"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 4 de janeiro de 2014

OS DOIS TABUS


Desde que o mundo é mundo, a humanidade cultiva dois temas sensíveis: raça e religião. Lidar com eles requer prudência e tato. Evitar acidentes é dever de todos.

Embora a razão de ser de toda religião seja a crença na continuação da vida após a morte física, a diversidade de ritos, dogmas, preceitos, obrigações, proibições é notável. Cada credo tem seu catálogo de regras. O assunto, delicado, é daqueles que se há de tratar com luvas e pinça. Muita guerra já se travou e muita gente já morreu por divergências religiosas.

O Brasil teve sorte. As práticas animistas dos habitantes originários e o aporte de tradições africanas atenuaram a rigidez e o dogmatismo de colonizadores e de imigrantes. Embora nem sempre nos apercebamos disso, é de reconhecer que não padecemos de conflitos religiosos. Vão longe os tempos da Controvérsia de Valladolid, da Inquisição e das conversões forçadas. O afluxo de gente de vários quadrantes incutiu tolerância à índole nacional.

Visto assim do alto, esse traço de nosso caráter pode até parecer banal. Pois não é. Há pontos no globo onde ainda se luta por divergências de fé. Como prova, estão aí a Irlanda do Norte, o Egito, o Sudão, o Tibete. Até na Europa Ocidental, fricções de ordem religiosa obrigam parlamentos a legislar sobre vestimenta feminina - o porte da burca ou do véu islâmico, por exemplo. Em nossas terras, a sunga e o fio dental já cuidaram de banir esses rigores. Nosso problema está resolvido.

O racismo, outro tema sensível, planta raízes nos estratos mais primitivos do subconsciente. É a manifestação da desconfiança que dedicamos aos que não pertencem a nosso clã. Na prática, esse sentimento se exprime por meio da repulsa aos que têm cor de pele diferente da nossa, que não falam nossa língua, que não se comportam como nós. Em resumo: rejeitamos o que foge à norma.

Países onde coexistem etnias diferentes costumam ser palco de fricções. Um nada pode provocar conflitos. Essa intolerância está na raiz de atritos crônicos na Palestina, na Síria, no Iraque, na Índia, na Rússia. Na mesma linha, rebeliões nas periferias francesas e surtos de violência nos EUA nos lembram que a paz racial está longe de ser conquista planetária.

Múltiplos fatores forjaram o Brasil. Temos qualidades de fazer inveja: clima agradável, gente afável, ambiente tolerante, povo acolhedor. Mas arrastamos problemas pesados: corrupção, paternalismo, baixa instrução crônica, gritantes disparidades econômicas.

"Deus é brasileiro", dizemos às vezes. Pois olhe, ainda que não passe de um dito jocoso, o fato é que, até hoje, conseguimos escapar da armadilha dos dois grandes tabus. Costumamos encarar com bonomia a diversidade religiosa de nosso povo. Tem até gente que professa duas religiões! A fé - ou a descrença - de cada um não constitui obstáculo à convivência. Na esfera racial, a intensa miscigenação do povo é a prova maior de que a tolerância e a flexibilidade são a regra, não a exceção. E é melhor assim.

Sabe-se lá por que, de uns anos para cá, o ideal de igualdade e de unidade que alicerça nossa sociedade vem sendo artificialmente solapado. O elenco de normas oficiais passou a dispensar tratamento diferente a determinadas categorias de cidadãos segundo critérios raciais. Cotas e quilombos - noções inexistentes até há pouco tempo - entraram na pauta da modernidade brasileira.

A intenção, apesar de leviana, foi nobre. Já o resultado, a médio prazo, pode escorregar para ladeira perigosa e não prevista. "Discriminação positiva" é conceito ambíguo: positiva ou negativa, discriminação será sempre discriminação. Para subir de um lado, a gangorra tem de descer do outro. A cada vez que um grupo de cidadãos for privilegiado, a lógica elementar ensina que outro grupo será obrigatoriamente defraudado.

Políticas desse jaez trafegam na contramão do processo civilizatório - são danosas para a consolidação de um sentimento de unidade nacional. Pelo contrário, podem atiçar melindres raciais, semear ressentimentos e abalar a concórdia que costumava reinar entre nós.

Se o nível de instrução pública é baixo, que se faça o necessário para elevá-lo. Dar como favas contadas que alguns são menos instruídos que outros unicamente por terem cor de pele diferente é generalização barata, uma falácia, uma ofensa. Estamos cutucando a onça com vara curta. Cuidado, ela pode se enervar! Que a aragem leve do novo ano sopre sabedoria a nosso legislador. Mais vale recuar enquanto é tempo.
04 de janeiro de 2014
José Horta Manzano

EMBUSTE IDEOLÓGICO x GUERRA PSICOLÓGICA


 
Sem as marmeladas que o público idiotizado costuma acompanhar nas lutas de UFC, teremos neste ano de 2014 no ring político-econômico uma luta prá valer: “Embuste Ideológico” x “Guerra Psicológica”.

Conforme descreve o excelente comentarista e conhecedor do pugilismo histórico, Eros Grau, o ataque caberá ao “Embuste Ideológico”. Grau, jurista e ministro do STF, defende o Estado de Direito e aponta os golpes baixos (e sujos) do lulo-petismo querendo subverter a ordem republicana em favor da máfia dos mensaleiros.

Do outro lado, a porta-voz do PT-governo, Dilma Rousseff, incentiva a “Guerra Psicológica” já na lona de uma economia baleada, defendendo-a mesmo assim diante da platéia que vaia. Dilma foi imposta ao eleitorado como ‘a gerentona’, quando na realidade era somente uma excelente maquiadora da face numérica do governo.

Como até os leigos constatam, a Presidente falseia a contabilidade aplicada no setor público, não aceitando conselhos e denúncias, nem tolerando críticas. Em vez de fazer como faria um estadista, reconhecendo a conjuntura econômica real, imputa a responsabilidade pela derrocada a “alguns setores que fazem guerra psicológica para inibir investimentos”.

A virtual “Guerra Psicológica” representa a inépcia do PT-governo, vestindo a camisa do fracasso dos PACs marqueteiros; dos atrasos nos serviços públicos; da paralisia nos setores básicos da Educação, Saúde e Segurança; da oscilação para baixo da balança comercial; e da quebra da icônica Petrobras.

Será que Freud – o pai da psicanálise – explicaria um lutador preparado no engodo, com treino aparelhado pelos companheiros, com assaltos ao Erário pelas ‘consultorias’ dos pelegos, sem assistência médica e uma Educação de 57.º lugar entre as nações?

Na verdade, a “Guerra Psicológica” é a própria Dilma – fantoche manipulado pelo mais desacreditado dos treinadores, Lula, ex-pelego da Volkswagen e/ou “O Barba”, antigo informante do Dops, segundo o delegado Tuma Júnior.

Como crer em quem vai à televisão enumerar, mentiras cabeludas? Falar de “equilíbrio das contas públicas e do controle da inflação”, esse equilíbrio mascarado com exportação de bens que não saíram do País? …E o controle da inflação cujo retrato, a carestia, está à vista de todos?

Como levar a sério a referência ao “pibinho’ dizendo que é possível melhorá-lo porque “sempre haverá algo para ‘fazer’, ‘retocar’ e ‘corrigir’”?

Como conferir veracidade em quem lista como realizações suas uma reforma agrária engessada, o salário mínimo de um terço do necessário (segundo o Dieese) e um menor índice de desemprego baseado em bolsas-esmolas?

O discurso enganador de Dilma joga ácido nos olhos dos bem informados, ao dizer que “o Brasil vive seu melhor momento”. Na economia, não é, com a queda da Bovespa e a subida do dólar; na política, ainda menos, com o partido no poder e seus satélites oportunistas solapando o Estado de Direito pela submissão do Legislativo e a tentativa de desmoralizar o Judiciário.

Desse jeito, resta a translucidez do embuste ideológico imposto aos brasileiros pela propaganda bilionária; e, muito pior, acentua o descrédito dos atores da tragicomédia que o PT protagoniza nos onze anos de poder.

Anos atrás o professor e historiador Leôncio Basbaum, de formação marxista, comentou num círculo íntimo que embora contribuísse para isto, temia que o partido comunista tomasse o poder no Brasil. Sabia da fragilidade da ideologia pequeno-burguesa dominante e dos sindicalistas despreparados que iria, sem dúvida, aviltar a proposta política e degenerar a ideologia.

Mil vezes pior do que o Partidão em todos os aspectos, o PT, sem uma proposta objetiva e sem ideologia, equilibra-se no fio da navalha vendo enfumaçar-se o culto da personalidade de Lula e assumindo a inoportuna e repugnante defesa dos quadrilheiros do Mensalão. E é assim que a “Guerra Psicológica” vai a nocaute!
 
04 de janeiro de 2014
Miranda Sá

EM NOTA, AÉCIO PROVA QUE DILMA MAQUIOU SUPERAVIT


 
'Não é verdade que o governo alcançou integralmente a meta para o resultado primário. Isso aconteceu porque o Governo Federal contou com uma receita atípica, que não ocorrerá nos próximos anos, de R$ 35 bilhões - R$ 15 bilhões da concessão do Campo de Libra e R$ 20 bilhões do Programa de Recuperação Fiscal (REFIS). Sem essa receita extra, o Governo Central teria fechado o ano com um superávit primário de apenas R$ 40 bilhões, quase a metade o superávit programado.

Os dados oficiais divulgados até novembro mostram que a despesa do Governo Central cresceu R$ 102,1 bilhões, 14% de crescimento nominal, quase o dobro do crescimento do PIB nominal. Nesse mesmo período, o crescimento do investimento público do Governo Federal foi de apenas R$ 3,5 bilhões, ou 6,4%. Ou seja, a despesa não financeira do Governo Central cresce muito rápido, 14% de janeiro a novembro, enquanto o investimento público está praticamente estagnado em termos reais e em queda como porcentual do PIB".
 
 
Aécio Neves, presidente do PSDB

A CONDENAÇÃO DO BRASIL AO TERCEIROMUNDISMO

Tirando o sempre fantástico agronegócio, exportações brasileiras só cresceram para paisecos. Dilma e o PT estão condenando o Brasil ao eterno terceiromundismo.

 
Esta lâmina, do power point do Ministro da Maquiagem, Fernando Pimentel, quando apresentou a caótica balança comercial do país, havia chamado atenção. Como não sou economista, não consegui fazer o raciocínio rápido e completo. Mas não me saía da cabeça ver o Brasil perdendo posições justamente nos mercados mais competitivos e aumentando suas vendas em países que vivem uma profunda crise, como Argentina, Venezuela e até mesmo Cuba. Vejam na tabela, marcado em vermelho, onde as nossas vendas caíram. E vejam, acima, onde elas aumentaram. Desconsiderem a China. A participação chinesa não é em produtos industrializados. Eles importam commodities do agro e da mineração. Hoje, ao ler o artigo de Rolf Kuntz no Estadão, caiu a ficha. Estamos vendendo manufaturados apenas para paisecos, pois a nossa indústria não tem mais competitividade, seja por falta de tecnologia, seja pela falta de acordos comerciais, seja pelo tremendo custo que o PT impõe sobre a mesma na carga tributária e na legislação trabalhista. Mas o maior problema é político. É a defesa do terceiro-mundismo fantasiado de multilateralismo que afunda o Brasil.  Abaixo, o artigo assustador.
 
ROLF KUNTZ
 
O pior saldo comercial em 13 anos - o pitoresco e discutível superávit de US$ 2,56 bilhões - está longe de ser um desastre isolado. Os números da balança retratam com precisão a crise brasileira: uma indústria com enorme dificuldade para competir, o descompasso entre consumo e produção, a política econômica feita de remendos e improvisações e a dependência cada vez maior de uns poucos setores ainda eficientes, com destaque para o agronegócio e a mineração. O menos importante, nesta altura, é apontar a exportação fictícia de plataformas de petróleo, no valor de US$ 7,74 bilhões, como evidente maquiagem dos números. Muito mais instrutivos, nesta altura, são outros detalhes. Uma dissecção da balança comercial, mesmo sumária, dá uma boa ideia dos estragos acumulados na economia em dez anos, especialmente nos últimos seis ou sete.
 
Sem os US$ 7,74 bilhões das plataformas, a exportação de manufaturados fica reduzida a US$ 85,35 bilhões. Para igualar as condições convém fazer a mesma operação com os números de 2012. Eliminada a plataforma de US$ 1,46 bilhão, a receita desse conjunto cai para US$ 89,25 bilhões. Sem essa depuração, o valor dos manufaturados cresceu 1,81% de um ano para o outro, pela média dos dias úteis. Com a depuração, o movimento entre os dois anos é uma assustadora queda de 5,13%.
 
Alguns dos itens com recuo de vendas de um ano para o outro: óleos combustíveis, aviões, autopeças, veículos de carga, motores e partes para veículos e motores e geradores elétricos. No caso dos aviões, a redução de US$ 4,75 bilhões para US$ 3,83 bilhões pode estar relacionada com oscilações normais no ritmo das encomendas e da produção. Mas o cenário geral da indústria é muito ruim. No caso dos semimanufaturados, a diminuição, também calculada pela média dos dias úteis, chegou a 8,3%.
 
Não há como atribuir esse resultado à crise internacional, até porque várias economias desenvolvidas, a começar pela americana, avançaram na recuperação, Para a América Latina e o Caribe, grandes compradores de manufaturados brasileiros, as vendas totais aumentaram 5,6%. Mesmo para a Argentina as exportações cresceram 8,1%, apesar do protecionismo.
 
O problema no comércio com os mercados desenvolvidos está associado principalmente ao baixo poder de competição da indústria, ou da sua maior parte, e às melhores condições de acesso de produtores de outros países. Mas essa é uma questão política. O governo brasileiro rejeitou em 2003 um acordo interamericano com participação dos Estados Unidos. Com isso deixou espaço a vários países concorrentes. No caso da União Europeia, o grande problema tem sido o governo argentino. É o principal entrave à conclusão do acordo comercial em negociação desde os anos 1990.
 
O Mercosul, promissor na fase inicial, tornou-se um trambolho com a conversão prematura em união aduaneira. Os quatro sócios originais nunca chegaram sequer a implantar uma eficiente zona de livre-comércio. Mas foram adiante, assumiram o compromisso mal planejado da Tarifa Externa Comum e aceitaram as limitações daí decorrentes. Nenhum deles pode, sozinho, concluir acordos ambiciosos de liberalização comercial com parceiros estranhos ao bloco.
 
De vez em quando alguém sugere, no Brasil, o abandono da união aduaneira e o retorno à condição de livre-comércio. Poderia ser um recomeço muito saudável, mas o governo brasileiro nem admite a discussão da ideia. A fantasia de uma liderança regional - obviamente associada ao terceiro-mundismo em vigor a partir de 2003 - tem sido um entrave ainda mais danoso que as amarras da fracassada união aduaneira.
 
Em 2013 o pior efeito da crise global, para o Brasil, foi a redução dos preços de commodities. Apesar disso, o comércio do agronegócio foi muito bem. Até novembro, o setor exportou US$ 93,58 bilhões de matérias-primas e produtos elaborados e acumulou um superávit de US$ 77,88 bilhões. O saldo final deve ter superado US$ 80 bilhões, valor anulado com muita folga pelo déficit da maior parte da indústria.
 
Em dezembro, só as vendas de milho em grão, carnes bovina e de frango, farelo e óleo de soja, café em grão, açúcar em bruto e celulose renderam US$ 3,87 bilhões. O quadro especial do setor, com valores discriminados e reorganizados, aparecerá, como sempre, no site do Ministério da Agricultura. Os números serão os do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, mas a arrumação seguirá um critério diferenciado.
 
No caso do agronegócio, o poder de competição reflete os ganhos de produtividade acumulados em três décadas, além da manutenção, nos últimos anos, de um razoável volume de investimentos setoriais, como as compras de caminhões e máquinas em 2013. A eficiência tem sido suficiente para compensar, mas só em parte, as desvantagens logísticas.
 
Quando um setor respeitado internacionalmente mal consegue embarcar seus produtos, é quase uma piada insistir na conversa do câmbio como grande problema da economia nacional. Mas a piada convém a um governo com graves dificuldades para formular e executar uma política de investimentos públicos e privados.
 
Ainda no capítulo do humor, um lembrete sobre as exportações fictícias de plataformas: o expediente foi realmente criado em 1999 para proporcionar benefícios fiscais à atividade petrolífera. Até o ministro da Fazenda, Guido Mantega, citou esse fato em entrevista. Mas essas operações nunca foram usadas tão amplamente quanto no último ano. Em 2012, esse item rendeu US$ 1,46 bilhão à contabilidade comercial. Em 2013, US$ 7,76 bilhões, com aumento de 426,4% pela média diária. Apareceu no topo da lista de manufaturados, acima de automóveis, aviões e autopeças. Mas nem isso disfarçou os problemas de uma indústria enfraquecida por anos de incompetência e irresponsabilidade na política econômica.

COM DILMA, A PETROBRAS SÓ ANDOU PARA TRÁS


Graça Foster, o espelho de Dilma na Petrobras
 
Desde que Lula declarou a autossuficiência do Brasil em petróleo, que o PT não parou mais de mentir sobre a Petrobras. Foi durante um programa de rádio "Café com o Presidente", em 2006, que Lula plantou a mentira, dizendo que "a autossuficiência significa agora que somos donos do nosso nariz". O resultado da péssima gestão petista e do seu aparelhamento é que, nos últimos 10 anos, a empresa perdeu U$ 50 bilhões do valor, mesmo com as promessas fantasiosas do pré-sal.
 
Os números de 2013 ainda não fecharam, mas a estatal trabalha com a meta de registrar produção estável, variando de queda de 2% a ligeira alta de 2%. A presidente da Petrobrás, Graça Foster, já sinalizou que a meta deverá ficar mais para a queda. Para o ano de 2014, a expectativa é de alta na produção. A Petrobrás recebeu nove unidades de produção, que estão entrando em operação.
 
Segundo Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), as projeções mais otimistas do mercado indicam uma alta na produção da Petrobrás de 7% em 2014. O especialista destaca, porém, que isso significará apenas retomar o nível de produção de 2010. "No fim do dia, a gente conclui que a Petrobrás perdeu três anos", diz Pires, citando a falta de investimentos, atrasos na entrega de equipamentos (inclusive por causa de exigências de conteúdo local) e o declínio na produção da Bacia de Campos (natural, ao longo do tempo) como fatores para a estagnação da produção.
 
No fechamento do pregão de ontem da BMF8cBovespa, as ações ordinárias da Petrobrás encerraram em queda de 3,03%. As ações preferencias caíram 1,97%.
 
(com informações do Estadão)
 
04 de janeiro de 2014
in coroneLeaks

QUE O BRASIL TENHA HOMENS PÚBLICOS À ALTURA DO SEU POVO

 

12
 
Escolher homens públicos à altura do povo brasileiro é pura obviedade. O alcance dessa escolha, todavia, nos parece quase sempre impossível ou incomensurável. Mas, se soubermos batalhar por ela, em 2014, conseguiremos tudo e mais alguma coisa. A tarefa não é fácil, pois o meio de que dispomos para concretizá-la é o voto. Embora seja o único previsto no regime democrático, ele tem sido mal-utilizado e até mesmo desrespeitado pelos eleitores ao longo de muitos anos.

Obrigatório ou não, é através do voto que haveremos de transformar a nossa realidade. A maior responsabilidade é, portanto, do eleitor, que é senhor de tudo, mas sempre se esquece do dever que tem para com o seu país. E é nesse vácuo de omissão ou esquecimento que medram os maus administradores públicos, imbuídos da ideia não de servir, mas de serem servidos. São atrevidos e, à luz do dia, transformam a política, com a maior desfaçatez, em negócio privado.

Não gostaria de dar razão ao jornalista e teatrólogo Nelson Rodrigues, morto há mais de 30 anos, mas absolutamente atual. A afirmação (genérica) de que o “brasileiro, quando não é canalha na véspera, é canalha no dia seguinte” precisa ser desmentida por nós.

Eu sei, falta, sobretudo, educação ao povo brasileiro. É dela que ele carece. Só que, para a maioria dos nossos políticos, ela não passa de pura massa de manobra; é mera moeda de troca, quase sempre tratada com descaso ou criminosa demagogia. Não é à toa que está dormindo, no Congresso Nacional, o Plano Nacional de Educação.

SEM OMISSÃO

Não é bom passar o ano mal-humorado, mas também não é bom ser omisso perante escândalos gritantes e insuportáveis. Daí porque é impossível manter-se em silêncio quando se tem notícia do que fez, há alguns dias, o presidente do Senado Federal, Renan Calheiros.

Não é a primeira vez que o alagoano pisa feio na bola. Renan Calheiros é aquele senador que foi forçado a renunciar ao cargo (que novamente exerce hoje…) quando foi descoberto, pela imprensa, que uma empreiteira pagava por ele pensão à mãe de sua filha.

Renan Calheiros, leitor, é aquele mesmo senador que, recentemente, viajou com sua mulher Verônica, em avião da FAB, para comparecer a um casamento em Trancoso, na Bahia. Na época, afirmou que o uso do avião se justificava. Usou-o, para fins particulares, porque acha que a função de chefe de um dos Poderes o autoriza a usá-lo. Diante da má repercussão do episódio, devolveu R$32 mil ao erário, embora nunca se tenha sabido, até hoje, quanto nos custou o transporte.

Renan Calheiros é aquele mesmo senador que, recentemente, voou outra vez em avião da FAB para fazer, em sua imperial cabeça, na cidade do Recife, o implante de 10 mil fios de cabelo.

O jornalista Ancelmo Gois, na quarta-feira passada, em sua coluna no jornal “O Globo”, informou o seguinte: “Um de cada dois aviões da FAB está sem condições de decolar por falta de dinheiro para manutenção. O comando da Aeronáutica contou 346 aeronaves paradas do total de 624 aviões que o Brasil dispõe para defesa aérea”.

Como manter, então, diante de tudo isso, o bom-humor de fim de ano? Você acha isso possível, leitor? Ou devemos pensar, como muitos eleitores de Calheiros, que pode faltar dinheiro para tudo no país, mas não pode faltar dinheiro para combater a calvície do senador?
Destruamos essa gente com a arma de que dispomos! E ela é muito simples. É o nosso voto na urna.

MAIS UM ESCÂNDALO!

Escândalo: no Programa Mais Médicos, diária de hospedagem de cubano sai por 1.750 reais
 
Desde o início este BLOG sustentou a tese de que além da questão midiática imediata do Mais Médicos, havia uma segunda intenção, esta sim a que ensejaria todo o esforço hercúleo de certos representantes em defender e avançar o programa.

Estou falando da óbvia tentação que gera um programa que abre as portas dos cofres públicos para despesas monumentais em Saúde sob o carimbo da “emergência”, ou seja, dispensando licitações.

Denunciamos aqui que médicos estrangeiros estão sendo colocados em hotéis de primeira linha, o que contradiz o discurso de simplicidade vendido junto com esse programa. Enquanto médicos brasileiros são tratados como lixo, cubanos são hospedados em pousadas paradisíacas em Manguinhos-ES  ou em Hotéis de Luxo em Foz do Iguaçu ou Hotéis de várias estrelas em Brasília.

Vejam o caso de Foz do Iguaçú. A imagem abaixo mostra verba de emergência para hospedar estrangeiros do Mais Médicos em Hotel de Luxo de Foz do Iguaçu em apartamento duplo por 60 dias (“sessenta diárias”) ao preço de R$ 1.750,00 reais a diária, ou 105.000,00 reais por 60 dias (diárias).


Uma visita ao site do hotel em http://www.hotelbellaitalia.com.br/tarifas-hotel-bella-italia-em-foz-do-iguacu.php mostra que a tarifa mais cara é 533 reais para apartamento suíte na alta temporada. O apartamento duplo custa 234 reais agora e 278 reais na alta temporada.

O preço pago pela Prefeitura de Foz do Iguaçu para hospedar os estrangeiros do Mais Médicos é 734% superior ao preço de tabela do hotel. Alguém acredita que de fato o hotel vai receber toda esta quantia?

Um caminhão de dinheiro tem sido despejado pela União em Cuba para trazer esses médicos. O valor pago à OPAS já é objeto de contestação pelo TCU conforme matéria de hoje da FSP. Mais um caminhão de dinheiro está sendo torrado pelas prefeituras, que alegam não ter médicos JUSTAMENTE por não terem dinheiro (?) para pagar os salários dos nacionais.

Alguém duvida que o Mais Médicos está virando o Mensalão 2.0, ou seja, uma outra forma de financiar campanhas? Então, cabe ao governo responder porque estamos vendo tanto dinheiro gasto de maneira tão irregular. Aqui o original no Diário Oficial de Foz do Iguaçu (p.22):
 
04 de janeiro de 2014
Do Blog dos Peritos do INSS

 


OS "NERVOSINHOS" DILMA E MANTEGA ESTÃO PERDENDO A "GUERRA PSICOLÓGICA" CONTRA A INFLAÇÃO


 
Há anos que está nas resoluções do Banco Central do Brasil sobre inflação o seguinte texto:
 
É fixada, para o ano de ...., a meta para a inflação de 4,5% (quatro inteiros e cinco décimos por cento), com intervalo de tolerância de menos dois pontos percentuais e de mais dois pontos percentuais, de acordo com o § 2º do art. 1º do Decreto nº  3.088, de 21 de junho de 1999.
 
Em 2011, a inflação foi 6,5%. Em 2012, baixou para a casa dos 5,8%. Em 2013, deve fechar em 5,7%. Ou seja: quase 30% acima do tal centro da meta, o que mostra uma inflação cada vez mais fora de controle.
Não é à toa que os juros já estão em 10% ao ano, uma subida também da ordem de 40% em 2013. Não é por acaso que o governo não pode mexer nos preços administrados de combustível e energia sob pena da inflação explodir. 
 
Se existe uma "guerra psicológica" no mercado, ela está sendo criada por Dilma Rousseff e Guido Mantega. Se existem dois "nervosinhos", eles também atendem pelos mesmos nomes.  Dados concretos mostram que vivemos uma crise econômica que não poderá mais ser maquiada, mas sim combatida em pleno ano eleitoral, com medidas duras e impopulares. Pelo que se viu nos últimos três anos, não é com beligerância e ataques ao mercado que ela será resolvida.  Dilma e Mantega já mostraram, nos últimos três anos, que não estão dando conta. O próximo presidente terá muito o que consertar em 2015.
 
04 de janeiro de 2014
in coroneLeaks

FRACASSO ECONÔMICO DE DILMA TORNA ELEIÇÃO "IMPREVISÍVEL" - DIZ THE ECONOMIST


A primeira edição do ano da The Economist traz uma reportagem em que afirma que o resultado das eleições presidenciais de 2014 no Brasil é "imprevisível". Ao comentar que estudos mostram que o eleitorado brasileiro quer mudanças, a revista diz que "o espírito dos protestos de junho ainda está vivo e uma parte do apoio a Dilma Rousseff poderia derreter se uma alternativa forte emergir". A publicação diz que a economia será um ponto frágil da atual presidente da República.
 
"A economia oferece uma linha de ataque para concorrentes. Desde que Rousseff tomou posse, em 2011, o crescimento tem sido anêmico. O desemprego é baixo e, até recentemente, a renda subia mais rápido do que a inflação. Mas a criação de empregos e o aumento de renda agora estão esfriando, enquanto os preços continuam subindo. As finanças públicas se deterioraram e isso não será consertado em um ano eleitoral", diz a revista.
 
Além dos temas econômicos, a The Economist diz que há o risco de que os protestos populares de 2013 voltem a acontecer durante a Copa do Mundo. Outra ameaça é a possibilidade de que pelo menos uma cidade-sede do torneio tenha de ser retirada do mapa pelos atrasos na construção dos estádios. "Isso seria um grande constrangimento", diz a Economist.
 
Apesar do quadro favorável aos concorrentes, a publicação nota que Dilma retomou parte da popularidade após os protestos. Além disso, os demais candidatos ainda não começaram efetivamente a fazer campanha ou ainda enfrentam problemas internos. "O PSDB de Aécio Neves foi atingido por indícios de corrupção e superfaturamento em contratos públicos em São Paulo", cita a revista. "Eduardo Campos segue preparando um programa com sua provável companheira de chapa Marina Silva".
 
(Estadão)
 
04 de janeiro de 2014
in coroneLeaks

PROCURADOR-GERAL PEDE QUEBRA DE SIGILO DO SENADOR ZEZÉ PERRELLA

Rodrigo Janot quer retomar apuração contra político mineiro e o irmão dele
 
 
Ex-presidentes do Cruzeiro, os dois são investigados por suposta lavagem de dinheiro em venda de jogador


A Procuradoria-Geral da República defende a quebra de sigilo bancário para aprofundar investigação contra o senador Zezé Perrella (PDT-MG) e o irmão de Perrella, Alvimar de Oliveira Costa, em inquérito que tramita no STF.
 
Ex-presidentes do time mineiro Cruzeiro, os dois são investigados por suposta lavagem de dinheiro na venda do zagueiro Luisão ao Benfica, de Portugal. A negociação envolveu um clube uruguaio e é considerada suspeita pela Polícia Federal, que indiciou Perrella em 2010 pelo caso.
 
A investigação se arrasta no Supremo Tribunal Federal desde 2011.
 
Dez dias depois de a polícia encontrar cocaína no helicóptero da empresa do filho de Perrella, embora tenha sido descartado qualquer envolvimento da família no caso, o inquérito voltou a andar.
 
O STF mandou o caso a Janot, que pediu que o ministro Ricardo Lewandowski reconsiderasse a decisão de não autorizar a quebra de sigilo bancário. A devassa foi suspensa após pedido do Cruzeiro.
 
Advogados do time, que também defendem o senador, alegam haver erros na petição do Ministério Público, e Lewandowski desautorizou parte da quebra do sigilo bancário e fiscal. Parte da movimentação das contas dos dois já havia sido analisada pela PF.
 
Em 2003, Luisão foi vendido por US$ 2,5 milhões ao clube uruguaio Central Español e logo em seguida repassado por cerca de US$ 1 milhão a menos ao Benfica. Investigadores suspeitam que parte do valor declarado na negociação com o time uruguaio voltou irregularmente ao Brasil e teria sido pulverizado em contas de empresas ligadas à Perrella e ao irmão dele.
 
04 de janeiro de 2014
FERNANDA ODILLA - Folha S.Paulo

MARINA VETA APOIO DO PSB A ALCKMIN EM SP E CONCORDA EM SER VICE NA CHAPA DE CAMPOS

Ex-senadora acerta que sua candidatura a vice será lançada ainda neste mês ou no máximo até meados de fevereiro



Marina Silva e Eduardo Campos, principais nomes do PSB
Foto: Marcos Alves / O Globo
Marina Silva e Eduardo Campos, principais nomes do PSBMARCOS ALVES / O GLOBO
 
BRASÍLIA —com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, aspirante a candidato do PSB à sucessão da presidente Dilma Rousseff. O PSB não apoiará o governador Geraldo Alckmin (PSB), de São Paulo, candidato à reeleição.
 
 
Em compensação, Marina concordou em ter sua candidatura a vice de Eduardo lançada ainda neste mês – ou no máximo até meados de fevereiro. No próximo dia 17 haverá em Recife um encontro informal de dirigentes nacionais do PSB. Entre outros assuntos, discutirão nomes para a vaga de Alckmin.

 
Eduardo guarda na memória do seu computador pessoal os resultados de pesquisa recente encomendada pelo PSB sobre a eleição em São Paulo. Uma das questões propostas aos entrevistados testou a popularidade de Marina Silva e o alcance do seu apoio como vice à candidatura de Eduardo.
 
 
A popularidade de Marina bateu a casa dos 20%. Com o apoio dela, Eduardo ultrapassa Aécio Neves, aspirante a candidato do PSDB a presidente, nas maiores cidades do Estado. Os resultados da pesquisa convenceram o governador de Pernambuco a acatar o veto de Marina ao nome de Alckmin.
 
 
A ex-prefeita de São Paulo Luiza Erundina (PSB) resiste ao assédio de Marina para ser candidata ao governo do Estado. Eduardo resiste à pressão da cúpula do PSB paulista para que o partido apoie a reeleição de Alckmin e continue fazendo parte do governo dele. O PSB precisa de candidato próprio em São Paulo para dar palanque a Eduardo.
 
 
Em breve, Aécio retribuirá o gesto de Eduardo que oficializou em Pernambuco a entrada do PSDB no seu governo. O partido ganhou uma secretaria de Estado e a chefia do Detran. O candidato de Aécio ao governo de Minas Gerais será o atual prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB).
 
 
Em dezembro último, Eduardo e Aécio se reuniram no Rio de Janeiro e acertaram que dividirão o mesmo palanque nos Estados onde isso seja conveniente ao PSDB e ao PSB. Lacerda apoiará Aécio, apesar de ser filiado ao partido de Eduardo. Mas Eduardo, que nada tinha a perder em Minas, pelo menos ganhou um palanque para pisar.
 
 
Palanques comuns a Eduardo e Aécio têm muito a ver com as sucessões estaduais. O PSDB enfrentará em Minas a forte candidatura de Fernando Pimentel (PT), atual ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Márcio Lacerda é o melhor nome de que pode dispor Aécio para vencer Pimentel.
 
 
PTB e PT deixaram o governo Eduardo em outubro passado. Ou concorrerão à sucessão de Eduardo com um único candidato ou com dois – que, num eventual segundo turno, estarão juntos. O PSDB, que no Estado era oposição a Eduardo, agora passará para o lado dele.
 
 
Na Paraíba, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) pretende disputar o governo do Estado. Nas contas de Eduardo, ali o PSDB acabará apoiando a reeleição do atual governador, que é do PSB. No Paraná, Beto Richa (PSDB), governador, ganhará o apoio do PSB. O vice dele é do PSB.
 
04 de janeiro de 2014
RICARDO NOBLAT

CÂMARA DEIXA DE CUMPRIR PROMESA DE ECONOMIA DE R$ 24 MILHÕES EM 2013

Novo sistema de registro de frequência de funcionários não foi capaz de reduzir os gastos; benefícios a parlamentares tiveram aumento de 12,7%, gerando gastos de R$ 22 mi
 
 
A promessa do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), de economizar cerca de R$ 24 milhões com a instalação de pontos biométricos na Casa chegou ao final do ano de 2013 sem previsão de ser cumprida. O anúncio do novo sistema de registro de frequência destinado aos servidores e funcionários com indicação política foi feito em março com objetivo de reduzir o impacto negativo junto à opinião pública com aumento realizado no mesmo período da verba de gabinete dos deputados e da criação de novas estruturas.
Gastos de deputados com passagens, telefonia, e outros benefícios tiveram impacto milionário na Casa - Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão
Gastos de deputados com passagens, telefonia, e outros benefícios tiveram impacto milionário na Casa
No caso do "cotão", como são chamados os benefícios dados aos deputados com passagens, telefonia, entre outros, o aumento foi de 12,7%, o que gerou um impacto de R$ 22,6 milhões. Já os projetos que criaram os novos órgãos e funções comissionadas representaram um desembolso de R$ 7 milhões em 2013 e de R$ 8,9 milhões em 2014.
O sistema biométrico é adotado pelo Senado desde abril de 2011. A decisão por parte da direção do Senado ocorreu após uma série de mudanças administrativas realizadas a partir de 2009 quando o Estado revelou o uso de "atos secretos" para nomear parentes, amigos e criar benesses para servidores e senadores.
O modelo adotado pelo Senado, segundo integrantes da assessoria técnica da Câmara ouvidos pelo Broadcast Político, não é o adequado à realidade da Casa. Entre as críticas estaria a possibilidade do surgimento de um acúmulo de horas extras por parte dos servidores, o que poderia causar um rombo nas contas da instituição num futuro próximo.
Oficialmente a Câmara alegou por meio da assessoria que em razão de problemas técnicos não foi possível instalar o sistema de controle de frequência dos servidores. "A instalação do sistema de ponto eletrônico na Câmara dos Deputados está prevista para o primeiro semestre de 2014. O sistema não foi instalado até agora por problemas técnicos, que têm exigido a realização de adaptações às demandas de horário e de trabalho dos diversos setores da Casa", diz trecho da nota. "A princípio, todos os servidores - ocupantes de cargo efetivo, de natureza especial e de secretário parlamentar - serão submetidos ao sistema de ponto eletrônico".
04 de janeiro de 2014
O Estado de S.Paulo

BRASIL IMPORTA MAIS DE US$ 40 BILHÕES EM PETRÓLEO E DERIVADOS EM 2013

Déficit na ‘conta petróleo’ cresceu quase quatro vezes, de US$ 5,3 bi para US$ 20,2 bi

As importações de petróleo e derivados superaram a marca de US$ 40 bilhões em 2013, em uma tendência que tem feito estragos na balança comercial brasileira e no caixa da Petrobras nos últimos anos.
O déficit da “conta petróleo” saltou para US$ 20,277 bilhões em 2013, ante déficit de US$ 5,379 bilhões em 2012, mostraram dados da Secretaria de Comércio Exterior divulgados nesta quinta-feira.
 
 
As importações de petróleo bruto subiram 20,8% em 2013 para US$ 16,32 bilhões, contribuindo para que o Brasil fechasse o ano com o pior desempenho comercial em mais de uma década.
 
 
As compras externas dos demais produtos da cadeia, como combustíveis e lubrificantes, tiveram aumento de 9,5% , atingido US$ 24,18 bilhões em 2013. Nos últimos anos, o Brasil passou de exportador a importador de gasolina para dar conta do aumento da frota de veículos, que cresceu expressivamente.
 
 
O país também é deficitário em óleo diesel, derivado que responde por boa parte das compras externas da Petrobras. As importações têm afetado os resultados da Petrobras, já que a estatal não repassa para os consumidores o custo total das aquisições no exterior.
 
 
Além de elevar expressivamente importações de gasolina e diesel, a Petrobras reduziu as exportações de petróleo porque precisou aumentar a carga processada em suas refinarias no Brasil. A estatal bateu em 2013 sucessivos recordes de refino com o aumento da produção de derivados, com refinarias chegando a operar quase que no limite de sua capacidade instalada.
 
 
As exportações de petróleo bruto somaram US$ 12,96 bilhões em 2013, com queda de cerca de 36% ante 2012. As exportações de óleos combustíveis caíram cerca de 23%, para 3,87 bilhões de dólares.
 
 
A produção de petróleo da Petrobras ficou estagnada em 2013 em meio a paradas de manutenção de suas plataformas. Normas de funcionamento mais rígidas da agência reguladora tornou as paradas mais frequentes nos últimos anos.
 
 
A produção, porém, deve crescer em 2014, com a entrada em operação de várias unidades, com boa parte do aumento da extração no pré-sal. A expectativa do governo é que, com melhores perspectivas na produção, o déficit seja reduzido.A balança comercial brasileira registrou superávit de 2,561 bilhões de dólares em 2013, no pior resultado comercial desde 2000.
 
04 de janeiro de 2014
Reuters

OEA NOTIFICA BRASIL PARA REDUZIR VIOLAÇÕES NO PRESÍDIO DE PORTO ALEGRE

Entidade pede, entre outros pontos, a recuperação do controle da segurança atualmente entregue a facções criminosas


Penitenciária abriga 4.591 presos, mas tem capacidade para apenas 1.984 detentos
Em 2009, unidade prisional gaúcha já era considerada a pior do país



Presídio Central de Porto Alegre Foto: Marcelo Suarez Saldanha / Divulgação
Presídio Central de Porto AlegreMARCELO SUAREZ SALDANHA / DIVULGAÇÃO
 
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) notificou o governo brasileiro para adotar medidas cautelares que garantam a integridade dos detentos do Presídio Central, em Porto Alegre (RS). A comissão pede, entre outros pontos, a redução do número de presos no local, a garantia de higiene e tratamento médico aos apenados, além da recuperação do controle da segurança em todas as áreas do Presídio, atualmente entregue a facções criminosas. A notificação fixa prazo de 15 dias, a contar de sua publicação, no dia 30 de dezembro, para que sejam informadas as medidas a serem tomadas. Na quinta-feira, mais dois detentos foram encontrados mortos no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão, que teve a segurança reforçada por policiais militares.
 
 
A decisão da OEA levou em conta os requisitos de gravidade, urgência e irreparabilidade do caso. No relatório, assinado por Mario López-Garelli, coordenador regional da CIDH, o órgão exige que seja desenvolvido um plano de prevenção contra incêndio, reconhecendo o risco iminente no local, e impõe a tomada de medidas urgentes para reduzir a superlotação no presídio, que abriga hoje 4.591 presos para uma capacidade de 1.984.
 
 
No mesmo documento, a CIDH diz que, em 2009, quando já havia pedido informações sobre a unidade prisional de Porto Alegre, a Comissão Parlamentar de Pesquisa sobre o Sistema Carcerário teria recomendado que o Presídio Central fosse "desativado, em virtude da evidente falta de estrutura" e que, "conforme critérios de superlotação, insalubridade, arquitetura inadequada, capacidade de ressocialização, assistência médica e maus-tratos, o presídio seria o pior estabelecimento penitenciário do país".
 
 
A notificação é uma reposta da CIDH à denúncia encaminhada em janeiro de 2013 por uma série de entidades que integram o Fórum da Questão Penitenciária, entre elas a Associação dos Defensores Públicos do RS (ADPERGS), braço da Associação Nacional dos Defensores Públicos (ANADEP) no estado.
 
 
“Ao iniciar o trabalho, percebemos o quanto seria importante trazer a percepção e a experiência dos colegas que conhecem esta realidade. E também o quanto importante seria para os defensores públicos gaúchos essa primeira atuação junto à Comissão”, relatou a presidente da ANADEP, Patrícia Kettermann, na denúncia enviada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.
 
 
Governo institui política nacional de saúde para presos
Nesta sexta-feira, os ministérios da Saúde e da Justiça instituíram nesta sexta-feira a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional para garantir aos detentos atendimento pelo Sistema Único de Saúde. A nova política amplia o atendimento e o repasse de recursos da União aos estados, Distrito Federal e municípios, de acordo com o Ministério da Saúde. A iniciativa foi publicada hoje no Diário Oficial da União.
 
 
Os estados, municípios e o Distrito Federal devem aderir à política por meio da assinatura de um termo de adesão e será garantida uma complementação de repasse de recursos da União a título de incentivo. Para formalizar a adesão será preciso elaborar um plano de ação para atenção à saúde dos presos.
 
 
Os entes federativos terão prazo até 31 de dezembro de 2016 para efetuar as medidas de adequação de suas ações e serviços para que a política seja implementada de acordo com as regras previstas.
 
04 de janeiro de 2014
O GLOBO

GOVERNO EMPURRA PAGAMENTOS PARA MELHORAR SUPERÁVIT PRIMÁRIO DE 2013

 

Com a intenção de melhorar o resultado do superávit primário de 2013, o governo federal postergou até os últimos dias do ano os pagamentos para obras e para a compra de equipamentos. Entre sábado (28) e terça-feira (31), foram aplicados R$ 4,1 bilhões pela União.

O montante equivale ao dobro do que foi investido até o dia 27 de dezembro: R$ 2 bilhões. O valor pago para investimentos nos últimos quatro dias do ano é também superior a todo o montante pago no mês de novembro (R$ 3,3 bilhões).
 

InvestimentosPara o especialista em finanças publicas da Consultoria Tendências, Felipe Salto, o motivo desse acúmulo de pagamentos ao apagar das luzes de 2013 é claro. “A execução desses investimentos apenas nos últimos dias do ano passado, está calçada no fato de que as ordens bancárias devem ser sacadas apenas este ano, ou seja, devem afetar somente o resultado fiscal de janeiro 2014 e não os de dezembro de 2013. Foi uma estratégia proposital do governo federal”, explica.


Dessa forma, emitindo as ordens bancárias no Siafi a partir de sábado passado (28), os valores só seriam efetivamente sacados em 2014. Assim sendo, não afetariam o resultado fiscal de 2013. “Trata-se de iniciativa para melhorar artificialmente o resultado fiscal de 2013. A contabilidade postergada está no manual da contabilidade criativa”, diz o economista Gil CastelloBranco.


De acordo com Salto, o fato é grave porque demonstra que ao contrario do que o ministro da Fazenda, Guido Mantega vem dizendo, existem manobras para produzir o resultado fiscal esperado. “Isto é, havia o receio de mesmo as receitas elevadas não serem suficientes para que fossem arrecadados os R$ 10,6 bilhões que faltavam para a meta de R$ 73 bilhões de superávit primário (do governo central) estipulada na LDO”, aponta o especialista.


No final de dezembro, em café da manhã com jornalistas, Guido Mantega admitiu que a questão fiscal em 2013 foi mais difícil. Explicou que o ano começou com uma arrecadação fraca e ainda houve as desonerações, que ficaram em torno de R$ 50 bilhões. “Nós tivemos problemas no ano passado, pois a economia cresceu pouco e teve pouca receita extraordinária. Tínhamos uma meta que precisava ser cumprida e usamos o Fundo Soberano”, explicou.


Nas palavras do ministro, as operações realizadas em 2012 para fechar a meta de superávit, apesar de serem legais, geraram dúvidas. Por isso, nesse ano, a orientação é que todas as operações sejam as mais transparentes possíveis para evitar questionamentos. “Agora, fazemos operações não apenas corretas, mas que parecem corretas”. Mantega informou ainda que em 2014 as despesas do governo continuarão sob rígido controle.


Confira aqui os investimentos dia a dia



Restos a pagar
As mágicas orçamentárias, no entanto, não acabaram nos pagamentos da virada do ano. Além de lançar ordens bancárias nos últimos dias de 2013, o governo compromissou (empenhou), mas não pagou no exercício, cerca de R$ 165 bilhões, que somados ao estoque já existente de restos a pagar (R$ 76 bilhões) deverá gerar inscrição e reinscrição de restos a pagar de aproximadamente R$ 240 bilhões. Trata-se de volume recorde, superior em R$ 63,9 bilhões aos valores inscritos e reinscritos em 2013, que somaram R$ 176,7 bilhões.


Os restos a pagar são compromissos assumidos em anos anteriores, mas não pagos no exercício. Ou seja, são espécies de “dívidas” roladas para os próximos anos.


Assim como aconteceu no ano passado, o governo poderá cancelar nos primeiros dias de 2014 empenhos emitidos e não pagos para atenuar o recorde de restos a pagar. Os dados levantados pelo Contas Abertas são do dia (2) e formam uma expectativa para os restos a pagar de 2014, porém os números ainda não são definitivos.


Superavit Primário
Nesta sexta-feira (3), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou que o governo federal superou a meta de economizar R$ 73 bilhões em 2013. Segundo ele, o superavit primário – economia do governo para pagar juros da dívida– fechou em cerca de R$ 75 bilhões, reforçado por mais um bom resultado em dezembro.



No último mês do ano, o governo economizou cerca de R$ 14 bilhões, mais uma vez graças a receitas extraordinárias obtidas com a recuperação de dívidas de contribuintes.


O ministro, no entanto, não se comprometeu com nenhum meta específica para 2014. A proposta do Orçamento deste ano aprovada pelo Congresso fixa uma meta mínima para o governo federal de apenas 1,1% do PIB, menor do que a economia feita no ano passado, que equivale a cerca de 1,5% do PIB. O ministro afirmou apenas que o objetivo para 2014 será anunciado apenas em fevereiro, quando for definido quanto será contingenciado dos gastos previstos para este ano.


O resultado fiscal do ano normalmente é divulgado apenas no final de janeiro. Mantega disse que antecipou a divulgação para acalmar o mercado. “Nós antecipamos para baixar a ansiedade, já que havia analistas dizendo que não cumpriríamos a meta. Isso vai acalmar os que estavam nervosinhos”, afirmou.


Para cumprir a meta do ano, o governo contou com um reforço de mais de R$ 35 bilhões em receitas não recorrentes —R$ 15 bilhões arrecadados com a concessão do poço de Libra, no pré-sal, e mais de R$ 20 bilhões em programas de recuperação de dívidas tributárias.


04 de janeiro de 2014
Dyelle Menezes - Contas Abertas
 *Com informações da Folha de S. Paulo