"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

terça-feira, 10 de março de 2015

ATENDENDO A PEDIDOS, LULA VOLTA A CONTROLAR O GOVERNO



O ex-presidente Lula tem uma sorte realmente invejável, não se pode negar. No início do ano passado, ele estava pronto para se candidatar à Presidência e achava que Dilma Rousseff gentilmente iria lhe ceder a vez. Mas a ingratidão falou mais alto, Dilma se esqueceu de que deve tudo a Lula, fincou pé, disse que sua popularidade estava em alta e tinha tudo para ganhar a reeleição.
Lula insistiu, Dilma então tirou as cartas da mangas e mandou que os assessores do Planalto começassem a plantar notícias desabonadoras sobre Rosemary Noronha, a favorita da corte. Nessa época, o escândalo da Petrobras já ocupava as manchetes, Lula estava enfraquecido e Dilma usou a bala de prata, ameaçando divulgar os gastos abusivos de Rosemary com o cartão corporativo da Presidência da República, em compras feitas no Brasil e no exterior, e Lula teve de jogar a toalha.
PEDINDO DESCULPAS…
Dilma Rousseff se reelegeu com muita dificuldade, para dizermos o mínimo, e a crise política, econômica e social foi se agravando progressivamente. Na quinta-feira antes do carnaval, já entrando no desespero, a presidente deixou a arrogância de lado, embarcou no Aerolula e viajou a São Paulo para se desculpar e pedir ajuda a seu antecessor.
Lula disse-lhe poucas e boas, claro, e mandou que Dilma se reaproximasse do PMDB e prestigiasse Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha, para tentar recompor a base aliada, fragmentada desde a malograda tentativa de eleger Arlindo Chinaglia para a presidência da Câmara.
Lula realmente tentou ajudar. Em nome da sobrevivência do PT, ele viajou para Brasília na primeira semana após o Carnaval e passou três dias fazendo contatos com o PMDB e outros partidos da coalizão.
E O QUE FEZ DILMA?
O esforço de Lula foi em vão, porque Dilma é como o cavalo da Átila – por onde passa, destrói tudo, não nasce mais grama. Ao invés de se aproximar de Renan e Cunha, a presidente fez exatamente o contrário. Recebeu do procurador-geral Rodrigo Janot as informações secretas sobre a lista de políticos envolvidos no esquema da Petrobras e mandou que fosse “vazada” para a mídia a notícia de que o Planalto “avisara” Renan e Cunha de que eles estavam incluídos na reação.
Ao publicarem as reportagens, os jornalistas que cobrem a Presidência da República tiveram o cuidado de registrar que a informação havia sido passada por “assessores do Planalto”. Foi o que bastou para Renan Calheiros e Eduardo Cunha entrarem em rota de colisão com a presidente da República, criando uma das mais graves crises institucionais desde a redemocratização do país, em 1985.
SONHANDO ACORDADO
Agora, o Planalto (leia-se: Dilma Rousseff e Aloizio Mercadante) sonha em se reaproximar de Renan e Calheiros. Sonhar ainda não é proibido, mas não têm a menor condição de concretizar nada, tudo depende hoje de Lula, que, atendendo a pedidos, volta a controlar o governo.
Esta terça-feira, Dilma viaja novamente a São Paulo para pedir a benção ao padrinho. O encontro com Lula está previsto para a hora do almoço, após agenda oficial da presidente na capital paulista. Dilma, é claro, vai receber nova reprimenda, pela sucessivas trapalhadas que andou aprontando com ajuda de Mercadante.
Já está provado que a Sra. Dilma Rousseff não tem a menor condição de governar este país. Portanto, é melhor deixar Lula no comando, porque parece que o piloto sumiu e o avião está quase caindo.

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