"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

TANTAS COISAS SÃO ESTARRECEDORAS...

É ESTARRECEDORA A OMISSÃO DAS AUTORIDADES NOS CASOS HSBC E CARF
Fiquei curioso acerca das alegadas dificuldades da Receita Federal na apuração de ilícitos como os “affaires” HSBC e Carf, com rematadas omissões do Fisco e demais órgãos fiscalizatórios, que têm justamente a missão de evitar o envolvimento do grande capital em grosseiras fraudes fiscais, segundo vazado na imprensa em geral.
Não é obrigatória a declaração de rendas auferidas, onde quer que isto se tenha dado, em terras pátrias ou estrangeiras?
Não é obrigatória a declaração de bens onde quer que estejam, seja aqui ou no exterior?
Não é obrigatória a declaração/comunicação ao Banco Central de toda remessa de recursos para o exterior, sob pena de evasão de divisas, quiçá, também de sonegação fiscal?
Sendo positivas as respostas, a este comum mortal parece suficiente comparar os três elementos acima, ensejando, ainda, apuração das condições de ganhos auferidos no exterior.
Como esse objetivo pode ser dificultoso a tão aparelhado órgão da República, instrumentalizado com computadores poderosíssimos e que prima pela arrogância? Afinal, é preciso evitar a sonegação e arrecadar, não é mesmo?
ESPANTO E REVOLTA
Esta omissão dos órgãos fiscalizatórios causa espanto, horror e revolta a este comum mortal, de quem o fisco cobra dívida anos depois de prescrita, aferrando-se a formalismo processual, somente oneroso ao simples cidadão.
Francamente, não passamos de cidadãos/servos, postos a serviço da maior das corporações nestas paragens, o Estado, que por sua vez é aparelhado pelas outras corporações, na forma de organizações eminentemente criminosas, ou acidentalmente criminosas. E, justiça se faça, isto não começou com o PT, apenas progrediu sua escalada antirrepublicana na gestão petista.
Tudo, no pior estilo “homo sacer”(!), figura do Direito Romano antigo, pessoa que é tão indigna que pode ser assassinável impunemente e tem seus direitos revogáveis – aliás, como na prática ocorre no Brasil, país com maior número de homicídios no mundo.
Este “homo sacer” somos todos nós, brasileiros em geral, neste processo de acanalhamento generalizado que nos engolfa há décadas.
Saudações libertárias, vitalistas e enlutadas mas perseverantes.
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NOTA DA REDAÇÃO DO BLOG
 – O comentarista Humberto Guedes tem toda razão. A Receita Federal sabe perseguir e punir o contribuinte comum, e muitas vezes a punição é até totalmente equivocada, mas deixa impunes os grandes sonegadores. Da mesma forma, a violência no Brasil é inaceitável e mostra a falência das instituições, onde o cidadão de bem é proibido de possuir uma arma para defender sua família. De cada 100 homicídios no mundo, 13 ocorrem no Brasil, segundo informe de 2014, divulgado pelas Nações Unidas, por meio da Organização Mundial da Saúde. E o pior é que no Brasil apenas cerca de 7% dos homicídios são elucidados pela Polícia e apenas 3% dos autores são condenados. Esta é a nossa realidade nas ruas, enquanto as autoridades se divertem na Ilha da Fantasia, codinome de Brasília(C.N.)


09 de abril de 2015
Humberto Guedes

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