"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

O QUE SERÁ O AMANHÃ...

 

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Cada vez mais abertamente o PT comporta-se como se não houvesse amanhã.
Nenhuma instituição, nenhum equipamento de defesa da sociedade, nenhum segmento da máquina pública, nenhum dos pilares da construção do Brasil da próxima geração é sagrado o bastante para merecer qualquer contemplação diante do objetivo de perenizar-se no poder e esmagar qualquer esboço de oposição, o único que se pode identificar neste governo a partir do exame da coerência das suas ações.

O Congresso Nacional foi a primeira vítima, corroída pelo gás venenoso da corrupção institucionalizada instilado pelos métodos que o Ministério Público descreveu em minúcias na peça acusatória da Ação Penal 470, a do Mensalão.

Desde a revelação da tramoia à Nação procedeu-se à desmontagem do Ministério Público e do Poder Judiciário pela substituição cirúrgica, peça por peça, da maioria sadia dos seus agentes por outros notoriamente infeccionados até que chegássemos ao acachapante suicídio ritual do Supremo Tribunal Federal, entregue o último ato de profanação ao próprio papa daquela igreja para que se abandonasse qualquer esperança de salvação.


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Para reverter a condenação de meia dúzia de salafrários passou-se jurisprudência que garantirá a impunidade de todo e qualquer salafrário que chegar às barras da Justiça brasileira daqui para sempre.
O esboço de reação da parcela da população que não se vendeu e saiu às ruas em junho animada pela condenação dos mensaleiros foi assassinado ao cabo de três meses a fio de intimidação pela violência física a cargo de hordas de profissionais que em tudo faziam lembrar as que Hitler e Mussolini usaram, quase 100 anos atrás, para a mesma finalidade.

Ministérios ha 40, todos podres. E quanto mais se comprovam podres, mais o governo os confirma nas mãos dos seus indefectíveis “donos”.  Ha focos de corrupção – mais uma vez flagrados, documentados e impunes – dentro do Palácio do Planalto, nas salas vizinhas às da Presidência da República.

O aparelho do Estado está partidarizado de cabo a rabo e quem tem tido qualquer experiência, por menor que seja, de como tem agido e reagido o funcionalismo “público” pelo país afora não precisará de grande esforço de imaginação para antever como ele reagirá se, por algum tipo de acidente imprevisto, um governo que não seja do PT vier a ser posto pelos eleitores na posição de tentar discipliná-lo e dar-lhe ordens.

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O sistema de defesa da moeda nacional foi desmontado à vista de todos com expedientes grosseiros de falsificação das contas públicas que provocaram a debandada dos investimentos internacionais no momento em que uma economia inteira posta a serviço de tapeações eleitoreiras ameaça parar em função do sucateamento da infraestrutura de transportes e de energia.

Para que a mentira que o capital internacional denuncia tomando distância de ofertas cada vez mais obscenas de remuneração (e por isso mesmo tanto mais insustentáveis e inverossímeis) não chegue às massas subornadas pela ilusão consumista sustentada à custa de um aprofundamento para além de temerário do abismo do endividamento público, rebaixam-se cada dia mais as exigências para parceiros cada vez mais evidentemente desqualificados aos quais, mesmo assim, vão sendo entregues  a montagem e a gestão futura dos equipamentos dos quais dependerão as condições de competir da economia nacional e o emprego das próximas gerações de brasileiros.


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Nem as mais sagradas joias da coroa do estatismo – a Petrobras e as empresas de geração e transmissão de eletricidade, os dois combustíveis básicos da máquina nacional de produção – foram poupadas. Andam na corda bamba, com contas em frangalhos, às vésperas da desclassificação pelas agências internacionais de risco.

O sistema de defesa e promoção da qualidade da educação pelo mérito esboçado no governo anterior foi destruído e substituído por um sistema de cotas que, a um só tempo, fomentam a corrupção dos candidatos, de quem agora tudo que se exige é uma mentira na cara-de-pau, e o ódio racial.

O aparato legal de proteção à qualidade da medicina praticada no país foi detonado em seus dois pilares de sustentação para permitir a entrada em cena de um pequeno exército de cabos eleitorais e proselitistas da mais antiga ditadura do planeta à qual este governo jura fidelidade cega: o que controla a qualidade das escolas de medicina (os exames do MEC) e o que fiscaliza a atuação dos médicos depois de formados (pelos CRMs) foram ambos desmontados e desautorizados com um só decreto presidencial.

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As agências setoriais de proteção ao consumidor e fomento à concorrência foram aparelhadas para fazer vistas grossas ao processo vertiginoso de concentração da produção e da renda patrocinado com dinheiro subsidiado de bancos públicos, uma óbvia ante sala da estatização geral da economia com o uso de testas-de-ferro disfarçados de agentes privados.

Os sistemas de proteção ambiental, de fiscalização das contas publicas e de coleta de impostos foram transformados em instrumentos de perseguição seletiva e intimidação econômica a resistentes ao novo dictat.

A política externa foi arrancada das mãos do Itamaraty, o último dos centros de excelência a resistir na Esplanada dos Ministérios, e concentrada nas mãos do Executivo. No front da inserção comercial do país tudo que estava esboçado foi destruído.
 O Brasil está cada vez mais isolado. Tudo é pretexto para nos afastarmos do mundo democrático onde estão concentradas as turbinas das trocas internacionais sem as quais nenhuma economia pode pleitear um lugar ao sol fora da periferia do mundo. Assim como nenhuma agressão é suficiente – e elas têm sido inúmeras e pesadas com as últimas recebidas da Argentina e da Bolívia – para nos fazer desgrudar dos párias da comunidade internacional.

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Off the records, corre uma ação frenética de cooptação de governos criminosos e semi-criminosos misturando doses maciças de corrupção envolvendo famigeradas empreiteiras acima de qualquer suspeita de honestidade, o ex-presidente da Republica que se declara seu “agente de vendas” e “obras” no exterior financiadas pelo inefável BNDES, o núcleo duro do projeto de poder nacional e internacional petista, sobre cujo destino final ninguém poderá ter qualquer notícia segura ou confiável.

Usam-se, nessa frente, para comprar aliados e votos favoráveis aos projetos do PT em fóruns internacionais, os mesmos métodos que se usou no Congresso para comprar votos e aliados para seus projetos de poder nacionais.

No mais, tudo gira em torno do expediente de socializar a corrupção. Das populações miseráveis dependentes da Bolsa Família aos grandes empresários que ganham isenções seletivas de impostos e outras benesses; da UNE à Fiesp; da OAB ao Avaaz, ferramenta multinacional  de ativismo e “democracia direta” via internet, tudo está solidamente comprado e dominado, à espera do momento oportuno para o bote final.

Os fatos não dão margem a dúvidas. Só duvida ainda quem está decidido a duvidar. O PT se comporta como se não houvesse amanhã porque não ha amanhã no seu horizonte de alternância no poder.


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24 de setembro de 2013
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CALA-SE UM POETA.

Morre em Lisboa, aos 88 anos, o poeta português António Ramos Rosa

Minuto de silêncio – O poeta António Ramos Rosa, Prêmio Pessoa 1988 e considerado como um dos expoentes da poesia portuguesa do século XX, morreu nesta segunda-feira (23), aos 88 anos, informou à agência Lusa pessoa próxima à família do escritor.

Poeta, ensaísta e tradutor, Ramos Rosa estava internado no Hospital Egas Moniz, em Lisboa, com pneumonia. Nascido em Faro, em 1924, António Ramos Rosa estava a poucos dias de cumprir 89 anos.

No início do mês tinha doado à autarquia de Faro o espólio relativo ao percurso acadêmico e literário, assim como várias distinções, como diplomas relativos ao doutoramento Honoris Causa, ao Prêmio Pessoa e ao grau de Grande Oficial da Ordem Militar de Sant’Iago da Espada.

Os bens do poeta ficam sob alçada da Biblioteca Municipal de Faro, a que Ramos Rosa dá nome. O poeta, que deu ainda nome a um prêmio de poesia de Portugal, recebeu o Prêmio Pessoa em 1988, trinta anos após publicar o seu primeiro livro de poesia, “O Grito Claro” (1958).

Ramos Rosa estudou em Faro, passou pelo Movimento de Unidade Democrática Juvenil, deu aulas de português, inglês e francês, ao mesmo tempo em que trabalhava como empregado de escritório e tradutor. Foi crítico literário, cofundador da revista Árvore e codiretor das revistas Cassiopeia e Cadernos do Meio-Dia.

Da sua vasta e premiada obra poética fazem parte “Sobre o Rosto da Terra”, “Estou Vivo e Escrevo Sol”, “A Construção do Corpo”, “A Pedra Nua”, “Ciclo do Cavalo”, “O Incêndio dos Aspectos”, “Figuras Solares”, “O que não pode ser dito” e “Gênese seguido de Constelações’. Dos livros de ensaio que publicou destacam-se “Poesia, liberdade livre” e “Incisões oblíquas: estudos sobre poesia portuguesa contemporânea”.

Além do Prêmio Pessoa, António Ramos Rosa recebeu outras condecorações, como o Prêmio Associação Portuguesa de Escritores (APE), em 1989, e o Grande Prêmio Internacional de Poesia, em 1990. Em 2006, foi agraciado com o prêmio PEN Clube Português, com o Grande Prêmio de Poesia da APE pela obra “Gênese” e com o prêmio “Luís Miguel Nava”.

Casado com a poetisa Agripina Costa Marques, António Ramos Rosa tinha editado recentemente o livro “Numa folha, leve e livre”. (Com informações da Agência Lusa e do Correio da Manhã)
Confira abaixo “A Construção do Corpo”, do poeta português António Ramos Rosa
“Sempre a tentativa nunca vã…
O equilíbrio musical dos instrumentos,
a paciência do teu pulso suave e certo,
o teu rosto mais largo e a calma força
que sobe e que modelas palmo a palmo,
rio que ascende como um tronco em plena sala.
A tua casa habita entre o silêncio e o dia,
Entre a calma e a luz o movimento é livre.

Acordar a leve chama veia a veia,
erguê-la do fundo e solta propagá-la
aos membros e ao ventre, até ao peito e às mãos
e que a cabeça ascenda, cordial corola plena.
Todo o corpo é uma onda, uma coluna flexível.
Respiras lentamente. A terra inteira é viva.
E sentes o teu sangue harmonioso e livre
correr ligado à água, ao ar, ao fogo lúcido.

No interior centro cálido abre-se a flor de luz,
rigor suave e óleo, música de músculos, roda
lenta girando das ancas ao busto ondeado
e cada vez mais ampla a onda livre ondula
a todo o corpo uno, num respirar de vela.
Sobre a toalha de água, à luz de um sol real,
dança e respira, respira e dança a vida,
o seu corpo é um barco que o próprio mar modela.”


24 de setembro de 2013
 

NINGUÉM AGE... NINGUÉM FAZ NADA... E O BRASIL APODRECE, SILENCIOSAMENTE...

Reforma eleitoral aprovada no Senado é armadilha criminosa que garantirá o enterro da democracia

Pé no freio – Uma das mais importantes vozes da oposição no Congresso Nacional, o deputado federal Rubens Bueno (PR), líder do PPS na Câmara, fez na tarde desta terça-feira (24) um discurso contundente na tribuna da Casa, o ocasião em que destacou a armadilha que representa o projeto de reforma eleitoral aprovado recentemente no Senado Federal.

A matéria é um amontoado de atalhos legislativos inócuos que escondem a verdadeira intenção dos seus idealizadores, que agem na contramão das roucas vozes que ecoaram nas ruas do País durante as manifestações de junho passado.

Ao criticar a matéria, que contém excesso de “cosmética” para camuflar um golpe desdenhado para sufocar a democracia, o líder do PPS foi contundente: “Uma reforma, que em um de seus pontos, aumenta ainda mais a promiscuidade entre os que estão no poder e aqueles que financiam as campanhas, ao permitir, por exemplo, que empresas ligadas a concessionárias de serviços públicos façam doações milionárias de campanha”.

Paralisado por causa da já conhecida incompetência do governo petista de Dilma Rousseff, o Brasil está prestes a deflagrar processos licitatórios no âmbito de serviços públicos que, de acordo com estimativas oficiais, deve chegar à incrível marca de R$ 500 bilhões. Com o projeto de reforma eleitoral aprovado pelos senadores, essas empresas poderão, por exemplo, despejar dinheiro em campanhas políticas dos atuais donos do poder.

Essa relação promíscua que desponta no horizonte, entre os governantes e as concessionárias de serviços públicos, precisa ser contida a qualquer preço, pois do contrário os brasileiros acabarão endossando mais um descalabro patrocinado pelos parlamentares, que nem mesmo em sonho se preocupam com as necessidades daqueles que os elegeram.

O que se busca com esse projeto perigoso, que coloca a democracia a um passo do despenhadeiro, é viabilizar doações de campanha que garantam a permanência no poder de um grupo que em passos lentos e contínuos tem levado o País na direção de um regime totalitarista.

Pode parecer excesso de preocupação por parte dos jornalistas do ucho.info, mas é preciso lembrar que a atual realidade brasileira já dá claros sinais que os ocupantes do poder trabalham para a instalação de uma “ditadura ideal”, como se esse tipo de regime pudesse ser assim classificado.
(Ilustração: Manga)
 
24 de setembro de 2013
ucho.info

REALMENTE... ESTAMOS VIVENDO UM BRASIL DE "EMINENTES BRASILEIROS"

Sarney, o caudilho maranhense, retorna ao Senado e é chamado por colega de “eminente brasileiro”

Bico fechado – Causa náuseas o corporativismo burro e de encomenda que impera no Congresso Nacional, que grassa entre os iguais e só sai de cena quando é acionada a autofagia político-ideológica, principalmente no período eleitoral.

Um dos piores políticos da história brasileira e responsável por levar o Maranhão à condição de mais pobre estado brasileiro, o senador José Sarney (PMDB-AP) ainda consegue arrancar elogios de seus pares, que não se incomodam com as mazelas da população e se dedicam a rasgar seda na direção do caudilho que sucedeu Vitorino Freire no coronelismo maranhense.

Ao retornar ao Senado Federal na tarde desta terça-feira (24), Sarney foi recebido com abraços de seus pares e também com um rápido discurso do senador Mário Couto (PSDB-PA), que chamou o caudilho de “eminente brasileiro”.

É importante lembrar ao senador tucano que Sarney e seu grupo instalaram no Maranhão o Apartheid verde-louro, impondo à população local uma situação de discriminação social que viola o mais básico e raso conceito de direitos humanos.

Quem conhece minimamente o Maranhão sabe que José Sarney, assim como o seu clã, não merece ser chamado de eminente, pois eminência é tratamento dispensado a religiosos, o algo descabido a que nem de longe é santo.
De igual modo, eminência, entre algumas definições, significa “superioridade moral”, algo de que Sarney é extremamente carente. Para não voltar muito na linha do tempo, o escândalo dos “Atos Secretos” do Senado é mai que suficiente para explicar que é o político que arruinou o Maranhão.

Ademais, não merece qualquer tipo de tratamento honroso quem dá as costas a pessoas pobres e indefesas, que morrem por falta de atendimento nos hospitais públicos, enquanto, financiado pelo suado dinheiro do contribuinte, procura o melhor centro médico do País para tratar uma combinação de pneumonia e dengue.

O senador Mário Couto é conhecido por falar aos bolhões, mas na tarde desta terça-feira o tucano paraense perdeu a enorme oportunidade de permanecer calado, porque em algumas situações o silêncio é uma poesia com todas as rimas.

24 de setembro de 2013
ucho.info

PALHAÇADA SE RESPONDE COM PALHAÇADA. VALEU, BOLSONARO!

Palhaçada se responde com palhaçada. Valeu, Bolsonaro!
Randolfe Rodrigues, o Harry Potter
Ontem, um grupelho de comunistas chefiado por Harry Potter resolveu capitalizar politicamente a “visita” a um quartel onde, segundo eles, os agentes do DOI-CODI torturavam cubanófilos à época dos militares no poder. Tanto que havia algumas indefectíveis bandeiras do PSOL na tal comitiva.
 
Bolsonaro resolveu que também ia. Como bom palhaço, queria ver o circo pegar fogo. E viu. Ao entrar, foi barrado por um jornalista cuja função precípua era a de ciceronear os patetas, mostrando onde supostamente ocorriam as tais torturas, das quais também teria sido vítima.
 
Não prestou. Bolsonaro, desassombrado como ele só, tirou o braço do jornalista que o barrava. Nisso, chega Harry Potter, o defensor dos frascos e comprimidos e Bolsonaro, após um ligeiro bate-boca, empurra a delicada barriguinha de Potter e entra. Foi o bastante para ser acusado de agressão, falta de decoro e outras coisas mais.
 
O gozado é que, em nome dessa pantomima que é a tal Comissão da Verdade, que só tem um lado, esses caras se acham os donos da cocada preta. O absurdo é tão grande que dessa vez tentaram impedir um militar de entrar num quartel. Por mais provocativa que fosse a presença de Bolsonaro no “evento” - e era -, não havia nada que o impedisse de participar.
Em vez de deixá-lo quieto, ignorando-o, Harry Potter e seus red caps foram tão burros ao valorizar a presença do histriônico capitão que quem acabou sendo o protagonista da esbórnia, quem acabou capitalizando sobre o “evento”, foi Bolsonaro. Bem feito!

E isso é Brasil, gente...
 
24 de setembro de 2013

QUANDO O HUMOR DESENHA A REALIDADE

 
 
24 de setembro de 2013


VOTAR OU NÃO VOTAR, EIS A QUESTÃO


A mídia noticiou o encontro entre os potenciais candidatos à presidência da república no pleito do ano que vem.

Como não poderia deixar de ser, o pessoal que se opõe à Dilmarionett Ducheff, e quer ver o pt apenas nos livros de história que serão escritos no futuro onde até os mensaleiros serão condenados pela verdadeira avaliação do que foi o crime do mensalão. Já começou a soltar os rojões da festa mambembe e burra em dividir votos para acabar perdendo preciosos votos.

Como nas últimas eleições, tínha o Zé Serra, que, olhando bem, é bananeira que já deu cacho, desse não podemos esperar mais nada em matéria de empatia com os eleitores, ou mesmo folego político para chegar ao Planalto.
Tínhamos o "novo", Marina Silva, uma dissidente ptralha que continua atuando nas sombras da ideologia esquerdista e atrasada mas, teve seu momento de "salvadora da pátria" para parcela do eleitorado que queria mudanças no país e votou no mais do mesmo, e acabou dividindo os votos da "oposição" e assim, alavancou a candidatura do "poste".

Hoje, vemos a história se repetindo, dois candidatos com alguma força política lançando pré candidaturas com a intenção de enfrentar novamente o "poste", e com isso, e se as candidaturas saírem em condições de adversários nestas eleições, veremos outro naufrágio da democracia. O pt leva novamente as eleições.

Não esqueçamos que além dos dois, Aécio e Campos, ainda perigamos ver Zé Serra por um outro partido, e novamente a verdolenga e irritante Marina Silva na competição, e quanto mais se apresentarem candidatos ditos de oposição, melhor para o governo, mais uma eleição no papo, pois, os que se opõe votam em virtuais quatro candidatos e o pt leva os votos de sempre sem dividir com ninguém, é a garantia para mais uma vitória.
 
Os partidos políticos em toda sua ignorância vaidosa e burra já entram nas disputas rachados, perdendo votos e assistindo a pré vitória dos candidatos do pt.
Já perderam três eleições presidenciais, a prefeitura de SP e em breve o governo.

A oposição tem que entender que precisa se unir e lançar apenas um candidato, no caso a dupla Campos/Aécio como uma forma de conseguir centralizar os votos dos eleitores que não votam no pt nem para salvar a própria vida. 
A oposição precisa aprender a fazer coalizões para combater a máquina pública super azeitada pelas bolsas caça votos e por todo o paternalismo de um governo irresponsável que está torrando bilhões em grana pública para comprar bondades de um povo burro e eleitor da pocilga.

Mas a arrogância, a prepotência, e acima de tudo, a ganância dos partidos políticos ávidos pela grana que o poder dispõe, se lançam em aventuras eleitorais ruins que sempre acabam favorecendo o pt e phodendo o país.

Não podemos esquecer de duas coisas quando falamos em Aécio/Campos, Marina Silva, com aquela cara de eterna morta de fome, que vem para atrapalhar a oposição e ganhar os votos dos Brasucas  politicamente corretos de redes sociais que votam por modismo, ou para fazer da conta que são conscientes políticos.
E as imorais urnas eletrônicas, enquanto não desenvolverem um sistema de auditoria nessas arapucas, as eleições serão ganhas sempre por quem tiver o poder nas mãos, é a perpetuação no poder pelos grupos que antes usavam a força. Hoje usam o estelionato para legalizar a imoralidade e a bandalheira.

E analisando bem, TODOS os candidatos que se apresentaram até agora para as eleições de 2014, são a mesmice e o atraso em que já vivemos, nada de novo se apresenta, e continuaremos, nós os opositores do Lullismo, sem uma liderança séria e comprometida com o país, apenas mais do mesmo, políticos que já exauriram suas próprias imagens na maracutaia e na política amadora e vagabunda.

Não temos nada de novo, gente de cabeça arejada e discurso moderno, todos estão em um mesmo balaio, querem o poder apenas para roubar. E o povo pagando a conta.

E sinceridade, quando prego o voto nulo muita gente me critica alegando que votar nulo alavanca o pt. Meus caros, o voto nulo ou não, sempre vai alavancar o pt. 

Primeiro por conta das urnas eleitorais que são pra lá de fraudáveis.
E segundo, a pulverização dos votos pela enxurrada de candidatos que se apresentam como oposição ao que aí está é outra arma que sempre acaba atingindo os pés dos eleitores anti pt.

Eu voto nulo há décadas, e não me arrependo disso, não voto útil, aquela aberração de votar em um Zé Mané qualquer para fazer de conta que está se opondo ao pt, que na maioria das vezes é mais perigoso do que votar diretamente nos Vagabundos Vermelhos. 

E na hora que o brasileiro entender que votar nulo é não comparecer às urnas, muita coisa irá mudar. De nada adianta ir ao voto e anular ou embranquecer, pois as urnas contabilizarão os votos de acordo com os interesses de quem as programou. A única forma segura de protesto é não ir votar. Essa não da para manipular.

E mesmo que o esvaziamento da eleição assegure a candidatura do "poste", é na minha visão, a única maneira de dar um recado bem expressivo de advertência para a classe política de que do jeito que está não dá mais para ficar. 

Mas, enquanto o povo pensar que anular, embranquecer ou se abster vai dar a vitória aos mesmos de sempre, não sairemos deste buraco imundo de política vagabunda e corrupta. 
Só o povo pode mudar o Brasil, e chega a hora de aloprar e mostrar a força, e a desobediência política é uma delas, mesmo perdendo a eleição para quem já está aí. Uma vez que os que aí estão manipulam a massa,  pela propaganda, pela fome, ou pelas urnas e não serão os votos nulos que os favorecerão.
Agora, o que não dá é ver os "politicamente corretos" da consciência política coxinha nas redes sociais, ficarem pregando terrorismo safado alegando que voto nulo é votar indiretamente no pt. 

E percebermos que os "Guaranis Kaiowas"do modismo babaca "pseudo inserido" consciente social, mugirem feito gado e seguindo para o matadouro de almas livres que estão se tornando as eleições na pocilga apenas por terem preguiça de pensar ou serem alienados, quiçá, covardes demais para se posicionarem na vida e ajudarem realmente a mudar este país.

E no mais...
 
24 de setembro de 2013
omascate

O FASCISMO EM PRAÇA PÚBLICA

                    
          Artigos - Desarmamento 
“O estado deve ser não apenas um criador de leis e instituições, mas um educador e provedor de vida espiritual. Deve ter como objetivo reformular não apenas a vida, mas o seu conteúdo – o homem, sua personalidade, sua fé.”
 
A frase acima parece estar sendo adotada por muitos políticos no Brasil. A mais nova prova disso é a lei aprovada no Distrito Federal sobre a proibição da venda de armas de brinquedo, cuja concepção já bem revela o autoritarismo e a ingerência do Estado sobre a liberdade individual do cidadão. Pais, mães e responsáveis não poderão mais presentear seus rebentos com o brinquedo que lhes bem aprouver.
 
E a lei não para por aí. Em pleno século XXI e num país dito democrático, ela obriga lojistas a afixar cartazes com os dizeres “Este estabelecimento não comercializa armas de brinquedo. Lei Distrital nº 5.180, de 20 de setembro de 2013”. Mas, se a lei proíbe a comercialização, e isso não é algo facultativo, por qual motivo devem os lojistas afixar tais cartazes?
 
Procuro analogia melhor, mas a imagem que me vem à cabeça é aquela de soldados nazistas pregando cartazes pelas ruas dos territórios ocupados durante a Segunda Guerra Mundial…
Acham que acabou? Pois não. “O Poder Executivo, em ato público e solene, promoverá a destruição das armas de brinquedo”. Acreditem, isso é um trecho do texto da lei! Ou seja, além de haver a entrega voluntária de brinquedos em postos de coleta, o governo terá a obrigação de, em “praça pública”, destruir esses símbolos da “violência”.
 
Realmente, impossível não ser remetido aos regimes autoritários que sempre se socorrem das praças públicas para mandar seus recados à população – quem não se lembra das fogueiras de livros?
E enquanto se flerta com o autoritarismo em sua mais visceral essência, a criminalidade real, as armas ilegais e as drogas invadem diuturnamente em nossas escolas e comunidades. Mas parece que com isso o governo não se importa realmente.
 
Ah, quase me esqueci. A frase que abre este artigo é de Giovanni Gentile, o filósofo de estimação de Benito Mussolini, e traduz uma das máximas fascistas que prega ao Estado o dever de controlar até a alma de seus cidadãos.

Não me espantarei no dia que formos obrigados a comparecer em praça pública e gritar “viva il duce”!  Mas também me permito não esquecer que “il duce”, Mussolini, acabou pendurado pelos pés nesta mesma praça pública...

24 de setembro de 2013

Bene Barbosa

é especialista em segurança pública e presidente da ONG Movimento Viva Brasil.

A FALSIDADE DA VIDA UNIVERSITÁRIA

                       
          Artigos - Educação 
Como pode um sujeito que ESC
OLHEU, ou seja, teve a ação deliberada de assumir o cargo de professor, a posição daquele que ensina, se ele só sabe raciocinar ideologicamente e sempre estudou medianamente a luz e semelhança de seus companheiros?

Todo jovem brasileiro imerso no senso comum tem o sonho de ingressar na universidade. Muitos deles abandonam suas famílias no interior para virem aos grandes centros com o intuito de elevar suas possibilidades de serem absorvidos pela universidade tão almejada mediante aprovação nos ditos “vestibulares”. O pobre sujeito projeta o seu futuro com afinco, bota a cabeça no travesseiro e vai dormir com algumas toneladas de responsabilidade nas costas.
Quando ele transcende a fase robótica dos cursinhos pré-vestibular, pensa-o inocentemente que finalmente irá estudar aquilo que ama e que, caso ele se dedique, encontrará um ambiente totalmente receptivo às suas aspirações. Eis a mais ilusória mentalidade presente no imaginário dos estudantes sérios.
 

O indivíduo que entrar na universidade brasileira de hoje, pelo menos nos cursos de Ciências Humanas, vai se deparar com circunstâncias que colocarão em xeque suas expectativas. Ele irá notar de cara o curioso desinteresse dos colegas pelas matérias que eles dizem gostar e a sensação de estranhamento que leva a duvidar sobre a bagagem intelectual do corpo docente. “Como ousa atacar os professores-doutores das universidades e os jovens que tanto se esforçaram para estarem lá?”, indaga o apressadinho.
O leitor que acha que este que vos escreve é apenas um palpiteiro deveria lidar com os fatos concretos: como pode um universitário (lê-se: leitor de xérox), mesmo sem a recomendação e exigência dos professores, não ler pelo menos uns 20 ou 30 livros ao ano? Como pode um sujeito que ESCOLHEU, ou seja, teve a ação deliberada de assumir o cargo de professor, a posição daquele que ensina, se ele só sabe raciocinar ideologicamente e sempre estudou medianamente a luz e semelhança de seus companheiros? Se o professor não domina direito nem o conteúdo, quem dirá o “status quaestionis” dos assuntos tratados em aula
                                     
Para elucidar e reviver a memória do leitor, dê graças a Deus aquele que nunca teve um professor que:
a) postulasse o capitalismo e os princípios gerais do livre mercado como gênese de todos os males;
b) chamasse a Idade Média de “Idade das Trevas” como meio para atacar a Igreja Católica; c) fosse reducionista no estilo “Aristóteles defendia a escravidão, logo toda sua teoria não deve ser estudada” ou (essa é clássica para os alunos de direito!) “Miguel Reale fez parte do integralismo, portanto ele era um fascista, antissemita, antidemocrático e não produziu nada de bom”;
d) ao explanar as noções gerais de um novo assunto aos alunos, se recomendasse algum livro de “introdução crítica” que atacasse aquilo que os alunos ainda não conhecem.
 
Se você, caro universitário, já se viu em muitas dessas situações e estranhou tudo isso, sinto dizer-lhe bem-vindo ao clube. Esse clube não está lotado, na realidade, está em escassez de pessoas. Nessa ala integram aqueles que sempre estiveram com a alma disposta ao conhecimento e que pagaram com o mais puro interesse para receber de troco o descaso. É um grupo de esquecidos? Provavelmente. Mas nunca esqueça de que no anonimato eles seguem estudando, suportando tudo sem dar um pio. No futuro, que tarde mais chega, veremos quem será alma viva e quem habitará as portas fechadas do esquecimento.


Publicado no caderno universitário do jornal Gazeta do Povo.
24 de setembro de 2013
 Ken Bansho Neto, 18, é estudante universitário de Direito e aluno do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho.

A TRADIÇÃO TEUTÔNICA E AS RAÍZES OCULTISTAS DO NAZISMO - PARTE 1

                     
          Artigos - Movimento Revolucionário
Persiste (na atualidade) uma idéia, amplamente estimulada por certo gênero sensacionalista de literatura [1], de que os nazistas eram principalmente inspirados por agentes ocultos que operavam desde antes de seu advento (...) resultando num fascínio pós-guerra. Este fascínio é talvez invocado pela irracionalidade e políticas macabras e pelo curto domínio continental do Terceiro Reich. (...) Para o jovem observador (atual) o naciona-socialismo freqüentemente é tido como um misterioso interlúdio da história.Nicholas Goodrick-Clarke
 
Se acreditarmos em absurdos, cometeremos atrocidades.Sarvepalli Rahda Krishnan

Os historiadores comumente se referem às fontes do nazismo como oriundas apenas de filosofias racionais nascidas do Iluminismo. No entanto, creio que seja muito mais derivada de uma reação à racionalidade do Iluminismo, assim como o comunismo, que não abordarei com profundidade neste momento. Ambos são reações à ascensão da burguesia, dos ‘comuns’, dos sans-culottes [2] ao cenário político e à racionalidade e pragmatismo capitalistas, à democracia e à liberdade individual.
Tanto os comunistas como os nazistas construíram, a ferro e fogo, sociedades tão aristocráticas como as do Ancien Régime, com a diferença de que esta ‘aristocracia’ não tinha por base as mesmas falsas premissas da antiga nobreza, baseada no sangue e na ‘unção por Deus’.
Foi John Locke o primeiro a advertir: ‘os reis também são homens’, em nada diferem dos demais. E acrescento eu: a ‘unção por Deus’ não passou de uma falácia inventada pelos chefes francos e endossada por papas que freqüentemente ‘esqueciam’ os Mandamentos Sagrados de Jesus e do Velho Testamento. Por esta - e outras razões - o verdadeiro clero cristão recolheu-se às ordens monásticas, onde foi resguardada a filosofia antiga e a riqueza da filosofia medieval.
 

Comunismo e nazismo substituíram os três Estados (nobreza, clero e burguesia) por um regime baseado em apenas duas classes: a ‘Nova Classe’ (apud Milovan Djilas) de aristocratas, e um povo escravo e ‘sub-humano’ ou, como diria Orwell, os membros do partido e os proles [3] e ao mesmo tempo tentaram fundar novas ‘religiões’.
Os comunistas, conforme a premissa marxista de que a religião é o ópio do povo, tentaram uma nova religião ateísta, um verdadeiro ópio, o dos intelectuais (apud Raymond Aron), os nazistas fizeram renascer antigos mitos germânicos de uma raça superior, do Valhalla e Wotan. Ambos tentaram matar Deus.
 
E um povo sem Deus ‘não é que não acredite em nada, mas acredita em tudo’, como disse Chesterton, inclusive em absurdos (Rahda Krishnan). Foi Dostoiévsky quem disse: ‘se Deus não existe, tudo é permitido’ – o Gulag, as câmaras de gás nazistas, o terror comunista russo e chinês, Pol Tot, etc.
 
Os substitutos do Deus judaico-cristão foram fórmulas mágicas totalmente irreais e esotéricas. Ocultismo, misticismo, charlatanismo, orientalismo e crenças pseudo-científicas orientais como hatha-yoga, herbanismo, re-encarnações, não apenas são partes inerentes ao movimento nacional-socialista como estão entranhados em seu âmago e serão explicitadas ao longo deste texto. Antes, porém, é necessário examinar brevemente aquele que os nazistas chamavam de Mestre.
 
Friedrich Nietzsche: precursor do nazismo?
 
Muito do que Nietzsche escreveu é perfeitamente aproveitável pelo nazismo, mas nem tudo. Há certas passagens insuportáveis, que levaria uma pessoa a um campo de concentração se as repetisse durante o ‘Reich de mil anos’.
Um dos pais dos totalitarismos do século XX, Nietzsche, é pródigo em condenar a civilização burguesa do século XIX como decadente, conservadora, mole, sem valor, e não merecedora da dura herança nórdica dos germanos.
Tanto nazistas como marxistas fazem beicinho ao falar a palavra ‘burguês’ [4].
O desprezo de Nietzsche (assim como dos marxistas) pelo século XIX, seus ataques à Cristandade, aos movimentos humanitários e ao governo parlamentar evidenciam a revolta contra a razão e a liberdade. O que mais quereria um seguidor de Hitler senão a criação de um partido que unisse ambas as ideologias: um nacional-socialismo? No Anticristo afirmou Nietzsche:
 
A igualdade das almas perante Deus, esta mentira, (...) esta bomba anarquista em que se tornou a última revolução, a idéia moderna é o princípio da destruição de toda a ordem social – isto é dinamite cristã.
A paixão pelo refazer, renovar, nascer de novo, encontrados em todos os movimentos revolucionários, especialmente entre a elite revolucionária é encontrada com os nazistas e nas palavras de Nietzsche. Mas o uso da palavra ‘revolução’ é uma das maiores mentiras já inventadas pela humanidade. Entende-se como um movimento para o futuro, quando não passa de um retorno ao passado aristocrático:
 
A democracia tem sido em todos os tempos a forma pela qual a força organizada foi perdida... O liberalismo, ou a transformação da humanidade em gado... A moderna democracia representa a forma histórica de decadência do Estado... Os dois partidos opostos, socialistas e nacionalistas – ou como forem chamados nos diferentes países da Europa – se merecem, inveja e vagabundagem são as forças motivacionais de ambos.
 
Acrescenta Brinton (loc.cit.): cristianismo e democracia são ambos demonizados e citados como parceiros preparando a destruição da velha sociedade antecipando a nova. Pergunto: de que velha e nova sociedade falava Nietzsche? Não seria da velha e corrupta sociedade aristocrática e da nova sociedade da igualdade perante a lei, ao rule of Law e o direito dos abjetos ‘comuns’ escolherem livre e periodicamente seus governantes sem ‘sangues nobres’ mas iguais aos eleitores, e tirá-los do poder quando agem contrários à vontade dos eleitores? Os europeus centrados em si mesmos jamais tomaram conhecimento das inserções pelos Founding Fathers e framers da Constituição Americana, de checks and balances que refreassem a democracia plena que viam como um perigo a ser evitado, mas através de processos legais e não autoritários e aristocráticos [5].
 
É necessário perguntar: será que a liberdade e a democracia são realmente valores primariamente cristãos, ou já se encontravam no Velho Testamento, a Torah? Os judeus já conheciam a liberdade e a ampla discussão das Escrituras milênios antes do nascimento de Jesus. A liberdade e os princípios da democracia são valores judaico-cristãos. Não estaria aí uma das razões do antissemitismo?
 
O ‘suposto assassino de Deus’ diz com toda clareza: ‘(os judeus) são parasitas, decadentes, e responsáveis pelos três grandes males da civilização moderna: cristianismo, democracia e marxismo’. Sua famosa expressão ‘vontade de poder’ sugere ausência de piedade, agressão, política de expansionismo, perfeitamente ilustradas pela ascensão de Hitler ao poder. Nietzsche detestava a democracia, o pacifismo, o individualismo, o cristianismo, as idéias humanitárias e adorava autoridade, pureza racial, espírito guerreiro e uma dura vida.

Como seria de esperar numa mente corroída pela sífilis terciária, Nietzsche era prenhe de paradoxos, como sua visão dos alemães e dos judeus oscilava freqüentemente. Num de seus surtos de antipatia pelos seus conterrâneos alemães, disse:
 
Confesso que os alemães são meus inimigos. Desprezo toda sorte de conceitos obscuros, toda sorte de covardia para decidir entre sim e não. Por quase mil anos eles se enrolaram e confundiram tudo que tocaram. Quando eu penso em alguém contrário a todos meus instintos, o resultado é sempre um alemão. (...) A estupidez anti-francesa e anti-polonesa, a estupidez romântico-cristã, a estupidez teutônica, a estupidez antissemita..... (...)
 
Os antissemitas não perdoam aos judeus por terem intelecto e fortuna. Antissemitismo: outro nome para a incompetência e para a destruição do que está bem feito. (...) Que benção são os judeus entre os alemães! Notem a obtusidade, o grossos cabelo amarelo, os olhos azuis e a falta de intelecto estampada em sua face, a linguagem, o comportamento... entre os alemães... (...) Os judeus são, sem sombra de dúvidas a raça mais pura, mais forte e mais inteligente da Europa atual.
 
Estas são precisamente as qualidades atribuídas pelos nazistas ao caráter völkish dos arianos! Bem se vê que os nazistas não podiam aceitar Nietzsche em bloc. Pelo contrário, quando ele falava como os nazistas, era considerado o profeta que possui a verdadeira visão do futuro, quando discorda, é apenas um mortal do qual não se pode esperar que se eleve acima de seu tempo e ambiente [6]. Certamente os nazistas aproveitaram das obras de Nietzsche o que lhes interessava e censuraram o resto!
 
Notas:

[1] Alguns exemplos: The Holcroft Covenant, de Roberto Ludlum, The ODESSA File, de Frederick Forsyth e Os Meninos do Brasil, de Ira Levin. Há livros sobra a incessante busca de Martin Borman, sobre uma possível sobrevivência de Hitler, etc. Mesmo que não seja esta a intenção dos autores os livros estimulam as fantasias sobre o fascínio de um nazismo super-poderoso que renasceu dos escombros da I Guerra Mundial. Esta observação nada tem a ver com os reais grupos de neonazistas.
[2] Sans-Culottes (do francês "sem calção") era a denominação dada pelos aristocratas aos artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários participantes da Revolução Francesa a partir de 1771, principalmente em Paris. Recebiam esse nome porque não usavam os elegantes culottes, espécie de calções justos que apertavam no joelho que a nobreza vestia, mas uma calça de algodão grosseira. Na época da Revolução Francesa, a calça comprida era o típico traje usado pelos burgueses.
 
[3] É preciso notar que a primeira tentativa de criar uma sociedade assim foi dos próceres mais privilegiados da Revolução Francesa como Robespierre, Danton, etc. Embora fossem tragados pelo Terror criado por eles, Napoleão o fez em seu lugar.
 
[4] Crane Brinton: The National Socialists Use of Nietzsche, Journal of the History of Ideas, Vol. 1, No. 2 (Apr., 1940), pp. 131-150 Published by: University of Pennsylvania Press. Os trechos de Nietzsche aqui citados são da seleção deste artigo de Brinton.
 
[5] Ao menos até o governo Obama que tende a se tornar imperial.

[6] Mutatis mutandis o mesmo ocorre com os marxistas e Marx: a teoria marxista básica, da evolução do capitalismo criando suas próprias contradições para a revolução proletária, não foi respeitada em nenhum país comunista. Os dois maiores países comunistas foram duas economias predominantemente agrárias: Rússia e China.

24 de setembro de 2013
Heitor De Paola
 Publicado no jornal Visão Judaica, de Curitiba.

QUAL "CLAMOR POPULAR", MINISTRO?

           
          Artigos - Governo do PT        
Enquanto lia seu voto desempatador sobre a admissibilidade dos embargos infringentes, o ministro Celso de Mello ajeitou a toga, empinou o nariz, soprou o pó da gramática e nos impôs uma arenga sobre a inutilidade do que chamou clamor popular. "Viram garotos? Entenderam o que estou dizendo? Agora sejam bonzinhos e vão brincar no quintal! Aqui na Corte se aplica as leis e se faz justiça".
 
Aos poucos, muito devagarzinho, pensei eu. Para os sem sorte nem padrinho... Aos 68 anos, minha audição não é mais a mesma, mas juro que não ouvi coisa alguma do tal clamor que o ministro diz ter escutado. Sei que você, leitor, também não ouviu. A tevê mostrou meia dúzia de gatos pingados à porta do STF. Estavam tão desajeitados! Quase solenes em seu silêncio. A solidão cívica roubou-lhes a voz. A lente da câmera os captou e seguiu adiante, bocejando.
 
No entanto, o ministro se referiu a clamor popular durante a leitura que fez, usando para isso várias páginas do seu voto. O que teria ele ouvido, que ninguém mais escutou? Ou visto, que ninguém mais percebeu? Sim, eu sei. Já me deparei antes com tais silêncios. Eles acontecem quando não são as cordas vocais que falam mas é a própria alma que geme, num misto de desalento e tristeza. Com dimensão multitudinária. Imagine, leitor, um estádio de futebol em dia de jogo importante. A equipe dona da casa encaminha o jogo para uma gratificante vitória. Por um gol de diferença. Mas no último minuto, no último lance, o derradeiro chute adversário encontra o caminho das redes. O silêncio que, sobre o alarido do estádio, cai instantaneamente sobre a multidão, tem um pouco, só um pouco disso que estou falando.
 
O que aconteceu no Brasil, no Brasil que ainda tinha esperança, foi algo muito mais poderoso e profundo. As pessoas gritavam interiormente a morte dessa esperança, num silêncio de cemitério. O mais triste, ministro, é que não houve clamor algum. Nem antes nem depois. Houve algo para si irrelevante, bem sei: a silenciosa frustração das melhores expectativas nacionais. Houve a lenta e penosa compreensão de que tudo quanto fora decidido meses antes não passara de imensa perda de tempo. E que os quatro votos então dados foram a conta certa ofertada às pessoas certas, para produzir o efeito certo no tempo certo. Errados, mesmo, apenas nós. Apenas nós que ainda teimávamos em crer que este país tivesse jeito.
 
24 de setembro de 2013
Percival Puggina  

ELES NÃO SABEM O QUE FAZEM


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Se tudo tivesse corrido como planejado, nesta altura do campeonato a gestão petista estaria comemorando o sucesso das privatizações de um extenso e bilionário rol de obras de infraestrutura. Mas, no governo do improviso e da invencionice, até agora deu quase tudo errado. Eles não sabem o que fazem.


Passados um ano e um mês depois do lançamento do programa de concessões, o governo ainda está às voltas com a redefinição de regras que, na prática, se mostraram equivocadas, disfuncionais, alheias à realidade. Há furos técnicos, jurídicos e, principalmente, regulatórios. Eles não sabem o que fazem.

Ontem, foi a vez de os parâmetros para o leilão do aeroporto de Confins, na região metropolitana de Belo Horizonte, serem modificados. O governo foi forçado a diminuir as exigências, até para não produzir mais uma frustração e um novo leilão fracassado que engordasse uma lista que não para de crescer.

Anteriormente, dera-se o inverso: por determinação da presidente da República, o governo aumentara bastante o padrão mínimo exigido dos operadores estrangeiros a fim de evitar que novos aventureiros - como os que se apresentaram para explorar os aeroportos de Guarulhos, Brasília e Campinas - se candidatassem. Repete-se também neste caso o padrão decisório petista: vai e volta, estica e puxa. Eles não sabem o que fazem.

A nova mudança resultará também em novo adiamento dos leilões de Confins e do aeroporto do Galeão, que ficaram para 22 de novembro. Teme-se, porém, que o curto prazo após mais esta alteração no modelo dificulte a movimentação de grandes grupos, que não teriam tempo hábil para entrar no negócio. É a velha prática do improviso causando novas vítimas.

Há meses, o governo petista vinham alardeando que, nesta altura do ano, o país estariam em plena decolagem, beneficiado pelo empuxo benfazejo das privatizações. Numa linguagem juvenil, a nossa economia estaria bombando. Qual o quê...

As alquimias e as invencionices que os petistas enfiaram nos editais simplesmente detonaram as chances de que o processo seja um sucesso incontestável. As premissas não batem com as conclusões, as teses não conversam com as sínteses, as hipóteses não levam a consequências. Sobra ideologia, intervencionismo, improvisos.
Os fracassos se sucedem, a começar pelo frustrado leilão da BR-262, que forçou o governo a fazer uma "reavaliação grande" de todo o processo de concessão das rodovias, como disse a presidente Dilma Rousseff há duas semanas. Ela não sabe o que faz.

Os investidores avaliam que, dos nove trechos rodoviários que o governo ofereceu, apenas dois ou três se viabilizam. Por isso, todo o formato dos leilões está sendo revisto e, muito provavelmente, algumas rodovias serão retiradas do programa, como a BR-101 na Bahia. Eles não sabem o que fazem.
Para completar, o Regime Diferenciado de Contratações, imposto goela abaixo do país como panaceia para o atraso de obras, também mostrou-se inócuo, como informou a Folha de S.Paulo no domingo. Desde que o sistema foi instituído, em 2011, o Dnit, maior contratador de obras do governo, iniciou 150 licitações e, delas, 66 (44%) não deram certo e ficaram sem interessados. Eles não sabem o que fazem.

Destino não muito melhor que as estradas deverão ter os leilões de ferrovias. O primeiro - um trecho entre Maranhão e Pará - era previsto para outubro, mas deverá ser adiado. Os outros já nem se sabe mais se haverá, dado que os investidores não confiam num modelo que, para parar em pé, depende essencialmente da Valec. A estatal de lauta ficha corrida será agora extinta e substituída por uma nova empresa que ninguém sabe ao certo como funcionará.

Também apenas agora o governo se deu conta de que o modelo mirabolante que bolou para privatizar ferrovias carece de base legal. Por isso, só agora, mais de um ano depois do lançamento do programa, quando 10 mil km de trilhos já deveriam estar licitados, prepara uma medida provisória para dar base legal às concessões ferroviárias e mais segurança aos investidores, como mostra hoje
 O Estado de S.Paulo. Os leilões podem ficar para 2015. Seguramente, eles não sabem o que fazem.

Como desgraça pouca é bobagem, o leilão do gigantesco poço de Libra só teve 11 interessados, um quarto do que o governo previa. Como a maioria das inscritas são estatais, já se considera que o pré-sal acabará servindo mesmo é de reserva para garantir suprimento futuro a outros países, como a China. O governo petista está simplesmente rifando cerca de metade do petróleo de que o país dispõe, num tremendo salto no escuro.

Governar um país como o Brasil não é para aprendizes, não é para feiticeiros, não é para iniciantes. Diante de tantos e tamanhos equívocos, é de se pensar se os petistas cometem tanta lambança de caso pensado ou é puro desconhecimento, ignorância e despreparo. Será que eles acreditam mesmo que sabem o que fazem?
 
itv
24 de setembro de 2013