"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

DEFESA DA LIBERDADE E DA DEMOCRACIA, O PAPEL FUNDAMENTAL DOS CLUBES MILITARES


 

O PT, quando na oposição, sempre se apresentou como o paladino de todas as virtudes e jactou-se de ser o árbitro dos bons costumes, o defensor da ética e da moral na política e na administração da coisa pública, aparecendo como o censor implacável de tudo e de todos.

Uma vez no governo, mostrou sem peias sua verdadeira face: no longuíssimo e tão sofrido período de doze anos em que é poder sobre nós, foi o mestre da mentira, do engano e do engodo, o manipulador de dados falsos para esconder a verdade e erigir outra, virtual, em seu lugar, em favor de seus sempre sombrios desígnios; incentivou, tolerou, participou de o mais aterrador e generalizado processo de corrupção jamais visto nestas plagas, havendo elevado a níveis industriais os desvios e malfeitos com os dinheiros públicos, e fazendo parecer toda a atávica corrupção que antes assolara nossa história como mera atividade artesanal, uma coisa de amadores.

Além disso, defendeu com unhas e dentes, procurando blindá-los de todos os modos, para livrá-los das penas da lei, todos aqueles dos seus tantíssimos filhos diletos e figuras conspícuas do seu aparato partidário apanhados na prática de crimes contra o Erário, os recursos comuns dos brasileiros. Escândalos e mais escândalos, revelados diuturnamente, têm sido a tônica maldita destes tempos de opróbrio e vergonha nacionais!

Mas..., existe realidade pior e ameaça maior ao Brasil soberano e senhor dos seus destinos: toda a gigantesca e programada campanha de destruição de valores, de atentados contra o patrimônio físico tão arduamente construído pelos brasileiros, de relativização da ética e da moral,  a banalização, enfim, da corrupção física, moral e espiritual, são meros instrumentos, meios para atingir um fim ainda mais trágico e cruel: a dominação da Terra de Santa Cruz pelos ditames da mais diabólica e sanguinária forma de ditadura imaginada pelos homens, o nefasto e ultrapassado e desacreditado comunismo, que tantos sofrimentos, mortes aos milhões, dores e sacrifícios causou nas terras infelizes em que se implantou!  

Lula da Silva e o PT foram engendrados pelo pretenso  “bruxo” Golbery do Couto e Silva, que os inventou e lhes deu vida e ressonância, como forma por ele idealizada de enfrentar e controlar/dominar a influência dos comunistas no movimento sindical brasileiro.

Lamentável e arrogante tiro no próprio pé, pois LULA E SEUS SEGUIDORES LOGO, LOGO SE APAIXONARAM E DEIXARAM CONDUZIR E COMANDAR PELOS “HERMANOS “CASTRO, objetos de sua reverente adoração e cuja ideologia malsã adotaram, passando a trabalhar ativa e incansavelmente pela criação da União das Repúblicas Socialistas da América Latina, que viesse a substituir a decrépita e extinta URSS como farol e guia dos fanáticos seguidores do credo vermelho.
Assim, através do Foro de São Paulo, por eles criado, e com a adesão cúmplice dos Kirschner na Argentina, Chaves e herdeiros na Venezuela, Ortega na Nicarágua, Morales na Bolívia, Correa no Equador, etc, vêm logrando amplo sucesso no afã de tentar escravizar os povos desta parte do mundo.

Sob o domínio do PT, o Brasil vinha paulatina e crescentemente dando a guinada radical à esquerda, praticamente sem reação até o memorável junho de 2013. O aparelhamento do Executivo, das empresas públicas e de economia mista, das agências reguladoras e dos fundos de pensão por dezenas de milhares de correligionários, sem outros títulos e competências que não o de alinhamento ideológico, e o emprego dos seus gigantescos recursos para comprar consciências pouco firmes e adesões; a desmoralização do legislativo, transformado em apêndice do executivo e balcão de negócios escusos via práticas torpes como do “mensaläo”; o preenchimento progressivo e crescente da mais alta corte de justiça com correligionários e simpatizantes, visando à criação de formidável respaldo jurídico para as ações do partido; o cala-a- boca de jornais, televisões, rádios, mídia em geral pelas vultosas verbas de propaganda oficial e as repetidas ameaças de calar/censurar os que não se deixam comprar; a exploração e a compra de votos dos mais desfavorecidos pelas bolsas de tudo, que não os ajudam a subir de nível de capacidade para autoprover a subsistência, mas os mantêm aferrados à miséria, à esmola e à ignorância, para mais facilmente serem manipulados; o esmagamento da classe média, via impostos escorchantes, e sua transformação em vilã aos olhos do povão, como as detestadas  “Zelites”; o incentivo à luta de classes em todas as manifestações, por cor da pele, orientações política, religiosa, sexual, nível de cultura e educação, regiões do país, etc; a destruição dos sistemas de saúde, saneamento, educação, segurança, da infraestrutura de transportes e de energia, etc, de tudo o que de bom logramos construir ao longo do tempo... Tudo isso, que se passa e vem passando diante dos nossos olhos contristados e impotentes, são etapas no cumprimento de programação diabólica de dominação seguida pelos agentes do mal.

Nossas cidades, principalmente as maiores, são verdadeiros lixões: inseguras, sujas, mal cuidadas, o equipamento urbano em frangalhos, favelas por toda a parte... A desculpa para tudo é que não há dinheiro, mas e se não fosse a corrupção, o maior e tão ilegítimo e ilegal imposto pago pelos brasileiros, como visto no atual e doloroso caso do “Petrolão”? No campo, a ameaça permanente dos MST e quejandos, as absurdas e oficialmente apoiadas reivindicações de lesa-Pátria “indígenas” e “quilombolas”, gerando violência, conflitos e inseguranças física e jurídica para quem trabalha a terra e produz...

Durante toda a nossa história republicana anterior a 1990, as Forças Armadas foram o poder moderador, privilégio do monarca no Império. Eram as grandes conselheiras dos Presidentes. Ouvidas, acatadas, respeitadas, sua palavra era sempre levada em devida conta nas grandes questões nacionais, mercê da desambição, do patriotismo, do elevado estofo moral que sempre demonstraram. Eram também temidas pelos pilantras de todos os matizes...
A partir da Constituição de 1988 e do fatídico ano  de 1990, quando os governos da República começaram  a trair sua destinação e os compatriotas, para cada vez mais subordinar-se a pressões e influências externas, alheias ao verdadeiro interesse nacional, passaram elas progressivamente a ter diminuída sua atuação: de protagonistas, para coadjuvantes e, depois, espectadoras da cena brasileira.
Foram reduzidas ao silêncio obsequioso, pela interpretação “politicamente correta” (cada vez mais difundida e aceita, e figadalmente influenciada pelo pensamento de Gramsci) do que sejam hierarquia e disciplina. Foram, assim, neutralizadas e sujeitas a toda a sorte de calúnias, agressões e revanchismos.

Com toda a tranquilidade, foram impostos pelos sucessivos governos, tolerados e aceitos, a gendarmerização das Forças Armadas ou seu emprego como polícia contra o crime comum, com todas as possibilidades decorrentes de indesejável contaminação; A PERSEGUIÇÃO AOS AGENTES DA LEI E DA ORDEM QUE ENFRENTARAM A AMEAÇA GUERRILHEIRO-TERRORISTA NAS DÉCADAS DE 1960-1970, DEIXADOS À PRÓPRIA SORTE PELAS INSTITUIÇÕES SOB CUJAS ORDENS ATUARAM, tudo amplificado nas permanentes investidas revanchistas da comissão da (in)verdade e constantes e repetidas ações visando a alterar unilateralmente a legislação da anistia, para apenas beneficiar os guerrilheiros, terroristas, ladrões e assassinos que agiram em benefício do projeto vermelho de poder; os escrachos  repetidos, Brasil afora, contra encanecidos Oficiais militares; a sistemática campanha revanchista mentirosa contra os militares pelos meios de comunicação social e das cátedras das escolas de todos os níveis e em publicações de livre curso; as ameaças aos sócios do Clube Militar, por ocasião de legítima comemoração alusiva ao 31 de março, sitiados e agredidos na Casa da República, e dependendo de pequeno contingente da Polícia Militar(!) para garantia da sua integridade física, por malta de enfurecidos arruaceiros, ensandecidos de ideologia vermelha; o apagamento das efemérides de 27 de novembro e de 31 de março do calendário militar oficial; as condecorações e homenagens militares a tantos e tantos indivíduos indignos dessas honrarias ou declaradamente inimigos das Forças Armadas, pelas quais só manifestam publicamente ódio, nojo ou desprezo; o aviltamento salarial consentido das legiões, que piora rotineiramente o nível do recrutamento para as fileiras e provoca a saída prematuro de talentos tão necessários aos esforços de aprestamento, modernização, tecnificação e operacionalidade dos meios de que o Brasil precisa para sua defesa, num mundo marcado de conflitos e num contexto de  muito graves, sérias ameaças internas, de iminente concretização...

Avulta assim, e cada vez mais, o papel reservado aos Clubes Militares, na manutenção e na difusão dos mais legítimos e elevados espírito, herança, valores, tradições, costumes e usos que sempre foram apanágio das Forças Armadas do Brasil soberano e senhor dos seus destinos; como bastiões, trincheiras destemidas do valor, da garra e da gana nacionais contra a corrupção e a subversão da ordem vigente, e como abrigo seguro para os patriotas de todas as atividades e origens que queiram cerrar fileiras em defesa do Brasil, da liberdade e da democracia entre nós. Por isso, tenho insistido tanto com seus Presidentes, meus amigos e irmãos-de-armas, para que liderem a reação, cada vez mais necessária e urgente, dos patriotas das Forças Armadas contra a destruição em marcha da Pátria, em união com todos os brasileiros de bem, que não se podem, nem devem dispersar.

Somos uma enorme multidão, mais de cinquenta milhões declaradamente, mais os cerca de quarenta milhões que se abstiveram de votar ou votaram branco e nulo, os brasileiros justificadamente insatisfeitos com os rumos impostos ao País dos nossos amores, e temos de estar preparados, unidos, atentos, para denunciar os erros e antepor-nos às suas malévolas consequências, antes que se revelem sem retorno.

Temos de elevar um forte grito, que encontre eco em todas as latitudes e longitudes do Gigante que precisa estar bem despertado: não aceitamos a corrupção total como fato corriqueiro e comum, nem a escravização  da terra de Caxias e Osório, Tamandaré e Barroso (heróico luso-brasileiro), Santos Dumont e Eduardo Gomes, Rio Branco e Joaquim Nabuco, Castro Alves e Machado de Assis, Carlos Gomes e Villa Lobos, Carlos Chagas e Cesar Lattes, André Vidal de Negreiros, Henrique Dias e Felipe Camarão, José Bonifácio e Tiradentes. Nossas cores são o verde-amarelo-azul-e branco da esperança, e não o vermelho da desgraça e do desespero!

Para que não se diga que, comodamente, quero transferir e impor a outros a responsabilidade pelas tarefas que julgo urgentes e adequadas, apresento-me para cumprir o papel de catalisador da inserção ativa dos Clubes Militares na Resistência Democrática. Com todo o apreço e estima pelos atuais Presidentes dos Clubes Miltares, em especial para com o Alte. Dobbin, que foi meu Aspirante na Escola Naval e pelo qual nutro profunda e leal amizade e que sempre me correspondeu com toda a lhaneza e cortesia, mas atendendo a novo chamado com elevado espírito de Missão, estou disposto a candidatar-me, pois, à Presidência do Clube Naval.

Faço-o SABENDO DAS DIFICULDADES QUE TEREI DE ENFRENTAR, sem conhecer totalmente os apoios que terei e a despeito de todas as perseguições, injustiças e limitações que me foram impostas da última vez em que concorri, no primeiro governo Lula, o qual me dispunha  a enfrentar em defesa da Dignidade Marinheira.
Meu propósito é o de, cumprindo meu dever de cristão, brasileiro e militar, tentar aglutinar os Oficiais dispostos a dar um NÃO! à cubanização do Brasil e  a todo o retrocesso moral, espiritual e físico que o PT tem provocado na Nação nestes últimos doze anos, com possibilidade de radicais aceleração e agravamento nos próximos quatro, se os patriotas não se mobilizarem para reagir com firmeza.

Faço, aqui e agora, o convite a todos os Oficiais, de todas as gerações, que me queiram apoiar na tarefa tão dura e desafiadora a que me proponho, que se apresentem à liça. Que se me aproximem, façam conhecer e deem seus nomes e nos venham ajudar, para, com correção, eficácia e eficiência, bem podermos administrar o portentoso patrimônio físico e as múltiplas atividades do Clube Naval.
Necessitamos de muitos e bons nomes para compor Diretoria, Conselhos e ajudar em tudo o mais que se faça necessário, pois a Missão não de um só, mas de todos os que amam o Brasil e continuam fiéis ao solene juramento feito perante a Bandeira. Quanto a mim, terei assim a necessária tranquilidade para cumprir meu dever de defender nossa gente e nossa terra e elevar o valioso e inigualável patrimônio histórico, moral e anímico do Clube, em benefício do  nosso pessoal, da Marinha, das Forças Armadas e do Brasil. Precisaremos de e queremos com empenho a resposta positiva e entusiasmada do maior número possível de voluntários virtuosos!

Se, uma vez mais, porém, não encontrar o apoio requerido entre os Oficiais de Marinha, sócios do Clube Naval, continuarei em minha luta solitária, antiga de quase 25 anos, pois que se iniciou em 1990, quando ainda estava na ativa e me custou a quarta estrela, em defesa do Brasil, da sua independência e da sua soberania, do patrimônio e da integração nacionais, da paz, do direito, da justiça, da virtude e do Bem entre nós, desde então ameaçados. E continuarei insistindo com os Presidentes dos Clubes, e auxiliando-os, como voluntário de primeira hora, pela batalha que temos de travar, para sobreviver como Nação honrada e feliz.

Devemos lutar, para afirmar o destino justo dos homens e das mulheres dentro dos postulados da democracia. Mas, PARA A DEMOCRACIA SOBREVIVER, DEVEMOS DEFENDÊ-LA E BRIGAR POR SEUS VALORES E CRENÇAS MAIS PROFUNDOS, porque o inimigo é implacável, astucioso e ativo.
O preço da liberdade é a eterna vigilância! Para ter sucesso na solução dos graves problemas correntes, nós, os patriotas democráticos, temos de dar-nos as mãos. JUNTEMOS NOSSOS ESFORÇOS NUMA AÇÃO INTEGRADA E EM COMUM, QUE ASSEGURE AO NOSSO POVO UM MELHOR PADRÃO DE VIDA E DE FORMAÇÃO E DE PREPARO, e, ao mesmo tempo, ENFRENTEMOS NOSSOS INIMIGOS COM FÉ, CRENÇA INABALÁVEL EM NOSSOS VALORES E OBSTINAÇÃO SUPERIOR À SUA. Afinal, a verdade está do nosso lado! Precisamos, portanto  combater com galhardia o bom combate, PORQUE NOSSA SERÁ A COROA DA VITÓRIA!

DEUS NOS ILUMINE E GUARDE E PROTEJA O BRASIL!

07 de novembro de 2014
Sergio Tasso Vásquez de Aquino, Vice Almirante na reserva, é membro da Academia Brasileira de Defesa e do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil.

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