O presidente do PMDB do Rio, Jorge Picciani, venceu mais uma batalha para garantir palanque exclusivo para Aécio Neves(PSDB) no Rio de Janeiro. A pressão em Carlos Lupi (PDT) não fez com que retirasse sua candidatura avulsa ao Senado, o que obrigou PMDB, o qual preside, a retirar o PDT da coligação.
No último dia para o registro dos candidatos que vão concorrer à eleição deste ano, o PMDB do Rio anunciou que o vice na chapa do governador Luiz Fernando Pezão, candidato à reeleição, será o senador Francisco Dornelles (PP) e não mais o deputado estadual Felipe Peixoto (PDT). Dornelles é tio de Aécio Neves e tentou que o PP nacional apoiasse o sobrinho.
O governador Pezão se reuniu por volta do meio dia com Lupi, para tentar, pela última vez, persuadi-lo da ideia de se lançar candidato avulso ao Senado. Como Lupi não desistiu, o PDT saiu da chapa de apoio à reeleição de Pezão. - O vice será o Dornelles. O Lupi não aceitou abrir mão da candidatura para o Senado - afirmou Pezão ao GLOBO.
Depois de se reunir com o PDT na Fundação Leonel Brizola Alberto Pasqualini, no Centro do Rio, o governador seguiu para o escritório do advogado do PMDB, Eduardo Damian, também no Centro. Ao sair do encontro ao lado do advogado, Pezão confirmou em primeira mão para o GLOBO que o PDT estava fora da chapa por conta da insistência de Lupi em ser candidato avulso ao Senado.
A atitude do presidente do PDT de se lançar na disputa pelo Senado de forma independente aconteceu depois que o ex-prefeito Cesar Maia (DEM) foi confirmado na chapa majoritária de Pezão. Indignado, Lupi disse que seria candidato de forma independente, mas afirmou que o PDT continuaria integrando a coligação de apoio a Pezão.
O pedetista fez uma consulta ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) antes de tomar a iniciativa, mas ainda não obteve resposta. Lupi, no entanto, dizia que decisões anteriores do tribunal amparavam sua candidatura independente. - Não há nenhum problema jurídico. O PDT saiu da chapa - afirmou Damian.
Nos bastidores, circulou a informação de que o PMDB temia correr um risco jurídico com a candidatura avulsa de Lupi. Isso porque Cesar também não poderia se coligar e teria apenas o tempo do DEM no horário eleitoral. - Acho que foi justificativa, que pode até ter procedência, mas o que eles queriam mesmo era um palanque exclusivo para o Aécio Neves - afirmou Lupi.
Entre os grandes partidos que integram a coligação do governador, apenas o PDT fará campanha por Dilma.
(informações de O Globo)
(informações de O Globo)
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