"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

OFENSIVA DO PMDB CONTRA AÉCIO COMEÇA POR MINAS GERAIS


                
Três estados são fundamentais para qualquer sucessão presidencial no Brasil: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro que, juntos, representam 41% do eleitorado. Principalmente São Paulo e Minas porque, até hoje, nenhum presidente foi eleito sem que vencesse em uma dessas duas unidades da Federação.
 
É natural assim que as batalhas pelos votos de 2014 comecem nesses dois estados, onde se verificam enfrentamentos entre os tucanos, de um lado, e os candidatos da aliança PT-PMDB de outro.
O Rio de Janeiro não se inclui como mais um cenário dos duelos porque, aqui, Dilma conta com diversos palanques: os de Lindbergh Farias, Luiz Fernando Pezão, candidato do governador Sergio Cabral, e possivelmente o de Anthony Garotinho, na disputa pelo Palácio Guanabara.

Ao contrário de São Paulo, onde o clima ainda está morno, em Minas Gerais a batalha começou com um movimento anti-Aécio, liderado pelo deputado estadual do PMDB, Sávio Souza Cruz. Inclusive matéria de Paulo Peixoto e Felipe Bachtoldt, publicada  na edição de 22 da Folha de São Paulo, focaliza o tema. Sávio de Souza apresentou dados que pesquisou e que abastecem as baterias da oposição estadual. Referem-se ao endividamento mineiro que – sustenta – atinge o montante de 100 bilhões de reais, além de um crescimento negativo do PIB da ordem de 0,3% no primeiro semestre. No mesmo espaço de tempo o Produto Interno Bruto do país cresceu no percentual positivo de 1,5%. Em relação aos primeiros seis meses de 2012, MG avançou somente 0,8%. São Paulo 1,8%, o Brasil 2,6 pontos.  
O fraco desempenho da economia mineira atinge a imagem de Aécio Neves quer passar à opinião pública do país – assinala Sávio Souza Cruz. O líder da oposição mineira cita como um dos maiores equívocos registrados no legado Aécio para o governador Antonio Anastasia o processo de privatização do Mineirão, Estádio Magalhães Pinto.
 
Quando governador, Aécio obteve financiamento de 400 milhões de reais junto ao BNDES para reforma do Mineirão e os recurso foram repassados para empresa Minas Arena Gestão de Instalações Esportivas, parceria público privada reunindo as empresas Construcap, Egesa e Hap. A mineira Arena – acentua Sávio – será responsável pela operação do estádio pelo período de 27 anos, através de um contrato de parceria. Mas quem vai pagar o empréstimo obtido no BNDES é o governo mineiro. Dessa forma, a PPP transfere os custos ao poder público e os lucros às empresas particulares. 

CRÍTICAS
“Condenamos as Parcerias Público Privadas feitas em Minas porque parecem significar que  o povo é que, indiretamente, vai terminar pagando a conta. Pois o contrato com as três empreiteiras inclui, para elas, um compromisso de lucro garantido: trata-se de um sistema capitalista sem risco, mas com lucro assegurado. Na etapa final do contrato, o Cruzeiro  associou-se à Minas Arena. De que forma? Qual a explicação? Quais as condições?” – indaga Souza Cruz.

Acrescenta que as críticas que faz às PPS de Minas não representam uma condenação generalizada do mecanismo. Não. Restringem-se ao universo de Minas Gerais. Simplesmente porque as privatizações de rodovias, por exemplo, levaram ao pagamento dos mais altos pedágios cobrados no país. E no final da ópera qualquer má gestão transferirá o pagamento das obrigações previstas nos contratos para os cofres estaduais.

Como se constata, a ofensiva da coligação PT-PMDB começou por Minas. Lá, inclusive, vão se defrontar Fernando Pimentel, que apoia Dilma Rousseff e Pimenta da Veiga, que apoia Aécio. Quem vai apoiar Eduardo Campos ou Marina Silva?

24 de outubro de 2013
Pedro do Coutto

3 comentários:

  1. Aécio assim como Garotinho, são dois indesejados. Cabral tem muita influência política ainda.

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  2. Mas não é exatamente este o problema do Brasil? Poderíamos revelar tantos políticos como Cabral, que seria um nunca mais acabar... Por exemplo: Sarney... Há em Pindorama alguém com mais poder do que o Ribamar? E Renan Calheiros? E quantos mais poderiam ser citados?
    E qual a origem espúria de tanto poder? Com certeza você sabe, já que descobriu a permanência da "influência" de Cabral...Essa tal "influência" que deita raízes no corporativismo e nos arquivos marrons das maracutaias - já que no ramo ninguém é santo - é a grande lepra da política brasileira...

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  3. A maracutaia da política brasileira é aquela que é julgada hoje no STF. Esses são os verdadeiros responsáveis pela expúria da desgraça da nossa política, aqueles que não fazem nada por nós mas recebem tudo de nós. Cabral pode não ser santo, mas o Rio deve muito a ele.

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