"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

CABE AO ELEITORADO FAZER EM 2018 A REVOLUÇÃO PELO VOTO

Um novo Congresso poderá livrar o Brasil da hegemonia dos ladrões com direito ao foro privilegiado



O deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ) (ao centro) comemora após vencer o segundo turno da eleição para a presidência da Câmara (André Dusek/Estadão Conteúdo)

O pior Congresso da história do Brasil substituiu o presidencialismo de cooptação, implantado no governo Lula e mantido no governo Dilma, pelo parlamentarismo cafajeste. Hoje, o Poder Legislativo manda mais que o Executivo e o Judiciário. E as assembleias estaduais vão se tornando mais fortes que governadores ou mesmo ministros do Supremo Tribunal Federal.

As cenas de safadeza explícita produzidas pela Assembleia do Rio de Janeiro, que chegaram ao clímax com a revogação da prisão do seu presidente, Jorge Picciani, e dois comparsas, transformaram em certeza a suspeita que se espalhou por todo o Brasil depois da absolvição de Aécio Neves no Senado: as eleições parlamentares de 2018 serão mais importantes que a escolha dos ocupantes de cargos no Executivo.

Seja quem for o sucessor de Michel Temer, o presidente da República terá menos poderes que um Congresso que hoje interpreta e aplica arbitrariamente as leis que antes apenas aprovava. Que decide como será o Orçamento da União. Que indica (ou impõe) ao chefe de governo os integrantes do primeiro escalão. Que frequentemente se vale de métodos de extorsionário para acuar o chefe do Poder Executivo.

Nem o maior dos estadistas conseguirá governar o Brasil com um Congresso semelhante ao que temos agora. Como senadores e deputados são eleitos pelo povo, é hora de usar a urna como arma para fazer em 2018 a revolução pelo voto. A grande reforma política virá com a mudança radical da composição do Senado, da Câmara dos Deputados e das Assembleias Legislativas.

Que os brasileiros honestos tapem as narinas e entrem nas disputas eleitorais. E que os brasileiros decentes neguem seu voto aos corruptos que infestam o Legislativo. 
O parlamentarismo camuflado que hoje atormenta o país pode transformar-se no caminho mais curto para a salvação. Se o povo votar corretamente, um novo Congresso poderá livrar o país da hegemonia dos ladrões com direito ao foro privilegiado.

21 de novembro de 2017
Augusto Nunes, VEJA

NOTA AO PÉ DO TEXTO

Acorda Brasil! Jamais se fará uma "revolução" pelo voto! Mais uma grande utopia, que apenas manterá o atual estado político. Numa democracia em que se vota através de 'urna eletrônica', mais uma das nossas jabuticabas, rejeitada em todos os países civilizados, em que o baixo nível educacional prevalece ao lado de informações manipuladas, para não citar as velhas oligarquias que comandam este vasto Brasil, é um grande sonho esperar que numa 'democracia numérica' como a nossa, se faça alguma mudança pelo voto... Se a república foi fundada no grito, sem que o povo soubesse o que estava acontecendo, esperar que algo mude apenas pelo voto, ou é má fé, ou ingenuidade. 
m.americo

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