"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

PREÇO DA FAMA

Colunista da Folha ridiculariza a ainda ministra Gleisi Hoffmann, a “Magda” da Casa Civil

gleisi_hoffmann_30Na coluna publicada na edição desta quinta-feira (9) da “Folha de S. Paulo”, o jornalista Vinicius Torres Freire ajuda a consolidar o apelido de “Magda” que persegue Gleisi Hoffmann desde que a petista e dublê de censora, nomeada ministra, começou cometer equívocos em Brasília.

Entre seus desatinos, o mais famoso foi nomear um pedófilo (Eduardo Gaievski) para comandar as políticas do governo federal para os menores, mas Torres Freire analisa com maestria a última bravata de Gleisi, envolvendo as companhias aéreas.

“Ainda na semana do Ano-Novo, o ministro Guido Mantega, da Fazenda, antecipou, em linhas gerais, o resultado das contas do governo federal de 2013. No domingo, em entrevista a esta Folha, a ministra Gleisi Hoffmann, da Casa Civil, avisou que poderia abrir o mercado de aviação para empresas estrangeiras caso as companhias brasileiras exagerassem nos preços, por causa da Copa”, escreve o jornalista.

“Gleisi, em última análise, ameaçou as empresas aéreas brasileiras com competição, subtexto tão evidente da entrevista que a coisa virou piada até nas ditas “redes sociais”. Está claro que não pega bem dizer que um mercado funciona tão mal que é preciso o governo vir com “medidas emergenciais” de competição (“abusem, mas não exagerem”)”, prossegue Torres Freire.
“No caso das passagens aéreas, a ameaça caiu especialmente mal porque o assunto é “pop”.

Os serviços das empresas do setor são detestados como os de telefônicas ou de TV por assinatura. Muitos sentem na veia a ruindade desses serviços. No fundo, a “medida” não pega bem de jeito nenhum. Se há cartel, oligopólio e/ou ineficiência grossa, essas ameaças pontuais de “mais competição” suscitam a ideia de que o governo é em geral conivente com o abuso, além de não ter política de incentivo à maior produtividade”, ironiza o colunista.

“Para piorar, a ameaça da ministra era inadvertida e fundamentalmente vazia, ao menos segundo empresas estrangeiras e entendidos na legislação. Primeiro, as empresas aéreas de fora dizem que não teriam como fazer uma oferta de voos emergência. Segundo, a lei brasileira proibiria a abertura dos aeroportos. Além de anunciar um remendo que por si só denuncia um descalabro, mais uma vez um ministro aparece com uma ideia apressada e sem fundamentação técnica elementar”, conclui.

O desatino maior, que ainda não foi oficializado, é a candidatura de Gleisi Hoffmann ao governo do Paraná, um dos mais destacados e importantes estados brasileiros. Foi por causa desse sonho político – que já consideram um pesadelo – que Gleisi decidiu guindar o pedófilo Eduardo Gaievski à condição de assessor especial na Casa Civil.
A senadora licenciada do PT não gosta de ver o seu nome atrelado ao de Gaievski, mas antes da decretação da prisão do delinquente sexual a ainda ministra lhe tentava tirar proveito das articulações do companheiro de legenda, que foi prefeito de Realeza por dois mandatos consecutivos.

Com Eduardo Gaievski preso e respondendo a conturbado processo criminal, com dezenas de vítimas, a chefe da Casa Civil tenta descolar sua imagem da do predador sexual. Isso porque alguns veículos de comunicação, como é o caso do ucho.info, têm noticiado com insistência o escândalo, uma vez que a nomeação do assessor especial de Gleisi deveria ter passado pelo crivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) e da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN).
Afinal, Gaievski trabalhou a poucos metros do gabinete da presidente Dilma Rousseff. Deixando de lado as correntes ideológicas e a latente incompetência do governo, a presidente ainda é a maior autoridade do País.
E a presença de Gaievski no Palácio do Planalto é incompreensível. Enfim, como disse certa feita um conhecido comunista de botequim, “nunca antes na história deste país”.

09 de janeiro de 2014
ucho.info

O ESMOLEIRO PETRALHA


Rendeu cerca de R$ 20 mil até o meio da tarde de ontem a campanha na internet dos “companheiros” petistas, para pagar os R$ 468 mil da multa condenatória do mensaleiro-presidiário José Genoíno.

Por mais que me esforce, eu não consigo acreditar nessas juras de pobreza e nos apelos familiares de José Genoíno.
 
Um cara que torrou R$ 1,014 milhão da Câmara em 2013 não pode estar nessa miséria alegada. Será que dos R$ 84.500 ganhos por mês, que é o que dá a bufunfa, ele não economizou nada?
É um senhor salário. Será que não dá para parcelar? Ou melhor, será que não dá para pedir um empréstimo aos cumpanhêro banquêro que o ajudaram a roubar?

Mas não, essa gente adora se fazer de vítima. Tanto que Genoíno educou sua filha à sua imagem e semelhança, e agora ela comanda a receptação de esmolas para o pobre pai.

De admirar que ainda haja gente que se penaliza sinceramente com esse caso.
Só podem ser dementes, até porque, se fosse o caso de merecimento, Genoíno estaria frito pela sua produção zero como parlamentar e com o custo-benefício tendendo ao infinito.
 
09 de janeiro de 2014

LÁ DAS BANDAS DO SANATÓRIO

O SILÊNCIO DO GRAÚDO

Por que os grandes corruptos desse Brasil da Silva não caem nas malhas da lei? Por que só a arraia miúda, salvo horrorosas exceções, acaba escancarada e debochadamente pagando o pato?

Não basta dar como razão o fato de que são corruptos miúdos e sem talento para o exercício da indecorosa modalidade esportiva que mais praticam, a venalidade. Seria insultar e estapear a cara da nação ordeira e honesta desse país.

A arraia miúda é surpreendida com a mão na massa, em primeiro lugar, pela ganância desmedida e, logo depois, pelo hábito da chantagem. Acontece assim: o ganancioso de segunda classe não acredita em fidelidade; já que se vendeu uma vez, se vende sempre. E não escolhe comprador. Vende-se, simplesmente. Sempre que dá no jeito e sempre que mais arregala o olho grosso.

E pelo mau costume de chantagear e ser chantageado, não tem medo de cair em contradição e dedurar seus manipuladores. Quebra a cara. E quebra-se de vez.

Já com o graúdo, o ar é outro. Ele come em tranca; come quieto; come sempre. Faz o que tem que fazer, não deixa rastros, não deixa digitais, não passa recibo. E, fundamentalmente, não abre a boca; não dá um pio; morre com a boca cheia de formiga, mas não entrega o ouro pros mocinhos.

O silêncio é a chave do seu sucesso; o selo de segurança da sua charlatanice, da sua imoralidade, sua má-fé, sua vilania, sua torpeza.

E quando é assim, o melhor e mais intocável corrupto do mundo é aquele que não viu nada, não ouviu nada, não fez nada e por isso não diz nada. Você conhece no Brasil da Silva alguém desse tipo que ainda manda flores?!?

 
09 de janeiro de 2014
sanatório da notícia

INACREDITÁVEL! IMPAGÁVEL! E ACREDITEM, É A PRESIDENTE DO BRASIL!

O delírio sobre crianças e cachorros ocultos amplia o mistério: como é que um candidato consegue ser derrotado por Dilma Rousseff?


tarja-an-melhores-do-ano-2013


                         PUBLICADO EM 15 DE OUTUBRO

O que disse a presidente no Dia da Criança, durante a visita ao Rio Grande do Sul, foi tão espantoso que até antigos leitores da coluna ficaram desconfiados: seria alguma brincadeira do jornalista Celso Arnaldo Araújo, o descobridor do dilmês? É tudo verdade, prova o áudio do Implicante. Ouçam o dedilhar da lira do delírio:

http://www.youtube.com/watch?v=AZV_hiD8EiU&feature=player_embedded

Parece mesmo mentira, mas é isso aí, confirma a transcrição do texto publicado pelo Blog do Planalto:

“Se hoje é o Dia das Crianças, ontem eu disse que criança… o dia da criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante”.

Há sempre alguma lógica por trás de qualquer loucura, certo? Errado, vem reiterando Dilma Rousseff desde 2007, quando virou Mãe do PAC e desandou a falar em público.
Seus palavrórios amalucados são apenas coisa de hospício.

Já é estranho enfiar pai, mãe e professoras numa discurseira sobre o Dia da Criança. Se é que deu na telha da, oradora evocar figuras associadas à garotada, por que não incluir parteiras, obstetras, pediatras, babás, Papai Noel,avós, fabricantes de brinquedos e colegas de escola, fora o resto?

Levada às cordas já na abertura da salada retórica, grogue com a entrada em cena da bicharada. a lógica foi nocauteada pela aparição do cachorro oculto. Por que um cachorro? Por que oculto? Por que atrás da criança, e não à frente, à esquerda ou à direita? Isso só o neurônio solitário sabe.
E não vai revelar a ninguém porque, mesmo que quisesse e tentasse, de novo não diria coisa com coisa.

É complicado acompanhar o funcionamento de um neurônio permanentemente em pane. É muito difícil imaginar o que se passou na cabeça presidencial naqueles 31 segundos inverossímeis. Mais difícil ainda é entender como é que um adversário consegue não ganhar um debate na TV com Dilma Rousseff  ─ e perder a eleição para quem vê, por trás de toda criança, um cachorro.
Um cachorro oculto.

09 de janeiro de 2014
in Augusto Nunes

INACREDITÁVEL! IMPAGÁVEL! E ACREDITEM... É A PRESIDENTE DO BRASIL...

O delírio sobre crianças e cachorros ocultos amplia o mistério: como é que um candidato consegue ser derrotado por Dilma Rousseff?

tarja-an-melhores-do-ano-2013

                       PUBLICADO EM 15 DE OUTUBRO


O que disse a presidente no Dia da Criança, durante a visita ao Rio Grande do Sul, foi tão espantoso que até antigos leitores da coluna ficaram desconfiados: seria alguma brincadeira do jornalista Celso Arnaldo Araújo, o descobridor do dilmês? É tudo verdade, prova o áudio do Implicante. Ouçam o dedilhar da lira do delírio:



Parece mesmo mentira, mas é isso aí, confirma a transcrição do texto publicado pelo Blog do Planalto: “Se hoje é o Dia das Crianças, ontem eu disse que criança… o dia da criança é dia da mãe, do pai e das professoras, mas também é o dia dos animais. Sempre que você olha uma criança, há sempre uma figura oculta, que é um cachorro atrás, o que é algo muito importante”.
Há sempre alguma lógica por trás de qualquer loucura, certo? Errado, vem reiterando Dilma Rousseff desde 2007, quando virou Mãe do PAC e desandou a falar em público. Seus palavrórios amalucados são apenas coisa de hospício.
Já é estranho enfiar pai, mãe e professoras numa discurseira sobre o Dia da Criança. Se é que deu na telha da, oradora evocar figuras associadas à garotada, por que não incluir parteiras, obstetras, pediatras, babás, Papai Noel,avós, fabricantes de brinquedos e colegas de escola, fora o resto?
Levada às cordas já na abertura da salada retórica, grogue com a entrada em cena da bicharada. a lógica foi nocauteada pela aparição do cachorro oculto. Por que um cachorro? Por que oculto? Por que atrás da criança, e não à frente, à esquerda ou à direita? Isso só o neurônio solitário sabe. E não vai revelar a ninguém porque, mesmo que quisesse e tentasse, de novo não diria coisa com coisa.
É complicado acompanhar o funcionamento de um neurônio permanentemente em pane. É muito difícil imaginar o que se passou na cabeça presidencial naqueles 31 segundos inverossímeis. Mais difícil ainda é entender como é que um adversário consegue não ganhar um debate na TV com Dilma Rousseff  ─ e perder a eleição para quem vê, por trás de toda criança, um cachorro. Um cachorro oculto.

A MARIA ANTONIETA DE UM BRASIL APARVALHADO...

Em meio à crise, pobreza, fome, Roseana Sarney vai gastar R$ 1 milhão em lagosta, camarão, salmão e sorvete e outras guloseimas...  
 

QUE BRASÍLIA ATIRE A PRIMEIRA PEDRA!
SÃO LUÍS - Em plena guerra contra a bandidagem e ameaçada com uma intervenção federal na área da segurança pública, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), vai promover licitação esta semana às empresas que abastecerão as geladeiras das residências oficiais do governo: o Palácio dos Leões, no centro de São Luís, e a casa de praia usada pela governadora, na Ponta do Farol. Os alimentos que constam na lista remetem a um cardápio de um restaurante cinco estrelas como lagosta, camarões dos mais variados tipos, bacalhau do Porto e patinha de caranguejo, entre outras delicatessen.

A lista da governadora inclui 80 quilos de lagosta fresca, ao custo de R$ 6.373,60; duas toneladas e meia de camarões frescos grande com cabeça, médio com cabeça para torta, seco torrado graúdo sem cabeça e casca, entre outros tipos (mais de R$ 100 mil) e 950 kg de sorvete (oito sabores), que custarão aos cofres estaduais perto de R$ 55 mil. O “banquete” ainda inclui R$ 40 mil de filé de pescada amarela fresca e R$ 39,5 mil em patinha de caranguejo fresca. (750 kg). (Confira aqui a lista completa)
 
Também deverão abastecer as despensas palacianas do Maranhão 180 kg de salmão (fresco e defumado), a R$ 9.700, e 850 kg de filé mignon limpo, a R$ 29 mil, e quase R$ 22 mil em galinhas abatidas frescas.

09 de janeiro de 2014
O Globo

 
 

O MUNDO DESENCANTADO DA SARNEYLÂNDIA



 
Como uma sarna que não sara.
Fruto de uma família que não saneia.
Quase meio século de dominação no belo, e desgraçado, Maranhão.
Os Sarney são como uma epidemia, uma infecção.
Tem Sarney até na CBF, um tal Fernando, vice-presidente da região norte, embora o Maranhão fique no nordeste.
Roseana, a governadora, talvez seja quem melhor personifique o estado:
bela por fora, perversa por dentro, a ponto de se indignar mais com as imagens da barbárie em sua casa do que com a própria barbárie, de sua responsabilidade.
E tem ainda o Sarney Filho, o Zequinha, que se diz verde e não fica vermelho.
Maldito o ventre que o coronel José fecundou para trazer tanta miséria ao povo brasileiro.
Até quando, até quando, até quando? AQUI
 

09 de janeiro de 2014
Juca Kfouri - UOL ESPORTE

A LEGALIZAÇÃO DA MACONHA TEM CONSEQUÊNCIAS

           
          Artigos - Direito 
A quem interessa a destruição da família brasileira? A quem interessa o caos social?

Recentes estudos coordenados pela OEA têm demonstrado que, em todos os países onde houve algum nível de liberação das drogas, o consumo aumentou notadamente entre os jovens.

Nos lugares onde houve maior tolerância com a maconha, seu consumo aumentou em razão da queda no preço do produto, verificando-se, também, um maior consumo de outras drogas perigosas. Este é o caso de Portugal, Áustria, Holanda, Reino Unido, alguns Estados americanos e o Brasil – onde, em 2006, a legislação abrandou a pena para o consumidor.

Na Holanda, o consumo de maconha cresceu 5%. Eu vi a bela cidade de Amsterdã - terra encantada do Rijksmuseum, StedelijkMuseum, Casa de Rembrandt, Casa de Anne Frank, Museu Van Gogh e outros - infestada de pessoas, principalmente jovens, exalando maconha de suas roupas pelos bondes.
E este mesmo espírito libertarian, que não mede as consequências sociais dessas legalizações nefastas, incentiva, in pari passu, a perversão do turismo sexual do Bairro da Luz Vermelha.
Dos grandes canais e artistas às bandeiras verdes e vermelhas da degradação moral, cultural e paisagística da capital dos Países Baixos.

No caso português, uma pesquisa realizada pelo Instituto da Droga e Toxicodependência (IDT) registrou que, entre 2001 – data em que foi implementada a política de descriminalização da droga em Portugal – e 2007, o consumo continuado de drogas registrou, em termos absolutos, uma subida de 66%.
De forma segmentada, a pesquisa apontou ainda que, no período em análise, registrou-se aumento de 37% no consumo de Cannabis, de 215% no de cocaína, de 57,5% no de heroína e de 85% no de Ecstasy.

Embora a psiquiatria brasileira confirme alguns benefícios clínicos pontuais da Cannabis no tratamento de algumas doenças como o glaucoma, faz o alerta quanto aos perigosos efeitos colaterais em longo prazo, tais como: infertilidade, esquizofrenia e outras psicoses, e desagregação social.

Uma pesquisa do Instituto Neurológico de Queensland, na Austrália, estudou mais de 3.801 homens e mulheres nascidos entre 1981 e 1984 e os acompanhou por 21 anos para perguntar-lhes sobre seu uso de maconha, avaliando os pacientes para episódios psicóticos. A conclusão: jovens que fumam maconha por seis anos têm o dobro da probabilidade de sofrer episódios psicóticos, alucinações ou delírios do que pessoas que nunca usaram a droga.
 
Os efeitos reais sobre os jovens são inevitáveis: aumentando o consumo de maconha, aumentará também a evasão escolar – por confusão mental, diminuição da memória e rebaixamento da inteligência –, a taxa de dependência química de outras drogas, índices de depressão e esquizofrenia.
 
Se já somos o maior mercado consumidor de crack do mundo e o segundo de cocaína, temos perto de 10 milhões de jovens “nem-nem” (aqueles que nem trabalham, nem estudam), um consumo frenético de Rivotril (ansiolítico, o segundo medicamento mais vendido no país, algo em torno de 14 milhões de caixas/ano), 50 mil estupros e 47 mil homicídios por ano, 58º lugar no ranking de educação no Pisa, queremos ser o maior mercado de maconha, a ilustrar a nossa galeria de medalhas de papelão queimado?
 
O que se passa no Brasil de hoje já foi diagnosticado por Viktor E. Frankl - psiquiatra austríaco e fundador da logoterapia – em seu livro “Em Busca de Sentido - Um Psicólogo no Campo de Concentração”, em que afirma categoricamente: “há ampla evidência empírica de que as três facetas desta síndrome - depressão, agressão, dependência de drogas - são devidas ao que se chama em logoterapia de ‘o vazio existencial’, um sentimento de vacuidade e de falta de sentido”.
 
A quem interessa a destruição da família brasileira? A quem interessa o caos social? A quem interessa a falta de sentido?
 
09 de janeiro de 2014
Wagner Bento

CINQUENTA ANOS DEPOIS

                         
          Artigos - Governo do PT 
Em 1964 tivemos um golpe preventivo contra as forças que queria implantar o marxismo-leninismo entre nós.
A partir de 1974, o Itamaraty foi caminhando para a esquerda, de maneira que não cabe distinguir a diplomacia hoje – antiamericana e mesmo anticapitalista – daquela levada a efeito por Azeredo da Silveira.

Neste ano serão completados cinquenta anos do movimento cívico-militar que depôs João Goulart. José Serra, como um dos derrotados, à época, e, depois, vitorioso após a abertura política, publicou artigo notavelmente equivocado sobre a efeméride (1964 - As ilusões do autoritarismo). Parece ignorar as causas remotas e recentes do que chamou de Golpe.


A primeira pergunta que precisa ser respondida é: que forças foram contidas pelos militares em 1964? Desde a Intentona Comunista de 1935 ficou claro que brasileiros acumpliciados com os imperialistas de Moscou queriam implantar uma ditadura comunista por aqui, nos moldes que se via pelo mundo. Por essa época ocorreu a revolução comunista chinesa, que se prolonga até hoje. O Brasil poderia ter seguido o mesmo destino se os subversivos fossem bem sucedidos.

A estratégia soviética era fazer o confronto com o Ocidente. Depois da II Guerra a coisa se transformou na Guerra Fria. Com a revolução cubana, o quadro se agravou nas Américas. Não ao acaso a reação em muitos países foi o golpe militar preventivo.

Em 1964 tivemos um golpe preventivo contra as forças que queria implantar o marxismo-leninismo entre nós. O próprio José Serra, enquanto presidente da UNE, foi peão no tabuleiro dessa tentativa de golpe. O que os militares conseguiram foi adiar por duas décadas o movimento agora vitorioso no Brasil, de coletivização crescente e de monopólio do poder por forças esquerdistas.

A ladainha lacrimosa e sentimentalista das esquerdas em torno da questão dos direitos humanos não pode esconder o fato cristalino de que se tratou de uma reação, com grande apoio popular e da sociedade civil, contra a esquerdização do governo brasileiro. Interessante é que as esquerdas aprenderam no processo. Como, depois da queda do Muro de Berlim, a marca ‘Partido Comunista’ desgastou-se, tivemos no Brasil o surgimento de partidos sucedâneos, que, em maior ou menor grau, endossam e põem em prática o programa do antigo PCB. O principal desses herdeiros é o PT, partido que é uma grande frente, unindo intelectuais militantes e sindicalistas.

Por que o PT foi aceito pelos brasileiros, enquanto o PCB foi escorraçado? Essa é a pergunta chave a ser respondida. Não obstante endossar o programa comunista do Partidão, o PT foi além, ao fundar o Foro de São Paulo. A proposta não mais é alinhar, ou submeter, o país a alguma potência estrangeira, mas, pelo contrário, é transformar o Brasil no centro de comando político sobre a América Latina. Brasília seria a capital desse novo ordenamento de forças.

Ao assumir essa ideia, o PT eliminou as resistências que ainda havia nas Forças Armadas contra o esquerdismo. As Forças Armadas nunca repudiaram o esquerdismo enquanto tal, elas que foram moldadas nas teses modernistas do positivismo e acalentaram sempre o sonho do Brasil potência. Para elas, o Estado, e não o povo, é o protagonista do processo histórico. Tanto é que os governos militares, especialmente o de Ernesto Geisel, foram estatistas em alto grau. E também apoiaram intervenções cubanas na África. A partir de 1974, o Itamaraty foi caminhando para a esquerda, de maneira que não cabe distinguir a diplomacia hoje – antiamericana e mesmo anticapitalista – daquela levada a efeito por Azeredo da Silveira.

Essa é a novidade histórica que deu legitimidade para que o PT chegasse ao poder e lá permanecesse. José Serra, na sua miopia e na ânsia de fazer propaganda contra o regime militar, não consegue ver os fatos óbvios.

09 de janeiro de 2014
Nivaldo Cordeiro

QUEM PARIU SARNEY QUE O EMBALE...

O Maranhão é prova solar de como miséria e violência se retroalimentam. Sob influência da família Sarney há quase meio século, o Maranhão disputa com Alagoas os piores indicadores sociais do país.
 
O Maranhão tem o segundo pior índice de desenvolvimento humano do Brasil.
 
O Maranhão tem o segundo maior índice de mortalidade infantil, é um desastre na Educação, um campeão no analfabetismo, e tem o segundo maior déficit habitacional do país…
 
Não faltam índices, histórias e história. Presos degolados são a face mais visível e chocante nesse quadro de horror e dor.
 
Sarney é um símbolo. Mas não apenas do poder, injustiça e miséria no Maranhão. Sarney é símbolo, representação e representante de um certo Brasil.
 
Sarney é do PMDB. Ele nasceu para a política há 60 anos. Nasceu no velho PSD, mas logo pulou para a UDN. Sarney foi da Arena e foi do PFL.
 
Sarney presidia o PDS quando rompeu com a ditadura e pulou na Arca da Nova República, de Tancredo Neves. No dia do rompimento, em junho de 1984, foi à reunião, em Brasília, com um revólver na cintura.
 
Sarney tomou posse da presidência bancado pelo general Leônidas da Silva, o ministro do Exército no governo que substituiria a ditadura. E tomou posse com apoio de tantos que temiam Ulysses Guimarães.
 
Dono de um império de Mídia, como tantos outros do mesmo grupo, o Sarney presidente distribuiu mais de mil concessões de rádio e TV.
 
Com a farta distribuição de emissoras, ganhou mais um ano na presidência.
 
Com as concessões, Sarney inflou e consolidou poderosos grupos regionais. Grupos que se renovam ao se alimentar da simbiose entre mídia e política, política e mídia.
 
Isso com apoio decisivo de ACM, o Antonio Carlos Magalhães. E de tantos que só depois descobririam que Sarney é… Sarney; ACM que presidiria o Congresso e seria homem forte da Era Fernando Henrique Cardoso.
 
Sarney presidiu o Congresso no governo de Fernando Henrique. Sarney presidiu o Congresso nos governos de Lula e Dilma, dos quais segue aliado.
 
Sarney defendeu, e cabalou votos, para tornar Fernando Henrique seu colega; como membro da Academia Brasileira de Letras.
 
Os degolados de São Luis são uma metáfora da Era Sarney no Maranhão. O Maranhão é, têm sido dos Sarney. Mas Sarney não é só do Maranhão, ou do Amapá.
 
Sarney é símbolo, representa estruturas de poder enraizadas no Brasil há décadas. Senão há séculos.
 
Quem pariu Sarney que o embale. Ou desembale, nas urnas.

09 de janeiro de 2014
BOB FERNANDES - Terra

PORCA PRETA É A BESTA-FERA

Uma das faces do Mal Absoluto

http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=XmYSZhwLUpA

VEJA.com publicou na noite desta quarta-feira o vídeo que traz o momento exato em que criminosos invadem e incendeiam, em São Luís, o ônibus em que estava a menina Ana Clara, que morreu. Dá para ver a garota, perplexa, com o corpo em chamas. São imagens terríveis. Na sequência, segue o texto do repórter Leslie Leitão, que está na capital maranhense.

 
As câmeras de segurança do ônibus atacado e incendiado na última sexta-feira por bandidos em São Luís do Maranhão gravaram a morte da menina Ana Clara Santos Souza, de 6 anos. Ela entrou no carro com a mãe, Juliane, de 22, e a irmã, Lorane, de 1 ano, às 20h07. No minuto seguinte, um bandido conhecido como “Porca Preta” entrou com uma pistola na mão e rendeu o motorista.
 
As imagens da câmera não mostram, mas, do lado de fora, seis comparsas – sendo três menores de idade — cercavam o veículo. Um deles despejou gasolina no interior do carro e ateou fogo. Em pânico, os passageiros começaram a correr em direção à saída. Quando chegou a vez de Juliane e suas filhas, as chamas tomaram conta da escada. As três foram atingidas. A mãe e a filha menor correram para dentro do ônibus. Ana Clara ficou na escada, no meio do fogo. Uma passageira chegou a pular por cima dela para conseguir escapar.
 
Quando a menina saiu do ônibus, já estava com o corpo em chamas. As câmeras mostram Ana Clara perambulando pela rua por alguns segundos, em choque. Ela morreu dois dias depois, com 95% do corpo queimado, na UTI pediátrica do Hospital Estadual Juvêncio Matos. A mãe, que teve 40% do corpo queimado, e a irmã continuam internadas em estado grave.
 
A polícia já sabe que a ordem para os ataques perpetrados em São Luís nos últimos dias, incluindo o que matou Ana Clara, partiu de um detento do presidio de Pedrinhas, Jorge Henrique Amorim Martins, o “Dragão” — um dos líderes da facção criminosa Bonde dos 40, que disputa com o Primeiro Comando do Maranhão o domínio sobre os presídios e a venda de drogas no estado.
 
A ordem inicial de Dragão, dada às 17h da sexta-feira, era para promover quarenta ataques na cidade, não apenas contra ônibus, mas também contra contêineres que abrigavam postos de atendimento da PM. Seria uma represália à entrada da PM em Pedrinhas naquele mesmo dia. Na ação, os PMs quebraram ventiladores, misturaram água sanitária em sacos de arroz que os presos haviam guardado dentro das celas e puseram sabão em pó no café.
 
Os criminosos só não levaram o plano adiante porque a Polícia Civil, que interceptava as conversas dos detentos com autorização judicial, conseguiu passar a informação para a PM, que aumentou o patrulhamento e retirou seus contêineres das ruas. Os principais comparsas de Dragão do lado de fora da penitenciária, entre eles Porca Preta, foram presos ao longo do final de semana.
 
09 de janeiro de 2013
Reinaldo Azevedo - Veja

NO MARANHÃO, FUNDO PENITENCIÁRIO GASTOU, EM 2013, 65,5% MENOS QUE EM 2012

Apesar disso, governo enviou relatório à PGR dizendo já ter investido mais de R$ 130 milhões na construção de presídios
 
 O governo do Maranhão enviou relatório à Procuradoria Geral da República dizendo já ter investido “mais de R$ 130 milhões na construção de presídios, equipamentos, melhoria e manutenção das unidades existentes”. Mas, na verdade, diminuiu em mais da metade os gastos com segurança pública no estado. Uma consulta do GLOBO ao Portal da Transparência do Maranhão mostrou que os gastos com o Fundo Penitenciário Estadual em 2013 foram 65,5% menores que os de 2012.
 
A verba destinada ao Fundo Especial de Segurança Pública também teve queda expressiva em 2013 — de 56% —, comparando com o ano anterior. Já na Secretaria estadual dos Direitos Humanos e Cidadania, a queda nos gastos foi de 20,8% no ano passado.
 
O Fundo Penitenciário Estadual maranhense gastou R$ 447,9 mil no ano passado e R$ 1,3 milhão em 2012. O Fundo Especial de Segurança Pública gastou R$ 804,6 mil em 2013, contra R$ 1,8 milhão em 2012. Na Secretaria estadual dos Direitos Humanos e Cidadania, os gastos foram de R$ 3,6 milhões em 2013 e R$ 4,6 milhões em 2012.
 
Mas houve crescimento nos gastos com a Polícia Militar e a Secretaria da Justiça e Administração Penitenciária do Maranhão (Sejap). Em 2013, a PM gastou R$ 21,9 milhões; em 2012, R$ 16,3 milhões. A Sejap custou R$ 94,2 milhões em 2012, e R$ 135,3 milhões no ano passado.

09 de janeiro de 2014
Leticia Fernandes - O Globo

JUROS AO CONSUMIDOR SOBEM MAIS QUE A TAXA BÁSICA SELIC EM 2013, SEGUNDO ANEFAC

 
As taxas de juros médias cobradas do consumidor subiram mais que a taxa básica Selic no ano passado, divulgou nesta quinta-feira (9) a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade).
 
Enquanto a Selic registrou aumento de 2,75 pontos percentuais no ano passado, passando de 7,25% ao ano para 10% ao ano, os juros médios ao consumidor subiram 3,46 pontos percentuais, de 88,83% ao ano para 92,29% ao ano. É o maior patamar desde novembro de 2012.

As taxas de juros ao consumidor subiram sete vezes ao longo de 2013, acompanhando as elevações da Selic, afirma Miguel José Ribeiro de Oliveira, diretor da Anefac.
 
Em dezembro de 2013, os juros médios subiram para 5,60% ao mês (ou 92,29% ao ano), de 5,57% ao mês (ou 91,64% ao ano) em novembro. "A alta já era esperada e reflete o aumento da Selic na reunião do Copom (Comitê de Políticas Monetárias do Banco Central) de 26 e 27 de novembro", diz Oliveira.
 
Para o diretor da Anefac, as taxas devem continuar aumentando nesse primeiro trimestre do ano. "Acredito que o Copom poderá fazer um aumento de 0,50 ponto percentual na reunião de janeiro (dias 14 e 15), para 10,5% ao ano, e esperar o resultado, avaliando como se comportam inflação e câmbio nesse começo de 2014", diz.
 
Ele não descarta, no entanto, que o comitê realize dois aumentos de 0,25 ponto percentual –um no encontro da próxima semana e outro em fevereiro.
 
Dos juros das seis linhas de crédito pesquisadas pela Anefac, quatro subiram em dezembro: comércio, cheque especial, empréstimo pessoal concedido por bancos e empréstimo pessoal concedido por financeiras.
 
No ano, apenas a taxa do rotativo do cartão de crédito se manteve estável em relação a dezembro de 2012. "É uma taxa menos imune às variações da Selic. A taxa do cartão é a mais alta do país. Por que subir mais uma taxa que já está alta? Além disso, não é uma linha de crédito que as pessoas ficam trocando por outras de juros menores", afirma.

TAXA DE JUROS PARA PESSOA FÍSICA EM DEZEMBRO

Linha de créditoTaxa em novembro de 2013, ao mêsTaxa em dezembro de 2013, ao mês
Juros no comércio4,20%4,25%
Cartão de crédito9,37%9,37%
Cheque especial7,89%7,97%
CDC -bancos- financiamento de automóveis1,65%1,65%
Empréstimo pessoal (bancos)3,18%3,20%
Empréstimo pessoal (financeiras)7,10%7,16%
Taxa média5,57%5,60%

TAXA DE JUROS PARA PESSOA FÍSICA EM 2013

Linha de créditoTaxa em dezembro de 2012, ao mêsTaxa em dezembro de 2013, ao mês
Juros no comércio4,06%4,25%
Cartão de crédito9,37%9,37%
Cheque especial7,82%7,97%
CDC -bancos- financiamento de automóveis1,52%1,65%
Empréstimo pessoal (bancos)2,93%3,20%
Empréstimo pessoal (financeiras)6,96%7,16%
Taxa média5,44%5,60%

EXEMPLOS DE IMPACTO EM EMPRÉSTIMOS
 
Empréstimo pessoal de R$ 5.000 em banco em 12 parcelas

Juro mensal, em %
Valor da parcela, em R$Total pago, em R$
3,20508,336.099,91
Uso de R$ 3.000 no rotativo do cartão de crédito por 30 dias
Juro mensal, em %Valor dos juros pagos, em R$
9,37281,10
Uso de R$ 1.000 por 20 dias no cheque especial
Juro mensal, em %Valor dos juros pagos, em R$
7,9753,13

PESSOA JURÍDICA
Nas linhas voltadas a pessoas jurídicas, as taxas médias subiram de 3,18% ao mês (45,59% ao ano) em novembro para 3,25% ao mês (46,78% ao ano) em dezembro de 2013. É o maior patamar desde novembro de 2012.
 
As três linhas de crédito pesquisadas pela Anefac subiram em dezembro. Capital de giro subiu de 1,61% ao mês em novembro para 1,65% ao mês em dezembro. Desconto de duplicata passou de 2,31% ao mês em novembro para 2,33% ao mês em dezembro, e conta garantida teve alta de 5,71% ao mês para 5,77% ao mês na mesma base comparativa.


CONSUMIDOR
Com o aumento dos juros, o consumidor deve ficar atento aos tomar empréstimos, diz Celso Grisi, diretor presidente da consultoria Fractal e coordenador de projetos da FIA/USP.
 
"É preciso reduzir o nível de endividamento, pois os juros tornam as prestações mais caras e aumentam o risco de inadimplência", afirma.
 
Segundo o educador financeiro Reinaldo Domingos, da DSOP, antes de tomar o crédito o consumidor deve fazer o diagnóstico de suas finanças e, a partir disso, reorganizar seu orçamento.
 
"Ele pode buscar um dinheiro mais barato e fazer a portabilidade para uma linha de crédito com juros menores. Mas não dá para trocar de crédito sem combater a causa do problema", afirma.
 
A solução, consumir menos do que a renda familiar, precisa do apoio familiar para que seja bem-sucedida.
 

Veja 10 passos para controlar suas finanças

Editoria de Arte/Folhapress
 
                        
 
 
09 de janeiro de 2014
Folha de São Paulo

MENSALÃO EXECUTADO

 
Apenas detalhes burocráticos atrasam prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP); maioria dos condenados já cumpre suas penas
 
Detalhes burocráticos atrasaram a prisão do deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP), mas isso não muda o fato de que, ao menos em relação a dois crimes, o processo do mensalão terminou para ele.
 
Na segunda-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, rejeitou dois recursos apresentados pelos advogados do parlamentar e sacramentou sua condenação por corrupção e peculato (desvio de dinheiro público).
 
Por enquanto, o petista cumprirá pena de seis anos e quatro meses em regime semiaberto (no qual é possível trabalhar fora da prisão durante o dia). A esse prazo, contudo, podem ser acrescidos outros três anos, se o STF mantiver sua sentença relativa à lavagem de dinheiro. Nesse caso, João Paulo terá de migrar para o regime fechado.
 
Em qualquer hipótese, não deixa de ser notável que o Supremo já tenha determinado a execução das penas de 19 dos 25 condenados do mensalão --incluindo o ex-ministro José Dirceu, além de Delúbio Soares e Marcos Valério Fernandes de Souza.
 
Entre os demais, o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), delator do esquema, aguarda deliberação sobre seu estado de saúde; três réus receberam sanções alternativas; e só duas figuras menos importantes mantêm plenas esperanças, pois a única condenação, por lavagem de dinheiro, ainda não foi finalizada.
 
Vê-se que a deliberação do STF em setembro passado, pelo acolhimento dos chamados embargos infringentes (recurso cabível contra decisões apertadas), não se confundiu, afinal, com a protelação perpétua das sentenças.
 
Fora da esfera propriamente penal, o julgamento também produziu efeitos. Três deputados condenados quando ainda exerciam o mandato --José Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT)-- renunciaram a seus cargos parlamentares.
 
João Paulo Cunha, que já presidiu a Câmara, tem dito que não seguirá esse caminho. Imagina contar com o corporativismo da Casa para preservar seu mandato. Segundo consta, gostaria até de fazer da atividade parlamentar seu trabalho fora da prisão, durante o dia.
 
Seria um escárnio, não de todo impensável meses atrás. Agora, no entanto, a desfaçatez de João Paulo, se ele insistir nessa batalha infame, não deve prosperar. Com a recente extinção do voto secreto no Congresso, a pressão da opinião pública ganhou força.
 
Não por acaso, alguns aliados de João Paulo Cunha defendem a renúncia. O Judiciário está cumprindo o seu dever no enfrentamento da corrupção, e a população não aceitará que o Legislativo deixe de fazer o mesmo.

09 de janeiro de 2014
Editorial Folha São Paulo

LA DOLCE VITA DA FAMIGLIA NO ESTADO MAIS POBRE DO BRASIL

Maranhão cancela lagosta, mas compra whisky escocês 12 anos
 
Governo de Roseana Sarney cancelou leilão que abasteceria residência oficial, mas abriu outro para eventos que contarão com champanhes "de primeira qualidade"
 

Governo Roseana gastará R$ 1,4 milhão para comprar caviar e uísque

Na quarta, administração havia adiado licitação para compras de gêneros alimentícios, mas manteve pregão para contratar cerimonial nesta sexta

 
Pregão prevê pagar R$ 103,61 por convidado em almoços e jantares - Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão
Pregão prevê pagar R$ 103,61 por convidado em almoços e jantares
 
Mesmo tendo adiado a compra de gêneros alimentícios, que incluía 70 quilos de lagosta fresca, para abastecer a despensa da governadora Roseana Sarney (PMDB), o cerimonial da chefe do Executivo realizará na sexta-feira, 17, uma licitação para contratar uma empresa para organizar eventos e serviços de buffet para atos públicos em todo o Estado ao longo de 2014. Com custo estimado em R$ 1,4 milhão, o pregão prevê pagar R$ 103,61 por convidado em almoços e jantares e exige, em um dos cardápios, servir canapé de caviar.
 
Os gastos com a despesa do cerimonial do governo maranhense são superiores, por exemplo, ao que o Ministério da Justiça, através do Fundo Penitenciário Nacional, investiu em três presídios federais no ano passado: Catanduvas (PR), R$ 1,2 milhão; Mossoró (RN), R$ 1,1 milhão; Porto Velho (RO), R$ 1,3 milhão. 
 
A gestão Roseana Sarney está sob pressão desde que foi revelado o descalabro na Penitenciária de Pedrinhas, a cadeia da capital maranhense onde foram registradas 60 mortes de presos no ano passado, inclusive com decapitações de detentos. A Organização das Nações Unidas e a Anistia Internacional cobram a atuação do Estado brasileiro diante das atrocidades.
 
Na quarta-feira, 8, o governo estadual adiou, sem prazo para relançar, duas licitações, que ocorreriam hoje e amanhã, para a compra de alimentos para as residências oficiais. Estimadas em R$ 1,1 milhão, as concorrências listavam, entre os itens para aquisição, 2,4 toneladas de camarão, 80 quilos de lagosta fresca, 750 quilos de patinha de caranguejo, 50 potes de foie gras e 300 unidades de panetone.
 
A lista de exigências para contratar os serviços do cerimonial não difere das concorrências públicas que foram adiadas. Cobram-se cinco tipos diferentes de buffet de almoços e jantares, dois de coquetel, um de coffee break e um de brunch. Neles, têm de ser servidos como bebidas uísque escocês 12 anos, vinho importado "de primeira qualidade", tendo de ser francês, italiano, chileno, espanhol ou português, e champagne também de primeira qualidade. Os copos e taças, todos, precisam ser de cristal.
 
No cardápio de almoços e jantares, constam como entradas canapés de caviar, salmão ou presunto, patinhas de caranguejo e, como pratos principais, bacalhau com natas, pato com laranja, cabrito ao vinho, risoto de camarão, lagosta e caranguejo. Nos eventos classificados de "alta importância", a empresa terá de servir Roseana e os convidados com réchauds e talheres de prata. A governadora e os demais convidados vão se sentar em cadeiras de madeira estilo Tiffany, Dior ou similares e as mesas precisam ser forradas com toalhas novas de linho e de fibras sintéticas.
 
Os eventos de visita aos municípios terão de contar com ampla estrutura de organização, semelhante à de campanhas eleitorais. Somente com os almoços e jantares, os 6 mil convidados devem consumir R$ 622 mil. O edital prevê ainda gastos de R$ 43 mil com mestre de cerimônias, R$ 21,5 mil com recepcionista bilíngue, R$ 51 mil com cantores e outros R$ 46 mil com músicos.
 
Na justificativa para a licitação, a Casa Civil do governo maranhense, responsável pela concorrência, disse que cabe a ela assistir "direta e imediatamente" a governadora no desempenho das suas funções. "Em sua estrutura administrativa, a Casa Civil conta com o Cerimonial do Governo que dentre suas atribuições está a de organizar e agendar os eventos públicos e políticos além das cerimônias em que participará a governadora e o vice-governador, tanto na capital quanto no interior do Estado", afirmou.

09 de janeiro de 2014
Ricardo Brito - Agência Estado

PREÇO DA CESTA BÁSICA SOBE MAIS QUE A INFLAÇÃO EM 16 DAS 18 CAPITAIS



No Rio de Janeiro, preço chega a R$ 315,52, um avanço de 11,95%. Foi a quarta maior alta no país
 

No ano passado, o valor da cesta básica aumentou nas 18 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese). Em nove cidades, a alta ficou acima de 10%: Salvador (16,74%), Natal (14,07%) e Campo Grande (12,38%) estão entre os maiores avanços. O Rio de Janeiro ficou na quarta posição, com alta de 11,95%.
 
Ao todo, em 16 das 18 cidades pesquisadas, a alta nos preços foi acima da inflação em 2013. De acordo com o IBGE, O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), último dado disponível, acumula variação de 5,85% no ano. Pelo Dieese, na lista estão ainda Porto Alegre (11,83%), Curitiba (11,06%), Vitória (10,48%), Recife (10,34%), Florianópolis (10,09%), Belém (9,12%), João Pessoa (8,81%), Fortaleza (8,18%), Belo Horizonte (7,35%), São Paulo (7,33%), Aracaju (6,23%) e Manaus ( 6,01%). Ficaram abaixo do acumulado do IPCA-15 no ano as cidades de Brasília (4,99%) e Goiânia (4,37%).
 
No Rio, o valor da cesta básica, diz o Diesse, é de R$ 315,52. É o quinto maior preço do país. O Rio está atrás de Porto Alegre (R$ 329,18) São Paulo (R$ 327,24), Vitória (R$ 321,39) e Florianópolis (R$ 319,33).
 
Segundo o Dieese, os vilões da cesta básica foram itens como leite, farinha de trigo, banana, pão francês e batata, que aumentaram em todas as regiões pesquisadas. O Diesse destacou ainda o tomate, que acumulou altas de até 34,43% em Natal, 33,61% em Vitória, 28,87% em Aracaju, 21,09% em Porto Alegre e 20,57% no Rio de Janeiro.
 
O preço do leite in natura aumentou em todas as cidades. Além do avanço de 6,18% em Manaus, as altas foram superiores a 13% em todas as cidades. Destaque para Belém, onde o preço avançou 28,24%.
 
Batata e carne bovina têm alta no Rio

O pão francês subiu na esteira do aumento da farinha de trigo. As variações oscilaram entre 2,13% em Aracaju e 24,17% em Campo Grande.
 
O preço da batata subiu nas dez localidades do Centro-Sul onde é pesquisada. Destaque para o Rio, onde o preço subiu 4,41%. Foi no Rio que a carne bovina também subiu com força: 10,37%. Neste caso, o produto subiu em 17 cidades. A única a ter queda no preço foi Brasília.
 
O feijão teve comportamento diferente pelo país: o preço subiu em oito cidades e caiu nas outras dez. Já o arroz teve redução no valor em 15 capitais.
 
O Dieese, no entanto, frisou que, para o consumidor conseguir comprar todos os itens da cesta básica, o valor do salário mínimo deveria ser de R$ 2.765,44, em dezembro. O valor é 4,08 vezes maior quer o mínimo em vigor no mês passado, de R$ 678. Em dezembro de 2012, a renda mínima era de R$ 2.561,47 — 4,12 vezes o salário mínimo da ocasião, de R$ 622,00.
 
E mais: para comprar todos os alimentos, o trabalhador deveria ter uma jornada de trabalho de 94 horas e 47 minutos em dezembro. No mesmo mês de 2012, eram necessárias 94 horas e 23 minutos.

09 de janeiro de 2014
Bruno Rosa- O Globo