"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 11 de dezembro de 2016

ALEXANDRE GARCIA COMENTA O CINISMO DOS PODERES E A DECISÃO ESDRÚXULA QUE SALVOU UM RÉU

CHICO XAVIER E AS REVELAÇÕES SOBRE 2019

Chico Xavier e as revelações sobre 2019 - Visão espírita



11 DE DEZEMBRO DE 2016
POSTADO POR M.AMERICO

RODRIGO JANOT E MARCO AURÉLIO ARRASAM RENAN CALHEIROS E CALAM MINISTROS DO STF

BARRACO NO SENADO!

BRASIL VIVENDO O CAOS ESPIRITUAL

DIVALDO PEREIRA FRANCO DEFENDE "OPERAÇÃO LAVA JATO"

DESENCARNES COLETIVOS: RESGATES OU ERROS HUMANOS?

RELATOS FANTÁSTICOS DE CHICO XAVIER

UFRGS: UNIVERSIDADE MARXISTA ESPECIALIZADA EM FRAUDES E CORRUPÇÃO

DEU A LOUCA NAS REDAÇÕES! É PRECISO SEPARAR AS DENÚYNCIAS POR ORDEM DE IMPORTÂNCIA


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Charge do Cazo, reproduzida do Arquivo Google
Desse jeito, não tem jornalista que aguente. É tanto vazamento de delações da Odebrecht que a gente enlouquece e fica sem saber como assimilar e retransmitir essas denúncias que atingem diretamente os atuais locatários do Palácio do Planalto e a classe política como um todo. Somente na Odebrecht há 77 delatores que estão prestando depoimentos ao mesmo tempo, num exasperante torrencial de informações que parece um nunca-acabar.
A CONFUSÃO É GERAL – São acusações importantíssimas, nem importa mais saber que partido político está recebendo em dinheiro vivo, qual é o parlamentar ou governante agraciado com propinas, nem mesmo quais foram as Medidas Provisórias negociadas por trinta dinheiros. Tudo se mistura, a confusão é geral, nenhum ser humano consegue processar tantas notícias ruins ao mesmo tempo.
Em ritmo de “urgência urgentíssima”, expressão inventada no Congresso para justificar qualquer patifaria, é preciso inventar logo um programa de computador que possa ajudar os jornalistas a organizar essas matérias.
COMO ORGANIZAR – Enquanto os gênios da informática não recebem o chamado “insight” para colocar o ovo em pé, vamos sugerir que os jornalistas tentem selecionar e organizar as denúncias de acordo com sua ordem de importância. A primeira providência é fazer a relação dos estelionatários que infestam a política e a administração pública, listando aqueles que efetivamente se corrompem e levam propinas. Estes devem ser considerados os criminosos preferenciais, de maior periculosidade.
Simultaneamente, vamos selecionar os políticos que apenas receberam doações de caixa dois para campanhas eleitorais, dividindo-os em duas categorias: 1) aqueles que entregaram o dinheiro vivo aos tesoureiros de campanha; 2) os espertinhos que simplesmente embolsaram o dinheiro – total ou parcialmente – e devem passar a ser relacionados na lista principal dos receptores de propinas.
Com isso, poderemos reduzir um pouco a confusão em que nos metemos, e os leitores terão melhores condições  de entender o que realmente está acontecendo.
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PS
 – Como diz o ministro-relator Teori Zavascki, o pior ainda está para vir, porque na semana que se inicia Emílio e Marcelo Odebrecht prestarão novos depoimentos sobre suas relações com os últimos quatro presidentes da República (FHC, Lula, Dilma e Temer) e também com os chamados caciques dos principais partidos políticos. Também está para sair o dicionários dos codinomes dos políticos e autoridades que foram agraciados com propinas. E aí a confusão vai aumentar ainda mais(C.N.)

11 de dezembro de 2016
Carlos Newton

"ROUBAR É PRECISO, NAVEGAR NÃO É PRECISO"

Fernando Pessoa no Brasil de hoje

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Charge do Luiz Caetano, reprodução do Arquivo Google
Diante das últimas notícias sobre as delações premiadas, cheguei à conclusão de que atualmente “roubar é preciso”. E, para não fugir à regra, roubei o poema de Fernando Pessoa, plagiando, embora de maneira extremamente mambembe, o grande poeta lusitano. Antigamente, políticos sérios como Ulysses Guimarães tinham uma frase gloriosa: “Governar é preciso; viver não é preciso.” Atualmente, a frase foi com certeza modificada. E ficou assim: “Levar uma vida digna, ser honesto e ético não é mais preciso; o que é necessário é roubar”.
Está mais do que comprovado que agora o objetivo de grande parte das autoridades, sejam de quais poderes forem, é simplesmente usurpar os recursos públicos, mesmo que isso ocorre por meio de penduricalhos salariais, cartões corporativos e outros artifícios supostamente legais. Portanto: roubar é preciso!
NOVAS VERSÕES – O espírito desta frase, transformada, atualmente passou a ser “administrar não é preciso, o que é necessário é roubar”. Com os acréscimos, do tipo “conto gozar a minha vida e roubar bastante, porque só quero torná-la grande e para isso vou roubar cada vez mais e mais”. Ou mesmo “só quero roubar de toda a humanidade, ainda que para isso tenha de perder toda a dignidade e a vergonha, se é que as tive algum dia”.
Há, também a versão “cada vez mais assim penso, cada vez mais ponho meus objetivos em execução, e na essência do meu sangue o propósito pessoal é me engrandecer e seguir roubando, para ficar cada vez mais rico”.
Ou a variável “é a forma que em mim tomou o objetivo de minha vida, só quero me tornar rico e poderoso, ainda que para isso o meu corpo e a minha alma tenham de ser a lenha desse fogo”. E ainda a que defende que “só quero me tornar mais rico e sem escrúpulos, ainda que para isso tenha de trair todos os bons princípios, e cada vez mais assim penso, cada vez mais esta é a minha finalidade, porque é a forma que em mim tomou o misticismo da nossa época”.
O fato concreto é que chegamos ao limite. Essa pouca vergonha, essa imundície e essa roubalheira têm urgentemente que acabar!

11 de dezembro de 2016
José Carlos Werneck

INSTITUIÇÕES FUNCIONANDO, EM RITMO DE SURREALISMO POLÍTICO



Ao voltar, Renan cria uma comissão para defender a moral
Os roteiristas de ficção têm muito a aprender com o Congresso brasileiro. Depois de protagonizar uma grave crise institucional e afrontar decisão do Supremo, o Senado amanheceu  como se nada tivesse acontecido. A cadeira de presidente voltava a ser ocupada por Renan Calheiros, réu por peculato e multi-investigado na Operação Lava Jato. À vontade na poltrona de couro azul, ele distribuía ordens, organizava a lista de oradores e fazia piadas ao microfone.
“A oposição não costuma cansar nunca!”, disse a Magno Malta, dublê de senador e cantor evangélico, recusando uma sugestão para que deixasse a minoria falar “até cansar”.
Pouco depois, Renan passou a anunciar a criação de um novo órgão: a Comissão Permanente Senado do Futuro. Lendo uma folha de papel pousada sobre a mesa, ele enumerou as questões a serem debatidas. “A saúde dos oceanos e dos rios; o mundo pós-energia fóssil; as novas fronteiras da vida, inclusive com a inteligência artificial e o potencial das células-tronco; as novas fronteiras do universo, inclusive o potencial de viagens espaciais”, recitou.
ÚLTIMO ITEM – Para completar o surrealismo da cena, o senador-réu leu o último item da lista: “a evolução da moral e da conduta humana”. Em seguida, passou a palavra a Romero Jucá, também investigado na Lava Jato e primeiro dos seis ministros a cair em seis meses de governo Temer.
Na Câmara, não houve votações relevantes. Oposicionistas apresentaram outro pedido de impeachment, mas o presidente Rodrigo Maia nem apareceu para recebê-los. O documento foi lido diante de uma poltrona vazia. No plenário, deputados-pastores promoviam uma sessão solene. Homenagem ao Dia da Bíblia.
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PS –
 O prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, diz ter batido o martelo. Reduzirá o número de secretarias do município para 12. É a metade da estrutura chefiada por Eduardo Paes.

11 de dezembro de 2016
Bernardo Mello Franco
Folha

EDUARDO PAES TRANSFORMOU O RIO DE JANEIRO NUM CEMITÉRIO DE ELEFANTES OLÍMPICOS


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Charge do Aroeira (Portal O Dia)
Bocós e deslumbrados, uni-vos! Era a palavra de ordem da malta governamental que deu saltinhos de felicidade com a realização da Copa-2014 e das Olimpíadas-2016. Nos cálculos marotos, certamente entraram não apenas os roubos que agora se revelam, mas carreiras políticas infladas pela propaganda. Sobre a Copa e seu cortejo de obras inacabadas, projetos superfaturados e parques esportivos deteriorados por falta de uso, não há muito mais a acrescentar. Exceto a punição, que não virá, pelo planejamento danoso aos interesses populares. E quanto às Olimpíadas?
Não faltou quem comparasse Eduardo Paes a Pereira Passos. Trabalhador infatigável, carioca nota 10, empreendedor criativo: afagos para um político camaleônico, que não se envergonha de trair aliados de ontem, nem de sair de partidos por puro oportunismo. Ah, mas mudou a cara do Rio, dirão os discípulos de Ruy Castro. Só não perguntam a que custo. Herança do rouba, mas faz?
Quando se gastaram oceanos de tinta para louvar os “legados” das Olimpíadas, pedi uma carência de um ano para ter uma perspectiva melhor das obras, seus custos reais e impactos na cidade. Fui otimista. A coisa já está fedendo.
ROTINA DO CRIME – Enquanto o boneco do Piranhão faz as malas para sair do radar dos cariocas (e apostar na amnésia política da manada), nós herdamos uma cidade deprimida, cínica, aberta como nunca às propostas udenistas, com a miséria crescendo em taxas geométricas e a violência claramente fora de controle. O assassinato de um turista italiano, no bairro de Santa Teresa, já quase não choca nosotros, pelo caráter rotineiro. O turista cometeu o pecado de colocar uma câmera no capacete da moto, para registrar bons momentos. Foi confundido pelos marginais com um policial. Tiro na cabeça. E o janota do Piranhão vai tirar um ano sabático nos Estados Unidos, coçando os dedos para assinar ficha de filiação no PSDB. Rato pulando fora do navio que afunda. Se ao menos ficasse por lá … Ô Trump, arruma uma boquinha para o falastrão!
Leiam a coluna do Marco Aurélio Canônico na Folha de S. Paulo. Coloca números nas calamidades aprontadas pelo Cônsul-Honorário da Austrália no Rio de Janeiro.
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CEMITÉRIO DE ELEFANTES OLÍMPICOSMarco Aurélio CanônicoFolha
Um dos mantras mais repetidos por Eduardo Paes era o de que a Rio-2016 não deixaria “elefantes brancos” para a cidade. Menos de três meses após o fim do evento, tal promessa já se mostra furada.
Alguns equipamentos eram claramente insustentáveis desde a concepção. Caso do campo de golfe, construído por US$ 19 milhões em uma área de reserva natural. O local é público, mas, como ninguém pratica o esporte no Brasil, é inútil. Sua manutenção gira em torno de US$ 82 mil mensais.
Mesmo instalações para as quais havia algum simulacro de planejamento já começam a tomar a forma de paquidermes de concreto e metal. É o caso do Parque Olímpico da Barra. Ali, segundo Paes, a “criatividade” seria garantia de aproveitamento: parte dos estádios seria administrada por meio de uma parceria público-privada e outra parte seria desmontada e “transformada em escolas e ginásios em áreas mais pobres”.
Não é o que está se desenhando. A licitação para escolher a empresa que cuidará do local deveria ter acontecido em agosto, mas foi sucessivamente adiada. Uma única empreiteira se interessou, mas não cumpriu as regras do edital. Com isso, a prefeitura teve de contratar emergencialmente (ou seja, sem licitação) um gestor para o espaço por até três meses, ao custo de R$ 4 milhões.
Ainda que ocorra até o fim do ano, a licitação já tem oposição declarada do próximo prefeito, Marcelo Crivella, que se espantou com a conta que herdará: R$ 166,5 milhões a serem pagos pelo município por obras de adaptação ao longo de três anos. A partir deste prazo, a prefeitura arca com parte das despesas de duas das arenas, gastando até R$ 382,7 milhões.
Não dá para dizer que esse cenário é surpreendente. Mas os elefantes olímpicos cariocas cresceram muito mais rapidamente do que se podia supor. (artigos enviados por Mário Assis Causanilhas)

11 de dezembro de 2016
Jacques Gruman    

FAZ SUCESSO NA INTERNET A CARTA ALERTA DE THEREZA COLLOR PARA RENAN CALHEIROS

Thereza Collor traça um implacável retrato de Renan

A mensagem de Thereza Collor está correndo todo o país. No Rio de Janeiro, foi postada no site do jornal Extra, com grande repercussão. O mais interessante é que Thereza Collor fez o que os jornalistas jamais fizeram – mostrou quem é, na verdade, o senador Renan Calheiros. Confira a íntegra da carta-aberta

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UM POBRE HOMEM RICO CHAMADO RENAN

Thereza Collor


‘Vida de gado. Povo marcado. Povo feliz’. As vacas de Renan dão cria 24 h por dia. Haja capim e gente besta em Murici e em Alagoas! Uma qualidade eu admiro em você: o conhecimento da alma humana. Você sabe manipular as pessoas, as ambições, os pecados e as fraquezas.

Do menino ingênuo que eu fui buscar em Murici para ser deputado estadual em 1978 – que acreditava na pureza necessária de uma política de oposição dentro da ditadura militar – você, Renan Calheiros, construiu uma trajetória de causar inveja a todos os homens de bem que se acovardam e não aprendem nunca a ousar como os bandidos.

Você é um homem ousado. Compreendeu, num determinado momento, que a vitória não pertence aos homens de bem, desarmados desta fúria do desatino, que é vencer a qualquer preço. E resolveu armar-se. Fosse qual fosse o preço, Renan Calheiros nunca mais seria o filho do Olavo, a digladiar-se com os poderosos Omena, na Usina São Simeão, em desigualdade de forças e de dinheiros.

Decidiu que não iria combatê-los de peito aberto, descobriria um atalho, um mil artifícios para vencê-los, e, quem sabe, um dia derrotaria todos eles, os emplumados almofadinhas que tinham empregados cujo serviço exclusivo era abanar, durante horas, um leque imenso sobre a mesa dos usineiros, para que os mosquitos de Murici (em Murici, até os mosquitos são vorazes) não mordessem a tez rósea de seus donos.

O NOVO CORONEL – Quem sabe, um dia, com a alavanca da política, não seria Renan Calheiros o dono único, coronel de porteira fechada, das terras e do engenho onde seu pai, humilde, costumava ir buscar o dinheiro da cana, para pagar a educação de seus filhos, e tirava o chapéu para os Omena, poderosos e perigosos.

Renan sonhava ser um big shot, a qualquer preço. Vendeu a alma, como o Fausto de Goethe, e pediu fama e riqueza, em troca.

Quando você e o então deputado Geraldo Bulhões, colegas de bancada de Fernando Collor, aproximaram-se dele e se aliaram, começou a ser parido o novo Renan.

Há quem diga que você é um analfabeto de raro polimento, um intuitivo. Que nunca leu nenhum autor de economia, sociologia ou direito. Os seus colegas de Universidade diziam isso. Longe de ser um demérito, essa sua espessa ignorância literária faz sobressair, ainda mais, o seu talento de vencedor. Creio que foi a casa pobre, numa rua descalça de Murici, que forneceu a você o combustível do ódio à pobreza e o ser pobre.

AMIGO DO REI – E Renan Calheiros decidiu que, se a sua política não serviria ao povo em nada, a ele próprio serviria em tudo. Haveria de ser recebido em Palácios, em mansões de milionários, em Congressos estrangeiros, como um príncipe, e quando chegasse a esse ponto, todos os seus traumas banhados no rio Mundaú, seriam rebatizados em Fausto e opulência; “Lá terei a mulher que quero, na cama que escolherei. Serei amigo do Rei.”

Machado de Assis, por ingênuo, disse na boca de um dos seus personagens: “A alma terá, como a terra, uma túnica incorruptível.” Mais adiante, porém, diante da inexorabilidade do destino do desonesto, ele advertia: “Suje-se, gordo! Quer sujar-se? Suje-se, gordo!”

Renan Calheiros, em 1986, foi eleito deputado federal pela segunda vez. Nesse mandato, nascia o Renan globalizado, gerente de resultados, ambição à larga, enterrando, pouco a pouco, todos os escrúpulos da consciência. No seu caso, nada sobrou do naufrágio das ilusões de moço! Nem a vergonha na cara. O usineiro João Lyra patrocinou essa sua campanha com US1.000.000. O dinheiro era entregue, em parcelas, ao seu motorista Milton, enquanto você esperava, bebericando, no antigo Hotel Luxor, av. Assis Chateaubriand, hoje Tribunal do Trabalho.

SURGE O ALPINISTA – E fez uma campanha rica e impressionante, porque entre seus eleitores havia pobres universitários comunistas e usineiros deslumbrados, a segui-lo nas estradas poeirentas das Alagoas, extasiados com a sua intrepidez em ganhar a qualquer preço. O destemor do alpinista, que ou chega ao topo da montanha – e é tudo seu, montanha e glória – ou morre. Ou como o jogador de pôquer, que blefa e não treme, que blefa rindo, e cujos olhos indecifráveis intimidam o adversário. E joga tudo. E vence. No blefe.

Você, Renan não tem alma, só apetites, dizem. E quem, na política brasileira, a tem? Quem, neste Planalto, centro das grandes picaretagens nacionais, atende no seu comportamento a razões e objetivos de interesse público? ACM, que, na iminência de ser cassado, escorregou pela porta da renúncia e foi reeleito como o grande coronel de uma Bahia paradoxal, que exibe talentos com a mesma sem-cerimônia com que cultiva corruptos? José Sarney, que tomou carona com Carlos Lacerda, com Juscelino, e, agora, depois de ter apanhado uma tunda de você, virou seu pai-velho, passando-lhe a alquimia de 50 anos de malandragem?

GOLPE DO OPERÁRIO – Quem tem autoridade moral para lhe cobrar coerência de princípios? O presidente Lula, que deu o golpe do operário, no dizer de Brizola, e hospedou no seu Ministério um office boy do próprio Brizola? Que taxou os aposentados, que não o eram, nem no Governo de Collor, e dobrou o Supremo Tribunal Federal? No velho dizer dos canalhas, todos fazem isso, mentem, roubam, traem. Assim, senador, você é apenas o mais esperto de todos, que, mesmo com fatos gritantes de improbidade, de desvio de conduta pública e privada, tem a quase unanimidade deste Senado de Quasímodos morais para blinda-lo.

E um moço de aparência simplória, com um nome de pé de serra – Siba – é o camareiro de seu salvo-conduto para a impunidade, e fará de tudo para que a sua bandeira – absolver Renan no Conselho de Ética – consagre a sua carreira. Não sei se este Siba é prefixo de sibarita, mas, como seu advogado in pectore, vida de rico ele terá garantida. Cabra bom de tarefa, olhem o jeito sestroso com que ele defende o chefe… É mais realista que o Rei. E do outro lado, o xerife da ditadura militar, que, desde logo, previne: quero absolver Renan.

OS BENS DE RENAN – Que Corregedor!… Que Senado!…Vou reproduzir aqui o que você declarou possuir de bens em 2002 ao TRE. Confira, tem a sua assinatura: 
1) Casa em Brasília, Lago Sul, R$ 800 mil; 
2) Apartamento no edifício Tartana, Ponta Verde, R$ 700 mil; 
3) Apartamento no Flat Alvorada, DF, de R$ 100 mil; 
4) Casa na Barra de S Miguel de R$ 350 mil. 
E só.

Você não declarou nenhuma fazenda, nem uma cabeça de gado! Sem levar em conta que seu apartamento no Edifício Tartana vale, na realidade, mais de R$1 milhão, e sua casa na Barra de São Miguel, comprada de um comerciante farmacêutico, vale mais de R$ 2.000.000. 
Só aí, Renan, você DECLARA POSSUIR UM PATRIMONIO DE CERCA DE R$ 5.000.000.

Se você, em 24 anos de mandato, ganhou BRUTOS, R$ 2 milhões, como comprou o resto? E as fazendas, e as rádios, tudo em nome de laranjas? Que herança moral você deixa para seus descendentes?

SEM ESCRÚPULOS – Você vai entrar na história de Alagoas como um político desonesto, sem escrúpulos e que trai até a família. Tem certeza de que vale a pena? Uma vez, há poucos anos, perguntei a você como estava o maior latifundiário de Murici. E você respondeu: “Não tenho uma só tarefa de terra. A vocação de agricultor da família é o Olavinho.” É verdade, especialmente no verde das mesas de pôquer!

O Brasil inteiro, em sua maioria, pede a sua cassação. Dificilmente você será condenado. Em Brasília, são quase todos cúmplices. Mas olhe no rosto das pessoas na rua, leia direito o que elas pensam, sinta o desprezo que os alagoanos de bem sentem por você e seu comportamento desonesto e mentiroso. Hoje perguntado, o povo fecharia o Congresso. Por causa de gente como você!

Por favor, divulgue esta minha carta para o Brasil inteiro, para ver se o Congresso cria vergonha na cara.

Os alagoanos agradecem.



11 de dezembro de 2016
João Amaury Belem