"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

SOB AS BAIONETAS DA POLÍCIA DO PT E DO PMDB

O MOVIMENTO BRASIL LIVRE LEVANTA O ACAMPAMENTO EM FRENTE AO CONGRESSO NACIONAL E AVISA QUE A LUTA CONTINUA PARA DERRUBAR DILMA, LULA E SEUS SEQUAZES.


Neste video postado nesta noite de sábado no Facebook, Fernando Holiday, um dos líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) explica que sob as baionetas da Polícia Legislativa, sob o comando de Renan Calheiros e Eduardo Cunha - leia-se PT - tiveram que levantar o acampamento que haviam erguido em vigília permanente para exigir o impeachment da Dilma na frente do Congresso Nacional.


Os andróides comunistas travestidos de jornalistas que editam os jornalões e seus portais fizeram de tudo para diminuir a presença dos manifestantes acampados na frente do Congresso. Entretanto, O Globo, abriu uma fotografia gigante em seu portal para mostrar o momento em que os jovens do MBL eram cercados pela polícia do PT. CLIQUE SOBRE A IMAGEM PARA VÊ-LA AMPLIADA
Brasília foi bafejada pelo hálito podre dos comunistas acumplicidados com o PMDB, o lixo político subserviente do PT. Mas o MBL não foi apenas expulso pelo PMDB, PT e PSB. Nos bastidores o vulto sinistro dos mega empresários nacionais, leia-se Bradesco, Itau, o grupo BRF presidido pelo Abílio Diniz, Grupo Gerdau, Rede Globo, RBS, Folha de S. Paulo e demais esbirros 'boliburgueses', ou seja, 'burgueses bolivarianos', como qualificam os ricaços donos da economia lá na Venezuela que se aliaram aos bolivarianos, emblema do neocomunismo instalado na América Latina pelo Foro de São Paulo. No Brasil ocorre a mesma coisa. Esse Foro é uma organização comunista fundada por Lula e Fidel Castro em 1990, destinada a sequestrar a democracia e a liberdade em toda a América do Sul, Caribe e América Central e tem o apoio da esmagadora maioria dos jornalistas da grande mídia. São esses andróides que sofreram lavagem cerebral nos cursinhos fajutos de jornalismo que promovem a brutal desinformação do povo brasileiro.

Lula, como é sabido, é o chefe geral e irrestrito do Foro de São Paulo, principalmente depois que o assassino Fidel Castro virou um morto vivo. 
O MBL vai desistir de continuar lutando? Não! Nem o MBL nem os demais movimentos democráticos que lutam bravamente para impedir a cubanização e/ou a venezuelização do Brasil e por isso têm o apoio de mais de 90% dos brasileiros.

Na página do MBL no Facebook abaixo da postagem do vídeo, há o seguinte texto:

"O acampamento em frente ao Congresso Nacional chegou ao fim. Resistimos às ameaças petistas, resistimos aos ataques frequentes de linhas auxiliares do governo como MTST e CUT, resistimos ao cansaço, ao suor, ao frio e ao calor, e resistimos sempre pacificamente.
A polícia conseguiu tirar o acampamento da frente do Congresso Nacional, mas jamais conseguirá tirar a idéia e o sonho de um Brasil livre, justo e próspero. As bandeiras e os valores que se instalaram em Brasília noúltimo mês vão continuar lá, incomodando cada político corrupto que acha que se livrou de nós hoje. E Fica a promessa: voltaremos. E voltaremos cada vez maiores e mais fortes.
Agradecemos a todo mundo que ajudou e nos deu uma força.
A luta por um Brasil livre vai continuar. Não desistam, brasileiros.

23 de novembro de 2015
in aluizio amorim

ARGENTINA SAI DAS TREVAS

Em eleição histórica, Argentina elege um conservador e encerra 12 anos de domínio dos Kirchner



A Argentina fez uma eleição histórica neste domingo. O oposicionista Mauricio Macri venceu a disputa e será o próximo presidente da Argentina, com posse marcada para o dia 10 de dezembro. Apesar de histórico, o resultado não é uma surpresa. O conservador Macri, da aliança Cambiemos, encerrou a campanha como favorito contra o esquerdista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória, apoiada pela presidente Cristina Kirchner.
Com o triunfo de Macri, é a primeira vez em 100 anos que os eleitores argentinos escolhem um candidato que não pertence nem ao peronismo nem ao radicalismo socialdemocrata. Sua vitória encerra doze anos de hegemonia política do casal Kirchner, primeiro com Néstor, eleito em 2003, e agora com Cristina, eleita pela primeira vez em 2007. leia mais em site de Veja
Mauricio Macri comemora a vitória na eleição para a presidência da Argentina


23 de novembro de 2015
movcc

JIHADISMO PETISTA

Palco para o ex Lula repetir o papel de vítima que desempenha cada vez com maior desenvoltura, a abertura do 3º Congresso Nacional da Juventude Petista foi uma ode à desfaçatez. Na plateia, gritos de “Fora Levy” e “Fora Cunha” competiam com o falso didatismo de Lula, que tentava insuflar a galera contra a oposição e a mídia. Na lateral do ginásio brasiliense, um painel gigante “Heróis do povo brasileiro” com os rostos de José Dirceu, João Paulo Cunha, José Genoino, Delúbio Soares e João Vaccari Neto não deixava dúvidas quanto à moral da turma.

Lula, que tem se dedicado a tentar safar a si e aos seus – não mais aos amigos, mas a família - agrediu com as obviedades de sempre e se superou.
Desfiou a ladainha da perseguição da oposição, da direita, da mídia e de setores da sociedade que estariam usando todas as suas forças para destruir o PT. Convocou os jovens petistas a levantar a cabeça, mas “sem arrogância” – algo como faça o que eu digo, mas não o que eu faço – para impedir que eles (como sempre sem nominar quem é a tal entidade “eles”) destruam o governo e o partido.

Sem ter como explicar a roubalheira de gente que frequenta a sua intimidade, arguiu se o dinheiro do PSDB vinha da sacristia.

Certa altura, para tentar conter os que cobravam a ruptura com o PMDB de Eduardo Cunha e com o liberalismo do ministro da Fazenda Joaquim Levy, disparou um libelo em prol do partido único: “o ideal de um partido é que ele pudesse ganhar a Presidência da República, 27 governadores, 81 senadores e 513 deputados sem se aliar a ninguém”. Agregou uma adversativa que piora, em muito, os conceitos nefastos que ensinava para a juventude. “Mas, muitas vezes, temos que aceitar o resultado e construir a governabilidade.”

Sem tirar nem por esse é o verdadeiro projeto do PT, expresso sem qualquer constrangimento pelo líder maior da legenda. É essa a democracia em que o PT de Lula crê. Ter tudo. Dominar todos os espaços. E só abrir para uns e outros – “aceitar os resultados” - quando não tiver saída.

Na prática, como ficou provado no julgamento do Mensalão, o PT decidiu comprar em vez de construir a governabilidade. E multiplicar seus esquemas de financiamento – a Operação Lava-Jato não deixa qualquer dúvida – para se perpetuar no poder. Imaginava assim, livrar-se do trabalho do “muitas vezes”.
Não há novidade nisso. Desde que se viram flagrados na roubalheira, petistas tentam inverter a lógica, não raro a história.

Assim como no painel que a juventude já não tão jovem do PT expôs, criminosos condenados são heróis do povo brasileiro, larápios de dinheiro público são apenas malfeitores que existem em todos os cantos, em todos os partidos. 

E as dezenas de denúncias e condenações que pesam sobre o PT não passam de uma gigantesca armação de gente da elite, talvez da CIA. Os “eles” mancomunados, que passam os dias e as noites armando contra o PT para excluí-lo.

Ironia deixada de lado, é gravíssima a inversão moral da pregação de Lula e sua turma.

É angustiante ver jovens defendendo ou mesmo achando natural lançar loas a José Dirceu, condenado pelo Mensalão e preso pela Lava-Jato, e a outros petistas de primeira grandeza também pegos embocados na botija. Que líderes com a capacidade de convencimento de Lula insistam em incutir neles valores tão obscenos.

Aliando-se ao presidente da Câmara para que ele não inicie o processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff, na cumplicidade bandida de comparsas no Parlamento e na nata do empresariado, elite que muito lucrou e ainda lucra com o esquema petista, Lula e seu partido exacerbam no modus operandi.

Acham que podem contar com a ignorância da maioria, a cegueira de uns e o fundamentalismo de outros. E prosseguem atentando contra o país.

Militantes participam do 3º Congresso Nacional da Juventude do PT em Brasília (Foto: Ailton de Freitas / O Globo) 
23 de novembro de 2015
movcc

PORRADA NOS MANIFESTANTES

ADIOS! PARA SIEMPRE... CAMBADA DE LADRÕES!


LULA, PÉ FRIO


Lula , o pé-frio, foi levar seu apoio ao candidato derrotado na Argentina. Em troca, ganhou o nome de uma UPA. Aqui você pode escutar o ex-presidente brasileiro, suas piadinhas, suas sandices. 
Lá, diante de um público dito mais politizado, as mentiras e a demagogia não funcionaram. 
Clique aqui e assista ao vídeo. Os argentinos botaram o primeiro prego no caixão bolivariano.

23 de novembro de 2015
in coroneLeaks

NUNCA MAIS!



O silêncio tácito da imprensa é tido, pela parte batalhadora da população, como cumplicidade, ante o descompromisso governamental com o crescimento do país, entravado pela ausência de planejamento e competência administrativa.

Sucateado pela cúpula, em luta de interesses com os demais podres poderes da República, o Brasil vê apenas cinismo na classe política, cada vez mais afundada no lamaçal da corrupção escancarada.

Quanto à outra lama que soterra moradores, casas, a fauna e a flora de uma grande região do país, não se encontram explicações plausíveis dos responsáveis pelos contumazes erros de engenharia, já que as nossas frágeis leis protegem os fortes. E a imprensa investigativa?

Concentrou-se na França para cobrir as ações terroristas étnico-religiosas, esquecendo-se também de que há no Brasil o fanatismo de esquerda, exaltando o terrorista Carlos Marighella como nome de escola, Che Guevara, na fachada de hospital e homenageando os vis assassinos da Intentona Comunista.

Essa imprensa que cobre o terrorismo de lá, dá voz a presidente daqui, para falar, no seu engrolado raciocínio, sobre um assunto do qual tem conhecimento e já pôs em prática.

Além da omissão da imprensa às ações do Executivo, sempre nocivas ao povo e em benefício próprio, exerce ela o papel de censora do pensamento crítico a este poder maquiavélico, eliminando das mensagens de seus leitores, os trechos não condizentes com a linha sectária de comprometimento político.

Calar-se ante o bloqueio dos manifestantes, impedidos de chegar à Brasília pelo MST e policiais, numa união promíscua dos foras da lei com a lei, é um dos muitos indícios da conivência com o centro predador do país e com os chicaneiros discursos da arraia dominante. Deduzimos, então: marcha o jornalismo ao lado dos ‘democratas comunistas’, ‘pés de cabra’ dos cofres públicos.

Está em foco a imprensa brasileira, chamada de “provinciana”, no artigo anterior, por estar ajustada à linha de retrocesso do Brasil, que ajudou acontecer, por ocultação dos fatos e de suas causas.

Interessante notar que há jornalistas que não percebem a estagnação do país, o atraso em que se encontra nos terrenos tecnológico e humanístico e passa a ser despropositada a frase “não será agora que o Brasil dará marcha a ré”. Já deu a ré e está à beira do precipício porque a motorista não tem condições psicológicas de dirigir.

Como porta-voz do Executivo, único no mundo que age contra a própria nação que intencionalmente desgoverna, os quatro parágrafos de “Opinião”, de O Globo, de 30/10/2015, p. 7, representam um prestimoso beija-mão do órgão, ao adotar o método petista de desvirtuamento da verdade como meio de condicionar o leitor pela repetição da mentira.

É lamentável que assinantes e compradores avulsos do jornal sejam considerados de nível intelectual crítico, tornando-se alvos, da tentativa, ignóbil, de lavagem cerebral.

Ao título da referida “Opinião”, o mesmo deste texto, acrescentei o sinal de exclamação, já que o jornalismo atual é um desastre em termos de respeito à língua.

O “Nunca Mais” do jornal agarra-se à exoneração do General Mourão e evidencia o alívio que causou à imprensa, preocupada em perder o seu sustento.

Sob os efeitos do tremor que causaram as palavras do Líder Militar, na certeira análise da situação brasileira, posta a pique pela guerrilheira-presidente, o jornal lembra ter ela chegado ao poder “pela via do voto”. Esqueceu-se de que as urnas eletrônicas foram adaptadas para mais uma fraude da incompetente senhora, entre tantas por ela cometidas.

Dizer que o militar “investiu contra a Constituição e a linha hierárquica, em cujo topo está a presidente Dilma” é tentar indispor o General com a sociedade na falaciosa acusação de antidemocrata, típico discurso gramscista.

Já é do conhecimento público que os ataques ao Exército visam sempre a desviar a atenção da população às medidas de cunho totalitário, impostas pela senhora do Planalto que jamais leu um Artigo da Carta.

Um homem do quilate, do patriotismo do General Mourão, tem o Brasil como objeto de sua fidelidade, diferente daquela obrigada aos jornais por quem está no “topo”. Um militar dessa estirpe só tem compromissos com a nação, atitude incompreensível para a imprensa, cuja opinião está sintonizada com quem está no “topo”.

Por respeitar a Constituição que lhe confere o direito de manter a ordem social, de intervir em casos em que firam a soberania da nação, o General não pode negar aos seus comandados o conhecimento da situação em que o país se encontra, para que estejam preparados e defendê-lo, inclusive, acrescento eu, das mentiras da nossa imatura mídia e das ações da lesa-pátria que ocupa, por obra do assistencialismo e da fraudulenta máquina eleitoral, o “topo” da “linha hierárquica”.

Por que será que há críticas às “declarações descabidas por líderes dos chamados “movimentos sociais” (a favor de Mourão, é claro) e se cala quanto às conclamações estimuladoras de guerra civil, saídas da goela rouquenha de um certo senhor etílico, da de outras figuras de “movimentos sociais” mantidos com verbas federais e do irascível representante da CUT, outro bem-nutrido com o dinheiro público? Por que será?

Sim, “Nunca mais!” dizem os verdadeiros brasileiros que abominam ver no “topo” da “linha hierárquica” uma comunista, uma guerrilheira, uma traidora.

“Nunca mais!” dizem os verdadeiros brasileiros que desacreditam na imprensa que mercadeja os interesses da nação em troca da publicidade institucional.

“Nunca mais!” dizem os verdadeiros brasileiros à desmoralização do Brasil, compactuada, sempre, pelos mesmos ‘intelectuais’ defensores do “topo”.

Dizem os verdadeiros brasileiros: “Que sejam defenestrados, definitivamente do poder, a canalha política que desgraça o país, levando, junto, os seus devotados amigos!”



23 de novembro de 2015
Aileda de Mattos Oliveira é Dr.ª em Língua Portuguesa. Vice-Presidente da Academia Brasileira de Defesa.

OUTRAS NOTAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

Invente um título para esta crônica


A professorinha Caroline Berriman foi condenada a dois anos de cadeia porque admitiu que fez sexo mais de 80 vezes com um aluno de 15 anos, em Manchester, na Inglaterra. Já aqui no Brasil, somos violentados moralmente, estuprados economicamente, torturados mentalmente e assassinados realmente pelos integrantes do crime organizado no Estado Capimunista. Os responsáveis pelos abusos raramente vão presos ou sofrem alguma punição significativa, que faça o delito não compensar e não passar impune. Assim é flórida...

A maioria esmagadora dos brasileiros não aguenta mais a Presidenta Dilma Rousseff, desde quando assumiu o segundo mandato, após vitória arrasadora na reeleição. Milhões foram às ruas protestar, mas o gigante, como de mau costume, caiu no sono novamente. A bronca fica contida nas redes sociais e na mente dos indivíduos. Dilma conseguiu uma frágil estabilidade. A falsa oposição lhe ajudou novamente. Não corre mais tanto risco de cair. Para tanto, apoia até, de forma escancaradamente velada, seu super-inimigo Eduardo Cunha - que balança, e ameaça vender bem cara a queda - se efetivamente acontecer.

São várias, convergentes e intrigantes as perguntas que mais os leitores nos fazem: "E aí? Como fica a situação do Brasil? A Dilma não vai cair? O Lula não vai ser denunciado, nem preso? Eduardo Cunha vai dedurar todo mundo? Nada vai acontecer aos mais de 300 picaretas do Congresso Nacional? Cadê o Judiciário que não age com rigor contra os desgoverno do crime organizado? No Brasil, só o Juiz Sérgio Moro tem coragem de mandar poderosos para a cadeia? E os militares? Não vão fazer uma Intervenção? O Brasil tem jeito?"...

As respostas sinceras e verdadeiras desagradam a maioria das pessoas. Excetuando a turma da petelândia, todos estão de saco cheio! Uns prontos para radicalizar e chutar o balde. Outros injuriados, porém cada vez mais resignados, perdendo a esperança em que algo efetivamente mude para melhor. O fato concreto é que vivemos a mais grave crise estrutural da História do Brasil. Ela está por trás de outras crises: política, econômica, moral, educacional e por aí vai...

Temos lama para todo lado - no sentido conotativo ou denotativo. Por nossa falha estrutural-cultural, insistimos nos mesmos erros e não avançamos em soluções objetivas, reais, duradouras. A cada problema (velho ou novo) repetimos as bobagens ou ficamos travados, sem eira nem beira, distantes da resolução. Ou não queremos, ou não sabemos ou nos abstemos de solucionar. Parece que ficar pt da vida é mais fácil e simples. Seguimos o lema do "quem reclama já perdeu" - maldição cunhada pelo João Saldanha, um de nossos mais notórios jornalistas e comunistas.

Temos urgência de botar um ponto final neste Brasil que conhecemos. Precisamos reinventar outro imediatamente. Mas a "doença do amanhã" nos faz adiar a decisão correta. Já que somos craques em perder tempo, sacaneando o presente para inviabilizar o futuro, vivendo das falsas glórias de um passado irreal ou indesejado, fica no ar a sugestão: Invente um título para esta crônica e vá cuidar da sua vida.
Você só vai solucionar o Brasil se der o bom exemplo da solução para você mesmo. Antes disso, pode até mandar todos os políticos tomarem no Cunha... Só saiba que eles são o reflexo direto de cada cidadão que não resolve a própria vida, e compromete, negativamente, a coletividade ou a sociedade. Resolve-se primeiro, e o Brasil (talvez) seja resolvido, depois...

Se você não quiser o trabalho de fazer o meu, dou a sugestão de título justa e perfeita para esta artigo:

"Lula comeu minha mãe na zona e nasci com a cara do Rui Falcão"...

Se alguém não gostar, no direito de resposta compulsório, alego para alguma de nossas Gestapos tupiniquins que fiquei parecido com a minhoca que comeu o Celso Daniel... 

Medinhos medonhos


Erro crasso do El País

Da ativista Daniela Schwery, um pedido democrático de retificação enviado ao jornal espanhol El País - até agora sem atender o justo e perfeito direito de resposta:

Vim dizer que a matéria http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/18/politica/1447874303_032386.html está completamente errada, basta ver os vídeos todos que foram gravados no dia. É o total inverso.

O acampamento que se encontra lá de forma pacífica e regular foi atacado e os tiros que houveram foram dentro do protocolo legal para dispersar as pessoas, pois essas pessoas da CUT, marcha das mulheres negras, UNE que invadiram o acampamento ordeiro, depredaram, roubaram celulares, surraram uma mocinha de 19 anos. Isso é o resumo, pois há mais dados e informações a respeito do dia, inclusive o deputado que lá estava se omitiu anteriormente propositalmente e o gás em questão era de gengibre - não causa lesão e não é ilegal.

Favor chequem antes de escreverem esse tipo de desinformação, já que o fizeram, que deem direito de resposta.

Vaia consciente


Grana mortal


Jovens senis


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

23 de novembro de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor

AINDA A OPERAÇÃO CONDOR - UM POUCO DE HISTÓRIA







Manuel Piñero Losada (nascido em 1933, casado com a chilena Marta Harnecker, com a qual teve um casal de filhos, Manuel, advogado, e Camila) foi, por mais de 30 anos, chefe da Direção Geral de Inteligência (DGI) do Ministério do Interior de Cuba, órgão encarregado, além de outras tarefas, dos vínculos com os movimentos revolucionários do Terceiro Mundo, a partir dos anos 60, apogeu da insurgência libertadora. Piñero faleceu em Cuba em 1997 em acidente de automóvel.

Marta Harnecker, escritora marxista chilena, ganhou projeção internacional nos anos 70, quando escreveu o livro “Conceitos Elementares do Materialismo Histórico”, que vendeu, somente em edições em espanhol, cerca de 1 milhão de exemplares e desempenhou um papel importante na formação política de uma geração de jovens universitários, tendo significado, para a Esquerda, o mesmo que a Bíblia significa para os seminaristas. Embora o marxismo-leninismo tenha implodido, esse manual continua a ser utilizado em muitas Universidades latino-americanas. Marta Harnecker, que passou a viver em Cuba desde fins de 1973, é a ideóloga do Foro São Paulo.

O nº 11/1997, da revista “América Libre” (porta-voz do Foro São Paulo), publicou uma longa entrevista com Manuel Piñero Losada, nas páginas 9 a 12.

Disse ele ter chegado a Sierra Maestra em maio de 1957. Antes disso, havia sido dirigente do Movimento Revolucionário 26 de Julho (MR-26) em sua província, Matanzas. Em Sierra Maestra integrou a Coluna 1, comandada por Fidel Castro, e em março de 1958, passou à coluna de Raul Castro.

Em seguida, foi conferida a Piñero a função de direção de Pessoal e Inspeção Territorial, e a do Serviço de Inteligência e Polícia Rebelde.

Em 1961 participou da fundação do Ministério do Interior e nele permaneceu até 1975, como responsável máximo do Vice-Ministério Técnico e, logo depois, daDireción General Libertación Nacional.

A partir de 1975 chefiou o Departamento América, órgão de Inteligência do Comitê Central do PC Cubano (do qual foi membro efetivo desde sua fundação, em 3 de outubro de 1965).

Essa entrevista referiu-se especificamente a Che Guevara, recordando os 30 anos de sua morte na Bolívia.

Em resumo, Piñero disse que durante todo esse tempo em que dirigiu a Inteligência cubana, manteve contato com as seguintes lideranças da guerrilha na América Latina: os nicaragüenses Carlos Fonseca Amador, Tomás Borge, Rodolfo Romero e o ex-Oficial do Exército somozista Somaribia, que dirigiu uma tentativa de luta armada na Nicarágua, no qual morreram os cubanos Ornelio Hernandez e Marcelo Fernandez; os guatemaltecos Turcios Lima, John Sosa, Rolando Ramirez, Pablo Monsanto, Júlio Cáceres (“Patojo”), amigo íntimo de Che Guevara; os peruanos Luis de La Puente Uceda, Hector Bejar Revollo e Javier Heraud; os peronistas William Coocke e Alícia Eguren; os colombianos Fábio Vasquez (que viria a ser o comandante do Exército de Libertação Nacional da Colômbia), os irmãos La Rota (fundadores do Movimento Obrero Estudantil Colombiano) e o Secretário-Geral do PC desse país, Gilberto Vieira; o Secretário-Geral do PC Uruguaio, Rodney Arismendi; os principais dirigentes dos partidos socialista e comunista chilenos, principalmente Salvador Allende, então senador da República, e Jayme Barrios; os principais dirigentes do PC Venezuelano, Fabrício Ojeda; e vários dirigentes haitianos e dominicanos.

Em geral, todos os líderes da esquerda e dos partidos comunistas do continente, que passavam por Havana, se entrevistavam com Piñero. Che Guevara conheceu todos eles, pois participou da Conferência dos Partidos Comunistas da América Latina, realizada em Cuba em 1964.

À pergunta de como Che Guevara concebia o desenvolvimento e a disseminação da luta revolucionária na América Latina, Piñero respondeu que segundo foi demonstrado pela experiência cubana, o núcleo guerrilheiro original, bem dirigido, era o pequeno motor, que acionado política e militarmente colocava em movimento o grande motor das massas. Nisso se baseava a concepção continental e antiimperialista de Che Guevara sobre a luta armada revolucionária. É essencialmente política, militar, de massas e contradiz a interpretação reducionista do FOCO GUERRILHEIRO, que historicamente lhe foi atribuída. Segundo Che, a luta guerrilheira não poderia desenvolver-se naqueles países onde os governos haviam sido eleitos democraticamente e onde não se haviam esgotado as possibilidades de luta política.

Deve ser ressaltada uma idéia básica de Che: não necessariamente têm que existir todas as condições para começar a luta revolucionária, pois a própria luta, em desenvolvimento, as iria criando. Che Guevara, portanto, não é o responsável pelas simplificações da experiência cubana e de suas concepções, desenvolvidas, ainda que com as melhores intenções, por parte de alguns revolucionários do continente.

Perguntado sobre o motivo da preferência de Che pela guerrilha na Argentina, disse que ela está na origem da guerrilha comandada por seu compatriota Jorge Ricardo Masetti, em 1963, pois Che havia conhecido Masetti, como jornalista, em Sierra Maestra; que após janeiro de 1959, Masetti regressou a Cuba, cumpriu algumas missões de apoio à revolução na Argélia com a Frente de Libertação Nacional (FLN), adquirindo certa experiência de combate, cursou escolas militares em Cuba e então Che deu-lhe a tarefa de organizar uma coluna guerrilheira cuja missão principal era instalar-se em Salta, território argentino fronteiriço com a Bolívia. Che prestou uma dedicação especial à preparação desse Destacamento, nomeado Exército Guerrilheiro dos Pobres. Juntaram-se a Masetti o cubano Hermes Peña (morto em combate) e Alberto Castellanos, que caiu prisioneiro e permaneceu 4 anos nos cárceres argentinos sem que fosse identificada sua verdadeira nacionalidade.

Era necessário estabelecer previamente uma base de apoio logístico em território boliviano e, para isso, foram designados os cubanos Abelardo Colomé Ibarra (“Furry”), hoje General de Exército, e José Maria Martinez Tamayo (“Papi”), que morreu depois da guerrilha boliviana. Eles viajaram para a Bolívia a fim de receber Masetti e seu grupo, em coordenação com um grupo de companheiros que nós enviamos a La Paz. Também deve ser reconhecida a cooperação, em todos os momentos, da direção da Frente de Libertação Nacional (FLN) argelina.

Em abril de 1964 foi perdido o contato com Masetti e até hoje não foram encontrados indícios sobre como terminou aquele intento guerrilheiro, bem como as circunstâncias do seu desaparecimento.

Argentina, Peru, Bolívia ...faziam parte do projeto integrador de Che para levar adiante a sua estratégia de continentalizar a revolução. Paralelamente à operação de Salta, um grupo de combatentes peruanos dirigidos por Alain Elias, e entre os quais se encontravam seus companheiros Javier Heraud e Abraham Lamas, iniciaram, em janeiro de 1963, a luta armada, após penetrarem no Peru pela zona de Porto Maldonado, fronteiriça com a Bolívia. Ali morreu o jovem poeta peruano Javier Heraud e outros companheiros. Eles contaram com a ajuda de vários quadros do Partido Comunista Boliviano, especialmente os irmãos Peredo (Inti e Chato Peredo), que lhes proporcionaram apoio logístico e serviram como guias à sua Coluna para regressar, desde o Peru à Bolívia. Anos depois, no Peru, o ELN reiniciou a luta sob a direção de Hector Bejar Revollo e emergem também as guerrilhas de Luis de La Puente Uceda e Guillermo Lobatón, líderes do Movimiento de Izquierda Revolucionária (MIR). Com todos esses dirigentes peruanos CHE manteve reuniões prévias. Entretanto, tanto o intento guerrilheiro do ELN como o do MIR, foram destruídos. Morreram Luis de La Puente Uceda (em novembro de 1965) e Lobatón (em janeiro de 1966). Hector Bejar já havia sido detido em 1965 e destruída a Coluna que comandava.

O projeto boliviano de Che dentro de sua estratégia continental tinha como perspectiva uma guerrilha que deveria transformar-se em uma escola de formação de quadros latino-americanos, sobretudo do Cone Sul, o que propiciaria estender a luta armada a outros países fronteiriços. Isso dependeria do desenvolvimento e crescimento da Coluna-Mãe, assentada na Bolívia.

De uma forma realista, Che analisou que se a partir da Bolívia surgissem e evoluíssem outras colunas guerrilheiras formadas por combatentes de diversas nações do Cone Sul, isso provocaria como reação uma aliança entre os governos e os Exércitos dos países fronteiriços, o que contribuiria para a propagação da luta armada revolucionária na região, a qual se transformaria em um cenário de cruentas, longas e difíceis batalhas, que cedo ou tarde levariam a uma intervenção norte-americana. Isso resultaria, portanto, na “criação de um grande Vietnã na América Latina”, como se referiu em sua histórica “Mensagem aos Povos do Mundo”, na Conferência Tricontinental.

Qualquer um que conheça as leis da guerrilha sabe que a fase inicial é a mais difícil, pois a Coluna ver-se-á obrigada a deslocar-se constantemente para evitar as emboscadas do exército inimigo, mormente se está em desvantagem. Nessa fase da guerrilha, depende de suas próprias forças, e do respaldo que possa receber das redes urbanas de apoio, as quais, naquele momento, na Bolívia, já haviam sido desmanteladas. Por isso não era uma tarefa fácil enviar - como dizem -, desde Cuba, um reforço para a guerrilha de Che na Bolívia. É pura fantasia dizer-se que Che tenha sido abandonado na Bolívia.

Também é uma fantasia a comparação que foi feita entre a suposta falta de apoio a CHE e os exitosos esforços cubanos para tirar da Venezuela os Oficiais cubanos que ali se encontravam na guerrilha, pois na Venezuela o Partido Comunista, o MIR e outras forças revolucionárias - embora tivessem sofrido várias derrotas - conservavam estruturas clandestinas e recursos operativos que facilitaram a organização paciente e minuciosa da operação-resgate desses companheiros. Essas circunstâncias não ocorreram na Bolívia.

Quanto à ida de Che ao Congo, ela foi uma etapa, uma fase intermediária para preparar-se com vistas à sua meta definitiva, e aguardar que a evolução dos acontecimentos na América Latina criasse condições políticas favoráveis para desencadear seus planos estratégicos. Tanto é assim, que no momento de sua saída do Congo, Che perguntou a Harry Villegas, a Carlos Coello e a José Maria Martinez Tamayo, se estariam dispostos a continuar a luta junto a ele em outro país. Uma luta que seria longa, complexa e difícil. Os três, posteriormente, tomariam parte na guerrilha boliviana, com seus pseudônimos: “Pombo”, “Tuma” e “Ricardo”.

As delicadas operações para trasladar Che Guevara e seus companheiros para a África, depois para regressar a Cuba e, mais tarde, sair para a Bolívia, estiveram a cargo do organismo que eu dirigia. Toda a preparação técnica e operativa para a missão no Congo, a documentação, os itinerários de viagem e as coberturas. A partir da embaixada de Cuba na Tanzânia, foi constituído um grupo de apoio encarregado da busca de informações e de cooperação no traslado da logística, desde esse país, até à base de Che no Congo, bem como o treinamento dos responsáveis pelas comunicações e outras formas de enlace com Che. Trabalhamos na falsificação de passaportes, nas informações que ele pedia sobre determinadas situações do país de destino, no treinamento em diversas especialidades. Todos os detalhes técnicos foram elaborados por nossos Oficiais, porém, cada passo, tudo, era analisado e aprovado por Che: as vias escolhidas e quem passaria por elas, como passar dissimuladamente pelos aeroportos, as características desses aeroportos e das fronteiras, o grau de controle migratório, e quais os horários e os dias em que a vigilância era menor por parte das autoridades. Para isso, foi realizado um estudo prévio da situação operativa, fronteiriça e migratória, bem como dos métodos aplicados pela Contra-Inteligência dos países por onde transitariam Che Guevara e os demais combatentes (nota: é sabido que Che Guevara, no trajeto para dirigir-se à Bolívia, passou pelo Brasil).

Para o Congo, na África, foram movimentados mais de 140 cubanos e mais de 20 para a Bolívia. Nenhum deles chegou a ser detectado pelos órgãos de espionagem ianque, nem pelos aparatos de segurança dos países por onde transitaram.

O início da viagem de Che para a Bolívia foi em novembro de 1966.

A morte de Che chegou a Cuba através de uma radiofoto recebida em 10 de outubro de 1967, onde aparecia o seu cadáver.

Pouco tempo depois, Pombo, Urbano e Benigno conseguiram romper o cerco e Inti Peredo conseguiu contato com alguns militantes do PC Boliviano e do ELN, que os conduziram até à fronteira com o Chile. Recorde-se o papel histórico desempenhado por Salvador Allende, então presidente do Senado chileno, que deu todo o seu apoio e proteção aos três sobreviventes.
Observe-se que essas atividades, que justificariam uma ação conjunta dos Serviços de Inteligência dos países do Cone Sul, foram antes, muito antes, da chamada Operação Condor, efetivada após a deposição e morte de ALLENDE, em 11 de setembro de 1973.


23 de novembro de 2015
Carlos Ilich Santos Azambuja é Historiador.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

TCU vai denunciar ao MPF Dilma, Mantega e demais conselheiros da Petrobras no escândalo de Pasadena



Uma provável decisão do Tribunal de Contas da União sobre o escândalo da compra da refinaria Pasadena pela Petrobras tem tudo para forçar o Ministério Público Federal a fazer andar, na Justiça Federal, uma ação coletiva de responsabilidade civil, movida por investidores da petrolífera em 2 de abril de 2014, pedindo reparação de danos estimados em US$ 1,18 bilhão aos acionistas e à empresa. Além dos conselheiros da companhia, a maior prejudicada com tal ação seria a Presidenta Dilma Rousseff - uma das responsáveis por aprovar a compra superfaturada da sucata norte-americana, um dia após ao fechamento da aquisição.

O TCU tende a aceitar a tese de investidores de que Dilma Rousseff, por ação errada ou omissão, tem responsabilidade direta na negociata de Pasadena (negócio armado entre 2006 e 2009). Dilma foi a "presidente" do Conselho de Administração que aprovou a operação. Contra ela pesa até uma declaração do ex-presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, em 20 de abril de 2014, em entrevista dada ao Estadão, afirmando que “a presidente Dilma não pode fugir da responsabilidade dela, que era presidente do conselho”. Como o mesmo negócio foi tratado quando Guido Mantega a sucedeu no Conselhão da Petrobras, o ex-ministro da Fazenda de Lula também entra na dança.   

O TCU deverá embasar sua denúncia no Estatuto Social da Petrobras. O  artigo 23 prevê que os membros do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva responderão, nos termos do art. 158, da Lei nº 6.404, de 1976, individual e solidariamente, pelos atos que praticarem e pelos prejuízos que deles decorram para a Companhia. Em seu Art. 28, o Estatuto estipula que ao Conselho de Administração compete: fiscalizar a gestão dos Diretores; avaliar resultados de desempenho; aprovar a transferência da titularidade de ativos da Companhia, inclusive contratos de concessão e autorizações para refino de petróleo, processamento de gás natural, transporte, importação e exportação de petróleo, seus derivados e gás natural. E, em seu Art. 29, o Estatuto determina: compete “privativamente” ao Conselho de Administração deliberar sobre as participações em sociedades controladas ou coligadas.

O TCU tende a acatar a tese de que os presidentes do Conselho de Administração da Petrobras falharam no dever de cuidado e descumpriram o dever de diligência previsto para os gestores de companhias abertas no artigo 153 da Lei das Sociedades Anônimas (número 4.604, de 1976). Pela legislação, a diligência consiste em “atenção, cautela, perícia e legalidade de conduta”. Na filosofia escrita da lei, “o administrador da companhia deve empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios”.


Na denúncia à Justiça Federal, em 2 de abril de 2014, investidores da Petrobras listaram nove atos falhos cometidos por diretores e conselheiros da empresa: 1) Aprovação, pelo Conselho de Administração, em apenas três dias, da compra da refinaria Pasadena; 2) Aprovação com base em informações insuficientes; 3) Aprovação de conteúdo contratual desvantajoso, também com base em informações sabidamente insuficientes; 4) Avaliação superestimada da segunda metade das ações da refinaria de Pasadena; 5) Decisão do Conselho de exonerar Nestor Cerveró, dando-lhe outro emprego, sem investigar sua responsabilidade na compra de Pasadena; 6) Aprovação pelo Conselho da nomeação de pessoa sem competência para gerir a Petrobras América em momento de crise; 7) Aprovação para descumprir cláusula contratual expressa de “put option”; 8) Aprovação de não pagar a dívida com a belga Astra, apesar da determinação em sentença arbitral; 9) Decisão do Conselho de descumprir decisões judiciais contra parecer jurídico da própria empresa.

Baseando-se na Lei das Sociedades Anônimas, assim que for acionado pelo TCU, a Procuradoria Geral da República não terá alternativa senão estender a responsabilidade a todos os conselheiros e membros da diretoria da empresa, especificamente na compra temerária da refinaria Pasadena. A futura denúncia mexerá com nomes poderosos e intocáveis até agora, além de Dilma e Mantega. São eles: José Sergio Gabrielli, presidente da estatal na época, Antonio Palocci Filho, Fábio Barbosa, Gleuber Vieira, Jaques Wagner, Arthur Sendas (já falecido), Cláudio Luiz da Silva Haddad e Jorge Gerdau.

Como membros do Conselhão da estatal, todos ficam enquadrados no artigo 158 da Lei das SAs, que prevê dois casos de responsabilização pessoal: quando agir com dolo ou culpa ou quando agir em violação à lei e ao estatuto da companhia, independentemente de culpa ou dolo. Até agora, só um "descuido" do MPF não determinou a abertura de processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, para que seja apurada a participação dela, como presidente do Conselho de Administração da Petrobras, na compra superfaturada de uma refinaria defasada tecnologicamente e cheia de passivos ambientais bilionários, nos Estados Unidos.

Impacto Profundo


Releia o artigo de domingo: Invente um título para esta crônica


Tormento de R$ 20 milhões


Triste conclusão


Colaborador eventual?


Barrado no baile?


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

23 de novembro de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

A ARGENTINA E O MERCOSUL

Maurício Macri: vencedor!

A vitória da oposição do candidato Mauricio Macri ao governo da Argentina reabre fundadas esperanças na ampliação e no repaginar do Mercosul. Os anteriores governos foram desastrosos, com perdas salariais fortes e demagogias de esquerda, com susbsídios, as quais culminaram no aumento expressivo do empobrecimento dos argentinos e a crescente desvalorização da moeda. A posição de Macri é seguramente favorável ao mercado, ao capitalismo de concorrência e atrai, em certa parte, o Brasil em séria e aguda crise.

O Mercosul já nasceu superado, ultrapassado e envelhecido. Compra-se um carro montado na Argentina por lá em torno de 90 mil reais e aqui no Brasil se comercializa por 188 mil reais. Não se explica a lógica ou a racionalidade do projeto. Eis que, à exemplo da Europa, se é um mercado único qual a razão dos preços variarem e oscilarem tanto em idênticas ou assemelhadas conjunturas?

Bem, o grande momento pelo qual atravessa a Argentina com a vitória assegurada e de certo modo confortável da oposição é a união do País, e um programa que acelere o crescimento e implemente o desenvolvimento, coisas que no Brasil são essenciais depois do ajuste fiscal. No entanto, pensar apenas no Mercosul é pouco e quase nada, quando observamos o tratado do Pacífico que envolve trilhões de dólares e nos distancia ainda mais do mercado europeu, norte americano e asiático.

O fim do populismo dos preços artificiais e de subsídios que ressoam em aumentos futuros, essas providências aniquilam a governabilidade e puxam para baixo qualquer tentativa de controle do cambio e da inflação. Soerguer a Argentina leva nos na direção de um braço de parceria e de importância essencial nos tratados comerciais, de livre comércio e da mesma alternância de regras para suprir o escasseamento de recursos hídricos ou de toda e qualquer espécie.

A última década na Argentina foi marcada por um denuncismo e o controle quase completo do poder judiciário, e isso representa uma submissão inadmissível com a imposição de juízes e a morte doutro sem apuração até o presente momento colimando transparência e seriedade. Aniquilar um poder que integra a democracia tem sido uma ferramenta das esquerdas demagógicas e invariavelmente corruptas da América Latina. Daí porque a transparência é de suma expressão, ao lado de acordos comerciais e a retirada ao máximo da miséria e de sacrifícios da população de baixa renda.

Juntos Brasil e Argentina formam uma população de quase 270 milhões de pessoas, sendo que a metade sobrevive em condições de absoluta miséria ou desproteção do básico. Nada obstante, não será o Estado o catalisador dos recursos, mas a criação de empregos, de riquezas reais e não artificiais, com educação e boa cultura,sem intervir na economia, ou transformar estatais em maquinas aparelhadas do estado corrupto e corruptor,com a longa mão dos fundos de pensão.

Precisamos ,de uma vez por todas, como dizia Thomas Jefferson, ser honestos e mapearmos o bem estar da sociedade, não de grupos, ou agremiações marginais à própria sociedade. O encanto primeiro da vitória oposicionista na Argentina, cujo trabalho não será fácil, abre um leque de oportunidades e sonhos para o Brasil, de menor presença do Estado na economia, de maior ajuste em tratados comerciais e de investimentos na produção, consolidando mercados externos e alta tecnologia na performance de arrebatar concorrentes e crescer de mãos dadas.

É chegado o tempo de trabalharmos comungando dos mesmos ideais para tirarmos a América latina da pobreza, da sua miséria e da invencível corrupção, marca indelével de ambos os governos até a presente conjuntura.



23 de novembro de 2015
Carlos Henrique Abrão, Doutor em Direito pela USP com Especialização em Paris, é Desembargador no Tribunal de Justiça de São Paulo.