"Quero imaginar sob que novos traços o despotismo poderia produzir-se no mundo... Depois de ter colhido em suas mãos poderosas cada indivíduo e de moldá-los a seu gosto, o governo estende seus braços sobre toda a sociedade... Não quebra as vontades, mas as amolece, submete e dirige... Raramente força a agir, mas opõe-se sem cessar a que se aja; não destrói, impede que se nasça; não tiraniza, incomoda, oprime, extingue, abestalha e reduz enfim cada nação a não ser mais que um rebanho de animais tímidos, do qual o governo é o pastor. (...)
A imprensa é, por excelência, o instrumento democrático da liberdade." Alexis de Tocqueville
(1805-1859)

"A democracia é a pior forma de governo imaginável, à exceção de todas as outras que foram experimentadas." Winston Churchill.

quarta-feira, 15 de março de 2017

"PROPINAS ERAM DECIDIDAS CASO A CASO", REVELA EXECUTIVO DA ODEBRECHT



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Charge do Pelicano, reproduzida da Charge Online
O executivo Márcio Faria, um dos delatores da Odebrecht na Operação Lava Jato, afirmou em audiência nesta segunda-feira (13) perante o juiz federal Sérgio Moro que o pagamento de propina era decidido “caso a caso”. Márcio Faria prestou depoimento como testemunha de defesa do empreiteiro Marcelo Odebrecht. Segundo o delator, a solicitação de propina em contratos entre a empreiteira e a Petrobras surgia basicamente, na fase de licitação ou após a assinatura de contrato. “Era solicitada caso a caso. Cada contrato tinha sua história”, declarou.
Os depoimentos de Emílio Odebrecht e do ex-executivo do grupo Márcio Faria, que fizeram delação premiada com a Procuradoria Geral da República (PGR), foram colocados sob sigilo, por Moro, a pedido da defesa. A reportagem teve acesso aos vídeos.
BARUSCO OPERAVA – Márcio Faria afirmou que na diretoria de Serviços da Petrobras “quem cuidava disso era seu Pedro Barusco”, ex-gerente da estatal. O delator disse que, “normalmente”, Barusco levava “o assunto” a outro empreiteiro da Odebrecht Rogério Araújo.
“Isso era repassado para o pessoal de Operações Estruturadas (o ‘Departamento de Propina’ da empreiteira) que providenciava o pagamento seja em efetivo no Brasil ou no exterior em contas informadas”, narrou.
Faria declarou que o Setor de Operações Estruturadas era “liderado pelo sr Hilberto Silva que tinha seus assessores Fernando Migliaccio e Luiz Soares”.
APENAS ORDENAVA – O Ministério Público Federal quis saber do delator como eram direcionados os pagamentos.
“Eu não tinha a relação direta com o pessoal Operações Estruturadas. Normalmente eu pedia a César Rocha, que trabalhava comigo, para providenciar”, contou.
“A partir do momento em que eu informava, que eu dava o ‘de acordo’, eu saía do processo.”

15 de março de 2017
Deu no Estadão

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