"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 16 de junho de 2015

A FRENTE SOCIALISTA DOS PALESTRANTES MILIONÁRIOS

Enquanto a Polícia Federal descobre R$ 4,5 milhões pagos por uma empreiteira a Lula, o PT lança a candidatura presidencial do filho do Brasil com uma "guinada à esquerda". Coerência total: o dinheiro da empreite ira; segundo o Instituto Lula, era para "erradicar a pobreza e a fome no mundo". É um projeto ambicioso, mas pode-se dizer que já está dando resultado, com a erradicação da fome da esquerda por verbas e cargos. Uma fome de cada vez.

O discurso preparado pelo PT para seu Congresso em Salvador inicia a arrancada para dar ao Brasil o que ele merece: a volta de Lula da Silva em 2018. Com sua consciência social e convicção progressista, o Partido dos Trabalhadores salta na trincheira contra o neoliberalismo, assumindo sua vocação de governo de oposição - o único no mundo. O truque é simples, e vai colar de novo: a vida piorou e o desemprego voltou por causa "da crise global do capitalismo", esse monstro que infiltrou Joaquim Levy no governo popular. Lula voltará à Presidência para enxotar novamente essa maldição capitalista (bancado pelo socialismo das empreiteiras amigas).

O gigante se remexe na cama, mas a armação dos companheiros definitivamente não atrapalha seu sono. ÉPOCA mostrou o ex-operário trabalhando duro pelo sucesso internacional da Odebrecht, a campeã de financiamentos externos do BNDES.Revelou que o Ministério Público investiga o ex-presidente por tráfico de influência. Vem a Polícia Federal e flagra as planilhas da Camargo Corrêa, investigada na Operação Lava Jato, com uma média anual superior a R$ 1 milhão em transferências para Lula (Instituto e empresa de palestras) desde que ele deixou.a Presidência. E o gigante ronca.

O Brasil não se incomoda com a dinheirama entregue a Lula. É uma ajudinha ao grande líder para que ele combata a pobreza no planeta,' qual o problema? Nenhum. A não ser para essa elite branca invejosa, que acha estranho - o dinheiro vir .de empreiteiras que têm como cliente o governo no qual Lula manda.

Os petistas, como se sabe, são exímios palestrantes e consultores. Destacam-se nessa arte estrelas como o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, e o ex-ministro Antonio Palocci, ambos consagrados por suas consultorias mediúnicas milionárias. Lula deve ter passado seus oito anos no Palácio do Planalto treinando duro, porque saiu de lá em ponto de bala. Não é qualquer um que chega a Moçambique, faz uma palestra e embolsa R$ 815 mil- pagos à vista por uma empreiteira brasileira. Deve ser isso o paraíso socialista: empresários pagando fortunas a iluminados por palestras em outro continente, para a construção de um mundo melhor.

Assim fica fácil salvar o Brasil da crise global do capitalismo, conforme a plataforma do PT no seu 5º Congresso Nacional. Com a assinatura da delação premiada de Júlio Faerman, ex-representante da empresa holandesa SBM, os brasileiros entenderão ainda melhor como o capital internacional elitista e malvado escorre docemente para o bolso dos defensores do povo - através das fantásticas operações socialistas envolvendo a maior estatal do país. A Petrobras é uma mãe - e se você não está na ninhada é porque não se filiou ao partido certo.

A inflação bate 8,5%, e o milagre brasileiro (da miopia) permite que a presidente da República assegure, tranquilamente, o respeito à meta - que é de 4,5%. Quem quiser chamá-Ia de mentirosa assegurando o respeito ao que ela diz, portanto, estará dentro da margem de erro. Mas ninguém fará isso, porque o Brasil adormeceu de novo, em bloco. A recessão iminente, a escalada do desemprego e o consequente aumento da violência urbana - com tiros e facadas democraticamente distribuídos nas capitais do país - são problemas que a nova Frente Popular vai resolver em 2018,com Lula lá. Duvida? Então procure saber o tamanho do caixa que a frente de palestrantes e consultores formou nos últimos 12 anos, com o mais sórdido dos cúmplices: a opinião pública brasileira.

A reeleição de Lula após o mensalão permitiu a ascensão de Dilma. A reeleição de Dilma após o petrolão permitirá a volta de Lula. A divertida gangorra prova que o crime compensa. A não ser que... Melhor não falar, para não perturbar o sono do gigante.


16 de junho de 2015
Guilherme Fiuza

GOVERNO SE ACOVARDA E NÃO REAGE A AGRESSÃO VENEZUELANA


VENEZUELA HOSTILIZA SENADORES BRASILEIROS E O GOVERNO SILENCIA



O MINISTRO DA DEFESA, JAQUES WAGNER, FAZ POSE MAS 
NÃO REAGIU À AGRESSÃO VENEZUELANA. (FOTO: ABR)


O governo brasileiro continua mudo, acovardado, diante da decisão do governo da Venezuela de não autorizar sobrevoo e pouso a aeronave da FAB que conduziria a Caracas senadores de diversos partidos, para uma visita a presos políticos naquele país.

Não se pronunciaram sobre a grave agressão a presidente Dilma, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, tampouco o ministro das Relações Exteriores.

Durante o primeiro governo Dilma, forças militares cercaram e revistaram um avião da FAB que se preparava para decolar de La Paz, transportando o então ministro da Defesa Celso Amorim. O Brasil fez um silêncio igualmente acovardado, nem sequer emitiu nota de proptesto. O regime do cocaleiro Evo Morales suspeitava que Amorim levava a bordo Roger Pinto Molina, senador de oposição que, perseguido pelo governo, se asilou na embaixada do Brasil.

A orientação "bolivariana" da política externa brasileira, no entanto, associou-se a uma notra de protesto dos presidentes do Brasil, Argentina, Uruguai e Venezuela, contra o fato de França, Portugal, Espanha e Itália não permitirem o sobrevoo nem a aterrissagem de aeronave transportando o boliviano Morales. A nota considerou a decisão dos países europeus “um ato insólito, inamistoso e hostil”.


Clique aqui para ler o editorial "Venezuela faz do Brasil uma piada diplomática".

16 de junho de 2015
diário do poder

PLANALTO AGORA TENTA INVIABILIZAR A CPI DO BNDES





Depois do curto-circuito da convocação de Paulo Okamotto, amigo e assessor de Lula, pela CPI da Petrobras, o governo começará a semana fazendo nova ofensiva para retirar assinaturas do requerimento da CPI do BNDES, protocolada no Senado, mas cuja instalação ainda depende da leitura pelo presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL). Será uma missão “árdua”, como reconhece um líder. Se não houver sucesso, a ordem é cozinhar as indicações dos membros.
Além do cochilo do Planalto, que foi avisado e não agiu para blindar Okamotto, Lula se irritou ao saber que a bancada do PT facilitou sua convocação. A deputada Moema Gramacho (PT-BA) pediu a suspensão da sessão do plenário na quinta-feira, o que permitiu que a CPI retomasse a votação dos requerimentos.
VOTAÇÃO NO TCU
O resultado da votação das contas de 2014 de Dilma Rousseff pelo TCU dependerá do voto do relator Augusto Nardes, que os ministros esperam conhecer com antecedência. Como o relatório liberado não detalha todos os aspectos das contas, mesmo os ministros que tenderiam a rejeitar as contas da presidente só o farão se Nardes indicar o caminho.
O ministro Benjamin Zymler é visto no tribunal e no governo como aquele que abrirá uma divergência pró-Dilma caso Nardes peça a inédita rejeição das contas. São considerados votos certos pró-Dilma, ainda, José Mucio e Walton Rodrigues, que se livraram de compromissos para comparecer à votação na quarta.
Se Nardes pedir a rejeição das contas de Dilma deve ter dois votos com ele: Ana Arraes e Bruno Dantas.
Os votos incertos (e decisivos) são os ligados ao PMDB: Vital do Rêgo e Raimundo Carrero.
‘EMPRÉSTIMOS”
O governo abandonou o tom beligerante da semana passada e redirecionou sua defesa para dizer que aceita a “nova jurisprudência” do TCU no caso das famosas “pedaladas” fiscais. Assim, antecipações de recursos do Tesouro por bancos passam a ser tratadas como empréstimos, não prestação de serviço.

16 de junho de 2015
Vera MagalhãesFolha

BNDES EXTORQUE R$ 1,1 BILHÃO POR ANO DO FUNDO DE AMPARO AO TRABALHADOR PARA PAGAR OBRAS EM CUBA, VENEZUELA E ANGOLA, BENEFICIANDO EMPREITEIRAS DO PETROLÃO.


Dilma levando dinheiro do FAT para Cuba...

(O Globo) O apoio do BNDES para a exportação de serviços de construtoras em obras de infraestrutura em países como Cuba, Venezuela e Angola gera um custo financeiro de US$ 351,7 milhões (ou R$ 1,1 bilhão) por ano aos trabalhadores brasileiros. 
Estudo exclusivo do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa) comprova uma intricada ligação de empréstimos que, no fim, são bancados pelo Tesouro Nacional. O problema é que o Tesouro capta recursos com juros muito mais salgados do que os fornecidos pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) ao BNDES. 
Outro levantamento exclusivo, elaborado pela Faculdade de Economia da USP de Ribeirão Preto, mostra que, nessas operações, o FAT acaba desrespeitando a Constituição ao obter remuneração abaixo da inflação para os recursos dos trabalhadores.

Desde 2007, o BNDES destinou US$ 11,9 bilhões para a exportação de serviços em 11 países, ou cerca de R$ 37,2 bilhões na cotação atual — o que equivale a 17 meses do Bolsa Família. Apenas no começo do mês o banco liberou informações detalhadas destes empréstimos, com prazos, taxas e condições dos financiamentos — o banco empresta para um país que, em troca, contrata uma empresa nacional para a execução da obra. 
Foi esta abertura que permitiu os cálculos que mostram o impacto no fundo dos trabalhadores. Além de apoiar o BNDES, o FAT, formado por recursos do PIS/Pasep, é o caixa do abono salarial e do seguro-desemprego, alvo de cortes no reequilíbrio das contas públicas.

FUNDO TEM JUROS INFERIORES A 1% AO ANO

O BNDES nega que estas operações ocorreram com subsídios ou com custos financeiros, uma vez que os recursos para estes empréstimos são oriundos do FAT. 
O presidente do banco, Luciano Coutinho, chegou a dizer, em uma entrevista ao “Valor”, que vê “desonestidade intelectual” nas críticas a este apoio externo do banco. 
Ontem, em evento em São Paulo, Coutinho voltou a defender as operações, afirmando que são importantes para fortalecer as exportações de serviços do país.

O FAT tem, desde 1996, o FAT Cambial, que destina parte de seus recursos para o apoio de empresas brasileiras no exterior. Nestes casos, o fundo empresta ao BNDES com a Taxa Libor, uma das mais baixas do mundo, hoje menos de 1% ao ano. E essa é a base para os empréstimos do BNDES, que acrescenta à Libor o seu spread, ou seja, um percentual adicional que embute seus custos, o risco de inadimplência e o lucro. Do ponto de vista do BNDES, não há prejuízo.

Mas a conta fica para o FAT: o fundo tem registrado prejuízos há anos, principalmente pelos fortes aumentos dos gastos com seguro-desemprego. No ano passado, o buraco foi de R$ 12,9 bilhões. E o Tesouro Nacional acaba socorrendo o fundo. 
Só que o Tesouro não é superavitário, todo ano ele precisa captar recursos, inclusive no exterior, para o país fechar suas contas. Aí é que o custo financeiro da operação fica latente, segundo o estudo do Insper feito à pedido do GLOBO, assinado por Marcos Lisboa, Sérgio Lazzarini e Pedro Makhoul.

— A operação do FAT Cambial impacta no total do fundo que, por sua vez, tem prejuízo e é socorrido pelo Tesouro. Mas o Tesouro capta no mercado financeiro internacional em taxas muito mais salgadas que a Libor, oferecida pelo FAT ao BNDES. Ou seja, há custos que são repassados ao Tesouro Nacional — explica o professor Lazzarini.

O BNDES emprestou aos países com juros anuais que variaram de 2,79% a 8,61%. O Tesouro, por sua vez, capta recurso pagando de 4,68% ao ano a 9,47% ao ano. O cálculo do Insper levou em conta estas taxas e prazos, cruzando informações de 539 contratos de financiamento divulgados pelo BNDES e ospread do banco.

“Estimativas indicam que, no total, há um custo de US$ 351,7 milhões por ano com esses contratos de financiamento. Os maiores custos são dos contratos com a República Dominicana e com a Venezuela, totalizando US$ 82,6 milhões e US$ 60,8 milhões por ano, respectivamente”, afirma o estudo.

O Insper calculou o “custo de oportunidade” destes recursos. O exercício leva em conta quanto o FAT poderia ter recebido se tivesse aplicado em papéis que rendem a Taxa Selic (atualmente em 13,75% ao ano). Assim, a conta vai a US$ 968,3 milhões por ano (RS 3,028 bilhões).

O estudo, contudo, ressalva que é possível que esses custos sejam compensados com ganhos na economia local, como geração de emprego e renda, que precisam ser claramente demonstrados. “É preciso avaliar se os mesmos benefícios sociais não poderiam ser obtidos com outras atividades de maior impacto social que exijam menor custo financeiro para o Tesouro”.

— Recursos são escassos, e seu eventual uso para beneficiar alguma atividade implica restringir outras políticas públicas ou onerar a população com maiores tributos. Toda distribuição de recursos públicos deve avaliar custos e benefícios dos seus usos alternativos, de modo a permitir a deliberação democrática da escolha social — diz Marcos Lisboa, presidente do Insper.

Alberto Borges Matias, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP-Ribeirão Preto, alerta que a operação implica custo financeiro ao FAT. Ele lembra que o FAT Cambial está delimitado no artigo 239 da Constituição, que determina sua remuneração:
— O parágrafo primeiro é claro quando diz que “pelo menos 40% serão destinados a financiar programas de desenvolvimento econômico, através do BNDES, com critérios de remuneração que lhes preservem o valor”. 
Deduz-se que o termo “que lhes preservem o valor” refira-se ao mínimo equivalente à inflação. Isso não ocorre quando o FAT empresta ao BNDES com taxa Libor, muito inferior à inflação. 

CODEFAT ADMITE PREJUÍZO
O professor lembrou que todo o risco cambial do empréstimo do BNDES fica com o FAT, ou seja, com os trabalhadores. Caso o real se valorize, os empréstimos em dólar gerariam prejuízo ao FAT:

— Não há representatividade do FAT no Conselho de Administração do BNDES condizente com os recursos fornecidos. 

O presidente do Conselho Deliberativo do FAT (Codefat), Quintino Severo, que é representante da CUT, admite que o apoio a exportações gera prejuízo aos trabalhadores, mas minimiza o impacto.

— O trabalhador não sente, pois não há uma conta individualizada no FAT e seus direitos, como seguro-desemprego e abono, são garantidos pelo Tesouro — disse, lembrando que o FAT fica com o risco cambial dos empréstimos.
— Podemos ter ganhos ou perdas com o câmbio. Mas como são investimentos de longo prazo, isso pode se diluir.

16 de junho de 2015
in coroneLeaks

QUEM TEM... TEM MEDO!

Com medo do depoimento de Okamotto, Lula manda PT obstruir sessão da CPI da Petrobras.


(Estadão) Após a bronca do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a bancada petista compareceu em peso na CPI da Petrobrás nesta terça-feira, 16. Os petistas vieram dispostos a obstruir a sessão e começaram os trabalhos pedindo a leitura da ata da última reunião, ato que geralmente é dispensado para agilizar os trabalhos.

A leitura da ata já dura quase uma hora e a bancada acaba de pedir a discussão do que aconteceu na sessão passada. O relator Luiz Sérgio (PT-RJ) fez questão de registrar que votou contra todos os 140 requerimentos aprovados na semana passada.

Lula repreendeu dirigentes e deputados do PT na semana passada e telefonou para o vice-presidente Michel Temer para se queixar do comportamento da bancada do PMDB. O motivo do mal-estar foi a aprovação, na quinta-feira, 11, da convocação de Paulo Okamotto, diretor-presidente do Instituto Lula, na CPI.

"Vocês não podem deixar o PT levar essa bola nas costas", disse Lula, em conversa reservada com petistas, no segundo dia do 5º Congresso nacional do PT, em Salvador. Lula disse que a situação era inadmissível e que os petistas estavam sendo "emparedados" na comissão. Estão previstos hoje os depoimentos dos ex-executivos da Sete Brasil João Carlos de Medeiros Ferraz (ex-presidente) e de Newton Carneiro da Cunha (ex-presidente do Conselho Administrativo).

16 de junho de 2015
in coroneLeaks

SEM LIGAR PARA AJUSTE, O CONGRESSO E TCU GASTAM MAIS DO QUE ANTES





Levantamento feito pelo Estado de Minas no Portal da Transparência e no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) mostra que os gastos da Presidência da República, ao invés de diminuírem, aumentaram em 36% nos primeiros quatro meses de 2015. mostra que o governo não seguiu sua própria determinação de apertar os cintos durante a crise econômica. Outros órgãos federais pesquisados também estão custando mais caro aos cofres públicos em 2015.
O exemplo de boas atitudes para enfrentar o cenário adverso de austeridade, que vem sendo percebido pelos brasileiros no dia a dia, também não é seguido pelo Senado Federal ou do Tribunal de Contas da União (TCU). Os dois órgãos aumentaram suas despesas gerais acima da inflação nos primeiros meses deste ano. Segundo os dados do Siafi, o TCU aumentou suas despesas em 10% no início de 2015. Em comparação com o mesmo período no ano passado, o tribunal aumentou em R$ 50,5 milhões seus gastos, passando de R$ 511,9 milhões para R$ 562,4 milhões.
TCU ELEVA SALÁRIOS
Em nota, o TCU apresenta como razões para o aumento o reajuste para os servidores aprovado pelo Ministério do Planejamento e a posse de 76 servidores depois de 30 de abril de 2014, “que elevam o custo mensal da despesa de pessoal do TCU em cerca de R$ 1,4 milhão, ou seja, impacto de R$ 5,7 milhões maior do que o período quadrimestral comparativo”.
Já o Senado, que, no primeiro quadrimestre de 2014, gastou R$1,103 bilhão, desembolsou neste ano R$ 1,215 bilhão, aumento de 10,2%. Entre os gastos no mínimo curiosos registrados neste ano pela Casa estão R$ 9,6 mil para a compra de oito máquinas de lavar roupas. As despesas com cota para exercício parlamentar dos senadores até metade de maio chegaram a R$ 6,3 milhões, sendo R$ 2 milhões para compra de passagens aéreas, aquáticas e terrestres.
SUPREMO COMPRA TVS
A Câmara dos Deputados e o Supremo Tribunal Federal (STF) também aumentaram os montantes gastos entre o ano passado e este ano, embora a alta tenha ficado abaixo da inflação no período. Os dois órgãos, em alguns casos, também usaram o dinheiro público de forma curiosa. Segundo levantamento da ONG Contas Abertas, o Supremo desembolsou este ano R$ 35,2 mil para a empresa Idelcar – Centro de Embelezamento Automotivo, para atender os 11 ministros. O tribunal empenhou ainda R$ 54,9 mil na compra de 52 televisores, sendo R$ 34,5 mil para 20 aparelhos de 42 polegadas da marca Phillips, e o restante, R$ 20,4 mil, para a compra de 32 monitores de 22 polegadas da marca OAC.
CÂMARA VAI ÀS COMPRAS
Já a Câmara registrou como despesa no início deste ano, um montante de R$ 21,6 mil para a compra de oito celulares do tipo iPhone S4 e outros R$ 19,9 mil para mais 48 unidades de telefones celulares. Segundo a assessoria da Casa, “os aparelhos foram licitados na forma de registro de preço. O que não implica obrigatoriedade de aquisição de todos os produtos contratados. Ou seja, a instituição adquire conforme a necessidade de substituição”.
Por meio de nota, a assessoria informou ainda que, “com base em uma política de enxugamento de despesas com pessoal, a Câmara estima uma economia da ordem de R$ 40 milhões, e estão em planejamento cortes de projetos referentes a obras em um total de R$ 100 milhões”
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 A reveladora matéria enviada pelo comentarista Wilson Baptista Jr. diz tudo, mostrando que os três Poderes da República realmente estão apodrecidos. Aceitam corte em saúde, educação, segurança e tudo o mais, porém continuando gastando sem parar o dinheiro da viúva, como se dizia antigamente(C.N.)

16 de junho de 2015
Marcelo da Fonseca
Estado de Minas

ROMPIMENTO DO PMDB COM O GOVERNO SIGNIFICA IMPEACHMENT



Diante das ameaças de isolamento do vice-presidente e articulador político do governo Michel Temer por integrantes do Planalto, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), avisa: “Qualquer tentativa de sabotagem do Michel acabará em ruptura”.

Em entrevista ao Estado, Cunha admite rusgas com Temer, mas promete solidariedade e ameaça antecipar o desembarque do PMDB do governo. 
“O PMDB dificilmente repetirá a aliança com o PT. Este modelo está esgotado.” Ele cobra “adesão” do PT ao governo Dilma Rousseff e atribui ao partido a impopularidade da presidente. Sobre críticas de aliados e opositores, diz preferir ser “ditador” a “frouxo”. 
Ao receber a reportagem em seu gabinete na noite de quinta-feira, Cunha comentou a cor verde da gravata que usava. “A esperança é a última que morre. Mas ela morre.”

O senhor classifica o PMDB como governista ou oposicionista?
O PMDB fez parte do processo de reeleição, faz parte do governo. Mas não é para dizer amém a tudo o que acontece. E o PMDB dificilmente repetirá a aliança com o PT em algum momento. Não repetirá. Porque este modelo PMDB com o PT está esgotado. Temos obrigação de dar sustentabilidade política para o governo dela (Dilma Rousseff). Mas o PMDB vai buscar o seu caminho em 2018. Não vejo o PMDB de novo numa candidatura do PT.

O senhor prevê um distanciamento agora em 2016?
Em algumas capitais, sem dúvida.

Como está a relação da Câmara com o governo depois da entrada de Michel Temer na articulação?
É muito melhor. O que vejo aqui, pelo cheiro no corredor, é que há ainda problemas com a própria base e com o governo. Vejo nitidamente que há uma tentativa de sabotagem do PT ao Michel dentro da articulação. Não tenho dúvida nenhuma disso. E isso é um tiro no pé, porque a condição, quando levaram o Michel, era que, justamente, você não vai demitir o vice. Qualquer tentativa de sabotagem do Michel acabará em ruptura.

Essa tentativa é algo pontual dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Jaques Wagner (Defesa)?
Não atribuo nomes. Só sinto o cheiro no ar. A fábrica do perfume cabe a vocês pesquisar.

Mas e esse episódio recente deles se colocando em relação à Secretaria de Relações Institucionais, assumida por Temer em abril?
Havendo ruptura desse processo com o Michel, haverá ruptura do PMDB com o governo. Isso é inevitável. Na hora em que o Michel for sabotado e confrontado no processo, deixar o comando da articulação política, da qual ele não pediu para ser, não tem razão nenhuma de o PMDB ficar no governo.

Um eventual enfraquecimento de Temer significa um fortalecimento seu?
Pelo contrário. Ficarei solidário ao Michel e partirei para defender o rompimento em conjunto. Não sou adversário do Michel, nem confronto o Michel. Sou aliado dele. Posso ter, eventualmente, as minhas rusgas, mas é fruto da amizade. Mas jamais tivemos qualquer gesto de afastamento ou deslealdade.

A presidente Dilma consegue recuperar a popularidade? O ajuste fiscal ajuda ou atrapalha?
Você sofre o desgaste da contestação do que você prometeu na campanha eleitoral e faz diferente no exercício do governo. Isso gerou uma contestação que levou a uma continuada perda de popularidade, agravada pelo processo das denúncias generalizadas de corrupção e pela situação da economia, que deu uma deteriorada. Tenho impressão de que ela (impopularidade) chegou ao ápice. Depois, a tendência é recuperar.

Essa recuperação vem agora?
Para ela melhorar os níveis de popularidade depende de três fatores: conseguir recuperar a economia, ter uma estabilidade política e precisa, efetivamente, mostrar ações. Dependendo do sucesso ou insucesso desse conjunto, ela poderá recuperar mais ou menos.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG –
 É o tipo de entrevista que necessita de tradução simultânea. Cunha está ameaçando o Planalto. Se houver qualquer constrangimento a Temer, o PMDB rompe com o governo. E esse rompimento significará sinal verde para o impeachment e a volta do PMDB ao Poder. Simples assim. (C.N.)


16 de junho de 2015
Daniel Carvalho e Erich Decat

Estadão