"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

TÁ RUSSO... LULA NÃO FALA SOBRE ACUSAÇÕES E SE LIMITA A CRITICAR GOVERNO TEMER

LULA FOGE DE EXPLICAR ACUSAÇÕES CRITICANDO MUDANÇAS DE TEMER

PETISTA CRITICOU MUDANÇAS FEITAS POR TEMER ANTES DO JULGAMENTO DO IMPEACHMENT


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista ao canal russo RT em espanhol, que o governo do presidente em exercício, Michel Temer, "deveria se comportar como interino", argumentando que o Senado pode ainda mudar de ideia e a presidente Dilma Rousseff voltar ao poder.

Na entrevista disponível no site do canal, Lula criticou o fato de o governo Temer - que na avaliação dele não tem legitimidade - realizar mudanças nesse período em que o afastamento de Dilma não está confirmado. "E se daqui a três meses a Dilma conquista a vitória no Senado, terá que refazer tudo, um país não pode suportar isso", avaliou. "O governo interino está atuando com muita falta de respeito àquilo que o Senado lhe deu: uma interinidade."

Lula qualificou o processo de afastamento de Dilma como um "estupro contra a democracia brasileira". Segundo ele, seu desconforto no dia do afastamento ocorreu não apenas porque a presidente deixava o poder de forma abrupta, mas a interrupção de "todo um projeto, de sonhos, de inclusão social". Na entrevista, Lula defendeu seu legado de aumento da classe média e retirada de milhões da miséria.

O ex-presidente disse que, caso houvesse um acordo geral, seria possível convocar eleições gerais e também uma assembleia para realizar uma reforma política, mas rechaçou a administração de Temer. "Não se pode conformar é que, em pleno século 21, tenhamos um governo ilegítimo."

Lula diz na entrevista que o Brasil "tem uma democracia muito recente, de apenas 31 anos", mas que "para os conservadores parece que era muito tempo". Ele criticou o impacto desse fato para a imagem do País. Segundo o petista, há muitos brasileiros dispostos a ir às ruas, como "artistas", "intelectuais", "sindicalistas", "os negros".

O ex-presidente disse que Dilma foi vítima de "um boicote dos meios de comunicação e de empresários que não pagaram seus impostos para diminuir a arrecadação do governo"

Lula também fez um mea culpa, ao dizer que é preciso "admitir nossos erros", porque a presidente foi eleita com um discurso, mas depois da vitória "não fizemos o que dissemos". Segundo ele, Dilma é consciente de que "terá de mudar muitas coisas para governar com o apoio da maioria do povo brasileiro".


20 de maio de 2016
diário do poder

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