"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

2014! ARMADILHAS




As medidas adotadas nos últimos anos para animar a economia brasileira se converteram num emaranhado de armadilhas. O desmonte é complicado e embute efeitos colaterais indesejados. O corte de impostos para alguns produtos é um bom exemplo disso. Diante da desaceleração global, o governo resolveu dar uma mãozinha para a indústria local: reduziu tributos e deixou o consumo fazer o resto.

A medida, de início, teve o efeito desejado. 
Empregado e com mais dinheiro no bolso, o brasileiro foi às compras. 
Mas consumo tem limite. Endividadas, as famílias pisaram no freio. 
Sem perspectiva clara sobre o apetite para novas compras, as indústrias travaram os investimentos.

A economia, com isso, cresceu menos que o esperado. 
Se o país anda devagar, a arrecadação de impostos míngua também. 
Com menos dinheiro no caixa, e despesas cada vez maiores, o governo acabou comprometendo sua gestão de gastos.

Não há mágica para resolver esse tipo de problema. 
Se o saldo da conta bancária está no vermelho, é preciso arrumar dinheiro extra ou cortar parte das despesas. Reduzir gastos não é uma ação agradável para governos, muito menos às vésperas de uma eleição. Por isso, a equipe econômica resolveu reduzir parte do benefício concedido para ajudar as indústrias, que passam a pagar um pouco mais de imposto a partir da próxima semana.

A medida vai garantir R$ 1 bilhão a mais para os cofres públicos.
Aqui começam os problemas. Esse dinheiro é insuficiente para melhorar, de forma efetiva, a relação entre receitas e despesas federais. Imposto mais alto significa produto mais caro. 

E isso gera consequências: 
o consumo perde o resto de fôlego que tem o que pesa sobre as perspectivas de retomada do crescimento e a inflação, que já não está baixa, ganha impulso adicional. A vida na Esplanada dos Ministérios em 2014 não será nada fácil.  Renato Andrade/Folha
26 de dezembro de 2013

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