"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 2 de junho de 2014

AMEAÇAS E AGRESSÕES VINDAS DE PETISTAS TIRARAM JOAQUIM BARBOSA DO STF. O CRIME COMPENSOU


O momento mais emblemático das agressões petistas contra Joaquim Barbosa: o vice-presidente da Câmara, André Vargas, provoca o ministro. Mais tarde, Vargas seria pego em flagrante por ligações corruptas com o doleiro Youssef, na Operação Lava-Jato.

A decisão do ministro Joaquim Barbosa de antecipar sua saída da presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) e também da Corte, prevista para o fim do ano, foi precipitada pelas ameaças que ele vem sofrendo, especialmente por causa de sua atuação à frente do julgamento do mensalão do PT. Aos 59 anos, Barbosa deixará o STF no final do mês que vem. Pessoas próximas ao ministro contaram que as ameaças e as agressões sofridas por Barbosa, pela internet e até em locais públicos, o levaram a decidir sair antes do previsto. — Não se surpreendam se eu largar o Supremo antes das eleições — avisou Barbosa numa dessas conversas, informando que voltaria a dar aulas e a fazer palestras.
 
Antes do julgamento do mensalão, o ministro frequentava restaurantes e bares em Brasília e no Rio. E continuou a fazê-lo por algum tempo. Tudo mudou nos últimos meses, especialmente após a prisão de mensaleiros. Com a profusão de ameaças nas redes sociais, e o episódio em que foi abordado por um grupo de militantes do PT, ao deixar um restaurante em Brasília, Barbosa se sentiu forçado a mudar seus hábitos.

— Ele passou a evitar locais públicos por medo em relação à sua segurança. Parou de sair — disse um amigo de Barbosa: — Agora, ele está se sentindo aliviado. Ele estava cansado, quer viver a vida. Estava muito patrulhado, se sentia agredido com palavras, com provocações. Me disse: “Tô precisando viver”.

Ameaças nas redes sociais

Segundo a revista “Veja”, um perfil apócrifo no Facebook dizia que o ministro “morreria de câncer ou com um tiro na cabeça” e que seus algozes seriam “seus senhores do novo engenho, seu capitão do mato”. Outro perfil dizia: “Contra Joaquim Barbosa toda violência é permitida, porque não se trata de um ser humano, mas de um monstro e de uma aberração moral das mais pavorosas. Joaquim Barbosa deve ser morto”. A Polícia Federal investiga a origem das ameaças. — Esse fator (as ameaças) contribuiu para sua saída antecipada — disse outro interlocutor do ministro.
 
Barbosa acordou ontem decidido e, de manhã , foi dar a notícia à presidente Dilma Rousseff, que ficou surpresa. Depois, despediu-se oficialmente dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). Como Ilimar Franco contou em seu blog, Barbosa disse a Henrique Alves que não pretende seguir carreira política. — Política, de jeito nenhum! — afirmou o presidente do STF. Descontraído, ainda falou sobre o seu futuro. — Vou fazer como o Lula, vou dar palestras — disse Barbosa.
 
Após esses encontros, Barbosa anunciou sua aposentadoria precoce no início da sessão de ontem do Supremo. — Tenho uma informação de ordem pessoal a trazer: decidi me afastar do STF no final de junho. Afasto-me não apenas da presidência, mas do cargo de ministro. Requererei o meu afastamento do serviço público após quase 41 anos. Tive a felicidade, a satisfação e a alegria de compor esta Corte no que é, talvez, o seu momento mais fecundo, de maior criatividade e de importância no cenário político institucional do nosso país. Sinto-me deveras honrado de ter feito parte deste colegiado e de ter convivido com diversas composições e, evidentemente, com a atual composição do STF. Agradeço a todos, meu muito obrigado — afirmou.
 
Barbosa ficou popular com o julgamento do mensalão, a ponto de ser bem avaliado nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência da República. No entanto, os eleitores não poderão ver seu nome nas urnas em outubro. Além de sua disposição de não concorrer, o prazo de desincompatibilização de juízes com os cargos que ocupam venceu em 4 abril. Quem não fez isso a tempo não pode se candidatar. — Ele teria que ter se desincompatibilizado até 4 de abril. Parece que o cavalo passou encilhado e ele não colocou o pé no estribo. Não dá mais. Agora, ele está inelegível — explicou o ministro Marco Aurélio Mello.
 
Amadurecida ao longo dos últimos anos, a ideia de deixar o Supremo começou a tomar forma concreta em janeiro, durante viagem à França e à Inglaterra, onde deu palestras e participou de eventos representando o STF. — Essa decisão (tomei) naqueles 22 dias que tirei em janeiro, estive na Grã-Bretanha e na França. Aquilo foi decisivo para minha decisão — explicou.
 
Nos últimos dias, Barbosa procurou ao menos três ministros para contar a novidade — entre eles, Luiz Fux, o integrante do Supremo com quem tem maior proximidade. Os outros não sabiam de nada. Marco Aurélio está no grupo dos surpreendidos. — Não sabíamos de nada. Pelo menos, eu não tinha conhecimento de que ele deixaria o tribunal. Pega de surpresa o Supremo, pelo menos um dos integrantes, que sou eu — afirmou.

Com a saída do relator do mensalão, o processo será conduzido por outro ministro, a ser sorteado para a função assim que Barbosa deixar a Corte oficialmente. Esse ministro ficará responsável pela execução das penas dos 24 condenados. E tomará decisões referentes ao direito ao trabalho externo de presos no regime semiaberto — benefício que Barbosa negou recentemente a oito condenados, incluindo o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

(O Globo)

in coroneLeaks

GOLPE COMUNISTA SOB A DENOMINAÇÃO DE "CONSTITUINTE PARA REFORMA POLÍTICA"

PT ABRE NOVA FRENTE DE PROPAGANDA PARA POR EM MARCHA O GOLPE COMUNISTA COM A FALACIOSA DENOMINAÇÃO DE "CONSTITUINTE PARA REFORMA POLÍTICA"
Facsimile do cabeçalho do site golpista que usa as cores da Bandeira do Brasil para escamotear a verdade: o golpe comunista da Constituinte. 
RECOMENDO QUE LEIAM COM ATENÇÃO ESTE TEXTO E COMPARTILHEM:
 
Se o povo brasileiro consentir nas eleições presidenciais de outubro deste ano em dar mais um mandado para o PT, o Brasil poderá seguir o mesmo rumo da Venezuela, ou seja, transformar-se numa república comunista. Lá tudo começou com o finado caudilho Hugo Chávez que se utilizou dos mecanismos democráticos para chegar ao poder.

Depois conseguiu realizar uma Assembleia Constituinte para mudar o sistema político. Fechou o Senado e criou uma Assembleia Nacional sob o controle absoluto do PSUV Partido Socialista Unido da Venezuela, que é um partido que tem o mesmo viés do PT. E é isto que está em curso no Brasil, conforme vou revelar e explicar tudo resumidamente neste texto.
 
Note-se que a transformação lenta e gradual da Venezuela numa ditadura comunista foi operada por meio de uma Constituinte. Todos os mecanismos da democracia representativa foram utilizados para destruir a democracia.
Esta é a nova estratégia utilizada pelo Foro de São Paulo, organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, que comanda a aplicação dos mandamentos do “socialismo do século XXI”.

Em outras palavras, significa a implantação de regimes comunistas, pasmem, com a anuência da própria população! depois que as pessoas já tiveram seus cérebros abduzidos pela propaganda comunista, que mascara essa funesta intenção por meio da corruptela dos conceitos, como democracia e liberdade de expressão.

E isso se torna perfeitamente factível depois de alguns anos de doutrinação por meio da escola, da mídia, das universidades e demais organismos da sociedade civil. Trocando em miúdos, trata-se da aplicação pura e simples da teoria formulada pelo filósofo comunista italiano Antonio Gramsci, que começou a ser disseminada nas universidades brasileiras e dos demais países latino-americanos nos anos 80 do século passado.
 
A atuação do Foro de São Paulo é metódica. Varia de acordo com as circunstâncias políticas e sociais de cada país. É oportuno lembrar que essa organização comunista desde a sua fundação é dirigida pelo PT, sendo Lula o presidente de honra, o chefão, em sintonia com o regime cubano. Em síntese, é este o pano de fundo desse teatro do horror.
 
O CASO BRASILEIRO
 
Dos países latino-americanos o Brasil talvez seja o mais complexo, em decorrência de suas dimensões territoriais e no que diz respeito à população em torno de 200 milhões de habitantes. A par disso, as instituições democráticas, apesar de tudo, ainda possuem uma certa solidez. Acresce a isso, e mais uma vez apesar de tudo, a crença nos valores da democracia e da liberdade. 
 
Por isso, a tentativa de sistemática do PT em desmoralizar principalmente o Congresso Nacional e o Poder Judiciário. Notem que os escândalos e as roubalheiras que levam ao descrédito a classe política começaram a aparecer em profusão depois que o PT chegou ao poder no Brasil. 
 
O PT, como todos os partidos comunistas, obtém dividendos políticos, isto é, condições para alcançar os seus objetivos, em qualquer situação. Ao promover o mensalão buscava a compra de votos dos parlamentares para viabilizar a aprovação de seus projetos, ou seja, apressar as condições de fazer a tal “reforma política” que tem em mira a realização de uma assembleia constituinte que lhe oferece a condição de poder perpétuo.
Como a tramóia foi detonada e seus operadores descobertos, o PT começa a agir como vítima e ao mesmo tempo utiliza o escândalo que gerou para desmoralizar a própria instituição parlamentar, vértice da democracia representativa. 
 
A insatisfação popular em decorrência de sucessivos escândalos e roubalheiras do PT, é utilizada pelo próprio PT para reforçar a tese de que há necessidade de uma reforma política que poria fim a todas essas iniquidades.
É um troço surreal, haja vista que quem promove o grosso da corrupção é o próprio PT. E é isto que Lula e seus sequazes estão fazendo, usando a mistificação e a mentira como arma política!
 
O ardil montado pelos psicopatas do PT: esta é a capa da cartilha para iludir a população brasileira, principalmente a camada menos instruída da população. 

O GOLPE DA CONSTITUINTE
 
A tentativa de realizar uma Assembleia Constituinte para uma suposta “reforma política”, é um dos maiores absurdos. Uma assembleia constituinte só é cabível se existe uma ruptura institucional. Foi o caso da Assembléia Nacional Constituinte que escreveu a Carta de 1988, em vigência, cujo objetivo era a democratização, haja vista o interregno dos governos militares.
 
Na atualidade, portanto, não há nenhum rompimento institucional. Do ponto de vista jurídico não há qualquer amparo no que respeita à convocação de Constituinte. A mesma coisa ocorreu na Venezuela e a mesma coisa o PT tenta fazer agora no Brasil. 
 
Tanto é que já está na internet para todo mundo ver a campanha pela Constituinte, levada a efeito pelos ditos “movimentos sociais” do PT. Há mais de 200 entidades ligadas ao PT na organização e suporte ao golpe da Constituinte.
Está tudo no site Plebiscito Constituinte, com farto material de propaganda. Há inclusive um livro contendo coletânea de artigos de professores de universidades intitulado “Constituinte Exclusiva - Um outro sistema político é possível”.
E dentre o material de propaganda há também uma cartilha “Plebiscito Popular - Por uma Constituinte Exclusiva Soberana do Sistema Político”.

Se não há ruptura institucional, se as instituições democráticas estão em pleno funcionamento, e não havendo nenhuma comoção social que esteja ameaçando-as, falar em Constituinte não tem qualquer cabimento e, por isso, trata-se evidentemente da preparação de um Golpe de Estado Comunista como ocorreu na Venezuela e deu no que deu: fim das liberdades civis, prisões, torturas e a aplicação do mais odioso esquema de dominação política que há mais de meio século é utilizado pela ditadura cubana: a escassez de alimentos.
Aliás, isso é usado por todas as ditaduras comunistas. Era assim na ex-URSS, é assim na Coréia do Norte e demais regimes comunistas. Pois é isso que está sendo idealizado pelo PT para ser posto em prática no Brasil e é tudo isso que está em jogo na eleição presidencial deste ano!
 
Isto significa que conceder mais um mandato para o governo da Dilma e do Lula é dar um passo definitivo para transformar o Brasil numa nova Venezuela.
Os últimos acontecimentos políticos fazem parte desse plano diabólico do PT.

Por exemplo, quando a Dilma anuncia a regulação da mídia, que nada mais é do que censura pura e simples, refere-se ao controle econômico dos meios de comunicação emulando os casos da Argentina e da Venezuela, que resolveram impor a censura à imprensa por meio de pressão econômica asfixiante.

Recentemente, o regime chavista conseguiu destruir economicamente a  Globovisión, um canal de TV 24 horas no ar. Seu proprietário, empresário Ernesto Zuloaga, teve que se exilar nos exterior.

Os familiares e executivos que permaneceram tocando a empresa não resistiram às pressões e o canal foi vendido para três empresários ligados ao chavismo. Este é apenas um dos exemplos do que acontece quando o "socialismo do século XXI" torna-se a ideologia dominante.

Portanto, a estratégia não será mais de aplicar a censura clásssica, mas destruir economicamente os veículos de comunicação não afeitos ao dito “socialismo do século XXI”, reduzindo os meios de comunicação a correias de transmissão dos interesses da camarilha comunista.
 
AS ELEIÇÕES DE 2014
 
Portanto, com base no que acabei de relatar, as eleições presidenciais deste ano tem um significado histórico para o Brasil e os brasileiros. Há dois à escolha dos eleitores: a democracia e a liberdade ou comunismo com o fim da liberdade, a escassez de alimentos, e o terrorismo de Estado, com prisões, torturas, banimentos e perseguições de todos os tipos, além da deletéria destruição da imprensa livre.
 
As condições estão dadas. O único candidato com confiabilidade democrática e cacife eleitoral para vencer é Aécio Neves. E todos aqueles eleitores que se contrapõem a esta evidência de certeza democrática verdadeira que é Aécio Neves, fazem o jogo do PT. E não adianta tergiversar. 
 
O que acabei de expor é a verdade cristalina, provada, irretorquível e por demais evidente. Acreditem, o destino do Brasil será jogado nestas eleições!
Por favor! Encareço: não caiam na ilusão vendida pelo PT! Constituinte da Reforma Política é o ovo da serpente comunista!

AQUI VOCÊ PODERÁ, SE QUISER, OUVIR O TEXTO DESTE ARTIGO:

Uma leitora do blog, a advogada brasileira Helga Maria Saboia Bezerra, Doutora em Direito e que vive na Espanha, fez a leitura do artigo e gravou no Soundcloud, uma ferramenta de compartilhamento de gravação de voz, muito utilizada também no compartilhamento de música e outras atividades de gravação sonora.

Helga Maria, foi para a Espanha há alguns anos para fazer o Doutorado e acabou ficando por lá. Esteve depois no Brasil, e ficou apavorada com o que viu preferindo permanecer na Espanha, já que é casada com espanhol. Os dois planejavam morar no Brasil, mas desistiram.

Aqui está o artigo lido por Helga Maria e que já percorre o mundo pelas redes sociais. Agradeço de coração a atenção de Helga Maria com a qual pude conversar há pouco por meio do Facebook. 


  
 

GILBERTO CARVALHO CHAMA OPOSIÇÁO DE "IGNORANTE", "HISTÉRICA" E "HIPÓCRITA" APÓS REAÇÃO AO SNPS CHAVISTA DA DILMA



O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, classificou de “hipocrisia”, “ignorância” e “má-fé” a tentativa da oposição de derrubar o decreto que instituiu a Política Nacional de Participação Social (PNPS) e o Sistema Nacional de Participação Social (SNPS).

O texto assinado há uma semana pela presidente Dilma Rousseff determina consultas sobre temas importantes a nove conselhos formados por representantes da sociedade civil antes da adoção de políticas públicas. “É fazer um escarcéu em cima de um decreto que simplesmente regulariza o que já existia”, afirmou Carvalho.

Ao Estado, o ministro disse que as queixas da oposição são “hipócritas” porque os conselhos permitem que a sociedade fiscalize o governo. A oposição vê a medida como forma de “aparelhamento” e reprodução de “políticas bolivarianas” adotadas na Venezuela.

Questionado se a ampliação dos “mecanismos de controle social” previsto pelo decreto não seria uma prática ditatorial, como acusa a oposição, Carvalho respondeu: “Como se pode falar em ditadura quando se fala em ampliar o controle?”

Para o ministro, conselhos e conferências aumentam a transparência e “contribuem exatamente para combater a corrupção”, ao dar à sociedade “acesso aos dados do governo e às política de governo”. “Só ignorância, má-fé ou desconhecimento histórico e a falta de uma atenção à leitura ao primeiro parágrafo da Constituição pode levar uma pessoa a fazer acusações absurdas como essas, de que estamos usurpando do poder ou que estamos fazendo tentativas bolivarianistas”, afirmou Carvalho.


Militares. O ministro ressaltou que já existem diversos conselhos em funcionamento e que o governo “não está inventado nada”. Carvalho lembrou que o primeiro conselho, o de educação, nasceu em 1936 e que os militares, na ditadura, criaram essas instâncias. Em 1966, exemplificou, foi o caso do conselho deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

 Sobre o argumento oposicionista de que governo estaria criando uma forma de democracia direta, tirando poder do Congresso, o ministro citou o primeiro artigo da Constituição, que diz que “todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente”.  “Ou seja, essa história de dizer que estamos inventando democracia direta é uma bobagem. A própria Constituição prevê a forma de participação direta”, observou.

Segundo a Secretaria-Geral, de acordo com dados do IBGE, dos 5.570 municípios brasileiros, apenas 17 não têm Conselhos de Saúde. No caso de Conselhos de Meio Ambiente, por exemplo, existem 3.784. Em relação às afirmações de que os conselhos ampliariam a burocratização, Carvalho respondeu: “É uma bobagem de quem ou não leu o decreto, ou não entendeu a Constituição, ou quer fazer luta política.” 
 
02 de junho de 2014
in coroneLeaks  

DILMA, A PRESIDENTE DO FRACASSO



Nada, absolutamente nada deu certo no governo Dilma Rousseff. Nada foi melhor do que antes e tudo se agravou. A Copa do Mundo, que deveria ser uma vitrina de eficiência virou um show room de incompetência da gestão presidencial. A insatisfação popular é tanta que ninguém sabe o tamanho das manifestações programadas, ao ponto de uma Copa do Mundo no Brasil não ter a presidente da República abrindo o evento, ao vivo, a cores e a plenos pulmões. Dilma ficará o mais escondida que puder, pois está sendo vaiada por onde vai, seja em festival de rock ou em formatura do Pronatec. E tudo tende a piorar.
 
Segundo o jornal Valor Econômico, no dia 29 de agosto, quando faltarem 36 dias para o primeiro turno das eleições presidenciais e for divulgado o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, Dilma Rousseff receberá uma notícia ainda pior do que o baixo crescimento de 0,2% registrado no primeiro trimestre em comparação ao fim de 2013. O resultado pode ser negativo, o acumulado em 12 meses ficará abaixo de 2% e estará ainda mais claro que a aposta do seu mandato, de colocar o investimento como motor do crescimento (no lugar do consumo) não decolou.
 
O PIB do primeiro trimestre mostrou que a economia brasileira está praticamente estagnada há um ano. Entre janeiro e março de 2014, tudo que se produziu ou consumiu no país foi apenas 0,3% maior do que no segundo trimestre do ano passado. Trimestralmente, o PIB do país caiu 0,3% no terceiro trimestre de 2013, subiu 0,4% no último e agora cresceu de novo apenas 0,2%, sempre em relação aos três meses anteriores.

Além de ruim, essa situação tende a piorar. O crescimento do último trimestre de 2013 ficou menor (passou de 0,7% para 0,4%); o investimento caiu 2,1% sobre o fim de 2013 (terceira queda consecutiva em relação ao trimestre anterior, na série trimestral com ajuste sazonal); e o consumo das famílias recuou 0,1%, apesar da renda ainda em alta.

Diante deste quadro caótico, os analistas reduziram o crescimento do PIB para 1,5%. Os analistas Top 5 – os que mais acertam as previsões – mantiveram sua expectativa de Selic em 11,25% até o fim de 2014. Quanto ao IPCA, eles revisaram para cima suas expectativas referentes a este calendário, de 6,58% para 6,60%. A inflação deve estourar a meta de 6,5%. 

A Oposição nunca teve tanto espaço e tantas oportunidades para vencer a eleição, mesmo enfrentando o eleitor escravizado pela Bolsa Família e pelo marketing petista. Há que achar o discurso certo. E, principalmente, os canais de comunicação que substituam a TV, onde terá a metade do tempo do governo que em tudo fracassou, menos na sua incrível capacidade de mentir para os mais pobres.

CADÊ O DINHEIRINHO QUE ESTAVA AQUI? CUBA COMEU...

Na calada da noite, Dilma doa R$ 239 milhões para Cuba. O dinheiro surrupiado dos brasileiros construiria 6.000 casas do Minha Casa, Minha Vida. Ou 120 UPAs.

Dilma e Pimentel, zombando da cara dos brasileiros, dando dinheiro para a ditadura assassina de Cuba.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), por ordem de Lula e Dilma, repassou recursos a fundo perdido, sem obrigação de ser pago, para o governo de Cuba construir o moderníssimo porto de Mariel. Fez isso na calada da noite, escondido dos brasileiros.
Alegando sigilo, o ministério não revela o total gasto pelo Tesouro na operação. Entretanto, valores do programa que usa recursos públicos para incentivar exportações brasileiras mostram que Cuba recebeu US$ 107 milhões (o equivalente a R$ 239 milhões) no período da reforma do terminal.

Além disso, o único porto construído pelo PT (em Cuba, não no Brasil!) teve um financiamento de US$ 692 milhões (R$ 1,5 bilhão) do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Ao todo, o porto custou US$ 957 milhões. Um documento inédito, assinado pelo ex-ministro Fernando Pimentel (hoje candidato do PT ao governo de Minas) e revelado pelo site Congresso em Foco esta semana, mostra que, quando o Brasil fez acordo com Cuba, em 2008, o combinado era emprestar US$ 600 milhões, que seriam “utilizados durante quatro anos”.

Pimentel, para não ter que dar explicações, decretou sigilo de 15 a 30 anos para a negociata. Chaveou a falcatrua.  Pela mesma razão, o petista se nega a explicar se os quatro anos se referem ao prazo de pagamento por Cuba ou ao período em que o BNDES fará os desembolsos.

Dilma erguendo a bandeira da Cuba comunista e torturadora, ao lado do ditador Raul Castro, na inauguração do porto pago com o suor dos brasileiros.

Nos últimos quatro anos, período que coincide com a construção do porto de Mariel, Cuba tornou-se o terceiro país beneficiado com recursos públicos do Programa de Financiamento à Exportação – Equalização (Proex), atrás de EUA e Angola.
Entre 2001 e 2009, antes do início da modernização do terminal, o governo da ilha dos irmãos Castro só tinha sido destino de US$ 2,2 milhões, segundo dados da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do MDIC. Em alguns anos, nada se recebia. Na maioria deles, valores abaixo de um milhão de dólares.

Mas com o porto, tudo mudou: o valor foi elevado em mais US$ 107 milhões entre 2010 e 2013. Ou seja, tudo indica que, se não foi exatamente esse o valor da ajuda do governo brasileiro para Cuba pagar prestações mais baratas ao BNDES pelo porto construído pela Odebrecht, as cifras devem ser bem próximas disso. Nesse caso, significaria que, na prática, Dilma tirou do bolso dos brasileiros 16% dos US$ 692 milhões para financiar uma ditadura assassina como a de Cuba.

Triangulação com empreiteiras

Para a oposição, há fortes suspeitas de caixa dois para campanhas eleitorais. “Nossa preocupação é a triangulação de quem está recebendo, como exportador, esses empréstimos ser doador de campanha de quem libera essa taxa do fundo perdido”, afirma o deputado Fernando Francischini (SD-PR).

in coroneLeaks

CIDINHA "BATE FORTE" NA INCONSEQUENTE E IRRESPONSÁVEL REGINA CASÉ


 
A parlamentar Cidinha Campos, deputada estadual carioca pelo PDT e colunista do jornal O Dia, publicou, neste jornal e em suas contas nas redes sociais, um artigo com duras críticas à apresentadora Regina Casé e à abordagem, pela TV Globo, do caso da morte do dançarino "DG". Leia abaixo e se quiser manifeste sua opinião a respeito:
http://1.bp.blogspot.com/-HEzUlK5RSqE/TrUemOj1PFI/AAAAAAAAAlY/i6-cB21coTE/s400/regina-case5.jpg
 
Rio - Uma hora e meia de irresponsabilidade: foi o que se viu no programa da Regina Casé na tarde do último domingo. A polícia ainda não disse o que aconteceu no Pavão-Pavãozinho, mas a vítima, o dançarino DG, já foi canonizada como um misto de Rudolf Nureyev e São Francisco de Assis.
Eu lamento a morte desse rapaz, assim como lamento a morte de Edilson dos Santos, o jovem com deficiência mental morto na mesma operação, e todos os PMs assassinados por bandidos nas UPPs e fora delas. 
Para esses, não se dedicou um programa na TV nem se produziu uma torrente de lágrimas em cadeia nacional.
 
DG era lindo, alegre, pontual, como disse Regina Casé. Mas o que fazia ele pulando de um prédio para o outro em plena madrugada? A polícia afirma que ele estava com o bandido maior da área, o tal de Pitbull, foragido da cadeia, que naquela noite promovia um churrasco na comunidade, quando o tiroteio começou.
 
É fato que o dançarino gostava de companhias pouco recomendáveis. No seu Facebook, postou que era “amigo eterno do Cachorrão” (traficante morto na mesma comunidade em janeiro) e chegou a dizer que os moradores iriam descer o morro “cheios de ódio na veia e bico na mão” para vingar a morte do facínora.
 
No mesmo domingo do programa, um grupo fez uma manifestação na Avenida Atlântica, mãe da vítima à frente tocando um bumbo, gritando “Fora, UPP!”.
Certamente, preferem que os traficantes continuem donos das favelas. Uma repórter do jornal O DIA foi agredida na manifestação. Agora virou moda. Não faz muito tempo, jornalistas e qualquer serviço do estado só subiam a favela com autorização do tráfico. Quem tem saudades desta época?

Nunca houve no Brasil um programa de combate ao domínio do tráfico tão determinado e corajoso quanto a UPP. É mentira que a ocupação social não esteja acontecendo. Pode não ser na velocidade que desejamos, mas acontece na velocidade possível.
Só quem não mora no Alemão pode ignorar o teleférico, o cinema, as creches, escolas, biblioteca, centro de computação. O mesmo vale para a Rocinha, para o Santa Marta, Chapéu Mangueira e tantas outras comunidades.
 

A esquerda caviar, que ganha dinheiro mostrando a cultura da favela, mas gosta de passar férias em Angra e Paris, não vai reconhecer nunca o trabalho do governo, a menos que ganhe cachê para isso. As UPPs são a nossa chance de retomar o Rio para os fluminenses. 

Alimentar o discurso contra elas equivale a voltar para um passado que uma emissora com a responsabilidade da TV Globo não tem o direito de esquecer.
Política na Rede
 
Essa tal  apresentadora(?)é  apenas, uma excrescência, uma pessoa vulgar, buscando  notoriedade  junto a pessoas menos favorecidas. Para ser coerente, no mínimo, lógica com o discurso político que ela comunga e que grassa no reino de Ban, porque não se muda logo pra "comunidade" e vai viver com o pessoal do tráfico que,  lhe parece, é do "bem". O mesmo pode-se dizer da emissora à qual é ligada?

Enaltecer e reconhecer o valor,  a cultura, a tradição e condição das pessoas do subúrbio e da favela, é nobre. Mas tecer elogios e cantar loas às gentes desqualificadas, transgressoras e marginais, é nojento! 
É só mais uma artistinha "caviar gauche"; que gosta de mordomias, benesses, dinheiro, posição social e meter o pau nos códigos da ética e da moral,  na polícia, nas pessoas de bem  que cultivam a ordem e bons costumes.

A FARSA DOS MOVIMENTOS SOCIAIS


CARTA AO LEITOR
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Leia a “Carta ao Leitor” na Revista VEJA, nas bancas. 

 
Une os governos de Lula e Dilma Rousseff o apoio ao que seus ideólogos chamam de “movimentos sociais”, que nada mais são do que grupos organizados para servir de massa de manobra aos interesses políticos radicais.
 
O encarregado de organizar e manter vivos esses grupos é Gilberto Carvalho, que, de sua sala no Palácio do Planalto, atua como um ministro para o caos social.
Essa pasta, de uma forma ou de outra, existe em todos os governos populistas da América Latina e se ocupa da cínica estratégia de formar ou adotar grupos com interesses que não podem ser contemplados dentro da ordem institucional, pois implicam o desrespeito às leis e aos direitos constitucionais.
 
Ora são movimentos de índios que reivindicam reservas em áreas de agronegócio altamente produtivas e até cidades inteiras em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul, ora são pessoas brancas como a neve que se declaram descendentes de escravos africanos e querem ocupar à força propriedades alheias sob o argumento improvável de que seus antepassados viveram ali.

A estratégia de incitar esses grupos à baderna e, depois, se vender à sociedade como sendo os únicos capazes de conter as revoltas é a adaptação moderna do velho truque cartorial de criar dificuldades para vender facilidades.
Brasília assistiu, na semana passada, a uma dessas operações. Alguns índios decidiram impedir que as pessoas pudessem ver a taça da Copa do Mundo, exposta no estádio Mané Garrincha.
A polícia tentou reprimir o ato, e um dos silvícolas feriu um policial com uma flechada. Atenção! Isso ocorreu no século XXI, em Brasília, a cidade criada para, como disse o presidente Juscelino Kubitschek no discurso de inauguração da capital, há 54 anos, demonstrar nossa “pujante vontade de progresso (…), o alto grau de nossa civilização (…) e nosso irresistível destino de criação e de força construtiva”.
Pobre jK. Mostra uma reportagem desta edição que progresso, civilização e força construtiva passam longe de Brasília. As ruas e avenidas da capital e de muitas grandes cidades brasileiras são território dos baderneiros.
Há três meses, o MST, o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, mandou seus militantes profissionais atacar o Planalto. Gilberto Carvalho foi até a rua, onde, depois de uma rápida conversa, se combinou que Dilma receberia os manifestantes. “O MST contesta o governo, e isso é da democracia”, explicou Carvalho, o pacificador, que, com um dedo de prosa, dissolveu o cerco feroz.
 
O MST é um movimento arcaico, com uma pauta de reforma agrária do século passado em um Brasil com quase 90% de urbanização e 80% da produção dos alimentos consumidos pelos brasileiros vinda da agricultura familiar.
Por obsoleto, já deveria ter desaparecido. Mas Carvalho não permite que isso ocorra.
 
O MST faz parte do exército de reserva e precisa estar pronto se convocado. Foi o que se deu na semana passada, quando João Pedro Stedile, um dos fundadores do movimento, obediente ao chamado do momento, atirou: “Só espero que não ganhe o Aécio Neves, porque aí seria uma guerra”.
É impossível não indagar: contra quem seria essa guerra? A resposta é óbvia: contra a vontade popular e contra a democracia.

02 de junho de 2014
Reinaldo Azevedo

CRÉDITO ZERO, PACOTE PARA CARROS

Total de empréstimos que não são bancados ou regulados pelo governo para de crescer

ACABOU O GÁS do crédito. Afora os empréstimos com dinheiros bancados ou regulados pelo governo, o total de empréstimos parou de crescer em abril, em relação ao ano passado, descontada a inflação. O total de dinheiro emprestado para a compra de carros, por exemplo, diminuiu. Atarantado e pressionado pelas montadoras, o governo discute um pacote a fim de arrumar dinheiro para financiamento de veículos (vide o final da coluna).

O total de crédito dito "livre", aquele dinheiro emprestado pelo mercado sem depender de regras e fundos estatais, crescera a 9,4% 2011, a 7,3% em 2012 e minguara ao ritmo de 1,8% de 2013. Nos 12 meses encerrados em abril passado, parou de crescer.

O crescimento restante dos empréstimos vem de recursos direcionados (como o do dinheiro da poupança para financiamentos imobiliários) e de bancos estatais (como os do BNDES), vitaminados na prática por fundos públicos financiados por meio de dívida pública.

Nos últimos 12 meses, o total do dinheiro emprestado (estoque de crédito) cresceu 6,7% (crescia ao ritmo de 11,5% em 2011).

Por que o crédito "livre" zerou e o total ainda cresce? Primeiro, porque o crédito direcionado é mais barato, claro, muitas vezes subsidiado, como o dinheiro emprestado a grandes empresas pelo BNDES, a taxas de juros reais negativas (menores que a inflação).

Segundo, porque os bancos privados e/ou comerciais estão na retranca, segurando empréstimos, pois temem calotes, dado o desempenho pífio da economia. Terceiro, porque os consumidores estão evitando fazer dívidas, pelo mesmo motivo dos bancos comerciais: prudência.

O crédito para pessoas físicas não entrou em colapso porque o mercado de financiamento imobiliário ainda vai muito bem, um nicho de que os bancos gostam: mais seguro, firmam relacionamentos longos com os clientes, o "funding" (origem dos recursos) é mais ou menos estável e em conta.

Em termos reais, cresceu quase 23% nos últimos 12 meses. Neste ano, o crescimento do crédito imobiliário foi responsável por quase 61% do total do dinheiro emprestado para pessoas físicas (sendo que o financiamento de imóveis responde apenas por 28% do crédito total para pessoas físicas).

O colapso do crédito para veículos, as férias coletivas e as ameaças de demissão anunciadas pelas montadoras devem levar o governo a anunciar algum pacote de estímulo.

A princípio, será um pacotinho de crédito. O governo permitiria que bancões maiores comprem os empréstimos concedidos pelos bancos das montadoras (isto é, passariam a receber as prestações, seriam os novos credores, abrindo espaço para os bancos das montadoras emprestarem mais).

Para tanto, o governo liberaria parte dos fundos que os bancos são obrigados a deixar parados no Banco Central (reservas compulsórias), um esquema usado vez e outra desde a crise de 2008.

No fundo, não faz muito sentido. Entenda-se: o Banco Central vinha elevando os juros justamente a fim de segurar o ritmo de crédito e, pois, o da economia. O governo abriria, assim, um buraco na represa do BC.

Enfim, pode não dar muito certo. Pode ser simplesmente que o crédito para carros esteja minguando porque as pessoas não queiram comprar mais carros.
 
 02 de junho de 2014
Vinicius Torres Freire, Folha de SP 

CRÉDITO ZERO, PACOTE PARA CARROS

Total de empréstimos que não são bancados ou regulados pelo governo para de crescer

ACABOU O GÁS do crédito. Afora os empréstimos com dinheiros bancados ou regulados pelo governo, o total de empréstimos parou de crescer em abril, em relação ao ano passado, descontada a inflação. O total de dinheiro emprestado para a compra de carros, por exemplo, diminuiu. Atarantado e pressionado pelas montadoras, o governo discute um pacote a fim de arrumar dinheiro para financiamento de veículos (vide o final da coluna).

O total de crédito dito "livre", aquele dinheiro emprestado pelo mercado sem depender de regras e fundos estatais, crescera a 9,4% 2011, a 7,3% em 2012 e minguara ao ritmo de 1,8% de 2013. Nos 12 meses encerrados em abril passado, parou de crescer.

O crescimento restante dos empréstimos vem de recursos direcionados (como o do dinheiro da poupança para financiamentos imobiliários) e de bancos estatais (como os do BNDES), vitaminados na prática por fundos públicos financiados por meio de dívida pública.

Nos últimos 12 meses, o total do dinheiro emprestado (estoque de crédito) cresceu 6,7% (crescia ao ritmo de 11,5% em 2011).

Por que o crédito "livre" zerou e o total ainda cresce? Primeiro, porque o crédito direcionado é mais barato, claro, muitas vezes subsidiado, como o dinheiro emprestado a grandes empresas pelo BNDES, a taxas de juros reais negativas (menores que a inflação).

Segundo, porque os bancos privados e/ou comerciais estão na retranca, segurando empréstimos, pois temem calotes, dado o desempenho pífio da economia. Terceiro, porque os consumidores estão evitando fazer dívidas, pelo mesmo motivo dos bancos comerciais: prudência.

O crédito para pessoas físicas não entrou em colapso porque o mercado de financiamento imobiliário ainda vai muito bem, um nicho de que os bancos gostam: mais seguro, firmam relacionamentos longos com os clientes, o "funding" (origem dos recursos) é mais ou menos estável e em conta.

Em termos reais, cresceu quase 23% nos últimos 12 meses. Neste ano, o crescimento do crédito imobiliário foi responsável por quase 61% do total do dinheiro emprestado para pessoas físicas (sendo que o financiamento de imóveis responde apenas por 28% do crédito total para pessoas físicas).

O colapso do crédito para veículos, as férias coletivas e as ameaças de demissão anunciadas pelas montadoras devem levar o governo a anunciar algum pacote de estímulo.

A princípio, será um pacotinho de crédito. O governo permitiria que bancões maiores comprem os empréstimos concedidos pelos bancos das montadoras (isto é, passariam a receber as prestações, seriam os novos credores, abrindo espaço para os bancos das montadoras emprestarem mais).

Para tanto, o governo liberaria parte dos fundos que os bancos são obrigados a deixar parados no Banco Central (reservas compulsórias), um esquema usado vez e outra desde a crise de 2008.

No fundo, não faz muito sentido. Entenda-se: o Banco Central vinha elevando os juros justamente a fim de segurar o ritmo de crédito e, pois, o da economia. O governo abriria, assim, um buraco na represa do BC.

Enfim, pode não dar muito certo. Pode ser simplesmente que o crédito para carros esteja minguando porque as pessoas não queiram comprar mais carros.
 
 02 de junho de 2014
Vinicius Torres Freire, Folha de SP 

PAUSA PARA RESPIRO

 
02 de junho de 2014
Celso Ming, O Estado de S.Paulo

POR QUE O BC PAROU DE SUBIR OS JUROS?

 
02 de junho de 2014
Luiz Carlos Mendonça de Barros, Folha de SP

O JUIZ DA AÇÃO

 
02 de junho de 2014
Miriam Leitão, O Globo 

O PARTIDO DO CRIME


02 de junho de 2014

Reinaldo Azevedo, Folha de SP

O ANTICLIMAX

A antecipação da aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa no Supremo tribunal Federal (STF), de notícia bombástica, foi transformada em anticlímax por decisão do próprio, o que fala bem dele. Não caiu na tentação de entrar para a política e anunciou sua saída de cena em momento em que ela não tem a menor importância para o jogo de interesses que está em plena ebulição nos bastidores partidários.
Se houvesse decidido concorrer, e poderia fazê-lo até mesmo à Presidência da República, teria sido mais criticado do que normalmente é, e todo seu trabalho como relator do processo do mensalão estaria colocado sob suspeição. Se permanecesse no STF até depois da eleição, talvez pudesse ser nomeado por um candidato oposicionista que eventualmente vença para um cargo qualquer, desde ministro até embaixador - dando o troco no Itamaraty que o reprovou, ele está convencido disso, por racismo.

Escolhido por Lula para representar a diversidade racial no Supremo, Joaquim Barbosa recusou-se a atuar como um preposto do presidente que o nomeara, e marcou sua presença no plenário do STF pela independência de posições e pelo desassombro verbal.

E entrará para a História do tribunal pela condução polêmica, mas eficiente, do processo do mensalão.

Poliglota, com formação nas melhores universidades dos Estados Unidos e da Europa, lamentava que as pessoas não olhassem seu currículo, mas a cor de sua pele.

Ele sempre considerou inaceitável a interpretação que resultasse em penas mais leves nos casos em julgamento do mensalão, pela gravidade que via neles, e teve de enfrentar críticas de advogados, inclusive da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e dos próprios pares, como o ministro Luís Roberto Barroso - que, entrando no julgamento em sua segunda fase, a dos embargos infringentes, acusou o plenário anterior do STF de exacerbar seletivamente as penas no caso de formação de quadrilha para deixar os condenados mais tempo em regime fechado, especialmente José Dirceu.

Já como presidente do Supremo, o ministro Joaquim Barbosa rebelou-se contra essa acusação, dizendo que Barroso fazia um discurso meramente político sob uma capa de tecnicalidade. Aproveitando que Barroso, ao explicar sua expressão "ponto fora da curva", disse que ela significava também - além da exacerbação das penas - "o rompimento com uma tradição de leniência e impunidade em relação a certo tipo de criminalidade política e financeira", Joaquim Barbosa aparteou-o dizendo que na prática, defendendo a prescrição do crime de quadrilha, Barroso estava sendo leniente com os crimes que parecia condenar em seu discurso político.

Barbosa encarnou para o cidadão comum a indignação contra a histórica impunidade das classes dirigentes no Brasil, o herói vingador em busca de Justiça, com a capa preta tradicional que lhe dava a aparência de um Batman tupiniquim.

As críticas de Barbosa ao sistema penal brasileiro, explicitadas em diversas ocasiões em entrevistas ou mesmo em declarações em meio aos julgamentos de que participava, explicam seu empenho em dar penas mais pesadas aos réus. Em sua opinião, o sistema penal brasileiro, é "risível". A preocupação com a prescrição de algumas penas, como a de lavagem de dinheiro, era realmente um dos objetivos da aplicação de pena maior por parte do relator Joaquim Barbosa, e ele chegou a admitir isso na discussão com Barroso.

Por isso, também, ele errou a mão ao tratar de certos assuntos, como a permissão para que o ex-todo poderoso Dirceu trabalhasse fora no regime semiaberto. Embora a legislação diga que somente depois de cumprir 1/6 da pena é que o condenado tem esse direito, a jurisprudência tem superado essa exigência há muitos anos, até mesmo pela impossibilidade de manter em cadeias apropriadas todos os condenados.

Todo o processo do julgamento do mensalão correspondeu a um avanço da cidadania, inclusive os bate-bocas ocorridos no plenário do STF transmitidos ao vivo e a cores pela TV Justiça. Até mesmo o grau de endeusamento a que foi levado o relator do processo, o ministro Barbosa, faz parte desse aperfeiçoamento de nossa democracia, que chegará um dia a não precisar de heróis.
02 de junho de 2014
Merval Pereira, O Globo

MANIFESTAÇÕES NO ESTADO DE DIREITO

 
02 de junho de 2014
Arnaldo Malheiros Filho, O Estadão