não vejo tudo. Ama, com fé e orgulho, a terra em que nasceste! Criança! não verás nenhum país como este! E os ingênuos militares de 64 ainda achavam que seria o comunismo quem destruiria a sacra organização da família no Brasil e no Ocidente.

Alexandre Padilha, titular do ministério da Saúde até o início do ano e candidato ao governo de São Paulo - atolado até o pescoço nas corrupções do dia a dia do PT - não deixaria de tirar sua casquinha: foi o primeiro a chegar na entrevista coletiva da parada. "Estamos tranquilos e vamos fazer uma campanha de paz contra os tucanos", disse o pré-candidato do PT aos anti-homolesbotransfóbicos.

O apelo das urnas é forte e até mesmo o governador Geraldo Alckmin, católico temente a Deus e membro da Opus Dei, principal rival de Padilha, também bateu ponto na parada.


04 de maio de 2014
janer cristaldo

PERGUNTAR NÃO OFENDE...

Perguntar não ofende

04 de maio de 2014

MARIGHELLA FAZENDO ESCOLA: FACÇÃO BLACK BLOC DISTRIBUI CARTILHA DE GUERRA


Criminosos que se intitulam “revolucionários black blocs” distribuem cartilha com táticas de guerrilha para membros da facção. A estratégia inclui assaltos, emboscadas, execuções, uso de coquetéis molotov e até explosão do Senado, segundo exemplar obtido pela coluna. Barricadas e placas como “fogo na PM” aparecem no material. Para os policiais descobertos infiltrados, o grupo é taxativo: morte.

Na cartilha, os black bloc se definem como “revolucionários”. Para o bando, o nome adotado deve ser “grupo de intimidade”.

Entre os deveres dos black blocs, o material impõe o “revide não-pacífico” às forças policiais do Estado. Ou seja, bala na polícia.

O guia ensina como fabricar explosivos, alguns deles podendo chegar a 2.000 ºC. Tem de tudo, até bomba a partir de um desodorante.

Os “justiceiros” divulgam uma lista com alguns dos inimigos que devem ser “combatidos da forma como merecem”: Polícia, Exército e Políticos.
 
04 de maio de 2014

UM DIÁLOGO BEM ATUAL...


C: Para encontrar dinheiro, há um momento em que enganar (o contribuinte) já não é possível.
Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é que é possível continuar a gastar quando já se está endividado até ao pescoço...

M: Se se é um simples mortal, claro está, quando se está coberto de dívidas, vai-se parar à prisão.
Mas o Estado... o Estado, esse, é diferente!!! Não se pode mandar o Estado para a prisão. Então, ele continua a endividar-se... Todos os Estados o fazem!

C: Ah sim? O Senhor acha isso mesmo ? Contudo, precisamos de dinheiro.
E como é que havemos de o obter se já criamos todos os impostos imagináveis?

M: Criam-se outros.

C: Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

M: Sim, é impossível.

C: E então os ricos?

M: Sobre os ricos também não. Eles deixariam de gastar. Um rico que gasta faz viver centenas de pobres.

C: Então como havemos de fazer?

M: C! Tu pensas como um queijo, como um penico de um doente! Há uma quantidade enorme de gente situada entre os ricos e os pobres: São os que trabalham sonhando em vir a enriquecer e temendo ficarem pobres. É a esses que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Esses, quanto mais lhes tirarmos mais eles trabalharão para compensarem o que lhes tiramos. É um reservatório inesgotável.
Esse diálogo aconteceu em 1661, durante o reinado de Luís XIV, entre Colbert, ministro de Estado e da economia do rei, e Mazarino, cardeal e estadista italiano que serviu como primeiro ministro na França. Notável colecionador de arte e jóias, particularmente diamantes, deixou por herança os “diamantes Mazarino” para Luís XIV, alguns dos quais permanecem na coleção do museu do Louvre em Paris.
 
04 de maio de 2014

PUTIN E A VOLTA DE UM MUNDO BI-POLAR

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As peripécias de Vladimir Putin e seus “black blocs” com tanques e kalashnikovs em atuação cada vez mais desaforada na Ucrânia vêm confirmar uma impressão que ha um bom tempo vem tomando forma na minha cabeça: ha uma grande chance de se repetir como farsa, em pleno Terceiro Milênio, a divisão bi-polar do mundo que caracterizou o século 20.

A farsa, alias, estava mais na versão original – pelo menos desde as revelações de Nikita Krushev no famoso 20º Congresso do Partido Comunista da extinta União Soviética, de 1956, em que foi confirmada oficialmente a natureza fundamentalmente sanguinária do socialismo real – do que nesta que se esboça agora onde os putins e seus cooptados pelo mundo afora assumem-se francamente como o que são sem meias palavras,  laivos de romantismo ou acenos a utopias.

Já expus em mais de um artigo aqui no Vespeiro os argumentos que comprovam que a presença e a força do crime organizado é uma medida segura da autenticidade de todos os regimes que se afirmam democráticos posto que ele só se estabelece com a conivência do Estado.

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Ou seja, o crime organizado é função direta da corrupção que, por sua vez, só frutifica e se institucionaliza a ponto de permitir que uma organização declaradamente dedicada a explorar e submeter uma sociedade pela violência se estabeleça e transforme num poder paralelo onde quer que os politicos possam viver fora do alcance da lei e, graças a isso, explorar em vez de servir os seus representados.

Onde o Estado, que tem o monopólio da força armada, está decidido a acabar com o crime ele não consegue resistir-lhe nem por cinco minutos, fato de que o mundo está cheio de exemplos, sendo lamentavelmente mais numerosos os negativos que os positivos.

Ocorre que não existem duas formas de organização tão idênticas entre si quanto a estrutura de uma quadrilha do crime organizado e a de um Estado totalitário baseado no chamado “centralismo democrático” que era o eufemismo que se usava para descrever as ditaduras comunistas do século passado onde todo poder emana do chefe e nada nem ninguém pode se lhe opor sob pena de eliminação física sumária.

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O que o citado 20º Congresso do PC da URSS revelou ao mundo é que não demorou nem um minuto para que as “ditaduras do proletariado” instaladas em nome da utopia igualitária que apaixonou gerações dos cortes mais generosos e altruístas da humanidade se transformasse – intoxicada pelo exercício do poder sem limitação nenhuma – na máquina criminosa de moer carne e consciências humanas chefiadas por Lênin, por Stalin e por seus sucessores pelo mundo afora de cima de uma montanha de cadáveres que nunca cessou de se agigantar enquanto durou o regime que só se extinguiria em 1989.
Foram, literalmente, centenas de milhões de assassinados as vítimas desses 72 anos verdadeiramente “de chumbo“.

O instrumento por excelência da carnificina que varreu todas as “repúblicas socialistas soviéticas”, da russa onde tudo começou às dezenas de outros países que ela anexou pela força militar, era a KGB, a polícia política do regime, encarregada de fiscalizar não só as ações como também o pensamento de todos os seus súditos e eliminar fisicamente – até preventivamente, isto é, antes de qualquer ato que o confirmasse – todos os suspeitos de “dissidência”, outro eufemismo que descrevia qualquer manifestação, por mais tênue que fosse, de desacordo com o regime, tais como uma troca de correspondência ou, menos que isso, uma conversa pessoal entre quatro paredes entreouvida e denunciada.

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Vladimir Putin foi o ultimo chefe da KGB soviética e, graças a isso, conseguiu tomar o poder depois do interregno de indefinição que se seguiu à “abertura” e dele ou das vizinhanças dele não tem arredado o pé desde 1999. Ele pensa, age e estrutura o seu esquema de poder do mesmo modo como o crime organizado se organiza, pensa e age. Ha uma afinidade eletiva entre eles e por isso é tão difícil discernir onde acaba o Estado russo e começa a estrutura criminosa que gira em torno dele.

Tendo o regime soviético, que se instalou no bojo de uma revolução violenta contra os monarcas absolutos que tinham reinado incontestes até 1917, durado 72 anos, pode-se concluir que nunca houve um russo que tivesse vivido sob qualquer coisa que se aproximasse de um Estado de Direito democrático, nem mesmo com uma imitação precária dele como as que nós chegamos a conhecer.

Como a organização do Estado Soviético era a única existente no país no dia seguinte à Queda do Muro, ela simplesmente continuou no poder, agora dispensada de render preitos à utopia morta, trocou as fardas pelos ternos de griffe e os meios de submissão dos súditos do constrangimento físico para o constrangimento econômico, exatamente como propos o nosso Lula que passassem a fazer os últimos ditadores e guerrilhas comunistas armados da América Latina pouco menos de uma década mais tarde na já célebre reunião do Foro de São Paulo, organização que se propõe ser uma nova versão regionalizada da antiga Internacional Comunista (Comintern) que coordenava as ações das forças socialistas em todo o mundo no milênio passado.

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A “nomenklatura” do partido, nome que se dava aos funcionários graduados da ditadura soviética que viviam acima da lei e desfrutavam de confortos e privilégios econômicos mal disfarçados, foi substituída pelos famigerados “empresários” russos de hoje cevados na corrupção e sócios do Estado, que segue sendo tratado como uma propriedade pessoal do presidente que tem sobre ele plenos poderes. Até para, como dantes, prender e mesmo assassinar os biolionários que ele próprio cria e que, por qualquer razão, vierem a incomodá-lo.

Agora, depois de uma pausa para reagrupamento da sua antes especialmente agressiva vertente internacional de projeção de poder, a Russia sob Putin, reconciliada com seu passado, já se sente forte e confortável o suficiente para voltar a alimentar as ambições imperialistas de sempre, graças às tradicionais limitações dos Estados democráticos de oferecer-lhe resistência dentro das leis nacionais e internacionais pelas quais se obrigam a se pautar.

O que se esboça no horizonte, portanto, é um mundo dividido entre as poucas sociedades “de contrato”, regidas por leis e instituições livremente pactuadas entre os cidadãos e o Estado, com divisão de poderes, direitos das minorias respeitados e alternância no comando da máquina do Estado, e os países entregues a um chefe inconteste com poderes absolutos, agora assumidos como tal, usando a economia, acompanhada de violência quando necessário, como arma de opressão e perenização no poder internamente e de conquista pura e simples no campo das relações internacionais.

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É isto que se configura no atual confronto entre o Capitalismo de Estado que não respeita regra nenhuma e põe a aniquilação do “concorrente” — que nessas sociedades, ou de economias estatizadas, ou de jogos de cartas marcadas entre Estado e “proprietários privados” de fachada são só os internacionais — à frente do compromisso com a função social da empresa, os direitos dos trabalhadores e dos acionistas, a sustentablidade econômica e financeira e a obrigação de respeitar regras do jogo livremente pactuadas entre todos esses agentes do processo econômico que define o Capitalismo Democrático, e só é alterável por consensos difíceis de se alcançar.

São esses compromissos que constituem as tais “conquistas da burguesia“, a classe que emerge pelo mérito e por isso é temida e odiada pelos candidatos a tirano e, principalmente, pelas clientelas que eles constituem para sustentar seus esquemas de poder baseados em lealdades apoiadas na distribuição de cargos e privilégios.

Como antes, haverá sempre nos alvos que Putin visar fora da Russia, os fidel castros da vida, modernos “Faustos” dispostos a servir os regentes desse novo polo global de poder econômico e militar em troca de se livrar, “em casa“, de incomodações como eleições, partidos de oposição, investigações por corrupção ou a perspectiva de ter de apear do poder ao fim de um reles mandato.

Tendem a se alinhar nesse grupo todas as sociedades que saltaram do absolutismo monárquico para o século 20 adotando contrafações mais ou menos assemelhadas a democracias, incorporando este ou aquele atributo delas, mas sem nunca terem vivido de fato sob o pleno império da lei dos verdadeiros Estados de Direito.

É este o pano de fundo contra o qual o Brasil, que vem tateando entre esses dois pólos pendendo ora para um ora para o outro, parte para a eleição deste ano que vai definir – provavelmente para os próximos muitos anos – de que lado dessa linha vamos trilhar a próxima etapa do nosso caminho.
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https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=uhpsgGjDuI4

04 de maio de 2014
vespeiro

DESCENDO LADEIRA ABAIXO, DILMA É VAIADA NA EXPOZEBU




A presidente Dilma Rousseff foi vaiada em três momentos na abertura oficial da Expozebu, que reúne empresários da agropecuária no Triângulo Mineiro. No evento, ela prometeu que o plano agrícola pecuário 2014-2015 terá mais recursos e mais facilidades na obtenção de crédito. Na versão anterior, a verba para financiamento foi de R$ 136 bilhões. O anúncio não foi suficiente para conter a plateia.

As vaias começaram assim que a presidente recebeu a medalha alusiva aos 80 anos da Expozebu. Voltaram no início e no fim do discurso da presidente. Visivelmente tensa, a presidente não fez nenhum comentário sobre as manifestações. O evento contava com grande número de simpatizantes do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). O parlamentar, também homenageado com a medalha do evento, foi aplaudido pela plateia.

Dilma anunciou que na segunda-feira o Diário Oficial da União publicará um decreto do Ministério do Meio Ambiente formalizando a entrada em vigor do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, ferramenta de dados para controle de desmatamentos com base em informações das propriedades rurais. O CAR foi criado com o Código Florestal. Ele é um dos requisitos para a obtenção de financiamento público.

A presidente Dilma afirmou que o governo está aberto a sugestões para a elaboração do plano agrícola que deverá ser anunciado ainda este mês. Dilma observou que a meta é manter as diretrizes dos planos anteriores, ampliar recursos e simplificar procedimentos. “Dos R$ 136 bilhões para o crédito em 2013 e 2014, foram contratados R$ 116 bilhões até março. Desse montante, R$ 42,5 bilhões foram destinados ao financiamento da pecuária”, afirmou Dilma.
 

REFLEXÕES SOBRE O RENASCIMENTO DO FASCISMO NO BRASIL




A todo momento alguém é acusado de fascista, sem que realmente se saiba do que está se falando.
O fascismo constitui uma das teorias político-filosóficas mais eficazes já criadas no mundo. Reconhecê-lo não significa apoiar seus males, mas identificar as fragilidades para combater sua nocividade.
A doutrina se apresenta como um movimento nacionalista de massa via adesão multiclasse, formando uma liga que consolida os interesses de qualquer corporação, fazendo crer que união de pessoas em defesa de seus direitos individuais se tornem uma frente forte e invencível. É aí onde mora a sua falácia.

Na prática, o que acontece é que, enquanto sindicatos, corporações, associações e entidades de classe e unem em defesa de seus afiliados, e eles se unem entre si, o Estado e as famílias afortunadas (de poder ou dinheiro) adquirem em seu benefício a capacidade de comprar as pessoas no atacado, através dos pelegos representantes, até negando determinados direitos aos outros cidadãos, sob argumento que os direitos reivindicados por eles são privativos, e não coletivos.
Na Europa e em outros países está voltando o fascismo com grande força, criando grandes feudos, cartórios e dinastias. No caso do Brasil, não creio em uma economia que enche o Estado de servidores, patrocina a agiotagem oficial e desencoraja a produção, as artes e os ofícios.
E não são legítimos todos os movimentos de categorias agrupadas, porque o que lhe conferiria legalidade é justamente sua interseção com a coletividade, e nem sempre com o Estado. Mas no Brasil, o Estado, muitas vezes, continua sendo usado por interesses privados, corporativos e feudais.
A ciência diz que, nos umbigos são onde estão a maior concentração de DNA. Talvez seja por isso que a hereditariedade e o corporativismo sejam tão fortes nas opções políticas do cotidiano no Brasil.

CRISE QUE O BRASIL NÃO VIVE


O jornal “Daily Telegraphy” noticiou semana passada a separação do príncipe britânico Harry e de sua namorada, Cressida Bonas, filha de uma futura banqueira e integrante da elite empresarial inglesa. O motivo seria uma passagem aérea de pouco mais de R$ 2.400 de ida e volta aos Estados Unidos.

De acordo com o tabloide, a candidata a princesa teria questionado Harry se o relacionamento dos dois tinha futuro. Se a resposta fosse dúbia, garante o jornal, ela não pagaria pelos custos da viagem.

Deixando de lado o sensacionalismo e a especulação da vida privada da família real, a veracidade de que o bilhete da British Airways tenha causado a desilusão amorosa do neto da rainha Elizabeth II é pouco relevante, se vista por uma perspectiva geral, mas reveladora, sobretudo para nós, brasileiros, em seus melindres. Revela-nos como estamos longe de um Primeiro Mundo.

Mas a distância aqui não é porque jamais teremos príncipes e futuras princesas brigando para ver quem vai pagar a conta e fazendo disso o estopim de uma crise conjugal, mas pelo fato em si de saber que, na Inglaterra, ao contrário daqui, aquela que deseja ser “princesa” paga por suas despesas.

ESTILO BRASILEIRO

No Brasil, que há muito aboliu a monarquia, o relacionamento dos dois não estaria em perigo por motivo tão banal. Bastaria mandar “pendurar” as despesas para as contas governamentais e usar o avião da Força Aérea Brasileira que tudo estaria muito bem-resolvido, sem maiores dilemas.

Neste caso, a conselheira sentimental de Cressida poderia ser muito bem uma tal de Rosemary Noronha, “amiga” de Lula que anda meio sumida do noticiário, mas que não titubeava nem um pouco em viver por aqui uma vida de rainha.

Com viagens pagas pela Presidência, o tíquete aéreo, ainda mais em vôo convencional, jamais criaria uma crise capaz de gerar, por menor que fosse, alguma instabilidade em sua amizade colorida.
O príncipe e a agora ex-futura princesa da Inglaterra também poderiam aprender por aqui algumas malandragens que os impediriam de brigar por uma simples passagem de avião. Professores não faltariam.

Mestres como o deputado André Vargas, o senador Renan Calheiros e o governador Sérgio Cabral – que teve a proeza de garantir assento aéreo em um helicóptero do Estado do Rio de Janeiro até para o cachorro da família, diriam a eles que brigar por isso é bobagem. Por aqui, o dilema estaria solucionado, e o casório de Harry e Cressida, definitivamente, estaria salvo. Como dito, bastaria recorrer à FAB.

(transcrito de O Tempo)

O HUMOR DO DUKE

 
Charge O Tempo 04/05
 

A QUESTÃO HAITIANA



 

Há alguns meses, tocamos aqui no problema dos imigrantes haitianos, que se acumulavam como gado, em um ”abrigo” no Acre, enquanto o governo acreano pedia, a Brasília, o fechamento da fronteira com o Peru, para diminuir o fluxo de “refugiados”.

O povo haitiano tem sido historicamente explorado. Primeiro, pelos espanhóis, depois, pelos franceses, os ingleses e norte-americanos, e vários ditadores, entre eles François Duvalier, o “Papa Doc”, que, além de  café e açucar, enviava, em conluio com mafiosos franceses, para o exterior, também o sangue e o plasma recolhidos, em troca de centavos, de seu povo.

Se antes, os haitianos eram explorados pelos colonos brancos, hoje, com o país destruído pela miséria e o terremoto, eles o são pelos “coyotes” que, em troca de pesadas dívidas, e usando seus familiares que ficam no Haiti como reféns ou como escravos, os enviam para outros países, como o Brasil, para que trabalhem, apenas para pagar a “viagem”, durante anos.

Para o Brasil, portanto, não se trata de um gesto humanitário aceitá-los em nossas fronteiras, já que, com isso, só estamos enriquecendo os modernos traficantes de escravos e os bandidos peruanos que os atravessam para o lado brasileiro. Se quiséssemos recebê-los por aqui, bastaria obedecer às cotas já ofertadas para imigrantes legais haitianos, nas representações diplomáticas brasileiras em Porto Príncipe.

Trazendo-os diretamente para o Brasil, diminuiríamos o número de vítimas dos traficantes. Mas só poderíamos fazê-lo se tivéssemos como oferecer-lhes capacitação profissional e em nosso idioma, na chegada, e não estivéssemos apenas abarrotando abrigos insalubres, durante meses, com essas pessoas.

20 MIL JÁ VIERAM

Desde 2010, quase 20.000 haitianos já entraram no Brasil por essa rota, e depois de ficar algum tempo no Acre, se espalharam pelo país. Nas últimas semanas, 2.500 deles ficaram impedidos de fazê-lo, por causa da cheia do rio Madeira, e o governo acreano resolveu enviá-los para outros estados, principalmente da região sudeste, usando aviões que levavam mantimentos ao Acre.

Trata-se de um êxodo descoordenado e improvisado, a ponto de o governo de São Paulo ter emitido, ontem, nota reclamando da chegada de 400 haitianos à capital paulista, sem aviso prévio, nos últimos 15 dias, e classificando a atitude do governo acreano de “irresponsável”.

Quando o governo brasileiro aceitou o comando militar da Minustah - Missão de Estabilização do Haiti, em 2004, a pedido do Conselho de Segurança das Nações Unidas, abriu-se caminho, especialmente depois do terremoto de 2010, para o maior envolvimento  com a população local, considerando-se a natural solidariedade que seu sofrimento despertou entre nossos soldados.

A questão é que, a partir de certo momento, o Brasil passou a agir, de fato, como se fôssemos, como Nação, culpados pela situação haitiana, ou tivéssemos, como a Europa, a França e os Estados Unidos, no passado, explorado suas riquezas, invadido seu território, ou massacrado sua população.

SENTIMENTO DE CULPA…

Ao que parece, estabeleceu-se, em alguns círculos, incluindo o governo, certo  sentimento de culpa, como se não estivéssemos no Haiti sob mandato imperativo  das Nações Unidas, mas como tropa de ocupação.
E fôssemos obrigados, por isso, a tratar os haitianos de forma diferente da que tratamos, por exemplo, nossos vizinhos da América do Sul. Aceitando a sua entrada, de forma maciça e desordenada, por nossas fronteiras, quando não temos condições sequer de assegurar dignidade, educação, saúde, e condições mínimas de infraestrutura e segurança a milhares de cidadãos acreanos, que, sem emprego e ocupando palafitas na periferia, vivem de forma não muito diferente das condições em que vivem os cidadãos do Haiti.

O que ocorrerá se, amanhã, devido a uma crise ou desastre natural, milhares de paraguaios, bolivianos, nicaragüenses ou hondurenhos, resolverem fazer o mesmo, e se dirigirem, à razão de dezenas de pessoas por dia, para outro município brasileiro? Teremos o direito de tratá-los de forma diferente da que estamos tratando os imigrantes haitianos até agora?

O governo brasileiro está simplesmente ignorando e empurrando com a barriga a questão da imigração haitiana. Ao que parece, já foi tomada a decisão de retirar nossos soldados daquela ilha, com o próximo fim da Minustah.
É preciso, agora, que o governo federal exija do governo peruano o fim do tráfico de pessoas – que envolve corrupção e dezenas de milhares de dólares por dia – em seu território, para o Brasil.
Ou blindar a fronteira com o exército, antes que a situação fique definitivamente comprometida e insustentável, do ponto de vista do controle dos milhares de quilômetros de fronteira que compartilhamos na América do Sul.

Se quisermos ajudar os haitianos, podemos construir escolas, enviar tecnologia agrícola ou montar cooperativas de trabalho naquele país. Incentivar a emigração deles para o Brasil – como estamos fazendo, por omissão, agora, não vai resolver nossos problemas, nem os problemas do Haiti.
 

BRASIL, CAMPEÃO EM DÍVIDA PÚBLICA

Descendo ladeira abaixo, Dilma é vaiada na Expozebu   



A presidente Dilma Rousseff foi vaiada em três momentos na abertura oficial da Expozebu, que reúne empresários da agropecuária no Triângulo Mineiro. No evento, ela prometeu que o plano agrícola pecuário 2014-2015 terá mais recursos e mais facilidades na obtenção de crédito. Na versão anterior, a verba para financiamento foi de R$ 136 bilhões. O anúncio não foi suficiente para conter a plateia.

As vaias começaram assim que a presidente recebeu a medalha alusiva aos 80 anos da Expozebu. Voltaram no início e no fim do discurso da presidente. Visivelmente tensa, a presidente não fez nenhum comentário sobre as manifestações. O evento contava com grande número de simpatizantes do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). O parlamentar, também homenageado com a medalha do evento, foi aplaudido pela plateia.

Dilma anunciou que na segunda-feira o Diário Oficial da União publicará um decreto do Ministério do Meio Ambiente formalizando a entrada em vigor do Cadastro Ambiental Rural, o CAR, ferramenta de dados para controle de desmatamentos com base em informações das propriedades rurais. O CAR foi criado com o Código Florestal. Ele é um dos requisitos para a obtenção de financiamento público.

A presidente Dilma afirmou que o governo está aberto a sugestões para a elaboração do plano agrícola que deverá ser anunciado ainda este mês. Dilma observou que a meta é manter as diretrizes dos planos anteriores, ampliar recursos e simplificar procedimentos. “Dos R$ 136 bilhões para o crédito em 2013 e 2014, foram contratados R$ 116 bilhões até março. Desse montante, R$ 42,5 bilhões foram destinados ao financiamento da pecuária”, afirmou Dilma.
 

LEMBRANDO UMA VISITA AO GRANDE JOÃO SALDANHA




Certa vez, um amigo – botafoguense, por sinal – convidou-me para ir consigo à casa de João Saldanha, na rua (salvo falha de memória) Almirante Guilhem.
Foi uma visita que eu adoraria que durasse a tarde inteira. Aproveitei por lá estar e disparei perguntas, pois uma coisa é a rádio corredor e outra ouvir diretamente.
Não repetirei literalmente o diálogo, como também não citarei os nomes dos santos, apenas farei referências.

ENTRANDO NO ESTÚDIO DE TV

Sobre um falecido botafoguense que estava desancando João ao vivo na rede nociva, após sua saída da seleção:
“-Saldanha, você entrou no estúdio, ao vivo, com a mão direita no bolso do paletó e a esquerda com o dedo em riste, cobrando: ‘Gostaria que repetissem aqui na minha frente o que estavam falando de mim até há pouco tempo’. O acreano gaguejava e não conseguia se desculpar, lembro-me disso. O que você tinha no bolso ?”
“-Acredita que eu não tinha nem um canivete ?”
“-Não”
“-Pois é, fiz aquilo ameaçando um segurança que não queria me deixar entrar. Avisei: ‘Não vem porque sobra pra você também’”.

O GOLEIRO SUBORNADO

Sobre um goleiro, que teria aceitado suborno:
“-Você atirou pra atingir mesmo ?”
“- Não, eu não erraria daquela distância, mas ele provou ser bom de salto … (risos). Mandei pra assustar. O problema é que poucos dias antes o canhota procurou a diretoria e disse que a turma do roedor de Moça Bonita lhe estava oferecendo 1.500 dólares para amolecer.
Perguntamos se só ele teria sido cantado e respondeu que falava por ele, não pelos outros. O resto, todos sabem da história: foi vendido para o Nacional e acabou sendo bicampeão no Uruguai, não sem antes ter tomado uma surra de toalha molhada por furto do dinheiro dos próprios colegas. Foi barrado, o Nacional desandou a perder e a torcida exigiu que saísse o “frangueiro” e voltasse o “ladrón”. Resultado: Nacional bicampeão”.

PROBLEMA DE SAÚDE

Sobre problemas de saúde de um jogador:

“- Lembro-me que quando você foi questionado sobre o parecer sobre um jogador, afirmou: ‘Eu não sou médico’. Com esta resposta você esperava que alguém se pronunciasse ? Pareceu-me que alguém teria a responsabilidade, mas fora você quem dissera, então …”

“- Olha, o sujeito estava com problemas com seu sócio em sua cidade. Estava mais com a cabeça lá do que no campo de jogo. Pediu pra ser dispensado e eu respondi que não havia jeito de fazê-lo. Alguém sugeriu um problema de visão e ele pode sair para resolver seus problemas particulares”.

OUTRAS HISTÓRIAS

Conversamos mais sobre outras coisas engraçadas, como a da pergunta do repórter:
“- O que o senhor está achando da grama do estádio ?”
“- Ainda não tive oportunidade de prová-la. Quando o fizer, opinarei a respeito”
Ou sobre os treinadores gays:

“Todo treinador de juvenis é meio homossexual. E todo treinador de qualquer categoria que defende a concentração, é candidato a corno.”
Pena que acabou rápido a visita. Faz muita falta João Saldanha.

Este site sobre o João é bom : http://www.geneton.com.br/archives/000171.html
 

A RÚSSIA, OS TRANSGÊNICOS, A COBIÇA E A MORTE

  



O Governo russo, em plena crise ucraniana, acaba de tornar oficial a decisão de proibir a entrada, no país, de qualquer alimento transgênico, ou derivado de organismos geneticamente modificados.

“É necessário proibir os OGM e impor uma moratória durante dez anos. Assim, nós poderemos planejar as experiências, os ensaios, e, possivelmente novos métodos de pesquisa que posam ser desenvolvidos. Ficou provado, não apenas na Rússia, mas também em outros países do mundo, que  os resultados obtidos até agora são perigosos, e precisam ser rigorosamente monitorados. O consumo dos OGM pode conduzir a tumores, câncer e obesidade em animais. A biotecnologia merece ser desenvolvida, mas a produção transgênicos tem que ser paralisada, afirmou, em declaração à imprensa, Irina Ermakova, da Associação Nacional para a Segurança Genética da Rússia.

Uma das maiores preocupações russas com a Ucrânia, reside também justamente no avanço da utilização de sementes transgênicas naquele país, por intermédio de empresas como a Cargill, que acaba de comprar parte considerável da UkrlLandFarming – uma empresa ucraniana que controla meio milhão de hectares de terra – e a Monsanto (foto) que já é responsável pela venda de 40% das sementes usadas pelos agricultores ucranianos.

Os russos se preocupam com a penetração dessas sementes transgênicas pela vasta fronteira russo-ucraniana; temem a contaminação de seu vasto território e dos alimentos consumidos pela população russa por agrotóxicos como o glifosate.

AJUDA INTERNACIONAL?

Agências norte-americanas de ajuda internacional, como a USAID, são obrigadas, por lei, desde o ano 2.000, a não impor barreiras à compra de alimentos transgênicos para seus programas de auxílio ao Terceiro Mundo.

No momento em que, segundo denúncias de ambientalistas, a Monsanto, aproveitando as negociações do Acordo de Parceria Transpacífico, pretende diminuir as barreiras existentes para seus herbicidas e suas sementes, a proibição russa – como maior país do mundo em extensão territorial e um dos maiores produtores de trigo – pode ser decisiva e entravar os planos da empresa norte-americana.

Para o Brasil, no entanto, a notícia pode não ser boa. Nosso país pagará, agora, um alto preço por sua lassitude na aprovação de organismos transgênicos nos últimos anos – que envolve suspeitas de corrupção, em processo de investigação – e pela disseminação, sem controle, em anos recentes, de cópias de sementes transgênicas, a partir das regiões de fronteira.

Justamente no momento em que a Rússia, por causa do conflito ucraniano, pretende substituir a importação de alimentos ocidentais por outros fornecedores, principalmente do BRICS, do qual o Brasil é o maior produtor-exportador de alimentos, corremos o risco de perder essa oportunidade, por não ter soja natural suficiente, ou estrutura confiável de fiscalização e transporte de nossas exportações.

04 de maio de 2014
Mauro Santayana
(Hoje em Dia)