"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

domingo, 24 de agosto de 2014

PLANO DA ELITE DE EXTERMÍNIO GLOBAL

Esta postagem do YT com 4 sequências, legendas em português para vc. ativar, mostra com clareza tudo quanto está sendo aplicado no Brasil, na América Latina, nos ditos países pobres, que na realidade têm muita riqueza, mas não direito nacional de usufruir.


https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=BlcYOxfEKPQ


https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=L2pP8EyiLGc


https://www.youtube.com/watch?v=_mlqKZMjDRU&feature=player_detailpage


https://www.youtube.com/watch?feature=player_detailpage&v=YuanfoCtp08


24 de agosto de 2014

A DECAPITAÇÃO DE JAMES FOLEY

              O que a mídia não está dizendo a você

A cena é forte. Um americano foi degolado por um membro da organização terrorista EIIL (Estado Islâmico no Iraque e Levante). A cena foi filmada e divulgada com o objetivo de retaliar os recentes ataques aéreos dos EUA contra terroristas do EIIL.
 
 Resultado de imagem para imagens da decapitação de james foley
James Foley: ativista esquerdista pró-islamismo e anti-Israel
 
James Foley era um americano esquerdista que acreditava que o islamismo é uma religião de paz e amor. A revista FrontPage disse que Foley era de uma nova espécie de ativistas que se autointitulam jornalistas.
Por isso, ele não havia ido ao Oriente Médio para noticiar, mas para promover sua agenda. E essa agenda era evidente a partir do que ele mesmo dizia publicamente pelo Twitter.
 
A perda de toda vida humana é trágica, mas Foley era propagandista de terroristas islâmicos que acabaram cortando-lhe a cabeça. Um homem de princípios morais teria tido mais compaixão dos cristãos, porém a preferência de Foley eram os islâmicos que torturam, estupram e decapitam cristãos. Ele havia ido à Síria para apoiar os rebeldes islâmicos contra o governo sírio.
 
De acordo com FrontPage, ele aplaudiu quando os terroristas islâmicos estavam lutando para exterminar os cristãos da cidade de Aleppo. No conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, os tuítes dele eram pura propaganda pró-terrorismo.
Seu entusiasmo pelos rebeldes muçulmanos sírios não parece ter sido correspondido.
A ala mais radical desses rebeldes, ligados à al-Qaida e que hoje são o EIIL, o raptou. Pouco tempo antes, quando um real jornalista havia sido sequestrado pelos rebeldes, Foley zombou do caso. Na mente dele, os rebeldes nunca cometeriam tal maldade.
 
Ele zombava de notícias que tentavam mostrar o horror que os cristãos estavam sofrendo nas mãos dos islâmicos. Para ele, isso não passava de “islamofobia” — ódio aos muçulmanos. De acordo com FrontPage, Foley era fanaticamente anti-Israel.
 
O que é intrigante no episódio não é só a estupidez esquerdista suicida de Foley, que hoje é retratado como “mártir,” mas a atitude da imprensa americana, que sempre escolheu manter os olhos fechados para as atrocidades que os cristãos estão sofrendo dos rebeldes islâmicos.
Agora, essa mesma imprensa trata como “herói” um americano que louvava os massacradores islâmicos e nunca imaginava que um dia ele próprio sofreria o mesmo destino de milhares de cristãos que são degolados na Síria e Iraque sem que jornalistas e ativistas esquerdistas demonstrem uma só gota de compaixão.
 
 Com informações do site Shoebate FrontPage.
 
24 de agosto de 2014
julio severo

DILMA E A COPA DO MUNDO

DILMA E FELIPÁO

TODO BRASILEIRO PRECISA VER ESTE VÍDEO

PASTOR EVERALDO NO JN. ENTREVISTA COMPLETA

DILMA NO JN. ENTREVISTA COMPLETA

SERIA CÔMICO, SE NÃO FOSSE TRÁGICO...

QUANDO O HUMOR IMITA A REALIDADE

DILMA NO JN... TOME CANELADA!!!

EXILADO TV APRESENTA: DILMA E A TRANSPOSIÇÃO DE PRAZOS


O Exilado voltou com a Exilado TV. Você pode fazer a sua inscrição aqui e assistir toda a produção do melhor videomaker político do Brasil. Neste vídeo, Exilado desmascara as mentiras petistas sobre a Transposição do Rio São Francisco.

24 de agosto de 2014
in coroneLeaks

FOLHA DE SÃO PAULO RECONHECE QUE CAPA DENUNCIADA AQUI FAVORECEU, SEM RAZÃO, PT E DILMA


 
Hoje a ombudsman da Folha de São Paulo, Vera Guimarães, confirma o post que fizemos no último dia 19, cuja reprodução está acima e o link está aqui. O nosso blog dizia:
A Folha de São Paulo dilmou de vez. No dia em que começa a propaganda eleitoral, a manchete de capa é esta aí que vocês estão vendo. Agora respondam: o que Lula tem a ver com a campanha eleitoral? De novo, é o jornal querendo assumir um protagonismo que não é seu. E trazendo Lula para a campanha até antes do PT. Mas não é só isso.
 
Vejam o que escreve Vera Guimarães: 

É furo: Lula vai apoiar Dilma na TV

Manchete da capa de terça (19): "Na TV, Lula prometerá um 2º governo Dilma melhor'". Na linha abaixo do título: "Petista pedirá voto sem medo' na presidente, em estreia de programa eleitoral".
Que outro enunciado poderia o PT pedir aos céus senão algo assim, estampado em quatro colunas na "Primeira Página" da Folha, exatamente no dia da estreia do horário eleitoral gratuito? 

Não por acaso, a reportagem foi replicada em site alinhado ao partido, que postou link para o conteúdo integral do texto no jornal. Certos estão os aliados em tirar proveito da generosidade inusual. 

Adiantar o conteúdo de um programa cuja divulgação era de grande interesse do partido não chega a ser furo relevante, mas o relato, inédito, tinha seu valor jornalístico.

O problema foi o destaque conferido a uma notícia do tipo que os jornalistas definimos como "o cachorro mordeu o homem". Traduzindo, um fato corriqueiro, esperado, que segue a ordem natural das coisas. A rigor, a manchete só deveria contemplar o inverso, o fato de "o homem morder o cachorro" --o que seria o caso, se Lula não fosse trabalhar para eleger sua candidata. "A manchete de hoje é falta de assunto?", perguntou um leitor. Era.
 
A Secretaria de Redação justificou o destaque afirmando que se tratava de uma apuração exclusiva da Sucursal em Brasília. "Conseguimos antecipar dois pontos [do programa de TV]: o uso do ex-presidente Lula mais uma vez como principal cabo eleitoral de Dilma, assim como ocorreu em 2010, e o mea-culpa petista de que as coisas não andaram muito bem neste atual mandato." 
 
Vamos combinar que nenhum dos dois valia o peso dado. O primeiro ponto é uma obviedade e o segundo, uma ilação. É preciso grande dose de boa vontade ou ingenuidade para crer que Lula estivesse criticando o governo da pupila ao dizer que um eventual segundo mandato dela será melhor que o primeiro. 

Mas a questão principal é que faltou equilíbrio na "Primeira Página". Se a maior novidade (!) do horário eleitoral vinha dos petistas, a edição poderia ter contrabalançado a exposição maior do partido dando destaque, na linha abaixo do título, aos outros candidatos. Não deu. PSDB e PSB só apareceram no último parágrafo da chamada.

Para evitar equívocos e acusações fáceis, enfatizo que meu ponto não é quem foi o beneficiado, mas o desequilíbrio noticioso. Na dúvida, sugiro o exercício inverso: e se a manchete fosse Fernando Henrique Cardoso prometendo que Aécio Neves fará um governo melhor?

GRACIOSA ABANDONADA

"A Petrobras está acima de funcionários", diz Dilma. Presidente abandona defesa de Graça Foster. Demissão é questão de tempo
 
 Diante das provas contra Graça Foster, que transferiu bens para os filhos para fugir de punições do TCU, Dilma abandona a companheira, como, aliás, Lula fez com José Dirceu e os outros mensaleiros. Graça Foster, presidente da Petrobras, está com os dias contados.
 
Depois de o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso pela Polícia Federal, decidir fazer delação premiada, a candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) disse na manhã deste domingo, 24, que a empresa "é muito maior que qualquer agente dela" e que a Petrobrás "está acima" de eventuais falhas de conduta de seus funcionário

"Não se pode confundir as pessoas com as instituições. A Petrobrás é muito maior que qualquer agente dela, seja diretor ou não, que cometa equívocos, crimes - ou, se for julgado, que se mostre que foi condenado. Isso não significa uma condenação da empresa", disse Dilma, em coletiva de imprensa concedida na manhã deste domingo no Palácio da Alvorada. 

"Posso te falar uma coisa? O Brasil e nós todos temos de aprender que, se pessoas cometeram erros, malfeitos, crimes, atos de corrupção, isso não significa que as instituições tenham feito isso." Horas antes de Costa se decidir por falar o que sabe de corrupção em negócios da Petrobrás, na sexta-feira, 22, a Polícia Federal deflagrou a quinta fase da Lava Jato e vasculhou os endereços de 13 empresas de consultoria, gestão e assessoria, todas situadas no Rio e ligadas a uma filha, Ariana Azevedo Costa Bachmann, a um genro, Humberto Sampaio Mesquita, e a um amigo dele, Marcelo Barboza.

Acuado, na iminência de sofrer uma sucessão de condenações como réu da Operação Lava Jato, Costa considera que não tem a menor chance de sair da prisão tão cedo. Ele quer preservar seus familiares, que também se tornaram alvos da Lava Jato. O ex-diretor está preso na sede da Superintendência Regional da PF em Curitiba.

Na avaliação de Dilma, não existe "nenhuma instituição acima de qualquer suspeita quando se trata dos seus integrantes". "Inclusive, nas instituições - qualquer uma - e nas empresas - inclusive nas que vocês trabalham -, pode ocorrer isso", afirmou a candidata, dirigindo-se aos repórteres. "Porque os homens e as mulheres é que falham, não são as instituições necessariamente. A Petrobrás está acima disso. Eu não tenho o que comentar sobre a decisão de uma pessoa presa fazer ou não delação premiada, isso não é objeto do interesse da Presidência da Republica", comentou Dilma.
 
(Estadão)
 
24 de agosto de 2014
in coroneLeaks

ATENÇÃO APOSENTADOS! VAMOS ACREDITAR QUE O MANDATO AÉCIO TRARÁ DIGNIDADE AOS IDOSOS E APOSENTADOS

    Aécio lança Programa Digna Idade
 
 
Em visita ao Abrigo Cristo Redentor, em Bonsucesso, Zona Norte do Rio, na manhã deste domingo, o candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB) prometeu que, se eleito, ampliará os benefícios pagos aos aposentados, complementando a renda destes com valor adicional para a compra de medicamentos. A proposta faz parte do programa Digna Idade e faz parte de uma série de projetos para prestar assistência aos idosos que pretende adotar se vencer a corrida pela Presidência. A proposta é inspirada em projeto com o mesmo nome que Aécio implantou em outubro de 2003 quando era governador de Minas Gerais. 

— Além do aumento real do salário mínimo, que continuará a ser praticado no nosso governo, haverá um aumento especial para os aposentados. Ele levará em consideração, além do reajuste já acertado, um aumento dos medicamentos. Isso é absolutamente essencial para que os idosos possam viver com o mínimo de dignidade — disse o candidato.

Outra promessa feita pelo tucano é rever os valores do Benefício da Prestação Continuada (BPC), que teriam reajuste superior ao salário mínimo para os idosos. Previsto na Constituição Federal e regulamentado em 1993 pela Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), o BPC garante o pagamento de um salário mínimo para maiores de 65 anos que comprovem não ter meios de garantir o próprio sustento por si próprio ou sua família.

 Além disso, a renda mensal familiar per capta deve ser inferior a 25% do salário mínimo vigente. Segundo o site do Ministério do Desenvolvimento Social, 1,7 milhão de idosos recebia o auxílio em 2012. O BPC também é pago a pessoas com deficiência de qualquer idade, com problemas físicos e mentais duradouros conforme as mesmas regras para os idosos.

— O Brasil vem envelhecendo e não se preparou para cuidar dos seus idosos. Temos poucos abrigos. Vamos ampliá-los. O programa Digna Idade que estamos lançando tem duas vertentes. A primeira: ampliar o número de cuidadores. Apoio e ampliação das unidades que atendem idosos que foram abandonados nos hospitais ou pelas famílias. É uma sinalização clara de que os idosos terão um tratamento diferenciado, condizente com a contribuição que deram ao Brasil ao longo da sua vida — disse Aécio Neves.

Os detalhes do programa, segundo o presidenciável, ainda serão definidos por sua equipe econômica. Ao explicar de onde viriam os recursos, Aécio partiu para o ataque ao governo da presidente Dilma Rousseff, ao qual acusou de gastar recursos públicos de forma irresponsável:
  
O conjunto de medicamentos nós vamos focar naqueles que os idosos usam de forma mais contínua. É algo que ainda está sendo avaliado. Mas pelas nossas estimativas não é expressivo. Os recursos virão de um estado que tem uma política fiscal austera. Que não desperdiça, que não aumenta os gastos de forma irresponsável e avassaladora como esse governo aumentou ao longo dos últimos anos. Nós tivemos apenas nos quatro primeiros meses de 2014, os aumentos dos gastos correntes quase que o dobro das receitas. Nosso governo vai estabelecer prioridades. Pode ser feito sem retirar o essencial. Precisamos ter um orçamento que apresente prioridades. Muitos recursos aprovados para Saúde e Segurança, por exemplo, não são usados — disse Aécio.

O candidato prosseguiu: — O que onera o Tesouro são os mais de R$ 30 bilhões transferidos para empresas de transmissão de energia por absoluto e absurdo equívocos do governo nessa área. No momento em que reorganizarmos o governo, enxugarmos a máquina pública, cortar pela metade o número de ministérios e estabelecer prioridades claras vai ter dinheiro para o que precisa — disse.

PROGRAMAS SOCIAIS SERÃO MANTIDOS

Ao comentar porque fez questão de destacar, no programa eleitoral exibido na noite de sábado, que foi gravado numa comunidade ribeirinha do Amazonas, que manterá o Bolsa Família se for eleito, Aécio acusou o PT de espalhar rumores de que acabaria com o projeto. O candidato classificou essa prática como sendo “terrorismo”:

Na verdade há um terrorismo disseminado Brasil afora, obviamente pelo PT, pelos filiados e seus simpatizantes. Na ausência de propostas a apresentar ao Brasil, fazem terrorismo. Não é de hoje, vem de outras eleições que se o PSDB vencer, os programas de transferência de renda serão interrompidos. Isso não é verdade. É uma irresponsabilidade. No nosso governo o Bolsa Família não apenas vai ser mantido como vamos fazer outras intervenções adequadas no cadastro do benefício. Isso para que os dependentes do programa possam ser beneficiados por outras ações, como buscar melhorar suas residências, um saneamento adequado. E vamos investir de forma ativa na qualificação dessas famílias para que elas, se quiseram, possam buscar espaço no mercado de trabalho — acrescentou o candidato.

Sobre o crescimento da candidatura de Marina Silva (PSB) que substitui Eduardo Campos, Aécio afirmou que se vê no segundo turno. — Sou candidato para apresentar um projeto diferente do que está aí. De uma visão diferente do que está aí. Nada mudou. Temos uma proposta do Brasil que não mudou. Não sou candidato para botar retrato na parede ou defender uma tese apenas. Sou candidato para transformações. Mudanças em algo palpável. Para melhorar a vida do cidadão desesperançado Brasil afora. A eleição será decidida pelo eleitor. Não será decidida antecipadamente. Meu sentimento é que estaremos no segundo turno e venceremos as eleições.

O abrigo é uma instalação federal, mas administrada pelo governo do estado desde 2008. Aécio percorreu o instituto e, ao lado de internos, sambou ao som de um trio formado por funcionários da instituição. Ele também cantou “Amizade sincera”, de Renato Teixeira. Um dos músicos contou que a roda de samba foi mobilizada especialmente para a visita do candidato. — Geralmente, nós tocamos para os idosos apenas nas manhãs de sexta-feira — contou um dos integrantes do trio.

No governo do Estado, a instituição é ligada à Secretaria Estadual de Assistência Social e Direitos Humanos. Durante boa parte da gestão do ex-governador Sérgio Cabral, a pasta foi dirigida pelo PT. Nós últimos meses, o comando da secretaria ficou com o deputado estadual Pedro Fernandes (Solidariedade), que deixou o cargo em abril para tentar ser reeleito para a Alerj. Neste domingo, Pedro Fernandes acompanhou a visita de Aécio. A vereadora Rosa Fernandes (Solidariedade), mãe do deputado, também acompanhou a visita.
 
(O Globo)

24 de agosto de 2014
in coroneLeaks

NÃO VAI TER ELEIÇÃO?


Diz-se em política que somente dois fatos são importantes: o fato novo e o fato consumado. O fato consumado da morte trágica do ex-governador Eduardo Campos produziu o fato novo da candidatura de Marina Silva, que mudou a eleição. Agora, outro fato novo pode interferir nas eleições de outubro. Atribui-se ao ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na sede da Polícia Federal em Curitiba, a ameaça de que, se abrir a boca, não vai ter eleição . Seria uma maneira de mandar um recado para seus muitos amigos políticos para que o tratassem bem, e à sua família.

Como nos melhores filmes da máfia, ao ver que não tem chance de se livrar da prisão, e de que empresas de seus filhos começaram a ser investigadas ontem pela PF, Paulinho , como Lula o chamava, resolveu negociar com a Justiça delação premiada, incentivado pela mulher, Marici - que há tempos vinha se desentendendo com o advogado Nélio Machado, ontem trocado pela advogada paulista Beatriz Catta Preta, especialista em delações premiadas.

O depoimento de Costa será para o juiz Sergio Moro, especialista em processos de lavagem de dinheiro que assessorou a ministra Rosa Weber no julgamento do mensalão. Com fama de rigoroso, Moro não soltou imediatamente os doleiros e pediu mais esclarecimentos ao Supremo tribunal Federal quando o ministro Teori Zavascki deu uma liminar soltando todos os acusados pela Operação Lava-Jato.

Deu tempo, assim, para que Zavascki recuasse da decisão inicial, mantendo todos presos por oferecerem perigo de fugir do país. Tudo indica que Costa vai falar o que sabe, o que pode, sim, influenciar as eleições de outubro, não a ponto de inviabilizá-las, mas de atingir políticos importantes em diversos partidos.

Costa é fruto de um dos mais perversos efeitos colaterais do presidencialismo de coalizão, distorcido na era Lula. Indicado por consórcio partidário composto por PP, PMDB e PT, esteve à frente da Diretoria de Abastecimento da Petrobras de 2004 a 2012, saindo de uma espécie de geladeira em que fora colocado por sucessivas diretorias anteriores ao lulismo. Entre outros negócios da estatal, ele estava na diretoria que concretizou a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, contestada pelo Tribunal de Contas da União.

Nos documentos encontrados em sua casa e em empresas pela PF, há muitas indicações de negociatas envolvendo empreiteiras e políticos, tudo junto e misturado com a ajuda do doleiro Alberto Youssef, também preso.

Um deles é o deputado federal André Vargas (sem partido), que está tendo sua cassação pedida pelo Conselho de Ética da Câmara por ter usado jatinho fretado por Youssef para um passeio com a família. Outro, o secretário nacional de Finanças do PT e tesoureiro da campanha de 2010 da presidente Dilma, João Vaccari Neto, acusado de ser um dos contatos de fundos de pensão com a CSA Project Finance Consultoria e Intermediação de Negócios Empresariais, empresa que Youssef usou para lavar R$ 1,16 milhão do mensalão, segundo a PF.

O ex-deputado José Janene, um dos 40 réus no processo do mensalão no STF, morto em 2010, era acusado de ter se apropriado indevidamente de R$ 4,1 milhões, usando como laranja o advogado Carlos Alberto Pereira da Costa, também preso e que fez as acusações a Vaccari Neto dentro de uma negociação de delação premiada.

Ele é réu em duas ações penais: uma sobre supostas remessas fraudulentas para o exterior do laboratório Labogen, de propriedade de Youssef e que pode causar mais danos ao candidato do PT ao governo de SP, Alexandre Padilha; outra de lavagem de dinheiro de Janene por investimentos em uma empresa paranaense. Padilha foi acusado de, como ministro da Saúde, ter aprovado o Labogen, que servia de fachada para o doleiro enviar dinheiro para o exterior.

Documentos apreendidos com Costa, e que ele tentou destruir, mostram uma contabilidade detalhada sobre repasses de empreiteiras para campanhas políticas. Anotações do ex-diretor registram, por exemplo, o repasse, em 2010, de R$ 28,5 milhões ao PP, partido da base aliada cujo líder à época do mensalão era Janene, um dos responsáveis pela indicação de Costa ao cargo.

As empreiteiras citadas no documento são Mendes Júnior, UTC, Constran, Engevix, Iesa, Toyo Setal e Andrade Gutierrez. Mesmo que fale tudo o que sabe, vai haver eleição, assim como houve a Copa. Resta saber com que candidatos.

23 de agosto de 2014

Merval Pereira, O Globo
 

O PT QUER PAUTAR A IMPRENSA

A direção do Partido dos Trabalhadores (PT) entrou na Justiça Eleitoral para obrigar a Rede Globo a ampliar a cobertura das atividades de campanha de Alexandre Padilha, candidato do partido ao governo do Estado de São Paulo. Ao pretender determinar o que uma emissora de TV deve mostrar a seus telespectadores, os petistas reafirmam sua visão autoritária a respeito do trabalho da imprensa e seu desprezo pelo jornalismo independente.

A tarefa de informar bem seus leitores, ouvintes e telespectadores obriga as empresas jornalísticas a estabelecer critérios de seleção de informações, para entregar a seu público as notícias que terão relevância em sua vida, deixando de lado as que, a seu juízo, têm menor importância. Assim, cada redação define quais acontecimentos serão dignos de cobertura extensiva e quais merecerão espaço menor. Tais parâmetros, que integram o bê-á-bá do jornalismo, podem mudar de veículo para veículo, mas há algo que, em democracias, não mudará nunca: o princípio de que as empresas jornalísticas devem ter ampla liberdade para adotar os padrões de seleção de informações que melhor atendam seu público.

É justamente nessa liberdade, central para o exercício do jornalismo independente, que o PT pretende interferir, em defesa de uma suposta "isonomia" de tratamento para todos os candidatos ao governo paulista. Tal exigência de igualdade, da maneira como está sendo enunciada pelos petistas, serve apenas para ferir a autonomia que um veículo deve ter para determinar o que é digno de ser publicado e o que não é.

A Rede Globo entendeu que deveria dar mais espaço em seus telejornais aos candidatos ao governo paulista com mais de 6% de intenções de voto. Com isso, recebem destaque diário apenas os dois primeiros colocados, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e Paulo Skaf (PMDB). Na última pesquisa do Ibope, Padilha, o candidato petista, surge em terceiro lugar, com 5% das menções. É o mais bem colocado entre os "nanicos" - está à frente de outros três candidatos que dispõem de 1% cada - e por isso aparece com frequência menor no noticiário da emissora.

No entender dos petistas, porém, a Globo estabeleceu parâmetros sob medida para, deliberadamente, sonegar de seus telespectadores o noticiário sobre a campanha de Padilha. Em carta à emissora, o presidente estadual do PT e coordenador da campanha petista, Emidio de Souza, disse que "não cabe a um veículo de comunicação definir critérios" para a veiculação de informações sobre a eleição. Para questionar as escolhas da Globo, Emidio diz que, pela margem de erro da pesquisa, de três pontos porcentuais, Padilha pode estar com 8% - acima, portanto, do piso estabelecido pela emissora. Por essa lógica, porém, o petista pode estar com 2%, em empate técnico com os outros "nanicos".

O aspecto relevante nessa polêmica, no entanto, não são alguns pontos porcentuais para mais ou para menos, e sim a reafirmação da vocação autoritária do PT e de sua hostilidade contra a imprensa livre. Em nota sobre sua petição à Justiça Eleitoral, o partido chega a exigir que a Globo "abra espaço diariamente em sua programação normal para todos os candidatos" ou então "que se abstenha de cobrir a agenda de qualquer um deles". Trata-se de uma tentativa grosseira de pautar uma emissora de TV.

Ainda que arrogante, no entanto, a manifestação petista não se compara às grosserias do ex-presidente Lula, que qualificou como "sacanagem" os critérios da Globo para a cobertura eleitoral em São Paulo. "Já fui vítima de todas as sacanagens que vocês possam imaginar, mas tem coisa que vai ficando insuportável", disse Lula num evento de campanha no início de agosto. "Em São Paulo, a sacanagem é tamanha que eles decidiram que só vão colocar os candidatos acima de 10% (sic) para tirar o Padilha da televisão. Cada jogo, em cada eleição, é uma sacanagem."

Como aquele que jamais se constrangeu ao fazer propaganda eleitoral fora de hora nem a colocar a máquina do Estado a serviço de seus candidatos, Lula deveria saber o que, de fato, é "sacanagem".


24 de agosto de 2014
Editorial O Estadão

O EMPREGO PERDE FORÇA


O esfriamento da economia começa a afetar a criação de empregos no Brasil, e esse é o pior preço que o país pode pagar por equívocos na condução da política econômica. Não é à toa que os gênios do marketing político do governo jogam suas melhores fichas nos baixos índices de desemprego dos últimos anos. Eles funcionam como um biombo para os reveses macroeconômicos que se acumulam e desmentem qualquer discurso para enganar o eleitor com aparentes sucessos de gestão.

A manutenção de bom nível de emprego, apesar do pífio crescimento da economia nos últimos três anos, alimentava a esperança de que, mais dia, menos dia, o consumo voltaria a animar os negócios, como ocorreu em passado recente (fim do governo Lula). Afinal, como acreditam os homens do marketing, consumidor empregado é consumidor ávido por realizar algum desejo de consumo, nem que seja a crédito.

Por seu lado, as empresas vinham segurando tanto quanto possível seu pessoal, pois além de custar muito cara a demissão, também não é barato nem fácil recompor os quadros e treinar os novatos. Ante os sinais de queda no ritmo da atividade econômica, o primeiro passo foi engavetar projetos de investimentos, cortar custos operacionais e, só então, atuar sobre a folha de pagamentos.

A recente adoção de dispensas temporárias (lay-off) por grandes indústrias, principalmente do setor automotivo, foi o primeiro sinal de que a espera por uma reação da economia (que ainda não veio), agravada pelas paralisações da Copa do Mundo, estava perigosamente perto do insuportável.

Na semana passada, o mais fiel dos termômetros do nível de emprego formal no país, o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, foi taxativo: em julho, a indústria demitiu mais do que contratou (líquido negativo de 15.392 postos), enquanto o agronegócio e os serviços reduziram drasticamente o saldo de admissões.

No total, o Caged apontou saldo positivo de 11.796 empregos criados, o pior resultado registrado em um mês de julho desde 1999, quando foram geradas apenas 8.057 vagas, em razão da retração provocada nas economias emergentes pela crise financeira e cambial da Rússia. Em relação a julho de 2013, o resultado deste ano representou uma preocupante queda de 71,5%.

Em junho, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, já tinha se surpreendido com uma forte desaceleração do emprego com carteira assinada (queda de 83,9% ante junho de 2013). "Não havia nenhum indicativo dessa situação", disse ele naquela ocasião. Agora, o governo aposta que o "fundo do poço" da desaceleração da economia e do emprego foi o período junho/julho e que, daqui para frente, tudo vai melhorar, ainda que lentamente.

Tomara que esse sonho se realize. Mas parece tratar-se de projeção ensaiada para ser usada nos próximos dias, quando o IBGE divulgar o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre, para o qual não se espera nada muito animador. Comprovada a tese do "fundo do poço", é certo que, no máximo, a economia deve apenas parar de piorar, o que já seria grande coisa, desde que o emprego seja pelo menos mantido. Mas o Brasil precisa e merece mais do que esse fio de navalha. É urgente a adoção de política econômica que retome o crescimento de forma sustentável.

24 de agosto de 2014
Editorial Correio Braziliense
 

CAMPANHA POSTIÇA

Nessa primeira semana de programas políticos e inserções no rádio e na TV, candidatos apresentam aos eleitores um Brasil artificial

Em sua vida de privações, a trabalhadora rural Marinalva Gomes Filha pode se considerar uma mulher de sorte. Escolhida para participar de uma gravação de imagens para a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT), dona Nalvinha, como é chamada pelos conhecidos, foi agraciada, na véspera, com uma prótese dentária.

A moradora do sertão baiano também se viu contemplada com melhorias em sua casa: o velho fogão a lenha foi ampliado e ganhou um muro de proteção. Beneficiária do programa Água para Todos e de um convênio firmado entre o governo federal e o da Bahia, ela mereceu tratamento preferencial para representar o povo na TV.

A prótese e as obras domésticas que favoreceram dona Nalvinha estão em perfeita sintonia com os cânones da propaganda eleitoral. É também um Brasil postiço que se tem visto nessa primeira semana de programas e inserções dos candidatos no rádio e na TV.

Enquanto Dilma Rousseff apresenta gente feliz e um país transformado em canteiro de obras, a avançar como nunca na infraestrutura, os seus oponentes, sobretudo Aécio Neves (PSDB), carregam nas tintas para pintar um Brasil fracassado, que parece caminhar rumo a um futuro de trevas.

De Marina Silva, cuja campanha na TV começa de fato hoje, dificilmente se poderá esperar mensagens menos fantasiosas. Suas promessas de realizar uma "nova política", por exemplo, esbarram não apenas nos inevitáveis acordos eleitorais como na evidência de que é impossível governar de um palácio imaculado e flutuante, acima dos embates da realidade.

A campanha do PSB, aliás, também já havia sido vítima de efeito semelhante ao ilustrado pela trabalhadora rural. Edivaldo Manoel Sevino, dono de uma casa em Osasco que serviria como "comitê voluntário" da coligação, surpreendeu ao explicar os motivos que o levaram a oferecer sua residência.

Questionado durante uma gravação, foi ao ponto: "Me prometeram unzinho'", disse, enquanto fazia com a mão um gesto que indicava a expectativa argentária. O vídeo, claro, foi engavetado.

Transformados em produtos publicitários no modelo vigente do horário eleitoral gratuito --na realidade remunerado com recursos públicos--, os candidatos repetem um padrão postiço que mais investe em truques de marketing do que na discussão realista de propostas.

Nessa toada, os verdadeiros derrotados são os eleitores --até mesmo a agradecida dona Nalvinha e o sincero Edivaldo.
 
24 de agosto de 2014
Editorial Folha de SP

A CANDIDATA IMPÕE MEDO

Para usar um verbo que há de fazer parte do seu léxico peculiar, a candidata Marina Silva se pôs a subsumir o PSB na sua Rede Sustentabilidade, como se o movimento que ela não logrou transformar em partido no ano passado fosse maior que a histórica legenda socialista, criada em 1947, 11 anos antes do nascimento da ex-senadora e ex-ministra. Na constelação partidária brasileira, o PSB de que os marineiros procuram se apropriar decerto não é nenhuma estrela de primeira grandeza.

Ainda assim, tendo saído das urnas de 2010 com 5 governadores (entre eles o pernambucano Eduardo Campos, morto na semana passada), 4 senadores e 34 deputados federais (acentuando uma ininterrupta curva de crescimento a contar de 2002), é uma potência política média. A essa condição a Rede só poderá aspirar em futuro incerto e não sabido, mesmo se conseguir no próximo ano coletar as assinaturas exigidas pela Justiça Eleitoral para ser incluída no sistema partidário nacional - cerca de 500 mil, atualmente.

Parafraseando o veterano militante socialista Carlos Siqueira, coordenador-geral da operação que, por força de trágica circunstância, deixou de ser a de Eduardo Campos, Marina, depois de se fazer hospedar pelo partido, para não ficar à margem da sucessão presidencial, em poucos dias resolveu tornar-se ela a dona da casa. Argumentando que a candidata a vice, alçada pelo imponderável a titular da chapa ao Planalto, "está longe de representar o legado de Eduardo", Siqueira saiu da campanha batendo a porta com força.

Com notável sem-cerimônia, de fato, Marina não perdera tempo para colocar os seus principais aliados no controle compartilhado da empreitada - a coordenação e o setor financeiro. Para aplacar a velha guarda, a direção da legenda entregou a coordenação à deputada federal Luiza Erundina, amiga próxima da candidata. Tensões do gênero não são incomuns em comitês eleitorais mesmo quando o candidato não é um adventício na sigla que o sagrou. É provável que o personalismo de Marina - que a sua aureolada imagem pública esconde - dê origem a novos atritos, em prejuízo do engajamento dos antigos eduardistas.

Mas isso não deverá passar de marola enquanto ela continuar a ser percebida - no partido, entre os analistas eleitorais, na mídia e pelos próprios oponentes - como tendo chances efetivas não apenas de chegar ao segundo turno, mas de enfrentar de igual para igual a presidente Dilma Rousseff. Essa visão resulta da pesquisa do Datafolha que a emparelhou com o tucano Aécio Neves na segunda posição graças aos votos de parte ponderável dos eleitores até então indecisos ou propensos a invalidar o voto. Na mesma sondagem, em um tira-teima com Dilma, Marina termina à frente com 4 pontos de vantagem, no limite da margem de erro.

Tais números - que estariam sendo confirmados por levantamentos para uso interno do governo, partidos e setores empresariais - disseminaram o medo entre os adversários. No jargão da imprensa, acendeu-se no PT a "luz amarela", no PSDB, a "luz vermelha. Para não incorrer na ira dos eleitores que praticamente veneram Marina, Dilma e Aécio se guardam de criticá-la, cada qual esperando que o outro tome a iniciativa. Se esse temor reverencial perdurar nos debates televisivos marcados para a próxima terça-feira (Rede Bandeirantes) e na segunda seguinte (SBT), ficando limitadas à petista e ao tucano as cobranças recíprocas, a omissão será um ato de lesa-eleitor.

Isso porque ele não será levado a se perguntar que presidente da República poderá ser a candidata que ninguém ousa confrontar. Pelo que se vê, para começar, ela não terá a menor aptidão para constituir um equipe para tocar o dia a dia do governo, sem o que as melhores promessas e os mais avançados programas se desmancham no ar. Além disso, procedem as dúvidas sobre como se haverá no poder uma pessoa que dá motivos para crer que se julga eleita por Deus - o que esteve perto de afirmar depois da tragédia com o voo no qual também ela poderia ter viajado. Cabe indagar ainda como, avessa à "velha política", enfrentará a servidão de chefiar um governo sem maioria parlamentar. Marina presidente é prenúncio de uma crise depois da outra.

 
24 de agosto de 2014
Editorial O Estadão

POLÍTICA DO COTIDIANO, DO JORNALISTA CLAUDIO HUMBERTO

IMPACTO DE MARINA LEVA PÂNICO AO PT E AO PSDB

Dilma (PT) e Aécio Neves (PSDB) receberam em dias diferentes, esta semana, notícias igualmente inquietantes sobre pesquisas internas mostrando que apenas um deles estará no segundo turno, porque a outra vaga já estaria assegurada a Marina Silva (PSB), a substituta de Eduardo Campos na disputa presidencial. O impacto maior é percebido na campanha tucana, mas Marina deixou o comando do PT atônito.

TOMANDO PULSO

Campanhas realizam pesquisas diárias por telefone, que chamam de tracking, não registradas no TSE, entrevistando ao menos 500 eleitores.

FOGO DE PALHA

Os tucanos ficaram tão nervosos que o candidato Aécio Neves teve de reunir aliados para pedir calma, apostando que Marina é fogo de palha.

ONDA MARINA

No PT, coube a Lula e ao marqueteiro João Santana assegurar a Dilma e aos aliados que essa “onda Marina” não irá se sustentar.

IBOPE NA TERÇA

O estado de ânimo nas campanhas do PT e do PSDB somente vai se estabilizar após a divulgação de nova pesquisa Ibope, terça (26).

‘LAVA-JATO’ PODE FAZER O PAÍS REFUNDAR A REPÚBLICA

Muitos políticos graúdos tomam desde ontem doses industriais de tranquilizantes, após a decisão do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa de fazer acordo de delação premiada, e contar tudo. Ao lado do megadoleiro Alberto Youssef, Paulo Roberto Costa seria um dos chefes do “banco central” de caixa dois, pagamento de propinas e financiamento eleitoral. Se a dupla abrir a boca, a República cai inteira.

REDE DE LAVANDERIAS

A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em onze empresas usadas por Paulo Roberto Costa para “lavar” dinheiro da corrupção.

LAVANDO BILHÕES

O esquema de corrupção tocado pela dupla Youssef-Costa “lavou” mais de R$ 10 bilhões, segundo estimativas da Polícia Federal.

REAIS IMPORTADOS

O doleiro Youssef abastecia o esquema de corrupção comprando no Paraguai cédulas de reais gastos por brasileiros naquele país.

ESQUECEU RÁPIDO

Marina Silva esqueceu rápido o compromisso de preservar o legado de Eduardo Campos. Quase não há referências a ele no site oficial dela. Substituíram até as cores do PSB. Nem mesmo atribuem a Campos sua frase “Não vamos desistir do Brasil”, destacada no site.

SÓ UMA HÓSPEDE

Carlos Siqueira, ex-coordenador da campanha de Eduardo Campos, usou mal a expressão “hospedeira” para definir o papel de Marina Silva no PSB. Hospedeira é quem hospeda. Marina é “hóspede”.

VAGA DE JOAQUIM

Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) haviam concordado, numa conversa, que em caso de vitória de um deles, pediriam a Dilma para não indicar o substituto de Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal. Após a eleição, restarão dois meses para o fim do governo.

ASSIM É, SE LHE PARECE

Números do próprio governo mostraram que o Brasil teve o pior mês de julho dos últimos 15 anos, em termos de geração de empregos, mas a presidenta Dilma atribui a má notícia ao “uso eleitoral” do fato.

CASO DE POLÍCIA

Porraloucas ligados ao sindicato dos funcionários invadiram ontem a sala de trabalho do presidente da estatal de águas Caesb, em Brasília, e o mantiveram em cárcere privado por 40min, até a PM resgatá-lo.

TRANSPARÊNCIA OPACA

Apenas na penúltima semana de agosto, o Portal da Transparência, que estava parado desde maio, atualizou os dados de 2014. Agora estão discriminados os gastos para os meses de janeiro a julho.

DISPUTA PARAENSE

Uma das eleições mais disputadas ocorre no estado do Pará, onde o governador tucano Simão Jatene tenta manter a família Barbalho bem distante dos cofres públicos. Seu rival é Helder Barbalho (PMDB).

VETO ILEGAL

A propaganda da ex-prefeita de Fortaleza Luizianne Lins (PT) não tem aparecido na TV. Seria uma represália de Ciro Gomes, que comanda a campanha de Camilo Santana. Luizianne não pede votos para Camilo.

DEBANDADA

Após o ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, aceitar “delação premiada”, políticos graúdos embarcam para o exterior em plena campanha eleitoral. Pode ser fuga mesmo.


PODER SEM PUDOR

TRAIÇÃO NO CONGRESSO

O saudoso embaixador José Aparecido de Oliveira, testemunha de tantas lutas políticas - dos presidentes Jânio Quadros, de quem foi secretário particular, a Itamar Franco, em quem mandava - nunca teve a menor dúvida: "Na cabine indevassável, o homem trai!". O falecido presidente Tancredo Neves, por exemplo, detestava votações secretas no Congresso. Por quê?

- Dá uma vontade de trair... - dizia ele, com jeito moleque.

 
24 de agosto de 2014

MARINA SILVA, O COLAPSO DO SENTIDO

Na eleição de 2010, Marina ficou em terceiro no Acre. Pobres têm a mania de não saber o que é melhor para si

Nunca entendi, não creio que seja só por ignorância, o que diz Marina Silva. Esforço-me. Procuro identificar o sujeito da frase, busco o verbo, tento encontrar o complemento, procuro os termos adjuntos. Quando consigo pacificar a sintaxe, sou atropelado pela semântica ou por um complexo processo de formação de palavras, que vai da derivação imprópria a neologismos diversionistas, que simulam, no entanto, algo de sublime.

Um exemplo? Perguntaram a Marina se a Rede, o seu futuro partido, seria pragmático. Ela respondeu: "Será sonhático". Houve um úmido frenesi de satisfação. Tempos depois, muito pragmaticamente, ela resolveu estabelecer com o PSB o que prometia ser uma relação de mutualismo trófico: um tinha estrutura, mas não voto; o outro, voto, mas não estrutura. Depois daquele avião, o marinismo se tornou parasitoide do partido de Eduardo Campos, como achei que seria mesmo com ele vivo. No "parasitoidismo" (que é diferente do parasitismo, que o antigo PCB, por exemplo, mantinha com o MDB), o hospedeiro morre. Como morrerá o PSB. Vamos a uma pequena digressão que nos aproxima de uma natureza.

Em fevereiro de 2013, Marina reuniu a sua grei para dar largada à tal Rede. A líder do colapso do sentido formulou, então, aquela que, para mim, é sua mais formidável frase: "Estamos vivendo uma crise civilizatória e não temos o repertório necessário para enfrentá-la". Caramba! Não era um modesto diagnóstico sobre o Brasil, mas uma antevisão do apocalipse civilizacional.

Não quero chocar Remelentos & Mafaldinhas dos coquetéis molotov, mas repito o que observei então (is.gd/z9HUIV): em números relativos ou absolutos, nunca antes na história deste mundo, tantos homens viveram sob regime democrático, os seres humanos tiveram vida tão longa, houve tanta comida e tão barata, tivemos tantos remédios para nossos males, houve tantas crianças com acesso à educação, houve tantos humanos com saneamento básico... O repertório, em suma, nunca foi tão grande para responder aos desafios que nos propõem a natureza e a civilização. É certo que Marina não se inclui entre os ignorantes que identifica. Há ali a inflexão típica dos profetas --falsos, como todos. Fim da digressão aproximativa.

Quem faz política para salvar a humanidade não negocia, mas impõe. Marina, agora candidata do PSB à Presidência, não aceitou assinar compromisso nenhum, rejeitou acordos políticos firmados por Campos e impôs um nome para a coordenação da campanha. Ela se considera, por exemplo, pura demais para apoiar a reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) em São Paulo, que tem como vice Márcio França, do PSB, ex-braço direito de... Campos, aquele cujo retrato a agora presidenciável brandiu à beira do caixão.

Faço aqui um desafio a Marina. Ela é governo no Acre há 16 anos. Seu marido deixou nesta semana o cargo de secretário de Tião Viana (PT), mas seu grupo continua no poder. É um fato. Então que se comparem dois padrões de governança: um que ela aprova, desde 1999, e outro que ela reprova, o de São Paulo. Vamos ver em qual deles os indicadores sociais e econômicos avançaram mais nesse tempo. É óbvio que me refiro a avanço relativo, já que o Acre não chega a ter 800 mil habitantes, e São Paulo tem 43 milhões. O petismo e o marinismo governam, há quatro mandatos, uma população igual à da soma do Grajaú com o Jardim Ângela, dois dos 96 distritos da capital paulista. O grupo poderia ter operado uma verdadeira revolução na qualidade de vida, não é mesmo? Mormente porque, nos 12 anos recentes, tem um aliado no governo federal. Por alguma estranha razão, na eleição de 2010, Marina só venceu no Distrito Federal, que tem a renda per capita mais alta do país, e ficou em terceiro no Acre. Pobres têm a mania de não saber o que é melhor para si. Os ricos sempre sabem.

"Olhem o Reinaldo pegando no pé de Marina, a exemplo dos sites governistas, financiados com dinheiro público!" Esses caras que se danem! Não são meus juízes quando reprovam ou aprovam o que escrevo. Eu quero é ver os políticos disputando territórios --de poder, de linguagem e de futuro-- que são deste mundo. Sou só um cristão que repudia misticismos, o novo ópio --ou a clorofila-- dos intelectuais.


24 de agosto de 2014
Reinaldo Azevedo, Folha de SP

FIO TERRA

Renovar os meios e os modos da política é preciso, disso não há dúvida, desta premência ninguém discorda, exceto os acomodados nas más intenções de sempre.

A candidata do PSB, Marina Silva, pretende encarnar o desejo de mudança claramente posto pelo público em toda parte, levantando o estandarte de combatente da política tradicional. Tem chance de êxito como se viu na primeira pesquisa de intenções de voto em que aparece como candidata a presidente. Mas, como também estamos vendo nos primeiros movimentos decorrentes da reorganização da campanha após a morte de Eduardo Campos, o caminho não é suave.

O simples fato de a reunião entre a cúpula do PSB e o grupo de Marina Silva na quarta-feira ter durado o dia todo já diz algo sobre a dimensão dos obstáculos. Estivessem todos tão de acordo como querem fazer crer as declarações oficiais, bastariam poucas horas para alguns ajustes. Afinal, a decisão principal estava tomada, seria ela a candidata. Se os partícipes da aliança precisaram gastar tanto tempo, foi porque havia arestas.

Foram aparadas? A julgar pelos acordes iniciais, não. O secretário-geral do PSB, Carlos Siqueira, deixou a campanha se queixando dos modos autoritários de Marina; o substituto na coordenação-geral será alguém da confiança dela.

Mais: a ex-senadora tratou de assegurar o controle do comitê financeiro, como quem cria uma rede de proteção contra possíveis cortes de "oxigênio"; e já avisou que não estará em palanques aliados ao partido em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O registro da candidatura no Tribunal Superior Eleitoral ainda não saiu (a burocracia leva alguns dias) e Marina Silva deixou de se comportar como hóspede para se movimentar com a desenvoltura de dona da casa.

Parece referida na campanha de 2010. Existem diferenças: primeira, agora não é dona da casa. Há condôminos, vale dizer, as seções regionais do PSB, que podem resolver simplesmente abandoná-la e aderir aos adversários devido ao descumprimento de acordos anteriormente firmados.

Marina não é, como em 2010, candidata de si mesma. Há certas tradições na política que não devem desprezadas nem confundidas com velhos vícios. A honra do compromisso é uma delas.

Outra diferença: desta vez é candidata competitiva. A fim de que não perca essa condição, conviria que não perdesse também o fio terra no discurso. Voltamos aqui ao início à questão da renovação. Inovar é possível, desde que as soluções para a realização do sonho sejam factíveis e compreensíveis ao entendimento da maioria.

Contra fatos. O ex-presidente Lula levou a guerra contra a imprensa independente - que chama de "certa imprensa" - para o horário eleitoral. Muita gente viu nisso um gesto de apoio à proposta de controle social da mídia.

Pois pareceu muito mais uma maneira de convencer o eleitorado menos informado - e, portanto, alheio àquela discussão - de que as notícias desfavoráveis ao governo são falsas e que a verdade está ali, nas obras em panorâmica e nos números na casa dos bilhões.

Não tendo como responder às questões que estão aí para todo mundo ver, o governo lança mão da credibilidade de Lula para simplificar as coisas dizendo aos mais simples que é tudo mentira.

Como diz o arquiteto da obra, João Santana, "política é teatro".

Aparência. Pode ser que a presidente da Petrobrás, Graça Foster, não tenha tido, como alega, a intenção de burlar o processo de apuração da compra da refinaria de Pasadena pelo Tribunal de Contas da União, ao transferir seus bens para os filhos.

Mas, a fim de que não pairassem dúvidas, não deveria ter tomado tal providência no curso de um processo em que uma das hipóteses, mesmo remota, poderia vir a ser o bloqueio de bens.

 
24 de agosto de 2014
Dora Kramer, O Estadão

ENFIM, O AJUSTE RECESSIVO

A economia chega a uma situação da qual o político com experiência foge como o diabo foge da cruz

O PIB no segundo trimestre do ano será certamente negativo: a dúvida dos analistas é hoje apenas a intensidade da queda.

O André Muller, economista da Quest que acompanha a nossa conjuntura -confesso que não tenho mais energia para fazer isso-, prevê que a queda tenha sido de 0,4% em relação ao primeiro trimestre. Tem gente bem mais pessimista, mas aprendi a confiar nos números do André e vou adotá-los na coluna de hoje.

O André simulou o crescimento do ano como um todo com base em números do PIB -hipotéticos- para o terceiro e o quarto trimestre. Em seu cenário, para que o PIB do ano de 2014 como um todo chegue ao medíocre 0,5%, será preciso que o crescimento nos dois últimos trimestres do ano seja também ao redor de 0,5%. Uma hipótese hoje com tintas de otimismo.

No outro extremo, para que tenhamos recessão em 2014 -isto é, PIB do ano menor do que o verificado em 2013-, o crescimento nos próximos seis meses terá que ser também negativo, o que hoje parece a mim e ao André uma hipótese pouco provável.

Mas vejamos qual seria a performance da presidenta Dilma em seu primeiro mandato, caso os números do André estejam corretos:

2011: 2,7%;

2012: 1,0%;

2013: 2,5%;

2014: 0,5%.

Essa sequência de números, para quem tem acompanhado o metabolismo da economia brasileira no período entre 2009 e 2014, traz uma mensagem muito clara: o governo Lula, em seu último ano, e o da presidenta Dilma, em seus quatro anos de mandato, tentaram de forma sistemática evitar uma queda da atividade já contratada em 2009 pela crise externa que nos atingiu.

Os principais instrumentos utilizados nessa tarefa foram: a redução dos juros pelo Banco Central,a expansão do crédito pelos bancos públicos e, finalmente, o aumento vigoroso e continuado dos gastos públicos.

Para o analista com uma visão correta dos problemas que existiam na economia brasileira no ano eleitoral de 2010, estava claro que esses instrumentos iriam provocar um aumento da inflação e uma grande volatilidade no crescimento.

Se a tentativa de reviver a economia em 2010 via respiração boca a boca fazia sentido do ponto de vista político-eleitoral, a utilização desses mesmos instrumentos quando o PIB perdeu força na passagem de 2011 para 2012 deve ser catalogada como um sério erro de política econômica.

E o preço desse erro fica claro quando, no ano eleitoral de 2014, a economia chega exangue ao momento do voto. Uma situação da qual o político com experiência foge como o diabo foge da cruz.

O PIB é uma variável de difícil compreensão da grande maioria do eleitorado -ninguém come PIB, como já disse alguém recentemente-, mas seu baixo crescimento gera situações que chegam ao cidadão comum. É o caso da criação de emprego formal na economia e da taxa de desemprego.

Pois ontem tivemos a divulgação de dois números relativos ao mercado de trabalho. O IBGE divulgou a taxa de desemprego em quatro regiões metropolitanas, mostrando que a desaceleração do PIB ainda não chegou ao mercado de trabalho.

Com alguns ajustes feitos por analistas especializados nesses números, houve um ligeiro aumento no desemprego dessas regiões metropolitanas de 4,3% da População Economicamente Ativa em junho para algo como 4,5% em julho. Esse pequeno aumento não será suficiente para mudar a sensação de pleno emprego que existe hoje no Brasil.

A segunda estatística, divulgada pelo Ministério do Trabalho e que trata da criação de vagas formais em julho, também aponta para uma pequena redução do trabalho formal no país, ainda assim apenas nos números livres das flutuações sazonais (também insuficiente para alterar o humor do brasileiro quanto ao emprego). Talvez o número que mais repercussão terá nas expectativas seja o anúncio de mais de mil demissões na GM.

Mas, independentemente do timing eleitoral, o chamado ajuste recessivo continua a tomar conta da economia brasileira neste fim de mandato presidencial.

 
24 de agosto de 2014
Luiz Carlos Mendonça de Barros, Folha de SP