"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

PARA DEFENDER ILEGALIDADES DA TV GLOBO, PAULO BERNARDO MENTIU AO SENADO

 


O petista Paulo Bernardo fez o possível e o impossível para ajudar a TV Globo

Pode-se dizer que no final de sua gestão nas Comunicações, o então ministro Paulo Bernardo tenha sido infeliz ao responder a  um Requerimento de Informações  (nº 135/2014) apresentado pelo senador Roberto Requião, sobre irregularidades na transferência do controle acionário da TV Paulista para Roberto Marinho. Mas pode-se também simplesmente dizer que Bernardo mentiu deliberadamente, ao afirmar que não houve ilegalidades na operação que envolvia a concessão da emissora, que é hoje a TV Globo de São Paulo.

Realmente Bernardo mentiu, porque Roberto Marinho não providenciou a regularização alguma do quadro de acionistas da emissora, medida obrigatória e determinada pelas Portarias 163/65 e 076/70, assim como também não promoveu a regularização em obediência à Portaria 430/77, pois a única providência tomada por Marinho foi depositar no Banco Nacional a ínfima quantia de Cr$ 14.280,00, para se apossar do controle acionário da emissora, lesando mais de 600 acionistas, e tudo isso com o irrestrito apoio do governo militar.

ATO JURÍDICO PERFEITO

Nesse contexto, e por sua inesperada atitude, o ex-ministro Paulo Bernardo está a dever à sociedade brasileira uma bem fundamentada justificativa, para explicar como conseguiu transformar em ato jurídico perfeito as graves ilegalidades cometidas por um concessionário de serviço público, em detrimento da moralidade administrativa e sobretudo em prejuízo do direito líquido e certo das mais de 600 famílias lesadas, que participaram da fundação da Rádio e Televisão Paulista S/A (hoje, TV Globo de São Paulo) e que à época nem precisariam ser recadastradas, pois havia registro de todos os acionistas.

Assim agindo, o então ministro Paulo Bernardo desobrigou os atuais controladores da Organização Globo de esclarecerem tamanhos desacertos societários.
Com sua nada convincente resposta ao Requerimento 135/2014, o titular das Comunicações dispensou a Organização Globo de explicar por que, ao supostamente convocar os acionistas para a Assembleia Geral Extraordinária de 10/02/65, Roberto Marinho fez publicar um anúncio de apenas 5 centímetros em jornal oficial pouco lido, assim facilitando a tomada do controle da emissora, que ele alegara ter comprado do executivo Victor Costa Júnior, que nem acionista era.

OUTRAS ARMAÇÕES

Bernardo também dispensou a TV Globo de explicar por que Marinho fez publicar novamente, em junho de 1976, outro anúncio de apenas 5 centímetros, para ninguém ler, anunciando uma Assembleia que iria autorizar a transferência das ações dos acionistas que a ela não comparecessem, dizendo que isto era uma exigência das autoridades, quando na verdade não passou de uma esperteza montada para tentar regularizar o que deveria ter acontecido onze anos antes, pois o prazo fatal se esgotou em 19 de novembro de 1965. No caso, ao invés de regularização, houve usurpação, mas essa colossal diferença passou despercebida ao então ministro das Comunicações.

Além disso, o então ministro ignorou os vícios da Assembleia de 30 de junho de 1976, que se realizou nos mesmos moldes da anterior, ou seja, com a “presença” de acionistas majoritários mortos há mais de 20 anos (Hernani Junqueira e Manoel Vicente da Costa, entre outros), que “chegaram a assinar” o livro de presença ou “deram procuração com 20 anos de antecedência” para Roberto Marinho se apossar de suas ações.

Por tudo isso, como pôde Paulo Bernardo concordar com a “Nota Técnica” de seu Ministério, aceitando que a Portaria 430/77 tenha sido editada após o transcurso regular de um processo de transferência de ações que jamais existiu? Para o Poder Judiciário, nunca houve  aquisição de ações, mas apenas atos societários fraudulentos e que, uma vez denunciados, jamais poderiam continuar sendo referendados pelo atual governo ou por qualquer governo, pois uma concessão federal obtida mediante fraude não tem o menor valor legal e tem de ser automaticamente anulada, em qualquer país que tenha um mínimo de civilização.

DENTEL CONFIRMA A FRAUDE

Para encerrar, não foi só o Sr. Rogério Marinho que, com sua carta de 11 de agosto de 1975, deixou em maus lençóis, 40 anos depois, o então ministro das Comunicações. Também o Dentel registrou em 23 de julho de 1976 o parecer de nº 269/76, assinado pela assistente jurídica Lourdes Maria Balby Silva e assinalando:
…Convém, todavia, salientar que até a presente data, a sociedade não cumpriu a exigência constante da Portaria nº 2.637/76, que condicionou o exame de seus futuros pedidos à apresentação da relação atualizada de seus acionistas. Esclareço, entretanto, que, desta feita, na relação de sócios a ser apresentada deverá constar a distribuição proporcional das ações”.

No Parecer nº 509, do mesmo Dentel, de 28 de novembro de 1975, já era ressaltado que a TV Globo persistia na ilegalidade com relação à não regularização de seu quadro de acionistas. Depois, pela Portaria 1012, de 23 de julho de 1976, o Dentel homologou o aumento de capital da empresa, mas voltou a insistir na apresentação da relação atualizada de seus acionistas com a respectiva distribuição proporcional das ações oriundas do capital então homologado.

No ofício nº 097/75, de 17 de junho de 1975, o diretor da Divisão Jurídica do Dentel, Gaspar Grany Vianna, informou à diretoria da TV Globo de São Paulo S/A, que “compulsando os demais informes relativos à vida da sociedade, constatou-se pendente de cumprimento o disposto no Item II, da Portaria no. 2.707, de 3 de dezembro de 1973. Deverá V. Senhoria, portanto, apresentar relação atualizada dos acionistas, dependendo dessa apresentação o exame e decisão dos futuros pedidos a serem formulados por essa entidade”.

O Dentel considerava esta atualização societária necessária “para regularizar a situação jurídica da sociedade”, mas para o ministro Paulo Bernardo tudo isso supostamente já teria sido implementado e aprovado pela Portaria 076/70, dando a irrefutáveis atos ilegais uma interpretação de legitimidade totalmente descabida e agora desmascarada.

Enfim, o rei está nu. E o senador Roberto Requião, por meio de ofício, já solicitou ao Ministério, agora comandado por Ricardo Berzoini,  novas respostas ao Requerimento de Informações 135/2014, acompanhadas dos respectivos documentos, para não ter de fazer uso do parágrafo 2º, do artigo 50, da Constituição Federal (denúncia por crime de responsabilidade de autoridade).

O assunto é apaixonante e logo voltaremos a ele, sempre com absoluta exclusividade e informações rigorosamente verdadeiras.

21 de janeiro de 2015
Carlos Newton

O HUMOR DO ALPINO





21 de janeiro de 2015

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO 3


 
Os juros médios cobrados no Cartão de Crédito chegaram a absurdos 11,22% ao mês - o equivalente a estratosféricos 258,26% ao ano -, na medição de dezembro feita pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade. A Anefac constatou que esta é a maior usura registrada desde julho de 1999, quando a taxa era de 11,74% ao mês (ou 278,88% ao ano).
Em novembro, a taxa já tinha chegado a 10,90% ao mês (ou 246,08% ao ano).
 
A conivência governamental com os abusos de bancos e financeiras no Brasil é tão ou mais grave que os infindáveis escândalos de corrupção. Outro vilão dos brasileiros (mais de 60% das famílias estão endividadas) é os juros do cheque especial. A taxa média cobrada em dezembro chegou a 8,92% (ou 178,80% no ano).
O juro médio cobrado nas operações de crédito atingiu 6,30% ao mês (ou 108,16% no ano). Por isso é mais fácil ser ministro da Fazenda indicado por banqueiro (que lucra fácil) do que ser um mero cidadão-eleitor-contribuinte ou empresário no Brasil da usura.
 
Quem ousa produzir também se ferra no capimunismo brasileiro, onde a taxa básica de juros da economia (a selic) deve subir ainda mais, encarecendo o já inviável crédito. Os juros médios cobrados de empresas continuam subindo. Os juros no capital de giro chegam a 2%. A taxa de descontos de duplicatas bateu 2,60% em dezembro. A tal conta garantida cobrou juros de 6,02%. Os números de janeiro tendem a piorar ainda mais a situação dos cidadãos e empresários endividados.
 
Não será o tsunami de corrupção que derrubará Dilma Rousseff. O desgaste fatal para ele virá, em alta velocidade, pela desestruturação econômica dos cidadãos comuns. Endividados, com dificuldades para arrumar emprego novo ou com os rendimentos mensais achatados pelo descontrole dos preços relativos da economia, os encalacrados farão a pressão necessária para a desgraça de Dilma que insiste no modelo ortodoxo de proteção usura dos banqueiros porque eles ajudam a rolar a gastança e o desperdício da corrupta máquina pública.
 
Quem tem o boi na sombra e continua ganhando dinheiro por inércia ou por estar em alguma atividade aquecida, ou que não é tão penalizada nos ganhos por qualquer crise, continua numa boa. Mas quem não tem como fechar as contas no final do mês começa a ficar pt da vida, e pronto para dar o troco, a qualquer momento, na quadrilha de incompetentes que infesta o poder há quase 13 anos no Brasil...
 
Enquanto a maioria se ferra, ainda assistimos à guerra intestina pelos poderes apodrecidos. A autofagia, as vaidades e a roubalheira sistêmica farão o PTitanic afundar. Alguém ainda consegue ter dúvidas de que vai dar merda no final?

Relaxem e gozem


 
Diferença entre comunistas


Tudo afundando

 
Vingança
                           
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

16 de janeiro de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

NOTAS POLITICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO 2

Empresa que Cerveró opera com três sócios na Irlanda é o alvo da Lava Jato contra políticos e empreiteiros

 
 
Uma offshore sediada na Irlanda, cujos três acionistas ainda não foram totalmente identificados, é o alvo de investigações da força tarefa da Operação Lava Jato, após a decretação da prisão preventiva do ex-diretor Internacional da Petrobras, Nestor Cerveró. A empresa seria uma das centrais de operação, na Europa, do grupo que Cerveró representa. Os caminhos irlandeses da grana que foi desviada do Brasil podem levar aos nomes de importantes políticos envolvidos no Petrolão - um aprimoramento bilionário daquele Mensalão que hoje só pune, de verdade, Marcos Valério, Roberto Jefferson e (por enquanto) João Paulo Cunha (que logo será terá direito à prisão domiciliar).
 
O mais tenso com a prisão de Nestor Cerveró é o presidente do Senado. Renan Calheiros é tido como o "maior padrinho" de Cerveró. Revelações comprometedoras que ele venha a fazer têm tudo para inviabilizar a fácil reeleição de Renan para a presidência do Congresso Nacional. Cerveró sentirá a "pressão da cadeia". O juiz Sérgio Fernando Moro, da 13a Vara Federal em Curitiba, decretou a prisão dele com a certeza de que dificilmente o Supremo Tribunal Federal venha a conceder um habeas corpus até o depoimento dele, previsto para fevereiro, sem data ainda agendada oficialmente. Entre 2012 e 2014, Cerveró movimentou, lá fora, US$ 27 milhões de dólares.
 
O Ministério Público Federal também acredita que são grandes as chances de Cerveró continuar preso e aderir à colaboração premiada. A crença é baseada no fato objetivo de que Cerveró está "cercado". Outras 15 delações forneceram provas concretas do envolvimento dele no esquema ligado ao lobista Fernando Baiano. Ele e Cerveró são suspeitos de receber US$ 40 milhões de propina nos anos de 2006 e 2007 para intermediar a contratação de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México. Fernando seria ligado ao PMDB. Mas o partido nega qualquer envolvimento com ele. Claro...
 
Como o Alerta Total antecipou ontem, a turma do Palhaço do Planalto também está apertadinha com a prisão de Cerveró, que tem fortes relações em Londres (de onde veio de viagem - e não de Paris, onde políticos brasileiros costumam usar como base para lavar dinheiro). Na avaliação dos nervosos assessores próximos a Dilma, Cerveró causaria mais danos ao PMDB que ao PT. Ele tem ligação direta com um Senador (ninguém confirma que seria Renan Calheiros) e três deputados peemedebistas.  
 
Se Cerveró realmente falar, o núcleo de empreiteiros da Lava Jato vai se complicar, definitivamente.
 
Coisa feia
 
 
Operação Suíça
 
Uma equipe formada pelo chefe de gabinete da Procuradoria Geral da República e por procuradores que atuam na força-tarefa no Paraná embarcará no próximo domingo para a Suíça.
 
O objetivo analisar provas produzidas por autoridades de lá que foi o principal destino das propinas pagas pelos esquemas da Lava Jato.
 
Se derem uma passada na Irlanda, a coisa ficará mais complicada ainda...
Cris K. denunciada...
 
O promotor federal argentino Alberto Nisman denunciou nesta quarta-feira a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, pela suposta negociação de um "acordo de impunidade" com o Irã para encobrir os acusados do atentado contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que causou 85 mortes em 1994.
Em um processo com cerca de 300 páginas, Cristina foi acusada pelos crimes de "encobrimento agravado, descumprimento do dever de funcionário público e impedimento de um ato funcional".
Como é duro viver em um País onde o Ministério Público Federal tem a coragem de denunciar a Presidente da República...
 
Rainha da Sucata
 
 
Ainda no Apagão
 
A Batcaverna continua sem energia, por incompetência da AES Eletropaulo, que não cuida da poda de árvores e nem faz manutenção correta dos transformadores velhos e do horroroso emaranhado de fios de sua rede aérea.
 
Por isso, fazemos uma edição curtinha, de emergência.
 
Novamente, agradecimento ao Bar do Val, que além de uma comida e cachaça de qualidade, também colabora com energia para o leitor do Alerta Total não sofrer um completo apagão jornalístico.
 
Sem fim...
 
 
                           
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!
 
16 de janeiro de 2015
Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

NOTAS POLÍTICAS DO JORNALISTA JORGE SERRÃO

 
O Palhaço do Planalto ficou apertadinho com a surpreendente prisão preventiva de Nestor Cerveró, assim que o ex-diretor internacional da Petrobras desembarcou no Aeroporto Internacional Tom Jobim, vindo de Paris. Agora, o medo é que a temporada na cadeia leve Cerveró a partir para a "colaboração premiada". A reza forte no governo é para que ele seja libertado depressa, via habeas corpus, do mesmo jeitinho como aconteceu com Renato Duque, ex-diretor de Serviços.

O cagaço é concreto. Cerveró estaria negociando, nos bastidores, para não ser preso. Ele teria indicado que poderia revelar os nomes concretos de quem lhe dava ordens para os negócios na Petrobras. Denunciaria os nomes de Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Aloísio Mercadante como os responsáveis por "ordens superiores". Também iria dizer que chegou a receber orientações de dentro do Presídio da Papuda, onde José Dirceu de Oliveira e Silva e outros mensaleiros estiveram presos. Cerveró também envolveria o presidente do Senado, Renan Calheiros. Agora, como foi preso, terá a opção de nada falar ou, de repente, entrar na "colaboração premiada".
 
O MPF tinha pedido a prisão de Cerveró por "indícios de que o ex-diretor continua a praticar crimes e se ocultará da Justiça". O MPF obteve informações do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) de que logo após o recebimento da denúncia e durante o recesso do Judiciário, o ex-diretor tentou transferir para sua filha R$ 500 mil - mesmo considerando que com tal operação haveria uma perda de mais de 20% da aplicação financeira. Cerveró também teria transferido recentemente três apartamentos adquiridos com recursos de origem duvidosa, em valores menores do que eles valeriam, de R$ 7 milhões por R$ 560 mil.
 
O advogado de defesa Nestor Cerveró, Edson Ribeiro, reclama que as justificativas do Ministério Público Federal para o pedido de prisão preventiva não têm fundamento. Segundo ele, não havia restrição judicial ou administrativa para que os bens fossem transferidos à família do cliente.
Edson explicou que a filha de Cerveró tem problemas de saúde e que, por isso, o ex-diretor colocou seu dinheiro à disposição dela.
 
O MPF pensa diferente. O lobista Fernando Baiano e Nestor Cerveró são suspeitos de receber US$ 40 milhões de propina nos anos de 2006 e 2007 para intermediar a contratação de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México. Fernando Baiano era representante de Nestor Cerveró no esquema, segundo a denúncia. Dificilmente, Cerveró será solto antes de ser ouvido pelo juiz Sérgio Moro, em audiência prevista para fevereiro.
Listona
 
Todas as denúncias oferecidas pelo MPF contra 39 investigados na sétima fase da Operação Lava Jato foram aceitas pelo juiz Sérgio Moro.
 
Pelo menos 23 dos denunciados são ligados às empreiteiras Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Mendes Júnior, OAS  e UTC:

- Alberto Youssef, suspeito de liderar o esquema de corrupção
- Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras
- Waldomiro de Oliveira, dono da MO Consultoria
- Fernando Soares, lobista conhecido como Fernando Baiano, apontado como um dos operadores do esquema de corrupção na Petrobras;
- Júlio Camargo, executivo da Toyo Setal
- Nestor Cerveró, ex-diretor da área Internacional da Petrobras
- Adarico Negromonte, apontado como emissário de Youssef
- Dalton Santos Avancini, presidente da Camargo Corrêa
- Eduardo Hermelino, vice-presidente da Camargo Corrêa
- Jayme Alves de Oliveira Filho, acusado de atuar com Youssef na lavagem de dinheiro
- João Ricardo Auler, presidente do Conselho de Administração da Camargo Corrêa
- Marcio Andrade Bonilho, sócio e administrador da empresa Sanko-Sider
- Ricardo Ribeiro Pessoa, presidente da construtora UTC
- Carlos Alberto Pereira da Costa, representante formal da GFD Investimentos, pertencente a Alberto Youssef e réu em outros processos ligados a Lava Jato;
- Enivaldo Quadrado, ex-dono da corretora Bônus Banval, que atuava na área financeira da GFD e réu em outros processos ligados a Lava Jato;
- João Procópio de Almeida Prado, apontado como operador das contas de Youssef no exterior;
- Sergio Cunha Mendes, vice-presidente executivo da Mendes Júnior;
- Rogério Cunha de Oliveira, diretor da área de óleo e gás da Mendes Júnior;
- Ângelo Alves Mendes, vice-presidente da Mendes Júnior;
- Alberto Elísio Vilaça Gomes, executivo da Mendes Júnior;
- José Humberto Cruvinel Resende, funcionário da Mendes Júnior;
- Antônio Carlos Fioravante Brasil Pieruccini, advogado que teria recebido propina de Alberto Youssef;
- Mario Lúcio de Oliveira, diretor de uma agência de viagens que atuava na empresa GFD, segundo delação de Alberto Youssef;
- João de Teive e Argollo, diretor de Novos Negócios na UTC;
- Sandra Raphael Guimarães, funcionária da UTC.
- Gerson de Mello Almada, vice-presidente da empreiteira Engevix
- Carlos Eduardo Strauch Albero, diretor da Engevix
- Newton Prado Júnior, diretor da Engevix
- Luiz Roberto Pereira, ex-diretor da Engevix
- João Alberto Lazzari, representante da OAS
- Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor-presidente da área internacional da OAS
- Fernando Augusto Stremel Andrade, funcionário da OAS
- José Adelmário Pinheiro Filho, presidente da OAS
- José Ricardo Nogueira Breghirolli, apontado como contato de Youssef com a OAS
- Mateus Coutinho de Sá Oliveira, funcionário da OAS.
- Dário de Queiroz Galvão Filho, executivo da Galvão Engenharia
- Eduardo Queiroz Galvão, executivo da Galvão Engenharia
- Jean Alberto Luscher Castro, diretor presidente da Galvão Engenharia
- Erton Medeiros Fonseca, diretor de negócios da Galvão Engenharia.
 
Milagreiro
 
Conhecido no mercado financeiro pelos anos de trabalho no Citibank, João Adalberto Elek Junior foi indicado para o cargo de diretor de Governança, Risco e Conformidade, para cumprir “a missão de assegurar a conformidade processual e mitigar riscos nas atividades da Petrobras, dentre eles, os de fraude e corrupção, garantindo a aderência a leis, normas, padrões e regulamentos, internos e externos à companhia”.
Elek Junior atuou como diretor de Relações com Investidores da Fibria Celulose entre agosto de 2010 e janeiro de 2012.
Antes disso, exerceu o mesmo cargo na operadora de TV a cabo NET, de março de 2007 a julho de 2010.
Também passou por diversas empresas do ramo de telecomunicações, como AT&T Brasil, Embratel e Telmex Brasil.
 
Apagão moral
 
A previsão é de duas novas majorações das tarifas de energia este ano.
Nos seus cortes de verbas, o Governo anunciou a suspensão de recursos de R$ 9 bilhões destinados ao setor elétrico.
 
Caso as distribuidoras não consigam cobrir seus custos, o Governo nega a ajuda e repassa a conta para o consumidor.

Luto pelo Waldo X-Picanha

 
Uma manifestação em Curitiba lamentou ontem a morte do empresário Waldo Vaz, famoso na capital paranense por seus X-Picanhas.

Ele foi encontrado morto na noite de segunda-feira por funcionários em uma de suas lanchonetes, que teve a luz cortada pela Copel, por falta de pagamento, segundo um amigo do Alerta Total revelou:

"O senhor Waldo me disse na quinta-feira da semana passada que estava apavorado com a possibilidade de cortarem a luz do estabelecimento dele. Ele me confidenciou que seria a falência dele. E ao que tudo indicou ontem, estava sem a energia, pois os bombeiros não conseguiam acender nenhum equipamento para poderem trabalhar no socorro a ele, que ainda vivia.

 
Contra indicações
 
Articulando
 
Em visita ao Paraná, ontem, o candidato à presidência da Câmara e líder do PSB na Casa, deputado Júlio Delgado, reafirmou a necessidade de resgatar a imagem do Parlamento e defendeu a independência nas decisões do Congresso.
 
Delgado se reuniu, em Curitiba, com o governador Beto Richa (PSDB), no Palácio Iguaçu:
 
"Com esse apoio, poderemos colocar em pauta aquilo que a sociedade espera de nós, como a reforma política, o pacto federativo e tantas outras questões que o Parlamento tem a responsabilidade de debater e se coloca ausente, porque fica preso às amarras do que vem do Executivo."
 
Logo depois, viajou a São Paulo para uma reunião com outro tucano: o governador Geraldo Alckmin
 
Desistência


Censurazinha...
 

A chanceler alemã Ângela Merkel, a prefeita de Paris, Anne Hidalgo, e a chanceler da União Europeia, Federica Mogherini, foram “eliminadas” da foto oficial mostrando o grupo unido e abraçado numa caminhada dos 40 líderes mundiais, em Paris, em homenagem às vítimas dos atentados dos dias 7 e 9.
 
O jornal israelense ultraortodoxo HaMevaser (O Anunciador) foi quem praticou a censurazinha.
 
O expurgo da mulherada poderosa foi denunciado pelo site israelense Walla.com.

Sobe, desce...
 
 
Devagar, devagarinho...
Esta historia do ministro Levy dizer que vai aumentar os impostos aos pouquinhos, lembra o casal de namorados em que o rapaz insiste para botar só a cabecinha e a moça pergunta: e o que você faz com o resto?
- O resto é para levar e trazer a cabecinha!
Só a música "devagar, devagarinho", do Martinho da Vila, ilustra essa manobra do Levy, que corta com uma mão e puxa com a outra...
 
Levy Pimentinha

 
Infiel


Jogada de ex-craque


Obrigado, Val

Graças à energia elétrica do Bar do Val conseguimos colocar no ar a edição de hoje.

A Batcaverna continua sem energia elétrica - com nenhuma previsão de retorno.

Como é duro viver em cidade em que a gestão pública é pequenininha ou nem existe...
             
Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!
 
16 de janeiro de 2015
Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor.

BANCOS SUIÇOS AJUDAM A DESVENDAR O ESQUEMA DA PETROBRAS


CPMI PETROBRAS/ACAREAÇÃO
Bancos já forneceram a movimentação de Paulo Roberto Costa

Uma delegação da Justiça brasileira composta por procuradores da República desembarca na próxima segunda-feira, 19, na Suíça para buscar novos documentos relacionados com o escândalo de corrupção da Petrobras e de empresas envolvidas na operação Lava Jato. Eles terão acesso a extratos bancários e documentos que revelam o caminho do dinheiro que seria fruto de propina e que teria sido transferido para contas no país europeu.

Fontes suíças confirmaram que, entre os envolvidos, novos nomes e novos depósitos já foram identificados. Os suíços também darão aos brasileiros acesso a informações sobre quem teria feito os depósitos e quem os recebeu. Entre os nomes buscados na investigação estão Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, o suposto operador do PMDB, além de empreiteiras e seus intermediários.

Em novembro de 2014, uma primeira missão de procuradores viajou até Lausanne para iniciar a cooperação com os suíços. O acesso aos documentos naquela viagem garantiu, segundo os procuradores, a descoberta de novas informações sobre como agiam os suspeitos. Durante a viagem, os brasileiros tiveram acesso aos documentos e extratos bancários das contas do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

DINHEIRO REPATRIADO

As informações poderão ser fundamentais para a operação Lava Jato. Ficou estabelecido também naquele momento que o dinheiro de Costa seria repatriado ao Brasil, ainda que a data e o procedimento não tenham sido fixados.

Orlando Martello, um dos procuradores que estiveram em Lausanne em novembro, confirmou que os documentos de movimentações de Costa foram fornecidos pelos suíços. Eles mostram quem fez pagamentos e quem recebeu o dinheiro, cerca de US$ 26 milhões.

No fim do ano passado, a Procuradoria da República no Paraná fez cinco denúncias contra 39 suspeitos, incluindo executivos de grandes empreiteiras. No início deste ano, os suíços iniciaram sua própria investigação e identificaram como as contas encontradas tinham uma relação direta com refinarias em Pernambuco e nos EUA. Em cinco contas em nome do ex-executivo da empresa foram encontrados os US$ 26 milhões.

O conteúdo dos extratos, quem alimentou as contas na Suíça e quem recebeu o dinheiro estão mantidos sob total sigilo. O que os suíços fizeram, porém, foi traçar a origem e o percurso do dinheiro, o que revelou um caminho e envolvidos até agora desconhecidos no Brasil. Algumas das evidências apontam que as contas e o esquema já funcionam há anos nos bancos suíços, principalmente em Genebra.

21 de janeiro de 2015
Deu em O Tempo

APÓS 529 MIL ALUNOS ZERAREM O ENEM, PÁGINA DE DILMA FAZ PIADA

       
 

Dilma Rousseff é, sem dúvida, uma presidente conectada. Fora seus afazeres que condizem com seu cargo, a petista é bem conhecida por sua atuação em redes sociais — por mais que por trás de suas páginas no Facebook, Instagram ou Twitter esteja uma equipe. Na última terça-feira (13), porém, uma postagem causou polêmica nas redes.

Logo após o anúncio de que as notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) terem sido colocadas no ar, a página oficial da presidente utilizou um meme com o apresentador Jimmy Fallon para brincar com o sentimento de apreensão dos candidatos. Com os dizeres “Aquele momento em que você vê sua nota boa no Enem”, o vídeo trazia o momento em Nicole Kidman fala ao apresentador que ficaria com ele.

As reações à postagem foram as mais diversas, mas o timing realmente não foi dos melhores. O site no qual era possível ver as notas estava instável e ficou algumas horas fora do ar, voltando a normalizar de noite. Nos comentários, muitas críticas ao meme utilizado. “Aquele momento em que eu tento entrar no site e não dá #fail”, comentou uma usuária.

Além do erro de tempo, usuários reclamaram bastante da postura “brincalhona” adotada pela página enquanto o Enem vem sendo alvos de muitas críticas. Em entrevista ao comentar o exame, Cid Gomes, ministro da Educação, salientou os 529 mil alunos que zeraram a redação e afirmou que “no Brasil se lê muito pouco”. Para alguns, a página errou ao fazer piada com o assunto.

CERVERÓ MENTE NO DEPOIMENTO E ALEGA QUE ESTÁ SEM DINHEIRO



Cerveró recebe uma aposentadoria vultosa

O ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, preso na Operação Lava Jato, disse em depoimento na manhã desta quinta (15) que tentou fazer resgate de uma previdência privada de aproximadamente R$ 400 mil porque estava em “dificuldades financeiras”, segundo o advogado Beno Brandão, que acompanhou a audiência.

“Ele era um diretor da Petrobras, que ganhava mais de R$ 100 mil por mês. Desde março, deixou de receber isso”, afirmou o advogado. Em março do ano passado, Cerveró foi demitido da BR Distribuidora, onde estava desde que deixara a Petrobras, em 2008.
Na quarta-feira (14), após a prisão de Cerveró, outro advogado dele, Edson Ribeiro, afirmou que o dinheiro poderia ser usado para ajudar uma filha.

“Ele estava com uma filha doente, ia viajar, e queria tirar o dinheiro de uma aplicação financeira para que ficasse disponível. É dinheiro proveniente de salários dele, declarado em imposto de renda. Qual é o crime nisso?”, disse Ribeiro, na manhã de ontem.

Durante três horas, Cerveró deu esclarecimentos sobre as movimentações financeiras que fez nos últimos meses e que motivaram sua prisão preventiva, cumprida na madrugada de quarta (14).
Segundo Brandão, o ex-diretor estava “firme” e “indignado”, em relação aos motivos da prisão, mas respondeu a todas as questões feitas pela polícia.

Em relação aos imóveis que transferiu para os filhos, Cerveró argumentou que as movimentações foram legais. “Todos os imóveis estão declarados no Imposto de Renda, pelo valor que consta na matrícula, e não foram adquiridos de uma hora para outra”, afirmou o defensor. “São fruto do trabalho dele.”

Além disso, o ex-diretor da área internacional da estatal falou sobre o aluguel de navios-sonda na empresa, em 2006, da Samsung. Cerveró foi denunciado e responde a um processo pelo episódio, sob acusação de ter recebido propina de R$ 53 milhões no contrato.
“Ele negou veementemente”, afirmou Brandão. “Não tem contas no exterior e nunca recebeu propina.”

Cerveró divide a cela na PF com o lobista Fernando Baiano, acusado de ter intermediado o negócio das sondas e o pagamento da propina. Ele também nega participação no caso.
O ex-diretor ainda deve ser ouvido novamente na semana que vem, sobre a compra da refinaria de Pasadena, que também está sob investigação da PF.

A defesa de Cerveró deve entrar ainda hoje com um habeas corpus no TRF (Tribunal Regional Federal), para tentar sua libertação. Os advogados argumentam que os motivos da prisão são “pontuais” e já foram esclarecidos à polícia.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - Ao que parece, Cerveró está tentando concorrer à Piada do Ano. Ele é funcionário de carreira da Petrobras e se aposentou como diretor ou, no mínimo, como gerente. Ganha complementação pelo fundo de pensão Petros e deve faturar algo em torno de R$ 60 mil mensais, no mínimo. Sua declaração à Polícia Federal e ao Ministério Público é ridícula e patética. Se foi o advogado que o instruiu a dizer essa bobagem, precisa ser urgentemente demitido. (C.N.)

21 de janeiro de 2015
Estelita Hass Carazzai
Folha

É INACREDITÁVEL JULGAR QUE O ESQUEMA DA PETROBRAS CONTINUE FUNCIONANDO




O Ministério Público Federal sustenta que existem indícios de que o esquema de corrupção na Petrobrás continua funcionando. Ao requerer a prisão preventiva do ex-diretor de Área Internacional, Nestor Cerveró, os procuradores da República que integram a força tarefa da Operação Lava Jato foram taxativos. “Não há indicativos de que o esquema criminoso foi estancado. Pelo contrário, há notícias de pagamentos de ‘propinas’ efetuados por empresas para diretores da Petrobrás mesmo em 2014.” O MPF não detalha estes pagamentos.

Os procuradores afirmam que Nestor Cerveró integra “a mais relevante organização criminosa incrustada no Estado brasileiro que a história já revelou”. Eles destacam que o ex-diretor é beneficiário de “um esquema de corrupção multibilionário na Petrobrás”.

A Procuradoria anota que o esquema envolvia a indicação, por partidos políticos, de diretores da estatal, “os quais ficavam responsáveis por desviar dinheiro da estatal em benefício próprio, dos partidos e de agentes políticos”.

“Note-se que uma das empresas, a Camargo Correa, havia sido investigada por fatos similares anos antes, na Operação Castelo de Areia, sem que o esquema por isso tenha se encerrado”, informam os procuradores. “Os agentes envolvidos nessa espécie de crime contam desde já com a impunidade alcançadas em outros casos e, no máximo, postergarão pagamentos, acumulando dívidas e saldos a liquidar com agentes públicos.”

MALUF E NICOLAU

No pedido de prisão de Cerveró, o Ministério Público Federal comparou sua situação à de outros personagens emblemáticos dos tribunais brasileiros, entre eles o ex-prefeito Paulo Maluf (1993-1996) e o juiz Nicolau dos Santos Neto, ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho em São Paulo – ambos acusados de manterem valores desviados do Tesouro em paraísos fiscais.

Os procuradores da República que integram a força tarefa da Operação Lava Jato destacaram a possibilidade de o ex-diretor da estatal ocultar dinheiro ilícito no exterior em nome de offshores, estratégia adotada por Maluf e Nicolau e também por um outro ex-diretor da própria Petrobrás, Paulo Roberto Costa (Diretoria de Abastecimento), segundo acusações formais do Ministério Público.

“Nesse esquema, empresas privadas pagavam “propinas” milionárias, para obter benefícios desmedidos, em prejuízo da Petrobrás, em contratos de centenas de milhões ou bilhões de reais. Veja-se, por exemplo, que no caso denunciado os contratos obtidos pela Sansung, mediante o pagamento de propinas de 53 milhões de dólares a Cerveró, Fernando Baiano e Julio Camargo, somam mais de 1 bilhão de dólares.”

ENRIQUECIMENTO ILÍCITO

“O que é certo, de tudo isso, é o enriquecimento espúrio e a falta de conhecimento por parte do Estado de onde estão as dezenas de milhões de reais que (Cerveró) recebeu criminosamente”, assinalam os cinco procuradores que subscrevem o pedido de prisão do ex-diretor da Petrobrás.
Eles fazem referência à propina de US$ 30 milhões que Cerveró teria recebido para aprovar a contratação de sondas de perfuração de águas profundas na África e no Golfo do México, quando ele ocupava a Diretoria de Área Internacional da estatal.

“Sabe-se que o dinheiro não está com Cerveró, porque não está em suas contas no Brasil. Se fosse mantido sob seu nome, no exterior, provavelmente bancos e países já teriam comunicado. Como no caso de Paulo Roberto Costa, Paulo Maluf, Nicolau dos Santos Neto e tantos outros, o provável é que o dinheiro esteja sob o nome de empresas de fachada – offshores – no exterior, cujos proprietários beneficiários serão ele mesmo e parentes seus.”

Ao alertar sobre o risco de fuga de Cerveró, os procuradores alertam que ele mantém “vultoso patrimônio oculto do Estado, aproximadamente R$ 53 milhões só em propina” e relembram de outros personagens da crônica policial brasileira, como o médico Roger Abdelmassih, o ex-banqueiro Salvattore Cacciola e o ex-diretor do Banco do Brasil e réu do Mensalão Henrique Pizzolato – todos fugiram tranquilamente do País.

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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG - É inacreditável julgar que o esquema de corrupção continua funcionando. Numa empresa desse porte, sempre haverá algum tipo de corrupção, mas achar que a quadrilha montada por dirigentes/empreiteiros/políticos continua em ação? Isso parece ser uma força de expressão usada pelos procuradores, ao pedir a prisão preventiva de Cerveró. Ou não, como diz Caetano Veloso? (C.N.)

21 de janeiro de 2015
Ricardo Brandt, Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo
Estadão