"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

A GRANDE BIQUEIRA DA POLÍTICA E A CURA DO VÍCIO EM DINHEIRO



Para os políticos brasileiros, o dinheiro é mais adictivo do que o crack. O fraco por grana jogou a velha elite política nas cordas. Foi imobilizada pelo relato da promiscuidade de que se nutria com empreiteiros e pagadores de suborno em geral. As velhas raposas não podiam ver uma uma nota de cem dólares que logo se assanhavam, feito viciados em drogas pesadas.

Só isso explica o comportamento assanhado e sedicioso das nossas velhas raposas viciadas, que a dependência de dinheiro transformou em prostitutas decadentes. Fissuradas pelo bereré dos traficantes das empreiteiras, criaram um sistema de burocratas-radares para não deixar passar uma oportunidade sequer de obter o dinheiro alucionógeno.

Foi assim que os adictos do PMDB avistaram a possiblidade de tomar US$ 40 milhões da Odebrecht Industrial. Informados por apaniguados-aviões plantados nos becos da burocracia, os caciques do partido logo trataram de interceptar uma transação anterior, feita por amadores do segundo escalão do propinoduto, e dela se assenhoraram, como fazem os donos ds biqueiras.

Os fornecedores de propina agiam como age qualquer traficante. Providenciavam maletas recheadas de estupefacientes monetários, mas cobravam caro pela droga. Só o REFIS da Crise valeu aos mortos-vivos da corrupção passiva R$ 50 milhões. Mas o lucro dos traficantes de dinheiro foi de R$ 2 bilhões.

Os dependentes, por sua vez, agiam como age qualquer viciado: se necessário, assaltariam até a casa paterna para conseguir saciar suas necessidades mais abjetas. Por isso há doentes morrendo nos hospitais, escolas caindo aos pedaços e universidade famélicas nesse cenário de Walking Dead em que a adicção pela grana transformou nosso País.

Existe tratamento para isso ?

Sim, existe. O primeiro passo consiste em isolar os doentes e cuidar para que eles mantenha distância do dinheiro público. Essa tarefa cabe primiero ao Poder Judiciário, que tem competência para encarcerar os que têm um comportamento antissocial mais pronunciado. E depois ao eleitor, que é quem vai afastar definitivamente o adicto do contato com as drogas da política.

Mas tudo isso pode gerar como consequência reações extremadas, típicas das síndromes de abstinência. Políticos viaciados em dinheiro podem ter atitudes violentas. Alguns deles, inclusive, já estão tentando estuprar a legislação penal, amordaçar juízes e anistirar a si próprios. Cuidado, eles podem se violentos. Na entressafra da grande biqueira chamada Brasil, ameaçam assaltar diretamente a poupança da família para assegurar o fluxo da droga com a instituição de um fundo partidário bilionário.

Depois, há que se reformar o sistema, criando-se mecanismos que impeçam que velhos dependentes cheguem de novo às bocas-de-fumo da política. É a etapa mais difícil de todo o processo e pode tomar o esforço de três gerações. Mas esse trabalho terá que ser iniciado por gente imune à epidemia de descaramento patrimonialista que assalta a seara da política.

E aí fica pergunta: quem no Brasil tem condição de assumir esse papel ?


14 de abril de 2017
fabio pannunzio

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