O que está acontecendo no Rio de Janeiro por ocasião da greve dos professores do município revela um lado inflexível do Prefeito Eduardo Paes, configurado pela sua falta de vontade ou incapacidade de ouvir à exaustão os grupos interessados.
Mesmo considerando que há um resíduo de oportunismo político no movimento, seria dever do executivo municipal esgotar todos os recursos de argumentação ligados ao plano de carreira rejeitado pela classe.
É o que recomenda a boa prática democrática, baseada na autoridade e não no autoritarismo.
Um pouco mais de serenidade ao longo das negociações certamente evitaria a destruição que veio a reboque das reivindicações justas de uma categoria que não se cansa de ser desrespeitada.
O viés intransigente do Alcaide já se manifestara em outras situações, como na demolição, aparentemente sustentada por critérios tão somente estéticos, da Av. Perimetral, decidida sem consulta prévia às comunidades atingidas e sem dar atenção a relatórios técnicos emitidos por instituições de respeito e assinados por profissionais competentes que questionaram a relação custo benefício do projeto.
Provavelmente, se a obra estivesse com início programado para os dias atuais e não quando ocorreu, assistiríamos a protestos semelhantes aos que estão eclodindo em todo o país.
A greve dos professores está mostrando que o Prefeito e muitos outros governantes Brasil afora, ainda não compreenderam que a atmosfera reivindicatória do país mudou de lá para cá e está a exigir deles muito mais traquejo político e transparência.
06 de outubro de 2013
Paulo Roberto Gotaç é Capitão-de-Mar-e-Guerra, Reformado.
Paulo Roberto Gotaç é Capitão-de-Mar-e-Guerra, Reformado.
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