"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 11 de março de 2015

UM FUZIL ATRÁS DE CADA ÁRVORE!

Consta da História que, durante os preparativos japoneses para a guerra foi sugerido realizar uma invasão da costa oeste dos EUA antes que este pudesse mobilizar seus recursos, ao que se opôs o Almirante Yamamoto: "Seria impossível!" disse ele. "Encontraríamos um homem com um fuzil atrás de cada árvore."
Yamamoto conhecia bem a alma dos Estados Unidos (pelo menos a daquele tempo). Sabia que lá os caçadores e os atiradores esportivos formavam o maior exército mobilizável do mundo, que cada família costumava ter mais de uma arma pronta em casa, um verdadeiro exército sempre de armas na mão, sem necessidades logísticas, conhecedor como ninguém do terreno e que tornaria impossível a ocupação inimiga do território pátrio.
Ainda hoje, mais de 750 mil caçam nos bosques da Pensilvânia e mais de 700 mil em Michigan. Só no estado de Wisconsin, seus 600 mil caçadores formam o oitavo maior exército do mundo, com mais homens em armas do que tem o Irã. Mais do que o tem a França e a Alemanha somados. Somando mais 250 mil caçadores em West Virginia se percebe que os caçadores desses quatro estados, por si só, já constituem o maior exército do mundo. E acrescentando os atiradores e caçadores de outros estados serão muitos milhões!
Claro, aconteça o que acontecer, os EUA estarão a salvo de uma invasão estrangeira enquanto contarem com esse "exército territorial". Por isso que todos os inimigos, estrangeiros e nacionais, querem vê-los desarmados. O controle de armas é estratégia fundamental para quem quer dominá-los
De forma geral, os caçadores possuem as mesmas habilidades individuais necessárias aos soldados, possuem eficácia de tiro, estratégias de combate, sobrevivência e camuflagem. Mesmo sem contar com as Forças Armadas são um invencível exército no solo de sua pátria, que garante também os direitos dos cidadãos, a liberdade, a ordem pública e até a democracia, mas principalmente a soberania territorial, contra qualquer aventura de invasão.:
- Qual o exército invasor por grande que seja gostaria de enfrentar 50, 60 ou 90 milhões de cidadãos armados?
Para o bem da sua liberdade, os americanos nunca permitirão o controle ou o confisco de suas armas. Aqui no nosso País quando os cidadãos de bem se desarmaram, as taxas de homicídios cresceram e as organizações criminosas estenderam seus tentáculos e se instalaram no aparelho do Estado. Submetemo-nos ingenuamente, caindo na balela da propaganda oficial de redução da criminalidade, ao devolvermos até nossas armas de autodefesa num desarmamento imposto pelo Governo, aumentando ainda a nossa vulnerabilidade. Claro, com um pouquinho de senso comum usaríamos também a caça e o tiro ao alvo como implemento à segurança nacional. Poderíamos contar com milhares de garimpeiros na Amazônia se não os desarmássemos e se não os hostilizássemos. Ainda bem que no Rio Grande do Sul ainda existem caçadores.
Tal como nos EUA, nossos inimigos querem nos desarmar. Só que aqui eles estão conseguindo, e nos convencendo a não resistir para preservar a vida. Quanto a segurança pública, a simples expectativa de reação armada já evitaria grande parte dos crimes comuns.
Povo desarmado é povo submisso! Facilmente se torna povo submetido.

Esta é uma mensagem enviada pelo Instituto Endireita Brasil.
Visite o nosso site:www.emdireitabrasil.com.br
11 de março de 2015
Gelio Fregapani
(recebido por email)

OS GLADIADORES DO ALTAR DA IGREJA UNIVERSAL















Agora, a Universal começará a dizer que é perseguida pela imprensa e que seus adversários são inimigos do cristianismo. Seus pregadores subirão aos altares tomados de uma ira nada santa contra os que não compreendem a beleza evangélica de seus “gladiadores do altar”.
No entanto, isso é uma experiência de fundamentalismo religioso contra a qual o bom senso deve agir para dar um basta porque essas forças muito facilmente saem do controle.
A pergunta insistentemente repetida em cultos com a presença dos gladiadores é esta, segundo tenho lido: “O que os gladiadores querem?”, ao que os rapazes respondem: “O altar, o altar, o altar!”.
Seja lá o que isso signifique, “altar”, ou seja, a mesa alta, a alta ara, é símbolo de poder. E é para esse poder que os jovens são chamados e preparados para aplicação de seu vigor a serviço da “Igreja” Universal.

11 de março de 2015
Percival Puggina

DIA 15 DO IMPEACHMENT



11 DE MARÇO DE 2015

O MINISTRO CARDOZO, O EXÉRCITO DE LULA E ÓDIO NOS PROTESTOS CONTRA DILMA


MST, o Exército do Lula, causa acidente com três mortes no Sergipe. Enquanto isso, Cardozo está preocupado com "ódio" nos protestos contra Dilma





Desde que Lula transformou o MST em "exército" do PT, este movimento terrorista não para de cometer crimes. Invadiu laboratórios, destruindo anos de pesquisa. Fechou rodovias. Ocupou prédios públicos. Tomou conta de bancos. O ministério da Justiça não moveu uma palha, ao contrário do que fez contra os caminhoneiros, contra quem jogou a Polícia Federal e a Força Nacional, além de uma tropa de choque da PRF.


Hoje, dois adultos e uma criança morreram após o engavetamento entre uma carreta e sete carros ter provocado uma explosão na manhã desta quarta-feira (11) no Km 110 da BR-101, perto da cidade de Itaporanga D'Ajuda, a 29 km de Aracaju. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), a carreta estava carregada com adubo, que é inflamável. A identidade das vítimas ainda não foi divulgada.


Por que o acidente ocorreu? A rodovia estava bloqueada por manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Não avisaram nada. A PRF nem mesmo sabia da manifestação. Homicídio culposo, na melhor da hipóteses. A baderna consentida pelo governo petista fez com que os veículos ficassem parados na rodovia. Segundo a PRF, a carreta não conseguiu frear quando se aproximou e atingiu sete veículos. Outros quatro foram empurrados pela colisão.


Enquanto isso, em Brasília, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo fazia ameaças veladas contra as manifestações do próximo dia 15 de março: "O governo tem essa tolerância com as pessoas que o criticam e gostaríamos muito que essas pessoas não fizessem uma ação de ódio, de raiva. Expressem suas ideias democraticamente, vamos nos tolerar". Como se a Oposição alguma vez tivesse cometido violências e crimes como o MST vem fazendo, debaixo da tolerância e cumplicidade do governo Dilma. Hoje o MST assassinou mais três pessoas. Sobre isso, Cardozo não falou nada.


11 de março de 2015
in coroneLeaks

O IMPEACHMENT JÁ ESTÁ NA RUA...

PARTIDO SOLIDARIEDADE COLETA ADESÕES AO IMPEACHMENT DE DILMA
SOLIDARIEDADE INICIA A COLETA DE ASSINATURAS PARA AFASTAR DILMA




OS FORMULÁRIOS PARA ASSINATURA ESTÃO DISPONÍVEIS NO SITE DO PARTIDO SOLIDARIEDADE


O partido Solidariedade decidiu começar um movimento nacional de coleta de assinaturas para o impeachment da presidente Dilma Rousseff. O presidente do partido, deputado federal Paulinho da Força (SP), afirmou que “nenhum brasileiro aguenta mais a corrupção, as mentiras e a incompetência do governo Dilma”.

Segundo Paulinho, o Solidariedade vem há meses conversando com juristas e ministros e está convencido de que há bases legais sólidas para a abertura de um processo de impeachment.

“A principal questão que estamos levantando é a culpa de Dilma Rousseff por omissão, imperícia, imprudência ou negligência. Na prática, o cargo que Dilma ocupava à época da compra de Pasadena [refinaria localizada nos Estados Unidos], de presidente do Conselho de Administração da Petrobrás, lhe dava responsabilidade sobre as decisões da empresa e, consequentemente, sobre o prejuízo de quase 800 milhões de dólares, que a compra causou à empresa” - afirmou Paulinho da Força

Por este motivo, o Solidariedade iniciou nesta quarta (11) a coleta de assinaturas para o impeachment. Quem quiser participar desse movimento pode baixar as páginas que devem ser impressas, para a coleta de assinaturas, no endereço 

http://www.solidariedade77.org.br/wpcontent/uploads/abaixoassinadosolidariedadefinal.pdf.

11 de março de 2015




E AGORA CID? QUEM SÃO OS ACHACADORES?


CÂMARA CRIARÁ COMISSÃO PARA APURAR SUPOSTA DOENÇA DE CID
ELE EVITOU ENCARAR 'ACHACADORES' NO PLENÁRIO ALEGANDO MAL-ESTAR




O MINISTRO CID GOMES ESTAVA INTIMADO PARA COMPARECER À CÂMARA NESTA QUARTA-FEIRA ÀS 15H 
(FOTO: FABIO RODRIGUES POZZEBOM/ABR)


O desastrado ministro da Educação, Cid Gomes, entrou na lista negra dos deputados federais, após acusá-los de achacadores. A Câmara dos Deputados criará uma comissão externa, formada por médicos, para verificar a fajuta sinusite do ministro, que faltou à audiência na qual explicaria as ofensas às suas excelências.

O pedido foi apresentado pelo líder do PMDB na Câmara, Leonardo Picciani (RJ). No entanto, precisa ser aprovado pelo plenário, o que acontecerá com facilidade após a declaração de Cid.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pretende levar o requerimento de Picciani à votação nesta terça-feira (11).

Se depender da vontade dos deputados, o ministro irá na próxima semana à Câmara mesmo se estiver acamado.

Cid é autor da cretina declaração de que professor deve trabalhar por amor, não por dinheiro, durante uma greve dos professores do Ceará.


11 de março de 2015
diário do poder

CARDOZO ADVERTE LULA E STEDILE


Hoje, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, foi firme com Luiz Inácio Lula da Silva e João Pedro Stédile, que ameaçaram promover um banho de sangue caso Dilma Rousseff sofresse impeachment.

Disse Cardozo:

" Neste momento, é legítimo que as pessoas se manifestem, desde que o façam de forma pacífica. Da mesma forma, o respeito às regras democráticas também deve estar colocado neste processo. Ou seja, que manifestem-se dentro da lei e da ordem, respeitem as autoridades constituídas e afastem-se de quaisquer posturas golpistas."

Boa, Cardozo.


11 de março de 2015
o antagonista

NO REINO DO FAZ DE CONTA

Espero que o leitor me desculpe por voltar com frequência às questões relacionadas ao governo federal e, inevitavelmente, com a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT.

Isso é, porém, inevitável, uma vez que o país vive um momento crítico, que se agrava a cada dia, enquanto os principais responsáveis pela crise insistem em se fazer de vítimas. Vítimas de uma conspiração inexistente, inventada por eles.

Essa é uma atitude preocupante, já que o que está em jogo é a situação econômica e também social do país, cujo agravamento é indisfarçável e cujas consequências podem se tornar mais graves, se os responsáveis pelo governo do país insistirem em fingir que ela não existe.

Ou, pior, que é mera conspiração de adversários políticos –ou seja, a imprensa e a Justiça.

Na verdade, o que o governo pretende ocultar é que tanto os escândalos envolvendo a Petrobras quanto o desequilíbrio que afeta a economia são consequências dos erros cometidos pelas gestões petistas e, principalmente, pela arrogância da presidente da República.

Muito antes de assumir a chefia do governo, quando era ministra de Minas e Energia, opunha-se à linha econômica adotada por Antonio Palocci, que seguia programa do governo Fernando Henrique Cardoso.

Ela insistia na linha populista, que terminou sendo adotada por Lula e ampliada por ela ao se tornar presidente. A redução dos preços dos combustíveis –que criou um rombo financeiro na Petrobras– obriga-a a aumentá-los agora, quando a situação econômica o exige, mas para descontentamento geral.

Não é por acaso que os caminhoneiros paralisaram o país, levando ao aumento dos preços dos alimentos, sem falar nas outras consequências.

Ninguém diria que o governo do Partido dos Trabalhadores seria posto contra a parede pelos próprios trabalhadores.

Os caminhoneiros exigiam a redução do preço do diesel, coisa que o governo não pode fazer, a menos que decida agravar ainda mais a situação da Petrobras.

O que se vê, portanto, é que a redução demagógica do preço dos combustíveis –aliada a outras medidas igualmente populistas, às custas dos impostos que vinham sendo aumentados progressivamente– teria que dar o resultado que deu.

Como já haviam afirmado os entendidos no assunto, a política econômica fundada no consumismo dá sempre em desastre.

Mas foi graças a isso que Lula e sua turma se mantiveram no poder durante todo este tempo.

Só que a hora do desastre chegou e, junto com ela, os escândalos do Petrolão, que não param de crescer, com novas revelações e novas propostas de delações premiadas. Já imaginou o que os executivos da Camargo Corrêa vão revelar?

Por tudo isso, torna-se impossível prever o que vem por aí. Quando os advogados das empreiteiras buscam o ministro da Justiça para que ele intervenha na Lava Jato, contrariando a lei, é que eles mesmos já não sabem o que fazer.

Pior: a surpreendente atitude de Renan Calheiros (PMDB-AL), devolvendo ao Planalto a medida provisória do ajuste fiscal, deixa evidente a fraqueza política do governo.

Diante de tamanha encrenca, nem o espertalhão do Lula sabe o que fazer. Tanto é verdade, que teve a coragem de, mais uma vez, inventar uma manifestação em defesa da Petrobras. Logo ele que nomeou e manteve nos cargos principais da empresa quem a saqueou?

Isso, de certo modo, me faz lembrar o presidente da Venezuela, o farsante Maduro, que diz se comunicar com o falecido Hugo Chávez com a ajuda de um passarinho.

Como Lula, ele sabe que afirmações como essas não podem ser levadas a sério, a não ser por débeis mentais. Lula não chega a esse nível de surrealismo, mas abusa da inteligência alheia quando promove atos públicos em defesa da empresa que ele e sua gente saquearam.

Talvez seja por isso que, vendo que quase ninguém ainda acredita em tais lorotas, outro dia perdeu a cabeça e, para tentar intimidar os adversários, ameaçou pôr nas ruas o "exército de Stédile".

Creio que ninguém sabia que esse já um tanto esquecido líder dos sem-terra possui um exército. Vai ver que é o famoso exército de Brancaleone.


11 de março de 2015
Ferreira Gullar, Folha de SP

O EXÉRCITO DE LULA EM DEFESA DO QUE É NOSSO (DELES)

A Operação Lava Jato é como um filme de gângsteres passado na cabeça de algum roteirista de Hollywood.

Lula convocou o "exército" do MST - nas palavras dele para defender o PT nas ruas. Até que enfim alguém faz algo concreto em defesa do nascente e moribundo governo de Dilma 2, a missão. A esta altura dos acontecimentos, talvez só mesmo um exército usando a força bruta possa salvar o mandato da grande dama - porque na legalidade está difícil.

Mas não tem problema, porque o PT sabe que esse negócio de legalidade não tem a menor importância. Pelo menos não para quem tem bons despachantes, doleiros diligentes e militantes bem pagos dispostos a tudo. Lula convocará todos os seus exércitos até o dia 15, se possível com o auxílio sofisticado de alguns depredadores de elite. Entre uma soneca e outra, o Brasil está programando sair às ruas nesse dia. E não é de vermelho.

Cumpre ao grande líder, portanto, reunir todas as forças populares de aluguel para mandar o Brasil de volta para casa, que é o lugar dele.

Tudo isso acontece num momento histórico para o país. Após anos de trabalho exaustivo, o PT conseguiu o que parecia impossível: rebaixar a Petrobras à categoria de investimento especulativo. Não pensem que isso é tarefa fácil, nem para o mais laureado dos parasitas.

Tratava-se da oitava maior empresa do mundo, que ia ficar maior ainda após a descoberta do pré-sal. Jogar a Petrobras na lona, levando-a a perder o grau de investimento e a sair vendendo bugigangas como uma butique em liquidação é façanha para poucos. Os brasileiros que sairão às ruas no dia 15 só podem estar com inveja dessa obra-prima.

O Brasil deu 16 anos consecutivos de mandato presidencial ao PT, e pode-se afirmar com segurança que uma grossa fatia desses votos foi dada em defesa do nacionalismo - em defesa da Petrobras. Lula e o império do oprimido conquistaram o monopólio da defesa do que é nosso e não têm culpa se o povo não entendeu que eles estavam lutando pelo que é "só nosso". No caso, os dividendos bilionários que a Petrobras podia dar a um esquema subterrâneo de sustentação política. É mais ou menos como a situação do padre pedófilo, que guarnece a pureza da criança para poder abusar dela.

Os brasileiros levaram essa curra ideológica e continuam relaxados. Ninguém deu queixa. A Operação Lava Jato continua sendo assistida como um filme de gângsteres, como se isso se passasse na cabeça de algum roteirista de Hollywood. Um mistério insondável permanece impedindo que se entenda por que as vítimas do estupro ainda não botaram os gângsteres para correr. Talvez isso comece a se esclarecer no dia 15 de março de 2015. Ou não.

Em junho de 2013, o petrolão ainda não tinha jorrado nas manchetes em todo o seu esplendor. Mas o mensalão e seus sucedâneos já revelavam a jazida de golpes do governo popular contra o Estado - esse que o PT jurava defender contra a sanha da direita neoliberal. Ou seja: o padre pedófilo já estava escondido com a batina de fora, não via quem não queria. Foi então que o Brasil saiu às ruas indignado, disposto a dar um basta nos desmandos que já lhe custavam, entre outras coisas, a subida da inflação e o aumento do custo de vida. O padre pedófilo assistiu àquela explosão de olhos arregalados, certo de que tinha sido descoberto e de que agora vinham buscar o seu escalpo. Mas os revoltosos nem o notaram, e ele pôde até, tranquilamente, estender seu tempo de permanência na paróquia. Foi o fenômeno conhecido como a Primavera Burra.

Agora o outono se aproxima, com ares primaveris. As vítimas do abuso começam, aparentemente, a entender que o seu protetor é o seu algoz. Como sempre no Brasil, tudo muito lento, meio letárgico e confuso, com as habituais cascas de banana ideológicas largadas no caminho pelo padre - "a culpa é de FHC", "querem a intervenção militar", "é a burguesia contra o Bolsa Família" etc. Como escreveu Fernando Gabeira, o velho truque de jogar areia nos olhos da plateia - única instituição que dá 100% certo no Brasil há 12 anos. O problema é que, mesmo com areia nos olhos, está dando para ver que o petrolão ajudou a financiar a reeleição de Dilma. E agora?

Agora é hora de tirar a batina do padre e mostrar que o rei está nu. Sem medo dos exércitos de aluguel que farão o diabo para defender o que é nosso (deles).


11 de março de 2015
Guilherme Fiuza, Revista Época

PANELAÇO É REJEIÇÃO A VELHAS DESCULPAS

Governo precisa fazer política, conversando com todos, inclusive a oposição, porque a estabilidade econômica e política interessa a toda a sociedade


O panelaço que acompanhou na noite de domingo o pronunciamento à nação da presidente Dilma Rousseff, em regiões de cidades importantes como São Paulo, Rio e Belo Horizonte, continuou a ecoar segunda-feira.

Interpretar a manifestação como uma tentativa antidemocrática de um “terceiro turno” para as eleições do ano passado, termo empregado por Dilma e o ministro-chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante, é de nenhuma valia para o governo. Afinal, tanto a presidente quanto o ministro reconheceram, e não poderia ser diferente, que está em vigor a plena liberdade de manifestação.

Se não passa de insensatez de minorias desprezíveis conspirar contra uma presidente eleita e empossada sem contestações formais, cabe ao Planalto interpretar sem devaneios a mensagem transmitida na noite de domingo.

Culpar a “burguesia”, a “elite branca”, termos que fazem a alegria de militantes, fração ínfima da população, também em nada ajuda o Planalto. Queiram ou não, a barulheira feita em grandes cidades anteontem virou um fato político a ser considerado, e deveria levar o Palácio a uma reflexão sobre sua linha de comunicação com a sociedade.

O dramático resultado da pesquisa Datafolha sobre a popularidade de Dilma, realizada no início de fevereiro, já sinalizava para sérios ruídos nessa comunicação. Entre outros pontos, pesou na queda pela metade da popularidade da presidente em relação a dezembro — de 42% para 23% — o fato de ter sido constatado que ela disse uma coisa na campanha e, reeleita, passou a fazer outra.


Diante disso, embora defendesse, com acerto, o ajuste fiscal, não foi boa a ideia de insistir na inverosímil explicação de que a crise atual se deve aos ombros cada vez mais largos de uma “crise internacional” somada à seca. Ora, a Europa continua mesmo a patinar e a China cresce “apenas” a 7,5%, mas os Estados Unidos aceleram a recuperação, com a criação de centenas de milhares de empregos a cada trimestre. O Brasil do primeiro governo Dilma é que errou de política econômica, a qual a presidente tenta agora rever, e ainda bem.

Dilma demora a se curvar à necessidade de fazer política. Convocar o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, para de fato auxiliar nesse campo é urgente. A chegada dele ajudará no manejo do quadro potencialmente grave de um Congresso sem Norte, em que seus principais dirigentes, os peemedebistas senador Renan Calheiros (AL) e Eduardo Cunha (RJ), com pedidos de inquérito no Supremo para serem investigados no petrolão, ameaçam usar a instituição em defesa própria, algo inaceitável.

O foco precisa ser a contribuição do Congresso ao ajuste nas contas públicas. Usar o cargo para ameaçar o Ministério Público com retaliações típicas do baixo clero é não entender o momento do país. Porém, para contornar esses obstáculos, o Planalto precisa dialogar, e com todos os partidos, incluindo o PSDB. A estabilidade econômica e política interessa a toda a sociedade.

11 de março de 2015
Editorial O Globo

A GRANDE MENTIRA


"A questão central é a seguinte: estamos na segunda etapa do combate à mais grave crise internacional desde a grande depressão de 1929."
Foi com essa estarrecedora desculpa que Dilma Rousseff jogou no lixo todos os indicadores econômicos e se eximiu de qualquer responsabilidade pela grave crise nacional que o Brasil enfrenta depois de quatro anos de seu desgoverno.
Falando em rede de rádio e de televisão sob o pretexto de comemorar o Dia da Mulher, a presidente garantiu que, "como temos fundamentos sólidos", as "dificuldades conjunturais" são passageiras e começarão a ser superadas "já no final do segundo semestre deste ano".
Os brasileiros não têm, portanto, com o que se preocupar, porque todas essas dificuldades "conjunturais" significam "apenas a travessia para um tempo melhor, que vai chegar rápido e de forma ainda mais duradoura". 


Oxalá!

A encenação mendaz de Dilma foi mal recebida. Seu discurso foi saudado por um panelaço em bairros de classe média das cidades mais importantes do País, mas também em suas periferias. Pronunciou-se a mesma classe média para a qual, segundo Dilma, os governos do PT contribuíram com um novo contingente de 44 milhões de brasileiros.

Parte importante da crise de governança que está levando o Planalto ao desespero e a população a se manifestar ruidosamente decorre da absoluta incompetência de Dilma que, para completar o desastre, entrou em rota de colisão com o maior partido de sua base de sustentação, o PMDB, praticamente jogando-o na oposição. 
Como se não bastasse, os antigos parceiros do Planalto na farsa do "Novo Brasil", vendo-se agora enredados até o pescoço no propinoduto da Petrobrás, resolveram criar uma farsa toda sua.

O PMDB acusa o governo de manipular o Ministério Público (MP) para desmoralizar alguns dos seus principais líderes, como Renan Calheiros e Eduardo Cunha, incluindo-os no pedido de investigação apresentado ao STF pelo procurador-geral Rodrigo Janot. 
Ora, pelo menos esta acusação não se pode fazer ao governo petista. Se tivesse o poder de manipular o MP e a Polícia Federal o governo Dilma teria forçado a exclusão de figurões petistas da lista de suspeitos do procurador-geral e também, obviamente, a inclusão de nomes de oposicionistas tucanos e democratas. 

O que o PMDB pretende é criar confusão para comprometer os resultados da Operação Lava Jato. Para tal recorre sem nenhum constrangimento às acusações a Dilma e ao PT, com os quais os peemedebistas estão circunstancialmente de mal. 
Mas são todos farinha do mesmo saco - ou seja, do mesmo governo - tentando salvar-se do naufrágio de uma parceria que faz água por todos os lados.

O PMDB tem culpa no cartório, mas não é o principal responsável pela crise. A grande responsável pelo desastre é a presidente da República, como ficou claro em seu patético discurso do Dia das Mulheres. 
Atrás da sua soberba assoma a absoluta incapacidade de admitir os próprios erros, uma característica marcante de Lula e do PT que ela se encarregou de levar a extremos e que a torna uma governante medíocre.

Não reconhecendo os próprios erros, ela escamoteia a verdade, dissimula. E como uma mentira puxa outra, Dilma encontra-se hoje refém das fabulações com que tem insultado a inteligência dos brasileiros. Como a de afirmar, como fez no domingo à noite, que o seu é "um governo que se preocupa com a população", como se isso fosse uma exclusividade petista; ao dizer que "às vezes temos que controlar mais os gastos para evitar que o nosso orçamento saia do controle", exatamente o que ela nunca fez e que levou o País ao descontrole fiscal e à recessão econômica; ou então ao garantir que o País pode confiar no governo para controlar a crise econômica porque "queremos e sabemos como fazer isso", afirmação desmentida pela desconfiança com que os agentes econômicos encaram sua administração.

E é assim que, de mal um com o outro e cada um dissimulando, encenando, fabulando à sua maneira e de acordo com suas conveniências, o PT da desnorteada Dilma Rousseff e o ressentido PMDB de Michel Temer protagonizam a cena política que começa a abrir espaço para a participação das classes médias, sempre mais efetivas em momentos críticos do que os "exércitos do Stédile".


11 de março de 2015
Editorial O Estadão

MINISTROS DO SUPREMO CONCORDAM COM AS CRÍTICAS DE JORGE BÉJA




Mello diz que a omissão da presidente Dilma é inaceitável
Reportagem de Beatriz Bulla, no O Estado de S. Paulo, mostra que surtiram resultado os dois artigos publicados pelo jurista Jorge Béja naTribuna da Internet, nos quais criticou duramente a omissão da presidente Dilma Rousseff em indicar ao Senado um novo ministro para ocupar a vaga deixada por Joaquim Barbosa no Supremo Tribunal Federal.
Na sessão desta terça-feira, o decano do STF, ministro Celso de Mello, queixou-se da demora na indicação do ministro, que está desfalcando a Segunda Turma do Tribunal, justamente a que irá julgar os processos do Petrolão. Mello criticou “a situação anômala criada pela ausência de qualquer decisão por parte da senhora presidente da República” e acrescentou: “É muito grave isso porque ao longo da história republicana do STF esse fato ocorreu nessas últimas duas administrações presidenciais. Não é razoável que subsista por tão longo período essa indiferença em relação à composição do órgão de cúpula do Poder Judiciário nacional“.
Os ministros da Segunda Turma então fizeram um “apelo” na sessão desta tarde para que seja tomada uma medida interna para impedir que um novo ministro ainda a ser nomeado participe dos julgamentos dos políticos envolvidos no esquema de corrupção da Petrobrás. Como a Segunda Turma está desfalcada, propuseram que algum integrante da Primeira Turma peça para ser transferido, de forma a poder participar dos julgamentos relativos à Lava Jato.
BÉJA MOSTROU O CAMINHO
Nos dois artigos publicados na TI com absoluta exclusividade, o jurista Jorge Béja mostrou que é absolutamente necessário completar a formação da Segunda Turma, para evitar que haja benefícios aos réus, em caso de empate por 2 votos a 2. E na sessão de hoje do Supremo, os ministros concordaram que não se pode permitir que aconteçam empates nas votações.
A sugestão de um ministro se transferir para a Segunda Turma partiu de Gilmar Mendes: “Haverá casos (da Lava Jato) no plenário, mas sabemos que majoritariamente vai demandar a atuação dessa Turma. Gostaria de fazer um apelo aos colegas que compõem a Primeira Turma para que um deles pudesse considerar a possibilidade de solicitar a transferência para esta turma, para o preenchimento dessa vaga, evitando todos esses inconvenientes (empates) e até mesmo constrangimento para o colega que porventura venha a ser honrado com a designação para essa colenda Corte“, sugeriu Mendes.
MINISTRO AD HOC
Os ministros querem evitar também que o novo integrante do STF seja indicado de forma “ad hoc” – ou seja, para julgar especificamente um caso, a Lava Jato, como aconteceu com a nomeação de Teori Zavascki no mensalão.
A ideia de uma composição ad hoc do colegiado não honra as tradições republicanas“, disse Gilmar Mendes, o primeiro a pedir a palavra no final da sessão desta terça-feira para fazer a sugestão. Tanto o decano do Supremo, ministro Celso de Mello, como o relator da Lava Jato, ministro Teori Zavascki, concordaram com Mendes. Celso de Mello disse que a “possível intenção de se promover uma composição ad hoc é inaceitável, tendo em vista que o STF não se deixa manipular por medidas de outros Poderes”.
Dos 25 inquéritos abertos no STF na última sexta-feira para investigar o envolvimento de parlamentares no esquema de corrupção na Petrobrás, 21 serão conduzidos pela 2ª Turma. Só quatro inquéritos deverão passar pelo plenário do STF, pois possuem entre os investigados os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ou do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

11 de março de 2015
Carlos Newton

PROTEGER A DEMOCRACIA

Parece haver um quase consenso, que conta curiosamente com a participação da própria presidente Dilma, de que ainda é cedo para um processo de impeachment. É preciso haver um motivo, disse a presidente, e nem mesmo a sensação da maioria da população de que ela acobertou as falcatruas da Petrobras é bastante para um processo desse tipo.

As investigações continuarão, e é precipitado achar que alguma coisa surgirá para demonstrar a culpa da presidente. Mas não implausível, e só o tempo dirá. Há quem considere que a solução menos traumática para os impasses institucionais em que o país está atolado seria a renúncia da presidente, assim como os que acreditam que, diante da apatia com que lida com a situação, Dilma na verdade já renunciou ao cargo.

Nesse sentido, o discurso que fez na noite de domingo, a pretexto do Dia Internacional da Mulher, é típico de quem está fora da realidade e acha que ainda pode, com truques antigos, contornar uma situação política que a coloca no córner.

Assim como Dilma insiste no erro de tentar convencer o cidadão comum de que a situação econômica mudou repentinamente da eleição para cá, e não está tão ruim assim como ele está sentindo, ou que são temporários os problemas que enfrentamos, também as lideranças do PT tentam manipular a realidade como se pudessem apagar da fotografia os fatos que incomodam.

Ora, dizer que o panelaço foi um fracasso chega a ser patético, diante do que as redes sociais estão mostrando desde o momento em que a cara de Dilma surgiu na televisão. Nunca antes na história do país houve um movimento espontâneo como aquele panelaço, semelhante às manifestações de 2013, se não propriamente na extensão, certamente na surpresa da movimentação de caráter nacional: nada menos que 14 capitais aderiram aos protestos organizados pelas redes sociais.

Como uma medida provisória em que o governo coloca uma série de penduricalhos para ludibriar a legislação, também o discurso de domingo estava cheio de temas que nada tinham a ver com a data que estava sendo comemorada. E mesmo quando fazia menção indireta aos problemas que as sequelas de seu primeiro governo estão criando para a população, Dilma tergiversou.

O melhor exemplo da enrolação que tentou passar como verdade é dizer que no final do 2º semestre os primeiros sinais de recuperação começariam a aparecer. Isso quer dizer no final de 2015, e nada indica que 2016 será um ano glorioso para a nossa economia, que estará, ao que tudo indica, no seu segundo ano de recessão.

Todas essas razões justificam passeatas e panelaços de oposição ao governo, mas não uma "ruptura democrática", como classificou o impeachment a presidente. Neste momento, forçar um processo no Congresso seria mesmo, mas sair à rua protestando contra as mentiras governistas não é uma tentativa de realizar um terceiro turno, como acusou o ministro Mercadante.

Fez bem o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, ao reafirmar ontem na Associação Comercial do Rio que a esta altura impeachment é golpe, e ele não colaborará com tal iniciativa. Demonstra que não atuará oportunisticamente pelo menos nesse caso, o que dá uma aparente estabilidade às nossas instituições.

O jurista Joaquim Falcão, diretor da Faculdade de Direito da FGV do Rio, classifica de "Brasil pirata" uma série de atitudes e medidas que está surgindo nesse momento brasileiro, entre elas a devolução, por parte do presidente do Senado, Renan Calheiros, da medida provisória de desoneração fiscal.

Os mesmos defeitos apontados corretamente por ele para justificar a atitude estão presentes em centenas de MPs que o Congresso aceitou nos últimos anos, e mudanças radicais significariam uma "privatização do Congresso" por parte de quem está interessado em criar problemas para o governo que considera ter colaborado para sua inclusão na lista dos investigados.

Da mesma maneira, a chamada PEC da Bengala, que amplia a aposentadoria dos ministros do Supremo para 75 anos, mesmo podendo estar correta devido ao aumento da expectativa de vida, se aprovada, como parece, será como uma retaliação a Dilma, e padeceria de um erro de origem que coloca em risco o vigor de nossa democracia. 

Joaquim Falcão chama de "canibalização institucional" medidas que, aprovadas de acordo com circunstâncias, acabam por colocar em xeque a credibilidade de nosso sistema democrático. É nessa linha frágil entre o permanente e o circunstancial que se dará a disputa pela manutenção da estabilidade institucional do país.

11 de março de 2015
Merval Pereira, O Globo

SISTEMA DE EDUCAÇÃO PÚBLICA ESTÁ SENDO DEMOLIDO



Na Bahia, desde o segundo mandato de Jaques Wagner há uma política de desvalorização da Educação pública, primeiro com a criação do malfadado EJA que antes era conhecido como “Aceleração” que servia para que pessoas que haviam se afastado da escola por muito tempo concluísse o ensino médio, ou seja, adultos.
O programa passou a se chamar EJA (Educação de Jovens e Adultos) e incluir qualquer um acima dos dezoito anos, dividido em duas modalidades: Ciências Humanas e Exatas, cada ciclo com um ano, onde nada é exigido, apenas que o aluno frequente vez ou outra, essa é a chamada Pedagogia do Coitadinho, não há as avaliações tradicionais e ainda há outro maneira desse aluno que não se importa em aprender, conseguir “concluir” o nível médio, o CPA, através de uma série de provas realizadas em determinadas datas, que o interessado faz e a depender das notas, (pouca ou nenhuma exigência) ele consegue seu certificado de conclusão de segundo grau.
SUCATEAMENTO
Isso traz como consequência o sucateamento da escola tradicional, onde a presença do aluno é fundamental e o processo de ensino aprendizagem se dá normalmente. E agora a Secretaria de Educação, a pedido do governador, está fechando o noturno, que antes oferecia, além do maldito EJA, as séries normais de 1º, 2º e 3º anos do ensino médio, que era a oportunidade para alunos que trabalham durante o dia.
Mas a Secretaria de Educação não oferece mais essa opção, prejudicando de forma irreparável esse jovem que deseja concluir o ensino médio e participar no ENEM. Até o ano passado, essa medida de fechamento só havia atingido o noturno, pois a Secretaria exige que se tenha pelo menos cem alunos matriculados.
No passado, ministrávamos aulas para turmas com mais de setenta alunos, o governo achava isso normal, menos professores igual mais economia, agora com esse esvaziamento simplesmente fecha-se o noturno e fim de conversa.
TAMBÉM À TARDE
Este ano a crise já chegou ao vespertino, já há escolas com possibilidade de oclusão (termo usado pela Secretaria para designar o encerramento de turno) de turmas. Na unidade onde trabalho, uma turma de 2º ano do ensino médio foi encerrada, o noturno só está na possibilidade de funcionar devido ao empenho dos professores (sem o apoio da diretora, que boicotou os esforços em conseguir alunos para esse turno), que usaram o tempo de férias e seu dinheiro para confeccionarem faixas e contratarem serviço de rádio para divulgar que haveria sim o funcionamento do noturno. Até o momento só foi possível formar duas turmas de Humanas e uma de Exatas.
A secretária da Direc II, agora denominada Núcleo Regional de Educação 19, desautorizou a formação de turmas para os 1ª, 2ª e 3ª séries do ensino médio para esse turno, nem comento sobre a corrupção.
CRISE ECONÔMICA
E daí, o que tem a ver com a situação econômica? Tudo. Enquanto os países da Ásia investem pesado na educação, pois esse é o pilar que sustenta toda a sociedade, é desse setor que sai tudo para o crescimento de uma nação, aqui os políticos – com especial zelo, a patota do PT – demoliram esse pilar
A atual demolição da classe C é fichinha, no máximo 10% voltaram à classe D, e os 90% que ficarem, vão voltar à classe D num prazo maior, eles não terão o conhecimento que só a uma educação de qualidade pode oferecer. Se houvesse algum interesse do governo em ressuscitar a Educação, levaria uma geração inteira para nos igualarmos aos países da América Latina, a exemplo de Chile e Argentina. Isso é extremamente grave e está passando ao largo das discussões. É o dinheiro dos nossos impostos sendo jogado no ralo da corrupção e do descaso. Ninguém irá reclamar até já ser tarde.

11 de março de 2015
Antonio Henrique Dantas Silva

MADURO QUER PODERES ESPECIAIS PARA LEGISLAR "CONTRA IMPERIALISMO"



Maduro quer se transformar em ditador “na forma da lei”
O presidente Nicolás Maduro anunciou que vai pedir ao Parlamento venezuelano que aprove a lei que lhe concede poderes especiais para legislar por decreto contra o imperialismo no país.
“Vou solicitar uma lei anti-imperialista, para preparar todos os cenários e ganhar todos, triunfar em todos, com a paz”, disse, ao comentar as recentes sanções dos Estados Unidos a funcionários venezuelanos. 
Nicolás Maduro falou durante reunião com ministros, o alto comando político da revolução e o alto comando militar venezuelano, transmitida em cadeia de rádio e televisão.
O presidente explicou que elaborou uma lei que lhe confere “poderes especiais para preservar a paz, a integridade e a soberania do país perante qualquer circunstância que possa se apresentar com essa agressão imperialista”. Amanhã, na sessão da Assembleia Nacional, o vice-presidente executivo, Jorge Arreaza, vai entregar ao presidente do Parlamento, Diosdado Cabello, o pedido, acrescentou Maduro.
SANÇÕES DE OBAMA
O presidente Barack Obama determinou segunda-feira (9/3) a aplicação de novas sanções a funcionários venezuelanos, que acusa de violação de direitos humanos, entre eles o diretor-geral dos Serviços Secretos e o diretor da Polícia Nacional. 
Entre as sanções estão a proibição de entrada nos Estados Unidos e o congelamento de bens. “Estamos profundamente preocupados com o aumento das iniciativas do governo venezuelano para intimidar os seus opositores políticos”, disse o governo norte-americano em comunicado.
Obama declarou que há uma situação de “emergência nacional” nos Estados Unidos devido ao “extraordinário risco” que representa a situação na Venezuela para a segurança norte-americana.

11 de março de 2015
Deu na Agência Brasil

ERA SÓ O QUE FALTAVA... AGORA A PIZZA ESTÁ NO FORNO.

TOFFOLI SE OFERECE PARA JULGAR O PETROLÃO


O ministro José Dias Toffoli enviou ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, pedindo para migrar da Primeira Turma para a Segunda Turma da Corte, que julgará as futuras ações penais decorrentes da Operação Lava Jato contra deputados e senadores.Lewandowski agora decidirá se autoriza a transferência do magistrado de um colegiado para o outro.
A Segunda Turma atualmente tem quatro ministros, já que a presidente Dilma Rousseff ainda não indicou um nome para a vaga deixada pelo ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, que se aposentou no ano passado.
A ausência de um magistrado pode gerar empates nos julgamentos e, nessa hipótese, a decisão em processos penais deve sempre favorecer os réus.
Em sessão na tarde desta terça, os ministros Gilmar Mendes e Teori Zavascki, relator no Supremo dos inquéritos sobre corrupção na Petrobras, sugeriram que um dos ministros da Primeira Turma migrasse para a Segunda Turma.
Se Lewandowski autorizar a transferência de Toffoli, o ministro que será indicado por Dilma para a vaga de Barbosa não julgará os processos contra políticos relativos à Operação Lava Jato.
FORMALIDADE
A autorização é somente uma formalidade, já que, pelas regras do Supremo, qualquer ministro tem o direito de pedir a transferência. Se mais de um se interessar, a preferência é do mais antigo.
Na Primeira Turma, o ministro que há mais tempo integra a Corte é Marco Aurélio Mello. Ele afirmou, porém que vai se aposentar em meados do ano que vem e não tem interesse em mudar de turma.
“Eu, Marco Aurélio Mello, terminarei meus dias aqui em 2 de julho de 2016 na Primeira Turma. Eu não saio da Primeira Turma, estou muito satisfeito principalmente pelos colegas da bancada”, afirmou à TV Globo.
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NOTA DA REDAÇÃO – A que ponto chegamos… Antigamente, magistrados se declaravam suspeitos quando tinham de julgar uma pessoa com a qual se relacionavam. Agora é o contrário. Os magistrados se oferecem para julgar os amigos. A Justiça está podre e fede a quilômetros. (C.N.)

11 de março de 2015
Renan Ramalho e Nathalia Passarinho

MANIFESTAÇÃO OU REBELIÃO















Não há somente organizações empenhadas em promover protestos pacíficos nas manifestações marcadas para sexta-feira e domingo em todo o país. Existem grupos, melhor dizendo, quadrilhas, em intensa preparação para transformar o movimento em baderna. Chamem-se ou não Black blocs, estejam ou não estimulados e subordinados a traficantes e a bandidos instalados dentro e fora de presídios, prepara-se a banda podre da sociedade para tirar proveito e transformar as ruas num campo de batalha. Haverá que relacionar, também, setores ligados ao PT, à CUT e ao MST mobilizando-se há dias para neutralizar, até pela força, os gritos de protesto contra a presidente Dilma e o governo.
São três, assim, as correntes que irão misturar-se, com amplo risco de explosão. A pergunta que se faz é sobre as atitudes do poder público diante dos fatos. A preservação da ordem cabe aos Estados, sabendo-se que as respectivas Polícias Militares e Civis já se preparam para a missão. Ocuparão as ruas das capitais e principais cidades com o ânimo de acompanhar as manifestações sem interferir nelas, apenas garantindo o direito dos cidadãos exprimirem seus sentimentos. Claro que essas intenções angelicais acabam esbarrando na necessidade de evitar excessos como invasões, depredações e similares. Para isso as forças policiais não estarão desarmadas, mas estarão preparadas?
Indaga-se sobre a hipótese de não conseguirem conter a baderna, mesmo promovida pelas minorias de sempre. Ousarão os governadores apelar a Brasília pedindo a intervenção das forças armadas? Tudo está previsto, até mesmo a prontidão de contingentes federais, que à sua maneira já terão examinado a situação. Se tiverem de sair dos quartéis, saberão para onde ir e, ao menos na teoria, como agir.
CONFRONTOS E CONFLITOS
Em suma, impossível ignorar o potencial de confrontos e conflitos, ainda que votos se façam para tudo transcorrer pacificamente. A experiência de anteriores manifestações terá servido para o poder público reduzir os limites do inesperado. O resto será torcer os dedos para impedir a repetição de parte dos acontecimentos de julho de 2013. Em se tratando de Brasília, por exemplo, serão previamente impedidas invasões do Congresso, do Planalto e do Itamaraty, além de outros palácios, por conta de numerosas e ostensivas tropas de guarda. O difícil é saber como.
Os olhos da nação voltam-se para a expectativa maior, de que manifestações não venham transformar-se em rebeliões.

11 de março de 2015
Carlos Chagas