"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sábado, 26 de setembro de 2015

QUALQUER BRASILEIRO MEDIANAMENTE INFORMADO, SABIA DE QUEM ERA A MÃO QUE EMBALAVA O BERÇO DA CORRUPÇÃO

Ex-deputado revela que o petrolão nasceu com aval de Lula e foi mantido por Dilma.Pedro Corrêa, ex-presidente do PP, negocia há dois meses com o Ministério Público seu acordo de delação premiada. Se a colaboração for efetivada, ela pode mostrar que o maior esquema de corrupção da história nasceu mesmo no Planalto

O ex-deputado Pedro Corrêa na CPI da Petrobras
Parcerias - O ex-deputado Pedro Corrêa pode ser o primeiro político envolvido na Lava-Jato a fechar um acordo de delação premiada com a Justiça(Vagner Rosario/VEJA)
Expoente de uma família rica e tradicional do Nordeste, o médico Pedro Corrêa se destacou, durante quase quatro décadas, como um dos parlamentares mais influentes em negociações de bastidores. 
Como presidente do PP, garantiu a adesão do partido ao governo Lula e - como reza a cartilha do fisiologismo - recebeu em troca o direito de nomear apadrinhados para cargos estratégicos da máquina pública. Essa relação de cumplicidade entre o ex-deputado e o ex-presidente é notória. Ela rendeu a Corrêa uma condenação à prisão no processo do mensalão, o primeiro esquema de compra de apoio parlamentar engendrado pela gestão petista. 
Mesmo após a temporada na cadeia, Corrêa se manteve firme no propósito de não revelar o que viu e ouviu quando tinha acesso privilegiado ao gabinete mais poderoso do Palácio do Planalto. Discreto, ele fez questão de ser leal a quem lhe garantiu acesso a toda sorte de benesse. 
Havia um acordo tácito entre o ex-deputado e o ex-presidente. Um acordo que está prestes a ruir, graças à descoberta do petrolão e ao avanço das investigações sobre o maior esquema de corrupção da história do Brasil.
Como outros mensaleiros, Corrêa foi preso pela Operação Lava-Jato. Encarcerado desde abril, ele negocia há dois meses com o Ministério Público um acordo de colaboração que, se confirmado, fará dele o primeiro político a aderir à delação premiada. 
Com a autoridade de quem presidiu um dos maiores partidos da base governista, Corrêa já disse aos procuradores da Lava-Jato que Lula e a presidente Dilma Rousseff não apenas sabiam da existência do petrolão como agiram pessoalmente para mantê-lo em funcionamento. O topo da cadeia de comando, portanto, estaria um degrau acima da Casa Civil, considerada até agora, nas declarações dos procuradores, o cume da organização criminosa. 
Nas conversas preliminares, Corrêa contou, por exemplo, que o petrolão nasceu numa reunião realizada no Planalto, com a participação dele, de Lula, de integrantes da cúpula do PP e dos petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra - que à época eram, respectivamente, ministro da Casa Civil e presidente da Petrobras. Em pauta, a nomeação de um certo Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da Petrobras.
Pedro Corrêa, José Janene e o deputado Pedro Henry, então líder do PP, defendiam a nomeação. Dutra, pressionado pelo PT, que também queria o cargo, resistia, sob a alegação de que não era tradição na Petrobras substituir um diretor com tão pouco tempo de casa. 
Lula, segundo Corrêa, interveio em nome do indicado, mais tarde tratado pelo petista como o amigo "Paulinho". "Dutra, tradição por tradição, nem você poderia ser presidente da Petrobras, nem eu deveria ser presidente da República. É para nomear o Paulo Roberto. Tá decidido", disse o presidente, de acordo com o relato do ex-deputado. Em seguida, Lula ameaçou demitir toda a diretoria da Petrobras, Dutra inclusive, caso a ordem não fosse cumprida. Ao narrar esse episódio, Corrêa ressaltou que o ex-presidente tinha plena consciência de que o objetivo dos aliados era instalar operadores na estatal para arrecadar dinheiro e fazer caixa de campanha.
Ou seja: peça-chave nessa engrenagem, Paulinho não era uma invenção da cúpula do PP, mas uma criação coletiva tirada do papel graças ao empenho do presidente da República. A criação coletiva, que desfalcou pelo menos 19 bilhões de reais dos cofres da Petrobras, continuou a brilhar no mandato de Dilma Rousseff - e com a anuência dela, de acordo com o ex-presidente do PP. 
26 de setembro de 2015
in movcc

REGINA DUARTE TINHA MEDO. E TINHA RAZÃO.


Treze anos de estupidez ideológica depois, qualquer sujeito que pense (isto é, tenha discernimento, algo raro no Grotão lulista) sabe que Regina Duarte tinha razão quando disse ter medo do lulopetismo. 
Hoje a população já não tem medo, mas quer essa gente fora do poder. Alguns, aliás, já estão na cadeia. Artigo de Percival Puggina:


Em 2002, quando se desenhava a vitória de Lula nas eleições de outubro, a economia brasileira levou um solavanco. O dólar bateu em quatro reais, os investidores externos se retiraram e os internos se retraíram. A atriz Regina Duarte expressou esse sentimento de insegurança num vídeo gravado para a campanha de José Serra. Sua primeira frase foi - “Tenho medo”. Era uma peça muito forte e suscitou reação imediata das hostes petistas que responderam afirmando que a esperança haveria de vencer o medo.


Já naquela época, quem acompanhava a atividade do Partido dos Trabalhadores sabia. Sabia que a democracia direta defendida por ele e por seus parceiros internacionais sempre descambou em totalitarismo. 


Quem repelia a violência e a ruptura da ordem que o PT promovia através de seus movimentos sociais sabia. Quem era capaz de reconhecer a corrupção moral em suas várias formas (mentira, mistificação, assassinato de reputações, desonestidade intelectual, etc.) também sabia. E todos nós, que sabíamos, podíamos antever para onde estávamos sendo levados. 

Era de ter medo, sim. O que não podíamos imaginar era o nível de degradação a que as instituições políticas seriam deliberadamente conduzidas.


O tempo, como senhor da verdade, veio mostrar que Regina Duarte tinha razão. Seria muito melhor para o país se ela estivesse errada. Se nós estivéssemos errados. 

Os muitos males produzidos pelo petismo – e eu não os vou desfiar aqui porque agora estão bem visíveis aos olhos do mundo – nos fazem regredir muitos anos.

E a sociedade convive com o medo em proporções inimagináveis em 2002: é o medo da criminalidade, é o medo de não haver instituição política em que confiar, é o medo da inflação, do desemprego, da fuga de capitais, da depreciação do real e de uma crise de muitas faces, com proporções inimagináveis. 

E o dólar, treze anos depois, volta aos patamares para onde disparou naquele ano em que Regina Duarte expressou o sentimento de tantos brasileiros. 

O medo, agora, não é de que o PT chegue ao poder, mas o de que ele prossiga atravessando nossa história como o cavalo de Átila, após o qual nem a grama nasce.


26 de setembro de 2015
in blog do orlando tambosi

SANATÓRIO OU SANITÁRIO DA POLÍTICA BRASILEIRA...

SANATÓRIO GERAL


"Repudio os ataques injustos que vem recebendo a presidenta Dilma Rousseff e aplaudo a maneira como ela vem conduzindo o processo administrativo, político e eleitoral do Brasil".

Fernando Collor, em junho de 2014. 

“Eu errei na minha avaliação. Ela realmente não estava preparada”.

Fernando Collor, em entrevista divulgada pelo UOL na quarta-feira, 23 de setembro de 2015

26 de setembro de 2015
in blog do beto

CUNHA PEDE QUE PMDB SIGA EXEMPLO DE MARTA E LARGUE O PT

"O PMDB TEM DE TER CANDIDATO PRÓPRIO À PRESIDÊNCIA", DISSE

"O PMDB TEM DE TER CANDIDATO PRÓPRIO À PRESIDÊNCIA", DISSE


O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, recomendou ao PMDB seguir o exemplo da senadora Marta Suplicy, que está se filiando oficialmente neste sábado ao partido, e largue o PT. "O PMDB tem de ter candidato próprio à Presidência. Que o PMDB siga seu exemplo, Marta. Vamos largar o PT", afirmou durante evento no teatro Tuca, da PUC-SP.

Cunha disse, ainda, que o PMDB não pode mais ir a reboque de quem quer que seja e não pode mais ser usado como parte do processo. "Esse ato simbólico de filiação de Marta mostra o quanto o PMDB está buscando seu próprio caminho. Time que não joga não tem torcida", destacou o presidente da Câmara, acrescentando a necessidade de o partido participar de todos os processos eleitorais que virão. (AE)


26 de setembro de 2015
diário do poder

CUNHA: SOU CONTRA CPMF E ACHO QUE NÃO DEVE PASSAR

ELE REITEROU QUE É CONTRA A PROPOSTA NO ÂMBITO DO AJUSTE FISCAL

CUNHA REITEROU QUE É CONTRA A PROPOSTA NO ÂMBITO DO AJUSTE FISCAL (FOTO: LULA MARQUES/ AGÊNCIA PT)


O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), voltou a dizer que é contra a proposta que recria a CPMF no âmbito do ajuste fiscal do governo. "Eu sou contra e acho que não passa", afirmou ele, em rápida entrevista ao Broadcast.

Sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, Cunha disse que vai fazer o seu papel e que não cabe a ele cuidar do tema. "Vou fazer o meu papel. Cabe a mim dar o juízo ou não de admissibilidade. Não cabe a mim tratar de impeachment. Tenho de fazer o meu papel regimental", disse o presidente da Câmara.

Questionado sobre a reforma ministerial que deve ser anunciada pela presidente Dilma Rousseff, Cunha respondeu que não tem expectativas a respeito. "Não participo disso, nem quero participar", disse.

O presidente da câmara participou hoje de evento de filiação de Marta Suplicy ao PMDB, no teatro Tuca, da PUC-SP. Durante seu discurso no ato, recomendou ao PMDB seguir o exemplo da senadora Marta e largar o PT. "O PMDB tem de ter candidato próprio à presidência. Que o PMDB siga seu exemplo Marta, vamos largar o PT", afirmou, acrescentando a necessidade de o partido não ficar mais a reboque de outra legenda e seguir seu próprio caminho.



26 de setembro de 2015
diário do poder

MARTA SUPLICY DIZ QUE MICHEL TEMER VAI REUNIFICAR O PAÍS

DURANTE DISCURSO, MARTA SUPLICY INSINUA SUBSTITUIÇÃO DE DILMA

"CONTE COMIGO PARA REUNIFICAR OS SONHOS, O PAÍS", DISSE MARTA (FOTO: ESTADÃO CONTEÚDO)

A senadora Marta Suplicy afirmou neste sábado, durante seu discurso em evento de filiação ao PMDB, que está honrada de ingressar no partido de Michel Temer que vai reunificar o País. "Conte comigo para reunificar os sonhos, o País. Vamos todos unir o País", disse Marta.

Durante seu discurso, citou vários integrantes do PMDB. Dentre eles, o ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP). "Sarney é um gigante da política. Ele deu ao Brasil a constituição cidadã, o direito ao consumidor e tantas outras conquistas. As pessoas esquecem", destacou a senadora.

Sobre o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, Marta afirmou que ele é um líder focado e determinado. A senadora mencionou ainda o vice-presidente do PMDB Nacional, Romero Jucá. "Jucá é um senador atuante, um líder nato. Quero você ao meu lado sempre", destacou ela.

Sobre Gabriel Chalita, secretário de Educação do Município de São Paulo e presidente do PMDB da capital de São Paulo, Marta afirmou que o ex-tucano é um missionário e um símbolo da educação. Chalita defende uma aliança com Fernando Haddad na eleição à prefeitura de SP no ano que vem, enquanto Marta pleiteia ser a candidata do PMDB.

"Chalita, a vida pública é cheia de armadilhas, mas Deus escreve certo por linhas tortas. Juntos, vamos fazer o PMDB cada vez mais forte, afirmou Marta. A senadora, que saiu do evento sem falar com a imprensa, recebe, em sua casa, peemedebistas para um almoço. Chalita não estará presente.

Michel Temer

O presidente em exercício Michel Temer afirmou durante o evento que, com o ingresso da senadora Marta Suplicy, o PMDB ficou maior ainda. Disse que a filiação da senadora renova a grandeza do partido, o que não acontecia desde a entrada de Paulo Skaf, da Fiesp, e Gabriel Chalita, presidente do PMDB na capital de São Paulo e secretário de Educação no município.

"O PMDB é partido aberto. Abrimos as portas para todos que querem colaborar com o País. O PMDB vai fazer muito pela Marta, mas você vai fazer mais pelo partido", ressaltou Temer.

O presidente, que saiu sem falar com a imprensa, disse ainda que o PMDB é um partido de divergência, mas que há momentos de convergências. "Nós convergirmos quando o assunto é o Brasil", concluiu. (AE)



26 de setembro de 2015
diário do poder

PETISTAS NÃO QUEREM LULA DEPONDO NA PF SOBRE CORRUPÇÃO EM SEU GOVERNO

PT DEFENDE CORRUPTOS PRESOS E CRITICAM LULA DEPONDO NA PF

DURANTE O ATO, O PTPEDIU LIBERDADE PARA CORRUPTOS PRESOS E PROTESTOU CONTRA EVENTUAL DEPOIMENTO DE LULA À POLÍCIA, SOBRE O ESQUEMA DE CORRUPÇÃO. (FOTO: ALEX FALCÃO/ESTADÃO CONTEÚDO)


Lideranças petistas classificaram como uma ação de "conotação política" a possibilidade de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva depor à Polícia Federal na investigação da Operação Lava Jato sobre o esquema de corrupção iniciado em seu governo. "O ex-presidente vai testemunhar sobre o quê? Há uma clara conotação política nessa iniciativa", afirma o líder do PT do Senado, Humberto Costa (PE).

Neste sábado (26), o PT organizou um ato público em São Paulo, a pretexto de criticar o "golpismo" e a "criminalização" dos movimentos sociais, mas durante o ato oque mais se viu foi a defesa de corruptos presos e condenados na LAva Jato, como seu ex-tesoureiro nacional João Vaccari Neto, e a crítica a eventual convocação do ex-presidente Lula para depor na Polícia Federal sobre o esquema bilionário de corrupção implantado em seu governo.

Para o senador do PT, não há nenhum fato que envolva o ex-presidente no escândalo da Petrobras e a iniciativa trata-se de uma "coisa isolada" do delegado da PF Josélio Sousa. No dia 11 deste mês, ele solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a autorização para ouvir Lula e os ex-ministros Gilberto Carvalho e Ideli Salvatti sobre o caso.

Na sexta-feira, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou um parecer ao Supremo no qual recomenda ao relator das investigações na Corte, ministro Teori Zavascki, que aceite o pedido do delegado PF para ouvir Lula. Se Zavascki autorizar o depoimento, Lula será ouvido como testemunha.

Para o deputado tucano Antonio Imbassahy (BA), 1º vice-presidente da CPI da Petrobras, a decisão de Janot de recomendar que Lula seja ouvido é acertada. "Lula é um cidadão comum que tem que observar a legislação como todos. Ele tem sido citado. Todo o esquema do 'petrolão' foi iniciado no governo dele, por isso ele tem obrigação de prestar os esclarecimentos. Até porque, como presidente, ele tinha responsabilidade sobre as ações de seus subordinados", disse.

Segundo a edição da revista "Veja" desta semana, o ex-deputado Pedro Corrêa, preso desde abril por envolvimento no esquema de desvios na Petrobras, estaria negociando com o Ministério Público um acordo de delação premiada. A publicação afirma ainda que Corrêa já teria dito aos procuradores da Lava Jato que Lula e a presidente Dilma Rousseff sabiam da existência do esquema de corrupção que funcionava na estatal.

Também de acordo com a revista, Corrêa teria contado, em conversas preliminares, que o petrolão nasceu em uma reunião realizada no Planalto, com participação dele, Lula, integrantes do PP (partido de Corrêa) e os petistas José Dirceu e José Eduardo Dutra, que na época era presidente da Petrobras. No encontro, definiu-se a nomeação de Paulo Roberto Costa para a diretoria de Abastecimento da estatal. Anos depois, Costa se tornaria o primeiro delator da Lava Jato.



26 de setembro de 2015
diário do poder

UM PLANO PARA SALVAR A OPERAÇÃO LAVA JATO

FORÇA-TAREFA VOLANTE VAI OPERAR EM TODAS AS REGIÕES DO PAÍS MANTENDO PADRÃO ÚNICO.



A revista Época traz neste final de semana uma reportagem especial sobre a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de "fatiar" a Operação Lava Jato, enfraquecendo-a de modo a permitir a possibilidade de impedir a punição dos corruptos e ladrões integrantes da maior organização criminosa já ocorrida na história do Brasil. 
Aliás, isto ficou muito evidente para a opinião pública e se refletiu imediatamente pelas redes sociais que se transformaram na caixa de ressonância da sociedade brasileira. 
Antes das redes sociais era difícil perscrutar com exatidão o que se passava na cabeça dos cidadãos comuns longe do centro do poder. 
Hoje não. E esta é uma realidade que não dá para escamotear e que chega a tornar ridículas certas análises e notícias plantadas da grande mídia.
Desmembrar os inquéritos da Lava Jato presididos pelo Juiz Sérgio Moro foi uma decisão completamente descabida levada a efeito pelo Supremo e que causa justificada revolta da esmagadora maioria dos Brasileiros.
"Fora da Corte - diz Época - todos se perguntavam: por que agora? O que mudou? A quem interessa essa mudança? Desde abril do ano passado, réus tentavam retirar o julgamento do Paraná, sob o argumento de que o Tribunal competente era o do Rio de Janeiro, sede da Petrobras. 
Mas diferentes subsidiárias da estatal foram envolvidas na investigação e o STF avaliou que os casos deveriam continuar com o juiz Moro. Nenhum dos ministros explicou a razão dos súbito cavalo de pau nessa interpretação".
Seja como for, já há, segundo a reportagem de Época providências no âmbito da Procuradoria Geral da República, de forma a contrarrestar a inusitada decisão do STF, ou seja, tentar  salvar aquela que é considerada a mais bem sucedida operação da Polícia Federal no combate à corrupção e à roubalheira em toda a história do Brasil.
FORÇA-TAREFA VOLANTE
Por isso, a decisão do Supremo de desmembrar a Lava Jato teve a imediata repulsa da força tarefa sediada em Curitiba, onde prossegue o inquérito, conforme relata a reportagem de Época:
“Terrível” e “péssima” foram algumas das palavras usadas por investigadores para classificar a ordem do Tribunal. Nos próximos dias, procuradores que coordenam as investigações da Lava Jato vão esquadrinhar uma nova estratégia para enfrentar o desmembramento dos processos da operação. 

A Procuradoria-Geral da República acredita que para garantir o mesmo padrão nas investigações – que poderão ficar espalhadas por todo o Brasil – será preciso estabelecer novos grupos e metodologias de trabalho.

Hoje o grupo que coordena a Lava Jato está concentrado no gabinete do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e em Curitiba. O temor do grupo é que as investigações percam fôlego e apoio popular. Outro receio é o compartilhamento em massa de informações - sublinha Época.
Uma das medidas em análise é a criação de uma “força-tarefa volante” -revela a reportagem de Época - entre os procuradores que já atuam na Lava Jato. 

A ideia é que eles possam rodar entre as cidades que venham a ter investigações em curso auxiliando os integrantes do MPF na contextualização dos casos em apuração. 

Ainda que o Supremo tenha decidido pelo desmembramento, a orientação da PGR é a de manter a visão de uma única organização criminosa que atuava em todo o país e em diversos órgãos públicos. 

A PGR deve ainda preparar um manual detalhando o método da organização, suas ramificações, personagens e atuação, como forma de garantir a unidade dos inquéritos. 

Para ler a reportagem na íntegra Clique AQUI


26 de setembro de 2015
in coroneLeaks

Um comentário:

Rogério disse...
Caro Jornalista, caso não libere o comentário, peço-lhe que o coloque em boas mãos. Postei ele no blog do Madureira, do Felipe Moura Brasil (que não liberaram), no do intrépido Constantino (que publicou) e no do Caio Blinder (que deve publicar. o Caio é dez).
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este comentário trata-se de uma constatação que considero (muito) grave, à respeito da atuação de agentes comunistas pela mídia, que não por acaso, aconteceu na Veja, no blog do Caio Blinder nesta semana. Eu identifiquei, combati criticando e até fiz uma analise de mérito, na qual concluí o seguinte:
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Enfim, o Islã e a Cristandade estão sendo contaminados com essa praga,.. perdão .. atividade, e muito da má fama dessas religiões atualmente, advém dessa "colaboração" comunista, que cria um caldeirão até ferver, como no caso do Estado Islâmico. Judeus não caem nessa armadilha porque nascem pelo ventre, então é quase impossível influencia-los com essa forma de cooptação. 

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Se eu estiver "exagerando", até peço perdão pois reconheço que isso me preocupa, mas é pelo grau de viralidade que advém dessa atividade perniciosa, que chamo de mega-assédio cultural e atinge muita gente. Acredito que é uma arma tão simples quanto poderosa para propagação da subversão, com base num processo de lavagem cerebral "real" que aconteceu como pode-se constatar abaixo:
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(1) abordagem de um agente cooptador suspeitíssimo que dá pra investigar mais:
setembro 22, 2015 às 17:51 (com um trecho abaixo)
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/francisco/74739/#comment-664171
..Nosso Senhor Jesus Cristo, a Igreja católica é odiada – não sei se mais que o Comunismo..

(2) minha análise crítica com self defense e a forma de ação
setembro 23, 2015 às 6:52 (link com um trecho abaixo)
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/francisco/74739/#comment-664268
- ele testa, finge que disfarça, e reforça a expressão do ódio, prontinho pra lhe “amparar”

(3) perfil facebook do suposto padre, agente cooptador da propaganda:
https://www.facebook.com/Padre-Carlos-Maria-de-Aguiar-1407667856178490/timeline/
membro da OSMA – Opus Sancti Michaelis Archangeli, Fraternidade que está em processo de reconhecimento em Roma.
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(3) minha análise do mérito da cooptação, onde está o texto itálico do 2o.paragrafo acima:
setembro 25, 2015 às 12:03 (link com 4 trechos abaixo)
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/francisco/74784/#comment-664888
.. busca identificar pessoas com “reações irresistíveis” (fragilidade) de compaixão (ou de revolta)..
..uma enorme gama de vítimas primárias. Pra cada uma delas ele já tem outro script para dar sequencia.. 
.. esses métodos de abordagem há séculos, e a subversão esquerdista apenas aproveita..
..muito da má fama dessas religiões atualmente, advém dessa “colaboração” comunista..

(4) abordagem de um tumultuador (o Caio é judeu democrata, olha o detalhe)
setembro 25, 2015 às 11:58 (link com um trecho abaixo)
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/francisco/74784/#comment-664887
..promove a agenda do partido democrata, o qual fomenta a extinção de Israel, através das alianças com os muçulmanos..

(5) minha critica ao agente tumultuador
setembro 25, 2015 às 13:40 (link com um trecho abaixo)
http://veja.abril.com.br/blog/nova-york/francisco/74784/#comment-664913
..vendo dessas coisas, e procuro esclarecer o máximo de pessoas e de jovens..
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Acredito na inteligência de se fazer bom uso desse material, e estou convicto que ele tem potencial pra sanear uma bolada de gente da infestação comunista principalmente. E quem sabe, ainda neutralizar uma célula ativa caso a suspeita do padre venha a ser mais bem investigada por parte da imprensa e/ou da própria população. Muito Obrigado, e que o há de melhor nos ajude.
26 de setembro de 2015


FOTO DO DIA


Cartaz colocado no ato em defesa do PT realizado hoje na Sé. em São Paulo. Pelo jeito, está faltando o cara que pagava a tubaína e a mortadela para os militontos servirem de massa de manobra, enquanto roubava bilhões de dólares do Petrobras para os petistas do andar de cima comprarem apoio no Congresso e ficarem podres de ricos.

26 de setembro de 2015
in coroneLeaks

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Com uma ajudinha dessa, aí mesmo é que o indigitado não sai mais da cana.
m.americo

PEDRO CORRÊA PODE BOTAR LULA NA CADEIA


 Da Veja:

"Não é à toa. Ele tem citado perto de uma centena de políticos de detalhado roubalheiras em outros órgãos e estatais. " Se o Pedro falar tudo o que sabe, será o fim. O PP terá que se refundar.
Não sei se sobrará alguém nos outros partidos também", diz um deputado do partido. " O Pedro é um dos homens da República que mais sabem desde o governo FHC. Se ele falar, terá condições de passar a limpo toda uma página da nossa história", diz Michel Saliba, ex-advogado de Corrêa, a Veja. Pedro Corrêa negociou a participação de seu partido no governo Lula, no mensalão e no petrolão. 
Sabe de cor e salteado de quem é a responsabilidade pelas roubalheiras bilionárias praticadas nos últimos anos na Petrobras, no Ministério da Saúde e, principalmente, no Ministério das Cidades. Ele tem na manga detalhes impressionantes de como o ex-presidente tentou melar o julgamento do mensalão. 
Naquela ocasião, o petista não conseguiu livrar seus aliados da prisão. Agora são seus aliados que ameaçam Lula com a possibilidade de cadeia."

26 de setembro de 2015

"FUTURO DA LAVA JATO NÃO ESTÁ GARANTIDO" - DIZ SÉRGIO MORO

Em palestra a empresários, o juiz Sérgio Moro afirmou que existe o risco de que a Operação Lava Jato "caia no esquecimento":


Um dia após sofrer derrota no Supremo Tribunal Federal, que tirou de suas mãos parte dos inquéritos da Lava Jato, o juizSérgio Moro se reuniu com empresários em São Paulo. Sem comentar diretamente a decisão da corte, o magistrado afirmou que existe o risco de que a operação “caia no esquecimento”. 
A decisão do STF, criticada pela Procuradoria da República e pelo próprio Moro em um de seus despachos, transferiu para São Paulo um dos processos da operação, o que abriu precedente para que advogados tentem tirar outros inquéritos de Curitiba – e de Moro. 
Ele participou nesta quinta-feira de um almoço organizado pelo Lide, o grupo empresarial presidido por João Dória Júnior, um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de São Paulo. 
Foi ovacionado mais de uma vez pelos mais de 500 presentes. As grandes construtoras agora alvo da Lava Jato, que no passado já foram homenageadas por eventos do grupo, estavam ausentes.

Moro usou como analogia sua grande inspiração, a operação Mãos Limpas, desencadeada pela procuradoria de Milão nos anos de 1990 para combater a corrupção no Governo italiano, para afirmar que o futuro da Lava Jato corre perigo. 

“De 1992 a 1994, a Mãos Limpas teve uma importância tremenda, mais do que a Lava Jato tem hoje em dia”, afirmou, citando os mais de 4.500 investigados e 800 presos na ação italiana. No entanto, continuou o juiz, “depois de 1995 houve uma reação significativa do poder político, que eliminou ganhos da operação”. De acordo com ele, foram aprovadas leis que favoreceram os suspeitos: “O resultado foi que 40% dos 4.500 investigados foram beneficiados por leis de anistia ou com a prescrição do caso”, diz.

O exemplo, segundo ele, “é importante para mostrar que o futuro [da Lava Jato] não está garantido”. Moro disse ainda que muita gente o parabeniza nas ruas pelo trabalho feito no caso, e falam que a Lava Jato vai mudar o país. 
“Não acredito nisso, só mudará o país se houver mudanças reais no âmbito da iniciativa privada e das instituições públicas”, disse, defendendo em seguida o projeto de lei do Ministério Público Federal intitulado Dez Medidas Contra a Corrupção

Ainda em fase de coleta de assinaturas para ser enviado ao Congresso, o texto facilita repatriação de recursos de investigados por corrupção, além de dificultar a prescrição dos crimes. 
“O empresariado precisa apoiar essas medidas, até porque não acarretam aumento do gasto público”, afirmou.

Questionado sobre a proibição das doações de empresas a partidos políticos, aprovada no STF recentemente, Moro ficou em cima do muro. 
“Para admitir doações privadas é preciso que haja regras e transparência”, disse, para em seguida afirmar que “há uma série de indefinições quanto ao financiamento público de campanha (...) não sei se essa forma resolve problemas de caixa 2”. 
Ele também criticou a morosidade do Judiciário, e defendeu que um condenado em primeira instância comece a cumprir pena após sua primeira apelação.

Moro criticou também o foro privilegiado para parlamentares e políticos, dizendo que isso contraria “o senso básico de Justiça, segundo o qual todos devem ser tratados da mesma forma perante a lei”. 
Ele afirmou, porém, que atualmente “foro privilegiado não é mais sinônimo de impunidade, e o caso do mensalão é um exemplo disso”.

O paladino da Lava Jato disse buscar inspiração em um juiz italiano nos momentos difíceis da operação. Trata-se de Giovanni Falcone, um precursor da Mãos Limpas morto pela Cosa Nostra em 1992
Antes de ser assassinado ele comandou um processo que culminou com a prisão de centenas de mafiosos. “Em situações de dificuldade, leio livros sobre ele, e penso: ‘bom, o buraco dele era bem mais fundo do que o meu’. E vamos para frente.”

No final, Moro mandou um recado ao empresariado: "A corrupção não é um problema só do poder público. Ele não age sozinho: há sempre alguém disposto a fazer pagamento de propina". (El País).



26 de setembro de 2015
in blog do orlando tambosi

PT CONDENADO A SER O TERCEIRO PARTIDO NO CONGRESSO


O PT está esvaziando no Brasil inteiro. Saem deputados e senadores às pencas, sem contar prefeitos e vereadores. 
Com a nova eleição do Congresso Nacional, os petistas devem perder postos importantes, ficando atrás do PMDB e PSDB em número de deputados eleitos. 
Será o começo do fim, com pouquíssimo protagonismo político. 

Hoje Marta Suplicy filia-se no PMDB, mais tarde saem Paulo Paim (RS) e Walter Pinheiro (BA). 
Deputados estão deixando o partido do Petrolão em todo o Brasil. 
2016 é ano de eleições municipais. São elas que dão base para deputados e senadores em 2018. 
O PT caminha para o fim. Ninguém que ainda tenha um pingo de decência quer ficar no partido da corrupção e da roubalheira.

26 de setembro de 2015
in coroneLeaks

LULA, DE VOLTA ÀS ORIGENS



(Estadão) O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) no qual recomenda que o relator das investigações da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, aceite pedido da Polícia Federal (PF) que deseja colher novos depoimentos, entre eles o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Se Zavascki autorizar o depoimento, Lula será ouvido como testemunha no âmbito de um inquérito que apura a formação de uma organização criminosa geral para praticar os atos de corrupção na Petrobrás.

Na última semana, o delegado da PF Josélio Souza solicitou ao STF a autorização para ouvir Lula, além dos ex-ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência, governo Dilma Rousseff), Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais, governo Dilma) e José Dirceu (Casa Civil, governo Lula) no âmbito da operação Lava Jato.

No ofício da PF, o delegado aponta que indícios devem ser buscados para identificar eventuais vantagens pessoais recebidas pelo então presidente, como atos de governo que "possibilitaram que o esquema" fosse mantido. 

"A investigação não pode se furtar de trazer à luz da apuração dos fatos a pessoa do então presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva que, na condição de mandatário máximo do país, pode ter sido beneficiado pelo esquema em curso na Petrobrás, obtendo vantagens para si, para seu partido, o PT, ou mesmo para seu governo, com a manutenção de uma base de apoio partidário sustentada à custa de negócios ilícitos na referida estatal", escreve o delegado da PF.

O pedido da PF usa como base depoimentos do doleiro Alberto Youssef, do ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa e do ex-gerente da estatal Pedro Barusco, delatores do esquema de corrupção.

Dilma. No mesmo ofício, a PF aponta que a presidente Dilma Rousseff não pode ser investigada por uma vedação prevista na constituição, segundo a qual presidentes da república não podem ser responsabilizados por atos estranhos às funções enquanto estão no exercício do mandato. 
Nesta sexta-feira, 25, o PSDB usou o relatório policial para protocolar uma petição no STF com pedido para que Zavascki autorize uma investigação da presidente Dilma.

O PSDB argumenta ao STF que, pela peça da Polícia Federal, "há elementos mais do que suficientes para dar início às investigações de Dilma Rousseff". 

A vedação à responsabilização de presidente da República, segundo o partido, precisa de uma reanálise. 
Com base em despacho do próprio ministro Teori Zavascki, o PSDB argumenta que a presidente pode ser investigada, ficando restrita apenas a abertura de uma ação penal.

26 de setembro de 2015
coroneLeaks

NENHUMA PRESIDÊNCIA VALE TANTO




A submissão da presidente Dilma às exigências do PMDB rachado e dividido constitui apenas um capítulo nessa novela de horror, mas só pode ter uma explicação: Madame tem medo do impeachment. Para evitá-lo, fará qualquer coisa. Dispõe-se a humilhações, avanços e recuos. Aceita imposições e imobiliza seu governo, mais do que vinha acontecendo antes de optar pela reforma do ministério. Quer suprimir dez pastas, mas não sabe quais, definindo ora umas, ora outras, ao sabor do fisiologismo de seus aliados. Viajou para os Estados Unidos sem saber quantos ministros vão sair ou vão ficar. Nem quais os escolhidos. Quando retornar, o dia seguinte terá ficado pior do que a véspera, por conta de outras tantas trapalhadas e lambanças.
Nenhuma presidência vale tanto. Melhor faria Dilma se pedisse para sair, preservando o resto de honra que ainda possui. Com o país envolto em agudos índices de desemprego, o dólar alcançando patamares raras vezes registrados, o custo de vida aumentando em níveis sombrios, elevando-se o índice de impopularidades pela criação de mais impostos, sempre sacrificando a população – quais os dividendos que a presidente imagina tirar de performance tão negativa?
Dela, cada iniciativa redunda em fracasso. Seus aliados fogem, quando não a estão traindo. Seus ministros omitem-se. Seu partido evaporou. Pergunta-se porque ainda insiste. Se é para permanecer no palácio do Planalto às custas de tantos dissabores, melhor faria se reconhecesse a impossibilidade de seguir adiante. Não deu certo. Essas coisas acontecem, importa reconhecer a derrota e tirar dela efeitos ainda capazes de poupar sua biografia.
DESAGREGAÇÃO
Do jeito que as coisas vão, o risco é da desagregação nacional. Haverá que recomeçar, sob outra direção. O governo dos trabalhadores demonstra não ser  dos trabalhadores e nem ser governo. Tornou-se um aglomerado de fracassos, faltando-lhe programas, planos e estruturas. Lembra as ruínas de uma cidade assolada por formidável terremoto. Impossível reconstruí-la, preferível erigir outra, em outro terreno, sem o governo atual. Antes que as instituições afundem, reformá-las.
Trabalhadores, empresários, classe média, intelectuais, funcionários públicos, religiosos, jornalistas, militares, estudantes, até políticos, estes com vastas exceções, ainda poderiam dedicar-se à reconstrução, se unidos. Mas sem a equipe responsável pela queda. A começar por ela.

26 de setembro de 2015
Carlos Chagas

O HUMOR DO ALPINO...

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26 DE SETEMBRO DE 2015

FANTASMA DO IMPEACHMENT

MANUTENÇÃO DE VETO AFASTA DE DILMA O FANTASMA DO IMPEACHMENT



Não parece haver dúvida quanto ao fato de que a manutenção do veto à proposição que derrubava o fator previdenciário conduz à impressão de que, com tal resultado, manchete principal da edição de O Globo de quarta-feira, afasta-se da presidente Dilma Rousseff o fantasma do impeachment que tanto a inquieta quanto ao próprio país. As oposições não conseguiram os 60% dos votos necessários para transformar em lei a intenção (legítima) pela qual se empenhavam.
E se não conseguiram derrubar um veto, com base nos números de hoje, mais difícil ainda será derrubar a presidente da república amanhã do plano alto do Planalto. Um pensamento leva a outro colocado numa altitude muito mais difícil de superar. A presidente respira aliviada. Sua decisão de entregar o Ministério da Saúde e mais quatro pastas ao PMDB de Michel Temer surtiu efeito, pelo menos a médio prazo. Tempo suficiente para traçar um novo caminho para seu governo e preencher partidariamente as frações de poder que detém e que se equilibram às oscilações de sua caneta mágica.
SEM TORCIDA
Não se trata de torcer contra ou a favor, confundindo a realidade com o que se deseja que aconteça. Este, inclusive, é um mal que afeta numerosas camadas da opinião pública que confundem os confrontos políticos (e da política) com os jogos de futebol. Torcer é uma coisa. Analisar é outra. Escrevi há poucos dias que a força da inércia contribui para o equilíbrio de Dilma no poder, equilíbrio fraco, mas de qualquer forma equilíbrio. É melhor tê-lo frágil, do que não ter equilíbrio algum a seu favor.
Além disso, não há número para impedir Dilma Rousseff. O PT, claro, votará contra. O PMDB apresenta-se dividido entre o vice Temer e o alinhamento imediato com a presidente na base da participação no governo. A legenda não pode logicamente trocar a realidade ao sol de hoje pela perspectiva de um duvidoso amanhã. A divisão estende-se ao PSDB, ainda de forma mais acentuada. Há as correntes de Aécio Neves, de José Serra, de Geraldo Alckmin. Aécio luta para anular as eleições de 2014 no TSE. José Serra votou com o governo contra o veto ao fator previdenciário. O governador de São Paulo quer mais tempo para tentar candidatar-se novamente ao Planalto, pois já perdeu uma vez para Lula. O PSOL, PSB, PP, evidente, não votam pelo impeachment. Logo ele não tem possibilidade.
E O PMDB?
Parte do PMDB, esta é a verdade, joga na renúncia, pois assim Michel Temer assumiria imediatamente. Mas não é a maioria da legenda. Pois se assim fosse, essa corrente teria votado pela derrubada do veto e isso não aconteceu. Afastar alguém da presidência da República constitui sempre um risco. O de contribuir para que assumam correligionários hostis. E neste ponto cabe lembrar uma frase clássica do senador Benedito Valadares, do PSD, em 1960: é melhor um adversário cordial do que um correligionário hostil. A quem ele estava se referindo? Exatamente a Tancredo Neves que, por 25 mil votos, perdeu o governo de Minas Gerais para Magalhães Pinto.
A frase pertence ao passado. Porém é eterna em matéria de política. Serve de alerta para todas as épocas, aplicando-se por igual às diversas correntes partidárias. Devemos todos nós parar quando acende o sinal amarelo. Claro, outros episódios virão, há um outro veto de peso pela frente, cuja apreciação pode ocorrer na semana que vem, o aplicado ao reajuste dos servidores da Justiça Federal. Mas, seja qual for o desfecho, não mudará a descompressão que se nota em volta do Palácio do Planalto. Política é assim.

26 de setembro de 2015
Pedro do Coutto

FUNDAÇÃO BILL GATES PROCESSA PETROBRAS POR PERDAS COM AÇÕES




A Fundação Bill & Melinda Gates entrou com um processo contra a Petrobras para recuperar perdas com ações da petroleira decorrentes do escândalo bilionário de corrupção na estatal de petróleo, investigado pela operação Lava Jato.
Segundo a queixa, registrada na quinta-feira à noite na corte federal de Manhattan, “o esquema de suborno e lavagem de dinheiro” causou à Fundação Gates e a outro autor, WGI Emerging Markets Fund LLC, uma perda de dezenas de milhões de dólares investidos da petroleira. “Na verdade, o escândalo ainda parece aumentar a cada dia, à medida que mais criminosos, mais prisões e mais contas bancárias secretas são descobertos”, disse a ação.
A Petrobras está enfrentando uma enorme quantidade de processos nos Estados, que alegam anos de corrupção, incluindo subornos, que teriam inflado o valor de suas ações e títulos em mais de 98 bilhões de dólares. Criada em 2000 pela Microsoft Corp, a fundação tem como foco a melhoria da educação e da saúde e a redução da pobreza.
AÇÃO ISOLADA
A fundação está processando a Petrobras por conta própria, sugerindo acreditar que poderá ser a melhor maneira de recuperar mais de suas perdas em recibos de ações da Petrobras negociadas nos EUA (ADRs). A filial brasileira da auditora da petroleira PricewaterhouseCoopers (PwC) também é ré.
Procuradas, a Petrobras e a PwC não tinham comentários imediatos sobre a reportagem. Os advogados da fundação não responderam imediatamente aos pedidos para comentar. Westwood Global Investments LLC, uma empresa com sede em Boston, gerencia investimentos para a fundação e para o fundo WGI.
DESPENCANDO
O valor de mercado da Petrobras, que era de quase 300 bilhões de dólares há sete anos, caiu mais de 90% desde então. Em abril, a petroleira anunciou perdas de 6,2 bilhões de reais por corrupção e reduziu em mais de 44 bilhões de reais o valor de seus ativos.
A fundação com sede em Seattle é uma das maiores organizações de caridade do mundo, com doações de 41,3 bilhões de dólares. (Com agência Reuters)

26 de setembro de 2015
Deu na Veja